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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Mesquitas secretas crescem em Portugal


Sei que olham para mim de lado, mas eu ignoro essas pessoas." Com barba rija, turbante e traje típico muçulmano, o desabafo de Abdulai espelha o sentimento de muitos membros da comunidade muçulmana em Portugal de serem associados a radicais islâmicos depois dos atentados em França. "Não somos todos terroristas", diz ao Correio da Manhã.

Mas, como o CM viu numa das várias mesquitas na Mouraria em que, sem placa, só é conhecida dentro da comunidade muçulmana, o discurso sobe de tom quando o tema é a Palestina ou os EUA. "Só um soldado americano matou indiscriminadamente 17 muçulmanos no Afeganistão", recorda um membro da mesquita. E interroga-se: " Podemos ficar quietos perante isto?" Sobre o radicalismo islâmico em França, depois de Mohamed Merah, autor dos ataques em Toulouse em que morreram sete pessoas, ter levantado questões de segurança, um dos membros da mesquita refere que "sente orgulho nos jovens muçulmanos" em território francês. Há ainda a defesa de que, "no futuro", todo o mundo se irá converter ao Islão, facto "que o Vaticano sabe e teme".

Este discurso violento, sabe o CM, tem levantado preocupações junto do xeique David Munir, imã da Mesquita Central de Lisboa, e que leva fonte das secretas a admitir que "a comunidade muçulmana em Portugal está sob vigilância".

Esta mesquita fica numa das ruas estreitas da Mouraria, e a porta de alumínio não deixa adivinhar que se trata de um local de culto islâmico há cerca de dez anos. O corredor apertado e escuro dá lugar uma sala de orações para mais de cinquenta pessoas, sem janelas, em que a única decoração são os tapetes árabes no chão. Os vizinhos nem sabem que se trata de uma mesquita e referem apenas "grupos de homens com roupas estranhas aí à porta". As prostitutas da zona sabem do que se trata, mas queixam-se de que "os muçulmanos são maus para o negócio". A única pista é o número de homens que antes da oração ocupam toda a rua.

Nesse quarteirão, há mais duas mesquitas, mas só uma consta da página oficial da Comunidade Islâmica de Lisboa. Ao CM, outro membro desta comunidade disse que se trata de "divergências internas" que explicam tantas mesquitas mesmo lado a lado. A mesma fonte garante que, apesar da associação do Islão ao terrorismo, "a nossa é uma religião de paz e transparente. Quem mata em nome do Islão, não é um verdadeiro muçulmano."

O CM tentou, sem sucesso, obter uma reacção junto do porta-voz da comunidade, o xeique David Munir.

TEMPLOS EM LOJAS, GARAGENS E CASA

Longe da imponência da Mesquita Central ou de Odivelas, os muçulmanos em Portugal adoptaram soluções práticas para quem tem de rezar cinco vezes em diferentes alturas do dia. Lojas, garagens e apartamentos são exemplos do que foi convertido num local de culto islâmico pela comunidade.

O CM visitou uma mesquita em Lisboa que usou o espaço de arrecadação na garagem de um centro comercial para permitir "às cerca de vinte famílias aqui da zona" um sítio para professarem a sua fé, explicou um dos responsáveis. No Martim Moniz, não é complicado encontrar um rés-do-chão ao lado de mercearia que também foi alvo de uma remodelação. Com orações que colidem com o horário de trabalho, este improviso permite fechar o negócio por dez minutos para ir rezar. "Trabalho aqui no Martim Moniz e é complicado apanhar o metro ou autocarro até à Praça de Espanha para ir à Mesquita Central cinco vezes por dia", explica ao CM Mombi, natural do Bangladesh.

A maioria da comunidade muçulmana concentra-se em Lisboa e no Porto, mas há salas de culto noutros distritos.

"PODE HAVER FRANJAS RADICAIS"

Correio da Manhã – As mesquitas periféricas que estão a multiplicar-se são um problema de segurança?

José Manuel Anes – É um problema, porque não há

Fonte: Correio da Manhã

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Rebeldes Sírios declaram que conquistarão Israel, Espanha e Portugal

Por Jacques Nunes

Em um momento em que o mundo tem cedido seu apoio a coalizão de rebeldes sírios que atende pelo nome de Coalizão Nacional das Forças de Oposição e Revolucionárias, grupo que outorga a representatividade da oposição síria, o MEMRI, traz um vídeo importantíssimo.

Apesar do apoio do ocidente essa organização não conta com o suporte da maioria dos rebeldes e nem desfruta de popularidade entre os sírios. Hoje, a principal força anti-Assad, são os terroristas islâmicos, liderados principalmente pela Frente Nusra, uma filial da al-Qaeda no território sírio.

No entanto, como demonstra o vídeo, esses “rebeldes” islamitas não ameaçam apenas Bashar al-Assad, mas todo o mundo democrático e livre.

No vídeo divulgado, os terroristas nascidos no calor da fictícia “Primavera Árabe” falam sobre futuras operações e profetizam a conquista sobre Israel, Espanha e Portugal.


“Seguiremos adiante (...) limparemos a Síria, e nada nos deterá aqui. Continuaremos até as fazendas de Shebaa e Kfar Shuba, passaremos pelas Colinãs de Golã até Jerusalém”, diz um dos rebeldes. “ E depois, direto a Pérsia”, grita outro. “Em seguida, limparemos o ...Quando tivermos terminado com o Iraque, atacaremos Constantinopla e por fim Córdova e Al-Andalus . Agora temos armas e não temos intenção de depô-las”, conclui o terrorista.

O discurso é claro, o objetivo dos terroristas sírios não é apenas a queda de Assad, mas a destruição do xiismo e a reconquista dos “territórios muçulmanos” perdidos. Entre esses territórios, que segundo eles, pertecem aos muçulmanos, está al-Andalus, ou seja, entre suas metas após a derrota do regime sírio, está a conquista de Espanha e Portual, antigo al-Andalus.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

União Internacional dos Estudiosos Muçulmanos: O Papa deve pedir perdão pela derrota islâmica na Península Ibérica

O Instituto de Investigação do Oriente Médio (MEMRI) publicou tradução de um comunicado da União Internacional dos Estudiosos Islâmicos (IUMS), que diz: 

"Embora a União [o IUMS] trabalhe para acalmar a ira dos muçulmanos do mundo, [que foi despertada] pelos não muçulmanos ao insultarem o honorável Mensageiro [Maomé], [de modo que] os protestos se limitem a ser pacíficos e não ataquem qualquer embaixada ou local cristão, pedimos ao Papa que se desculpe para com os muçulmanos pela sua conferência [Ratisbona, 2006], a exortação apostólica e as matanças cometidas pelos cruzados no Al-Andalus [Península Ibéria], do mesmo modo como se desculpou com os judeus."

 O IUMS é dirigido pelo xeque egípcio Yusuf al-Qaradhawi, conhecido pelo seu programa na cadeia televisiva al-Jazeera, intitulado "Sharia e Vida" (Sharia - lei islâmica), que tem uma audiência de mais de sessenta milhões de pessoas, e durante algum tempo líder espiritual da Irmandade Muçulmana. Em 2006, considerou que o papa tinha insultado os muçulmanos e incitou-os a expressar a sua ira na sexta-feira (dia sagrado para os muçulmanos) seguinte.

terça-feira, 27 de março de 2012

Tablighi Jaamat - O radicalismo que ameaça Portugal e toda a Península Ibérica

O site espanhol Alerta Digital fala-nos sobre um estudo que adverte sobre o potencial extremista de uma organização islâmica disseminada na Península Ibérica, o Tablighi Jaamat (em urdu: تبلیغی جماعت, árabe: جماعة التبليغ‎, e português: Sociedade para a Expansão da Fé). Fundada na Índia em 1927 por Maulana Ilyas al-Kandhlawi como um movimento reformista islâmico, a organização entende que as sociedades muçulmanas foram corrompidas pelos valores do secularismo e do materialismo, pelo que entende que é preciso retornar aos princípios fundamentais do islão. O Tablighi Jamaat é proibido em vários países - já muitos dos seus membros foram detidos devido ao terrorismo islâmico em países como a França, Marrocos e Estados Unidos - mas, para variar, é perfeitamente tolerado em Portugal, onde os seus membros se reúnem anualmente sem ser incomodado e que, segundo alguns, controla a mesquita de Lisboa (o dirigente da mesquita é o banqueiro Abdul Vaquil, mas na sombra está um dirigente da Tablighi Jamaat). O grupo também tem apartamentos que funcionam como mesquita em Aveiro, em Viseu, no Porto e no Algarve. Locais que servem, com toda a certeza, para os seus membros planearem actividades do grupo que são "incrivelmente secretas", oferecendo "muitas oportunidades aos terroristas"...

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A cópia das notícias aqui vinculadas é livre, já que em grande maioria não são de nossa autoria. Os textos de nossa autoria passarão agora a serem classificados como “Editorial”. Portanto, por questão de justiça e honestidade intelectual, pedimos que ao copiar nossos textos cite-nos e também cite a fonte na qual coletamos as informações.  

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

“Portugal pode ser alvo de terrorismo tão facilmente como a Suécia”

Ex-chefe do ‘staff’ Militar da União Europeia diz que “não é o momento para reduzir o investimento em Defesa”.


O general inglês David Leakey, ex-chefe do ‘Staff' Militar da União Europeia, diz, em entrevista ao Diário Económico, que um atentado como o de Dezembro passado em Estocolmo (Suécia) poderia acontecer em Portugal. E que os ataques bombistas de 2004 em Madrid confirmaram que já nenhum Estado europeu está imune.


Os orçamentos para a Defesa devem crescer na Europa, apesar da crise financeira? Em que países e porquê?

Numa crise financeira, tem de haver um equilíbrio entre os gastos na Defesa e outras despesas importantes do Governo. Este pode não ser o momento para aumentar as despesas com a Defesa, mas também não é certamente o momento para reduzir o investimento em Defesa devido às incertezas futuras com a segurança. Os Estados europeus que não contribuam para o esforço colectivo europeu, no contexto da NATO ou da União Europeia, devem estar conscientes das consequências óbvias para a sua credibilidade e para a credibilidade da Europa como potência.


Quais são as maiores dificuldades e onde é preciso investir mais?

As ameaças mais imediatas ao território europeu não parecem pertencer ao domínio militar. O terrorismo, os ciber-ataques, o crime organizado e o tráfico ilegal de narcóticos, armas e pessoas são aparentemente assuntos para a polícia e para outras autoridades. No entanto, se os Estados europeus pretendem intervir fora da Europa e trazer estabilidade às regiões de onde são provenientes as ameaças, então devem investir numa mistura adequada entre instrumentos militares e civis para responder às ameaças imediatas de hoje e de amanhã. Não faz sentido continuar a manter o legado de capacidades e o modelo de pensamento da era da guerra fria.


A Europa é hoje uma região mais ou menos segura do que há uma década?
A Europa é hoje tão segura face a ataques militares directos como era há uma década. No entanto, as ameaças e desafios à nossa segurança estão a mudar e o futuro contém já hoje muitas incertezas, talvez mais do que há uma década.


Quais são as zonas da Europa mais expostas?

O terrorismo e os ciber-ataques são ameaças comuns em toda a Europa, e não creio que nenhuma região da Europa seja mais susceptível a ataques do que outras regiões.


Portugal apresenta riscos menores de sofrer actos terroristas do que outros países europeus como aconteceu em Dezembro na Suécia? Porquê?

Os terroristas atacam de surpresa para provocar medo e alarme. Por exemplo, os imprevisíveis ataques bombistas em Madrid há uns anos [11 de Março de 2004] são um indicador de que nenhum Estado na Europa está imune a um inesperado e injustificável ataque terrorista. Por isso, Portugal pode ser um alvo tão facilmente como a Suécia.

Fonte: Económico

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Portugal pode ter células de informações militares no Líbano

O ministro da Defesa admitiu, esta segunda-feira, que Portugal poderá vir a ter células de informações militares no Líbano à semelhança do que irá acontecer no Afeganistão, de forma a ajudar no combate ao terrorismo.

Em entrevista ao jornal i, Augusto Santos Silva avançou que a estrutura militar portuguesa no Afeganistão vai sofrer alterações no Outono, de forma a incluir já a primeira célula de informações.

«Responder às ameaças do terrorismo de matriz fundamentalista islamita deve levar-nos a olhar com muita atenção, em particular do ponto de vista português, para a África do Norte, Magrebe e Sahel. Têm sido evidentes os sinais de que o terrorismo ligado à al-Qaeda procura estabelecer-se na região do Sahel», acrescentou o ministro

Fonte

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Um mistura explosiva: O comunismo e o antisemitismo em Portugal e Brasil! Unidos em prol da Jihad

Eis um interessante texto publicado no blog "O Candango Conservador" que reproduzo na íntegra:



  Por Jefferson Nóbrega

Vasculhando a internet encontrei um site de Portugal chamado Ruptura/FER, o Ruptura/FER é a secção portuguesa da Liga Internacional dos Trabalhadores.

Um artigo chamou-me a atenção, o artigo chama-se "Todo o apoio à lutado povo Palestiano! Pelo fim do estado de Israel".

O título já deixa claro o que eles defendem, o fim do estado de Israel, eles de forma nenhuma apoiam a paz, pelo contrário falam contra a "moderação" da ANP e apoiam a luta armada. O site expressa:

É neste marco que se estão a dar as condições para uma “terceira Intifada”. Mas esta não será como as anteriores, só contra Israel, mas, também, contra a ANP e as suas autoridades. Os acontecimentos em Jerusalém Oriental indicam esta possibilidade. Hoje, a política cada vez mais dura do governo de Benjamín Netanyahu faz que Mahmud Abbas, a Fatah e os seus aliados não possam oferecer ao povo palestiniano nem sequer uma mínima concessão formal que justifique a aceitação da ANP.

Vejam, que eles defendem uma nova guerra dos árabes, não só contra Israel, mas também conta a ANP!

Logo em seguida a organização demonstra todo o seu ódia e apoio a Jihad, leiam com atenção:

Isto significa que não haverá nenhuma verdadeira solução sem a destruição do Estado nazista de Israel (verdadeira causa dos conflitos na região) e a construção de um Estado palestiniano único, laico, democrático e não racista; onde os palestinianos que foram expulsos possam retornar às suas terras e nas quais os judeus ali residentes aceitem os direitos dos palestinianos à terra e, se assim o quiserem, possam manter-se ali e conviver em paz com os seus vizinhos.

E como seria essa destruição para eles? Vejam:

Esta tarefa supõe a necessidade de uma Terceira Intifada para derrotar Israel. Nessa luta, não pode haver nenhuma unidade com os agentes do sionismo e do imperialismo dentro do povo palestiniano, como Mahmud Abbas e a ANP. A unidade palestina que verdadeiramente serve é aquela que organize e impulsione a Terceira Intifada e, nessa luta, também derrote a ANP. É necessário, então, que o Hamas deixe de defender a unidade com a Fatah e, junto às outras forças de resistência, enfrente os invasores sionistas e os seus cúmplices da ANP.

Vejam que a "Liga Internacional dos trabalhadores" não só defendem o fim de Israel, como também que isso seja feito em uma guerra encabeçada pelo Hamas, acabando até com a ANP.

 Logo depois esses "trabalhadores" gritam para que o Hezbollah entre na guerra:

Por outro lado, chamamos organizações como o Hezbollah, que ganhou um imenso prestígio entre as massas árabes e muçulmanas por seu triunfo contra o exército israelita, em 2006, a romperem a sua política de “unidade nacional” com os sectores burgueses pró-imperialistas do Líbano e a intervir activamente nesta luta contra Israel. 

Não satisfeitos, eles pedem para que todos os árabes unam-se para DESTRUIR Israel:

 Mas a luta pela destruição de Israel, para ser vitoriosa, não pode ficar só nas mãos do povo palestiniano. É necessária a luta de todos os povos árabes e muçulmanos, que continuam sendo profundamente solidários com os palestinianos, como foi demonstrado pelas mobilizações em Beirute (Líbano) e em Istambul (Turquia). Para que essa luta seja triunfante é fundamental também que ela seja tomada pelas massas trabalhadoras de todo mundo. Que se mobilizem internacionalmente até derrotar esse estado racista e genocida que envergonha a humanidade.

 Vejam caros leitores, que à organização faz uma verdadeira pregação em favor da Jihad contra Israel, apoiando descaradamente grupos terrorista, com o objetivo de destruir o Estado Judeu.

Apesar de o site ser Portugês o artigo em questão é encerrado como:

São Paulo, 21 de Março de 2010.
Liga Internacional dos Trabalhadores – Quarta Internacional (LIT-QI)

Portanto, eis um perigo tanto para Portugal quanto para o Brasil, chamado: Liga Internacional dos Trabalhadores!

Lembrando que tal liga tem ligação direta com os partidos comunistas brasileiros conforme destaca o site do PSTU: http://www.pstu.org.br/internacional_materia.asp?id=11289&ida=0


Fiquemos em alerta constante!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Portugal torna-se um ‘ponto de passagem’, um ‘dormitório’, para alguns grupos terroristas

‘Temos de estar preparados para um atentado’

Os ataques terroristas de Madrid, ocorridos a 11 de Março de 2004, voltaram a mostrar ao mundo que a ameaça do fundamentalismo islâmico não tem fronteiras. Portugal pode até nem estar na mira dos grupos terroristas, mas autoridades e especialistas defendem que o país deve estar preparado.

Na primeira linha da prevenção de atentados terroristas, está a Polícia Judiciária, através da sua Unidade Nacional de Combate ao Terrorismo.

A par dos Serviços de Informações de Segurança, são responsáveis pela recolha de boa parte da informação sobre alegados elementos terroristas a circular em território nacional.
Apesar da dimensão que ganhou o terrorismo islâmico desde os atentados do 11 de Setembro de 2001, o Inspector Carlos Anjos, do Sindicato da Polícia Judiciária, duvida que Portugal esteja a braços com uma real ameaça terrorista.
'Não somos claramente um país de primeira linha de ameaça, nem de segunda, nem talvez de terceira linha. Somos muito mais um país de recuo de algum tipo de células terroristas’, afirma o inspector.

‘Dormitório’ para terroristas

Portugal torna-se por isso apenas um ‘ponto de passagem’, um ‘dormitório’, para alguns grupos terroristas: é o caso dos militantes da Al-Qaeda que terão passado por Portugal nos últimos anos, procurando não só refugiar-se, como também angariar novos militantes para as suas causas.

Da mesma opinião é José Manuel Anes. Para o Presidente do Observatório de Segurança Criminalidade Organizada e Terrorismo, ‘as ameaças [existentes em Portugal] são fracas’ - tanto no que toca ao grupo separatista basco da ETA, como também no que toca à organização fundamentalista da Al-Qaeda.

Ainda assim, isso não significa que as autoridades portuguesas devam baixar os braços: ‘O pior erro que Portugal pode cometer é alguma vez pensar que está imune a um atentado’, defende o inspector Carlos Anjos.

Como prevenir atentados

Por isso, torna-se essencial pensar como prevenir a ameaça.

José Manuel Anes aponta alguns caminhos possíveis: ‘colaborar com países de onde possam vir elementos radicais para promover acções terroristas, partilhar informações e garantir a cooperação de forças a nível internacional’.

E o diálogo com os países vizinhos pode tornar-se mesmo crucial: afinal de contas, a possibilidade de se viajar hoje com facilidade, para todo o mundo, veio dificultar o combate ao terrorismo.

O inspector Carlos Anjos reconhece essa dificuldade, mesmo dentro do espaço da União Europeia: ‘passámos a viver numa comunidade de Estados, onde os cidadãos podem entrar em Lisboa, podem entrar em qualquer outro país da comunidade, sem registo’.

Daí que as autoridades ibéricas tenham de estar especialmente atentas, por exemplo, à actuação de ‘alguns grupos problemáticos que operam no Norte de África e que têm ligações à Al-Qaeda’, defende por sua vez José Manuel Anes.




Para relembrar :

Sinais de presença terrorista islâmica em Portugal


A presença em Portugal de elementos do grupo Tabligh Jamaat, formado por escassas dezenas de paquistaneses, abraçando ideais de pureza e de ortodoxia islâmica, tem suscitado especial atenção dos serviços de informações nacionais.
Um dos cabecilhas da Al-Qaeda na Europa, Delower Hossain, terá estado em Portugal há cerca de cinco anos, tendo visitado as mesquitas de Lisboa, Odivelas e de Palmela.


Foram detidos e expulsos duas dezenas de muçulmanos, entre os quais Mohamed Bouyeri, pertencente ao grupo Holfstad, ligado ao assassínio na Holanda do cineasta Theo Van-Gogh, que alegadamente preparariam um atentado durante o jantar de boas-vindas oferecido no Porto pelo Governo português às comitivas dos vários países que participaram no Euro 2004.
Portugal foi visado, em 2004, numa lista da 'jihad' na Internet.


Fonte 1° Notícia: http://noticias.sapo.pt/info/artigo/1051651.html
Fonte 2° Notícia: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1373112


Mais ações da Jihad em Portugal:

 

O ataque ao Santuário de Fátima:


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