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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Poder do Islã aumenta no Oriente Médio

Dificilmente será um exemplo de democracia.

Desde que a “Primavera Árabe” (onda revolucionária de manifestações e de protestos que vem ocorrendo no Oriente Médio e no norte da África) começou há seis meses na Tunísia, uma onda de protestos, de agitação, de guerras civis e de matança sem sentido se espalhou pelo Oriente Médio. As coisas continuam acontecendo e, especialmente na Síria, a população está pagando um alto preço, perdendo vidas toda semana, à medida que o Presidente Bashar Al-Assad anuncia que vai interromper as manifestações com mão de ferro.

Na semana passada, na Líbia, o mais antigo ditador do Oriente Médio, Muamar Kadafi, foi deposto de seu governo – e morto – em um ato brutal de vingança perpetrado pelas forças rebeldes. Quarenta e dois anos de tirania acabaram quando o líder do Conselho Nacional Transitório (CNT), Mustafá Abdel Jalil, declarou a vitória. Um governo de transição está para ser estabelecido em 30 dias, e será eleita em 240 dias uma assembleia que terá a missão de promulgar uma Constituição. O processo democrático parece estar se desenvolvendo.

Na Tunísia, onde a chamada “Primavera Árabe” foi iniciada por um desesperado vendedor de vegetais, o processo democrático foi mais longe, e as primeiras eleições foram realizadas nesta semana. O Partido Islâmico Enhada tornou-se de longe o maior partido e assegurou 40% das cadeiras no novo parlamento, o qual agora começa a promulgar a Constituição.

No Egito pós-Murabak, as multidões muçulmanas andam livremente nas áreas dos cristãos da igreja copta. Com o exército como mero espectador, ou quem sabe como cooperador ativo, as multidões mataram centenas e mutilaram muitos outros. Mulheres cristãs estão sendo sequestradas e forçadas a se casarem com homens muçulmanos; monges estão sendo torturados, igrejas e monastérios estão sendo devastados e incendiados, e os coptas estão sendo perseguidos nas ruas e nas escolas. Desde março deste ano, 100.000 coptas fugiram do país. Perseguição a cristãos e a subsequente emigração estão acontecendo também em outras áreas como o Iraque, Líbano e na região sob administração da Autoridade Palestina. Muitos estão desesperados para fugirem, mas são incapazes disso por razões econômicas, dentre outras.

Comentário:
Os resultados da “Primavera Árabe” estão ficando agora mais visíveis, e eles não são encorajadores. Contrariamente às repetidas e otimistas avaliações de Obama de um democrático Oriente Médio, o poder dos islâmicos está aumentando. Islamismo, como nós conhecemos, é incompatível com valores democráticos, é antiocidental e anti-Israel. O que segue é uma visão geral de como está a situação nos seus países principais.

As previsões de uma democracia verdadeira na Líbia não são promissoras. Considere a pessoa de Abdel Hakim Belhaj. Belhaj é um islâmico bem conhecido que tem ligações com a Al-Qaeda. Desde 1988, ele lutou contra os soviéticos e depois contra os americanos no Afeganistão, e foi até mesmo preso pela CIA em 2004. A CIA entregou-o a Kadafi. Em um recente conflito, ele estava lutando lado a lado com os americanos contra o ditador da Líbia. O fato problemático é que não foi Belhaj que mudou de lado.

Em toda a campanha contra Kadafi, Belhaj recusou a submeter sua grande milícia à liderança política do CNT (Conselho Nacional Transitório). Considerando a fragmentada sociedade da Líbia, com tribos e clãs vivendo em constante alerta, e agora armados até os dentes, com armas sofisticadas vindas do arsenal de Kadafi, dificilmente se pode culpá-lo. Há um grande risco que a rivalidade interna, e até mesmo uma futura guerra civil, possam estourar o conflito pelo poder e pelo petróleo do país. Nesse ponto, os islâmicos permanecem fortes militarmente.

Em seguida da morte de Kadafi, o líder da CNT, Abdel Jalil, realizou um discurso de vitória no qual ele disse que a sharia (lei religiosa dos muçulmanos) será a “fonte principal” de leis no país, e nenhuma lei que seja contrária à sharia será permitida. Isso significa, na prática, um Estado islâmico. E nesse Estado, é lógico afirmar que a poligamia será permitida, amputações por crimes pequenos serão comuns, os direitos das mulheres serão severamente violados,  a liberdade de expressão será restringida e a conversão será punida com morte. Dificilmente será um exemplo de democracia.

Muito da mesma coisa pode ser dita da Tunísia. Esse país tem sido considerado o mais secular dos Estados árabes – mas a Enhada é um partido islâmico. Seu líder, Rachid Ghannouchi, já disse que a nova Constituição será baseada na sharia. Se a “secular” Tunísia tornar-se islâmica, é razoável acreditar que mais nações religiosas farão a mesma coisa.

No Iraque, os EUA estão planejando deixar o território e os iranianos estão preparando a sua entrada. O Irã já está interferindo na política do Iraque e apoiando milícias naquele país, utilizando-se da maioria da população shia-muçulmana que habita lá. O Irã é, em vários aspectos, um modelo completo de um Estado islâmico e também está buscando criar tentáculos em países como Bahrein e Iêmen. Caso o regime muçulmano obtenha armas nucleares, a sua esfera de influência aumentará drasticamente.

Na Turquia, o partido islâmico do primeiro-ministro Erdogan está ocupado em abolir a democracia e em impôr a sua lei. Opositores políticos, juntamente com a imprensa e militares, estão sendo presos, e a nomeação de juízes é dependente da aprovação da cúpula do partido. A Turquia já violou o acordo que tinha com Israel e está adotando orientação que lhe afasta cada vez mais da Europa. A Turquia, sob o comando de Erdogan, serve como modelo para o partido Enhada na Tunísia.

No Líbano, um partido islâmico, Hezbollah, controla o governo, da mesma forma que o Hamas governa na Faixa de Gaza. Na Síria, é difícil dizer o que acontecerá caso o regime de Assad cair, mas também lá os islâmicos têm um ponto de apoio seguro. Somando tudo, não resta dúvida de que a “Primavera Árabe” tenha levado um aumento dramático da influência da política do Islã no Oriente Médio.

Alguém poderia legitimamente perguntar: se o povo, através das eleições, escolher partidos islâmicos, deveriam ser eles proibidos de fazer isso? Não é pela a vontade do povo que nós lutemos? Mas o problema é quando isso leva à tirania da maioria, onde as minorias, tais como os cristãos e os judeus, são perseguidos e direitos humanos fundamentais são violados. Isso é inaceitável. É uma decepção chamar isso de democracia. Eleições livres são apenas uma parte de uma democracia que efetivamente funcione.

Israel é a única democracia no Oriente Médio. Isso é uma conquista que não é suficientemente entendida nem admirada pelas outras nações. Ao invés de ser excessivamente criticado, isolado e enfraquecido, o Estado judeu deveria ser exaltado como um perfeito modelo de democracia no Oriente Médio. Israel poderia servir como um recurso de conhecimento, experiência, know-how e exportar democracia para seus países vizinhos. Os líderes árabes poderiam vir a Israel para estudar as instituições nacionais, o parlamento, o sistema de eleição, os sistemas financeiro e jurídico, e tudo mais. Mas por que isso soa tão utópico?

Fonte: Word of Life Israel 

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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

E Lula perde um "amigo, irmão e líder"


Ao participar da Cúpula da União Africana em 2009, Lula começou seu discurso dizendo a Kadafi: "Meu amigo, meu irmão e líder".


Meus sinceros pêsames! 



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sábado, 26 de março de 2011

Comandante Rebelde Líbio admite que seus combatentes possuem ligações com a Al Qaeda

Abdel-Hakim al-Hasidi, o líder rebelde da Líbia, disse que os jihadistas que lutaram contra as tropas aliadas no Iraque, estão na linha de frente da batalha contra o regime de Muammar Khadafi.

Em entrevista ao jornal italiano Il Sole 24 Ore, Al-Hasidi admitiu que havia recrutado "por volta de 25 homens" da área de Derna no leste da Líbia, para lutar contra as tropas da coalizão no Iraque. Alguns deles, segundo o líder rebelde, "estão hoje na linha da frente na Adjabiya".

Abdel-Hakim al-Hasidi, insistiu que seus combatentes "são patriotas e bons muçulmanos, e não terroristas", mas acrescentou que os "membros da Al-Qaeda também são bons muçulmanos e estão lutando contra o invasor".

Suas revelações vieram logo após Idriss Deby Itno, presidente do Chade, afirmar que a al-Qaeda havia conseguido pilhar arsenais militares na zona rebelde da Líbia, e asim adquirido muitas armas, "incluindo mísseis anti-aéreos, que foram contrabandeadas para seus santuários".

O Sr. al-Hasidi admitiu que já havia lutado contra a "invasão estrangeira" no Afeganistão, antes de ser capturado em 2002 em Peshwar, no Paquistão. Mais tarde ele foi entregue para os EUA, e em seguida voltou a Líbia em 2008.

Os EUA e fontes do governo britânico disse al-Hasidi era um membro do Grupo Combatente Islâmico Líbio, ou LIFG, que matou dezenas de soldados líbios em ataques de guerrilha em torno Derna e Benghazi em 1995 e 1996. 

Fonte: The Telegraph via Jihad Watch

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quinta-feira, 24 de março de 2011

Semelhanças entre Chávez e Kadafi

Kadafi e Chávez aparecem relacionados nos computadores de Raúl Reyes como sócios das FARC. Os dois são sócios ideológicos e procedimentais dos governos pró-terroristas de Daniel Ortega, Rafael Correa, Evo Morales, Raúl Castro e Dilma Rousseff.

Os fatos falam por si. Há muitas coincidências e similitudes nas personalidades caudilhistas, populistas e ditatoriais de Hugo Chávez e Muammar Kadafi. Desde o procedimento até o histriônico. Desde as grosserias até na concepção da política e das relações com os vizinhos.

Megalômanos e mitômanos, Kadafi e Chávez foram insuperáveis militares de carreira, sem brilhar como condutores de tropa nem se distinguir nas lides acadêmicas castrenses. Ambos eram do montão.
Chávez sustenta sua revolução continental na distorção e deformação dos ideais pan-americanos do libertador Simón Bolívar. Kadafi sustenta sua revolução islâmica regional e mundial no pan-arabismo e na interpretação pessoal do Corão, descrito no Livro Verde de sua autoria, talvez a única coisa na qual não coincidem, pois Chávez não tem neurônios para escrever um livro.

Os dois governantes têm ambições ditatoriais e desejos de se perpetuar no poder, sem se importar a quantos compatriotas tenham que assassinar, torturar ou encarcerar. Ambos apóiam o terrorismo e pretendem co-governar na vizinhança para impor o comunismo que lhes dita seu chefe natural, o ancião terrorista Fidel Castro.

Portanto, são inimigos declarados dos Estados Unidos, da liberdade e da democracia, porém, em contraste, vociferam ser libertários, revolucionários e, acredite quem quiser: democratas.

Kadafi e Chávez aparecem relacionados nos computadores de Raúl Reyes como sócios das FARC e promotores do terrorismo no hemisfério. Os dois mandatários são sócios ideológicos e procedimentais dos governante pró-terroristas Daniel Ortega, Rafael Correa, Evo Morales, Raúl Castro e Dilma Rousseff, os quais de maneira coincidente rechaçaram e questionaram a ação da ONU na Líbia.
Os dois personagens executam seus sonhos ditatoriais do mesmo modo, em dois países ricos em petróleo e seus derivados. De maneira coincidente são histriônicos, loquazes, cínicos, descarados e mentirosos. Em que pese as evidências demonstradas de diversas maneiras acerca de seus nexos com grupos extremistas no mundo, Chávez e Kaddaffi utilizaram farsas e atitudes fingidas de conciliação para descartar suas responsabilidades, porém, ao pouco tempo expressaram seu ódio contra a democracia e seu credo no comunismo terrorista contra seus próprios povos.

Sob seus mandatos, Líbia e Venezuela são clientes assíduos para comprar armas à Rússia e ambos são amigos próximos do pouco ético líder russo Vladimir Putin. Inclusive o governo venezuelano condecorou Kadafi em setembro de 2009, e Chávez o declarou o similar de Bolívar na África [1].
Cada um por separado em sua respectiva região, financiou campanhas clandestinas para desestabilizar governos vizinhos e instaurar no poder títeres de seus governos. Kadafi interveio e financiou grupos terroristas muçulmanos na Argélia, Marrocos, Chad, Egito, Sudão, Síria, Líbano, Palestina, Iraque e Afeganistão. Chávez, por seu lado, pôs nos governos de Equador, Nicarágua e Bolívia seus peões Correa, Ortega e Evo, financia as FARC e oferece-lhes proteção em seu território, promove os movimentos de insurreição indígena continental e financiou as campanhas políticas de Zelaya em Honduras, Cristina de Kirchner na Argentina e o atual presidente de El Salvador, Mauricio Funes.
No âmbito territorial, Líbia e Venezuela têm portos marítimos ao norte e, apesar da riqueza petroleira, seus recursos financeiros acabaram ou em armas, ou em apoio a outros países sem que seus povos sejam beneficiados pelos rendimentos do hidrocarboneto.

Finalmente, ambos ingressaram no socialismo pelas cartilhas e documentos de propaganda soviética dos anos sessenta, e em desenvolvimento dessa metodologia de administração pública, organizaram comitês de defesa de suas revoluções, com populares civis "comprados" para fazer protestos e montagens publicitárias. Tudo porque Chávez acredita ser a reencarnação de Bolívar e Kadafi acredita que ele é o Sheik sunni, destinado a salvar o mundo islâmico dos vícios ocidentais. Portanto, para eles não pode haver nem imprensa livre, nem partidos políticos que lhes façam oposição. Seus opositores são encarcerados ou silenciados como ocorre também em Cuba, Coréia do Norte ou Irã.
Esse é o coincidente perfil de dois personagens sinistros que, desde diferentes latitudes apóiam o terrorismo e o ódio contra a liberdade, a democracia e a paz no planeta. Ambos crêem que são superiores às instituições e donos do destino dos países vizinhos.

Nota da tradutora:
[1] Ver o vídeo "Chávez presenteia Kadafi com a espada de Bolívar" abaixo:


Tradução: Graça Salgueiro

Fonte: MSM

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terça-feira, 15 de março de 2011

Contra invasão ocidental, Gaddafi ameaça se aliar com Al Qaeda

O ditador líbio, Muammar Gaddafi, advertiu aos governos ocidentais que, se houver uma intervenção militar estrangeira em seu país, a Líbia vai se aliar à rede terrorista Al Qaeda. A declaração foi dada em uma entrevista ao jornal italiano "Il Giornale".

"A Líbia sairá da aliança internacional contra o terrorismo, nos aliaremos com a Al Qaeda e declararemos a Guerra Santa", ameaçou Gaddafi, caso os governos ocidentais se comportem "conosco" como o fizeram no Iraque.

O ditador disse se sentir "traído" por seu até agora amigo, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi.

Gaddafi afirmou ainda que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, tem uma espécie de "desordem mental" porque "disse coisas que só um louco poderia dizê-las".

"Estou realmente surpreso com a atitude de meus amigos europeus. Dessa forma, eles puseram em perigo e danificaram uma série de grandes acordos sobre segurança e cooperação econômica que tínhamos", ressaltou o ditador líbio.

Na mesma entrevista em que ameaça se aliar à Al Qaeda, Gaddafi criticou os rebeldes líbios que buscam derrubá-lo do poder e os considera aliados de Osama bin Laden, líder da rede terrorista islâmica.

"Negociar com os terroristas de Osama bin Laden não é possível. Eles mesmos não acreditam no diálogo. Sua ideia da situação em Benghazi é equivocada", ressaltou Kadafi, referindo-se à segunda maior cidade da Líbia, atualmente em poder dos rebeldes do país.

Segundo o ditador, o Conselho Nacional de Transição Interino (CNTI), autoridade formada pelos rebeldes líbios em Benghazi, "é como se fosse a Al Qaeda".

Gaddafi afirmou que a oposição dos rebeldes é uma "causa perdida": "Há duas possibilidades: render-se ou escapar".

"Esses terroristas utilizam os civis como escudos humanos, inclusive as mulheres", declarou o ditador. Ele acrescentou que suas tropas avançam rapidamente em direção a Benghazi "para combater o terrorismo".

"As ordens às nossas tropas são cercá-los. Se eles se renderem, não vamos matá-los", disse.

AMEAÇAS

Na semana passada, Gaddafi, declarou que haveria uma revolta armada contra os países ocidentais caso estes criassem uma zona de exclusão imposta pelo ocidente e pela ONU. Em entrevista à TV turca TRT, Gaddafi disse que esses países têm o objetivo de "tomar o petróleo líbio".

"Se eles tomarem esta decisão, será útil para a Líbia, porque o povo líbio verá a verdade, que o que eles querem é assumir o controle da Líbia e roubar seu petróleo", disse Gaddafi na quarta-feira da semana passada. "Então o povo líbio pegará em armas contra eles", afirmou.

Países ocidentais discutiram a possibilidade de impor uma zona de restrição a voos sobre a Líbia, para impedir ataques aéreos de forças leais ao governo contra rebeldes. Mas na reunião do G8, nesta quarta-feira, a proposta da França fracassou.

Em discurso transmitido pela TV estatal líbia horas antes da entrevista à TV turca, Gaddafi acusou "forças externas" de estarem fomentando as insurreições que estão ocorrendo no país. Ele disse que governos europeus e a rede Al Qaeda estão incitando a juventude da Líbia a aderir à revolta contra seu governo.

O ditador líbio Muammar Gaddafi acusou os países ocidentais de levarem a cabo um 'complô colonialista' contra seu país e descartou negociar com o Conselho Nacional que os rebeldes constituíram em Benghazi, ao qual negou legitimidade e relacionou com a organização terrorista Al Qaeda.

Em outro discurso, também na semana passada, o ditador disse que os países ocidentais 'querem colonizar a Líbia novamente', citando em particular Estados Unidos, Reino Unido e França.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de negociar com o Conselho Nacional, dos rebeldes, Gaddafi gargalhou e respondeu que 'não há um Conselho Nacional'.

O líder líbio também assinalou que os ex-membros de seu governo que se somaram ao Conselho "foram retidos pela força" e "ameaçados de morte", de modo que sua única saída foi comprometer-se com os insurgentes.

'Não são livres, são prisioneiros', acrescentou Gaddafi antes de negar que combata seu próprio povo: 'é uma mentira dos países colonialistas. É um complô colonialista'.

Em outra entrevista, veiculada pela emissora estatal líbia, Gaddafi afirmou que o objetivo do complô é o controle do petróleo do país e acusou os rebeldes de 'traição', voltando a afirmar que eles são apoiados pela rede terrorista Al Qaeda.

Fonte: Folha

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segunda-feira, 7 de março de 2011

Aceleramento da Islamização Européia: Imigração incontrolável atinge Itália por crise no norte da África

Barco com imigrantes
Mais de 1 mil imigrantes chegaram durante a noite de domingo, em um total de 11 desembarques, à ilha italiana de Lampedusa, que no último mês recebeu um fluxo incessante de ilegais procedentes do norte da África, região que vive um período de grande crise.

A Guarda Litorânea realizou diversas saídas durante toda a noite para socorrer e acompanhar as diferentes embarcações. Segundo informou a imprensa italiana, entre os imigrantes há quatro mulheres e está sendo verificada a presença de menores de idade.

A chegada dessas embarcações se soma ao resgate de outra, durante a madrugada de sábado, na qual viajavam cerca de 30 pessoas, duas das quais estão desaparecidas após cair no mar.

A ilha de Lampedusa recebeu uma grande onda migratória no último mês por causa da proximidade com a costa africana. O pico de chegadas a Lampedusa aconteceu entre 12 e 13 de fevereiro, quando desembarcaram mais de 5 mil imigrantes em situação ilegal, o que levou a Itália a pedir a ajuda da União Europeia (UE) para enfrentar a situação.

Advertência de Kadafi

No domingo, o coronel Muamar Kadafi lançou uma advertência à Europa ao afirmar que "milhares invadirão a Europa a partir da Líbia" sem "ninguém para detê-las".

Kadafi advertiu: "Se nos ameaçarem, se nos desestabilizarem, iremos à confusão, a Bin Laden, a grupos armados. Vocês terão imigração, milhares de pessoas que invadirão a Europa a partir da Líbia. E não haverá ninguém para detê-las."

"Bin Laden virá se instalar na África do Norte. Vocês terão Bin Laden às suas portas", ameaçou, reafirmando sua tese de uma conspiração da Al-Qaeda contra seu regime e negando qualquer caráter de revolta democrática da insurreição contra ele.

"Haverá uma jihad islâmica diante de vocês, no Mediterrâneo. Eles atacarão a 6ª frota americana, haverá atos de pirataria aqui, às suas portas, a 50 km de suas fronteiras. Os homens de Bin Laden vão cobrar resgates em terra, em mar. Será realmente uma crise mundial e uma catástrofe para todo o mundo. Eu não deixarei isso ser feito."

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quinta-feira, 3 de março de 2011

Ainda sobre a revolução árabe

Por Jefferson Nóbrega

Cá estou novamente. Insistindo em falar do levante árabe, em olhar para isso com olhar incrédulo. Logo eu, que sempre fui acusado pelos ateístas e comunista de ter uma fé cega, agora experimento à descrença.

Insisto no direito de não acreditar na explosão de democracia, e espero ab imo corde que seja equívoco de minha parte, que seja fruto de minha desconfiança. Mas infelizmente acredito que estou certo.

O perfume da “revolução do jasmim” começa ser levado pelos ventos em direção ao deserto, e o odor da putrefação que escondia-se ,começa agora à aparecer.

Confesso minha possível paranóia de observar minuciosamente os detalhes que a grande mídia deixa escapar. Confesso que quando se trata da relação de democracia e islamismo sou tomado por uma visão céptica. Islamofóbico? Não, apenas análise dos fatos que a maioria insiste em ignorar. Se isso for islamofobia, então confesso-me.

Observando os hieróglifos grafados pelos revolucionários egípcios nos pilares da nova pirâmide da democracia, que segundo a mídia, agora é erguida no país. Alguns detalhes insistem em martelar em minha mente.

Ainda quando, os libertadores marchavam contra o agora mumificado faraó Mubarak, esses guerreiros da liberdade perpetraram um massacre contra os Cristãos Coptas. Mas, o episódio foi abafado pelos gritos humanitários contra o impiedoso governo, e o sangue copta escorreu dessa vez sem os holofotes internacionais. Mas, novamente os libertários egípcios mostraram sua face, atacaram e estupraram a jornalista Lara Logan. A mídia tratou de amenizar o caso classificando apenas como violência sexual, e ignorou um importante detalhe, enquanto acometiam contra à jornalista, o grupo gritava: Judia!Judia!

A poeira levantada no Egito começou a baixar. E as esfinges islâmicas escondidas no ardor da revolução começaram a surgir. Nenhum grupo ou instituição saiu fortalecido do levante como a Irmandade Muçulmana. O grupo que sempre foi visto com olhares suspeitos pelo ocidente, já que deu ao mundo à atual mentalidade jihadista, que resultou no mundo terrorista que conhecemos, entre um gritou de ordem e outro, deixou os protestos como força política e islamitas moderados. O mundo ocidental passou a olhar a Irmandade com outros olhos.

Mas, essa visão sobre os “Irmãos muçulmanos” é facilmente derrubada com uma simples leitura de seus estatutos, onde está especificado o real objetivo da Irmandade Muçulmana: Islamizar o mundo para que seja regido pela Sharia!

Qualquer um poderia acessar o site em inglês do grupo e ler as diretrizes que demonstra que de moderada a Irmandade nada tem. Mas, pasmem! Misteriosamente os estatutos desapareceram do site! Mas, porquê?

Será mera coincidência? Ou será que é porque os estatutos poderiam destruir a bonitinha imagem que eles agora conquistaram?

Está bem, eu tenho mania de conspiração, já que alguns dizem que os estatutos podem ter desaparecidos apenas por questão de manutenção. Mas, em árabe eles ainda ostentam o regimento? Quem conhece a Irmandade Muçulmana sabe que é pratica comum as declarações moderadas em inglês e o grito jihadista em árabe.

Não obstante , o “perfume do jasmim” mal desapareceu por completo na Tunísia, e o Ennahda já anunciou que pretende fazer parte do governo. O Ennahda é um partido islâmico que diz ter visão moderada e que era considerado pelo governo como terrorista.

Mas, os detalhes mais dignos de observação partem da Líbia. O país que se encontra em uma verdadeira guerra civil, nos apresenta algumas questões dignas de análise.

Já havia falado sobre à combinação explosiva de rebeldes, fuzis Kalashnikov, e a inscrição “nenhum Deus senão Alá”.

Perguntei preocupado se era paranóia minha, coisa da “mente preconceituosa” que possuo. Mas, dê tempo ao tempo e ele trata de esclarecer as coisas. E para mim estão cada vez mais claras.

Os rebeldes da Líbia que antes se intitulavam “revolucionários” agora já se auto-intitulam de mujahedin[1]. Antes gritavam palavras de ordem contra o regime do facínora Kadafi, agora partem para a guerra com seus fuzis, sob louvores de Allahu Akbar[2].

Não sou a favor do execrável Kadafi, mas também não tenho a má fé de esquecer que a região onde começou a luta armada contra o regime ditador perdulário, é a mesma que nos anos noventa foi palco de uma insurgência islâmica, e também não posso olvidar o fato de que o grupo Combatente Islamita na Líbia em 2007, uniu-se a organização terrorista Al-Qaeda.

"Hoje, com a graça de Alá, a nação muçulmana presencia um passo bendito... honoráveis membros do Grupo Combatente Islamita na Líbia anunciaram que se unem ao grupo Al-Qaeda para continuar a marcha de seus irmãos." "Ó nação da Jihad, apóia a teus filhos para que derrotemos nossos inimigos e livremos nossa terra de seus escravos". (Ayman al-Zawahr N° 2 da Al-Qaeda em declaração no ano de 2007)[3].

Enquanto isso, a minha “mente islamofobica” continua observando atentamente os passos dos barbudos, de traços árabes, que usam roupas típicas muçulmanas e recitam versículos do Corão. Não que isso seja característica de um terrorista, é apenas uma mera e inquietante coincidência que todos possuam as mesmas particularidades.


[1] http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,forcas-de-kadafi-reagem-e-enfrentam-exercito-rebelde-em-cidade-petrolifera,686598,0.htm
[2] http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,recusa-de-pilotos-de-atacar-rebeldes-marca-derrota-de-forcas-pro-kadafi,686824,0.htm
[3] http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,numero-2-da-al-qaeda-acusa-presidente-libio-de-inimigo-do-isla,74865,0.htm

Jefferson Nóbrega Blog O Candango Conservador

O brasileiro que Kadafi trocou por um arsenal

Roberto Simon - O Estado de S.Paulo

Uma sensação de déjà vu bateu em Adauto Pereira, geólogo de 55 anos veterano da Petrobrás, enquanto ele acompanhava na semana passada a epopeia dos brasileiros que tentavam deixar a Líbia. Nos anos 80, ele próprio foi um "quase refém" de Muamar Kadafi, durante o episódio mais obscuro da relação Brasil-Líbia. Os tempos eram outros: o hoje cambaleante ditador de botox armava terroristas e conspirava contra o Ocidente, no auge de sua fase "cachorro louco do Oriente Médio", como o descreveu à época o então presidente americano, Ronald Reagan.

Adauto vivia em Trípoli em 17 de abril de 1983, dia em que quatro aviões líbios da companhia Jamahiriya pousaram no Brasil. Oficialmente, as aeronaves levavam "suprimentos médicos" para vítimas de um terremoto na Colômbia. Mas, quando a Aeronáutica abriu a carga para vistoria, descobriu fuzis, mísseis e até um caça desmontado. O destino das armas era a Nicarágua comandada pela guerrilha sandinista, aliada a Cuba.

Os aviões de Kadafi (três Ilyushins de fabricação soviética retidos em Manaus e um Hércules C-130 americano, com avaria na turbina, no Recife) colocaram o governo de João Batista Figueiredo em uma sinuca de bico. De um lado, Reagan, que tentava frear a todo custo guerrilhas de esquerda na América Central, passou a pressionar o Brasil pela apreensão de todo o material. De outro, a Líbia, cliente da indústria bélica brasileira desde os anos 70, ameaçava rasgar um contrato de venda de cem aviões tucanos - cada um a US$ 15 milhões. E o Adauto lá em Tripoli.

"Estávamos isolados do mundo. Quando o Kadafi esquecia de pagar a conta do satélite, ficávamos incomunicáveis", relembra ele. Para saber da vida fora da Líbia, as 15 famílias de brasileiros usavam rádios de ondas curtas. Notícias sobre futebol, vinham da Rádio Globo. Sobre política, da BBC. Mas Adauto preferia usar seu Sony preto, um tijolão de 40 centímetros de largura assentado sobre a mesa da sala, para escutar Pink Floyd.

Num fim de tarde qualquer, o geólogo ouviu a história estranha sobre armas da Líbia apreendidas no Brasil, quando buscava sua filha de 5 meses na casa de uma outra família de brasileiros. Mau pressentimento. No dia seguinte, no escritório da Braspetro - subsidiária da Petrobrás que perfurou seis poços na Líbia nos anos 80 -, Adauto foi convocado para uma reunião à noite na casa do gerente-geral da empresa em Trípoli. No encontro, foi relatada a história completa e dada a ordem para que se agisse normalmente, sem falar sobre o assunto com ninguém.

Quando o escândalo veio à tona, Kadafi fez dois discursos importantes. No primeiro, censurado na Líbia, culpou os pilotos líbios por terem "mentido às autoridades amigas brasileiras". No segundo, fez saber que aplicaria ao caso seu ameaçador princípio de reciprocidade: o que fizessem com líbios no Brasil seria feito com brasileiros na Líbia.

"Fui imediatamente para o aeroporto e despachei minha mulher e minha filha no primeiro voo", relembra o geólogo. "Sozinho, eu poderia fugir pelo deserto se acontecesse alguma coisa."

Os brasileiros - como todos os estrangeiros no país - sabiam que eram espionados o tempo todo pela inteligência líbia. Quando se tirava o telefone do gancho, dava para ouvir do outro lado a máquina que gravava as conversas. A solução, então, era falar sobre o assunto em códigos. "Zé das Couves" era um dos vários codinomes de Kadafi.

Bastidor. No Brasil, o governo Figueiredo matutava uma saída que não abalasse as relações com Washington, nem os negócios com Kadafi, nem a posição neutra do Itamaraty diante dos conflitos da América Central. Daniel Ortega, presidente da Nicarágua na época (e hoje também) falou diretamente com o general-presidente para convencê-lo a liberar a "doação" de Kadafi. O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara, Ayrton Soares, criticou Figueiredo, "velho aliado de Reagan". Setores militares alardeavam informalmente a repórteres o rastilho da "cubanização" da América Central até o Suriname, na fronteira com Brasil.

"Mas se Kadafi realmente fosse nos tratar como os líbios estavam sendo tratados no Brasil, estaríamos feitos", brinca hoje Adauto. Os 38 tripulantes que estavam em Manaus foram colocados no luxuoso Hotel Tropical. Os que estavam no Recife viraram hóspedes do Hotel Boa Viagem - o capitão na suíte presidencial -, com direitos a duvidosas escapadas noturnas "regadas a álcool, algo estritamente proibido no rigoroso código do Islã", conforme reparou o repórter do Estado que cobria o caso.

Com as negociações entre Figueiredo e Kadafi em curso, a pressão sobre os brasileiros na Líbia arrefeceu e Adauto afastou os planos mirabolantes de fuga pelo deserto. Cinquenta dias após o início da crise, a diplomacia brasileira acertou com a Líbia que não confiscaria o armamento, mas os aviões teriam de retornar diretamente para Trípoli. As aeronaves fariam o trajeto "em fila": só quando a primeira pousasse na Líbia, a segunda decolaria do Brasil e assim sucessivamente, garantindo que nenhuma se desviasse rumo à Nicarágua. E a vida de Adauto voltou ao normal na Líbia, país onde viveu até 1985 - meses antes de os EUA bombardearem Trípoli, em retaliação a um atentado na Alemanha Ocidental que matou dois soldados americanos.

Orgulhoso, o geólogo que hoje é conselheiro da Petrobrás diz que "não teve grande preocupação" com os brasileiros que tentavam fugir nos últimos dias, em meio a combates entre opositores e forças de Kadafi. "Logo percebi que é uma guerra interna e os estrangeiros, em geral, não são o alvo", explica. "Claro que pode acontecer um acidente. Mas o risco de se levar uma bala perdida lá é menor do que no Rio", diz ele, que mora em Laranjeiras.

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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Espada do Islã, filho e sucessor do Ditador

Fernando Navarro – El País

Muamar Kadaf passou anos recebendo os chefes de governo dentro de sua tenda de beduíno. Estava, de alguma forma, simbolizando seu conceito primitivo nas questões de Estado. Mas, além de suas conhecidas excentricidades, a vida política do ditador líbio sempre girou em torno de um sentimento de tribo e de uma confiança absoluta no clã familiar.

Nos primeiros anos de seu regime, Kadafi rodeou-se de primos e cunhados para assegurar o golpe de Estado que levou ao poder em 1969, passado o tempo e aumentado a família, o ditador líbio foi depositando suas responsabilidades e negócios em seus oito filhos com o objetivo de manter atados todos os laços no país norte- africano. Em outubro de 2009, durante uma assembléia com os principais chefes tribais, Kadafi não teve problema em nomear como sucessor seu filho, Saif el Islam, o mesmo que no domingo lançou ameaças através da TV estatal, para aterrorizar a população que se manifesta nas ruas. Saif el Islam, que significa Espada do Islã, rompeu com sua imagem de suposto reformista, cultivada pelo próprio regime, e apelou a seu espírito guerreiro herdado de seu avô, que se orgulhava de ter combatidocontra o exército italiano, quando disse que sua família “lutaria até a queda do último homem”.

Segundo a organização Global Security, este arquiteto culto e inteligente de 38 anos, que possui um estúdio em Trípolo, e é dono de um grupo de meios de comunicações que incluem televisões por satélites e periódicos, conta com o respaldo de seu pai para substitui-lo como “guia da revolução”. Com seu doutorado na Lodon School of Economics, apesar de sua falta de conhecimento militares, tornou-se o filho predileto
do clã, ficando em melhor posição que seu irmão Mutasim, tenente coronel de 36 anos que estava nas apostas a sucessão, e a exercer o cargo de acessor de segurança nacional.

Islam apareceu no cenário internacional no ano de 2000 quando negociou a libertação de reféns sequestrados por terroristas islâmicos nas Filipinas. Desde então tem desempenhado funções importantes na gestão de conflitos, como o caso Lockerbie e o desmantelamento do programa nuclear, que permitiu que a Líbia melhorasse sua imagem diante da comunidade internacional. Esse papel de mediador lhe deus créditos em alguns círculos diplomáticos do Ocidente, também suas críticas a velha guarda e aos comitês revolucionários impôs ortodoxia em sua política. No entanto, asseguram alguns especialistas, sua abertura ao exterior respondeu muito mais aos fins comerciais que a concessão de direitos e liberdades.

Islam, como Mutasim, outros dos filhos que é um homem forte das forças armadas, representa o orgulhoso e autoritário Kadafi. Porém como nas velhas parábolas, sempre há ovelhas desgarradas que, neste caso,  ilustram outros traços distintos da extravagante personalidade do líder líbio. O Kadafi extravagante se encontra em Al Saadi, de 37 anos, que nunca mostrou interesse pela política, porém decidiu usar suas influências para jogar futebol. Seu sonho era se transformar em uma estrela do esporte e jogar na Liga dos Campeões, no entanto, teve que se contentar em vestir as camisas do Perugia, Udinese e Sampdoria. Saadi, não desanimou e decidiu lançar-se ao cinema, fundando uma produtora no Oeste.

O Kadafi playboy se encontra em Aníbal, de 34 anos, propenso a desobediência e  confusão. No verão de 2008 foi detido em Genebra por agredir a dois empregados do hotel em que estava hospedado com sua  esposa. Após passar a noite preso e pagar uma fiança de quase 300.000 euros, voltou a Líbia e abriu uma crise diplomática. Seu pai respondeu detendo dois empresários suíços e suspendeu a venda de petróleo ao país europeu. Em 2004, Aníbal havia sido preso em Paris por avançar váriossemáforos.

O Kadafi anti-imperialista, de raiz pan-árabe , se esconde em sua única filha, Aisha, de 30 anos. Em juho de 2004, tornou-se bastante popular a unir-se a esquipe jurídica que defendeu Sadam Husein. E no conflito diplomático de seu irmão Aníbal na Suíça, foi a Genebra para advertir as autoridades: “Aplicaremos a política do olho por olho e dente por dente”. E assim como o irmão “Espada do Islã”, ela tomou do pai o tom
ameaçador.

Fonte: El País publicado no site do Itamaraty




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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O proselitismo hipócrita de Muammar Kadaffi, em prol da Islamização

Por Jefferson Nóbrega

Na última vez em que o ditador Líbio Muammar Gaddafi esteve em Brasília para encontrar com nosso "emérito" presidente Lula, uma amiga que trabalha na embaixada relatou-me algo que fiquei revoltado e que repetiu-se na Itália. Na verdade é um ato comum do ditador quando ele visita os países ocidentais.

Na época ela informou que por solicitação de Gaddafi, várias jovens foram contratadas e convidadas para uma festa, mas ao chegar ao local se depararam com proselitismo islamita. A tática de Gaddafi é converter as moças ao Islã, baseando-se principalmente na riqueza "que este proporciona".

O fato repetiu-se na visita a Itália onde fontes dizem que três jovens italianas converteram-se ao Islã.

Isso é algo inaceitável! Os governos que permitem isso vendem sua cultura e sua dignidade, pois imaginem o contrário.

Suponhamos que um líder Cristão visitasse os países muçulmanos e reunissem um grande número de islamitas para convertê-los ao Cristianismo. Todos nós sabemos qual seria a reação muçulmana!

Digo mais. Imaginem o Líder Israelense em algum país de maioria mulçumana pregando o Judaísmo. Já pensaram no que isso causaria?

É algo revoltante! É a velha e já conhecida hipocrisia Islamita, onde tudo é válido para levar pessoas ao Islã, no entanto, tudo que for anti-islã é uma afronta e uma declaração de guerra.

Faço repetir o que publicou o jornal Italiano Il Messajero:

O que aconteceria se o chefe de Estado europeu fosse à Líbia ou a qualquer outro país islâmico e convidasse todos para que fossem convertidos ao cristianismo?"... Acreditamos que provocaria uma forte reação no mundo islâmico.".

E uno-me ao grito de revolta publicado pelo editorial italiano La Sampa:

"O interesse nacional não justifica e definitivamente não exige que qualquer um seja anfitrião para atos grotescos de palhaçadas"!

E isso vale também para nosso governante!

Por Jefferson Nóbrega Blog O candango conservador

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O “herói” terrorista


Por Jefferson Nóbrega

O governo britânico pediu à Líbia que não comemore o primeiro aniversário da libertação do responsável por planejar o atentado de Lockerbie, Abdelbasset Ali al-Megrahi, nesta sexta-feira. Al-Megrahi, que sofre de câncer terminal de próstata, foi libertado pelas autoridades escocesas no ano passado por razões humanitárias, depois que médicos concordaram que a expectativa de vida que ele tinha (de apenas três meses) era "razoável".

Na ocasião, al-Megrahi foi recebido como herói em Trípoli. O Ministério do Exterior britânico lembrou à Líbia que a repetição de cenas semelhantes no primeiro aniversário de sua libertação poderiam ser ofensivas aos parentes das 270 pessoas que morreram no atentado, em 1988 que explodiu em pleno ar um Boeing 747 da empresa americana Pan Am.

Alguém se recorda como o terrorista foi recebido? Parecia um glorioso herói de guerra voltando ao país após a missão cumprida:



A Escócia libertou o mesmo, baseando-se nos direitos humanos, o mesmo direito que não foi respeitado pelo assassino, ao planejar a explosão do avião. O respeito dado ao terrorista é um desrespeito às pessoas que tiveram as vidas de seus parentes ceifadas covardemente, que tiveram seus corpos carbonizados e despedaçados em pleno ar.

Na véspera do aniversário da libertação, o líder do Partido Trabalhista escocês, Iain Gray, da oposição, fez uma ótima pergunta: "Quanta compaixão este governo demonstrou em relação aos parentes americanos das 270 pessoas mortas em Lockerbie?".

Um governo que recebe um assassino sanguinário, um terrorista da pior espécie, como um grande herói, é um claro financiador e apoiador desse tipo de crime. Quem comemora a liberdade de um jihadista, vê licitude em suas ações, sendo assim, é uma grande ameaça também.


Mas, o que esperar de um país governado pelo super amigo do Lula. o ditador Muamar Kadafi?





Fonte: Blog O Candango Conservador

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