sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Policial morre em explosão de bomba em Nairóbi

Um policial morreu, outro ficou ferido e dois transeuntes levemente afetados na explosão nesta sexta-feira de uma bomba no carro em que se deslocavam pelo bairro de Eastleigh de Nairóbi, capital do Quênia, onde a maioria da população é somali, informaram à agência EFE moradores do local.

Uma destas fontes, que pediu para não ser identificada, informou que a explosão aconteceu por volta das 8h (hora local, 3h de Brasília) e que dois transeuntes que passavam pelo local sofreram também lesões leves.
Segundo o comandante da Polícia queniana, Kinuthia Mbugua, citado pelo jornal local Daily Nation, o veículo, uma caminhonete policial branca, estava no meio de um engarrafamento quando "alguém lançou o que parecia uma granada dentro do carro".

"Informaram-me que um policial morreu no hospital. O outro foi atendido e pode falar", acrescentou Mbugua, que não explicou a gravidade de seus ferimentos.

A polícia deteve várias vezes suspeitos de pertencer ao grupo somali radical islâmico Al Shabab, vinculado à Al-Qaeda, neste bairro, conhecido como "pequena Mogadíscio", pelo número de imigrantes somalis que vivem nele.

Após uma dessas batidas, em janeiro, o líder de Al Shabab, Sheikh Ahmed Godane, divulgou uma mensagem através da internet na qual pediu a seus seguidores para realizar atentados em Nairóbi.

Al Shabab pretende derrubar o Governo Transitório de Mogadíscio e estabelecer no Chifre da África um estado radical muçulmano de cunho wahhabista e, além de ataques e atentados na Somália, também assumiu os dois atentados suicidas com explosivos do dia 11 de julho que causaram pelo menos 76 mortos em Campala.

Fonte: Portal Terra

Al-Qaeda ataca o calcanhar de Aquiles do Ocidente: a economia

PARIS (AFP)— A economia ocidental é, há 15 anos, um alvo da Al-Qaeda, mas, desde a crise financeira de 2008, os partidários de Osama Bin Laden compreenderam que esta é muito mais vulnerável e intensificaram os ataques para arruinar os inimigos, afirmam analistas.

"É a estratégia de ferir para levar à falência", afirmou o americano Daveed Gartenstein-Ross, diretor do centro de estudos da radicalização terrorista na Fundação pela Defesa das Democracias, um centro de reflexão de Washington.

"Bin Laden pensa sinceramente que participou na ruína da União Soviética no Afeganistão e seu objetivo é fazer o mesmo com os Estados Unidos", disse à AFP.

"E é um argumento: as guerras do Iraque e do Afeganistão são incrivelmente caras. Os gastos gerados por estes conflitos e pelas medidas de segurança internacionais são questões legítimas que precisamos expor".
Na capa do terceiro número da revista virtual "Inspire", redigida em inglês pela Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA), os jihadistas citam uma cifra com destaque: 4.200 dólares.

Este é o orçamento do que eles chamam de "Operação Hemorragia", que consistiria no envio a partir de Sanaa de pacotes-bomba aos Estados Unidos, através de empresas de frete aéreo americanas. As bombas foram interceptadas, mas a onda expansiva econômica se propagou por todo o setor, que se viu obrigado a estudar novas e caras medidas de segurança.

"Desde o princípio, nosso objetivo era econômico", afirma a AQPA.

"Forçar o Ocidente a instalar dispositivos de segurança suficientemente eficazes para detectar nossos artefatos explosivos será uma carga pesada adicional nas economias já quebradas".

"Mudaram a estratégia nos últimos dois anos", explica Daveed Gartenstein-Ross.

"Os aspectos econômicos de suas ações eram importantes para eles antes, mas, desde a crise de 2008, centram mais em ataques de menor envergadura, sabendo que as repercussões econômicas jogarão a seu favor".

Pacotes-bomba, ações isoladas de homens-bomba, atentados mais ou menos bem organizados que geram pânico: tudo faz parte do que a AQPA chama de "estratégia dos mil ferimentos", que tem o objetivo de fazer o inimigo sangrar até a morte".

Pressionados pelos mísseis disparados pelos caças teleguiados americanos contra seus refúgios nas zonas tribais paquistanesas, sem possibilidade de deslocamento, os líderes da Al-Qaeda consideram os ataques contra a economia mundial uma forma de ameaçar, de existir e de permanecer no noticiário.

Analistas e policiais destacam ainda que tais operações podem ser executadas por grupos, partidários ou militantes com os quais os líderes da Al-Qaeda sequer estão em contato. Precisam apenas elogiar suas ações na internet, uma vez realizadas, mesmo em caso de fracasso.

Abdel Bari Atwan, editor do jornal Al-Quds Al-Arabi e autor de "História secreta da Al-Qaeda", é um dos poucos jornalistas que já entrevistou Osama Bin Laden várias vezes.

"Ele me disse que seu objetivo era atrair os americanos para as terras árabes e eles caíram na armadilha", disse à AFP.

"O custo da 'guerra contra o terrorismo' desde o 11 de setembro (de 2001) é de quatro ou cinco trilhões de dólares! É fenomenal, tanto como o dinheiro que destinaram para tirar os bancos da crise. A economia americana afundou em parte por culpa do custo destas guerras".

"Os ataques contra as companhias aéreas e o transporte aéreo não são novos: a Al-Qaeda sempre pensou nisso, para criar pânico e afetar a economia. Estão conseguindo", conclui.

As motivações islâmicas de Mohamed Osman Mohamud - O Jihadista de Óregon

Robert Spencer: Frontpage Magazine, 29 de novembro de 2010
Original: Even in Oregon
Tradução: Dextra


Um muçulmano somali de nome Mohamed Osman Mohamud for preso na sexta-feira em Portland, no Oregon, justo quando tentava explodir uma van carregada de explosivos na cerimônia inaugural de iluminação de uma árvore de Natal. Os explosivos eram ítens falsificados que os agentes que estavam seguindo as atividades de Mohamud lhe forneceram; quando eles foram prendê-lo, ele os chutou e gritou, “Allahu akbar!”

Embora os explosivos fossem falsos, "a ameaça foi muito real," de acordo com Arthur Balizan, o agente especial responsável pelo FBI no Oregon. "Nossa investigação," diz Balizan, "mostra que Mohamud estava absolutamente comprometido com a execução de um ataque em uma escala muito grande." O próprio Mohamud disse aos agentes secretos: "Eu quero que quem quer que esteja presente naquele evento saia ou morto ou ferido." Entretanto, agora que surgem mais informações sobre a trama jihadista de Mohamud, a resposta do governo e das autoridades de segurança, da comunidade muçulmana de Portland e da imprensa em geral têm sido monotonamente familiares.

I. As motivações islâmicas de Mohamud

As próprias afirmações de Mohamed Osman Mohamud deixam inequivocamente claro que ele estava esperando cometer assassinato em massa em nome do Islam, no que ele via como um ataque de jihad islâmica. Em um vídeo que ele fez explicando seus motivos, ele vestiu-se com um roupão branco e alguns adornos vermelhos e brancos para a cabeça, e disse aos agentes secretos que ele pensava serem seus cúmplices que ele queria vestir-se "ao estilo do Xeique Osama." Ele começou o vídeo repetindo invocações e orações tradicionais islâmicas: "Eu busco refúgio em Alá contra Satã, o amaldiçoado; em nome de Alá, o piedoso, o misericordioso; todo o louvor a Alá, nós o louvamos, buscamos sua assistência e perdão."

Aí ele avisou os americanos sobre um "dia negro que está chegando para vocês," pois "enquanto vocês ameaçarem nossa segurança, seu povo não vai estar seguro." Ele questionou: "Vocês acharam que poderiam invadir uma terra muçulmana e nós não invadiríamos vocês?" e gabou-se de que "Alá terá soldados espalhados por todo o mundo." Ele conclamou os muçulmanos vivendo nos Estados Unidos: "O que impede vocês de lutarem pela causa de Alá?" E predisse que "vocês verão a vitória do Islam."

Tudo isto se encaixa perfeitamente na doutrina islâmica de que a guerra de jihad torna-se obrigatória (fard Ayn) para todo muçulmano se uma terra muçulmana for atacada por infiéis.

Já há quatro anos atrás, quando tinha apenas quinze anos, Mohamud já tinha chamado a atenção das autoridades de segurança e disse a agentes secretos na época que ele estava orando para saber "se eu deveria....ir, né?, e fazer uma jihad em um outro país ou fazer tipo uma operação aqui." Ele escreveu para uma revisa eletrônica chamada “Jihad Recollections” [Lembranças da Jihad] sobre como os guerreiros da jihad devem "exercitar-se tanto quanto possível, a fim de fazer o maior mal possível aos inimigos de Alá." Eles não deveriam, entretanto, irem a academias e se exercitarem com pesos, ele escreveu, porque acadmias eram lugares definitivamente não-islâmicos, com sua 'música, mulheres semi-nuas [e] livre mistura'."

II. A mesquita local: Mohamud? Que Mohamud?

No entanto, apesar das motivações professadamente islâmicas de Mohamud, o imam Yosof Wanly, do Centro Islâmico Al-farisi, em Corvallis, no Oregon, seguiu um padrão previsível e frequentemente repetido, ao minimizar as ligações de Mohamud com a comunidade muçulmana local. Todo jihadista que já viveu por algum tempo nos Estados Unidos foi simultaneamente um muçulmano devoto e informado, segundo eles mesmos, e, segundo os relatos dos líderes das mesquistas locais, alguém que eles mal viam ou que não se entendia com a comunidade em geral, quando apareceram. Isto leva a uma pergunta maior, que nenhum jornalista teve a inteligência ou a coragem de perguntar: se estes terroristas jihadistas ralmente têm muito pouco ou nada a ver com com suas mesquitas locais e se sua compreensão do Islam difere tão agudamente dos muçulmanos da área, onde eles aprenderam a versão do Islam que os impeliu a tentar o assassinato em massa dos infiéis?

No decorrer de várias entrevistas para a imprensa, entretanto, Wanly acabou revelando que ele tinha um relacionamento mais próximo com Mohamud do que ele provavelmente teria com um membro apagado e que ele mal via de sua congregação. Ele disse que ele e Mohamud tinham "discussões normais do tipo aluno e professor" e caracterizou Mohamud, que abandonou a faculdade na Universidade Estadual do Oregon, como, de acordo com a Associated Press, "um aluno normal que ia a eventos esportivos, às vezes tomava uma cerveja e estava envolvido com a música e a cultura do rap." Embora esta declaração pareça calculada para passar uma imagem que é tudo menos a de um muçulmano sério, observante e devoto, ela também mostra que Wanly conhecia Mohamud melhor do que se esperaria que um imam ocupado de uma grande cidade conhecesse um ex-estudante universitário que só frequentava ocasionalmente sua mesquita.

III. A afirmação sem bases de que o Islam proíbe tais ataques

Wanly disse a respeito de Mohamud: "Ele parecia querer fazer algo para mudar algo. É o que ele pensa, em sua cabeça, e ele tomou a iniciativa." Mas ele declarou: "Em minha humilde opinião, não houve nada que me levasse a pensar que ele planejaria isto. Isto está completa, clara e textualmente proibido na religião islâmica." Ele não ofereceu nenhum texto do Corão ou do Hadith para sustenter esta afirmação e continuou: "Ele tomou esta atitude sem procurar o conselho de ninguém e passou dos limites."

Tudo isto também seguiu um padrão familiar. Nenhum repórter, é claro, perguntou a Wanly se Mohamud poderia ter sido inspirado por passagens como "matai os idólatras onde quer que os encontrardes" (Corão, 9:5). Nenhum repórter pediu para Wanly explicar o que há de incorreto, de acordo com uma perspectiva islâmica, com as afirmações que Mohamud fez sobre a obrigação dos Muçulmanos lutarem em uma jihad defensiva contra os invasores infiéis.  Nenhum repórter lhe perguntou que medidas ele estava adotando para cooperar com as autoridades de segurança para garantir que Mohamud não teria cúmplices ou aliados na mesquita.

IV. A busca por explicações alternativas

Se ele não era mesmo um jihadista islâmico, apesar do testemunho de suas próprias palavras, então, por que Mohamud tentou explodir a cerimônia de inauguração da iluminação da árvore de Natal? Wanly disse que ele teve uma infância difícil, depois de mudar-se com os pais da Somália para os Estados Unidos, quando tinha cinco anos. De acordo com o New York Daily News, “os vizinhos dizem que Mohamud era muito querido em sua família, mas entregou-se ao Islam militante não muito tempo depois que seus pais se separaram. 'Ele era um garoto tranquilo, mas com sua família se separando, quem sabe?' disse ao jornal Adam Napier, que foi vizinho de Mohamed Osman Mohamud durante anos."

Sim, quem sabe? O divórcio dos pais já levou muitos filhos infelizes a explodirem uma bomba em um local lotado e matarem centenas, se não milhares de pessoas, não é mesmo?

É claro que muito mais ataques terroristas foram cometidos por jihadistas islâmicos que leram e levaram a sério as diretrizes do Corão para se lançar guerra contra os infiéis do que por filhos traumatizados pelo divórcio dos pais, mas não importa: quando se trata de exonerar os textos e os ensinamentos islâmicos de qualquer reponsabilidade pela motivação de jihadistas violentos, o governo, as autoridades de segurança e a imprensa juntam-se aos porta-vozes islâmicos, agarrando-se a qualquer explicação alternativa, não importa o quão implausível.

V. A imagem dos muçulmanos como vítimas

Geralmente, apos um ataque jihadista ao Estados Unidos, bem-sucedido ou não, os veículos da imprensa tradicional mostram várias histórias sobre como as comunidades muçulmanas temem uma "reação" contra muçulmanos inocentes da parte de caipiras "islamofóbicos." É claro que estas "reações" nunca se concretizam, mas o objetivo destas histórias é desviar a atenção do público da realidade da jihad islâmica e voltá-la para a ficção de os muçulmanos serem vítimas, vivendo com medo de ataques de justiceiros de rua nos Estados Unidos. Na realidade, os crimes de ódio contra os muçulmanos responderam por apenas oito por cento dos crimes assim classificados nos Estados Unidos em 2009, de acordo com um relatório recentemente publicado do FBI. Os negros e os judeus têm muito mais probabilidade de serem vítimas - e muito menos probabilidade de serem o objeto de reportagens aduladoras da imprensa, falando sobre o grande temor de uma "reação" contra eles.

Mas neste caso, parece ter havido uma reação de verdade: um incêndio ao Centro Islâmico Salman Al-Farisi, em Corvallis. O FBI ofereceu uma recompensa de $10,000 por informações e o porta-voz do FBI Beth Anne Steele disparou: "O FBI não irá tolerar nenhuma retaliação contra a comunidade muçulmana como resultado daquela prisão."

Se este foi realmente um ataque retaliatório justiceiro seguindo-se à tentativa de ataque jihadista à bomba de Mohamud, então é abominável e deve ser inequivocamente condenado. É importante notar, entretanto, que enquanto o Conselho para as Relações Islâmico-Americanas (CAIR [em inglês]), que têm ligações com o Hamas, exigiu que o FBI e à polícia local protegessem a mesquita, o CAIR e outros muçulmanos não hesitaram em chegar ao ponto de fabricarem "crimes de ódio" incluindo ataques a mesquitas. O CAIR e outros grupos como ele precisam de crimes de ódio contra os muçulmanos, porque eles podem usá-los para obterem dividendos políticos e como armas para intimidarem as pessoas, para que fiquem em silêncio sobre a ameaça da jihad.

O incêndio do Centro Islâmico de Corvallis foi um acontecimento fabricado para desviar a atenção do ataque jihadista de Mohamud e trazê-la para os "vítimas" muçulmanas? Não há como saber, se as autoridades de segurança não considerarem esta possibilidade, que é o que eles deveriam fazer, dados os muitos incidentes falsos no passado. Mas se elas realmente vão fazê-lo é uma outra questão.

E então, com este último ataque jihadista contra os americanos, a mesma cena se desenrola mais uma vez: um jihadista islâmico invoca a doutrina islâmica para explicar suas ações, enquanto que as autoridades de segurança, o governo e a imprensa olham todos para o outro lado e se agarraram a explicações alternativas, não importa o quão absurdas. Enquanto isto, a imprensa destaca o quanto, no vácuo de mais uma tentativa de um muçulmano matar os infiéis, os muçulmanos estão sendo novamente vitimados.

O roteiro está escrito há muito tempo. Os personagens estão dispostos. A cada nova conspiração jihadista, tudo o que a imprensa, o governo e as autoridades de segurança e os líderes islâmicos precisam fazer é preencher os espaços em branco.

Robert Spencer é um estudioso da história, teologia e direito islâmico e diretor do Jihad Watch. Ele é autor de 10 livros, onze monografias e centenas de artigos sobre a jihad e o terrorismo islâmico, incluindo os Bestsellers do New York Times: The Politically Incorrect Guide to Islam (and the Crusades) [O guia politicamente incorreto para o Islam (e as Cruzadas)] e  The Truth About Muhammad [A Verdade sobre Muhammad]. Seu último livro é The Complete Infidel’s Guide to the Koran [O Guia completo do Infiel para o Corão] (Regnery), e é o co-autor (com Pamela Geller) de The Post-American Presidency: The Obama Administration’s War on America [A presidência pós-americana: A guerra da administração Obama contra a América](Simon and Schuster).

Imã Paquistanês: "Quem matar Asia Bibi receberá 500 mil rúpias de recompensa!

Só a liberdade e o perdão da pena de morte, não são o suficiente para garantir a vida de Asia Bibi, pois os muçulmanos constatemente mostram sua ira e ameaçam a cristã de morte. Quando algum país oferecerá asilo político? Porque quiseram salvar a muçulmana Sakineh e fecham os olhos para a Cristã Asia Bibi?


A reportagem abaixo é do Estado de São Paulo:


Clérigo paquistanês radical oferece prêmio por morte de cristã

Um clérigo muçulmano paquistanês de linha-dura, pró-Taliban, ofereceu nesta sexta-feira um prêmio a quem matar uma mulher cristã sentenciada à morte por um tribunal pela acusação de ter insultado o Islã.
A sentença contra Asia Bibi provocou um novo debate sobre a lei paquistanesa contra a blasfêmia, que, segundo críticos, é usada para perseguir minorias religiosas, alimentar o extremismo religioso e promover vinganças pessoais. As minorias não-muçulmanas representam mais ou menos 4 por cento dos 170 milhões habitantes do Paquistão.

Maulana Yousef Qureshi, o imã de uma grande mesquita na cidade de Peshawar, no noroeste do país, ofereceu uma recompensa de 5.800 dólares e aconselhou o governo a evitar qualquer tentativa de modificar ou abolir a lei contra a blasfêmia.

"Resistiremos fortemente a qualquer tentativa de revogar leis que garantem a proteção da santidade do Santo Profeta Maomé", disse Qureshi a uma multidão de islâmicos radicais.

"Quem matar Asia receberá 500 mil rúpias de recompensa da Masjid Mohabat Khan", disse o clérigo, aludindo à sua mesquita.

Acredita-se que Qureshi não tenha uma grande base de seguidores, mas declarações de clérigos podem provocar reações violentas e complicar os esforços governamentais para combater o extremismo religioso e a militância.

Qureshi, que lidera há décadas a congregação da mesquita Mohabat Khan, do século 17, disse à Reuters mais tarde que está determinado a ver a mulher cristã morta.

"Esperamos que ela seja enforcada. Se isso não acontecer, pediremos aos mujahedines (combatentes islâmicos) e o Taliban a matará."

Bibi, que tem 45 anos e é mãe de quatro filhos, é a primeira mulher a ser sentenciada à morte por causa da lei contra a blasfêmia.

As condenações por blasfêmia são comuns no Paquistão, de maioria muçulmana. Embora a condenação à morte nunca tenha sido executada, já que a maioria das condenações é revogada após recursos, fanáticos e multidões enfurecidas já mataram muitas pessoas acusadas de blasfêmia.

Depois de condenada, Bibi fez um apelo ao presidente Asif Ali Zardari, pedindo para ser perdoada e dizendo que foi acusada injustamente por vizinhos devido a uma briga por motivos pessoais.

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,clerigo-paquistanes-radical-oferece-premio-por-morte-de-crista,648999,0.htm


Peço que continuem com a petição pela vida de Asia Bibi, não podemos deixar a chama da batalha bruxulear!

O inimigo mora ao lado: Chávez e Evo enviariam urânio ao Irã

Andrei Netto CORRESPONDENTE / PARIS - O Estado de S.Paulo
 
O Departamento de Estado americano obteve informações em março de 2009 segundo as quais o Irã venderia armas à Venezuela, disfarçando os carregamentos em caixas de materiais eletrônicos. No sentido contrário, suspeitavam diplomatas americanos, Teerã buscaria na Venezuela e na Bolívia urânio para alimentar seu programa nuclear.


As suspeitas foram divulgadas ontem graças a mais revelações de telegramas diplomáticos secretos divulgados pelo site WikiLeaks.

As suspeitas começaram no início de 2006, quando Teerã aproximou-se dos governo do venezuelano Hugo Chávez e do boliviano Evo Morales. Desde então, acordos comerciais e a presença de técnicos iranianos em jazidas de minério nos dois países latino-americanos foram esquadrinhados por serviços diplomáticos e secretos dos EUA. Segundo os despachos, isso ocorreu em especial após 2009, quando o ministro de Indústrias venezuelano, Rodolfo Sanz, afirmou que as "proporções geológicas" de seu país indicam que a Venezuela pode "ter importantes reservas de urânio".

Os telegramas das embaixadas dos EUA em Caracas e Bogotá, revelados pelo site, contêm testemunhos que confirmariam a presença de um total de 57 técnicos iranianos "que não respondem à administração venezuelana" e trabalhariam em órgãos de mineração e geologia.

Os americanos ponderaram ainda que a Venezuela "não tem cientistas qualificados para levar a cabo um programa nuclear", o que reforçaria a suspeita de colaboração com o programa nuclear iraniano.
A mesma suspeita teria sido levantada por autoridades de Israel, que, em maio de 2009, advertiam os diplomatas americanos que Irã, Bolívia e Venezuela colaboravam entre si na questão nuclear.

Em outros despachos, de março de 2009, o Departamento de Estado americano é informado que o Irã estaria enviando carregamentos de armas e produtos químicos para a Venezuela, por meio da Turquia. "Autoridades venezuelanas esperavam receber um carregamento de veículos aéreos não tripulados (UAV) e de material relacionado do Irã, via Turquia, em maio de 2009. Funcionários venezuelanos acreditavam que o equipamento podia ser embalado novamente e rotulado como equipamento eletrônico, transportado por rodovias do Irã à Turquia. Uma vez na Turquia, seria carregado em um navio de transporte marítimo", diz um dos documentos.

Os diplomatas americanos completam: "Os EUA acreditam que essa transferência constitui armamento e material relacionado, o que o Irã é proibido de transferir, nos termos do Resolução do Conselho de Segurança da ONU de número 1.747". E a suspeita não foi a primeira. Segundo um despacho, um caso semelhante teria ocorrido em janeiro de 2009, quando o Irã teria tentado enviar por navio, via Turquia, tambores de produtos químicos contendo nitrato e sulfito, além de instrumentos de laboratório desmontados, "o que poderia ser usado para fazer bombas".

Outro telegrama, este assinado pela secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, pede a 25 embaixadas americanas na América Latina mobilização total por informações a respeito das relações dos governos locais com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad. O documento, também secreto, é datado de janeiro de 2009.

"Analistas de Washington avaliam que Teerã está tentando chegar a países da América Latina para reduzir seu isolamento diplomático e reforçar os laços com países esquerdistas da região, com os quais Teerã imagina poder compartilhar sua agenda anti-EUA", diz o documento, que lista dezenas de questões que deviam ser respondidas sobre o tema pelos diplomatas americanos, todas relacionadas a uma preocupação central: "Qual é o objetivo final da extensão do Irã à América Latina?"


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Malásia: Campo de concentração muçulmano para Cristãos


A reportagem acima, mostra uma prisão de "reconversão" na Malásia. Todos aqueles que são acusados de apostasia e se convertem ao Cristianismo, são levados para essa prisão, onde passam por processos até que se convertam novamente ao Islamismo. No entanto, existem informações que alguns que foram para a "reconversão" e nunca mais retornaram.

Indonésia: Polícia frusta atentado a bomba contra Católicos

Segundo publicado pelo Taiwan News, na Indonésia, a polícia frustou um ataque planejado contra a minoria Católica da região.

O tenente-coronel Irwan Ramaini disse que cinco bombas caseiras foram encontradas na boca de uma caverna na província de Yogyakarta, de maioria muçulmana,onde centenas de fiéis católicos se reuniram na quinta-feira. Outras duas bombas similares foram encontradas em um posto policial nas proximidades.

Os explosivos foram feitos com garrafas cheias de gasolina, ligadas a temporizadores e detonadores.

Católicos peregrinam uma vez por mês para a caverna onde a Virgem Maria teria aparecido. Ninguém reivindicou o atentado e a polícia ainda não tem informações sobre os autores.

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