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terça-feira, 24 de junho de 2014

Agente evita atentado durante partida do Brasil e morre no Líbano


France Presse / Correio Braziliense


Beirute - Um jovem agente dos serviços de inteligência libaneses evitou um atentado contra um bar na periferia de Beirute lotado de torcedores que a companhavam a partida entre Brasil e Camarões pela Copa do Mundo.

O agente Abdel Hodroj Karim, de 20 anos, e seu colega Ali Jaber saíam do trabalho na segunda-feira (23/6) quando viram um veículo branco, que se dirigia em direção ao bar localizado no bairro xiita de Chiyah, no sul de Beirute, contou à AFP um oficial da Segurança Nacional.

"O carro parou no meio da rua e um homem saiu. Hodroj e Jaber o interceptaram e perguntaram o que ele estava fazendo. O homem disse que tinha quebrado a chave e que o carro não poderia andar, acrescentou.

A resposta pareceu estranha, em um país que sofre numerosos ataques com carros-bomba e com histórico de ataques no sul de Beirute, reduto do movimento xiita Hezbollah. Neste momento, Jaber se dirigiu a um quartel militar do outro lado da rua, enquanto Abdel Karim vigiava o suspeito para impedir sua fuga.

"Neste exato momento o carro explodiu", matando Abdel Karim, relatou o oficial. O motorista do carro branco também faleceu no local.

Treze pessoas ficaram feridas, incluindo Ali Jaber, que estava a 30 metros do veículo. A explosão ocorreu às 00H00 (21H00 GMT segunda-feira).

Bairro xiita Em Chiyah, os moradores ainda estão chateados, eo pai do inspetor morto, Fadel, recebe condolências. Um fotógrafo da AFP no local viu carros em chamas e grandes danos materiais. A explosão aconteceu por volta da meia-noite (18h00 desta segunda em Brasília).

No bairro de Chiyah, os habitantes estão trastornados, e o pai do agente morto, Fadel, recebe as condolências.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Líbano: Atentados contra boate e loja de bebidas

Na cidade libanesa de Tiro, duas bombas foram detonadas. Os alvos eram uma discoteca e uma loja de bebidas. Felizmente não houve feridos, o exército isolou as áreas e iniciou as investigações.

A cidade de Tiro é uma das poucas no sul do Líbano que permite o uso de bebidas alcoólicas. Nos terrítorios dominados pelo Hezbollah o consumo é proibido.

Blog De Olho na Jihad com informações do Emirates 247 News
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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Poder do Islã aumenta no Oriente Médio

Dificilmente será um exemplo de democracia.

Desde que a “Primavera Árabe” (onda revolucionária de manifestações e de protestos que vem ocorrendo no Oriente Médio e no norte da África) começou há seis meses na Tunísia, uma onda de protestos, de agitação, de guerras civis e de matança sem sentido se espalhou pelo Oriente Médio. As coisas continuam acontecendo e, especialmente na Síria, a população está pagando um alto preço, perdendo vidas toda semana, à medida que o Presidente Bashar Al-Assad anuncia que vai interromper as manifestações com mão de ferro.

Na semana passada, na Líbia, o mais antigo ditador do Oriente Médio, Muamar Kadafi, foi deposto de seu governo – e morto – em um ato brutal de vingança perpetrado pelas forças rebeldes. Quarenta e dois anos de tirania acabaram quando o líder do Conselho Nacional Transitório (CNT), Mustafá Abdel Jalil, declarou a vitória. Um governo de transição está para ser estabelecido em 30 dias, e será eleita em 240 dias uma assembleia que terá a missão de promulgar uma Constituição. O processo democrático parece estar se desenvolvendo.

Na Tunísia, onde a chamada “Primavera Árabe” foi iniciada por um desesperado vendedor de vegetais, o processo democrático foi mais longe, e as primeiras eleições foram realizadas nesta semana. O Partido Islâmico Enhada tornou-se de longe o maior partido e assegurou 40% das cadeiras no novo parlamento, o qual agora começa a promulgar a Constituição.

No Egito pós-Murabak, as multidões muçulmanas andam livremente nas áreas dos cristãos da igreja copta. Com o exército como mero espectador, ou quem sabe como cooperador ativo, as multidões mataram centenas e mutilaram muitos outros. Mulheres cristãs estão sendo sequestradas e forçadas a se casarem com homens muçulmanos; monges estão sendo torturados, igrejas e monastérios estão sendo devastados e incendiados, e os coptas estão sendo perseguidos nas ruas e nas escolas. Desde março deste ano, 100.000 coptas fugiram do país. Perseguição a cristãos e a subsequente emigração estão acontecendo também em outras áreas como o Iraque, Líbano e na região sob administração da Autoridade Palestina. Muitos estão desesperados para fugirem, mas são incapazes disso por razões econômicas, dentre outras.

Comentário:
Os resultados da “Primavera Árabe” estão ficando agora mais visíveis, e eles não são encorajadores. Contrariamente às repetidas e otimistas avaliações de Obama de um democrático Oriente Médio, o poder dos islâmicos está aumentando. Islamismo, como nós conhecemos, é incompatível com valores democráticos, é antiocidental e anti-Israel. O que segue é uma visão geral de como está a situação nos seus países principais.

As previsões de uma democracia verdadeira na Líbia não são promissoras. Considere a pessoa de Abdel Hakim Belhaj. Belhaj é um islâmico bem conhecido que tem ligações com a Al-Qaeda. Desde 1988, ele lutou contra os soviéticos e depois contra os americanos no Afeganistão, e foi até mesmo preso pela CIA em 2004. A CIA entregou-o a Kadafi. Em um recente conflito, ele estava lutando lado a lado com os americanos contra o ditador da Líbia. O fato problemático é que não foi Belhaj que mudou de lado.

Em toda a campanha contra Kadafi, Belhaj recusou a submeter sua grande milícia à liderança política do CNT (Conselho Nacional Transitório). Considerando a fragmentada sociedade da Líbia, com tribos e clãs vivendo em constante alerta, e agora armados até os dentes, com armas sofisticadas vindas do arsenal de Kadafi, dificilmente se pode culpá-lo. Há um grande risco que a rivalidade interna, e até mesmo uma futura guerra civil, possam estourar o conflito pelo poder e pelo petróleo do país. Nesse ponto, os islâmicos permanecem fortes militarmente.

Em seguida da morte de Kadafi, o líder da CNT, Abdel Jalil, realizou um discurso de vitória no qual ele disse que a sharia (lei religiosa dos muçulmanos) será a “fonte principal” de leis no país, e nenhuma lei que seja contrária à sharia será permitida. Isso significa, na prática, um Estado islâmico. E nesse Estado, é lógico afirmar que a poligamia será permitida, amputações por crimes pequenos serão comuns, os direitos das mulheres serão severamente violados,  a liberdade de expressão será restringida e a conversão será punida com morte. Dificilmente será um exemplo de democracia.

Muito da mesma coisa pode ser dita da Tunísia. Esse país tem sido considerado o mais secular dos Estados árabes – mas a Enhada é um partido islâmico. Seu líder, Rachid Ghannouchi, já disse que a nova Constituição será baseada na sharia. Se a “secular” Tunísia tornar-se islâmica, é razoável acreditar que mais nações religiosas farão a mesma coisa.

No Iraque, os EUA estão planejando deixar o território e os iranianos estão preparando a sua entrada. O Irã já está interferindo na política do Iraque e apoiando milícias naquele país, utilizando-se da maioria da população shia-muçulmana que habita lá. O Irã é, em vários aspectos, um modelo completo de um Estado islâmico e também está buscando criar tentáculos em países como Bahrein e Iêmen. Caso o regime muçulmano obtenha armas nucleares, a sua esfera de influência aumentará drasticamente.

Na Turquia, o partido islâmico do primeiro-ministro Erdogan está ocupado em abolir a democracia e em impôr a sua lei. Opositores políticos, juntamente com a imprensa e militares, estão sendo presos, e a nomeação de juízes é dependente da aprovação da cúpula do partido. A Turquia já violou o acordo que tinha com Israel e está adotando orientação que lhe afasta cada vez mais da Europa. A Turquia, sob o comando de Erdogan, serve como modelo para o partido Enhada na Tunísia.

No Líbano, um partido islâmico, Hezbollah, controla o governo, da mesma forma que o Hamas governa na Faixa de Gaza. Na Síria, é difícil dizer o que acontecerá caso o regime de Assad cair, mas também lá os islâmicos têm um ponto de apoio seguro. Somando tudo, não resta dúvida de que a “Primavera Árabe” tenha levado um aumento dramático da influência da política do Islã no Oriente Médio.

Alguém poderia legitimamente perguntar: se o povo, através das eleições, escolher partidos islâmicos, deveriam ser eles proibidos de fazer isso? Não é pela a vontade do povo que nós lutemos? Mas o problema é quando isso leva à tirania da maioria, onde as minorias, tais como os cristãos e os judeus, são perseguidos e direitos humanos fundamentais são violados. Isso é inaceitável. É uma decepção chamar isso de democracia. Eleições livres são apenas uma parte de uma democracia que efetivamente funcione.

Israel é a única democracia no Oriente Médio. Isso é uma conquista que não é suficientemente entendida nem admirada pelas outras nações. Ao invés de ser excessivamente criticado, isolado e enfraquecido, o Estado judeu deveria ser exaltado como um perfeito modelo de democracia no Oriente Médio. Israel poderia servir como um recurso de conhecimento, experiência, know-how e exportar democracia para seus países vizinhos. Os líderes árabes poderiam vir a Israel para estudar as instituições nacionais, o parlamento, o sistema de eleição, os sistemas financeiro e jurídico, e tudo mais. Mas por que isso soa tão utópico?

Fonte: Word of Life Israel 

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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Líbano: Clérigos sunitas declaram lei que pune o estupro e a violência doméstica como heresia

BEIRUTE - (AFP) - A mais alta autoridade sunita do Líbano rejeitou nessa sexta-feira um projeto de lei que visa proteger as mulheres contra a violência doméstica e estupro conjugal, dizendo que levaria "à morte da família como no Ocidente."

"O Islã é muito consciente e preocupado com ... a resolução de problemas ... mas isso não deve acontecer pela clonagem das leis ocidentais que encorajam a desagregação da família e não se adequam a nossa sociedade", disse o influente líder do Dar al- Fatwa (Tribunal Muçulmano Sunita) em um comunicado em seu site.

O Dar al-Fatwa também criticou como "heresia" uma cláusula no projeto de lei que criminaliza o estupro conjugal, acusando os os criadores do projeto de "inventar novos tipos de crimes."

"Isso terá um impacto negativo sobre as crianças muçulmanas ... quem verão as mães ameaçando os pais com a prisão, em desafio à autoridade patriarcal, que por sua vez, minará a autoridade moral dos pais", disse ele.

"Temos de continuar a seguir a sharia (lei islâmica) no que diz respeito à família muçulmana", acrescentou.

O projeto de lei, elaborado por organizações feministas, advogados e peritos forenses, foi aprovado pelo gabinete do Líbano em 2010 e está atualmente em estudo no Parlamento.

Caso seja aprovada, a lei viria sob o código penal - sob o qual os casos são encaminhados a um tribunal penal - ao invés de leis de status pessoal, que são julgados por autoridades religiosas do Líbano.

O projeto de lei criminaliza o estupro conjugal, em caso de abuso por parte do marido ou de outro membro da família a mulher deve denunciar as autoridades. Se for considerado culpado, os réus pegarão penas que variam desde a reabilitação a prisão em regime fechado.

A Violência doméstica e o assédio continuam sendo tabu no Líbano, considerado o país mais liberal em meio aos consevadores países árabes, mesmo assim são poucas as mulheres que denunciam a violência e a polícia em geral fecha os olhos para os crimes.

Blog De Olho na Jihad 24/06/2011

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domingo, 19 de junho de 2011

Pregador islamita prega "resistência armada" e "jihad eletrônica" contra Israel



 

O pregador islamita kuwaitiano Tareq Sweidan, na TV Al-Quds, do Líbano, disse que a única solução para a causa palestina seria uma "resistência armada" contra Israel. Ele também disse que uma forma muito importante de jihad seria a "jihad eletrônica", em que ele pediu aos jovens hackers que destruíssem todos os sites israelenses e sionistas. Segundo o pregador, isso seria melhor do que 20 atos de jihad.

Fonte: Mente Conservadora

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sexta-feira, 10 de junho de 2011

"NAKSA" - Outro truque de RP para atacar Israel

"...para provocar uma situação que coloca os soldados
armados contra civis - uma poderosa imagem de TV."
O último domingo, 5 de junho, marcou o início da Guerra dos Seis Dias em 1967, e, em conexão com isto, os árabes palestinos comemoraram o que eles chamam de “o Naksa”, significando “o revés”. Durante esta guerra, quando Israel foi atacado por cinco nações árabes, Israel conquistou as Colinas de Golã, Judéia e Samaria, incluindo Jerusalém Oriental, Sinai e Gaza.

Como parte de uma nova tática, também usada em 15 de maio, os árabes palestinos convocaram grandes manifestações nas fronteiras de Israel, a partir das nações vizinhas, simbolizando aquilo que eles chamam de retorno dos refugiados. Convocações também foram feitas para os árabes israelenses e também aos árabes na Judéia e Samaria para marchar em Jerusalém.


O
s protestos no domingo não atraíram tão grandes multidões como os organizadores esperavam. No Líbano, os manifestantes foram impedidos pela Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL, em inglês) e pelo Exército Libanês ao passo que o Hamas impediu manifestações em Gaza. Apenas na fronteira com a Síria manifestantes tentaram romper a cerca da fronteira, mas foram recebidos com avisos, gás lacrimogêneo, granadas de efeito moral e no final com tiros dirigidos às partes inferiores de seus corpos. De acordo com autoridades sírias, 23 pessoas foram mortas, mas as Forças de Defesa Israelenses (IDF) duvidam muito deste numero. “Nosso disparo foi medido e cauteloso”, disse um oficial das Forças Armadas. Israel afirma que o presidente sírio, Bashar Assad, utilizou o incidente de fronteira para desviar a atenção de sua própria onda de assassinatos sobre os manifestantes anti-regime na Síria.

Comentário:
Os incidentes de domingo são apresentados como parte de uma luta contra uma potência ocupante. Os slogans e bandeiras dos manifestantes falam sobre a retomada do território ocupado bem como de um regresso dos refugiados. Eles são apresentados como uma questão moral de direitos humanos. No entanto, a campanha não é senão um grande truque de relações públicas (RP) concebido para colocar Israel em uma posição ruim. As reclamações de ocupação e os refugiados não refletem a situação real, mas elas são poderosas demonstrações. Além disso, as tentativas de infiltrar as fronteiras não têm nenhum objetivo a não ser para provocar uma situação que coloca os soldados armados contra civis - uma poderosa imagem de TV. A perda da vida de algumas pessoas é um pequeno preço a pagar, ao que parece, para ganhar o favor do mundo ocidental.

Israel fez o que cada nação deve fazer em tais casos: proteger suas fronteiras. É uma tragédia se as pessoas foram mortas como resultado deste incidente (a Cruz Vermelha não pode confirmar quaisquer números de morte). No entanto, as possíveis mortes são de responsabilidade da Síria, a qual permitiu que os manifestantes se infiltrassem na fronteira. É da responsabilidade de cada nação que o seu território não seja utilizado para atacar os países vizinhos. Mas a vida humana parece ser um produto barato no regime de Assad ultimamente.


Finalmente, a narrativa árabe palestina está se espalhando rapidamente devido a uma utilização consciente de palavras específicas. “Naksa” é uma das mais recentes. Outras palavras que carregam uma mensagem de consciência ideológica são Nakba, refugiados, ocupação, muro de separação, Al-Aqsa, Al Quds, Cisjordânia, os assentamentos, os militantes, para citar algumas. Ao usar palavras como estas, o conflito está sendo enquadrado de forma anti-israelense. Imagens anti-Israel são criadas nas mentes das pessoas, e isso leva no final a uma falta de simpatia para com o Estado judeu. Uma pessoa que se preocupa com a objetividade deve ser capaz de expor essa manipulação com palavras.


Por Word of Life Israel - publicado no blog Cessar-Fogo.


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domingo, 27 de março de 2011

Bomba explode em Igreja no Líbano

Segundo informações do Jornal Israelense Ynet News, uma bomba explodiu durante a madrugada na entrada da Igreja de Santa Maria, uma igreja ortodoxa siríaca que fica na zona leste da cidade libanesa de Zahle. A explosão destruiu parte da lateral da Igreja e do altar. Nenhum grupo reivindicou o atentado.

O Líbano está sem governo desde a queda de Saad Hariri e a situação tem ficado cada vez mais tensa.


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terça-feira, 15 de março de 2011

Líbaneses protestam contra político que chamou véu saudita de 'saco de lixo'

TRÍPOLI, Líbano — Centenas de manifestantes enfurecidos tomaram nesta terça-feira as ruas de Trípoli, no Líbano, queimando pneus e bloqueando vias, para protestar contra os comentários de um ex-deputado sobre as mulheres da Arábia Saudita.

Cerca de 500 muçulmanos sunitas se reuniram no sul de Trípoli gritando: "Não há outro Deus que não Alá" e "Wiam, seu porco, você deve ser preso", referindo-se ao ex-deputado e ministro Wiam Wahhab, um alto responsável da comunidade drusa.

Alguns manifestantes queimaram pneus e fotos de Wiam Wahhab, que criticou fortemente as sauditas na semana passada, afirmando que elas se vestiam com "sacos de lixo", referindo-se ao niqab, durante uma entrevista concedida à televisão local.

Trípoli é a segunda maior cidade do país, depois de Beirute, e um bastião da comunidade sunita.

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segunda-feira, 14 de março de 2011

Milhares de Libaneses pedem que Hezbollah entregue suas armas

BEIRUTE - Dezenas de milhares de libaneses se dirigiram para a praça central de Beirute neste domingo para marcar o aniversário dos protestos de 2005 que encerraram os 30 anos de dominação síria sobre o Líbano e exigir que o grupo militante Hezbollah, visto como um representante da Síria, entregue suas armas.

A manifestação da oposição pró-Ocidente foi uma poderosa demonstração de força e ocorreu num momento tenso para o Líbano e o restante do mundo árabe, que tem sido varrido por uma onda de levantes contrários ao governo.

A multidão agitou bandeiras libanesas, faixas de partidos pró-Ocidente e pôsteres do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, cujo assassinato em 2005 deu início ao movimento que expulsou as tropas sírias naquele mesmo ano, no evento que se tornou conhecido como a "Revolução do Cedro".

"Nós viemos aqui para dizer que somos contra as armas (do Hezbollah)", disse o comerciante Atef Kahwaji, de 51 anos. "Eles mentem quando dizem que as armas são para ser usadas apenas contra Israel."

O Hezbollah tem um arsenal que supera o do Exército nacional e tem o apoio da maioria dos xiitas libaneses e de muitos cristãos. O grupo afirma que precisa das armas para defender o Líbano no caso de um ataque israelense.


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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Embaixador líbio em Brasília diz que Al-Qaeda quer usar a Líbia para "atacar a Europa"

O embaixador da Líbia no Brasil, Salem Ezubedi, disse hoje que não renunciará ao cargo e que a Al-Qaeda está por trás do levantamento contra Muammar Kadhafi de forma a usar a Líbia para "atacar a Europa".

Ezubedi reforçou o discurso do líder líbio, Muammar Kadhafi, ao afirmar que a revolta no país é liderada pela rede terrorista Al-Qaeda. Para o diplomata, os movimentos no Leste do país, onde o governo já terá perdido o controle, começaram "pequenos e espontâneos, para expor algumas exigências sociais, semelhante ao que acontece em vários países do mundo". 

O embaixador argumentou que o objetivo dos terroristas é controlar os poços de petróleo, aeroportos e portos da Líbia e lamentou a morte de "vítimas inocentes". 

Segundo Ezubedi, os terroristas usam a população como escudo humano. "Temos provas e informações de que a Al-Qaida deseja fundar um centro de mobilidade na região leste da Líbia para atacar a Europa", afirmou o embaixador à Agência Brasil.Ebuzedi disse também que não irá demitir-se, ao contrário do que fizeram pelo menos oito diplomatas líbios que chefiavam missões nos Estados Unidos, na Índia e na China. "O abandono do cumprimento da minha responsabilidade seria uma traição ao meu país, que não seria aceite pela minha cultura nem pelo meu caráter, e (mancharia) a honra da minha família", afirmou Ezubedi, numa declaração traduzida por um funcionário da embaixada em Brasília. 

Foi a primeira declaração do diplomata desde o início da revolta popular na Líbia. Os jornalistas não foram autorizados a fazer perguntas. 

Diante da ameaça à unidade do país e às nações vizinhas e da tentativa de "transformar a Líbia numa nação terrorista", sublinhou o diplomata, o governo líbio resolveu enfrentar a situação.  

"Sentimos muito pela perda de vítimas inocentes e contamos com eles como mártires perante Alá. Sentimos muito pela necessidade de usar a violência para enfrentar esses problemas desde o início", disse. "Todos os países têm o direito de lidar contra quem representa ameaça para a sua segurança e unidade", acrescentou. 

Embaixador da Líbia no Brasil desde 2007, Ezubedi elogiou as relações diplomáticas entre a Líbia e o Brasil e afirmou que os brasileiros na Líbia estão em boa situação. "Desejo tranquilizar os cidadãos brasileiros sobre a saúde dos funcionários das empresas brasileiras. O seu retorno acontecerá o mais rápido possível", disse. 

A operação de retirada de brasileiros que trabalham para empresas privadas na Líbia está em andamento. Hoje, a estatal Petrobras informou que retirou os seus funcionários brasileiros que estavam na capital Tripoli. 

Um avião fretado pela construtora Odebrecht, com 446 pessoas a bordo, incluindo 114 brasileiros, chegou nesta quinta-feira à ilha de Malta, segundo comunicado da empresa. 

Integram o grupo 107 funcionários e familiares brasileiros, 7 funcionários da Petrobras e outros 332 trabalhadores da companhia, com familiares, de 23 nacionalidades. Permanecem na Líbia 2.749 funcionários da Odebrecht. 

De acordo com o comunicado, estão previstos, ainda para hoje, mais dois voos para Malta, com capacidade de 450 pessoas cada. A empresa já contratou também um navio com capacidade para transportar dois mil pessoas que saiu de Palermo, na Itália. A previsão é que a embarcação chegue ainda hoje a Tripoli para resgatar o restante dos funcionários que ainda estão lá.  

Ao mesmo tempo, já está no porto de Benghazi, um navio, contratado pela construtora Queiroz Galvão, para retirar 148 brasileiros que estão naquela cidade, foco do epicentro da revolta popular contra o governo de Muammar Kadhafi. O navio também irá transportar os 56 cidadãos portugueses ainda presentes em Benghazi. 

Fonte


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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

EUA fazem aviso ao Líbano no caso de militantes formarem novo governo

WASHIGNTON - O governo Obama avisou os líderes políticos do Líbano que seguir com o apoio americano será difícil se o movimento militante Hezbollah ganhar papel dominante no governo.

O porta-voz do Departamento de Estado, P.J. Crowley, disse nesta segunda-feira, 24, que quanto maior for o papel do Hezbollah no governo, "mais problemática" será a relação EUA-Líbano. O Estados Unidos veem o Hezbollah como uma organização terrorista.

Os comentários de Crowley foram feitos ao mesmo tempo em que o Hezbollah, apoiado pelo Irã, consegue o apoio de grande parte do Parlamento para lançar sua candidatura para o posto de primeiro-ministro.

Ele se negou a dizer o que os EUA fariam se o candidato do Hezbollah se tornar de fato primeiro-ministro e conseguir formar um governo, mas disse que seria "difícil" continuar com as relações como sempre foram.

Fonte: O Estado de São Paulo

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Sunitas convocam 'dia de fúria' no Líbano em meio a crise política

BEIRUTE - Parlamentares sunitas convocaram um "dia de fúria" em todo o Líbano nesta terça-feira, 25, para protestar contra os ganhos políticos do grupo xiita Hezbollah. 

Em uma conferência de imprensa, o parlamentar Moustafa Alloush convocou protestos contra a "tutela persa" no Líbano, em uma referência ao Irã, que apoia o Hezbollah.

Ele disse que os protestos devem ser pacíficos.

O Hezbollah assegurou o apoio da maioria do parlamento nesta segunda-feira, 24, para indicar seu candidato ao cargo de primeiro-ministro, o que colocaria o grupo xiita em posição para controlar o novo governo.

O grupo deixou o governo do primeiro-ministro Saad Hariri, apoiado pelas potências ocidentais, no dia 12 de janeiro, após a recusa de Hariri em descartar o tribunal que investiga a morte de seu pai, o ex-primeiro-ministro Rafiq Hariri, em 2005.


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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Amin Gemayel: " Grupos extremistas tentam dizimar cristãos no Egito e no Iraque"

BEIRUTE - O ex-presidente do Líbano Amin Gemayel disse que grupos extremistas tentam dizimar cristãos no Egito e no Iraque. A declaração foi feita nesta segunda-feira, 3, dois dias depois de um ataque suicida contra uma igreja no norte do Egito ter matado 21 pessoas. Uma grande quantidade de cristãos iraquianos também foi morta nos últimos meses por extremistas.


Gemayel, um cristão que foi presidente do Líbano por seis anos na década de 1980, disse que o país pode ter um importante papel em aproximar os vários grupos religiosos do Oriente Médio para a mesa de negociação.


O Líbano abriga 18 seitas religiosas e está profundamente dividido em linhas sectárias. Uma guerra civil de 15 anos (entre 1975 e 1990) envolvendo muçulmanos e cristãos deixou cerca de 150 mil mortos.


Fonte: Estadão

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Irã usa ambulância para ajudar Hezbollah, revela WikiLeaks

AE - Agência Estado - BEIRUTE - Ambulâncias iranianas do Crescente Vermelho foram usadas para contrabandear armas para o grupo militante islâmico libanês Hezbollah durante a guerra desse grupo com Israel, informa um documento diplomático dos EUA, vazado no domingo, 28, pelo site WikiLeaks. 
 
Memorandos do Departamento de Estado americano dizem que suprimentos médicos do Crescente Vermelho "também serviram para facilitar o envio de armas". Hezbollah e Israel travaram um confronto de 34 dias, que deixou 1.200 libaneses e 160 israelenses mortos.

Mais de 250 mil documentos do Departamento de Estado foram divulgados ontem pelo site WikiLeaks. Segundo um deles, uma pessoa cujo nome não foi publicado "tinha visto mísseis nos aviões destinados ao Líbano", enquanto os suprimentos eram colocados no avião.

Um porta-voz do Hezbollah não quis comentar o caso, argumentando que não tinha lido o documento. O Irã tem laços de quase 30 anos com o Hezbollah e suspeita-se que financie o grupo militante, com milhões de dólares por ano e ainda fornecendo armas.

Durante o conflito de 2006, o Hezbollah disparou quase 4 mil foguetes no norte israelense, incluindo vários de médio alcance, que atingiram pela primeira vez a terceira maior cidade de Israel, Haifa. As informações são da Associated Press.
 

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Grupo vinculado à Al-Qaeda convoca rebelião no Líbano

AFP – BEIRUTE — Um grupo vinculado à Al-Qaeda convocou os muçulmanos sunitas do Líbano a se rebelarem contra o governo libanês e contra o movimento xiita Hezbollah, indicou nesta quarta-feira o centro americano de vigilância dos portais islamitas SITE.

"As brigadas de Abdallah Azzam publicaram um comunicado de seu comandante, Saleh ben Abddullah al-Qaraawi, exortando os muçulmanos sunitas do Líbano a se rebelarem contra o governo e contra Hezbollah", afirmou o SITE.

"Não trabalhem com os serviços secretos militares", diz Qaraawi.

"Mostrem sua recusa a esta clara injustiça que pesa sobre vocês e que é, sem dúvida, um feito do Hezbollah", acrescentou.

Esta declaração acontece num momento em que o Líbano vive uma clara tensão em relação ao Tribunal Especial para o Líbano (TEL), encarregado de investigar sobre o assassinato em 2005 do ex-primeiro-ministro Rafic Hariri.

O Hezbollah, o mais poderoso movimento militar do Líbano, está convencido de que este tribunal da ONU o implicará no assassinato e advertiu contra a prisão de seus membros.

O Hezbollah acha que o Tribunal se vendeu a Israel.

Por seu lado, o campo do primeiro-ministro Saad Hariri rejeita qualquer compromisso na investigação sobre o assassinato de seu pai.

As advertências do Hezbollah fazem temer novas violências no Líbano, que já conheceu uma guerra civil (1975-1990), conflitos destrutivos entre Israel e o partido xiita, e sangrentos confrontos intercomunitários em maio de 2008.

Em setembro de 2009, as brigadas de Abddulah Azzam reivindicaram disparos de foguetes a partir do sul do Líbano na direção de Israel.

Abddulah Azzam, um xeque palestino considerado pai da guerra santa (Jihad) no Afeganistão e inspirador do chefe da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, foi assassinado em 1989.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Chefão do Hezbollah diz que seu grupo está preparado para mais uma guerra com Israel

Jihad Watch, 12 de novembro de 2010
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Tradução: DEXTRA

Mais um capítulo na jihad sem fim se aproxima. "Hizbullah: Estamos prontos para mais uma guerra com Israel," do Jerusalem Post, 11 de novembro (Agradecimentos a Elvis):

Nasrallah diz que grupo irá "cortar a mão" de qualquer um que tente prender qualquer membro do partido por envolvimento com o assassinato de Hariri. O Hizbullah está pronto para mais uma guerra com Israel, disse o líder do grupo Hassam Nasrallah em discurso televisionado na quinta-feira à noite. 

Referindo-se ao que ele se referiu como um hábito de Israel se envolver onde não é bem-vindo, ele enfatizou que seu grupo terrorista libanês não teme de forma alguma outros futuros conflitos.

Com o progresso do Tribunal Especial para o Líbano (STL [em inglês]), incumbido de investigar o assassinato d[o entrão primeiro ministro libanês] Rafik Hariri, em 2005, e o indiciamento do Hizbullah sendo esperado, Nasrallah também disse que o Hizbullah vai "cortar a mão" de qualquer um que tente prender qualquer membro do partido.

"Os que imaginam que nós permitiremos a prisão ou detenção de qualquer um de nossos combatentes estão enganados,' disse ele a milhares de correligionários no sul de Beirute ontem, por meio de um vídeo."Vamos cortar a mão que se extenda para pegar qualquer um deles."...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

No Líbano Omar Bakri Mohammed é condenado a prisão perpétua

m tribunal militar libanês condenou hoje um clérigo radical islâmico, Omar Bakri Mohammed, por acusações de terrorismo e o sentenciou à revelia à prisão perpétua, disseram militares. Mohammed, que tem dupla cidadania libanesa e síria, viveu por 20 anos na Grã-Bretanha, onde chefiou o agora proscrito grupo islâmico al-Muhajroun. Em 2005, ele se mudou da Grã-Bretanha para o Líbano, após o governo britânico ter impedido que ele regressasse a Londres depois de uma viagem.

Funcionários do governo libanês dizem que Bakri Mohammed está entre as 54 pessoas sentenciadas hoje, como parte dos julgamentos de insurgentes que se rebelaram contra o exército libanês, em 2007. Bakri Mohammed foi condenado "por pertencer a um grupo armado que tinha como objetivo conduzir atos terroristas e conspirar para matar soldados libaneses". Os funcionários dizem que ele acabou sendo sentenciado à prisão perpétua porque não apareceu no tribunal para se defender.

Bakri Mohammed, que vive na cidade de Tripoli, no norte libanês, um centro de fundamentalistas islâmicos sunitas, se disse chocado com a sentença. "Eu nunca fui convocado a qualquer tribunal e nunca foi emitida mnenhuma ordem de prisão contra a minha pessoa", disse o clérigo. Ele disse que as acusações são "mentiras e farsas". Ainda não está claro porque as autoridades libanesas não detiveram Bakri Mohammed, que não vive na clandestinidade e aparece frequentemente em programas sunitas na televisão.

Além de Bakri Mohammed, outras 53 pessoas, 20 das quais também foram julgadas à revelia, receberam sentenças de prisão que vão de um ano à prisão perpétua. As informações são da Associated Press.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Libanês Uqab Saqr critica o Hezbollah, advertindo que ela pode se tornar "uma máfia".



Em uma entrevista concedida a rede de televisão Abu Dhabi em 31 de outubro o libanês Uqab Saqr falou um pouco da milícia xiita Hezbollah. A entrevista demonstra, que nem todo o Líbano apóia a posição do grupo.

Uqab declara: “Não vamos ceder à pressão ou ameaça. Se o Hezbollah quer repetir o erro de 7 de maio, que irá conduzir o país em um estado de caos. “Vamos enfrentar esse caos através das instituições e da lógica da política, não pelos meios militares, no entanto, o Hezbollah será apresentado como uma questão central”.

Ao falar do “sete de maio” Uqbab referia-se ao confronto iniciado em 07 de maio de 2008 quando o grupo xiita rebelou-se contra as decisões do governo de destruir a rede de comunicações do Hezbollah e demitir o chefe de segurança do aeroporto de Beirute, que era ligado à facção. Com a insurgência o grupo assumiu o controle de partes de Beirute, e iniciou um confronto com grupos pró-governo na capital libanesa, também explodiu um violento confronto no Leste de Beirute e nas montanhas, onde tropas dos seguidores do líder druso Walid Jumblatt trocaram tiros e granadas com milícias aliadas ao Hezbollah.

Uqab Saqr também falou sobre a “resistência palestina” encabeçada pelo Hezbollah:

“Gostaria de lembrar que com o Hezbollah a chamada “resistência palestina” controlou o Líbano, e causou o caos na segurança do povo e na segurança militar do sul do Líbano...” Perguntado pelo repórter se a milícia xiita continua causando o mesmo tipo de caos, Saqr responde: Sim, de certa forma, eles começaram a causar esse tipo de problema, mas é preciso lembrar a resistência palestina, que o povo do sul do Líbano que enfrentou Israel, também jogaram arroz nos tanques israelenses e comemoraram com o inimigo, a fim de acabar com a tirania da resistência. Grande parte do povo libanês preparam sacos de arroz por trás de suas portas, esperando a libertação de Satanás , que não é só Israel-, eles também esperam serem libertados do Hezbollah.

E Uqab Saqr conclui:

Se o Hezbollah quer restaurar a república Fakhani, que era um símbolo da tirania e do caos contra os libaneses. Saibam que vamos enfrentar, vamos enfrentar a milícia pela resistência pacífica e através da política. Na minha opinião se o Hezbollah está determinado a repetir o erro de 7 de maio, ele está começando a escrever o capítulo final de sua historia, no qual se torna uma máfia e o mundo irá tratá-lo como tal.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O alerta de Israel

Embora estes dias o foco esteja naturalmente sobre a Al Qaeda, notícias alarmantes também têm vindo à tona sobre o Hezbollah, o grupo terrorista Xiita que está aglomeraado próximo à fronteira de Israel e tomou o controle do Líbano.

O diário francês Le Figaro informa que o arsenal do Hezbollah agora totaliza 40 000 mísseis e que a organização tem 10 000 combatentes à sua disposição. Le Figaro também dá detalhes sobre três divisões do Hezbollah encarregadas de dar manuntenção e transportar os mísseis e sobre o íntimo envolvimento da Síria com o empreendimento todo.

O artigo diz que, em janeiro passado, uma das três, a Divisão 108 - num movimento registrado pelo serviço de inteligência americana -, recebeu uma remessa de 26 mísseis M-6002 sírios, em algum lugar entre Damasco e a fronteira sírio-libanesa. Embora o principal centro militar da Divisão 108 esteja próxima à fronteira, ela também tem uma base próxima ao aeroporto de Damasco, para receber carregamentos de armas vindos do Irã.

Le Figaro cita o ministro da Defesa francês tendo dito que Israel pode atacar os centros da Divisão 108 na Síria. O jornal também diz que o exército sírio tem sua própria base de mísseis Scud próximo a Damasco. E embora a Síria negue ter fornecido Scuds ao Hezbollah, imagens de satélite parecem mostrar agentes do Hezbollah sendo treinados na base para usá-los

Ron Ben-Yishai, veterano de guerra e analista militar do Yediot Aharonot, o maior diário de Israel, atribui muita importância à reportagem e diz que "quem quer que tenha fornecido dados de inteligência super secretos [ao Le Figaro]" teve razões para fazê-lo.

Uma destas razões, diz Ben-Yishai, é:

jogar os fatos na cara da opinião pública internacional, de modo que a ONU, o Ocidente, os estados Árabes e a mídia global não finjam estar surpresos se e quando Israel realizar ataques poderosos e devastadores. Estas ações teriam como alvo o imenso arsenal de foguetes e mísseis no Líbano, bem como os estados que contribuíram para criá-lo, quer dizer, o Líbano e a Síria. 

Ben-Yishai, observa, em seguida, que, nos últimos meses, Israel tem insistido no assunto junto à comunidade internacional, incluindo o vazamento de mapas sobre como o Hezbollah estoca armas próximo a escolas, hospitais e residências nas vilas do Sul do Líbano. O Hezbollah quer, assim, tornar difícil para Israel atacar os alvos, ao mesmo tempo em que prepara acusações de "crime de guerra" contra Israel, como sempre faz.

Artigo original AQUI.
Tradução: DEXTRA.

Exercício "de hora zero" do Hizballah para derrubar o governo de Beirute e lançar guerra contra Israel

Na última quinta-feira, 28 de outubro, o Hizballah realizou um exercício militar em todas as partes do Líbano, a fim de testar a prontidão de sua milícia para o que o seus líderes chamaram de "hora zero", ou seja, afirmar seu controle sobre o Líbano e "encurralar" o primeiro-ministro Saad Hariri. As fontes militares de DEBKAfile informam que o exercício consumiu o dia todo e culminou no discurso bravateiro do líder do Hizballah, Hassan Nasrallah naquela noite, que foi interpretado por todas as facções libanesas como uma declaração de guerra contra seu governo e o prenúncio de um aumento da temperatura na fronteira com Israel .

O grupo terrorista xiita não fez mistério sobre as razões para sua postura guerreira - pelo contrário:

1. O Hizballah achou necessário responder ao recente "exercício eletrônico" das Forças de Defesa de Israel, em sintonia com uma decisão de alto escalão do Irã, da Síria e do próprio Hizballah de nunca deixar um movimento militar americano ou israelense sem resposta.

2. Foi um ensaio para a ação militar planejada para as horas que antecederem o anúncio do indiciamento de líderes do Hizballah, por parte do Tribunal Especial do Líbano, pelo envolvimento no assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafiq Hariri, há cinco anos.

O exercício de "hora zero" demonstrou, de acordo com fontes do Hizballah, "a rápida implementação em campo" da necessária prontidão para o combate. Elas afirmam que "em menos de duas horas" foram capazes de "manter uma segurança e domínio militar de grandes áreas do Líbano."

Nossas fontes observam que está é a primeira vez que o Hizballah falou abertamente sobre seu plano de tomar o controle do Líbano pela força das armas - sem nem esperar pelo TEL anunciar os indiciamentos. A revelação foi feita cinco dias depois do importante exercício militar, a fim de deixar as coisas claras e aproveitou um momento em que seus principais oponentes estavam ocupados com outras coisas.

O presidente Barack Obama está ocupado demais com a queda dos Democratas nas pesquisas, antes das eleições de meio-mandato para o congresso, em 2 de novembro.

O rei saudita Abdullah estava concentrado em uma ambiciosa iniciativa de realizar uma conferência nacional de todas as facções iraquianas para romper o longo impasse na formação do novo governo em Bagdá. O rei saudita estava buscando um progresso exclusivamente árabe que jogasse o Irã para escanteio.

E em Jerusalém...bem, os círculos políticos de Jerusalém estão completamente absorvidos pelas bagatelas dos escândalos domésticos, como o ministro da Defesa Ehud Barak ter dado emprego ilegalmente a um trabalhador estrangeiro em sua casa ou as brigas sem fim sobre as bolsas para os estudantes yeshiva com famílias.

O Hizballah também acha que pode mandar com segurança seus capangas para as ruas de Beirute e dar vasão a sua ira contra Israel sem ser acossado pela mídia ocidental, porque ela está totalmente absorvida no complô do pacote bomba da al Qaeda e suas ramificações internacionais. 

Artigo original AQUI.
Tradução: DEXTRA

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