Mostrando postagens com marcador Jihad na Economia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jihad na Economia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A fortuna de Nasrallah: 250 milhões de dólares

Secretário-geral e milionário. Entre um atentado terrorista e outro, o secretário-geral do Hezbollah, Hassan Nasrallah, dedica longas horas à atividade econômica empresarial ao longo do mundo acessível a ele, aos seus cofres pessoais, uma fortuna que não é menor que 250 milhões de dólares. Assim informou um jornal do Kuwait.

Num relatório que revela a dimensão da atividade econômica por parte de Nasrallah, diz-se que os milhões do secretário-geral se encontram investidos em empresas "cash" e numa série de sociedades ativas. Dentre os investimentos merecem ser citadas: fábricas de automóveis, empresas para venda de tabaco e exportação/importação de produtos alimentícios e medicamentos, sendo a identidade do acionista, geralmente, desconhecida. O periódico do Kuwait sustenta que os dirigentes do Hezbollah e, em especial, o vice de Nasrallah, Sheikh Naim Kassem, investem em empresas na Europa, na América Latina e em países árabes, "tentando acumular, para eles e em favor da organização, dois milhões de dólares".

Das informações prestadas surge que o governante do Irã, Ali Khamenei, "estremeceu" ao descobrir a magnitude da atividade econômica do Hezbollah. É por isso que o líder iraniano ordenou, há um ano e meio, reduzir o orçamento anual à organização, de 800 milhões de dólares para a metade.

Um especialista israelense, que acompanha o relato das ações de negócios do Hezbollah, disse que "Nasrallah e sua gente já não requer há algum tempo o dinheiro proveniente do Irã. A partir de seu astuto comportamento econômico, hoje pode autofinanciar sua atividade no Líbano e tudo o que planeja fazer fora do Líbano também".

Fonte: CIDIPAL
Tradução: Jônatha Bittencourt, editor de CessarFogo.com e De Olho na Jihad

Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twitter e aqui para curtir no Facebook 
A cópia das notícias aqui vinculadas é livre, já que em grande maioria não são de nossa autoria. Os textos de nossa autoria passarão agora a serem classificados como “Editorial”. Portanto, por questão de justiça e honestidade intelectual, pedimos que ao copiar nossos textos cite-nos e também cite a fonte na qual coletamos as informações.  

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Al-Qaeda ataca o calcanhar de Aquiles do Ocidente: a economia

PARIS (AFP)— A economia ocidental é, há 15 anos, um alvo da Al-Qaeda, mas, desde a crise financeira de 2008, os partidários de Osama Bin Laden compreenderam que esta é muito mais vulnerável e intensificaram os ataques para arruinar os inimigos, afirmam analistas.

"É a estratégia de ferir para levar à falência", afirmou o americano Daveed Gartenstein-Ross, diretor do centro de estudos da radicalização terrorista na Fundação pela Defesa das Democracias, um centro de reflexão de Washington.

"Bin Laden pensa sinceramente que participou na ruína da União Soviética no Afeganistão e seu objetivo é fazer o mesmo com os Estados Unidos", disse à AFP.

"E é um argumento: as guerras do Iraque e do Afeganistão são incrivelmente caras. Os gastos gerados por estes conflitos e pelas medidas de segurança internacionais são questões legítimas que precisamos expor".
Na capa do terceiro número da revista virtual "Inspire", redigida em inglês pela Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA), os jihadistas citam uma cifra com destaque: 4.200 dólares.

Este é o orçamento do que eles chamam de "Operação Hemorragia", que consistiria no envio a partir de Sanaa de pacotes-bomba aos Estados Unidos, através de empresas de frete aéreo americanas. As bombas foram interceptadas, mas a onda expansiva econômica se propagou por todo o setor, que se viu obrigado a estudar novas e caras medidas de segurança.

"Desde o princípio, nosso objetivo era econômico", afirma a AQPA.

"Forçar o Ocidente a instalar dispositivos de segurança suficientemente eficazes para detectar nossos artefatos explosivos será uma carga pesada adicional nas economias já quebradas".

"Mudaram a estratégia nos últimos dois anos", explica Daveed Gartenstein-Ross.

"Os aspectos econômicos de suas ações eram importantes para eles antes, mas, desde a crise de 2008, centram mais em ataques de menor envergadura, sabendo que as repercussões econômicas jogarão a seu favor".

Pacotes-bomba, ações isoladas de homens-bomba, atentados mais ou menos bem organizados que geram pânico: tudo faz parte do que a AQPA chama de "estratégia dos mil ferimentos", que tem o objetivo de fazer o inimigo sangrar até a morte".

Pressionados pelos mísseis disparados pelos caças teleguiados americanos contra seus refúgios nas zonas tribais paquistanesas, sem possibilidade de deslocamento, os líderes da Al-Qaeda consideram os ataques contra a economia mundial uma forma de ameaçar, de existir e de permanecer no noticiário.

Analistas e policiais destacam ainda que tais operações podem ser executadas por grupos, partidários ou militantes com os quais os líderes da Al-Qaeda sequer estão em contato. Precisam apenas elogiar suas ações na internet, uma vez realizadas, mesmo em caso de fracasso.

Abdel Bari Atwan, editor do jornal Al-Quds Al-Arabi e autor de "História secreta da Al-Qaeda", é um dos poucos jornalistas que já entrevistou Osama Bin Laden várias vezes.

"Ele me disse que seu objetivo era atrair os americanos para as terras árabes e eles caíram na armadilha", disse à AFP.

"O custo da 'guerra contra o terrorismo' desde o 11 de setembro (de 2001) é de quatro ou cinco trilhões de dólares! É fenomenal, tanto como o dinheiro que destinaram para tirar os bancos da crise. A economia americana afundou em parte por culpa do custo destas guerras".

"Os ataques contra as companhias aéreas e o transporte aéreo não são novos: a Al-Qaeda sempre pensou nisso, para criar pânico e afetar a economia. Estão conseguindo", conclui.

Share

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More