Mostrando postagens com marcador Gaza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gaza. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 15 de julho de 2014

Hamas contra Israel


Há seis dias o Hamas resolveu enviar centenas de mísseis contra Israel quebrando o cessar-fogo negociado em 2012.

Israel respondeu com ataques cirúrgicos a depósitos de mísseis e destruindo casas dos líderes to Hamas. A pergunta que todos estão fazendo é “o que o Hamas pensa irá ganhar de Israel?”

Se ela sabe que não ganhará esta guerra, então porque provocá-la? Porque colocar alvos militares no meio de sua própria população e causar sua morte?

A situação do Hamas é precária. Quando tomou o poder em Gaza há 7 anos atrás, o cenário era diferente. Havia um regime amigo no Cairo que fechava os olhos para os milhares de mísseis do Irã, Siria e Hezbollah que atravessavam o Sinai em direção à Faixa. Os líderes do Hamas estavam instalados confortavelmente na Síria e eram frequentemente recebidos como chefes de estado tanto pela Arábia Saudita como pelo Irã. Dinheiro não faltava, seus funcionários eram pagos em dia, Israel deixava passar todo tipo de mercadoria além de fornecer energia elétrica de graça. Em troca Israel era bombardeada e tudo estava bem.

Hoje o cenário é bem diverso. Os egípcios, queimados com a Irmandade Muçulmana, não querem nada com o seu braço palestino, o Hamas. Eles fecharam os túneis e o contrabando de armas e transferência de malas de dinheiro cessou. A Síria expulsou seus líderes quando o Hamas se recusou a apoiar o massacre de seus irmãos sunitas por Bashar al-Assad. O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas se recusa a transferir dinheiro em parte porque tanto a Europa como os Estados Unidos designaram o Hamas como grupo terrorista e isso poria em risco a ajuda internacional.

Em Gaza, o Hamas está tendo sua liderança questionada por grupos ainda mais radicais como o ISIS ligado à al-Qaeda sunita ou o Jihad Islâmico ligado ao Irã shiita.

Parece absurdo mas a única saída para o Hamas era mesmo um ataque a Israel.
  
O ódio aos judeus é endêmico no mundo muçulmano. Um ataque a Israel é o único método comprovado de unir os piores inimigos como nesta semana foi descrito pelo embaixador de Israel na ONU, Ron Prosor, quando o embaixador saudita e o do Irã colaboraram numa resolução contra Israel. No ocidente, como ainda estamos vendo, a simpatia fica sempre com os palestinos. O Hamas já ganhou tudo isso, independente do resultado desta agressão.

Em 1991 quando Saddam Hussein lançou mísseis scud contra Israel, durante a primeira guerra do Golfo, ele não o fez pensando que iria destruir Israel. O fez para convencer os membros árabes da coalisão a abandonarem o lado americano e se unirem a ele. Saddam sabia que Israel não poderia retaliar e portanto ele só tinha a ganhar com o ataque.

O mesmo se passou com a Hezbollah na Segunda Guerra do Líbano em 2006. O grupo não acreditou realmente que milhares de mísseis iriam destruir o estado judeu. Mas apesar da guerra ter causado a destruição do Líbano, a Hezbollah e o Irã sairam dela como os defensores dos muçulmanos no mundo.

O problema foi que ao impedir Israel de agir decisivamente para ser vitoriosa e ainda, forçar Israel a negociar um cessar-fogo com a Hezbollah, os Estados Unidos efetivamente reconheceram e deram legitimidade ao grupo. Esta legitimidade foi traduzida imediatamente com uma efetiva tomada do poder pela Hezbollah no Líbano. E talvez este tivesse sido seu objetivo desde o começo.

O governo Obama deu ainda mais força à esta posição patética. Tanto em 2009 como em 2012, o presidente americano deixou claro que não iria tolerar uma humiliação do Hamas nas mãos de Israel. 

Do lado palestino, Mahmoud Abbas se colocou inequivocamente do lado do Hamas, repetindo que Israel estaria causando um “genocídio” de palestinos em Gaza. As mílicias da Fattah no entanto, estão se gabando de terem enviado dezenas de mísseis contra Ashkelon e Sderot. No campo diplomático Abbas está ameaçando levar Israel para a Corte Penal Internacional de Justiça ao mesmo tempo em que a incitação na Judéia e Samária estão nos mais altos níveis.

A posição de Israel tem sido clara: se os mísseis pararem, seus ataques também pararão. Mas o Hamas não pára. Ela sabe que quanto mais tempo durar esta violência, mais fortalecida ficará a Irmandade Muçulmana no Egito e mais difícil ficará para al-Sisi continuar com sua fronteira para Gaza fechada. Quanto pior ficar a situação do povo em Gaza, mais pressão será feita contra Israel.

E aí temos a administração Obama. Apesar das declarações oficiais serem de apoio ao direito de Israel de se defender, todas vêm acompanhadas de um aviso para que um desastre humanitário seja evitado. Mas em outros foruns o discurso é outro.

O enviado de Obama para o Oriente Médio, Philip Gordon esteve esta semana numa conferência de paz em Tel Aviv. Sem qualquer explicação ele culpou Israel pela derrocada das negociações mas elogiou profusamente Mahmoud Abbas. E a coisa não parou nas condenações e elogios. Gordon deixou entender que Obama estaria disposto a retirar o apoio americano a Israel na ONU. Ele perguntou “como poderemos evitar que outros estados apoiem os esforços palestinos em organizações internacionais se Israel não está comprometida com a paz?” Até agora não houve qualquer retificação pelo Departamento de Estado americano.

Por último, temos a mídia internacional. Esta, para justificar sua predisposição em favor dos palestinos, só mostra os números. Que em Gaza houve tantos mortos contra um punhado de casualidades israelenses sem noticiar que os mísseis são enviados a Israel de áreas residenciais, que os líderes do Hamas se escondem debaixo de hospitais e escolas, e que procuram o maior número de morte entre os seus para provocar o ultraje to mundo.

Obama escreveu um editorial para o jornal Haaretz esta semana dizendo que “paredes e sistemas de defesa contra mísseis como o Domo de Ferro ajudam a proteger de algumas ameaças, mas a verdadeira segurança só virá com a negociação de um acordo abrangente. Chegar num acordo de paz com os palestinos também ajudará a mudar o sentimento internacional contra Israel e ostracizará os extremistas, aumentando a segurança dos israelenses”.

Infelizmente Obama não entende o problema.

Israel já assinou dúzias de acordos com os palestinos e cada um não valeu o papel em que foi escrito. Isso porque ninguém lida com a base do problema que é o ódio dos árabes aos judeus. E como estamos vendo, o ódio aumenta quanto mais bem-sucedida for Israel. O Hamas não entende como apesar de enviar dúzias de foguetes de uma só vez, nenhum israelense morreu, houve poucos danos materiais e a vida continua.


Como alguém que acredita que nada acontece por acaso e que há um Deus olhando para o que está acontecendo, gostaria de compartilhar com vocês uma curiosidade. Esta operação foi chamada por Israel de Tsuk Eitan, a tradução fica algo como penhasco forte. As primeiras letras são tsadik e alef que perfazem o número 91. 

O Salmo 91 para quem quiser ler, é muito interessante para estes dias. Ele diz que “quem habita na Morada do Altíssimo estará sempre sob Sua proteção”; “Ele o cobrirá com suas asas e sob elas encontrará abrigo seguro. Não temas o terror que campeia durante a noite e nem a flecha que busca seu alvo durante o dia. O Salmo termina dizendo que quando o povo judeu chamá-lo Ele irá responder e fará ver Seu poder salvador”. É o que estamos vendo nos nossos dias. Que Israel continue a ter o mérito desta proteção.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Execução pública de "traidores" é festejada em Gaza

Seis homens acusados de colaborar com Israel foram executados em público ontem no centro da Cidade de Gaza, atraindo uma multidão ensandecida que cercou os corpos gritando morte a Israel e a seus aliados.
Foi um raro momento de celebração em Gaza após uma semana sob ataques israelenses e seguiu o espírito vingativo despertado entre os palestinos pelo conflito.

Num dos cruzamentos mais movimentados do território palestino, os corpos perfurados por tiros de fuzil foram atirados no asfalto, atrapalhando o trânsito e deixando um rastro de sangue.

 Palestinos pisam sobre corpos de supostos colaboradores de Israel mortos na Cidade de Gaza

Em cada um deles havia uma cartolina com o nome do morto e o aviso de que eram colaboradores de Israel. Assinado: Brigadas Qasam, o braço militar do Hamas.

"Estava tomando um chá na esquina quando ouvi uma saraivada de tiros", contou Zakaria Dalou, 30, satisfeito. "É um castigo justo para quem trai a pátria". Dalou tinha razão pessoal para festejar a vingança. Ele perdeu dez membros de sua família no domingo, incluindo cinco mulheres e quatro crianças.

A Folha chegou ao local pouco depois das execuções e testemunhou o empurra-empurra que cercou os corpos ensanguentados.

Um dos homens ainda se mexia depois dos tiros e foi liquidado a socos e chutes por dezenas de pessoas. Muitos filmavam a cena com celulares, enquanto crianças abriam caminho entre suas pernas para olhar os cadáveres mutilados.

Execuções tornaram-se comuns em Gaza desde que o Hamas assumiu o controle do território, em 2007, e implantou um regime islâmico. Entre os mortos há condenados por crimes graves como assassinatos e estupros, mas nada é considerado grave como colaborar com Israel.

Fonte: Folha de S. Paulo

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Beijo Alarmante

"O Hamas é a cara palestina da Irmandade Muçulmana"
"Essa foto já ameaça Israel e provocará medo e confusão", regozijou-se ontem o primeiro ministro do Hamas, Ismail Haniyeh, que destinou, ainda ontem no Cairo, um cálido beijo no líder espiritual da Irmandade Muçulmana no Egito, o Dr. Muhammad Badi. Trata-se do primeiro encontro entre ambos e a primeira vez desde a Operação Chumbo Fundido (2007) que Haniyeh sai para realizar visitas fora de Gaza.

A primeira parada foi no vizinho Egito. Os chefes da Irmandade Muçulmana prepararam para Haniyeh uma série de recepções festivas na nova sede de seu partido Liberdade e Justiça - facção que obteve, recentemente, a maioria dos votos eleitoreiros no Egito nas duas rodadas eleitorais do parlamento.

"O Hamas desperta admiração e ação", declarou o líder espiritual da Irmandade Muçulmana. "É uma satisfação me reunir com um chefe de governo popular e também é uma satisfação descobrir que o primeiro-ministro não é condenado nem corrupto".

Haniyeh explicou que "o movimento Hamas é a cara palestina da Irmandade Muçulmana". o chefe de governo do Hamas aproveitou sua aparição na mídia para atacar o ex-presidente Mubarak e os antigos chefes do governo egípcio.

Fonte: CIDIPAL
Tradução: Jônatha Bittencourt, editor de CessarFogo.com e De Olho na Jihad

Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twitter e aqui para curtir no Facebook 
A cópia das notícias aqui vinculadas é livre, já que em grande maioria não são de nossa autoria. Os textos de nossa autoria passarão agora a serem classificados como “Editorial”. Portanto, por questão de justiça e honestidade intelectual, pedimos que ao copiar nossos textos cite-nos e também cite a fonte na qual coletamos as informações.  

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Hamas e Fatah: o Governo de Unidade que não é - e nem será.

Fatah e Hamas sabem que a unidade significa a
perda de respaldo financeiro de seus patrocinadores.
Cada vez que Fatah e Hamas anunciam que estão perto de terminar sua disputa, os palestinos descobrem, rapidamente, que os dois partidos rivais não estão dizendo a verdade. Em muitos sentidos, o status quo não está tão mal para Fatah e Hamas. Os dois partidos têm, de fato, um interesse comum em mantê-lo enquanto podem.


Para o Fatah, que está no controle de grandes faixas de terra da Cisjordânia, a situação não poderia ser melhor.

Graças à contínua ajuda financeira dos estadunidenses e da UE, a economia da Cisjordânia é relativamente boa, e dezenas de milhares de funcionários civis da Autoridade Palestina estão recebendo seus salários em dia. Aqueles que pensam que o Fatah faria de tudo para voltar à Faixa de Gaza estão enganando a si mesmos.

Desde que foi expulso da Faixa de Gaza, no verão de 2007, o Fatah já não se faz mais responsável pelo que acontece nessa região. A liderança do Fatah já não está mais se sentindo culpada pelos ataques com foguetes e mísseis lançados de lá, e ninguém acusa Mahmoud Abbas e Salam Fayyad de não melhorar as condições de vida dos 1,5 milhões de palestinos que vivem ali.

Antes de 2007, a Autoridade Palestina, dominada pelo Fatah, era responsável por tudo o que acontecia de errado na Faixa de Gaza, incluindo os ataques terroristas contra Israel. O Fatah já não é responsabilizado pela pobreza ou pelo contrabando de armas, através dos túneis subterrâneos, do Egito para a Faixa de Gaza. Agora ele está assentado na Cisjordânia e se beneficia dos milhões de dólares que são depositados em seus cofres todos os meses.


Ironicamente, a presença da segurança de Israel na Cisjordânia é uma das principais razões pelas quais Abbas e Fayyad seguem no poder. Os líderes do Fatah sabem que o dia em que Israel se retirar dali, o Hamas voltará a ser tão forte a ponto de tomar o controle da região em questão de dias ou semanas.


Para o Hamas, por sua vez, o status quo é bom porque o movimento islamita segue controlando a Faixa de Gaza sem ter que enfrentar desafios reais. Cinco anos de sanções econômicas, bloqueios e operações militares não conseguiram minar o controle ferrenho do Hamas na Faixa de Gaza.

A "Primavera Árabe", que parece ter sido sequestrada pela Irmandade Muçulmana e seus aliados no mundo árabe, assim como o recente acordo de troca de prisioneiros com Israel, só reforçaram a posição do Hamas entre seus eleitores na Faixa de Gaza. Tanto o Fatah como o Hamas têm seus próprios governos e forças de segurança nas zonas sob seu controle na Cisjordânia e na Faixa de Gaza respectivamente. Eles, inclusive, têm suas próprias prisões, onde mantêm e torturam mutuamente os prisioneiros.


Enquanto Abbas e Fayyad estão recebendo dinheiros dos estadunidenses e europeus, o Hamas tem recebido ajuda financeira do Irã e de alguns países do Golfo. Tanto o Fatah como o Hamas sabem que a unidade significa perder respaldo financeiro de seus patrocinadores do ocidente, de Teerã e do mundo árabe. É por isso que não eles têm pressa em chegar a algum acordo para formar um governo de unidade. Quem precisa de um governo quando os palestinos já têm dois governos?

Abbas e o líder do Hamas, Khaled Meshaal, mentiram aos palestinos duas vezes nos últimos seis meses. A primeira vez foi em março, quando os dois homens anunciaram, no Cairo, que haviam chegado a um "histórico" acordo de reconciliação para pôr fim às suas diferenças e formar um governo de unidade. A segunda vez foi semana passada, quando se reuniram novamente na capital egípcia e declararam que tinham entrado em acordo de abrir uma nova página em suas relações, além de trabalharem como sócios.


Muitos palestinos se mantêm céticos sobre as intenções de Fatah e Hamas. Sabem que os dois partidos prefeririam manter o status quo do que arriscar perder a ajuda financeira por causa de um governo de unidade. Quanto ao que se refere ao Hamas e ao Fatah, dois Estados palestinos são melhores que um.


Por Khaled Abu Toameh
Tradução: Jônatha Bittencourt, editor de CessarFogo.com e De Olho na Jihad

Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twitter e aqui para curtir no Facebook 
A cópia das notícias aqui vinculadas é livre, já que em grande maioria não são de nossa autoria. Os textos de nossa autoria passarão agora a serem classificados como “Editorial”. Portanto, por questão de justiça e honestidade intelectual, pedimos que ao copiar nossos textos cite-nos e também cite a fonte na qual coletamos as informações.  

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Estudo de Caso: Como a Mídia de Massa Disfarça o Terrorismo

Do http://www.cessarfogo.com/

Manchetes norte-americanas sobre ataques de míssies no sábado frequentemente faz parecer que "militantes" simplismente estão respondendo a medidas defensivas de Israel.
Por: Tzvi Ben Gedalyahu, 30/10/2011

Manchetes dos EUA sobre ataques com mísseis a Gaza frequentemente fizeram parecer que os “militantes” simplesmente estão respondendo a medidas defensivas israelenses. A violência começou na última quarta-feira com um ataque com mísseis ao sul de Israel, mas grande parte da mídia americana deixou implícito que a retaliação de Israel contra o terrorismo foi uma provocação para os múltiplos ataques terroristas de sábado a grandes centros urbanos. Uma das versões mais flagrantemente parciais foi publicada no Denver Post, cuja manchete era. “Israel lança ataques aéreos a Gaza; Palestinos Revidam com Foguetes”. Se o leitor passasse a manchete, ele então descobriria que um porta-voz israelense “disse que o primeiro ataque alvejou especificamente uma célula responsável pelo ataque com foguetes de quarta-feira que explodiu bastante adentro de Israel”.
O New York Times, o qual assume uma das mais extremas posições contra Israel, destacou no sábado, “Ataque Aéreo Não Tripulado Israelense Mata Militantes no Sul de Gaza”. A manchete não ofereceu nenhuma sugestão de que as FDI estavam respondendo ao ataque com mísseis de quarta-feira. No primeiro parágrafo, o Times fez parecer que os terroristas de Gaza estavam respondendo a ataques israelenses e não ao contrário. “Um ataque aéreo não tripulado israelense matou cinco militantes palestinos em um local de treinamento da Jihad islâmica no sul de Gaza no sábado... e militantes lançaram salvas de foguetes no sul de Israel após a Jihad islâmica alegar que responderia com força ao ataque aéreo israelense”, de acordo com a reportagem.

O mesmo artigo destacou uma foto de um necrotério de Gaza e não mostrou nenhuma foto dos danos e feridos em Ashkelon, Ashdod e outras áreas urbanas israelense. Os jornalistas mencionaram que “vários foguetes caíram em e ao redor da cidade portuária israelense de Ashdod e... outros foguetes caíram em áreas abertas. Ele também tomou as dores para divulgar que o Hamas “fez esforço para implementar um cessar fogo desde a última rodada de ataques aéreos e ataques com foguetes em agosto, embora o Hamas tenha assumido responsabilidade por ataques com mísseis e morteiros desde então. No final da reportagem, o Times disse a seus leitores que Israel respondeu a um ataque de foguetes de quarta-feira.

O Washington Post também divulgou a foto de um árabe de Gaza supostamente ferido nos ataques aéreos das FDI e também começou a indicar que os terroristas estavam respondendo a medidas israelenses antiterrorismo.“Avião israelense atingiu militantes palestinos no sábado que responderam com uma saraivada de foguetes que choveram nas cidades do sul de Israel, disseram oficiais israelenses e palestinos”, relatou o jornal. Ele então citou um porta-voz militar israelense [dizendo] que Israel estava respondendo a um ataque com foguete, o qual a reportagem, destacou, “não deixou mortos”. Ele prosseguiu com os ataques de sábado pelas FDI que mataram “pessoas”, nem mesmo classificando-as como militantes, muito menos terroristas. Os feridos israelenses foram malmente percebidos e apenas após o artigo continuou, “Após o primeiro ataque aéreo, militantes em Gaza lançaram mais de 20 foguetes no sul de Israel”. No momento, não era sabido que um civil israelense que tinha sido ferido na verdade sofreu ferimentos mais sérios do que originalmente relatado. Ele morreu mais tarde.

A Reuters intitulou sua reportagem dizendo, “Israel Bombardeia Base Militante, Foguetes de Gaza Caem”. Deixando implícito novamente que Israel começou a violência. O segundo parágrafo admitiu que o ataque serial das FDI “seguiram o lançamento de foguetes palestinos através da fronteira esta semana, pelo qual os israelenses culparam a Jihad islâmica”. A Associated Press mostrou a foto de um “militante” da Jihad islâmica sendo carregado em um necrotério, omitindo qualquer prova visual de danos ou feridos no sul de Israel. Mesmo após a morte do israelense ser relatada, a Bloomberg News deu a manchete, “Ataques Israelenses à Faixa de Gaza Matam Nove no Pior Combate em Dois Meses”, sem observar a morte do civil israelense até o final da frase principal.

Tradução: Anaiza Portilho.


Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twitter e aqui para curtir no Facebook 
A cópia das notícias aqui vinculadas é livre, já que em grande maioria não são de nossa autoria. Os textos de nossa autoria passarão agora a serem classificados como “Editorial”. Portanto, por questão de justiça e honestidade intelectual, pedimos que ao copiar nossos textos cite-nos e também cite a fonte na qual coletamos as informações.  

sábado, 29 de outubro de 2011

Força Aérea Israelense elimina cinco militantes da Jihad Islâmica

"O inimigo sionista pagará muito caro..."
O Exército israelense confirmou o ataque aéreo contra um comando da milícia palestina Jihad Islâmica, provocando cerca de cinco mortos e 11 feridos. Dentre eles, Ahmed Sheij Jalili, um líder do braço armado especializado na fabricação de mísseis.

"O comando terrorista atingido estava se preparando para lançar um foguete de longo alcance e é o responsável pelo disparo de um míssil Grad contra o sul de Israel na última quarta-feira", comunicou através de uma nota o porta-voz militar.

Os dois mísseis de um helicóptero de combate israelense atingiram um campo de treinamentos das Brigadas Al Quds, o braço armado da Jihad Islâmica, situado no sul de Gaza. Segundo fontes sanitárias na região, o número de mortos poderia ter sido maior.

A Jihad Islâmica advertiu com uma "resposta dolorosa" pela morte dos seus militantes, que estavam atuando num mais que provável lançamento de mísseis e foguetes contra as populações do sul de Israel. "O inimigo sionista pagará muito caro por este crime", ameaçou o porta-voz da Jihad, Abu Ahmed.

Pela primeira hora da tarde, como já estava previsto, as milícias dispararam vários mísseis contra o sul de Israel, atingindo, dentre outros alvos, uma escola na cidade de Ashdod. Por ser dia festivo (o Shabat judeu), estava vazia - por isso não havia feridos no local. Às cinco horas da tarde, as constatações afirmavam que apenas houve uma israelense ferida.

Mesmo assim, o grupo islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, acusou Israel de "promover esta escalada", advertindo que agora "deverá assumir as consequências".

A Jihad reivindicou os ataques desta tarde contra o sul de Israel, basicamente à cidade de Ashdod, que sofreu o impacto de sete mísseis em três horas. A Polícia e a Retaguarda Civil no sul de Israel elevaram o estado de alerta.

O disparo do míssil Grad, na quarta-feira passada, atingiu uma região próxima da cidade israelense de Ashdod, rompendo uma trégua de vários meses, fortalecida nas últimas semanas devido às negociações entre Israel e Hamas para a troca, no dia 18 de outubro, do soldado cativo Gilad Shalit pelos primeiros 477 presos palestinos. Dentro de um mês, Israel libertará mais 550 réus.

Fonte: El Mundo
Tradução: Jônatha Bittencourt, Editor de CessarFogo.com e De Olho na Jihad

Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twitter e aqui para curtir no Facebook 
A cópia das notícias aqui vinculadas é livre, já que em grande maioria não são de nossa autoria. Os textos de nossa autoria passarão agora a serem classificados como “Editorial”. Portanto, por questão de justiça e honestidade intelectual, pedimos que ao copiar nossos textos cite-nos e também cite a fonte na qual coletamos as informações.  

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Mahmoud Abbas, líder da Palestina?

 Enquanto líder palestino, Abu Mazen (Mahmoud Abbas), joga um game no cenário internacional, seu povo na Faixa de Gaza sofre.

Ativar as legendas se houver necessidade (CC)

Produção: FreeMiddleEast.com
Tradução / Legendas: CessarFogo.com

Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twitter e aqui para curtir no Facebook 
A cópia das notícias aqui vinculadas é livre, já que em grande maioria não são de nossa autoria. Os textos de nossa autoria passarão agora a serem classificados como “Editorial”. Portanto, por questão de justiça e honestidade intelectual, pedimos que ao copiar nossos textos cite-nos e também cite a fonte na qual coletamos as informações.  

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Israel detém células terroristas do Hamas horas antes de atentado


Um trabalho conjunto que uniu forças do
Shabak, do Exército de Defesa de Israel e
da polícia.
O Serviço Secreto Interno de Israel (Shabak) desbaratou um atentado suicida no mês passado em Jerusalém, segundo o que foi dado a conhecer no dia de hoje. O cinto carregado de explosivos foi apreendido 24 horas antes do ataque planejado. O artifício já havia ingressado na capital, mais precisamente no bairro de Ras el Amud.

A extensa operação antiterrorista foi um trabalho conjunto que uniu forças do Shabak, do Exército de Defesa de Israel e da polícia contra a infraestrutura militar do Hamas na Cisjordânia e em Jerusalém. Na operação, foram dezenas de membros do Hamas, que atuavam em 13 células separadas, foram detidos.

O terrorista detido.
A célula principal, encarregada pelos ataques, tinha sua base em Hebrom e estava em contato com o quartel general do Hamas em Damasco (capital da Síria). Essa célula havia determinado a data do atentado para o dia 21 de agosto. O Hamas havia planejado usar um extintor de incêndio carregado com seis quilos de explosivos. O dispositivo deveria ser ativado num ônibus ou num centro comercial do bairro Pisgat Zeev (em Jerusalém) por um terrorista suicida. O terrorista em questão foi identificado como Said Qawasmeh, de 20 anos, residente de Hebrom.

Esta mesma célula foi responsável pelo atentado de 23 de março em frente ao Centro Internacional de Convenções (Binianei Haumá), próximo à parada de ônibus de Jerusalém, onde foi assassinada a turista britânica Mary Jean Gardner e outras 47 pessoas ficaram feridas.

O serviço secreto destacou os esforços expressivos que o Hamas tem dispensado para restaurar a infraestrutura de sua ala militar e executar ataques contra objetivos israelenses. O Shabak ressalta que a principal meta da organização fundamentalista islâmica é o sequestro de um soldado para negociá-lo pela liberdade de presos palestinos.

Outra célula terrorista, que incluía cerca de 20 militantes, descoberta pelo Shabak, operava a partir do presídio de Ketziot. O grupo recrutava prisioneiros palestinos que seriam libertos com o objetivo de tratar o sequestro de um soldado israelense.

Uma das células desbaratadas operava a partir de Hebrom, sob as ordens da direção do Hamas em Gaza. O objetivo da célula era, também, o sequestro de um militar, sua transferência ao Sinai e, dali mesmo, por meio de túneis, transferi-lo para a Faixa de Gaza. O líder da célula, Ahmad Madhoun, de 44 anos, de Hebrom, recebeu 10 mil dólares durante a sua visita à Arábia Saudita, para a compra de armas a serem utilizadas na operação.

Fonte: Aurora
Tradução: Jônatha Bittencourt - Editor de www.cessarfogo.com / De Olho na Jihad
Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twitter e aqui para curtir no Facebook 
A cópia das notícias aqui vinculadas é livre, já que em grande maioria não são de nossa autoria. Os textos de nossa autoria passarão agora a serem classificados como “Editorial”. Portanto, por questão de justiça e honestidade intelectual, pedimos que ao copiar nossos textos cite-nos e também cite a fonte na qual coletamos as informações.  

sábado, 27 de agosto de 2011

Tass Saada - O “carniceiro do Fatah” que converteu-se ao Cristianismo


Nos anos sessenta, quando integrava o movimento palestino Fatah, assassinou muitos judeus. Após se converter ao cristianismo, o palestino Tass Saada mudou radicalmente. Está convencido de que a Bíblia prometeu Israel aos judeus e considera que o político holandês Geert Wilders é um aliado em sua luta contra o Islã. 

Essa semana, Tass Saada está na Holanda para promover seu livro Arafat era meu herói. Uma história que poderia se tornar roteiro de filme. Saada conheceu o ódio desde muito cedo. Foi o ódio contra os judeus que o transformou no “carniceiro de Fatah”. Tass Saada nasceu em um acampamento de refugiados na Faixa de Gaza e cresceu na Arábia Saudita e Qatar. Seus pais já haviam fugido de Jaffa, Israel, em 1948.

Fatah
No acampamento, os palestinos recebem um tratamento humilhante, como se fossem cidadãos de segunda categoria. São recriminados por terem vendido suas terras aos judeus. “E no Oriente Médio, um homem sem terra é um homem sem honra”, afirma Saada. Em 1967, quando as tropas árabes não conseguem vencer Israel, Saada decide se unir ao movimento palestino Fatah, atraído pela carismática atuação do líder da OLP (Organização para a Libertação da Palestina), Yasser Arafat, que visita frequentemente a família Saada.

Tass Saada combate para Arafat, trabalha como motorista. Aos 17 anos, passa a assassinar os opositores de Fatah. Não se lembra exatamente quantas pessoas matou nesse período. Perdeu a conta: “Deus me perdoou mas eu não me perdôo. Naquele momento eu acreditava que a violência era necessária e que através dela poderíamos restituir a terra de nossas famílias. Preferia estar morto a não ter pátria”.

Setembro negro
Tass Saada não acredita que haveria sobrevivido se seu pai não o tivesse pedido para que voltasse a Qatar, em 1970. No dia seguinte da sua partida inicia-se o ‘setembro negro’ na Jordânia, quando as tropas daquele país expulsaram as organizações palestinas. O conflito deixou dezenas de milhares de vítimas. Tass Saada não voltou a fazer parte da Fatah, mas seguiu apoiando a organização por um longo tempo.

Saada viaja aos Estados Unidos, onde se casa e torna-se um empresário bem sucedido. Em 1993 se converte ao cristianismo, uma decisão não muito apreciada, principalmente quando começa a pregar e orar em mesquitas. Nos Estados Unidos é atacado e golpeado por muçulmanos quando se dão conta que ele é um apóstata.
Saada: “Para minha família também foi terrível. Para eles, minha conversão era um pecado mais grave do que se minha irmã viesse a cometer adultério. Meu irmão contratou pistoleiros para me matar ao menos que me convertesse novamente ao islã. Mas eu não temia a morte. Não posso renegar minha fé cristã. Finalmente minha família teve que se resignar e aceitar”.

Muçulmanos
Tass Saada está convencido de que o islã é perigoso e que busca dominar o mundo ainda que faça uma distinção entre os muçulmanos e o islã. “Nem todos os muçulmanos são terroristas”, afirma. Nestas ideias demonstra coincidir com o que pensa o político Geert Wilders, do Partido da Liberdade, PVV, com quem desejaria se encontrar durante sua visita à Holanda. Saada considera Wilders um aliado político. “Parece-me uma grande pessoa, que defende a verdade e não tem medo de expressar suas opiniões. Veja quanta influência o islamismo ganhou no ocidente. Lamentavelmente, as ideias de Wilders não são levadas a sério”.
Estado de Israel
Saada também mudou radicalmente suas ideias sobre Israel. Atualmente prega a paz entre judeus e árabes. Fundou, na Faixa de Gaza, uma escola e um centro cultural. No entanto a presença do Hamas o obrigou a mudar para Jericó e Jerusalém. Saada considera que a convivência pacífica de judeus e árabes em Israel é possível e não é mais a favor de um estado israelense e um estado palestino. “Não é o que diz a Bíblia. Deus prometeu a terra aos judeus, mas também mandou que eles vivessem em paz com seus vizinhos. Os palestinos têm os mesmos direitos que os judeus, mas há um só Estado: o de Israel”.

Fonte: Rádio Nederland

Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twitter e aqui para curtir no Facebook 
A cópia das notícias aqui vinculadas é livre, já que em grande maioria não são de nossa autoria. Os textos de nossa autoria passarão agora a serem classificados como “Editorial”. Portanto, por questão de justiça e honestidade intelectual, pedimos que ao copiar nossos textos cite-nos e também cite a fonte na qual coletamos as informações.  

Jihad Islâmica anuncia cessar-fogo com Israel

Após dois dias de escalada militar no sul de Israel a na Faixa de Gaza, e após a morte de três altos dirigentes da Jihad Islâmica em Rafiah, a organização palestina anunciou o cessar-fogo que entrou em vigor a partir da primeira hora da manhã (26).

Um alto funcionário do grupo terrorista declarou que a trégua foi negociada através da mediação egípcia. O anúncio é uma mudança de 180 graus com respeito às ameaças que os líderes do grupo extremista islâmico haviam proferido poucas horas antes. O porta-voz do grupo, Daud Shihab, disse que a sua organização aceitará um cessar-fogo somente se Israel deixar de atacar no enclave costeiro.

Vários dos líderes da Jihad Islâmica se encontram, ainda, em Cairo, onde têm conversas com o ministro de Inteligência egípcio Murad Muwafi. O secretário-geral da Jihad Islâmica,

Ramadán Shallah, voltou da capital egípcia para Damasco, após uma rodada de discussões com altos oficias egípcios de inteligência.

Fonte: Aurora / Via: Foro Judio
Tradução: Jônatha Bittencourt - Editor de Cessar-Fogo e De Olho na Jihad

Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twitter e aqui para curtir no Facebook 
A cópia das notícias aqui vinculadas é livre, já que em grande maioria não são de nossa autoria. Os textos de nossa autoria passarão agora a serem classificados como “Editorial”. Portanto, por questão de justiça e honestidade intelectual, pedimos que ao copiar nossos textos cite-nos e também cite a fonte na qual coletamos as informações.  

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O fruto venenoso da revolução

Atentado com oito mortes em Israel é o primeiro resultado das mudanças no Egito

Em meio à discussão sobre que rumo o Egito tomará com a queda do ditador Hosni Mubarak, em fevereiro passado, e com a transição política que começará nas eleições parlamentares previstas para outubro deste ano, uma das possibilidades já esta se confirmando. O novo Egito é um lugar em que terroristas islâmicos podem se movimentar e se organizar com maior liberdade; em que o apoio ao Hamas, grupo radical palestino que governa a Faixa de Gaza, não precisa mais ser dissimulado; e em que os laços com o Irã se tornaram mais estreitos. Em suma, o Egito, antes um dos únicos aliados árabes de Israel, está se transformando em um perigo para o estado judeu. Até a semana passada, isso era apenas uma percepção baseada em declarações do governo militar interino do Egito, nos discursos dos pré-candidatos à Presidência e nos humores dos manifestantes que desde o início do ano tomam a Praça Tahir, no Cairo. Na quinta-feira, dia 18, a percepção tornou-se fato quando um grupo de terroristas entrou em Israel pela fronteira egípcia e disparou contra um ônibus que levava em sua maioria turistas ao balneário de Eilat, no Mar Vermelho. Pouco depois, outro bando atirou contra um segundo ônibus e contra dois automóveis na mesma estrada, e detonou urna bomba instalada no acostamento no instante em que soldados israelenses passavam para chegar ao local do primeiro tiroteio. No total, oito israelenses — seis civis e dois soldados — morreram. Foi o pior atentado terrorista dos últimos três anos e meio em Israel.

O governo israelense atribuiu a sequência de ataques ao Comitê de Resistência Popular, um grupo extremista ligado à Al Qaeda e baseado na Faixa de Gaza. Seus integrantes teriam cruzado a fronteira entre o território palestino e o Egito em túneis subterrâneos usados por contrabandistas. Depois, viajaram até o sul da Península do Sinai e entraram em Israel. Em resposta aos ataques, as forças israelenses imediatamente perseguiram os atiradores em território egípcio, matando quatro deles e, por engano, dois policiais e um militar do país vizinho. Israel também bombardeou prédios do Comité de Resistência Popular em Gaza, matando o chefe do grupo, três terroristas e um menino de 3 anos de idade. Com isso, reiniciou-se o ciclo de violência e ressentimento que os terroristas almejam: a morte desses palestinos serviu para justificar a retaliação contra Israel com mísseis caseiros disparados a partir de Gaza, e as tensões entre os governos de Israel e do Egito aumentaram. Os israelenses querem que os egípcios parem de tolerar os radicais islâmicos na fronteira e que, para isso, aumentem suas tropas no Sinai. É um paradoxo, pois o acordo de paz de 1979 entre os dois países previa uma presença militar egípcia limitada na península. As prioridades mudaram.

Fonte: MRE

Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twitter   
A cópia das notícias aqui vinculadas é livre, já que em grande maioria não são de nossa autoria. Os textos de nossa autoria passarão agora a serem classificados como “Editorial”. Portanto, por questão de justiça e honestidade intelectual, pedimos que ao copiar nossos textos cite-nos e também cite a fonte na qual coletamos as informações.

domingo, 21 de agosto de 2011

Grupo jihadista provoca Hamas


No dia 16 de agosto, o grupo jihadista Jama'at Al-Tawhid Wal-Jihad publicou um vídeo de 47 minutos de duração entitulado "O Caminho de Honra diante da Rota da Vergonha", no qual atacou o Fatah por sua aliança com Israel, mas especialmente o Hamas, por não implementar a Sharia em Gaza.

Uma das inovações neste vídeo é a justaposição de imagens da liderança atual do Hamas, com gravações de vídeo e áudio dos antigos líderes do movimento - deixando, assim, que estes "acusem" os atuais.

Outra nova característica é o apelo direto aos membros da ala militar do Hamas, as Brigadas de Al-Qassam, e a  exposição destes por tolerarem o cessar-fogo com Israel e a não-implementação da Sharia.

Fonte: MEMRI
Tradução: Jônatha Bittencourt, editor de Cessar-Fogo e De Olho na Jihad


Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twitter   
A cópia das notícias aqui vinculadas é livre, já que em grande maioria não são de nossa autoria. Os textos de nossa autoria passarão agora a serem classificados como “Editorial”. Portanto, por questão de justiça e honestidade intelectual, pedimos que ao copiar nossos textos cite-nos e também cite a fonte na qual coletamos as informações.

sábado, 20 de agosto de 2011

Zero Hora: Palestinos em Destaque


A matéria publicada pela Zero Hora na sexta-feira (19), "Hamas revoga trégua de dois anos com Israel após novo confronto", necessita ser dissecada para análise. Além de contar com um grande público de leitores, a notícia não faz parte de um editorial ou de uma seção opinativa para apresentar, com tamanha  tendenciosidade, a sua posição no conflito árabe-israelense. Continuemos.

Parágrafo inicial:
"O braço militar do Hamas anunciou que não está mais comprometido com o cessar-fogo com Israel, em vigor há mais de dois anos, informou o site da rede Al Jazeera. Um novo ciclo de confrontação foi iniciado nesta sexta-feira entre Israel e a Faixa de Gaza com bombardeios contra ativistas palestinos e o lançamento de foguetes ao sul do território israelense, um dia depois do triplo atentado em Eilat."

Ao iniciar a matéria, parece-nos que o Hamas está fazendo uma declaração oficial, pesarosa, de que o cessar-fogo com Israel não poderá fazer mais parte de seu vocabulário. Afinal de contas, quando isso foi realidade? A facção extremista acaba de oficializar o que não respeitava no acordo com Israel.

"Bombardeios contra ativistas palestinos e o lançamento de foguetes ao sul do território israelense." Consegue imaginar a cena? O Estado de Israel atuando militarmente contra simples ativistas palestinos - no mesmo nível que Bashar Al-Assad age com violência contra ativistas sírios. A expressão suavizante para "Terroristas" não é mera coincidência.

A foto ao lado, também publicada com a matéria, tem a seguinte descrição: "A mãe de um militante chora após reconhecer o corpo do filho morto em um ataque aéreo, no hospital da cidade de Deir Al Balah, região central da Faixa de Gaza". A dúvida que fica no ar é a seguinte: o que seria um "militante" na concepção do(s) editor(es)?

A intenção não é tornar ilegítimo o clamor desta mãe, mas se o caráter "militante" de seu filho incluía a sua participação no lançamento maciço de foguetes a Israel e o apoio às bases que interviram no triplo atentado realizado na quinta-feira, a suavização do termo é totalmente inadequada. Não podemos esquecer que o público Zero Hora, originalmente, é brasileiro. O termo "militante" pode ser, de certa forma, bem relacionado ao de militância política, onde os "ativistas" são simples protestantes - o que não parece ter ocorrido neste caso.

Ainda utilizando o mesmo trecho já comentado, é válida a observação de que mais de 30 foguetes Qassam e Grad foram lançados da Faixa de Gaza para Israel em um único dia - sexta-feira.

Foguetes Qassam não são de longo alcance. A maioria deles, quando lançados, atingem regiões abertas e não deixam muitas pessoas feridas. No entanto, é claro que seus bombardeios não são motivados por ausência de alvos, apenas não atingem muitos dos seus relevantes objetivos porque estes artifícios não possuem sistemas de comando, como os mísseis.

Segundo a AJN, dos foguetes Grad e Qassam que foram lançados, um alcançou um edifício do parque industrial de Ashdod, ao sul de Israel, deixando seis pessoas feridas, uma de forma grave. Além disso, vale destacar que muitos danos têm sido prevenidos pelas Forças de Defesa de Israel, que têm utilizado a Cúpula de Ferro - um forte sistema antimísseis. Por esse recurso, os mísseis com alvo nas cidades portuárias de Ashdod e Ashkelon foram interceptados, sem falar em outros alvos.

"Os ataques aéreos lançados pelo exército israelense sobre Gaza em represália aos atentados de quinta-feira nos quais oito israelenses morreram, deixaram nas últimas 24 horas 14 palestinos mortos e 40 feridos."

Certo. E os israelenses? Há sequer alguma menção dos números de baixas do lado israelense? Percebe-se, neste parágrafo, a supervalorização de informação com um toque de sensacionalismo - ainda mais porque não há uma contraposição com os números de Israel.

Após o triplo atentado, cerca de oito israelenses morreram e mais de 30 ficaram feridos. Os números são menores, isso mesmo. Mas o objetivo não é sensacionalizar, mas informar.

Dos árabes que morreram nesta sexta-feira em Gaza, um foi o "comandante do CRP, Sameb Abed, 25 anos [...] o chefe das CRP Kamal al Nayrab e outros líderes do grupo, " (CRP - Comitês de Resistência Popular). O que não aparece na matéria é que do lado de Israel, na quinta-feira, a baixa foi do membro mais experiente da elite antiterrorista israelense YAMAM, Pascal Avrahami, de 49 anos. Isso mesmo, antiterrorista.

"Dois ativistas das Brigadas Al Quds, braço armado da Jihad Islâmica, outra organização extremista, morreram nesta sexta-feira." Meros ativistas? Faziam parte da ala militar da Jihad Islâmica, não esqueçamos.

Quanto ao recado da Anistia Internacional de que "os mortos e feridos civis dos últimos dias em Israel e em Gaza são profundamente alarmantes e esta escalada afirma a necessidade para cada parte no conflito de tomar todas as precauções possíveis para evitar as perdas civis", devemos considerar que existem dois lados neste conflito; um dos lados utiliza civis como escudos humanos, outro não; um dos lados escolhe seus alvos independentemente de quem estiver por perto, outro faz rigorosa seleção - colocando seus soldados, mesmo em meio ao risco de vida, num dilema moral, mas relevante humanitariamente.

Diante das informações prestadas pela Zero Hora, tendo como base a agência de notícias AFP, pode-se observar a demasiada atenção aos, até então, adversários de Israel. A partir do título apresentado, são perceptíveis as inclinações no decorrer do texto. Como grande parte da mídia internacional, e não é por falta de informações, a matéria apresenta supervalorização dos números de vítimas do lado palestino.

Mas isso não surpreende mais ninguém! Além de constatar o "Destaque do Editor" presente ao lado do título da presente matéria, localizada na lista de notícias do portal, basta conferir notícias anteriores relacionadas ao conflito (por exemplo: Aviação de Israel volta a bombardear Faixa de Gaza após triplo atentado) para que a visão de Zero Hora se torne escancarada (mas isso renderia outros artigos).

Jônatha Bittencourt, editor de Cessar-Fogo e De Olho na Jihad

Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twitter   
A cópia das notícias aqui vinculadas é livre, já que em grande maioria não são de nossa autoria. Os textos de nossa autoria passarão agora a serem classificados como “Editorial”. Portanto, por questão de justiça e honestidade intelectual, pedimos que ao copiar nossos textos cite-nos e também cite a fonte na qual coletamos as informações.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Israel responde aos ataques e terroristas continuam com a violência


RAFAH — (AFP) - Os ataques da quinta-feira que resultaram na morte de oito pessoas no sul de Israel, atribuídas pelo Estado hebreu a um grupo radical palestino de Gaza, provocou uma série de episódios de violência, inclusive no Egito.

"Se o Hamas (no poder em Gaza) quer uma escalada, vão pagar um preço alto", advertiu nesta sexta-feira o porta-voz do Exército israelense, general Yoav Mordehai.

O general Mordehai não descartou realizar uma operação terrestre contra o movimento islâmico palestino que controla a Faixa de Gaza, acusado por Israel de ser responsável, pelo menos indiretamente, pelos ataques de quinta-feira.

A polícia israelense está em estado de alerta em todo o país.

Nas últimas horas, combatentes da Faixa de Gaza dispararam uma dúzia de foguetes contra o sul de Israel, afirmaram fontes palestinas e israelenses.

Os Disparos foram seguidos de ataques aéreos israelenses no território palestino.

Segundo fontes médicas, dois palestinos morreram em ataques aéreos israelenses.

A primeira vítima foi Mohamed Enaya, de 22 anos, atingido no bairro de Zeitun, no sul da cidade de Gaza, informaram fontes médicas palestinas.

A outra morte também foi registrada em Gaza, quando um membro não identificado dos Comitês de Resistência Popular (CRP), grupo radical da região, morreu em outro ataque aéreo no norte do território palestino, de acordo com fontes médicas palestinas e com o próprio grupo ao qual pertencia.

Na quinta-feira, sete palestinos foram mortos durante os ataques aéreos de Israel à Faixa de Gaza realizados após o ataque triplo no balneário de Eilat, no sul de Israel.

Quatro diretores dos CRP, segundo o Shin Beth (serviço de segurança interna de Israel), estavam "envolvidos nos ataques" de ontem e foram mortos, entre eles o chefe da organização radical em Gaza, Kamal al-Nayrab.

Os CRP que reúnem combatentes de todos os movimentos palestinos, nacionalistas e islamitas, negaram serem responsáveis pelos ataques anti-israelenses.

"Nós saudamos (esta operação) e estamos orgulhosos, mas não a reivindicamos", declarou nesta sexta-feira um porta-voz dos CRP à AFP.

Sete combatentes foram mortos durante uma série de ataques cuidadosamente coordenados na área de Eilat, no litoral do Mar Vermelho, próximo à fronteira egípcia, segundo o general Tal Rousso, comandante da região sul. Um deles morreu "acionando seu cinto de explosivos".

No Egito, seis policiais foram mortos entre ontem e hoje em circunstâncias ainda não esclarecidas, na fronteira com Israel.

O jornal Al-Ahram publicou nesta sexta-feira a declaração de uma autoridade de alto escalão egípcia, dizendo que os policiais foram mortos por homens armados que tentavam entrar no Egito a partir de Israel.

Na quinta-feira, um oficial militar contou à agência de notícias Mena que eles foram mortos por um foguete lançado por um helicóptero de combate israelense que tinha como alvos militantes em fuga.

A imprensa israelense apresentava nesta sexta-feira manchetes sobre "ataques terroristas no sul" que custaram a vida de seis civis, entre eles duas irmãs mortas com seus maridos, mesmo com o alerta sobre uma operação iminente de grupos palestinos.

Os jornais estão preocupados com o risco de uma deterioração da segurança entre Israel e Egito. "A paz com o Egito constitui um pilar da segurança de Israel faz três décadas e foi severamente abalada", afirmou o jornal Haaretz. O jornal de grande tiragem Yediot Ahanot afirma que Israel "não deve se contentar em completar a construção de um muro de segurança cercando as fronteiras do país, mas deve empregar a força" para prevenir novos incidentes.

O governante egípcio da província do Norte - Sinai, Abdel Wahab Mabruk, assegurou que os autores dos ataques em Israel não chegaram ao Egito, referindo-se a estritas medidas de segurança na região.

O Exército e a polícia egípcia fazem uma campanha durante muitos dias contra membros de um grupo armado acusado de ter explodido um gasoduto que fornece gás à Israel e de ter atacado um posto de polícia.

A Casa Branca, a ONU e a União Europeia condenaram os ataques em Israel. A Secretária de Estado Hillary Clinton pediu que o Egito garanta a segurança no deserto do Sinai, para onde o chefe do Estado-Maior do Exército egípcio, Sami Anan, deve ir para liderar uma investigação sobre as mortes dos policiais egípcios.

Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twitter   
A cópia das notícias aqui vinculadas é livre, já que em grande maioria não são de nossa autoria. Os textos de nossa autoria passarão agora a serem classificados como “Editorial”. Portanto, por questão de justiça e honestidade intelectual, pedimos que ao copiar nossos textos cite-nos e também cite a fonte na qual coletamos as informações.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Aviação israelense ataca zonas da Faixa de Gaza


Gaza, 5 ago(Prensa Latina) A aviação de Israel atacou hoje cinco áreas na Faixa de Gaza depois do lançamento por palestinos de foguetes Grad contra vários estabelecimentos fronteiriços, informaram fontes militares.

  Segundo o diário israelense Haaretz, que cita fontes militares, ontem à noite um foguete caiu em um lugar descampado da cidade de Kiryat Gat, o terceiro em 24 horas, mas não causou feridos nem danos materiais.

Um porta-voz do exército indicou que os aviões atacaram três túneis utilizados para ações da resistência palestina e dois lugares no centro e sul de Gaza, que -segundo a fonte- eram dedicados ao treinamento de milícias.

O porta-voz agregou que suas tropas "responderão com a força contra qualquer organização terrorista que atente contra a forma de vida ou faça dano aos cidadãos de Israel".

Esse oficial disse que dois mísseis foram disparados na quarta-feira desde o território palestino e um caiu próximo de Ashkelon e o outro próximo de Kiryat Gat. Uma mulher ficou levemente ferida na segunda-feira quando um foguete Qassam caiu próximo de um assentamento.

Também acrescentou que o exército atacou a zona oriental de Gaza para tratar de destruir a base desde onde dispararam e na operação dois palestinos foram feridos, ainda se desconhece se são vítimas civis.

Por sua vez, as Brigadas de Abdullah Azzam assumiram a autoria dos ataques com foguetes contra localidades fronteiriças com a Faixa de Gaza.

Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twitter   
A cópia das notícias aqui vinculadas é livre, já que em grande maioria não são de nossa autoria. Os textos de nossa autoria passarão agora a serem classificados como “Editorial”. Portanto, por questão de justiça e honestidade intelectual, pedimos que ao copiar nossos textos cite-nos e também cite a fonte na qual coletamos as informações.

Share

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More