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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Sheikh Shia chama Sunis de homossexuais

De acordo com o video abaixo o Xeique Shia, Yasser Habib, afirma que os amigos mais próximos de Muhammad eram todos homossexuais. A lista inclui Umar e Othman e todos os outros lideres Sunis ate os dias de hoje.

Neste video este Xeique SHIA tambem afirma que Satanás "inverte a polaridade" dos meninos Sunis para serem homossexuais e tambem faz das mulheres Sunis se tornarem prostitutas.

O que ira acontecer, sera o seguinte, os muçulmanos verão este video e atacarão o RAFIK por ter exposto a briga entre Sunis e Shias.


segunda-feira, 19 de março de 2012

Agora, os mortos da vez em Bagdad são gays e lésbicas

Ser homossexual ou emo pode promover o
"castigo de Deus" pelas mãos de islâmicos.
Cadáveres com a cabeça esmagada aparecem nas ruas da capital do Iraque como restos de um naufrágio abandonados na praia. Para os homossexuais e os seguidores da moda emo, desafiar os rígidos cânones que marcam a ortodoxia xiita dominante custa a própria vida.

"Obrigaram-no a morder a ponta de uma cadeira antes de estourarem a sua cabeça com um bloco de cimento. Ele se chamava Saif Asmar e era meu amigo. Amanhã isso pode acontecer comigo."

Ruby (nome falso para proteção da sua verdadeira identidade) se divide entre a ira e as lágrimas enquanto segura uma foto de um jovem apenas reconhecível após o brutal assassinato. Desde o início desse ano, esquadrões da morte têm realizado uma campanha de ataques contra jovens homossexuais ou aqueles seguidores da moda emo.


"Usar anéis, piercing no nariz ou ter uma tatuagem é sinônimo de ser homossexual, de adorar ao diabo ou de ambos", explicou à IPS esse jovem que abandonou a sua casa há um mês após ser ameaçado.

Ruby nota um acréscimo considerável dos ataques desde o dia 6 de fevereiro. "Naquele dia mataram Ahmad Arusa em Sadr e outros quatro em Geyara", ambos distritos xiitas de Bagdad. "Já são mais de 80 assassinatos desde então", denunciou.

Num comunicado transmitido em janeiro, o Ministério do Interior iraquiano classificou a tribo urbana emo de grupo "satânico", e destacou que o corpo especial da polícia se encarregaria de "combater tal fenômeno".

Hoje, os mortos por esmagamento em Sadr, no leste da capital, somam-se aos queimados com ácido em Jadimiya, no noroeste. Além do método empregado, quase todas as vítimas viram seus nomes numa das listas que frequentemente apareciam nos muros das ruas de Bagdad.

Ruby aponta diretamente o Exército Mehdi - liderado pelo clérigo e líder político Muqtada al-Sadr - e denuncia a impunidade ao redor desses crimes.

"O nosso governo é uma milícia", se queixou o jovem na clandestinidade. "A única solução é o Ocidente pressionar Bagdad para que acabe com esse pesadelo".

A vice-presidente da Organização para a Liberdade das Mulheres no Iraque, Dalal Jumma, lamenta pela inexistente separação entre Estado e religião no Iraque após a invasão militar estadunidense em 2003, que pos fim ao regime de Saddam Hussein (1979-2003).

"As milícias penduram cartas nas paredes com nomes e sobrenomes de supostos homossexuais, aos quais acusam, inclusive, de satanismo por terem participado do martírio do imã Hussein", neto de Maomé, morto no século VII, disse Juma na sede da organização no distrito Karrada, localizado no sudeste de Bagdad.

A IPS teve acesso a uma dessas cartas, supostamente encontrada em Sadr. Trata-se de uma lista com 33 nomes de pessoas, localizadas pelos números dos blocos habitacionais nos quais residem, e antecedida de uma advertência, redigida com numerosos erros de ortografia:

"Se não encerrar sua atitude licenciosa em quatro dias, o castigo de Deus será dado pelas mãos dos mujahedins (guerreiros islâmicos)", lê-se entre os desenhos de duas pistolas.

No escritório do partido de Muqtada al-Sadr, o Sadr, o líder religioso e político local Brahim Jawary desmentiu qualquer influência de seu grupo nos assassinatos. Tanto esses crimes como "toda conduta imoral e contrária à religião" hão de ser investigados convenientemente, disse.

Assassinatos de lésbicas ainda mais invisíveis

Não foi uma carta na parede, mas um e-mail, que levou a jovem Madi a abandonar a sua casa. Hoje esconde tanto a sua localização como seu nome real.

"Me ameaçavam dizendo que falariam para a minha família que sou lésbica se não abandonasse o país imediatamente", lembrou essa jovem de 26 anos numa entrevista num lugar indeterminado em Bagdad. O medo de Madi não é sem fundamento.

"Muitas lésbicas morrem no Iraque nas mãos dos seus irmãos mais velhos. É um crime 'de honra' maior, uma espécie de assunto doméstico sobre o qual o governo não realiza nenhuma investigação", disse.

A organização Iraque LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros), com sede em Londres, estima que mais de 720 pessoas morreram nas mãos de milícias extremistas no Iraque nos últimos seis anos.

Madi garante ter perdido muitos amigos próximos e não vacila quando se trata de destacar os culpados.

"As milícias de Muqtada al-Sadr e as forças de segurança são as mais agressivas contra nós, dede uma fatwa - lei islâmica - emitida há quatro anos que especificava, literalmente, que os homossexuais deveriam ser executados da maneira mais severa."

Madi descreveu casos de pessoas esquartejadas ou queimadas vivas, e acrescentou que os médicos conhecem a natureza desses crimes pelo estado em que chegam os cadáveres. A IPS confirmou essas afirmações com médicos que pediram para permanecer no anonimato.

Num relatório publicado em agosto de 2009, a organização de direitos humanos Human Rights Watch, com sede em Nova York, assegurou que muitas vítimas eram torturadas para que revelassem nomes de futuros alvos.

Em vários casos eram descritos tormentos com o uso de cimento que, com a ingestão maciça e forçada de alimentos e laxantes, leva a vítima a uma morte atroz.

O mal-estar por essa onda de violência é evidente inclusive atrás dos muros da Zona Verde, a área protegida de Bagdad onde se encontram escritórios do governo e embaixadas.

"Não temos feito mais que retroceder quanto aos direitos humanos desde 2003", ano da invasão estadunidense, lamentou a parlamentar Ashwaq Jaf, da Aliança Curda.

"O problema de fundo é que estamos sujeitos aos códigos, a Constituição iraquiana, por um lado, e a sharia - compêndio de leis islâmicas - por outro. As contínuas contradições entre ambas desembocam em vazios legais e, consequentemente, no desamparo das vítimas", disse Jaf à IPS.

Nem todos órgãos do poder veem assim

"O estigma de ser homossexual no Iraque não é nada mais que um claro reflexo da nossa sociedade", disse Saad al-Muttalibi, alto representante do partido Dawa, do primeiro-ministro Nuri Al Maliki.

Muttalibi responsabiliza pelos crimes as "milícias sunitas próximas a Al-Qaeda ou as milícias iranianas", sem fazer menção das xiitas da Al Sadr. O segundo mandato de Al Maliki foi possível pela maioria obtida na coalizão com o partido Sadr.

Sunitas e xiitas são adeptos de dois ramos divergentes da religião muçulmana. Os xiitas constituem 60% da população desse país. Os sunitas, uma minoria que chega aos 20%, eram o grupo islâmico dominante no regime de Saddam Hussein.

"A situação está se normalizando progressivamente e tem se tornado cada mais fácil ver casais de meninos caminhando de mãos dadas por Karrada", assegurou Muttalibi.

Certo ou não, a maioria dos comerciantes desse distrito concorrido já retirou das vitrines e janelas, correntes, piercings ou quaisquer outros objetos que possam levar a trágicos mal-entendidos.

Tradução: Jônatha Bittencourt, editor de CessarFogo.com


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domingo, 7 de agosto de 2011

Relatório diário do terrorismo durante o Ramadã 2011 (06/08)


Multiculturalismo no Canadá



Dia 6/08
Terrorismo em nome da 
 "Religião da Paz"
Em nome de outras
religiões
Cometidos por
'Anti-muçulmanos'

Direitistas
Número de mortos
 
05
0
0
Número de feridos
07
0
0

Iraque - Atentado a bomba em um estádio mata duas pessoas e deixa sete feridos

Paquistão - Em um ataque sectário, dois xiitas foram mortos por atiradores sunitas na cidade de Carachi. E também no paquistão, um homem-bomba matou um uma pessoa ao explodir-se em um mercado. 

Blog de Olho na Jihad com informações do The religion of peace 

Obs: O relatório não é 100% preciso, pois há mortes que não chegam a grande mídia, portanto podemos atualizar os números a qualquer momento.

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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Oficial Iraniano: Nós vamos realizar atentados suicídas caso a Arábia Saudita não retire suas tropas do Bahrein

O site Menrir notíciou no último domingo, citando o jornal iraniano Entekhab, que Hossein Allahkaram, líder do Ansar-e-Hezbollah e coronel da Guarda Revolucionária Iraniana, alertou a Arábia Saudita que caso ela não retire suas tropas do Bahrein, a organização não terá outra escolha senão realizar atentados suicídas. 
O Ansar-e-Hezbollah é um grupo militante irianiano, apoiador do regime de Ahmadinejad.


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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Sunitas convocam 'dia de fúria' no Líbano em meio a crise política

BEIRUTE - Parlamentares sunitas convocaram um "dia de fúria" em todo o Líbano nesta terça-feira, 25, para protestar contra os ganhos políticos do grupo xiita Hezbollah. 

Em uma conferência de imprensa, o parlamentar Moustafa Alloush convocou protestos contra a "tutela persa" no Líbano, em uma referência ao Irã, que apoia o Hezbollah.

Ele disse que os protestos devem ser pacíficos.

O Hezbollah assegurou o apoio da maioria do parlamento nesta segunda-feira, 24, para indicar seu candidato ao cargo de primeiro-ministro, o que colocaria o grupo xiita em posição para controlar o novo governo.

O grupo deixou o governo do primeiro-ministro Saad Hariri, apoiado pelas potências ocidentais, no dia 12 de janeiro, após a recusa de Hariri em descartar o tribunal que investiga a morte de seu pai, o ex-primeiro-ministro Rafiq Hariri, em 2005.


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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Atentados a bomba deixam quatro mortos no Iraque

Uma bomba enterrada em uma rua explodiu hoje perto de uma multidão de peregrinos que se preparava para comemorar a cerimônia mais solene no calendário muçulmano xiita, matando três deles e ferindo 31. A explosão aconteceu no fim da tarde (horário local) em um bairro bagdali que é majoritariamente sunita. Insurgentes árabes sunitas têm atingido com frequência santuários e peregrinos sunitas. Em outro ataque a bomba, uma pessoa foi morta em Kirkuk, no norte do Iraque.

Os peregrinos de Bagdá se dirigiam à cidade de Kerbala para o festival da Ashura, que marca o aniversário da morte do ímã Hussein, assassinado no século VII d.C. A morte de Hussein provocou a divisão histórica no Islã entre sunitas e xiitas.

Médicos em dois hospitais de Bagdá confirmaram as mortes. Todos falaram sob anonimato. Em outro atentado, na cidade de Kirkuk, a explosão de uma bomba matou um pedestre e feriu duas pessoas, informou a polícia local. As informações são da Associated Press.


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Grupo vinculado à Al-Qaeda convoca rebelião no Líbano

AFP – BEIRUTE — Um grupo vinculado à Al-Qaeda convocou os muçulmanos sunitas do Líbano a se rebelarem contra o governo libanês e contra o movimento xiita Hezbollah, indicou nesta quarta-feira o centro americano de vigilância dos portais islamitas SITE.

"As brigadas de Abdallah Azzam publicaram um comunicado de seu comandante, Saleh ben Abddullah al-Qaraawi, exortando os muçulmanos sunitas do Líbano a se rebelarem contra o governo e contra Hezbollah", afirmou o SITE.

"Não trabalhem com os serviços secretos militares", diz Qaraawi.

"Mostrem sua recusa a esta clara injustiça que pesa sobre vocês e que é, sem dúvida, um feito do Hezbollah", acrescentou.

Esta declaração acontece num momento em que o Líbano vive uma clara tensão em relação ao Tribunal Especial para o Líbano (TEL), encarregado de investigar sobre o assassinato em 2005 do ex-primeiro-ministro Rafic Hariri.

O Hezbollah, o mais poderoso movimento militar do Líbano, está convencido de que este tribunal da ONU o implicará no assassinato e advertiu contra a prisão de seus membros.

O Hezbollah acha que o Tribunal se vendeu a Israel.

Por seu lado, o campo do primeiro-ministro Saad Hariri rejeita qualquer compromisso na investigação sobre o assassinato de seu pai.

As advertências do Hezbollah fazem temer novas violências no Líbano, que já conheceu uma guerra civil (1975-1990), conflitos destrutivos entre Israel e o partido xiita, e sangrentos confrontos intercomunitários em maio de 2008.

Em setembro de 2009, as brigadas de Abddulah Azzam reivindicaram disparos de foguetes a partir do sul do Líbano na direção de Israel.

Abddulah Azzam, um xeque palestino considerado pai da guerra santa (Jihad) no Afeganistão e inspirador do chefe da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, foi assassinado em 1989.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Anwar al-Awlaki clama pela Jihad contra EUA, Israel e Irã

Um pregador radical sunita nascido nos Estados Unidos e radicado no Iêmen conclamou na segunda-feira os acadêmicos islâmicos a promoverem a jihad contra os interesses norte-americanos e israelenses na região.

Em um vídeo de 23 minutos divulgado em sites islâmicos, Anwar al Awlaki também acusou o Irã de tentar ampliar sua influência entre os países árabes da região. O vídeo parece ter sido gravado antes da frustrada tentativa de enviar pacotes-bomba do Iêmen para os EUA.

"Só falar do púlpito não basta", disse Awlaki, dirigindo-se aos clérigos islâmicos. "As palavras que não estão ligadas à ação nem fornecem à sociedade passos práticos que levem a uma mudança não nos beneficiam neste momento. Ou apoiamos os mujahideen (combatentes da guerra santa) e ganhamos tudo, ou os traímos e perdemos tudo."

Na semana passada, o Iêmen começou a julgar Awlaki à revelia por instigar a violência contra estrangeiros. No sábado, o governo determinou que ele seja capturado vivo ou morto. Os EUA, que o qualificam como "terrorista global", também têm uma ordem de prisão contra ele.

Washington desconfia que ele teve ligação com uma outra tentativa frustrada de atentado, em dezembro, quando um nigeriano foi preso com explosivos na cueca a bordo de um voo Holanda-EUA. O caso foi atribuído à Al Qaeda da Península Arábica (AQPA), o braço do grupo de Osama bin Laden no Iêmen.

Mas Awlaki não fez menção à AQPA no seu pronunciamento, que não foi divulgado nos órgãos de comunicação ligados ao grupo.

Os xiitas do norte do Iêmen há anos realizam rebeliões esporádicas contra o governo, mas rejeitam as acusações de que teriam apoio iraniano.

Segundo Awlaki, "as primeiras vítimas do Irã serão o povo sunita do golfo (Pérsico). Oh, clérigos do povo sunita, qual é o seu plano para resistir a essa difusão xiita?", disse Awlaki, que aparece sentado diante de uma mesa, com um traje típico iemenita.

"A América e Israel já estão controlando o Iêmen. E não vai demorar para que o Irã aproveite a oportunidade de pegar o seu pedaço do bolo", acrescentou.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Entrevista com Abu Sufyan 2° líder da AQPA: Os Xiitas são politeístas... portanto, estão entre os piores inimigos do Islã”.

Revista Inspire da Al-Qaeda
Em 11 de Outubro de 2010 a Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA), lançou a segunda edição da sua revista em Inglês “Inspire”, que inclui uma entrevista com o ex-detento de Guantánamo e vice-comandante da AQPA, Said al-Shihri (também chamado de Abu Sufyan al-Azdi Shaykh).

Descrevendo sua prisão em Guantánamo, al-Shihri, comentou: “depois que comecei a lidar diretamente com eles, cheguei à conclusão de que para que a humanidade proteja sua humanidade, é necessário combater os americanos que são inimigos da raça humana”. Ele ainda acrescentou: “A minha posição em relação ao governo de al-Saud (rei saudita) é a posição islâmica: Eles entraram em apostasia e ordena-me o Islã a combate-los. A Jihad contra o governo de al-Saud é um dever religioso, por isso convido os muçulmanos da Terra das duas Mesquitas Sagradas a revolta contra eles, com palavras e obras, e peço-lhes para apoiar os mujahedins”.

Abu Sufyan também falou sobre os xiitas: “Os xiitas são politeístas... portanto, estão entre os piores inimigos do Islã”. Por fim dirigindo-se aos muçulmanos do ocidente ele aconselhou-os a “ que pela imigração façam a jihad individual no ociente, comunicando-se com seus irmãos em outras terras da jihad”.

Para ler mais


Quem é al-Shihri?

Abu Sufyan ou Said al-Shihri é um detento de Guantánamo.


Shihri, de 35 anos, foi treinado em táticas de combate urbano em um campo de militantes islâmicos ao norte de Cabul, capital do Afeganistão, segundo parte de seu dossiê divulgado pelo Departamento de Defesa dos EUA. Ele foi ferido em um ataque aéreo das forças de coalizão e passou um mês se recuperando em um hospital paquistanês. O documento diz que Shihri teria ajudado um grupo de "extremistas" do Irã a entrar no Afeganistão e o acusa de ter planejado o assassinato de um escritor em obediência a uma fatwa (decreto islâmico).

Na descrição das razões que levaram à sua libertação de Guantánamo, o relatório diz que Shihri alegava ter viajado ao Irã apenas para comprar tapetes. Ele também afirmava que, caso fosse solto, voltaria à Arábia Saudita e viveria com a família.

O militante Said Ali al-Shihri é suspeito de envolvimento no mortífero atentado à bomba de setembro contra a embaixada americana na capital do Iêmen, Sana. Ele foi entregue à Arábia Saudita em 2007 e passou por um programa de reabilitação para ex-jihadistas antes de reaparecer na Al-Qaeda do Iêmen. Hoje é o número dois da Al Qaeda na Península Arábica.

De olho na Jihad 29/10/2010

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Líbano - Confrontos entre sunitas e xiitas nova ameaça à paz

Líder do Hezbollah quer a ajuda do Irão para equipar o exército libanês. Teerão já respondeu, mostrando-se disponível

O exército libanês teve de agir para pôr cobro aos confrontos, na noite de terça-feira para ontem, em Beirute, entre o grupo xiita Hezbollah e o grupúsculo sunita Al-Ahbache de que resultaram três mortos e uma dezena de feridos. Os confrontos, na origem dos quais terão estado questões menores, são reveladores do estado de tensão que se vive entre as várias comunidades que habitam a capital do País do Cedro.

Duas das vítimas mortais eram membros do Hezbollah, movimento que conta com o apoio do Irão e da Síria e que integra o Governo de coligação do sunita Saad Hariri. A terceira vítima pertencia ao Al-Ahbache, um pequeno grupo pró-sírio que se identifica como sendo uma organização caritativa empenhada em promover a cultura islâmica. A sua importância e peso na sociedade libanesa e em especial na de Beirute entrou em declínio após a retirada das tropas sírias do Líbano em 2005.

Após a intervenção do exército, os dois grupos publicaram um comunicado conjunto no qual afirmavam que o "incidente lamentável era um caso isolado e não tinha carácter político ou confessional".

Testemunhas oculares contaram que tudo começou quando Mohammed Fawaz, representante do Hezbollah no bairro de Bourj Abi Haidar, e elementos do grupo de Al-Ahbache disputavam um local de estacionamento perto de uma mesquita frequentada por elementos deste grupo sunita. Lança-rockets e armas automáticas foram, de imediato, utilizados pelos membros dos dois grupos. Curiosamente, dois grupos politicamente alinhados e aliados.

Estes foram considerados os piores confrontos desde os ocorridos, em Maio de 2008, entre o Hezbollah de Hassan Nasrallah e os seus aliados contra os partidários do Partido Socialista Progressitas (PSP) de Walid Jumblatt e os de Saad Hariri que, numa semana, fizeram uma centena de mortos.

Entretanto, um novo foco de tensão foi criado por Nasrallah ao apelar ao Governo de Saad Hariri que peça ajuda a Teerão para equipar o exército libanês. O líder do Hezbollah foi ao ponto de sugerir que este tema pode ser discutido durante a visita do Presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, a Beirute, no fim do mês do Ramadão. Teerão respondeu de imediato estar disponível para qualquer ajuda desde que Beirute o peça.


O exército libanês, com 60 mil homens, necessita de aumentar os seus efectivos, modernizar o seu equipamento e adquirir aviões. O Irão seria a última escolha de Saad Hariri que, tal como o pai, prefere o Ocidente e a Arábia Saudita ao xiita Irão. Se o fizer, significa que o Ocidente o abandonou.

Fonte: DN Globo

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