quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Hamas adverte que diálogo direto com Israel busca liquidar causa palestina

Damasco, 24 ago (EFE).- O líder máximo do Hamas, Khaled Meshaal, exilado em Damasco, advertiu nesta terça-feira que as negociações diretas entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP), que qualificou de "ilegítimas", têm como objetivo liquidar a causa dos palestinos.

"As conversas diretas são produto da coerção, de um pedido americano. As negociações nunca terão solução. Mesmo que tenham sucesso, elas liquidarão a causa palestina", disse Meshaal aos jornalistas.

Na semana passada, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, anunciou que israelenses e palestinos iniciariam em 2 de setembro, em Washington, negociações diretas de paz com mediação da Casa Branca.

A ANP aceitou entrar no processo direto de diálogo após semanas de intensas pressões e três meses de conversas indiretas que não parecem ter obtido resultado algum.

Além disso, Meshaal pediu ao presidente egípcio, Hosni Mubarak, e ao rei Abdullah II da Jordânia, que confirmaram sua presença na reunião do próximo dia 2, para que não participem dessa conferência de paz, já que a única coisa que conseguirão será "uma catástrofe" para todos.

O secretário-geral do escritório político do grupo islâmico fez, além disso, um pedido para consolidar a unidade palestina e impor a resistência.

Meshaal acrescentou que os negociadores da ANP não estão autorizados a representar todos palestinos nessas conversas diretas.

O processo de paz permanece estagnado desde dezembro de 2008, após uma operação militar israelense contra a Faixa de Gaza, na qual morreram 1,4 mil palestinos, em sua maioria civis.

O início de conversas diretas foi anunciado após sete rodadas de diálogo indireto iniciado em 9 de maio passado, com a mediação do enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell.

Fonte: EPA

Al-Qaeda no Iêmen é a maior ameaça aos EUA, diz CIA

WASHINGTON - A agência de inteligência americana (CIA, sigla em inglês) afirma que o braço da Al-Qaeda no Iêmen é a principal ameaça à segurança dos EUA, acima da facção do Paquistão, onde, acredita-se, pode estar o líder da organização, Osama bin Laden, afirma nesta terça-feira, 25, o jornal Washington Post.

Fontes oficiais confirmaram ao jornal que, pela primeira vez desde os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, analistas da CIA assinalaram a Al-Qaeda no Iêmen como a ameaça "mais urgente" para os EUA.


A CIA detectou um aumento das operações da filial iemenita da Al-Qaeda, que levou altos funcionários do governo a estudarem possíveis operações na região, incluindo uma proposta para realizar voos com aviões não tripulados em apoio a uma eventual campanha clandestina do exército dos EUA, indicaram. "Estamos tentando aproveitar toda a capacidade que temos", afirmou um alto funcionário do governo do presidente Barack Obama.


O jornal lembra que a CIA realizou uma operação em 2002 no Iêmen, causando a morte de vários militantes da Al-Qaeda, mas, segundo membros da própria agência, a CIA não teve capacidade para operar na península por vários anos.


Os funcionários, que falaram em condição de anonimato, assinalaram que os analistas continuam vigiando os movimentos da Al-Qaeda e seus filiados em zonas tribais do Paquistão, considerados "inimigos supremos" dos EUA.


Segundo os funcionários, as últimas ações contra o grupo terrorista no Paquistão causaram numerosas baixas na Al-Qaeda, e por isso os guerrilheiros do Iêmen ressurgiram como maior ameaça potencial.


Em um destes ataques, morreu em maio Mustafa Abu al-Yazid, que foi interceptado por um avião não-tripulado americano em solo paquistanês e que, além de ser o chefe de operações financeiras, era considerado o "número três" da organização.


As autoridades americanas reiteraram que não descansarão até que consigam prender Bin Laden e outros responsáveis da rede terrorista, que, acredita-se, estão escondidos em algum ponto das montanhas do Paquistão.

Fonte

Atentado deixa 3 soldados feridos na Mauritânia

NUAKCHOTT - Três soldados mauritanos ficaram feridos nesta quarta-feira depois que um terrorista entrou com um veículo carregado com explosivos em um quartel militar em Nema (leste da Mauritânia), segundo testemunhas.

O veículo, um Toyota Land Cruiser, conseguiu forçar a porta do quartel durante a noite, o que fez explodir a carga explosiva, assinalaram as testemunhas.

Embora não tenham sido divulgados detalhes, as primeiras informações mostram que três soldados sofreram ferimentos leves.

Alguns importantes edifícios administrativos das proximidades do quartel também sofreram danos.

Trata-se do segundo ataque com explosivos na Mauritânia, depois do que foi realizado contra a Embaixada francesa em Nuakchott, em agosto de 2009, e que feriu dois agentes franceses e causou a morte do terrorista.

Tudo indica que por trás do atentado está o grupo Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI), que ameaçou a Mauritânia depois da operação que o país lançou conjuntamente com tropas francesas contra uma base do grupo em Mal, que acabou com a morte de sete terroristas.

Fonte: Estadão

Ataques suicidas matam mais de 50 no Iraque

BAGDÁ - Mais de uma dezena de atentados deixaram mais de 50 pessoas mortas em ataques aparentemente coordenados contra forças de segurança do Iraque nesta quarta-feira, 25. As investidas ocorrem menos de uma semana antes de os EUA encerrarem formalmente suas operações de combate no país.

Os ataques também feriram mais de 200 pessoas, demonstrando a fragilidade da segurança no Iraque e a tensão na situação política do país, mais de cinco meses depois de uma eleição que não resultou em um claro vencedor. O governo ainda não foi formado.

Na cidade de Kut, cerca de 150 quilômetros ao sul de Bagdá, um ataque suicida com carro-bomba matou pelo menos 26 policiais e feriu 87, disse o tenente-coronel Aziz al-Amarah, comandante da unidade policial de resposta rápida na província de Wasit. "Partes do prédio desabaram e ainda há corpos de policiais sob os escombros, incluindo o do chefe de polícia", disse Amarah por telefone.

Segundo testemunhas, a explosão de um carro-bomba em um quartel policial no nordeste de Bagdá deixou pelo menos 15 mortos e 58 feridos. O prédio ficou severamente danificado. Também na capital, mas na região norte, três pessoas morreram e outras 12 ficaram feridas pela explosão de um carro-bomba perto de uma praça.

A explosão de mais duas bombas no centro de Bagdá deixou pelo menos oito civis feridos.

Em mais um atentado com carro-bomba contra outra delegacia, mas na cidade de Kerbala, a 110 quilômetros de Bagdá, seis pessoas morreram e quatro sofreram ferimentos, entre elas dois policiais.

Além disso, um oficial da polícia iraquiana morreu e outros dois agentes ficaram feridos em um ataque realizado por um grupo de homens armados contra um posto de controle policial no sudoeste de Bagdá.

Na cidade de Al-Maqdadiya, 40 quilômetros a nordeste de Baquba, capital da província de Diyala, um carro-bomba foi detonado contra o escritório do governador e matou três pessoas, deixando outros 17 feridos, sendo 12 policiais.

Além disso, uma bomba explodiu em um mercado popular na zona de Bahraz, 10 quilômetros ao sul de Baquba, durante a passagem de uma patrulha da polícia iraquiana, causando a morte de um oficial e deixando outro ferido. Pouco depois, foi detonada outra bomba, coincidindo com a chegada de reforços da Polícia ao local. A segunda detonação deixou quatro agentes feridos.

A fonte acrescentou que depois de cerca de meia hora foram detonados simultaneamente outros três explosivos junto a casas próximas. Como consequência da tripla explosão, um civil morreu e outros cinco ficaram feridos, dois em estado grave. A polícia impôs o toque de recolher na região para evitar mais ataques.

Outro civil faleceu na localidade de Baladruz, a 50 quilômetros de Baquba, também pela detonação de uma bomba. Além disso, a fonte indicou que 10 pessoas sofreram ferimentos de diferentes gravidades pela explosão de um carro-bomba perto de uma delegacia no centro de Basra, a 550 quilômetros de Bagdá.

Em outro incidente, quatro homens morreram enquanto colocavam artefatos explosivos: dois pela explosão de uma bomba que tentavam colocar em uma estrada de Al Faluja, 50 quilômetros a oeste de Bagdá, e outros dois pela explosão de um veículo carregado de explosivos que estava sendo estacionado em uma rua do centro de Ramadi, capital da província ocidental de Al-Anbar.

Fonte

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O Jovem Homem-Bomba - Aos 18 anos de Idade ele se explodiu em Jacarta








Em julho de 2009, um rapaz de 18 anos de idade entrou no lobby do hotel JW Marriot em Jacarta, capital da Indonésia e se explodiu. Cinco morreram e muitos ficaram feridos no ataque.

 
A polícia identificou rapidamente o suicida como sendo Dani Dwi Permana - uma adolescente sem antecedentes criminais ou históricos de violência.

Então, o que poderia ter levado o jovem a cometer tal ato? Era essa a questão que afligia o irmão mais velho de Dani, Jaka Karyana, e um ano após aquele dia, ele partiu para descobrir a resposta.

Os cineastas Lynn e James Leong viajaram com Jaka em sua busca emocional para descobrir o que transformou o seu irmão em um militante suicida.

Quando assistimos o noticiário na TV há quase um ano - um atentado suicida no JW Marriot Hotel em Jacarta e outro no final da rua no Ritz Carlton. Havia restos de vidros quebrados, uma multidão de repórteres e equipes de câmera. Vimos sacos com corpos em frente aos hotéis. Mas, o que realmente nos chamou a atenção foi às imagens liberadas pela polícia e mostradas pela CCTV, de um jovem esguio, bastante calmo, carregando sua bagagem pelo lobby do Marriot... e, em seguida, a explosão. Este era Dani Dwi Permana. Ele tinha apenas 18 anos quando morreu.

Por que um adolescente cometeria tal ato? Em março deste ano, o tema surgiu durante uma conversa com amigo editor da revista. Um de seus freelancers havia se encontrado recentemente com a família de Dani. Perguntei-lhes então se estariam interessados em compartilhar sua história em um documentário de TV. O pedido foi seguido de telefonemas e emails. Ficamos um pouco surpresos quando eles concordaram.

Desde o inicio, tínhamos a intenção de construir nosso filme em torno do irmão mais velho de Dani. Jaka Karyana havia deixado a universidade para apoiar seu irmão mais novo, depois que seus pais se separaram.


Uma vida ordinária

Antes de irmos para Jacarta, não tínhamos idéia o quanto Jaka estava disposto a compartilhar. Mas, ele nos surpreendeu com sua franqueza. Era como se quisesse nos mostrar um lado de Dani que ninguém conhecia. Passávamos horas ouvindo história de suas infância, os jogos que jogaram, o que sofreram, o fato de que Dani amava jogar basquete. Jaka queria que soubéssemos que havia mais no seu irmão do que uma tragédia terrível. O homem-bomba também foi uma criança normal. E isso foi talvez o que mais nos chocou em sua história, a simplicidade da vida que levavam antes de seus pais se separarem. Um pai que trabalhava como segurança, uma mãe que cuidava da casa, uma casa em um bairro tranqüilo em uma agradável parte da cidade, por fim orações à noite.

A mãe de Jaka teve o cuidado de nos dizer que seus filhos eram bons garotos: "Muitas crianças se envolvem com drogas, Jaka e Dani nunca se envolveram".

Então o que aconteceu?

Quatro meses antes do ataque terrorista, o pai dos jovens, Zulkifli, foi preso e condenado por roubo. Eles perderam sua casa. Sua mãe, Kartini, simplesmente desmoronou emocionalmente, incapaz de lidar com a situação, ela decidiu voltar para sua cidade natal em Kalimantan. Kartini levou seus dois filhos menores com ela. Enquanto Jaka e Dani foram deixados à própria sorte.

Quatro meses. Pouco tempo, mas o suficiente para Dani se transformar. Quatro meses vivendo por conta própria, sem outro adulto por perto para lhe dar suporte emocional além do clérigo religioso que o convenceu a fazer o "sacrifício supremo".


A comunidade


Seis pessoas, incluindo Dani, foram mortas no ataque e muitas outras ficaram feridas.

Se Jaka e sua família estavam dispostos e abertos a partilhar, as pessoas em sua comunidade eram completamente o oposto.

Por várias vezes solicitamos autorização para filmar dentro da Mesquita que Dani freqüentava, mas sempre fomos impedidos. Os velhos amigos de Dani, inicialmente concordaram em nos encontrar, depois adiaram por duas vezes, até cancelarem de vez o encontro.

Passamos um dia frustrante na velha escola de Dani, tentando convencer sua ex-diretora a conversar. Queríamos dar a ela uma chance de explicar por que era difícil identificar um suporto homem-bomba entre seus alunos. Em vez disso, ela convocou Jaka ao seu escritório e passou horas a interrogá-lo sobre o filme.

Era como se a comunidade se sentisse marcada por sua associação com Dani. Seu crime, embora não seja deles, era algo sobre o qual eles não desejavam falar, ou até mesmo relembrar.

Durante as filmagens, conseguimos organizar um encontro entre Jaka e Nasir Abbas, um ex-membro do grupo terrorista Jemaah Islamiyah que tem ligações com a Al-Qaeda. Abbas agora é uma importante voz contra a Jihad além de conhecer Noordin Top, o homem que planejou o ataque suicida de Dani.

Queríamos ver Abbas para podermos ir a fundo na pesquisa e Jaka estava bastante ansioso para saber mais. Nasir concordou então em marcar uma reunião. Eles conversaram por mais de duas horas, e o centro da discussão foi entorno de que a ação de Dani foi fruto de uma lavagem cerebral ou escolha própria.


"Nunca o abandonarei"


No final, foi abordado o assunto que pensamos que seria bastante difícil - a religião. Mas, mesmo assim, Jaka foi surpreendentemente tranqüilo. Ele admitiu inicialmente ter tido raiva de Deus, mas disse que acabou chegando a um acordo com sua fé.

Jaka foi categórico na sua afirmação de que o Islã é uma religião boa, uma religião que ensina as pessoas a não fazer coisas ruins. Kartini também nos disse que uma das primeiras coisas que fez após saber da morte de Dani foi rezar.

Porque Dani fez o que fez? As respostas são muito mais complexas do que inicialmente acreditávamos. Alguém poderia ter feito algo para detê-lo? Nós nunca saberemos.

 O que fica claro é que Jaka está determinado a nunca deixar a historia se repetir em sua família. Nossos últimos minutos de filmagem são dos meninos e sua mãe se divertindo em uma piscina pública. Jaka está segurando seu irmão mais novo que não sabe nadar, prometendo que ele nunca irá deixá-lo.


Fonte: Al Jazeera

Atentado mata ao menos 31 na capital da Somália

MOGADISCIO - Ao menos 31 pessoas morreram nesta terça-feira, 24, em um ataque a um hotel de Mogadiscio, capital da Somália. Segundo o governo, o atentado foi realizado por um homem-bomba e atiradores e reclamado pelo grupo terrorista al-Shabab. Seis membros do Parlamento estão entre as vítimas.
Segundo um comunicado do governo, alguns dos terroristas estavam vestidos de guardas no momento do atentado. O ministro da Informação somali classificou o caso como "um ato deplorável durante o mês sagrado do Ramadã".
O ataque ocorre apenas um dia depois de o porta-voz do al-Shabab, grupo ligado à rede terrorista Al-Qaeda, ameaçar com o início de uma guerra contra os "invasores", uma referência aos 6 mil soldados da União Africana na cidade.

Polícia do Iêmen mata 18 supostos membros da Al Qaeda


Sana, 24 ago (EFE).- Dezoito supostos integrantes da rede terrorista Al Qaeda morreram em vários confrontos com a Polícia no sul do Iêmen, em operação que começou há quatro dias, informaram nesta terça-feira à agência Efe fontes de segurança.

A operação, na localidade de Luder, na província de Abuan, começou após a morte de 11 policiais em uma emboscada supostamente armada por homens pertencentes à Al Qaeda contra um comboio policial na sexta-feira.

Durante uma batida na segunda-feira, em Luder, quatro suspeitos foram mortos em enfrentamentos com a Polícia, destacaram as fontes.

Outros 14 supostos integrantes do grupo terrorista morreram em tiroteios registrados entre sexta-feira e sábado.

As forças da Polícia iemenita, apoiadas por unidades do Exército, sitiaram a cidade no sábado passado para impedir a fuga de homens armados, que supostamente se refugiam em Luder, localidade que conta com cerca de 100 mil habitantes.

Segundo as testemunhas, centenas de civis abandonaram suas casas nesta terça e se refugiaram em escolas e mesquitas, fugindo dos confrontos.

Um comunicado do Ministério do Interior iemenita explicou que a Polícia fez várias batidas em casas onde supostamente se escondiam membros da Al Qaeda, no terceiro dia de uma ampla operação contra a infraestrutura do grupo.

Segundo a nota, um grupo de supostos terroristas conseguiu fugir da cidade. Durante a operação, os agentes apreenderam morteiros, metralhadoras, bombas e munição.

As autoridades acreditam que os insurgentes recebem apoio do movimento que luta pela independência do sul do Iêmen.

Fonte: EFE

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