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segunda-feira, 9 de março de 2015

Os caribenhos do ISIS


O Ministro da Segurança Nacional de Trinidad e Tobago, Gary Griffith, anunciou no final de 2014 que alguns cidadãos do seu país tinham se unido à causa do Estado Islâmico. Apesar de dizer não saber ao certo o número de jihadistas da ilha caribenha, ele confirmou a vinculação e ação de dois cidadãos nas fileiras do ISIS.

Griffith assinalou que o governo monitora as atividades de vários trinitenses que têm mantido relações com o Estado Islâmico e que estudam medidas para o caso do regresso desses jihadistas. "Não entrarão no país", afirma.



Um dos trinitenses identificados nas fileiras do Estado Islâmico é Joan Crawford (foto), cujo a mãe confirmou sua identidade. Também conhecido como “Asadullah” já havia sido preso em 2011 acusado de conspiração para matar a ministra Kamla Persad-Bissessar, no entanto, por falta de provas foi solto 14 dias depois. “Sua vida é melhor assim, ele tem um propósito e não vai voltar”, disse a mãe de Joan.

Trinidad e Tobago possui uma grande comunidade muçulmana e bastante ativa, o país a ilha já tem um grande histórico com o radicalismo islâmico, tendo ocorrido inclusive uma tentativa de Golpe de Estado pelos muçulmanos do grupo  Jamaat al Muslimeen, grupo que continua operando no país, o mesmo grupo planejava um atentado contra o aeroporto JFK e foram impedidos pelas forças americanas.




quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Garota propaganda dos combatentes curdos pode ter sido decapitada pelos terroristas do Estado Islâmico


A combatente curda que tornou-se garota-propaganda da Resistência Curda de Kobane, foi supostamente decapitada pelo Isis. A mulher, conhecida pelo pseudônimo Rehana, tornou-se um símbolo de esperança para a cidade na fronteira com a Síria depois que um jornalista twitou uma foto dela fazendo um "V", alegando que ela, pessoalmente, matou 100 terroristas do Isis. A mensagem foi retuitada mais de 5.000 vezes, e fez dela uma celebridade entre os Curdos. Porém segundo o Daily mail um combatente dos ISIS compartilhou no twitter onde parece segurar a cabeça decapitada de Rehana, no entanto, as forças curdas ainda não pronunciaram-se sobre a imagens, ao que parece a combatente está desaparecida. 

O exército curdo criou unidades formada apenas por mulheres, todas voluntárias, elas tem consciência que o triunfo do Estado Islâmico significa o fim da liberdade que possuem. A presença de mulheres não é uma novidade, elas tem lutado há anos contra as tropas turcas pela independência do Curdistão. "Não há diferenças entro nós e os homens, podemos fazer qualquer trabalho incluindo a luta armada", afirmou Kobani, a comandante da unidade mista curda.


O Observatório Sírio de Direitos Humanos informou que no início do mês nove combatentes curdos foram decapitados entre eles estavam três mulheres capturadas em combate próximo da fronteira turca.

Blog De Olho na Jihad

segunda-feira, 14 de julho de 2014

No Iraque islamitas impõem às mulheres a Jihad Sexual

O grupo jihadista Estado Islâmico do Iraque (ISIS) exigiu aos homens das cidades iraquianas conquistadas que apresentem as suas filhas solteiras para que estas participem na jihad sexual, oferecendo os seus corpos aos militantes. 

Segundo o portal 'The Clarion Project', os combatentes do ISIS puseram cartazes na cidade de Mosul, a 
segunda maior do Iraque, declarando que as mulheres solteiras locais devem obrigatoriamente incorporar-se à jihad oferecendo sexo aos combatentes do grupo: 

"Fazemos um apelo aos habitantes deste município para que tragam as suas filhas solteiras para que possam cumprir com o seu dever na jihad sexual com os seus irmãos guerreiros na cidade e quem não obedecer sentirá todo o peso da sharia". 

De acordo com informações de jornais locais, os guerrilheiros do ISIS tem invadido casas de Mosul, matando os homens e estuprando as mulheres. Segundo a porta-voz da Comissão das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navie Pillay, há a informação de que quatro mulheres da cidade cometeram suicídio após terem sido estupradas ou forçadas a casar-se com militantes.

Blog De Olho na Jihad com informações do ActualidadeRT

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Relatório diário do terrorismo durante o Ramadã 2011 (15 16/08)

Marcas da Religião da Paz no último dia 15 no Iraque
Dia 15/08
Terrorismo em nome da 
 "Religião da Paz"
Em nome de outras
religiões
Cometidos por
'Anti-muçulmanos'

Direitistas
Número de mortos
 
95
0
0
Número de feridos
165
0
0

Iraque - Na cidade de Najaf, um ataque de militantes sunitas contra muçulmanos xiitas deixou 11 mortos e 74 feridos. Em Kut, um atentado reivindicado pela Al-Qaeda deixou 42 mortos e 72 feridos. Na cidade de Yusufiya, membros do ISI sequestraram e executaram 7 membros da milícia Sahwa. Em Tikrit, suicídas enviaram para Allah mais 6 pessoas e deixaram 10 feridos.

Iêmen - Um ataque da AQPA contra xiitas deixou 14 mortos e 5 feridos.

Nigéria - Muçulmanos assassinaram 9 cristãos de uma mesma família em Heipang, entre os mortos estão 7 crianças, uma pessoa escapou com vida. Na cidade de Sokoto, em nome de Allah, O Misericordioso, 6 pessoas foram assassinadas por islamitas do Boko Haram.

Dia 16/08
Terrorismo em nome da 
 "Religião da Paz"
Em nome de outras
religiões
Cometidos por
'Anti-muçulmanos'

Direitistas
Número de mortos
 
09
0
0
Número de feridos
08
0
0

Afeganistão - Em Uruzgan, 8 civis são mortos e mais 8 ficaram feridos durante um ataque com bombas realizado pelo Talibã. Já em Kandahar, islamitas assassinaram um jovem de 18 anos.

Blog de Olho na Jihad com informações do The religion of peace 

Obs: O relatório não é 100% preciso, pois há mortes que não chegam a grande mídia, portanto podemos atualizar os números a qualquer momento.
 
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A cópia das notícias aqui vinculadas é livre, já que em grande maioria não são de nossa autoria. Os textos de nossa autoria passarão agora a serem classificados como “Editorial”. Portanto, por questão de justiça e honestidade intelectual, pedimos que ao copiar nossos textos cite-nos e também cite a fonte na qual coletamos as informações.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Iraque: Atentados contra Igrejas

KIRKUK - Um carro-bomba explodiu próximo a uma igreja católica no norte do Iraque nesta terça-feira, 2, ferindo ao menos 16 pessoas como parte de um ataque coordenado contra locais de culto cristão na cidade multiétnica de Kirkuk, disse um policial.

A polícia também encontrou carros-bomba em outras duas igrejas de Kirkuk, mas conseguiu desativar os explosivos antes de serem detonados, informou o general da polícia local Torhan Abdulrahman.

A explosão estilhaçou as janelas da igreja, frequentada principalmente por cristãos sírios, danificou o prédio e deixou destroços, segundo imagens divulgadas na televisão. Em frente à e igreja estavam os restos de metal contorcido do carro-bomba.

"Foi um ataque coordenado contra (várias) igrejas ao mesmo tempo", disse Abdulrahman à Reuters, afirmando que 16 pessoas ficaram feridas.

Segundo fontes hospitalares, 23 pessoas feridas pela explosão foram atendidas, entre elas alguns cristãos.

A violência no Iraque tem diminuído desde o auge dos combates entre a maioria xiita e os sunitas entre 2006 e 2007, mas explosões e tiroteios por insurgentes e milícias ocorrem diariamente no país.


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terça-feira, 15 de março de 2011

Hoje na História: O Embaixador Brasileiro morto pela Al-Qaeda

 Em 15 de março de 1948 nascia Sérgio Vieira de Mello

Sérgio Vieira de Mello
(Embaixador brasileiro)
15/03/1948, Rio de Janeiro
19/08/2003, Bagdá

Embaixador brasileiro e Alto Comissário de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), Sérgio Vieira de Mello consternou o mundo ao ser morto tragicamente em 19 de agosto de 2003, durante um ataque terrorista contra a sede das Nações Unidas em Bagdá, local a que foi enviado como representante especial do secretário-geral da entidade, Kofi Annan.

Nascido em 15 de março de 1948, no Rio de Janeiro, Sérgio Vieira de Mello ingressou cedo na carreira diplomática, seguindo a profissão de seu pai, que trabalhou na Argentina durante muitos anos. Aos 21 anos, começou a atuar na ONU, conciliando o seu trabalho com os estudos de filosofia na Universidade de Paris, onde morava.

Na entidade, o brasileiro atuou no setor da ONU para refugiados, em Genebra, e serviu em operações humanitárias e de paz por regiões submetidas a conflitos e guerras como em Bangladesh, Sudão, Chipre, Moçambique e Peru.

Conhecido como hábil negociador, Mello se destacou na área humanitária e, em 1981, foi nomeado para o cargo de Conselheiro Político Sênior das forças da ONU, no Líbano. Depois disso, ocupou diversas funções importantes na instituição, como a de diretor de departamento regional para Ásia e Oceania, enviado especial do Alto Comissário ao Camboja e coordenador humanitário da ONU na região dos Grandes Lagos, na África.

Em 1996, Mello foi nomeado Assistente do Alto Comissário da ONU para refugiados e, dois anos depois, assumiu em Nova Iorque o cargo de subsecretário geral para casos humanitários e coordenador de Emergência.

Em Kosovo, assumiu temporariamente a função de representante geral do secretário-geral da entidade. Já no Timor Leste, serviu como administrador transitório da ONU, levando o país à independência e à realização de eleições livres.

Em 12 de setembro de 2002, foi nomeado para o cargo de Alto Comissário de Direitos Humanos da ONU, o mais alto posto da instituição em Direitos Humanos, onde ficaria até 2006. Em junho do mesmo ano, afastou-se da função para assumir como representante especial do secretário-geral, Kofi Annan, para o Iraque. No país, onde passaria quatro meses, Mello tinha a missão de trabalhar para restabelecer a tranqüilidade e ajudar o país a construir um governo democrático no pós-guerra.

Bandeira da ONU em seu caixão
A sua missão foi interrompida após a explosão de um carro-bomba estacionado em frente ao hotel que servia de sede provisória da ONU no país. Aos 55 anos, o diplomata e outros 21 funcionários foram mortos e cerca de 150 pessoas ficaram feridas no mais violento ataque realizado contra uma missão civil da ONU até aquela época. Atribuído pelos Estados Unidos à rede Al Qaeda, o ataque provocou a retirada dos funcionários estrangeiros do órgão do território iraquiano.

Após o velório no Brasil, o corpo do diplomata foi enterrado no cemitério de Plainpalais, em Genebra. Alguns meses após o atentado, a ONU realizou uma homenagem póstuma, entregando o Prêmio de Direitos Humanos das Nações Unidas àquele que foi um dos mais importantes diplomatas do Brasil e da entidade. Separado, Mello teve dois filhos com sua esposa francesa: Laurent e Adrian.

Fonte: Netsaber Biografias 

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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Morre "ministro da guerra" da Al Qaeda no Iraque

Neaman Salman, considerado o "ministro da guerra" da Al Qaeda no Iraque, foi morto pelo Exército, informaram nesta sexta-feira fontes oficiais.

Salman morreu em data não detalhada durante uma operação armada em Heet, localidade no centro do país, na província de Al-Anbar, como informou o escritório do chefe das Forças Armadas iraquianas.

O comandante militar da coalizão terrorista Estado Islâmico do Iraque, uma aliança liderada pela Al Qaeda, era original de Al-Anbar.

Seu nome completo era Neaman Salman Mansur al Zaidi e também era conhecido com o nome de guerra de Abu Ibrahim.

Durante os interrogatórios de vários dirigentes terroristas que foram detidos em dezembro, quando foi desmantelada a direção do Estado Islâmico do Iraque em Al-Anbar, foi descoberto que Salman estava a cargo do comando militar da organização terrorista.

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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Líderes religiosos do Iraque apelam por proteção a cristãos

Líderes religiosos cristãos e muçulmanos do Iraque fizeram na quinta-feira um apelo por unidade na proteção à comunidade cristã do país, alvo de uma série de recentes ataques.

Milhares de cristãos fugiram de Bagdá depois de um atentado, em outubro, contra uma catedral cristã siríaca, que matou 52 pessoas, e de explosões de bombas, em dezembro, nas casas de cristãos, com saldo de 2 mortos e 16 feridos.

Num encontro na quinta-feira, Ahmed Abdul Ghafour al-Samarrai, líder religioso da minoria muçulmana sunita, disse que criminosos não irão conseguir dividir os iraquianos por questões étnicas e religiosas.

"Os iraquianos são um só sangue. Se a parte cristã sofre, o resto do corpo muçulmano irá reagir a isso. O sangue iraquiano é sagrado, não se pode cruzar uma linha vermelha", disse Samarrai aos participantes da conferência, intitulada "O Diálogo das Religiões", na zona oeste da capital.

Insurgentes sunitas ligados à Al Qaeda reivindicaram a responsabilidade pelos atentados, que despertaram temores de uma retomada da violência sectária que assolou o país depois da ocupação norte-americana, em 2003, e atingiu seu auge em 2006/07.

O grupo Estado Islâmico do Iraque, afiliado à Al Qaeda, diz que os cristãos iraquianos serão alvo de novos ataques se não pressionarem a Igreja Cristã do Egito a libertar mulheres que supostamente estariam sendo mantidas presas depois de se converterem ao Islã.

Os cristãos já chegaram a ser mais de 1,5 milhão no Iraque, mas se estima que atualmente esse contingente tenha caído para 850 mil pessoas, numa população total de 30 milhões, onde a maioria é composta por muçulmanos xiitas, com uma expressiva minoria sunita.

Cerca de mil famílias cristãs já fugiram para o Curdistão iraquiano (região semiautônoma no norte do país) ou para nações vizinhas desde o ataque à catedral, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

"O cristão do Iraque não é inimigo de ninguém, nunca apontou uma arma para ninguém, e nunca lutou para expulsar os muçulmanos das suas casas neste país", disse Abdullah al-Naftali, líder de uma congregação cristã iraquiana.

O encontro inter-religioso, o primeiro do gênero no país, ocorreu na mesquita Um al-Qura, na zona oeste da capital.

Uma imagem de duas mãos surgindo de duas famosas mesquitas, uma sunita e outra xiita, e envolvendo a catedral de Nossa Senhora da Salvação, cenário do atentado de 31 de outubro, estava exposta em uma das paredes da mesquita.

A violência no Iraque teve um forte declínio desde o auge da tensão sectária, mas tiroteios e explosões ainda ocorrem diariamente.

Fonte: Estadão

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

No Iraque, Al Qaeda concentra-se em ataques contra cristãos

BAGDÁ (Reuters) - A Al Qaeda está atacando cristãos em suas casas no Iraque, depois que autoridades iraquianas aumentaram a proteção às igrejas da minoria religiosa, disse um comandante dos Estados Unidos nesta quinta-feira.

O general Robert Cone, comandante geral adjunto das operações dos EUA no Iraque, disse que o grupo islâmico sunita parece determinado a continuar os ataques contra os cristãos, depois de um cerco a uma catedral católica, há dois meses.

"A Al Qaeda mudou de estratégia e decidiu atacar cristãos em suas casas", disse Cone em entrevista à Reuters, acrescentando que não havia nenhuma informação da inteligência sobre ataques contra outras minorias no país.

Uma série de ataques a bomba contra as casas de cristãos minoritários na última quinta-feira em Bagdá matou duas pessoas e feriu pelo menos 16. As explosões se seguiram a um atentado, em 31 de outubro, a uma catedral católica síria na capital do Iraque, que deixou 52 pessoas mortas.

O grupo Estado Islâmico do Iraque, afiliado local da Al Qaeda, disse que os cristãos iraquianos deverão sofrer novos ataques, a menos que pressionem a igreja cristã do Egito para que liberte mulheres, que, segundo o grupo, foram presas pela igreja depois que se converteram ao Islã.

No dia de Ano Novo, uma explosão em frente a uma igreja na cidade portuária egípcia de Alexandria matou 23 pessoas. Radicais islâmicos estão conclamando há meses por ataques contra a igreja copta - os católicos do Egito - em sites jihadistas.

Cone disse que as forças de segurança iraquianas estão apreensivas e aumentaram o nível de proteção para os cristãos. As tropas dos EUA devem se retirar do Iraque até o final de 2011, mais de oito anos após a invasão.

"Há 144 igrejas no Iraque e eles (as forças de segurança iraquianas) têm ajudado a colocar barreiras e proteções contra explosões", disse.

"Despacharam patrulhas adicionais de segurança e policiais e, em alguns casos, ajudaram na criação de vigilância comunitária em áreas de moradores cristãos".

Os cristãos do Iraque já chegaram no passado a totalizar cerca de 1,5 milhão de pessoas, mas agora acredita-se que há menos de 850 mil, em uma população total de 30 milhões de habitantes.

Cerca de mil famílias cristãs, ou seis mil pessoas, fugiram para a região curda do norte do Iraque, ou para países vizinhos da região, desde o ataque à catedral, informou a ONU no mês passado. 

Fonte: O Globo

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Clérigo Islâmico diz que massacre contra os Cristãos Coptas estava de acordo com as leis islâmicas

Segundo noticiado pela AKI. um decreto religioso postado em um site jihadista da Al-Tawed, assinado por um clérigo da Mauritânia, ligado à Al-Qaeda e ao falecido líder no Iraque, parece legitimar o ataque mortal do Réveillon a uma igreja no norte do Egito.

O texto, assinado no mês passado por Abu al-Mandhar al-Shanqiti,pede aos muçulmanos para vingar a suposta prisão em um convento de duas mulheres egípcias depois que se converteram ao Islã.

Al-Shanqiti é ligado ao jordaniano Abu Muhammad al-Maqdisi, o mentor do líder da Al-Qaeda no Iraque, Abu Musab al-Zarqawi, morto em um ataque EUA lá em 2006.

"Como com a Sharia, os cristãos fazem proselitismo e sequestram nossas mulheres em nosso país?" "Vocês devem atacar aqueles que o atacam, com uma força igual ou maior que a deles." "O Corão menciona o princípio do" olho por olho, dente por dente ". Disse o clérigo.

Ele alegou que líderes jihadistas tinham decidido vingar o suposto sequestro das mulheres muçulmanas, nomeadas em relatos não confirmados como Wafa Constantine e Shehata Camelia.

"Estes cristãos que que sequestraram essas duas mulheres, violaram o acordo ao qual foi concedido proteção. Não temos obrigações com eles", disse al-Shanquit.



sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Iraque: Ataques a bomba contra Cristãos

Pelo menos duas pessoas morreram e 16 ficaram feridas após uma nova onda de ataques coordenados contra cristãos iraquianos em Bagdad.

No total, 14 bombas foram colocadas junto a casas pertencentes a cristãos, disse à AFP um funcionário do Ministério do Interior. Dez artefatos explodiram, matando dois cristãos e ferindo 16, acrescentou.Os outros quatro explosivos foram localizados e e explodidos pelas forças de segurança.

Para Saad Sirop Hanna, representante da Igreja Católica, o objetivo dos atentados é amedrontar os cristãos e forçá-los a sair do Iraque.
 
O maior número de explosões foram registrados no bairro comercial de Karrada, onde fica uma catedral atacada no dia 31 de Outubro, véspera do Dia de Todos os Santos.

Para alguns Cristãos essa foi a gota d'água: "Vamos amar o Iraque para sempre, mas temos que deixá-lo imediatamente para sobreviver", disse Noor Isam cristão iraquiano de 30 anos. "Pergunto ao governo: Onde está a promessa de segurança para os cristãos? '"

Na Igreja Católica Caldéia Sagrado Coração de Jesus, o Padre Meyassr pedia  nesta quinta-feira aos fiéis para não fugirem após os últimos ataques.
"Eu só me pergunto, quando haverá um fim para essa ignorânica?", disse ele em entrevista. "Quando haverá o fim desse fanatismo? 
 
Ele acrescentou: "Eu quero dizer aos cristãos no Iraque para não deixarem o seu país, apesar dos perigos. Vamos morrer aqui - melhor do que viver oprimido em outro país. É nossa responsabilidade o sacrifício para o país, a fim de tirá-lo do buraco profundo e viver em paz novamente entre o povo do Iraque como nós viviamos antes, e ainda melhor. "

Desde outubro, pelo menos 1.000 famílias cristãs deixaram o Iraque para a região semi-autônoma do Curdistão, no norte, e outros buscaram refúgio na Síria, Turquia e Jordânia, de acordo com as Nações Unidas. Estima-se que mais da metade dos cristãos iraquianos deixaram o país desde 2003.  

Os atentados ocorreram em um intervalo de meia hora de  20:00 as 21:00 na quinta-feira, de acordo com o Ministério da Informação. A primeira bomba explodiu perto de uma casa no bairro Jadeeda, matando duas pessoas e ferindo outras três. As outras explosões foram menos letais, mas todos resultaram em ferimentos.

Ninguém reivindicou imediatamente a responsabilidade pelos ataques.

Em resposta aos atentados coordenados em Bagdá, Younadim Yousif, um cristão membro do Parlamento do Iraque, culpou as forças de segurança por não terem impedido os ataques, especialmente após o grupo extremista ISI (estado islâmico do Iraque) ter anunciado suas intenções. "O governo tem total responsabilidade por esses ataques, pois eles já prometeram proteger os cristãos", disse o Sr. Yousif.

Acho que há uma cumplicidade por parte das forças de segurança, ajudando os insurgentes para implementar os seus ataques, porque é inacreditável que eles poderiam plantar mais de 10 bombas em diferentes áreas tendo como alvo os cristãos", disseYounadim Yousif.

Falah, familiar de uma das pessoas atacadas, diz que o Iraque “é a terra de todos os iraquianos mas é também o país do terrorismo”. 

E acrescenta: “Se os sunitas, os xiitas e os cristãos partirem, quem vai ficar no país?” 

Em Novembro, num comunicado, a Al Qaida definiu os cristãos como alvos legítimos de ataque.

A 31 de Outubro, um atentado contra a catedral sírio-católica de Bagdade causou a morte a 44 fiéis e dois padres.

Desde a invasão norte-americana em 2003, quase meio milhão de cristãos deixaram o Iraque.







domingo, 19 de dezembro de 2010

Casal Cristão é assassinado em Bagdá ao retornarem a cidade para vender sua casa

(AKI) - Um casal cristão foi morto em Bagdá neste domingo, eles haviam fugido para o norte para escaparem da violência sectária. O casal retornou à capital para vender a sua casa, de acordo com o site cristão iraquiano Ankawa.

Hakamat Jiburi e Samira Sabri foram esfaqueados até a morte por assaltantes que invadiram sua casa, em Bagdá e fugiram, de acordo com Ankawa.

O casal de idosos tinha fugido para uma aldeia no norte do Curdistão, ao norte do Iraque, após os atentados contra os cristãos por terroristas da Al-Qaeda.

Muitos dos cerca de 500.000 iraquianos cristãos restantes estão vivendo com medo de suas vidas após a continuação dos ataques e ameaças de morte para que saiam do país.

Alguns líderes iraquianos se manifestaram contra a violência e se comprometeram a proteger a minoria religiosa.

Fonte: AdnKronos

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Natal no Iraque: 8 metros de barreiras de concreto para proteger as Igrejas

Diante das recentes ameaças dos muçulmanos iraquianos, contra a celebração natalina dos Católicos no país. Segundo noticiado pela Asia News, o governo erguerá barreiras de concreto e postos de controle, além de cercas de arames, em torno das igrejas cristãs do país.

Os cristãos que já estavam no Iraque antes da dominação islâmica, dessa vez terão que celebrar o natal dentro dos limites das barreiras criadas pelo governo.

O bispo Warda disse que os cristãos se sentem em uma verdadeira prisão,para os fiéis era como se "estivessem entrando em uma acampamento militar", declarou. No entanto, o bispo agradeceu a iniciativa do governo na tentativa de dar segurança ao povo cristão em um feriado tão importante para eles.

O massacre na Igreja de Nossa Senhora da salvação em Bagdá, deixou 57 mortos e dezenas de feridos. Pelo menos duas mil famílias deixaram Mosul por medo de novos ataques.

Leiam também: Vídeo legendado em português - O testemunho terrível de uma testemunha do masacre ocorrido na Igreja de Bagdá

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Atentados a bomba deixam quatro mortos no Iraque

Uma bomba enterrada em uma rua explodiu hoje perto de uma multidão de peregrinos que se preparava para comemorar a cerimônia mais solene no calendário muçulmano xiita, matando três deles e ferindo 31. A explosão aconteceu no fim da tarde (horário local) em um bairro bagdali que é majoritariamente sunita. Insurgentes árabes sunitas têm atingido com frequência santuários e peregrinos sunitas. Em outro ataque a bomba, uma pessoa foi morta em Kirkuk, no norte do Iraque.

Os peregrinos de Bagdá se dirigiam à cidade de Kerbala para o festival da Ashura, que marca o aniversário da morte do ímã Hussein, assassinado no século VII d.C. A morte de Hussein provocou a divisão histórica no Islã entre sunitas e xiitas.

Médicos em dois hospitais de Bagdá confirmaram as mortes. Todos falaram sob anonimato. Em outro atentado, na cidade de Kirkuk, a explosão de uma bomba matou um pedestre e feriu duas pessoas, informou a polícia local. As informações são da Associated Press.


sábado, 27 de novembro de 2010

Presos 12 suspeitos de ataque a igreja cristã em Bagdá

Operação para resgatar reféns na igreja deixou mais de 50 mortos.

Doze suspeitos de planejar o ataque a uma igreja cristã em Bagdá em outubro foram presos, segundo informou neste sábado o ministro do Interior do Iraque, Jawad Bolani.

De acordo com Bolani, os detidos são alguns dos insurgentes mais perigosos do país, incluindo pelo menos um dos líderes do grupo Estado Islâmico para o Iraque - um braço da Al-Qaeda que reúne várias organizações sunitas.

O ministro descreveu as prisões como um "grande golpe" para a Al-Qaeda no Iraque. Segundo o correspondente da BBC em Bagdá Gabriel Gatehouse, também foram apreendidos explosivos e equipamentos para fabricar bombas, que seriam usadas em futuras ações.

A polícia iraquiana capturou os suspeitos em operações de busca realizadas no bairro de Mansur, no oeste da capital, e na Rua Palestina, no leste da cidade.

Em 31 de outubro, uma operação para resgatar reféns na Igreja da Nossa Senhora da Salvação, a maior de Bagdá, deixou pelo menos 52 mortos e 56 feridos.

O Estado Islâmico para o Iraque reivindicou o ataque à igreja, dizendo que queria forçar a libertação de muçulmanos convertidos que estariam sido detidos pela Igreja Ortodoxa Copta no Egito.

Os cristãos têm sido alvo de constantes ataques na capital iraquiana, o que levou muitos deles a deixar o país. Cerca de 600 mil cristãos ainda moram no Iraque. BBC Brasil

domingo, 21 de novembro de 2010

Suécia: Esposa de Homem-bomba diz: "O que ele fez está certo,estou orgulhosa dele"!


Já haviamos noticiado aqui  que havia a suspeita que um Sueco estivesse envolvido em um ataque suicída no Iraque. Após investigação a informação foi confirmada, e o suicída realmente era Sueco.

O home de 36 anos foi ao Iraque para morrer como um "mártir" para o grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque (ISI). Ele se explodiu, matando e ferindo várias pessoas em Mosul, deixando em sua casa na Suécia, a esposa e quatro filhos.

Segundo o Jornal Norueguês  Aftenposten as informações sobre o homem foram publicadas primeiramente em fóruns jihadistas ligados a rede terrorista Al Qaeda. Os fóruns falavam sobre um cidadão sueco de 36 anos de idade, morador de um subúrbio de Estocolmo.

O homem nasceu em 1974 na Tunísia, e chegou à Suécia em 2000. Um ano antes ele havia casado com uma sueca. Em 2003 ele se tornou cidadão sueco, e junto com sua esposa montaram uma empresa de limpeza que funcionou até 2005.

Segundo o jornal Svenska Dagbladet, em 2008, ele alistou-se no "O Estado Islâmico do Iraque", um grupo terrorista apoiado pela Al-Qaeda no Iraque.

Em 2010, na cidade de Mosul, no norte do Iraque, o pai de quatro filhos se explodiu em um atentado suicída, que matou e feriu vários policiais iraquianos. A data exata ainda não está clara.

Ele agora é aclamado como um mártir e herói em sites islâmicos.

O jornal Expressen informou que esposa que ficou na Suécia com seus filhos, sabia que o marido havia ido lutar na guerra do Iraque.

Segundo a mesma, ela recebeu a notícia da morte do marido por telefone. "Um homem ligou, ele foi curto: Seu marido está morto. Ele se tornou um mártir. E desligou", dise a sueca ao jornal.  

E ela completou: "O que ele fez está certo. Estou orgulhosa dele".

Não é de se espantar se um dia os quatro filhos desse casal também virem a se tornar terroristas, pois com um pai homem-bomba, e uma mãe dessas, podemos imaginar a educação dessas crianças.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O fim do Cristianismo no Oriente Médio?

Eden Naby e Jamsheed K. Choksy : Foreign Policy, 2 de novembro de 2010
Article Link / Link para o artigo original
Tradução: DEXTRA






O bombardeio brutal de uma igreja em Bagdá pode ser a gota d'água para sua comunidade minoritária de dois mil anos


Gritando "Matar, matar, matar," homens-bomba do Estado Islâmico do Iraque, uma organização militante ligada à al Qaeda no Iraque, invadiram uma igreja caldéia em Bagdá, no domingo. Um porta-voz do grupo alegou posteriormente que eles o fizeram para "acender o pavio de uma campanha contra os cristãos iraquianos." A queixa mais premente dos invasores parece relacionada a uma exigência de que duas muçulmanas, supostamente mantidas contra sua vontade em monastérios coptas egípcios, fossem liberadas. Quando forças do governo iraquiano tentaram libertar aproximandamente 130 paroquianos que tinham sido feitos reféns, os terroristas - que já tinham matado a tiros alguns dos fiéis - detonaram seus cinturões e granadas, massacrando pelo menos metade da congregação.

Mas o massacre em Bagdá é apenas o exemplo mais espetacular da discriminação e perseguição crescentes às comunidades cristãs nativas do Iraque e do Irã, as quais agora estão em meio a um êxodo maciço, sem precedentes na época moderna, enquanto enfrentam uma maré montante de militância islâmica e chauvinismo religioso varrendo a região.

Os cristãos são o maior grupo religiosos minoritário não-muçulmano, tanto no Iraque como no Irã, com raízes no Oriente Médio que remontam aos primeiros dias da fé. Alguns seguem a Igreja Ortodoxa Apostólica Armênia. Outros filiam-se à tradição siríaca de 2 000 anos, representada principalmente pela Igreja Católica Caldéia do Iraque e por falantes de aramaico, geralmente conhecidos como assírios, tanto no Iraque como no Irã.

Líderes muçulmanos iranianos e iraquianos afirmam que as minorias religiosas de seus países são protegidas. Em setembro, o ex-presidente iraniano, o Aiatolá Akbar Hashemi Rafsanjani, reassegurou o patriarca da Igreja Assíria do Oriente de que no Irã as minorias religiosas são respeitadas e salvaguardadas. Entretanto, os membros das denomianções cristãs, bem como seus pares judaicos, zoroastristas, mandeanos e bahá'ís, não se sentem seguros. Um membro do Conselho Nacional de Igrejas no Irã, Firouz Khandjani, lamentou em agosto: "Estamos sofrendo a pior perseguição" em muitas décadas, incluindo a perda do emprego, das casas, das liberdades e de vidas," ele diz.  "Temos medo de perder tudo."

No Iraque, as comunidades cristãs caldéia e assíria têm testemunhado uma violência crescente da parte dos muçulmanos contra seus bairros, filhos e locais religiosos, desde a invasão dos Estados Unidos. Nem os pastores estão a salvo - dois morreram no recente ataque a bomba em Bagdá; muitos foram mortos por iraquianos sunitas e xiitas, desde 2003. No Irã, outros clérigos, incluindo membros das igrejas armênia, protestantes e católica, vêm sendo presos, sequestrados, mantidos em cárcere, torturados ou mesmo sumariamente executados há três décadas.

"Muitos cristãos de Mosul têm sido sistematicamente visados e não se sentem mais seguros lá," disse Laurens Jolles um representante da  UNHCR [agência de refugiados da ONU] em 2008, depois que mulheres caldéias foram estupradas enquanto seus maridos, incluisive o arcebispo Paulos Faraj Rahho, eram torturados e mortos, num aviso aos cristãos para abandonarem suas casas e empregos. No Irã, clérigos cristãos tem sido o alvo -- Tateos Mikaelian, um dos pastores mais graduados da Igreja Evangélica Armênia de São João, em Teerã, foi assassinado em 1994, bem como o bispo Haik Hovsepian Mehr, que liderava a Igreja das Assembléias de Deus.

Por que os cristãos? Das muitas justificativas oferecidas pela al Qaeda e outros grupos fanáticos do Iraque e os mulás linha-dura do Irã, uma é a mais repetida: os cristãos indígenas são representantes dos "cruzados" ocidentais. Já em 1970, o Aiatolá Ruhollah Khomeini emitiu uma fatwa acusando os cristãos do Irã de "trabalharem com americanos imperialistas e governantes opressores para distorcer as verdades do Islam, desencaminhar os muçulmanos e converter nossos filhos." Temendo uma reação contra suas vidas e instituições, os cristãos têm feito esforços para provar sua lealdade, como quando assírios iranianos escreveram em setembro ao líder supremo, o Aiatolá Ali Khamenei, denunciando os cristãos americanos que desejavam queimar Corões como "inimigos de Deus."

Mas as raízes do declínio cristão no Oriente Médio remontam a séculos. No Irã, a intolerância contra todas as minorias não-muçulmanas teve uma forte guinada negativa do século 16 em diante, com a xiificação do Irã pela dinastia Safávida. O século 20 testemunhou pogroms contra armênios, assírios e gregos cristãos no Império Otomano e noroeste do Irã. Sob os xás Phalavis, os assírios, armênios, judeus, zoroastristas e bahá'ís reconquistaram alguns de seus direitos e chegaram a representar os elementos de modernização da sociedade do século 20. Mas a Revolução Islâmica de 1978 ceifou todos estes avanços. O preconceito e a opressão agora ocorrem com impunidade.

Os números falam por si sós: A população de não-muçulmanos no Irã  caiu em dois terços ou mais, desde 1979. Do Irã, estes grupos fogem para a Turquia e Índia - muitas vezes com risco das próprias vidas, através das regiões de fronteira assoladas pela violência, entre o Iraque e o Paquistão. O número de cristãos assírios no Irã encolheu de 100 000, em meados dos anos 70, para aproximadamente 15 000 hoje, mesmo a população do país tendo saltado de 38 milhões para 72 milhões durante o mesmo período. No Iraque, os cristãos estão fugindo em multidões. Estatísticas da ONU indicam que 15 por cento de todos os refugiados iraquianos na Síria sejam de origem cristã, embora representassem apenas 3 por cento da população quando as tropas dos Estados Unidos entraram, em 2003. O Alto Comissariado para Refugiados da ONU estima que entre 300 000 e 400 000 cristãos foram forçados a deixar o Iraque desde 2003. E os cristãos saem porque a mensagem dos militantes sunitas e dos aiatolás xiitas é cristalina: Vocês não têm futuro aqui.

Agora há uma alarmante possibilidade de que não haverá significativas comunidades cristãs no Iraque ou no Irã por volta do fim do século. Os governos nacionais e das províncias, as organizações muçulmanas patrocinadas pelo governo e os grupos islâmicos radicais estão se apossando das escolas, dos centros de reunião, dos  locais históricos e das  igrejas dos cristãos. Incentivos pessoais e econômicos são oferecidos aos que aderem ao Islam. Mês passado, o Vaticano promoveu um grande evento para encontrar meios de aliviar esta crise, observando que "Os cristãos merecem ser reconhecidos por suas contriuições inestimáveis (...) seus direitos humanos devem ser respeitados, inclusive o direito à liberdade de culto e à liberdade de religião."

Há uma tênue luz de esperança. Em 5 de agosto, o Senado americano aprovou a Resolução 322, que expressa preocupação com as minorias religiosas do Iraque.  A rápida, embora mal-suscedida tentatida do governo iraquiano de resgatar os reféns cristãos, neste domingo, parece ter sido em resposta à pressão americana - nenhuma intervenção oficial iraquiana havia ocorrido em ataques anterioses.

No Irã, entretanto, a perseguição aos cristãos continua sem dar trégua. Dois pastores evangélicos, presos em operações repressoras após as eleições presidenciais, podem ser condenados à pena de morte. Um pastor assírio foi preso e torturado em fevereiro de 2010 e também será julgado.

A resolução do Senado observou que "ameaças contra as mais diminutas minorias religioas (...) ameaçam (...) uma sociedade diversa, pluralista e livre," palavras também aplicáveis, em sua total extensão, ao Irã. Será que o governo de Mahmoud Ahmadinejad vai ouvir este apelo? É duvidoso. Mas uma coisa é certa: Se o mundo não defender a liberdade religiosa aberta e vigorosamente, ele não precisará fazê-lo.


Eden Naby é historiador cultural do Oriente Médio. Ela lecionou na Universidade de Wisconsin e na Universidade de Harvard. Seu livro sobre os cristãos assírios será publicado em 2011.
Jamsheed K. Choksy é professor de Estudos Iranianos e Internacionais na Universidade de Indiana e membro do Conselho Nacional de Humanidades.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Novos ataques a Cristãos no Iraque

Segundo noticiado pela Asia News, 3 mortos e 26 feridos é o saldo provisório de uma série ataques realizados contra Cristãos, nessa manhã em Bagdá. Durante essa manhã, dois morteiros e dezenas de bombas caseiras explodiram em frente às casas dos fiéis.


Ontem à noite, na capital iraquiana, outras três casas de Cristãos foram atingidas por bombas, sem causar vítimas. Apesar disso, o primeiro-ministro al-Maliki pede para que os cristãos não abandonem o país.


Os mais recentes ataques ocorrem 10 dias após o ataque de 31 de outubro na Igreja de Nossa Senhora da Salvação, e após as ameaças da Al-Qaeda de eliminar os cristãos do Oriente Médio. O ataque a Igreja matou 44 fiéis. 2 padres e sete agentes de segurança. Cerca de 90 pessoas ficaram feridas.
Destes, o primeiro grupo (de 37 pessoas) chegou a França em 08 de novembro, o único país a oferecer apoio.


Ontem, o primeiro-ministro Iraquiano al-Maliki, visitou a igreja de Nossa Senhora da Salvação, e exortou os cristãos à não abandonar o país. Elogiando o nobre gesto da França, al-Maliki, disse que “não deve ser um incentivo para emigrar”. Lembrou que em seu encontro com o Papa Bento XVI, em 2008, pediu ao Papa “para não permitir que o Oriente seja esvaziado de cristãos, nem o Ocidente de muçulmanos”.


Em 8 de novembro, dois outros crentes foram mortos na frente de suas casas na capital iraquiana.


Antes da invasão dos EUA em 2003, a comunidade cristã no Iraque era de quase um milhão de fiéis, esse número já caiu para menos de 500 mil.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Al Qaeda no Iraque reiteram as ameaças contra a Igreja egípcia em áudio

O Estado Islâmico do Iraque (ISI), grupo terrorista ligado à al-Qaeda responsáveis pelos recentes ataques a Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, a principal Igreja Católica no Iraque, divulgaram uma mensagem em áudio de um de seus lutadores do batalhão de suicidas dirigida aos Cristãos no Egito.


Na mensagem publicada pelo Inteligence Group, grupo norte-americano que monitora atividades extremistas, o ISI, um conglomerado de grupos extremistas dirigidos pela al-Qaeda, reiteraram a ameaça contra a Igreja Católica Copta do Egito, anunciando a captura de Cristãos Iraquianos. Os terroristas deram a Igreja um prazo de 48 horas para que trabalhe junto ao governo egípcio pela libertação das mulheres muçulmanas que foram presas, caso contrário, seus combatentes matarão os prisioneiros Cristãos no Iraque.


De Olho na Jihad 30/10/2010

Pelo menos 47 pessoas morrem em ataque a uma Igreja Católica em Bagdá

BAGDÁ - As forças de segurança iraquianas invadiram uma igreja em Bagdá, onde um grupo de militantes havia sequestrado uma congregação, matando pelo menos 47 pessoas, incluindo um padre, disse neste segunda-feira, 01, as autoridades iraquianas.

Não é claro se os reféns foram mortos pelos militantes ou durante o resgate ocorreu na noite de domingo em um bairro rico da capital.

O ataque começou na noite de domingo, quando membros da milícia, usando coletes com bombas e armados com granadas, atacaram escritórios perto da Bolsa do Iraque e, em seguida, entraram na Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, uma das principais igrejas católicas da cidade. Pelo menos 120 cristãos foram sequestrados.
Autoridades disseram que pelo menos um padre e 10 policiais foram mortos. Muitos dos 62 feridos eram mulheres.

Houve relatos conflitantes sobre o número de insurgentes envolvidos no ataque. O porta-voz do Exército iraquiano, Qassim al-Moussawi, disse neste domingo que as forças de segurança mataram oito pessoas, enquanto que o exército americano indicou que o havia entre cinco e sete mortos.
Dois oficiais da polícia, no entanto, disseram que apenas três militantes morreram e sete foram presos mais tarde.

Uma declaração por escrito de modo enigmático e colocado em um portal da Internet de uma milícia, alegadamente, o Estado Islâmico do Iraque, pareceu assumir a responsabilidade pelo ataque.
O grupo, ligado à Al-Qaeda no Iraque, disse que "exterminaria iraquianos cristãos" se as mulheres muçulmanas no Iraque não forem libertadas. Duas mulheres no Egito são especificamente mencionadas pelos extremistas, que teriam se convertido islamismo e estariam presas no país. As mulheres egípcias são esposas de padres que supostamente se converteram ao Islã para deixar seus maridos, já que o divórcio é proibido na Igreja Copta.

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