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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Por um Gilad Shalit Vivo e Livre

Gilad Shalit, com 19 anos de idade quando sequestrado.
O sequestro de Gilad Shalit, um jovem soldado israelense, tem sido pauta constante na imprensa internacional. E, de fato, não poderia ser deixado no esquecimento pois se trata de um caso de extrema importância, partindo da premissa básica em que as relações árabe-israelenses estão em foco, até a questão da efetividade. Não bastasse a existência de conflitos acirrados no Oriente Médio, a autoria do crime conta com a relevante participação do Movimento de Resistência Islâmica, o Hamas.


Faixa de Gaza, mês de junho do ano 2006. O jovem Shalit, integrante do Corpo de Blindados na base de Telem - região fronteiriça entre Gaza, Egito e Israel -, tinha apenas 19 anos de idade quando tudo aconteceu.  Passados cinco anos desde o ocorrido, as negociações permanecem numa situação delicada.

Uma análise apurada dos fatos nos conduz à percepção de que um jogo desigual está sendo travado. Ao longo dos anos, duas posições se evidenciaram: de um lado, os direitos humanos, as propostas que visam o bem-estar do jovem Shalit, de sua família e a segurança pública; do outro, um movimento extremista, onde não há respeito pela humanidade, onde os próprios [supremos] interesses articulam suas propostas.

Além de não apresentar provas de que o soldado permanece com vida, o Hamas negou toda e qualquer atuação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. O último "sinal de vida" prestado pela facção foi através de um vídeo em que solicitava a libertação de 20 prisioneiras palestinas em troca do israelense. Proposta realizada em 2009.

A exigência a ser cumprida para a libertação de Gilad Shalit é a seguinte: soltura de 1000 prisioneiros palestinos - dentre eles, o governo de Israel considera que 450 representam uma situação de risco à segurança nacional, já que são acusados de envolvimento em assassinatos de civis israelenses - muitos em atentados suicidas que resultaram em dezenas de mortos.

"Acredito que toda a comunidade civilizada deveria juntar-se a Israel e aos Estados Unidos e, todos nós, realizarmos uma demanda simples ao Hamas: Libertem Gilad Shalit."
(Benjamin Netanyahu - maio de 2011)

Fazendo jus às palavras do primeiro-ministro israelense, Porto Alegre será palco de uma passeata pela libertação de Gilad Shalit. O grupo Habonim Dror, movimento juvenil judaico sionista, está promovendo a manifestação pública que, além de clamar pelo jovem judeu, também evoca o sentimento de solidariedade e humanitarismo para os dias de hoje.

Matheus Astarita, estudante de Relações Públicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), já participou da liderança do Habonim Dror e acredita que, embora a passeata não influencie diretamente a libertação do jovem prisioneiro, servirá como demonstração dos esforços da comunidade judaica porto-alegrense em busca da paz.

Muitas pessoas estão confirmando sua presença através da promoção do evento pelo Facebook.

O QUE: PASSEATA PELA LIBERTAÇÃO DE GILAD SHALIT
ONDE: MONUMENTO EXPEDICIONÁRIO DA REDENÇÃO (ARCO) - CIDADE: PORTO ALEGRE/RS - BRASIL
QUANDO: DOMINGO, 3 DE JULHO ÀS 15 HORAS


Por Jônatha Bittencourt - De Olho na Jihad / Cessar-Fogo


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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Hamas diz que não permitirá à Cruz Vermelha visitar soldado israelense


Os que clamam por ajuda humanitária, são os mesmos malditos que a negam! (De olho na Jihad).



JERUSALÉM - O Hamas rejeitou o último pedido feito pela Cruz Vermelha Internacional para visitar o soldado capturado das Forças de Defesa de Israel Gilad Shalit, reportou a Rádio Israel nesta quarta-feira, 23, de acordo com informações divulgadas pelo jornal israelense Ha'aretz.

O Hamas negou o pedido por medo de que a visita possa levar Israel a tentar libertar Shalit em uma operação militar, de acordo com o membro do Hamas, Yehia Moussa, que disse a um jornal do grupo que a Cruz Vermelha não levou em contra a realidade militar no Oriente Médio quando fez o pedido.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha disse que tentou se aproximar do Hamas inúmeras vezes para obter permissão para seus representantes visitar o soldado sequestrado em Gaza, apenas para obter uma negativa atrás da outra.

"Uma de nossas maiores conquistas é que pudemos visitar quase todos detidos durante este conflito, com a exceção de Gilad Shalit", disse Pierre Dorbes, chefe do secretariado do Comitê Internacional da Cruz Vermelha em Israel e Territórios Ocupados, ao jornal Haaretz na terça.

Enquanto isso, o avô de Shalit, Zvi Shalit, encontrou com o primeiro-ministro Netanyahu em Jerusalém na terça-feira. Após a reunião, que também contou com o negociador Haggai Hadas, bem como com o secretário militar de Netanyahu, o Brigadeiro general Yohanan Locker, o homem de 85 anos disse ao jornal Haaretz que a reunião foi tensa e cheia de desentendimentos.

O Shalit ancião teve que esperar três horas antes de Netanyahu atendê-lo, já que a programação do primeiro-ministro se deslocou ao redor dos votos orçamento.

"Eu falei (para Netanyahu) como um ser humano e como um avô que quer ver seu neto regressar a casa após quatro anos (no cativeiro). Eu disse a Netanyahu que a conduta sobre este assunto não está sendo satisfatória e ele disse que sim, estava", acrescentou.

Apesar de Netanyahu não emitir uma declaração sobre o conteúdo da reunião, nem permitir a presença de fotógrafos, o seu escritório comentou na terça-feira sobre o atraso de três horas da reunião.

Na próxima semana, os Shalits esperam se juntar a milhares de partidários, incluindo a supermodelo Bar Refaeli e dezenas de outras celebridades locais, em uma marcha através do país para a liberação de Gilad.

A Orquestra Filarmônica de Israel está realizando um concerto especial perto da fronteira com Gaza - conduzida pelo renomado maestro Zubin Mehta - para pedir a libertação de Shalit.

Os pais de Shalit se comprometeram a acampar no exterior da residência do primeiro-ministro até que seu filho seja libertado do cativeiro.

Fonte

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