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sábado, 22 de outubro de 2011

Salvar Shalit estimula o terror

Quase todos os dias, durante uma recente permanência em Jerusalém, passava diante da barraca que os pais do sargento Gilad Shalit, o militar israelense que foi capturado em 2006 pelo Hamas, montaram em frente à residência do primeiro-ministro de Israel. Sua vigília foi longa.

Entristecidos, porém sempre dignos, e na maior parte do tempo sem saber se seu filho estava vivo ou morto, os Shalit literalmente não deram trégua à consciência de Binyamin Netanyahu e do país.

Minha cabeça me dizia que, ao atender à exigência do Hamas de libertar mil prisioneiros em troca de Shalit, Israel encorajaria mais sequestros e libertaria terroristas que quase certamente matariam mais israelenses. Mas o meu coração me dizia que esses pais desolados mereciam todo o apoio do mundo. No fim, meu coração venceu e fui até a barraca, assinei a petição e deixei um donativo.

Estava convencido de que fizera uma coisa errada.

Na semana passada, Israel concordou trocar Shalit por 1.027 prisioneiros palestinos. O sargento chegou a Israel e os primeiros 477 presos foram soltos. Não culpo Netanyahu, seu gabinete ou seus serviços de segurança por cederem ao seu coração.

Não deve ter sido fácil. Entre os prisioneiros que foram soltos estão pessoas que tramaram os ataques suicidas numa pizzaria de Jerusalém (15 mortos), um hotel na Páscoa em Netanya (30 mortos), um ônibus em Jerusalém (11 mortos) e um ônibus em Haifa (17 mortos).

Evidentemente, as autoridades israelenses que aprovaram a troca estavam dispostas a pagar um preço alto para manter o sentimento de solidariedade em Israel. Eles querem que os pais israelenses tenham a certeza de que o governo fará tudo o que estiver ao seu alcance para salvar seus filhos eventualmente capturados. Cientes disso, os soldados israelenses presumidamente se sentirão mais dispostos a ir para a batalha.

Entretanto, os líderes israelenses deveriam ter se deixado guiar por sua cabeça, ainda que a decisão fosse mais dolorosa. As consequências da libertação de prisioneiros em outras épocas deveria tê-los convencido de que, a longo prazo, a troca quase certamente se revelaria a opção mais cara. Segundo uma estimativa, nos últimos trinta anos Israel soltou cerca de 7 mil prisioneiros árabes em troca de cerca de 16 israelenses e dos corpos de mais dez.

Cerca de 10 mil prisioneiros árabes foram soltos desde 1985. Um relatório de 2007 elaborado por um grupo de vítimas do terrorismo, afirma que, nos cinco anos antes do estudo, 177 israelenses foram assassinados por terroristas reincidentes que haviam sido libertados.

Abbas ibn Muhammad Alsayd, solto em 1996, envolveu-se posteriormente em três ataques. Em 1998, Iyad Sawalha foi solto num gesto de "boa vontade"; em 2002, detonou uma bomba que matou 17 pessoas. Ramez Sali Abu Salmin, solto em 2003, mais tarde se explodiu em um café de Jerusalém, matando 7.

Os líderes israelenses deveriam saber que libertar 1.027 prisioneiros em troca de um soldado terá como resultado novos sequestros, e que essas chantagens e libertações em massa, aliás desproporcionais, terão de acabar.

O porta-voz da ala militar do Hamas declarou que o sargento Shalit "não será o último soldado a ser capturado pelo Hamas enquanto Israel mantiver em seu poder prisioneiros palestinos". Outro grupo, Comitês de Resistência Popular de Gaza, que participou do sequestro do sargento Shalit, anunciou: "O sequestro é a nossa estratégia".

Ontem, Wafa al-Bass, presa em 2005 quando contrabandeava uma bomba para ser utilizada em um atentado suicida no posto de controle de Gaza, afirmando que ia procurar tratamento médico, disse, após ser solta, que os palestinos deveriam "tomar um Shalit" a cada ano, enquanto outros presos palestinos não fossem libertados.

Não é preciso ler a obra do psicólogo B.F. Skinner para compreender o perigo do reforço positivo representado pela troca de prisioneiros por israelenses sequestrados. Basta ler o próprio Netanyahu, que em seu livro de 1995, Fighting Terrorism, escreveu: "A libertação de prisioneiros só encoraja os terroristas dando-lhes a sensação de que, mesmo que sejam apanhados, sua punição será de curta duração. Pior ainda, levando os terroristas a pensar que suas exigências serão provavelmente atendidas, ela encoraja exatamente a chantagem terrorista que pretende combater".

A volta aos ataques terroristas contra os israelenses não é a única consequência. O caso de Shamir Kuntar, que foi libertado em 2008 em troca dos restos mortais de dois soldados israelenses, deveria servir de lição. Kuntar havia assassinado um israelense na frente de sua filha de 4 anos e depois matou a menina esmagando sua cabeça com o fuzil - enquanto a esposa do homem, escondida nas proximidades, acidentalmente sufocava sua filhinha de dois anos ao tentar fazer com que ficasse em silêncio.

Kuntar agora é um herói. Ele e outros prisioneiros soltos foram homenageados pelo presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. Ele deu a Kuntar uma medalha por "apoiar a resistência palestina e libanesa".

Dito isso, é absurdo ver Israel trocando um soldado, ou mesmo restos mortais, por centenas de prisioneiros como uma estratégia destinada a fortalecer o sentimento de solidariedade ou o moral do país.

O que dirão os líderes israelenses aos parentes dos civis que quase seguramente serão mortos pelos prisioneiros soltos no acordo - e aos pais dos soldados que serão sequestrados pelo Hamas para provocar novas trocas de prisioneiros? Continuar assumindo riscos com a vida das pessoas pela paz talvez seja necessário para a liderança israelense. Entretanto, não é necessário assumir riscos suicidas que salvarão um soldado, mas garantirão o sequestro de outros e o assassinato de muitos outros israelenses.

Nosso coração pode comemorar com a família Shalit. Mas nossa cabeça não pode deixar de se preocupar ao contemplar os muitos sequestros e mortes que sua libertação produzirá. 

Fonte: O Estado de São Paulo

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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Israel responde aos ataques e terroristas continuam com a violência


RAFAH — (AFP) - Os ataques da quinta-feira que resultaram na morte de oito pessoas no sul de Israel, atribuídas pelo Estado hebreu a um grupo radical palestino de Gaza, provocou uma série de episódios de violência, inclusive no Egito.

"Se o Hamas (no poder em Gaza) quer uma escalada, vão pagar um preço alto", advertiu nesta sexta-feira o porta-voz do Exército israelense, general Yoav Mordehai.

O general Mordehai não descartou realizar uma operação terrestre contra o movimento islâmico palestino que controla a Faixa de Gaza, acusado por Israel de ser responsável, pelo menos indiretamente, pelos ataques de quinta-feira.

A polícia israelense está em estado de alerta em todo o país.

Nas últimas horas, combatentes da Faixa de Gaza dispararam uma dúzia de foguetes contra o sul de Israel, afirmaram fontes palestinas e israelenses.

Os Disparos foram seguidos de ataques aéreos israelenses no território palestino.

Segundo fontes médicas, dois palestinos morreram em ataques aéreos israelenses.

A primeira vítima foi Mohamed Enaya, de 22 anos, atingido no bairro de Zeitun, no sul da cidade de Gaza, informaram fontes médicas palestinas.

A outra morte também foi registrada em Gaza, quando um membro não identificado dos Comitês de Resistência Popular (CRP), grupo radical da região, morreu em outro ataque aéreo no norte do território palestino, de acordo com fontes médicas palestinas e com o próprio grupo ao qual pertencia.

Na quinta-feira, sete palestinos foram mortos durante os ataques aéreos de Israel à Faixa de Gaza realizados após o ataque triplo no balneário de Eilat, no sul de Israel.

Quatro diretores dos CRP, segundo o Shin Beth (serviço de segurança interna de Israel), estavam "envolvidos nos ataques" de ontem e foram mortos, entre eles o chefe da organização radical em Gaza, Kamal al-Nayrab.

Os CRP que reúnem combatentes de todos os movimentos palestinos, nacionalistas e islamitas, negaram serem responsáveis pelos ataques anti-israelenses.

"Nós saudamos (esta operação) e estamos orgulhosos, mas não a reivindicamos", declarou nesta sexta-feira um porta-voz dos CRP à AFP.

Sete combatentes foram mortos durante uma série de ataques cuidadosamente coordenados na área de Eilat, no litoral do Mar Vermelho, próximo à fronteira egípcia, segundo o general Tal Rousso, comandante da região sul. Um deles morreu "acionando seu cinto de explosivos".

No Egito, seis policiais foram mortos entre ontem e hoje em circunstâncias ainda não esclarecidas, na fronteira com Israel.

O jornal Al-Ahram publicou nesta sexta-feira a declaração de uma autoridade de alto escalão egípcia, dizendo que os policiais foram mortos por homens armados que tentavam entrar no Egito a partir de Israel.

Na quinta-feira, um oficial militar contou à agência de notícias Mena que eles foram mortos por um foguete lançado por um helicóptero de combate israelense que tinha como alvos militantes em fuga.

A imprensa israelense apresentava nesta sexta-feira manchetes sobre "ataques terroristas no sul" que custaram a vida de seis civis, entre eles duas irmãs mortas com seus maridos, mesmo com o alerta sobre uma operação iminente de grupos palestinos.

Os jornais estão preocupados com o risco de uma deterioração da segurança entre Israel e Egito. "A paz com o Egito constitui um pilar da segurança de Israel faz três décadas e foi severamente abalada", afirmou o jornal Haaretz. O jornal de grande tiragem Yediot Ahanot afirma que Israel "não deve se contentar em completar a construção de um muro de segurança cercando as fronteiras do país, mas deve empregar a força" para prevenir novos incidentes.

O governante egípcio da província do Norte - Sinai, Abdel Wahab Mabruk, assegurou que os autores dos ataques em Israel não chegaram ao Egito, referindo-se a estritas medidas de segurança na região.

O Exército e a polícia egípcia fazem uma campanha durante muitos dias contra membros de um grupo armado acusado de ter explodido um gasoduto que fornece gás à Israel e de ter atacado um posto de polícia.

A Casa Branca, a ONU e a União Europeia condenaram os ataques em Israel. A Secretária de Estado Hillary Clinton pediu que o Egito garanta a segurança no deserto do Sinai, para onde o chefe do Estado-Maior do Exército egípcio, Sami Anan, deve ir para liderar uma investigação sobre as mortes dos policiais egípcios.

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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Atentados em Israel mataram 7 e feriram 40


Brasília – A Embaixada de Israel confirmou hoje (18) que sete pessoas morreram e 40 foram feridas em uma série de atentados ocorridos na fronteira entre os territórios israelense e egípcio. Para o governo de Israel, são ataques terroristas ligados ao fundamentalismo islâmico. “Israel se pronuncia contra este ataque inaceitável à sua soberania e está disposto a responder a esta situação para defender seus cidadãos”, diz o comunicado da embaixada.

Homens armados atacaram um ônibus com civis israelenses que viajavam para o Sul do país por volta do meio-dia, em seguida houve disparos de mísseis contra veículos que estavam em uma estrada e a explosão de uma bomba no local onde havia uma patrulha militar.

Em comunicado, as Forças de Defesa de Israel informaram que os ataques foram feitos por um "grupo terrorista infiltrado em Israel". Autoridades israelenses disseram que o primeiro ataque teve como alvo um ônibus, que levava passageiros da cidade de Beersheba até Eilat, um balneário, no extremo sul do país. O ônibus transportava turistas e alguns soldados.
Após a emboscada, o motorista do ônibus continuou dirigindo até uma base militar próxima, onde os feridos receberam tratamento de emergência antes de serem enviados de helicóptero para um hospital em Eilat.

Fonte: Agência Brasil

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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Tropas israelenses matam militante perto da fronteira com Gaza

Tropas israelenses mataram na terça-feira um militante palestino na Faixa de Gaza que havia se aproximado da fronteira, disseram autoridades. Foi o mais recente incidente violento na tensa divisa. 

O Exército israelense declarou em comunicado que soldados com apoio aéreo começaram a atirar contra um grupo de militantes que estava instalando explosivos na cerca fronteiriça, atingindo um deles. 

Segundo autoridades médicas palestinas, o militante, membro dos Comitês de Resistência Popular, foi morto ao se aproximar da fronteira israelense. Pelo menos mais uma pessoa ficou ferida. 

Israel e Hamas, grupo islâmico que controla a Faixa de Gaza, disseram que querem evitar o aumento da violência. No entanto, foguetes e granadas foram disparados de Gaza quase que diariamente neste mês contra o sul de Israel, e forças israelenses atacam com frequência alvos militantes no território costeiro.
(Reportagem de Saleh Salem) -Reuters

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