terça-feira, 30 de novembro de 2010

Documentos do Wikileaks mostram preocupação com fundamentalismo islâmico no Brasil

Pixação feita em Goiânia por muçulmanos
Documento do Consulado de São Paulo, de 20 de novembro de 2009, por ocasião da visita de Farah Pandith (Representante Especial para as Comunidades Muçulmanas nos Estados Unidos) ao Brasil, mostra as preocupações do governo brasileiro com a comunidade islâmica do Brasil. Basicamente, o documento fala sobre as ações tomadas e a tomar pelo Brasil para integrar a comunidade muçulmana, estimada em um total de 400 a 500.000 pessoas. No entanto, há partes bastante preocupantes, que fala em um crescimento (ainda que minoritário) do fundamentalismo islâmico em nosso país.
"7. (C) Hammadeh (Jihad Hammadeh, cheique que lidera a mesquita de São Bernardo do Campo) é geralmente moderado em seus pronunciamentos públicos, mas várias fontes indicam que a linha islâmica que ele promove entre os seguidores é altamente fundamentalista.
Atitudes anti-americanas

¶ 10. (SBU) Embora a comunidade islâmica no Brasil seja pacífica e tenha muitos elementos amigáveis, ela também contém reservatórios de forte suspeita dos EUA. Em uma reunião de Agosto, o Sheik Yamani da mesquita de Londrina (uma cidade do interior do Estado do Paraná), disse a Poloff (aluno do cheque "moderado" Al-Boustani) que o envolvimento de Bin Laden nos ataques de 11 de setembro às Torres Gêmeas nunca tinha sido provado.

Os Radicais

¶ 11. (C) Embora a maioria dos muçulmanos no Brasil sejam moderados na orientação e a esmagadora maioria é moderada em elementos de crença e de ação, elementos genuinamente radicais existem aqui, alguns na área da tríplice fronteira de Foz do Iguaçu e outros, entre a população estimada de 20 mil muçulmanos xiitas em São Paulo, fortemente de orientação pro-Hezbollah. Os muçulmanos no moderado Instituto do Futuro, de orientação sunita, acusam que os imigrantes xiitas às vezes vêm para o Brasil com apoio do Hezbollah (alegadamente US$50.000 é uma soma normal) para encontrar negócios para apoiar o Hezbollah no Líbano.

(...)

Razões para engajar

(...)

Sayah (embaixador do Líbano no Brasil) descreveu como alguns jovens brasileiros, de origem árabe ou não, se tornaram atraídos a versões fundamentalistas do Islão. Enquanto as crenças não se traduzem diretamente em ação, tais conversas podem criar um clima para o crescimento do fanatismo. A versão de Al-Boustani do Islão moderno, é adaptada para combater aquela".
Fonte: Wikileaks

http://cablegate.wikileaks.org/cable/2009/11/09SAOPAULO653.html#help_1

Documento da Embaixada de Brasília

http://cablegate.wikileaks.org/cable/2008/01/08BRASILIA43.html

"¶ 5. (S / NF) A preocupação primária de contraterrorismo tanto para as autoridades brasileiras e à missão dos EUA no Brasil é a presença e atividades de indivíduos com ligações com o terrorismo - em especial vários suspeitos extremistas sunitas e alguns indivíduos ligados ao Hezbollah - em São Paulo e outras áreas do sul do Brasil. A Polícia Federal, e, em menor medida a ABIN, monitoram as atividades destes extremistas suspeitos que podem ser ligados a grupos terroristas no exterior e BRASÍLIA 00000043 003 de 004 partilhar esta informação com os seus homólogo dos EUA.

¶ 6. (S / NF)Oficiais de aplicação da lei brasileira monitoram activamente a presença de vários extremistas sunitas suspeitos com possíveis ligações com grupos terroristas no exterior, que podem ser capazes de dar apoio logístico - por meio de financiamentos, porto seguro, documentos de viagem falsos - para ataques terroristas na região ou em outro país. Em 2007, a Polícia Federal prendeu um potencial facilitador terrorista extremista sunita que opera principalmente no estado de Santa Catarina por não declarar os fundos que entraram no país e está em processo de deportá-lo. (...) --------------------------------------------- ----- --------- preocupação secundária: Argentina-Brasil-Paraguai Área da Tríplice Fronteira ----------------------------- ---------------- --------------

¶ 7. (S / NF) Em menor medida, a tríplice fronteira continua sendo uma preocupação para a Missão dos EUA e o Brasil, principalmente para o potencial que os terroristas possam explorar as condições favoráveis de lá - controles nas fronteiras frouxos, contrabando, tráfico de drogas, acesso fácil a falsos documentos e armas, circulação de mercadorias pirateadas, fluxos de caixa não controlados - para angariar fundos ou providenciar a logística para as operações. Embora existam alguns indivíduos suspeitos de terem ligações com o Hezbollah e o Hamas, há pouca evidência que estes grupos tenham uma presença operacional de terrorismo na região. Segundo fontes brasileiras de serviços de segurança, a presença muçulmana em Foz do Iguaçu representa uma porcentagem muito pequena da população muçulmana no Brasil, e mesmo aqueles que oferecem algum apoio financeiro para os grupos têm pouca ou nenhuma ligação com eles".
Veja a íntegra dos documentos do Wikileaks relativos ao Brasil em http://cablegate.wikileaks.org/tag/BR_0.html

Fonte: Mente Conservadora

Brasil: EUA alertaram para ação antiterror de Dilma

Documentos revelados pelo site WikiLeaks mostram que os Estados Unidos suspeitaram de que a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, teria "cassado", em 2007, um projeto de lei que reforçaria o combate ao terrorismo no País. Dilma, então chefe da Casa Civil, teria rejeitado o projeto por questões "ideológicas".
"Apesar de não podermos confirmar definitivamente que a Casa Civil cassou a iniciativa por motivos políticos ou ideológicos, isto é certamente plausível", alertou um telegrama de 4 de abril de 2008, assinado pelo embaixador americano no País, Clifford Sobel.

A lei antiterrorismo foi um anteprojeto elaborado pelo Gabinete da Segurança Institucional. O objetivo era ampliar a tipificação dos crimes de terrorismo para punir ações de facções criminosas, como as deflagradas em São Paulo, em maio de 2006.

O projeto foi criticado por organizações de defesa dos direitos humanos e pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello por não definir o que seria um "ato terrorista". O texto considerava "terrorismo", entre outras coisas, a ocupação de prédios públicos e propriedades privadas, o que incluiria ações de movimentos sociais.

Imigrantes xiitas

Imigrantes xiitas no Brasil teriam recebido até US$ 50 mil do Hezbollah para abrir comércios em São Paulo. Em troca, dariam parte de seus lucros para o grupo libanês. A revelação faz parte de dois telegramas divulgados pelo WikiLeaks.

Preocupado com a radicalização de muçulmanos em São Paulo, o governo de Barack Obama monitorou e mapeou a comunidade islâmica no Brasil em 2009. A avaliação era a de que o País teria de 400 a 500 mil muçulmanos, a maioria moderados. Os EUA, porém, apontam uma "nova onda de imigração vinda do Líbano, de maioria xiita, que seria mais radical". "Elementos radicais existem aqui, alguns na área da tríplice fronteira."
Temor
Pelo menos seis telegramas do Departamento de Estado americano publicados pelo WikiLeaks mostram que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e a Polícia Federal (PF) consideram que a ameaça terrorista no Brasil é real. Os telegramas oficiais, porém, mostram o esforço do Itamaraty para minimizar a existência do problema, minar projetos políticos e até criticar a Argentina por considerar a tríplice fronteira como um local de atividades terroristas.

Os telegramas, enviados da Embaixada dos EUA em Brasília para informar Washington sobre os acontecimentos no País, revelam como a alta esfera do governo teria feito de tudo para reduzir a visibilidade de algumas das operações. A meta seria a de não estigmatizar a população árabe no País e não afetar a imagem do Brasil no exterior.

Longe da retórica, entretanto, os documentos ainda revelam que algumas autoridades acreditavam que o fato de o Brasil ter sido escolhido como sede dos Jogos Olímpicos de 2016 faria do País um alvo mais atrativo para ataques terroristas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Brasil - Embaixada se aproxima de muçulmanos moderados para vigiar extremistas


São Paulo, Brasil - Novos documentos publicados pelo WikiLeaks mostram que o governo americano tem buscado se aproximar da comunidade muçulmana no Brasil como uma estratégia de contraterrorismo. Para a missão americana, São Paulo é uma das áreas onde elementos extremistas têm tentado recrutar jovens para a causa terrorista. Por isso, o consulado na cidade avalia que o Brasil seria o local ideal para testar estratégias que podem ser úteis em outros países com minorias muçulmanas.

Em 2009, o consulado em São Paulo promoveu a visita da representante especial do governo americano para comunidades muçulmanas, Farah Pandith, e começou a articular a visita de um sheik americano moderado. "A aproximação com muçulmanos moderados coloca os radicais na defensiva e abre canais de comunicação que podem levar a maior informações sobre elementos distantes da comunidade mais propensos ao radicalismo", diz um telegrama do consulado americano em São Paulo , enviado em 20 de novembro de 2009.

A visão dos EUA confirma o depoimento do ex-chefe do Departamento de Inteligência da Polícia Federal Daniel Lorenz sobre a prisão do libanês "senhor K" em maio de 2009 em São Paulo. Lorenz afirmou em uma audiência na Câmara dos Deputados que a PF distinguiu três estágios de atividade terrorista no país.
Primeiro, extremistas estrangeiros teriam usado o país como escala de viagem. Depois, teriam procurado se legalizar e estabelecer no país através de adoção de filhos brasileiros. Finalmente, extremistas residentes estariam iniciando ações de recrutamento, apoio, treinamento, logística e reconhecimento para ações terroristas fora do país. A PF costuma compartilhar informações com a inteligência americana. O governo brasileiro nega a existência de atividades terroristas em solo nacional.

Engajando a comunidade

O primeiro telegrama confidencial enviado pelo cônsul em São Paulo, Thomas White, em 11 de novembro de 2009 (See Cable 09SAOPAULO653), revela que há vários anos o consulado tem tentado se aproximar da comunidade árabe. Através do cônsul-geral do Líbano, Joseph Sayah, White diz ter construído uma grande rede de amigos, entre sheiks e líderanças. “Não tire o olho dos sunitas”, teria avisado Sayad, explicando que muitos jovem brasileiros têm sido atraídos pelo fundamentalismo islâmico. O documento descreve também a comunidade libanesa brasileira, afirmando que os novos imigrantes do Líbano "são mais pobres e bem mais xiitas”: “A sua política é mais radical e eles frequentemente seguem a liderança do Hezbollah".

"A aproximação com muçulmanos moderados coloca os radicais na defensiva e abre canais de comunicação que poderiam levar a mais informações sobre elementos distantes da comunidade mais propejnsos ao radicalismo", escreve o cônsul americano. "Trabalhar junto com os moderados não deve ser visto como algo separado de monitorar elementos mais ameaçadores". Visita

Um dos grandes momento da visita de Farah Pandith nos dias 22 e 23 de novembro foi uma entrevista ao jornal Folha de S. Paulo na qual ela relatou sua história "como uma muçulmana americana". A visita foi acompanhada de perto pelo consulado e relatada em um telegrama de 8 de dezembro de 2009 (See Cable 09SAOPAULO663).

Durante a visita Pandith encontrou representantes da comunidade muçulmana e visitou a mesquita de Santo Amaro, onde conversou com jovens estudantes. "No geral, o grupo foi amigável e altamente acessível. As crianças mostraram interesse em aprender inglês e um conhecimento óbvio da cultura pop americana", descreveu o cônsul.

Além da visita de Pandith, o consulado sugere engajar a comunidade muçulmana através de apresentações sobre o presidente Obama e a visita de um sheik americano "que pode explicar como o Islã é agora uma parte vital da sociedade americana e construir laços com líderes religiosos locais". A ideia do consulado é replicar a estratégia em outros países com minorias muçulmanas pelo mundo.

Brasil - Em segredo, Brasil monitora e prende suspeitos de terrorismo

 Fonte: Wikleaks

São Paulo, Brasil - A polícia federal e a ABIN seguem dicas da inteligência americana para realizar operações de contraterrorismo no país. É isso que mostram algns telegramas enviados pela embaixada dos EUA em Brasília para Washington obtidos pelo Wikileaks.

Segundo os documentos - os primeiros de milhares enviados pela missão americana no Brasil obtidos pela organização - a polícia federal e a ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) monitoram a presença de suspeitos de terrorismo em solo nacional desde pelo menos 2005.

“A Polícia Federal frequentemente prende indivíduos ligados ao terrorismo, mas os acusa de uma variedade de crimes não relacionados a terrorismo para não chamar a atenção da imprensa e dos altos escalões do governo“, relatou o embaixador Clifford Sobel em janeiro de 2008.

O governo sempre negou a existência de atividades terroristas no Brasil.

Almoço

No dia 4 de maio de 2005, o general Armando Félix esteve em um almoço na casa do então embaixador americano John Danilovich, que ficou no cargo até 2006.

Segundo o relatório enviado a Washington (See cable 05BRASILIA1207), Felix teria dito que é importante que as operações de contraterrorismo sejam ‘maquiadas’ da maneira apropriada para não afetar negativamente a “orgulhosa” e “bem-sucedida” comunidade árabe no Brasil.

Pouco antes, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional havia agradecido entusiasmadamente o apoio dos americanos através do RMAS - Regional Movement Alert System, um sistema que detecta passaportes inválidos, perdidos ou falsificados. A partir de informações do RMAS, a ABIN e a PF estariam monitorando "indivíduos de interesse" no país.

"Além das operações conjuntas conosco, o governo brasileiro também está pedindo que filhos de árabes, muitos deles empresários de sucesso, vigiem árabes que possam ser influenciados por extremistas ou grupos terroristas", diz o relato. Para Félix, é de total interesse da comunidade "manter potenciais extremistas na linha", evitando assim chamar a atenção mundial para os árabes brasileiros.

A preocupação em manter segredo sobre as operações anti-terrorismo foi uma constante durante o goveno Lula. Desde 2006, a administração tem protestado contra menções de atividades ligadas ao terrorimo na tríplice fronteira com o Paraguai e a Argentina, incluídas no relatório anual do governo dos EUA.

Em parte, isso se deve a uma discrepância formal: o governo americano considera o partido libanês Hezbollah e o palestino Hamas como terroristas, enquanto o Itamaraty os considera partidos legítimos. Os dois têm grande apoio dentre a comunidade árabe na tríplice fronteira.

Prisões "disfarçadas"

Mas para além das diferenças no discurso, os documentos vazados pelo Wikileaks mostram que na prática a polícia brasileira age frequentemente a partir de informações da inteligência americana.

"A sensibilidade ao assunto resulta em parte do medo da estigmatização da grande comunidade islâmica no Brasil ou de que haja prejuízo para a imagem da região (da tríplice fronteira) como destino turístico. Também é uma postura pública que visa evitar associação à guerra ao terror dos EUA, vista como demasiado 
agressiva", analisa outro embaixador americano, Clifford Sobel, que esteve no cargo de 2006 a 2010.

Segundo o telegrama enviado por ele em 8 de janeiro de 2008 (LINK - 136564), a preocupação em não admitir atividades suspeitas de terrorismo seria maior ainda dentro do Ministério de Relações Exteriores. Por isso, diz Sobel, o Brasil participa "relutantemente" das reuniões anuais sobre segurança que reúne diplomatas, oficiais de segurança e inteligência da Argentina, Paraguai e Brasil com os EUA para discutir segurança na tríplice fronteira.
Na verdade, a região não é prioridade quando se trata de terrorismo. "A principal preocupação em contraterrorismo tanto para oficiais brasileiros quanto para a missão americana é a atividade de indivíduos ligados ao terrorismo - em particular diversos suspeitos extrermistas sunitas e alguns indivíduos ligados ao Hezbollah - em São Paulo e em outras áreas do sul do Brasil", relata Sobel.

O telegrama revela que, apesar da retórica em contrário, a Polícia Federal, a Receita Federal e a Abin "monitoram" atividades suspeitas de terrorismo e "seguem todos as pistas passadas a elas".

"A Polícia Federal frequentemente prende indivíduos ligados ao terrorismo, mas os acusa de uma variedade de crimes não relacionados a terrorismo para não chamar a atenção da imprensa e dos altos escalões do governo”, diz um trecho do telegrama secreto. “No ano passado a Polícia Federal prendeu vários indivíduos envolvidos em atividades suspeitas de financiamento de terrorismo mas baseou essas prisões em acusações de tráfico de drogas ou evasão fical". A PF e a Abin sempre compartilham essas informações com as agências americanas, diz o relato.

O mesmo telegrama de Sobel cita dois exemplos. Em 2007, a PF teria preso um potencial faclitador terrorista sunita que operava primordialmente em Santa Catarina sob acusação de entrar no país sem declarar fundos - e estaria trabalhano pela sua deportação. A operação Byblos, que desmantelou uma quadrilha de falsifcação de documentos brasileiros no Rio de Janeiro para libaneses também é citada como exemplo de operação de contra-terrorismo.

Será que o governo sabe?

O Brasil não tem legislação específica sobre terrorismo, em parte por causa do legado da ditadura militar, que taxa oposicionistas de terroristas. A demora do Executivo em enviar um projeto de lei sobre tema ao Congresso desagrada aos americanos, como mostra outro relatório, enviado por Sobel em 11 de abril de 2008 (See Cable 08BRASILIA504).

Nele, o embaixador comenta com surpresa o comentário de José Antonio de Macedo Soares, secretário-adjunto do Gabinete de Segurança Institucional, de que o Brasil compartilha todas as informações referentes a contraterrorismo. Ele questiona se o alto escalão do governo recebe as mesmas informações da inteligência brasileira que os EUA recebem. "Embora não possamos responder definitivamente, os comentários de Soares sugerem que esse pode ser o caso e que, apesar das negativas, eles reconhecem os problemas potenciais que o Brasil enfrenta".

Outra possibilidade seria que o governo tem acesso às informações, mas não as consideram evidência de ação terrorista. "Isso significa que ou estão jogando conosco ou consideram terrorismo apenas fora do Brasil".

Duplo discurso

Outro documento publicado pelo WikiLeaks traz a mais recente avaliação da política brasileira de combate ao terrorismo, de 31 de dezembro de 2009 (See Cable 09BRASILIA1540). Nele, a Ministra Conselheira da Embaixada Lisa Kubiske reitera a existência de "dois discursos separados" no Brasil: enquanto o governo nega, a polícia monitora e colabora em operações de contraterrorismo. Ela cita como exemplo a prisão, em maio daquele ano, de um integrante da Al Qaeda.

A prisão foi feita pela PF em São Paulo durante uma pretensa investogação sobre células nazistas. O libanês, conhecido como "senhor K", foi preso sob acusação de racismo. Para a PF, ele coordenava uma célula de comunicação e recrutamento da Al Qaeda em São Paulo.

Na época, o presidente Lula se negou a comentar o assunto.

No seu telegrama Lisa Kubiske avalia como positivo o fato a notícia ter vindo a público. Ela também elogia o Ministério das Relações Exteriores por ter admitido que terroristas podem se interessar no Brasil por causa das Olimpíadas de 2016.

Entre outras coisas, o relatório de dezembro de 2009 elogia atuação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ligado ao Ministério da Fazenda, chamando-o de "eficiente".

De fato, diversos documentos obtidos pelo Wikileaks mostram que o COAF tem colaborado bastante com o governo americano, investigando bens de diversos suspeitos de terrorismo. Entretanto, como aponta Lisa Kubiske, até o final de 2009 nenhum bem ou propriedade havia sido encontrado. O telegrama serviu de base para a avaliação oficial dos EUA sobre o Brasil em 2010.

Os documentos fazem parte de 251 mil telegramas enviados pelas embaixadas americanas de todo o mundo ao Departamento de Estado entre 1966 e 2010 que serão publicados pelo WikiLeaks nas próximas semanas.

Translations
  Cablegate: Brazil frames suspected terrorists on narcotics charges

Aspirações neo-otomanas da Turquia, rumo ao Al-andalus

Trechos de um dos documentos secretos vazados pelo Wikleaks, revela o desejo neo-otomano da Turquia. Eis um dos trechos disponíveis no documento, que trata de uma declaração de um dos dirigentes do partido AKP O Partido da Justiça e Desenvolvimento que é o principal do país:

"...o papel da Turquia é espalhar o Islão na Europa , para ter de volta Al-Andalus e vingar a derrota no cerco de Viena em 1683..." 

Eis uma clara declaração do desejo da Turquia de ter novamente o mesmo poder que tinha o império Otomano e de conquistar a Europa.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Reino Unido: Líder espititual do Talibã visita o país e vai a Câmara dos Lordes

Daily Times / Europe News


Um alto clérigo muçulmano que é conhecido como "mentor do Talibã" foi autorizado a entrar no Reino Unido e convidado para visitar a Câmara dos Lordes.

Fazlur Rehman, chefe do partido Jamiat Ulema-e-Islam, foi para o Reino Unido na quarta-feira, a convite do Alto Comissariado do Paquistão, e levado a Câmara dos Lordes na quinta-feira.

No início desta semana, o presidente do grupo de direitos humanos Trust International, Ansar Burney, pediu ao Ministério do Interior que a entrada de Fazlur Rehman fosse impedida devido a sua "ameaçadora ideologia extremista religiosa". Burney afirmou que a "inquestionável ideologia pró-talibã de Rehman, pode levar a uma grande ameaça à socidade britânica".

Os seminários muçulmanos dirigido pelo partido de Rehamn, são utilizados como centros de recrutamento para o Taliban, Fazlur é identificado como o "mentor ideológico" dos talibãs.

A liquefação da Grã-Bretanha : A rainha Elizabeth e o traje islâmico

A rainha, descalça, na mesquita de Xeique Zayed,  em Abu Dabi, nos EAU.

É pela cabeça que um peixe começa a apodrescer. E o apodrecimento da Grã-Bretanha começa pela sua atual monarca, que não só não fez nada para barrar a islamização de seu reino, mas está abrindo o caminho para ela. A rainha Elizabeth está no momento em visita aos Emirados árabes Unidos, vestida num absurdo traje Islâmico para demonstrar sua deferência ao Islam. Ela até entrou descalça numa mesquita. A rainha da Inglaterra. O Mail (via Diana West) tem várias fotos.

Barry Goldwater certa vez disse que a América ficaria melhor se a cidade de Nova Iorque fôsse amputada do continente e pudesse sair à deriva no mar. Talvez a civilização ocidental ficasse melhor se a chaga gangrenosa que é a Grã-Bretanha simplesmente afundasse no mar. 

Sim, esta foi uma coisa terrível de se dizer. Mas me mostre, em algum lugar, um sinal de saúde naquela ilha. E eu não falo só de alguma cidadezinha isolada onde as velhas virtudes tenham sido mantidas. Eu falo de uma figura pública importante, uma insituição respeitada que esteja resistindo à absoluta podridão em que a cultura predominante e as instituições oficiais se tornaram.

***
Nós: Um verdadeiro ultraje isso aí. Os Emirados Árabes Unidos são o mesmo país cuja suprema corte, ainda no mês passado, decretou que um marido pode, sim, surrar a esposa, desde que não deixe marcas, por isto ser um mandamento do Islam. Na época, escrevemos a respeito disto, aqui neste blog. E esta mulher, que também é a chefe da Igreja Anglicana, aparece descalça e com a cabeça coberta em "deferência" a esta doutrina e aos costumes deste país? E o pior é que aparecer com a cabeça coberta é um costume generalizado entre as ocidentais que são figuras públicas quando visitam países islâmicos. A única exceção foi  a primeira-ministra da Austrália, Julia Gillard, que recusou-se valentemente a se submeter a este papelão quando visitou o Afeganistão, mês passado.

O Lawrence tem razão no que diz sobre a Inglaterra. O problema é que o mesmo pode ser dito do Ocidente todo, com exceção dos próprios Estados Unidos - ao menos por hora. Mas muito piores vão ficar as coisas quando Charles assumir o trono. No Brasil, o Olavo de Carvalho tem sido o único a chamar a atenção para o fato de o cara ser membro da tarica de Martin Lings, um agente de islamisção da Europa.

Lawrence Auster: View from the Right, 28 de novembro de 2010
Post original: The delinquescence that is Britain
Tradução: Dextra

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