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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A Virada Islamista da Turquia, 10 Anos Depois

por Daniel Pipes
The Wall Street Journal
13 de Novembro de 2012
Original em inglês: Turkey's Islamist Turn, 10 Years Later
Tradução: Joseph Skilnik - http://pt.danielpipes.org/12226/virada-islamista-turquia

Será que a Turquia está—devido ao seu tamanho, localização, economia e sofisticada ideologia islamista—posicionada para se tornar o maior problema do Ocidente no Oriente Médio?

Já se passou uma década tumultuada desde que o Partido da Justiça e do Desenvolvimento foi eleito pela primeira vez em 3 de novembro de 2002. Quase que despercebidamente, o país deixou a era pró Ocidente iniciada por Mustafa Kemal Atatürk (1881-1938) e entrou na era anti Ocidente de Recep Tayyip Erdoğan (nascido em 1954)


A eleição de 2002 foi seguida de 10 anos de idas e vindas entre frágeis governos de centro esquerda e centro direita. Os anos de 1990 também testemunharam a primeira vez em que um primeiro ministro islamista tomou posse, Necmettin Erbakan, permanecendo no poder por um ano antes de ser deposto via um golpe militar "light" em 1997. Visto o passado, aquele período marcou o intervalo entre a morte de Turgut Özal em abril de 1993, o imponente ex- primeiro ministro e presidente e a ascensão de Erdoğan ao cargo de primeiro ministro em 2003.

Foi uma época de oportunidades políticas perdidas, má gestão econômica e corrupção endêmica. A era foi marcada pelo escândalo Susurluk de 1996—no qual a investigação de um acidente de tráfego municipal levou a revelações sobre as conexões do governo com a máfia e de assassinatos patrocinados pelo estado—além da resposta ineficiente ao terremoto de 1999, expondo a até agora desconhecida abrangência da incompetência e insensibilidade.

Tal falta de competência fez com que o eleitorado se voltasse para o Partido da Justiça e do Desenvolvimento, recentemente constituído, mais conhecido como AKP, não devido as suas diretrizes islamistas e sim pelas promessas de filiação à União Européia, mais democracia e liberdade. Auxiliado por um sistema político excêntrico que determina que os partidos obtenham 10% dos votos para que possam fazer parte do parlamento, o AKP obteve 34% dos votos passando a controlar 66% das cadeiras em 2002. 
O eleitorado aparentemente animado pelos resultados—principalmente pelas reformas inspiradas na Europa e crescimento econômico espelhado na China—retribuiu com 47% dos votos ao AKP em 2007 e 50% em 2011. A popularidade permitiu que Erdoğan se entrincheirasse, seu partido e sua ideologia ("Minaretes são nossas baionetas, domos nossos capacetes, mesquitas nossas barracas e fiéis nosso exército").

Acima de tudo, Erdoğan colocou de lado as forças armadas (a mais alta autoridade turca desde os dias de Atatürk) e o restante do "estado profundo"—os serviços de inteligência, o judiciário, os responsáveis pelo cumprimento da lei e seus aliados criminosos. O governo AKP também reverteu o legado de Atatürk de olhar para o Ocidente em busca de inspiração e liderança.

O colapso quase que total das forças anti-islamistas—Atatürkistas, socialistas, adoção de um estilo de vida ocidental, forças armadas e outras—é o mais importante desdobramento da década passada. Os líderes da oposição não foram muito além de dizer "não" às iniciativas do AKP, apresentando poucos programas de valia, adotando frequentemente posições ainda piores das adotadas pelo AKP (como por exemplo promover políticas pró Damasco e pró Teerã). Na mesma linha, intelectuais, jornalistas, artistas e ativistas reivindicavam e reclamavam mas não propuseram nenhuma visão alternativa, não islamista.

Assim o AKP entra na segunda década no poder com Erdoğan cacarejando em uma reunião do partido a respeito de "um histórico começo" e sobre governar o país como nenhum político turco governou desde Atatürk.

Seu desafio principal é se conter e não exagerar. No entanto, há indícios de que é justamente isto que ele está fazendo—alienando os não sunitas, as minorias não de língua turca, tomando emprestado em demasia, impondo a lei da Shariah com rapidez excessiva, alterando a constituição e debilitando as forças armadas encarcerando a liderança passada. Na esfera internacional, flerta com uma guerra com a Síria, malvista, dispondo de relações cada vez mais tensas com o Irã, Iraque e Chipre. Uma aliança próspera de outrora com Israel evaporou-se.

Se apenas há um ano a Turquia apareceu na Newsweek e em outras revistas como a "nova superpotência" do Oriente Médio, a excessiva ambição de Erdoğan—frequentemente atribuída ao sonho de recuperar o poder e prestígio do Império Otomano (1200-1923)—agora pode estar expondo os limites da influência Turca. Distanciando-se da OTAN, cercado de forma crescente por estados antagonistas, afligido pela crise interna, Ancara encontra-se cada vez mais isolada e afastada do status de grande potência.

A Vespa turca a caminho da fronteira Síria perto de Akçakale.
Caso Erdoğan perca o apoio eleitoral, prepare-se para que ele adote meios não democráticos a fim de manter-se no poder. Ele delineou esse caminho antes mesmo de se tornar primeiro ministro, com a famosa declaração "Democracia é como um bonde. Quando se chega no ponto, se desce". Sua mentalidade proto-ditatorial já pode ser vista em tais passos como o desafio ao judiciário independente, fomento a teorias conspiratórias ridículas com o objetivo de encarcerar os oponentes, detenção de inúmeros jornalistas e a emissão de multas absurdas contra empresas de mídia menos amigáveis. Estes meios autocráticos vêm crescendo com o passar do tempo.

Após uma década de governo razoavelmente democrático, crises iminentes—a econômica, a Síria e com a minoria curda da Turquia—podem sinalizar que chegou a hora de Erdoğan saltar do bonde democrático. À medida que o AKP vai arreganhando os dentes, preste atenção e veja a República da Turquia rejeitar ainda mais o Ocidente e começar a lembrar os regimes repressivos, estagnados e hostis que caracterizam o Oriente Médio muçulmano. E fique atento para ver se os líderes ocidentais percebem as mudanças e se agem na mesma proporção ou se continuam se apegando a uma visão do país de Atatürk que não existe mais.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Uma nova modalidade de Jihad

Editorial - Por Jacques Nunes


Perdoe-me, mas és um tolo se acredita na balela politicamente correta e manipulada que os distúrbios que agora eclodiram no mundo árabe, são simplesmente pela "ofensa" que o filme tosco (apesar do conteúdo interessante) Muslim Innocence causou ao muçulmanos.


É mera coincidência que a "revolta" tenha começado justamente em um 11 de Setembro?

Sabemos que não, não somos idiotas esquerdistas (perdoem o pleonasmo vicioso) para sermos enganados tão facilmente.

O que vocês assistem é a mais nova modalidade da Jihad Global, com a conivência de um ocidente suicida, encabeçada principalmente pela al-Qaeda. Desde o início da Primavera Jihadista, que recebeu o singelo e mentiroso nome de Primavera Árabe, grupos terroristas vem trabalhando para utilizar o próprio povo em seu favor. Por esse motivo haviam combatentes de Osama Bin Laden nas fileiras de "libertários" líbios, assim como hoje são uma força essencial no combate Sírio.

Não deixem-se enganar, onde Islã tem força total, não haverá democracia. E digo-vos, virão mais dessas "reações à ofensas", na verdade será algo comum, primeiro porque o Islã é uma religião do ultraje eterno, e segundo, pois essa é a nova estratégia jihadista: A Jihad das massas!

É interessante a religião da paz reagir a uma "ofensa" justamente com violência. Allahu Akbar!

Obs: Sobre o filme indico-lhes o artigo O que é realmente repugnante.

Innocence of Muslim - O que é realmente repugnante e condenável



A secretária de Estado, Hillary Clinton, chamou o filme, Inocência dos muçulmanos, de "repugnante e condenável", "inflamável e desprezível".

É isso mesmo? Eu acho que é. Depois de assistir o filme, eu também achei repugnante, desprezível, reprovável e ofensivo. Embora este não seja um filme vencedor do Oscar para merecer tantos holofotes, os atos de Maomé como visto no filme são realmente horríveis. A única coisa que Clinton não percebe é que, o filme, repugnante e terrível como ele é, não é um retrato verdadeiro da vida do Profeta Muhammad, pois este é um monstro ainda pior do que retrata a película.

1) O filme desperta desgosto pela forma como Maomé é mostrado para assassinar, Kinana, chefe judeu de Khayber, na frente de sua esposa de 17 anos de idade, em seguida, tomando-a como sua escrava-sexual. É decepcionante por ser brando demais, pois na verdade, Kinana foi brutalmente torturado, foi queimado lentamente, para dar a localização do tesouro que escondia, e depois de falar, ele foi decapitado. No filme a crueldade de Maomé foi suavizada, mostrando Kinanah sendo morto apenas com um corte no pescoço e um golpe de espada. Claro, a bela e jovem, Safiyah, esposa de Kinana, foi levada para cama por Maomé e estuprada na mesma noite. Tudo está relatado no sagrado hadith Sahih Bukari Nº 143, página 700.


Para um homem, que se acredita ser o último profeta e enviado de Deus para 1,6 bilhões de muçulmanos, cometer um assassinato de um homem de forma bárbara e estuprar sua esposa na mesma noite é desprezível e condenável mais do que um mero filme.

2) O filme mostra também o Profeta do Islã assassinado uma mulher de 120 anos de idade, amarrando-a à dois camelos e rasgando-a ao meio, por se atrever a desafiá-lo. Nada poderia ser mais repugnante e terrível que isso. Seria uma terrível ofensa se isso não tivesse acontecido na realidade, como diz os próprios textos sagrados islâmicos. A história está em al-Tabari, VIII:96.

3) A Sra. Clinton deve ser elogiada por chamar o filme de repugnante, desprezível, reprovável e ofensivo, dado que mostra o Profeta Muhammad desejando esposa de seu filho adotivo, e abolindo a nobre tradição de adoção para sempre no Islã, para casar-se com ela. O fato é: Isso é também o que aconteceu na realidade, e isso é o que deve ser considerado repugnante e terrível. Aqui está a história:

O nome do filho adotivo de Maomé era Zayd bin Harithah, que tornou-se Zayd bin Muhammad. A esposa Zayd era Zaynab bint Jahsh. Os árabes consideravam um filho adotado como um filho legítimo. Assim, as relações sexuais com a mulher do filho adotivo de alguém era considerado incesto e repugnante. Portanto, quando Maomé tomou Zaynab, a esposa do filho, como sua esposa, levantou desgosto e críticas entre os árabes. Mas, Maomé arrumou uma solução para matar as críticas, pelo menos dentro de sua própria comunidade, ao proibir o costume nobre de adoção no Islã. Então, ele trouxe o seguinte verso (Alcorão 33:37):

"Recorda-te de quando disseste àquele que Deus agraciou, e tu favoreceste: Permanece com tua esposa e teme a Deus!, ocultando em teu coração o que Deus ia revelar; temais, acaso, mais as pessoas, sabendo que Deus é mais digno de que O temas? Porém, quando Zaid resolveu dissolver o seu casamento com a necessária (formalidade), permitimos que tu a desposasses, a fim de que os fiéis não tivessem inconvenientes em contrair matrimônio com as esposas de seus filhos adotivos, sempre que estes decidissem separar-se com a necessária (formalidade); e fica sabendo que o mandamento de Deus deve ser cumprido".

No verso, o Deus islâmico afirma que esta revelação não se aplica apenas para o caso enfrentado por Maomé, mas para a comunidade muçulmana em todos os momentos. Portanto, ao trazer este versículo, Maomé não só destruiu a  um costume muito nobre e antigo, à adoção, mas também legalizou seu desejo de sua filha-de-lei, que a sociedade muçulmana pode praticar para a eternidade. Nojento, de fato!

4) O filme mostra o profeta do Islã ordenando judeus e cristãos a se converterem ao Islã, ou pagar o imposto jizya (extorsão), ou serem assassinados. Novamente repugnante, desprezível, reprovável e ofensivo, principalmente porque isso é o que aconteceu na realidade. Isto é o que o Deus islâmico diz Alcorão (9:29):

"Combatei aqueles que não crêem em Deus e no Dia do Juízo Final, nem abstêm do que Deus e Seu Mensageiro proibiram, e nem professam a verdadeira religião daqueles que receberam o Livro, até que, submissos, paguem o Jizya".

5) O filme mostra o profeta do Islã ordenando seus seguidores a matar homens kafir, escravizar suas mulheres e seus filhos, vender as mulheres idosas e crianças para comprar cavalos, camelos e armas para a guerra,e usar as mulheres mais jovens cativas como escravas sexuais. Nada pode ser mais repugnante, desprezível, reprovável e ofensivo do que isso. E o triste é: É exatamente o que aconteceu conforme as sagradas escrituras islâmicas nos informa:

Alcorão 8:41: 

"E sabei que, de tudo quanto adquirirdes de despojos (dos infiéis), a quinta parte pertencerá a Deus, ao Mensageiro e aos seus parentes, aos órfãos, aos indigentes e ao viajante; se fordes crentes em Deus e no que foi revelado ao Nosso servo no Dia do Discernimento, em que se enfrentaram os dois grupos, sabei que Deus é Onipotente"

Alcorão 33:26- 27:

"E (Deus) desalojou de suas fortalezas os adeptos do Livro, que o (inimigo) apoiaram, e infundiu o terror em seus corações. Matastes uma parte e capturastes outra. E (depois disso) vos fez herdeiros de sua cidade, de suas casas, seus bens e das terras que nunca havíeis pisado (antes); sabei que Deus é Onipotente". 

Alcorão 8:67:

"Não é dado a profeta algum fazer cativos, antes de lhes haver subjugado inteiramente a região.Vós (fiéis), ambicionais o fútil da vida terrena; em troca, Deus quer para vós a bem-aventurança do outro mundo, porque Deus é Poderoso, Prudentíssimo".

Alcorão 8:17:

"Vós que não os aniquilastes, (ó muçulmanos)! Foi Deus quem os aniquilou; e apesar de seres tu (ó Mensageiro) quem lançou (areia), o efeito foi causado por Deus. Ele fez para Se provar indulgente aos fiéis, porque é Oniouvinte, Sapientíssimo".

Há muitas coisas mais, mostradas no filme e cometidas pelo profeta do Islã, que são repugnantes, desprezíveis, reprováveis e ofensivas a pessoas civilizadas. Ora, se grande parte do que mostra o filme estão no AlCorão, nos Haditih e nas biografias do Profeta Muhammad, que tem sido consideradas sagradas pelos muçulmanos a mais de 1.400, então o que é realmente repugnante nisso tudo?

O filme deve ser considerado verdadeiramente repugnante, desprezível, reprovável e ofensivo, porque tais atrocidades e imoralidades foram cometidas pelo profeta do Islã, e perpetuadas nas sociedades islâmicas.

Em suma: Sim, Hillary está correta. Este filme é repugnante, desprezível e condenável. E, apesar de produção pobre, Hillary Clinton e todos os americanos, de fato todos os povos civilizados do mundo, devem assistir e condenar o fato de que Maomé cometeu essas atrocidades bárbaras. Pessoas civilizadas do mundo também deve se unir em condenação a Irmandade Muçulmana, ao Hezbollah, ao presidente egípcio, Mursi, e de toda a comunidade muçulmana por não condenar essas ações horríveis e imorais do seu profeta. Eles devem ser condenados ainda mais fortemente, não só por atacar o filme apesar do retrato verdadeiro da vida de Maomé, mas por incitar as massas muçulmanas a atacarem embaixadas americanas e matar norte-americanos, que não tinham absolutamente nada a ver com o conteúdo verdadeiro do filme. Também é lamentável, se não repugnante, que o presidente Obama e Hillary Clinton, ajam como se estivesse em conformidade com a Sharia, tenham pedindo ao Google para rever as suas políticas em relação ao filme, ou seja, dizendo o Google para censurar os sites, como o YouTube, que mostrem o filme, violando assim, a Primeira Emenda da Constituição dos EUA.

E como disse muito bem o canditado Mit Romney:

Considero uma desgraça que a primeira resposta da Administração Obama não foi de condenação ao ataque, mas expressar simpatia por aqueles que os cometeram.

Portanto, deixo a pergunta: O que é realmente repugnante, desprezível e condenável nesses acontecimentos?

Do blog Candango Conservador

domingo, 18 de dezembro de 2011

A conexão brasileira do movimento terrorista Hamas


Por Júlia Carvalho, na VEJA desta semana:

Por mais que as autoridades brasileiras neguem, seguem aparecendo provas de que organizações terroristas de orientação islâmica estendem seus tentáculos no país. Em abril passado, uma reportagem de VEJA revelou as conexões de cinco grupos extremistas no Brasil. Agora, a análise de processos judiciais e de relatórios do Departamento de Justiça, do Exército e do Congresso americanos expõe laços de extremistas que vivem aqui com a Fundação Holy Land (Terra Santa, em inglês), uma entidade que, durante treze anos, financiou e aparelhou o Hamas, o grupo radical palestino que desde 2007 controla a Faixa de Gaza e cujo objetivo declarado é destruir o estado de Israel.

A Holy Land tinha sede em Dallas, no Texas, e era registrada como instituição filantrópica. Descobriu-se que havia enviado pelo menos 12,4 milhões de dólares ao Hamas e que ajudava o grupo a recrutar terroristas nos Estados Unidos e na América do Sul. Em 2001, entrou para a lista de organizações terroristas da ONU e, em 2008, seus diretores foram condenados na Justiça americana por 108 crimes, entre os quais financiamento de ações terroristas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A maior pena, de 65 anos de prisão, foi para Shukri Abu Baker, fundador, presidente e diretor executivo da Holy Land Curiosamente, passou despercebido o fato de que Baker é brasileiro. Mais do que isso: durante muitos anos ele manteve operações no Brasil, e alguns de seus comparsas ainda estão por aqui.

Shukri Abu Baker nasceu em Catanduva, no interior de São Paulo, em 3 de fevereiro de 1959. Sua mãe, Zaira Guerzoni, é filha de italianos, e seu pai, Ahmad Abu Baker, um imigrante palestino. Em 1965, Shukri, seus pais e seus dois irmãos mudaram-se para a Cisjordânia. Ele terminou os estudos no Kuwait, mudou-se para a Inglaterra, onde fez faculdade e, em 1980, se estabeleceu nos Estados Unidos. Em 1988, com Mohammed El-Mezain e Ghassan Elashi, fundou a Holy Land. Enquanto isso, seu irmão Jamaí Abu Baker, também brasileiro, adotava o nome de Jamal Issa e subia as escadas de poder do Hamas - primeiro na filial do Sudão e, depois, na do lêmen. Jamal, atualmente radicado na Síria, foi um dos líderes do Hamas a receber os 1027 presos que Israel libertou em troca do soldado Gilad Shalit, em outubro passado.

Fonte: Blog do Reinaldo de Azevedo
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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Ali Mazrui, Antissemita

por Daniel Pipes
National Review Online
24 de Maio de 2010

Original em inglês: Ali Mazrui, Antisemite
Tradução: Joseph Skilnik

Ali al-Amin Mazrui (n. 1933) é o intelectual mais enaltecido de origem africana nos Estados Unidos. Seu curriculum vitae oficial de 1500 palavras é um tanto assombroso, mas a seguir estão alguns destaques:

Ali Mazrui
Na Universidade de Binghamton, que faz parte da Universidade do Estado de Nova Iorque, Mazrui é (1) professor do Albert Schweitzer em filosofia, letras clássicas e história, professor de (2) ciência da política, (3) estudos sobre a África e filosofia e (4) interpretação e cultura e, (5) diretor do Instituto de Estudos de Cultura Global.

Além disso, possui ilustres nomeações na Universidade de Cornell, na Universidade de Jos na Nigéria e na Universidade de Agricultura e Tecnologia Jomo Kenyatta no Quênia. Ele trabalhou como professor convidado em Stanford, Denver, Chicago, Estado de Ohio, Pensilvânia, Bridgewater, Harvard, Colgate, McGill, Sussex, Oxford, Leeds, Londres, Cairo, Bagdá, Teerã, Nairóbi, Cingapura, Malásia, Austrália, "etc."

Escreveu mais de trinta livros, de Towards a Pax Africana em 1967 a The Politics of War and the Culture of Violence em 2008. Todos os importantes jornais do mundo já tiveram seu nome na linha em que aparece a autoria. Ele narrou a famosa série The Africans para a televisão: A Triple Heritage, para a BBC e para a PBS em 1986.
Uma miscelânea de honrarias incluem a sua eleição como um "Ícone do Século XX" pela Universidade de Lincoln e a nominação do "Prêmio Lenda Viva" por duas organizações africanas. Títulos honorários continuam chegando. Ele "está envolvido em uma série de projetos das Nações Unidas em questões que vão desde os direitos humanos à proliferação nuclear".
Em suma, autoridades ao redor do mundo nos informam que não há professores mais inteligentes e mais cultos do que Mazrui.

Mas Brendan Goldman, veterano da Universidade de Nova Iorque, participou de uma palestra sobre "judeus europeus e árabes africanos: A Divergência Semita na História" na Universidade de Columbia pelo estimado Dr. Mazrui em 6 de maio. Em seu relato, "Conferência Revivendo a Ciência da Raça Judaica na Universidade de Columbia," Goldman conta como Mazrui
passou a maior parte do tempo discutindo o desenvolvimento do "talento" e da "impureza cultural" judaica no contexto europeu. De forma ostensiva, Mazrui passou comparando o impacto dos judeus na Europa e o impacto dos árabes na África. Contudo, ele estava mais interessado na razão pela qual os "árabes ficaram atrás dos judeus no que diz respeito ao inconfundível talento". Após admitir que conhecia pouco sobre a história árabe e menos ainda sobre os judeus, Mazrui continuou a gastar o tempo alocado a ele falando a cerca da história dos dois povos.

Mazrui não hesitou em levantar questões retóricas tais como "Que aspectos do marxismo foram tirados do judaísmo?" Ele argumentou sutilmente, já que Karl Marx era da etnia judaica, ele obviamente transformou "o Povo Escolhido [no] proletariado". A palestra de Mazrui também estava temperada com declarações do tipo "os judeus estiveram na sua melhor condição quando eram europeus ... é quase como se você precisasse de uma mistura de judaísmo europeizado [para o talento judeu]".

Ele também alegou que os judeus, como povo, são isolados e racistas. Ele disse: "Os árabes estão muito menos atentos à raça e à etnia do que os judeus". "A aceitação de mistura de raças se desenvolveu mais na cultura árabe do que na cultura judaica".

Mazrui concluiu a palestra com o seguinte comentário ofensivo:

O número de judeus nos Estados Unidos corresponde a 3 porcento... mas [o seu "talento"] os leva a controlar um poder tão grande que até os presidentes ficam assustados. Se Obama será capaz de escapar à noção de que 3 porcento do país é tão poderoso que os dominantes gentios do país não podem criticar Israel, não está claro.

Comentários:

(1) Talento dos judeus, judeus marxistas, etnia dos judeus, judeus proletários, judeus "europeizados", judeus atentos à raça, judeus atentos à etnia, judeus poderosos… isso é o típico antissemitismo fétido.
(2) Mazrui é um terrível antissemita.
(3) As universidades de Binghamton e de Cornell deveriam no mínimo repreender Mazrui, melhor ainda, deveriam expulsá-lo.
(4) A que ponto desceu a vida acadêmica que uma idiotice dessas possa ser considerada não só respeitável como também admirável?

Fonte: Daniel Pipes
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A duplicidade do Fatah

Escrito por Khaled Abu Toameh | 12 Outubro 2011 | MSM

As mensagens conflitantes provenientes do Fatah lançam sérias dúvidas sobre as verdadeiras intenções da facção. Além disso, essas mensagens criam a impressão de que não há muita diferença entre o Fatah, apoiado pelo Ocidente, e o Hamas.

A duplicidade do Fatah não é um fenômeno novo. Qualquer pessoa que entende árabe e inglês pode notar facilmente as mensagens conflitantes dos líderes e representantes da facção.

A estratégia do Fatah tem sido sempre dizer uma coisa ao mundo exterior e algo completamente diferente aos palestinos.

Talvez a declaração mais perturbadora, no entanto, veio de Abbas Zaki, que é membro-sênior do Comitê Central do Fatah e ex-embaixador da OLP no Líbano. No mesmo dia em que Mahmoud Abbas discursou na ONU (em 23 de setembro), Zaki declarou na Al-Jazeera:

“o objetivo maior não pode ser realizado de uma só vez. Se Israel se retirar de Jerusalém, evacuar os 650.000 colonos e desmontar o muro, o que será do país? Vai acabar. Se dissermos que queremos eliminar Israel, isso não é aceitável. Não diga essas coisas para o mundo. Mantenha-as para si mesmo”.

Assim, enquanto Abbas, o presidente da Autoridade Palestina, estava dizendo ao mundo que os palestinos apóiam a solução de dois Estados, um de seus representantes dizia aos palestinos e ao mundo árabe que o Fatah não desistiu do seu sonho de destruir o Estado judeu.

O exemplo mais recente foi fornecido por Tawfik Tirawi, membro do Comitê Central do Fatah e ex-comandante da Força Geral de Inteligência da Autoridade Nacional Palestina.

Tirawi disse a estudantes universitários que o Fatah nunca “largou o rifle” -- uma indicação de que a facção poderia retomar a opção da “luta armada” contra Israel.

Sua declaração contradiz garantias de outros líderes do Fatah de que eles abandonaram completamente o caminho da violência e buscam uma solução pacífica com Israel.

Tirawi também disse aos estudantes universitários que os palestinos consideram os EUA seu inimigo número um por causa do constante apoio de Washington a Israel.

Novamente, essas observações contradizem declarações do líder do Fatah, Mahmoud Abbas, e de seus assessores, de que os palestinos não querem um confronto com os EUA e procuram continuar cooperando com o governo americano para conseguir a paz no Oriente Médio.

Outros líderes da Fatah, incluindo Nabil Sha'ath, Abbas Zaki e Mohammed Dahlan, também têm afirmado que seu movimento nunca reconheceu o direito de existência de Israel. Eles argumentam que foi a OLP, e não o Fatah, que aceitou a solução de dois Estados, quando assinou os Acordos de Oslo em 1993.

Esses funcionários estão ignorando o fato de que o Fatah é a maior facção da OLP. Declarações de alguns altos líderes do Fatah sugerem que a facção palestina continua a falar em mais de uma voz.

Os líderes do Fatah ainda não se distanciaram das declarações de Tirawi, Sha'ath e Zaki.
Deixar de fazê-lo não só prejudica a credibilidade da facção, mas também põe em dúvida sua confiabilidade como verdadeira parceira para a paz.

Khaled Abu Toameh, um muçulmano árabe, é jornalista veterano, vencedor de prêmios, que vem dando cobertura jornalística aos problemas palestinos por aproximadamente três décadas. Estudou na Universidade Hebraica e começou sua carreira como repórter trabalhando para um jornal afiliado à Organização Para a Libertação da Palestina (OLP), em Jerusalém. Toameh trabalha atualmente para a mídia internacional, servindo como “olhos e ouvidos” de jornalistas estrangeiros na Margem Ocidental e na Faixa de Gaza.

Os artigos de Abu Toameh têm aparecido em inúmeros jornais em todo o mundo, inclusive no Wall Street Journal, no US News & World Report e no Sunday Times de Londres. Desde 2002, tem escrito sobre os problemas palestinos para o jornal Jerusalem Post. Toameh também é produtor e consultor da NBC News desde 1989.

Publicado na revista Notícias de Israel - http://www.beth-shalom.com.br/
 

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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Alemanha tem cerca de 1000 muçulmanos suspeitos de envolvimento com o terrorismo

Segundo noticiado pelo The Local, o Ministro do Interior, Hans-Peter Friedrich, revelou que cerca de 1.000 potenciais terroristas islâmicos vivem na Alemanha, destes, 128 foram classificados como capazes de realizar atentados terroristas no país.

"Temos quase 1.000 pessoas que poderiam ser descritas como terroristas islâmicos", disse o ministro ao Bild daily.  Hans-Peter ainda informou que dos 128 suspeitos de periculosidade considerada, 20 receberam treinamentos em campos associados a grupos terroristas e estão sob constante vigilância do serviços de inteligência do país.

Blog De Olho na Jihad com informações do The Local

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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Tríplice Fronteira põe América Latina na guerra contra o terror


A reportagem abaixo vem da mídia esquerdista, portanto não esperem mais do que enrolação. No entanto, tenham atenção ao trecho que destacarei em vermelho:
Cidade do Leste

Moreno Osório

Em dezembro de 2010, o WikiLeaks divulgou um relatório da embaixada dos Estados Unidos em Brasília sobre a Tríplice Fronteira. No texto, as autoridades americanas no Brasil afirmaram a Washington que a região é um potencial foco para a atuação de atividades terroristas. O documento, datado de 2008, resume bem como o ponto de convergência dos territórios de Brasil, Argentina e Paraguai é visto na guerra contra o terror: com suspeita, mas nada além disso. Até agora, apesar das insistências do Pentágono de que o local abrigaria "células terroristas adormecidas" e financiadores do terrorismo internacional, nada foi provado.

"A agenda do terrorismo é uma agenda americana. A gente nunca teve nada a ver com essa história. Mas nós entramos nessa equação porque há, no Brasil, uma comunidade árabe bastante significativa, principalmente de libaneses", disse, em entrevista ao Terra, o professor do Instituto de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) Arthur Bernardes do Amaral. Ele destaca que, para os EUA, o País pode funcionar como um "hub" do terror, em especial quando o assunto é financiamento do terrorismo.

No artigo O problema do terrorismo internacional na América do Sul e a Tríplice Fronteira: histórico e recomendações, o historiador afirma que esse argumento era baseado no "fato de uma parcela dos imigrantes que residem na região ser original do Vale do Bekaa (zona no extremo sul libanês, na fronteira com Israel, tida como núcleo de atuação do Hezbollah) e enviar periodicamente variadas somas de dinheiro para o Líbano". Não há nada de ilegal nessa prática. No entanto, inserida no clima de caça às bruxas após o 11/9, "quaisquer suspeitas pareciam revestidas com ares de verdade já comprovadas", explicou Amaral no texto.

Especulou-se, inclusive, que Osama bin Laden teria passado por lá e visitado algumas mesquitas. Nada foi provado. Em 1995, Khalid Sheikh Mohammed, o terceiro homem na hierarquia da Al-Qaeda na época, foi até a região, mas nada indicou que sua visita estivesse ligada a atividades terroristas. Em 2006, os Estados Unidos apontaram que o libanês Ahmad Barakat seria o líder de uma célula do Hezbollah na Tríplice Fronteira. Ele trabalharia como financiador do grupo. Mas já estava preso desde 2002, acusado de evasão fiscal.

Tríplice Fronteira, a Casablanca do terror

Ainda assim, não falta quem veja todas as condições para o desenvolvimento de células terroristas e financiamento de grupos extremistas na Tríplice Fronteira. Pela sua fama em abrigar todo tipo de contraventor, a região chegou a ser comparada com Casablanca durante a Segunda Guerra Mundial. Um relatório de 2003, preparado sob a supervisão da Biblioteca do Congresso americano, por exemplo, afirma que o FBI rastreou diversos telefonemas de "terroristas islâmicos" provenientes da Tríplice Fronteira para o mundo inteiro.
O documento também diz que "alguns membros da Al-Qaeda na Tríplice Fronteira talvez soubessem dos ataques de 11 de setembro e teriam discutido o plano em uma mesquita de Foz do Iguaçu". Segundo o relatório, quem forneceu essa informação foi o marroquino Gueddan Abdel Fatah, 27 anos, preso no começo de setembro de 2001 no Brasil. Citando a imprensa brasileira, o texto diz que Fatah teria, após ser preso, pedido que seu advogado entregasse de forma urgente uma carta às autoridades do Brasil, de Israel e dos Estados Unidos. Nela, avisava sobre "duas explosões" que aconteceriam nos Estados Unidos.

Para Arthur Bernardes do Amaral, esse levantamento infinito de suspeitas se deve à briga por espaço dentro do governo americano durante o período mais intenso da guerra ao terror. Para ele, as acusações ligadas a terrorismo direcionadas ao Brasil partem do Pentágono, mais especificamente do Comando Sul. Ao ver que todos os esforços americanos indo para outros lugares, como Iraque e Afeganistão, o comandante deve ter se preocupado com a falta de verbas, e precisou justificar sua existência, explica o historiador. "Para justificar sua existência, começa a ser gerada uma série de fatos para chamar a atenção da imprensa", afirma.

"Toda vez que estava agendada uma visita de alguma autoridade americana, duas semanas antes a mídia afirmava que 'uma fonte segura do governo dos Estados Unidos havia confirmado a existência de atividade terrorista no País'. Aí vinha o Itamaraty e dizia que não era nada disso", diz o historiador e autor do livro A Tríplice Fronteira e a Guerra ao Terror, publicado em 2010. Ele ressalta que Brasília e Washington têm visões diferentes sobre o assunto: enquanto para os Estados Unidos há grupos terroristas, para o Brasil há apenas atos terroristas. "Para o Brasil, não importa quem pratica o ato, e sim o ato em si", explica.

Essa diferença de pontos de vista talvez ajude a explicar a dissonância entre os dois países na hora de abordar o assunto. Nem mesmo a criação do Grupo 3 + 1, em 2002, (reunindo Brasil, Argentina, Paraguai e Estados Unidos) como um canal único de divulgação de assuntos relacionados a atividades terroristas na Tríplice Fronteira conseguiu acabar com o contraste de posicionamentos. As autoridades de Washington seguiram pedindo mais empenho dos governos latino-americanos. Até que, em 2008, os quatro membros chegaram à conclusão de que apenas o desenvolvimento econômico pode terminar as suspeitas que rondam a região.

Fonte: Notícias Terra

Nota do blog: Notem o trecho que destaquei. Eles admitem que o terceiro homem no comando da Al-Qaeda esteve no país, no entanto, como ele não veio tratar sobre a organização terrorista sua visita não teria nenhum problema. Dá para acreditar nisso? Só a presença do terceiro terrorista mais procurado do mundo em nossas terras não é o suficiente para alarme? Estão querendo me convecer que um dos líderes da Al Qaeda veio ao Brasil ver as Cataratas do Iguaçu? Acorda Brasil!

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