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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Clérigo Islâmico diz que massacre contra os Cristãos Coptas estava de acordo com as leis islâmicas

Segundo noticiado pela AKI. um decreto religioso postado em um site jihadista da Al-Tawed, assinado por um clérigo da Mauritânia, ligado à Al-Qaeda e ao falecido líder no Iraque, parece legitimar o ataque mortal do Réveillon a uma igreja no norte do Egito.

O texto, assinado no mês passado por Abu al-Mandhar al-Shanqiti,pede aos muçulmanos para vingar a suposta prisão em um convento de duas mulheres egípcias depois que se converteram ao Islã.

Al-Shanqiti é ligado ao jordaniano Abu Muhammad al-Maqdisi, o mentor do líder da Al-Qaeda no Iraque, Abu Musab al-Zarqawi, morto em um ataque EUA lá em 2006.

"Como com a Sharia, os cristãos fazem proselitismo e sequestram nossas mulheres em nosso país?" "Vocês devem atacar aqueles que o atacam, com uma força igual ou maior que a deles." "O Corão menciona o princípio do" olho por olho, dente por dente ". Disse o clérigo.

Ele alegou que líderes jihadistas tinham decidido vingar o suposto sequestro das mulheres muçulmanas, nomeadas em relatos não confirmados como Wafa Constantine e Shehata Camelia.

"Estes cristãos que que sequestraram essas duas mulheres, violaram o acordo ao qual foi concedido proteção. Não temos obrigações com eles", disse al-Shanquit.



segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Britânicos deixaram fugir líder da Al-Qaeda no Iraque

Falta de combustível no helicóptero britânico que seguia Abu Musab al-Zarqawi impediu que este fosse capturado em Março de 2005 no Iraque. Este fracasso viabilizou mais 15 meses de operações do chefe da Al-Qaeda naquele país, revelam os documentos secretos sobre a Guerra do Iraque tornados públicos pelo WikiLeaks.


De acordo com os documentos examinados pelo diário britânico Guardian, a 17 de Março de 2005 a célula G3 dos serviços secretos militares da brigada britânica em Baçorá soube que Zarqawi estava a viajar para sul, na estrada que vai de Amarah a Baçorá. Meia hora depois, um helicóptero Lynx detectou um carro suspeito que estacionara a 70 km a norte de Baçorá. Durante 15 minutos, o helicóptero manteve a "observação do local", mas teve de regressar à base para se abastecer. "Como resultado, a área esteve sem ser observada entre 20 e 30 minutos", avança o relatório que dá conta de buscas posteriores na área. Mas era tarde.


Apoiado pelos sunitas, o homem, por quem os EUA ofereciam 25 mil dólares, prosseguiu as suas operações terroristas, que tinham como alvo as tropas aliadas e os xiitas, que quase levaram o país à guerra civil. Em Junho de 2006, os americanos põem termo ao seu reinado de terror quando o matam, e à família, a norte de Bagdad.


Entretanto, e em dissonância com o registo do Ministério da Defesa britânico - que critica a divulgação dos documentos pelo WikiLeaks -, Nick Clegg advoga que se investiguem as denúncias de abusos de prisioneiros ou outros crimes alegadamente cometidos pelas tropas britânicas. Em declaração à BBC1, o número dois do Governo britânico e líder dos liberais-democratas sublinhou serem "extremamente sérias" quaisquer sugestões de que crimes de guerra foram cometidos.


"Presumo que a Administração americana dará as suas próprias respostas", disse Clegg quando inquirido sobre as acusações contras as tropas dos EUA.


Ontem, a Casa Branca continuava sem reagir à publicação dos mais de 390 mil documentos secretos americanos sobre a Guerra no Iraque, o que deu origem a críticas por parte da imprensa americana. O jornal The New York Times classifica como "indiferença institucional" o ignorar por parte da Administração a maioria dos casos de abusos.

Fonte

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