segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Líder do grupo islâmico Al - Shebab morto pelas tropas governamentais

Mogadíscio- O líder da al-Qaeda na Somália, onde lutava com o grupo islâmico somali Al Shabab, foi morto domingo durante um confronto com tropas governamentais, informaram fontes do governo e dos radicais islâmicos.  
Mapa da Somália
Mapa da Somália
Abu Jalid, de origem iemenita, foi ferido com gravidade, juntamente com cerca de uma dúzia de outros combatentes estrangeiros que combatiam com o Al Shabab, e foi transferido para o hospital do grupo na localidade de Jawhar, situado 90 quilómetros a norte de Mogadíscio, onde faleceu.  

Um comandante do Al Shabab, que requereu o anonimato, confirmou à agência Efe que "o mártir Rayah Abu Jalid morreu como um herói no hospital de Jowhar esta noite. Fora gravemente ferido de manhã e morreu horas depois".  


O governo provisório de Mogadíscio, apoiado pela comunidade internacional, também confirmou a morte de Abu Jalid e assinalou que esta é uma perda importante para o Al Shabab e a Al-Qaeda na região do Chifre da África.   

O general Ahmed Guled afirmou à Efe: "Este sábado matámos 12 combatentes estrangeiros, entre os quais o principal chefe da célula armada da Al -Qaeda no país, Rayah Abu Jalid".  


Acrescentou que Abu Jalid "é o principal combatente estrangeiro morto" depois do seu antecessor, Abu Musab.  

A Al-Qaeda tem na Somália várias centenas de combatentes que apoiam o Al Shabab, uma milícia que luta para derrubar o governo provisório e impor um governo radical muçulmano, de orientação wahabita, no Chifre da África.  O governo provisório, dirigido pelo presidente Sharif Sheikh Ahmed, está apoiado em oito mil soldados da Missão da União Africana na Somália (AMISOM) e controla apenas algumas partes de Mogadíscio, como o complexo do palácio presidencial, o aeroporto e o porto.    

A Somália não tem governo efectivo desde 1991, quando foi derrubado Mohamed Siad Barre, e o seu território está controlado por milícias islâmicas, senhores da guerra tribais e bandidos.  

Fonte: Angola Press

Irã usa ambulância para ajudar Hezbollah, revela WikiLeaks

AE - Agência Estado - BEIRUTE - Ambulâncias iranianas do Crescente Vermelho foram usadas para contrabandear armas para o grupo militante islâmico libanês Hezbollah durante a guerra desse grupo com Israel, informa um documento diplomático dos EUA, vazado no domingo, 28, pelo site WikiLeaks. 
 
Memorandos do Departamento de Estado americano dizem que suprimentos médicos do Crescente Vermelho "também serviram para facilitar o envio de armas". Hezbollah e Israel travaram um confronto de 34 dias, que deixou 1.200 libaneses e 160 israelenses mortos.

Mais de 250 mil documentos do Departamento de Estado foram divulgados ontem pelo site WikiLeaks. Segundo um deles, uma pessoa cujo nome não foi publicado "tinha visto mísseis nos aviões destinados ao Líbano", enquanto os suprimentos eram colocados no avião.

Um porta-voz do Hezbollah não quis comentar o caso, argumentando que não tinha lido o documento. O Irã tem laços de quase 30 anos com o Hezbollah e suspeita-se que financie o grupo militante, com milhões de dólares por ano e ainda fornecendo armas.

Durante o conflito de 2006, o Hezbollah disparou quase 4 mil foguetes no norte israelense, incluindo vários de médio alcance, que atingiram pela primeira vez a terceira maior cidade de Israel, Haifa. As informações são da Associated Press.
 

Chefe do Hamas: incêndios em Israel são "golpes de Deus

O chefe do Governo em Gaza do movimento islamita Hamas, Ismail Haniyeh, classificou neste domingo o incêndio no norte de Israel como "golpes de Deus" em castigo "pelo que fizeram". "Estes incêndios são golpes divinos pelo que (Israel) têm feito", disse à imprensa em Gaza antes da reza coletiva para pedir por chuva.

A Autoridade Nacional Palestina (ANP), com sede na cidade cisjordaniana de Ramala e presidida pelo líder do Fatah, Mahmoud Abbas, respondeu com o envio de ajuda e uma mensagem de solidariedade diante da tragédia, que causou 41 mortos.

O Governo palestino anunciou nesta manhã em comunicado que três de seus carros de bombeiros com 20 homens entraram em território israelense e seguem para região afetada pelas chamas para unirem-se aos outros bombeiros palestinos no território.

"É dever de um bombeiro salvar vidas e a ajuda humanitária está acima de qualquer situação. Esta é uma terrível tragédia que nós mesmos poderíamos ter enfrentado. Se isso nos tivesse acontecido temos certeza de que teríamos esperado a mesma resposta", assinalou o brigadeiro Ahmed Riziq, da proteção civil palestina, citado na nota.

O fogo, que obrigou a evacuar de suas casas 17 mil israelenses, está ainda ativo em quatro áreas. Três pessoas permanecem desaparecidas e outras 17 estão feridas, três com gravidade.

Até agora, o incêndio já arrasou 5 mil hectares com 5 milhões de árvores, segundo dados do Fundo Nacional Judeu. A investigação inicial aponta para um caso de negligência na queima de resíduos domésticos.

Fonte: Portal Terra

Geert Wilders defende assentamentos judaicos

Geert Wilders, disse hoje em Tel-Aviv que Israel deveria construir mais assentamentos na Cisjordânia, em desafio aberto aos pedidos internacionais para que cesse a construção de moradias de colonos em territórios palestinos. Wilders chegou mesmo a defender a anexação da Cisjordânia por Israel. "Um país que tem apenas 15 quilômetros de largura é impossível de ser defendido", disse Wilders, se referindo à faixa mais estreita de território israelense entre o Mediterrâneo e a fronteira da Cisjordânia mais próxima do mar.

Wilders afirmou que os judeus israelenses têm o direito de viver na Cisjordânia, capturada por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967. "As cidades e vilarejos judaicos na Judeia e na Samaria não são impedimentos à paz. Elas são uma expressão do direito dos judeus existirem nesta terra" afirmou, referindo-se aos nomes bíblicos da Cisjordânia. Cerca de 2,5 milhões de palestinos vivem na Cisjordânia, bem como 500 mil colonos judeus. Wilders afirmou que a vizinha Jordânia deveria receber os 2,5 milhões de palestinos.
As visões de Wilders são compartilhadas por apenas um pequeno espectro da direita israelense. Israel capturou Cisjordânia, Jerusalém Oriental e a Faixa de Gaza, todos territórios palestinos, em 1967. As informações são da Associated Press.

"Wikileaks lista 'alvos para o terror' contra os EUA".

É fato inegável que os documentos vazados pelo Wikileaks são importantes dados jornalísticos. No entanto, qual o real objetivo do site? Qual o seu benefício?


Essas perguntas surgem após as últimas publicações do site, onde foram divulgados pontos estratégicos da segurança americana. O site simplesmente joga na internet, pontos estratégicos que segundo o próprio governo americano “são pontos cruciais para a segurança do país”. Ou seja, o site divulgou ótimos alvos para os terroristas.


Reproduzo a reportagem publicada pelo Estado de São Paulo:

WASHINGTON - Uma longa lista de locais descritos pelos EUA como vitais para a segurança nacional foi divulgada nesta segunda-feira, 6, como parte dos documentos americanos secretos que vêm sendo publicados pelo site WikiLeaks.

O Departamento de Estado americano pediu em 2009 a todas as missões diplomáticas do país no exterior informações sobre uma lista de instalações cuja perda poderia afetar criticamente a segurança nacional dos EUA. A lista inclui oleodutos, centros de comunicação e de transporte, minas e fábricas de produtos médicos.

O documento é considerado possivelmente o mais polêmico divulgado até agora pelo Wikileaks, que vem divulgando desde o domingo passado um pacote de mais de 250 mil comunicações diplomáticas secretas dos EUA.

A definição de segurança nacional americana revelada pelo comunicado do Departamento de Estado é ampla e abrangente.

Além dos locais mais óbvios de infraestrutura estratégica, o documento contém ainda locais diversos como uma mina de cobalto no Congo, uma fábrica de soro antiofídico na Austrália e uma fábrica de insulina na Dinamarca.

No Brasil, o documento enviado pelo Departamento de Estado lista cabos de comunicação submarinos com conexões em Fortaleza e no Rio de Janeiro e jazidas de minério de ferro, manganês e nióbio em Minas Gerais e em Goiás.

O comunicado pede às missões americanas informações sobre todas as instalações cuja perda poderia ter um impacto crítico sobre a saúde pública, a segurança econômica ou a segurança nacional dos EUA.
Alvos potenciais

A lista no documento divulgado pelo Wikileaks é considerada como uma relação de alvos potenciais para ataques contra interesses americanos no exterior. O diário britânico The Times publicou a notícia sob o título "Wikileaks lista 'alvos para o terror' contra os EUA".

Alguns locais recebem uma qualificação especial na lista, como o entroncamento de oleodutos de Nadym, no oeste da Sibéria, descrito como "a instalação de gás mais importante do mundo". O local é um importante ponto de trânsito do gás russo exportado para a Europa Ocidental.

Em alguns casos, indústrias farmacêuticas específicas ou fábricas de produtos sanguíneos são especificadas por sua importância crucial para a cadeia global de suprimento. Para muitos críticos, o documento gera o questionamento sobre quais os benefícios dos vazamentos do WikiLeaks.

"Esta é mais uma evidência de que eles têm sido geralmente irresponsáveis, à beira da criminalidade", afirmou o ex-ministro das Relações Exteriores da Reino Unido Malcolm Rifkind. "Este é o tipo de informação que os terroristas têm interesse em conhecer", disse.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Peña Esclusa advertiu que Irã poria mísseis na Venezuela

Esta não é a primeira vez que Peña Esclusa antecipa publicamente as estratégias do governo venezuelano.

Bogotá, 3 de dezembro - O Presidente de UnoAmérica, Alejandro Peña Esclusa, advertiu há quase dois anos que o Irã instalaria mísseis na Venezuela, como acaba de confirmar o prestigioso diário alemão Die Welt.

Em um artigo intitulado "Chávez, Ahmadinejad e a nova crise dos mísseis" [1], publicado em 28 de fevereiro de 2009, Peña Esclusa prognosticou que Chávez tentaria se perpetuar no poder detonando uma crise missilística, idêntica à que propiciou Fidel Castro em 1962.

Peña Esclusa explicou que, como a ameaça soviética já não existe, Chávez recorreria "à ameaça moderna do século XXI: o fundamentalismo islâmico", assinalando especificamente o Irã, sob o governo de Mahmoud Ahmadinejad.

Em princípios do ano de 2009, o artigo de Peña Esclusa foi publicado nos meios de comunicação nacionais e internacionais, não só em espanhol mas também em inglês, francês, italiano e português, e foi resenhado como manchete do prestigioso jornal judeu "Front Page Magazine"[2].

No passado 26 de novembro, Die Welt informou que durante a última visita de Chávez a Teerã chegou-se a um acordo para a edificação de uma base militar operada pelo Irã e a Venezuela, para o desenvolvimento de mísseis terra-terra tipo "Scud" e tipo "Shahab", de 1.300 a 1.500 quilômetros de alcance. O periódico alemão acrescenta que o Conselho Supremo de Segurança do Irã deseja instalar esta base "para aumentar seu poder de dissuasão contra o ocidente".

Esta não é a primeira vez que Peña Esclusa antecipa publicamente as estratégias do governo venezuelano. De fato, ele prognosticou quase todos os passos que Chávez deu desde 1995 até a presente data. Essa é uma das razões pelas quais o governo decidiu encarcerá-lo, recorrendo a uma vil montagem midiática e policial.



Notas:

[1] Artigo intitulado "Chávez, Ahmadinejad e a nova crise dos mísseis" (em português), disponível em http://fuerzasolidaria.org/?p=2284

[2] Entrevista em "Front Page Magazine" - "Unholy Alliance to the South", disponível emhttp://archive.frontpagemag.com/readArticle.aspx?ARTID=34363



Tradução: Graça Salgueiro

Brasil vigia suspeitos de elo com extremistas no Irã

O governo Lula monitora há três anos um grupo de brasileiros suspeitos de ter recebido instruções e dinheiro de organizações islâmicas para desenvolver atividades ou núcleos terroristas no país, informa reportagem de Lucas Ferraz, publicada neste domingo pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
Segundo a reportagem apurou, a Polícia Federal abriu inquérito para investigar o caso, que também é acompanhado pela Abin, órgão de inteligência ligado à Presidência. Os brasileiros são monitorados desde que o governo recebeu um informe da CIA, o serviço secreto dos EUA. 

O despacho informava que esse grupo, de cerca de 20 pessoas, viajou em 2008 ao Irã com o suporte logístico do Hizbollah e da Jihad Islâmica, milícias que não reconhecem o Estado de Israel e que são consideradas terroristas por vários países. 

A CIA acredita que esses brasileiros não foram escolhidos a esmo para ir ao Irã, mas sim recrutados para aprender como montar células políticas e/ou armadas.
A Folha apurou que os suspeitos --todos convertidos ao Islã-- são de cidades do Rio de Janeiro, de São Paulo, do Paraná e de Estados do Nordeste. Eles viajaram em duas datas diferentes a Teerã, capital iraniana.
Leia a reportagem completa na Folha deste domingo, que já está nas bancas. 


Editoria de Arte/Folhapress

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