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sábado, 20 de novembro de 2010

Para defender-se dos militantes islâmicos, meninas são treinadas a usar armas em escola na Caxemira


Em uma escola na Caxemira indiana as meninas recebem fuzis de assalto AK-47, elas são treinadas a manusear desde pequenas armas brancas a bazuscas, artilharia pesada e fuzis de assalto. Também recebem treinamento de defesa pessoal. Para que tudo isso? Para poderem se defender dos militantes islâmicos.

Elas podem usar tranças e aparentarem meninas comuns, mas vivem no turbulento norte de Jammu e Caxemira, onde não são estranhas à violência. Uma delas que perdeu sua avó em um ataque jihadista muçulmano esta disposta a aprender a usar a violência quando preciso:

"Fomos ensinadas a usar armas de assalto e temos aprendido muito. Nos parece muito agradável. Tropas militares estão ensinando as meninas a se defenderem e defederem seu povo das frentes que disputam a região da Caxemira"

"Isto tem basicamente o objetivo de capacitar as crianças, especialmente as meninas, que vivem cercadas pela linha de controle de fronteira, para que saibam utilizar novas armas e também manusear fuzis, para que quando houver qualquer tipo de emergência, as meninas possam se defenderem sozinhas", afirma um oficial. 

No ano passado, uma menina no vale da Caxemira, deteve sozinha um grupo de militantes muçulmanos que atacou sua casa.
Blog De Olho na jihad


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Sete militantes são mortos na Caxemira indiana

Forças do governo da Índia mataram sete supostos rebeldes muçulmanos em quatro confrontos na parte da Caxemira controlada pelas autoridades indianas, informou a polícia hoje. A violência ocorre dias antes da chegada do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, à Índia.

Funcionários temem que os rebeldes aumentem os ataques a fim de chamar a atenção para a disputada região, enquanto ocorre a visita de Obama esta semana. As tropas paramilitares da Índia estão em alerta.
O sentimento contra a Índia é profundo na região de maioria muçulmana, com mais de dez grupos rebeldes lutando pela independência da Caxemira ou pela união dessa área com o Paquistão desde 1989. Os sete militantes mortos pela polícia e pelo Exército na Caxemira foram atacados com base em informações de inteligência. Nenhum grupo rebelde comentou os recentes confrontos.

A Índia acusa o Paquistão de armar e treinar militantes muçulmanos. Islamabad nega as acusações, dizendo que apenas dá apoio moral e diplomático aos rebeldes. A Índia e o Paquistão já travaram duas guerras pelo controle da região. Mais de 68 mil pessoas, a maioria delas civis, foram mortas durante a insurgência militante e a repressão indiana. As informações são da Associated Press.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Milhares protestam contra Índia na Caxemira, incluindo Jihadistas

Milhares de pessoas protestaram na Caxemira paquistanesa hoje lideradas por um novo movimento pela independência da região. Os manifestantes condenaram a "brutalidade" da Índia. A manifestação foi a primeira organizada pelo grupo Tehreek-e-Azadi-e-Kashmir (TAK), ou movimento pela independência da Caxemira.

O evento contou com a participação de ativistas de grupos extremistas, incluindo o Hizb-ul-Mujahidin e o Jamaat-ud-Dawa (JuD). A nova coalizão está organizando dois dias de manifestações na parte da Caxemira administrada pelo Paquistão.

Cerca de 2.500 pessoas se reuniram em Muzaffarabad, capital da Caxemira paquistanesa. A Caxemira indiana sofre com vários protestos desde 11 de junho, quando um estudante de 17 anos foi morto pela polícia com uma bomba de gás lacrimogêneo. Desde então, as forças indianas foram acusadas de matar 107 pessoas, a maioria jovens e estudantes.

A Caxemira é dividida entre o Paquistão e a Índia, mas reivindicada por ambos. A região foi a causa de duas das três guerras travadas entre os vizinhos desde a independência do Reino Unido, em 1947. Os separatistas muçulmanos travam uma insurgência há 20 anos contra o governo de Nova Délhi na Caxemira indiana. Os moradores dos dois lados da Caxemira querem que Islamabad e Nova Délhi concordem com um referendo sobre a autodeterminação da região. As informações são da Dow Jones.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Violência na Caxemira indiana deixa pelo menos 4 mortos

Nova Délhi, 11 ago (EFE).- Uma mulher morreu e 17 outras pessoas ficaram feridas em um ataque insurgente contra um ônibus de passageiros e um comboio militar na Caxemira indiana, onde na terça-feira à noite morreram baleados um policial e dois guardas, segundo distintas fontes.

O ataque contra o ônibus aconteceu às 9h locais desta quarta (0h30 em Brasília), no distrito de Rajouri da região, na qual em apenas dois meses morreram cerca de 50 pessoas em violentos distúrbios contra as forças da ordem.

"Três veículos do Exército e um ônibus civil foram alvo de um intenso tiroteio por parte de terroristas camuflados em um campo de milho. Dois soldados ficaram feridos", disse à agência indiana "Ians" uma fonte do Exército.

Os agressores conseguiram escapar, assegurou a fonte, que acrescentou que já teve início uma operação de busca.

Na terça-feira à noite (horário local), um grupo de supostos insurgentes matou a tiros um policial e dois guardas oficiais que protegiam a casa de um dirigente do Partido Político Nacionalista (NPP) na conflituosa cidade de Sopore.

A Caxemira, única região indiana de maioria muçulmana, é objeto da maior disputa territorial entre Índia e Paquistão desde a independência e partilha do subcontinente, no ano de 1947.

Embora sem a força de alguns anos atrás, seguem operando na Caxemira indiana vários grupos armados que combatem as forças da ordem ou cometem ataques terroristas para tentar a independência do território ou sua anexação ao Paquistão.

Fonte: EFE

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Exército indiano abre fogo contra militantes na Caxemira

Ao menos três civis foram mortos durante protestos violentos na Caxemira - região disputada pela Índia e o Paquistão - após tropas do Exército indiano abrirem fogo contra os manifestantes. Os incidentes elevam o número de mortos nos últimos dias de intensa violência na região para 26, em meio a protestos e embates entre militantes muçulmanos e forças policiais e militares do governo indiano.

Dois civis foram mortos durante uma marcha de protesto na cidade de Pampore. Após a confirmação das mortes, residentes da região incendiaram prédios e veículos do governo, informou a polícia local. Outro civil morreu na cidade de Khrew, onde centenas de manifestantes marcharam pelas ruas entoando slogans de independência.

Os combates entre forças indianas e os residentes da Caxemira já deixaram cerca de 68 mil mortos desde a década de 1980.

Toque de recolher

Ainda no sábado as autoridades indianas impuseram um toque de recolher por tempo indeterminado nas grandes cidades do vale da Caxemira sob sua soberania, após cinco civis morrerem e pelo menos 50 ficarem feridos em violentos protestos. Entre a noite de sexta e a manhã de sábado (pelo horário local), morreram outros dois civis feridos por disparos das forças de segurança na localidade caxemiriana de Pattan, onde uma multidão atacou um quartel policial.

Na mesma cidade, neste sábado, foram registrados novos enfrentamentos entre civis e as forças de segurança, que tentavam dispersar a multidão e impor o toque de recolher. Uma adolescente morreu pelos disparos dos agentes e outras quatro pessoas ficaram feridas, duas delas em estado grave. As sextas-feiras, dias de oração para a maioria muçulmana que reside na região, costumam ser escolhidas pelos principais líderes separatistas para convocar protestos na Caxemira, imersa há mais de um mês em uma contínua agitação pelas mortes de civis às mãos das forças indianas.

A Caxemira continua sendo motivo de disputa territorial entre Índia e Paquistão desde a independência e partilha do subcontinente, no ano de 1947.

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