terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Manifestantes protestam e fazem greve de fome pela vida de Asia Bibi

Segundo publicado pela Asia News,centenas de ativistas da Frente Cristã Punjab (PCP) realizaram uma greve de fome e protestos na fronteira indo-paquistanesa, na cidade de Attari, para se manifestarem contra a pena de morte decretada para a Ásia Bibi, e aos cristãos paquistaneses acusados de blasfêmia. Os membros da PCP pediram ao governo a retirarada da sentença, e a comunidade internacional a exercer pressão sobre o Paquistão, para abolir a lei.
 
O presidente do PCP, Lawarance Chaudhary, entregou um memorando as autoridades locais, a ser enviado para o Alto Comissariado do Paquistão. O documento pede ao presidente do Paquistão e o ministro da Justiça que reconsidere a situação de Asia Bibi, que foi acusada e condenada graças à pressão de poderosos líderes locais.  
 
O Bispo PK Samantaroy, da Diocese de Amritasr, pediu a abolição da lei sobre a blasfêmia. O prelado disse a AsiaNews: A blasfêmia é a lei usada metodicamente para resolver questões pessoais, e outras questões.  "Nós, a Igreja do Norte da Índia apoiamos a campanha para que esta lei infame seja erradicada. E é por isso que participamos da manifestação". O bispo acrescentou:" Temos feito contato com várias instituições cristãs em todo o mundo, para fazer campanha para Asia e Bibi e para colocar pressão sobre o governo paquistanês sobre a lei de blasfêmia ".

Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twitter

BANGLASDESH: VIOLÊNCIA DE MUÇULMANOS CONTRA MINORIAS

Ragipara, 22 fev (RV) - Um vilarejo foi incendiado e dezenas de pessoas ficaram feridas e foram expulsas de Ragipara no distrito montanhoso de Rangamati, na diocese de Chittagong, Bangladesh. Os moradores locais que sofreram a violência, perpetrada por agricultores muçulmanos, são budistas, hindus e cristãos das minorias étnicas: essa é a denúncia feita à agência Fides pela Comissão “Justiça e Paz” da Igreja local. No último dia 17 de fevereiro mais de 300 agricultores muçulmanos, que querem tomar as terras para a agricultura, organizaram uma ação punitiva contra o vilarejo habitado por povos indígenas. Os agricultores foram apoiados por agentes da polícia local que legitimaram os abusos. 

Outros casos como este (habitantes nativos atacados e privados de sua terra) se registraram nos últimos dias na área de Gulishakhali. Os agricultores muçulmanos usaram como pretexto a morte de seu companheiro, Ali Saber, encontrado morto na área de Ragiparam, e deram vida a uma reação violenta, pisoteando os direitos das minorias.

“Atearam fogo em nossas casas e nas nossas pequenas lojas”, disse uma testemunha ocular. Há muito tempo os agricultores muçulmanos desejam expulsar da área os grupos étnicos locais, não-muçulmanos para adquirir novos terrenos agrícolas. Em muitos casos, eles conseguiram, porque ninguém, nem mesmo as autoridades civis, respeita e garante os direitos das minorias étnicas e religiosas.

O advogado Devasish Roy King, também ele pertencente à minoria local, escreveu uma carta aberta às autoridades civis e à Comissão de Direitos Humanos do Bangladesh, denunciando o ocorrido e citando “a cumplicidade da polícia local”. A carta pede uma investigação sobre o episódio de Ragipara, com a identificação e punição dos culpados, e convida o governo a proteger e salvaguardar os direitos dos cidadãos, membros de minorias étnicas ou religiosas.

Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twitter

Ignorância, mentiras e idiotices em relação aos distúrbios do Oriente Médio

Afirmando o papel civilizador e histórico da Comunidade de Crentes Islâmica, instituída por Allah como a melhor comunidade, que legou à humanidade uma civilização equânime e universal (...) e por quanto hoje se espera que esta Comunidade de Crentes sirva de guia correta para a humanidade, confundida por crenças e correntes contraditórias (...). Contribuindo aos esforços da humanidade no terreno dos direitos do homem, cujo objetivo é proteger o ser humano (...) assim como afirmar sua liberdade e seu direito a uma vida digna em consonância com a Shari'a Islâmica.

Excertos do preâmbulo à Declaração dos Direitos Humanos no Islam
Conferência Islâmica do Cairo, 1990
Até o momento a grande mídia só espalhou mentiras, idiotices e demonstrou uma enorme ignorância do que se passou na Tunísia e no Egito e já se anuncia em outros países da região. No mundo todo ocorre o mesmo, com exceção da mídia conservadora americana. No Brasil as exceções se contam num dedo da mão esquerda de Lula. Os brilhantes artigos de Olavo de Carvalho e alguns outros abnegados autodidatas que teimam em publicar no Mídia Sem Máscara ou em sites/blogs pessoais, jornalistas de primeira linha como Nahum Sirotsky e poucos mais. E estes são atacados como reacionários, pró-ditadura, etc.


A versão dominante é no mínimo imbecilóide: turbas de jovens bem intencionados, inspirados nas tradições ocidentais dos direitos do homem, saem às ruas para clamar por liberdade e democracia, destituindo tiranos. De maneira geral esta frase é repetida ad nauseam nos jornais, tevê, rádio e nas famigeradas "redes sociais" na internet. Subitamente, Mubarak que sempre foi tratado como Presidente do Egito passou a ser Ditador! Como um raio da velocidade da luz o termo mudou da noite para o dia em toda a mídia! (Claro está que Raul Castro continua sendo Presidente de Cuba, país cujo último ditador, antes da democracia popular revolucionária, foi Fulgêncio Batista...). Os jovens são colocados nas alturas espalhando de forma subliminar que eles são dotados de clarividência e onisciência divinas. Negam e muitos sequer sabem que foram os jovens que primeiramente atenderam às exortações de Ruhollah Khomeini e levaram a cabo a Revolução Islâmica do Irã. Que o maior genocida da história conclamou os jovens a levar a cabo uma das maiores matanças de todos os tempos: a Revolução Cultural chinesa. Que era a Hitlerjugend, grupos de jovens que fora das salas de aula se organizavam em grupos e milícias para-militares para espionar o povo, inclusive seus próprios pais, desde 1931, quando já formavam a temerosa patrulha ideológica nazista comandada pelo não tão jovem Baldur von Schirach. Mais tarde, já fanatizados, foram nomeados líderes do Partido Nazista e membros das SS. 

Von Schirach é o representante padrão que demonstra que jamais os jovens agem espontaneamente, mas sempre são exortados pelos mais velhos. O tal 'conflito de gerações' em níveis sociais é uma falsidade inventada pelos mais velhos para negar que os jovens são sempre usados como buchas de canhão pelas facções provectas em seus conflitos intra-geracionais. As turbas que enfrentavam a Hitlerjugend nas ruas, ligadas à Spartakusbund, também eram comandadas secretamente por 'coroas' como Ernt Thäelmann, dirigente do Partido Comunista. O autor deste texto experimentou isto na própria carne na sua juventude e é testemunha destes fatos.

Que direitos eles defendem agora no Oriente Médio? De que democracia se trata? De que liberdade?

Direitos do indivíduo, direitos humanos da ONU e direitos humanos no Islam

A idéia de os seres humanos possuírem direitos inalienáveis nasceu aos poucos no direito anglo-saxônico medieval. Desde a aceitação por João Sem Terra da Magna Carta até a Glorious Revolution de 1688 esta noção veio se solidificando na tradição inglesa. Mas foi na Constituição Americana, principalmente nas 10 primeiras Emendas (o Bill of Rights) que os direitos fundamentais foram caracterizados como de origem divina e, portanto, inalienáveis pela ação dos homens.

A Declaração de Independência assegurava:

Entendemos serem verdades evidentes por si mesmas que todos os homens nascem iguais e são dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, e entre eles estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade. Que para assegurar estes direitos são instituídos governos entre os homens, e eles derivam seu poder do consentimento dos governados.

Deve-se salientar este aspecto, único naquele país: não são os governos que saem por aí distribuindo direitos, mas homens que possuem direitos inalienáveis que, para defendê-los, formam governos com esta exclusiva finalidade.

Na elaboração da Carta de Direitos da ONU, supervisionada pelo agente soviético no Departamento de Estado americano, Alger Hiss, Stálin espertamente fez retirar qualquer referência ao Criador. Os direitos humanos de que tanto se fala hoje são fruto de um falso consenso entre Nações - sendo que a grande maioria, inclusive a autora, jamais os respeitou - e não mais inerentes à alma humana: deixaram de ser inalienáveis, pois se foram 'concedidos' por uma assembléia humana, podem ser retirados por outra [[i]].
O que nos interessa aqui são os direitos humanos no Islam, já que são estes, e não os ocidentais, que a maioria daquela magnânima juventude absorveu em seus estudos e os quais são defendidos pela Fraternidade Islâmica.

Já pelo preâmbulo da Declaração do Cairo pode-se notar a arrogância islâmica que engloba toda a humanidade como servos de Allah. O Art. 1 define que a humanidade inteira forma uma só família unida por sua adoração a Allah e sua descendência comum de Adão. No Art. 2, defendendo que a vida é um dom de Allah, não é possível suprimi-la a não ser por exigência da Sharí'a, assim como a integridade do corpo humano.

O documento segue concedendo direitos, porém sempre dentro dos limites da Sharí'a, e no Art. 10 diz textualmente: O Islam é a religião indiscutível. Não é lícito exercer nenhum tipo de coerção sobre o ser humano, nem aproveitar-se de sua pobreza ou ignorância, para levá-lo a mudar sua religião por outra, ou pelo ateísmo.

Depois de declarar no Art. 16 os direitos intelectuais e de pesquisa, assinala: Serão protegidos os interesses intelectuais e materiais gerados pelo seu trabalho, sempre que estes não contradigam a Sharí'a.
Os dois últimos artigos vão sem comentários:

Art. 24: Todos os direitos e os deveres estipulados nesta declaração estão sujeitos aos preceitos da Sharí'a Islâmica.

Art. 25: A Sharí'a Islâmica é a única fonte de referência para o esclarecimento ou interpretação de qualquer artigo do presente documento.

Já abordei o tema da Sharí'a em outro artigo, basta recordar que esta Lei comanda todos os aspectos da vida dos muçulmanos: a rotina diária, as obrigações religiosas e familiares (incluindo conjugais), acordos financeiros e diplomáticos etc. É, portanto discutível que a aceitação destes 'direitos' humanos possa levar a um estado de liberdade individual derivado do Bill of Rights. Na verdade é incompatível com a liberdade. Antes de examinar as relações entre Islam, liberdade e democracia, vejamos o que pensam os egípcios sobre diversos assuntos que podem nos ajudar a esclarecer o que está sendo reivindicado por lá.

O que pensam os muçulmanos sobre o Ocidente e a Sharí'a?

Em abril de 2007 a World Public Opinion.org publicou uma enquete sobre Opinião Pública Muçulmana sobre Política Americana, Ataques a Civis e Al Qaeda no Marrocos, Egito, Paquistão e Indonésia.
Sobre o Quesito Política Americana, 93% dos egípcios as rejeitaram, 89% consideravam que os EUA controlavam todos os acontecimentos mundiais, 92% consideram que os EUA querem dividir o Islam, inclusive 31% consideravam esta a única razão da guerra ao terror, contra 55% que afirmaram que o objetivo era controlar os recursos naturais do Oriente Médio (OM). 92% eram favoráveis à retirada total das tropas americanas da região (10% com certas dúvidas), enquanto 91% aprovavam ataques a estas tropas no Iraque e Afeganistão e 83% eram contra as tropas no Golfo Pérsico. Embora 88% fossem contra ataques a civis como os do Al Qaeda, por serem contrários aos princípios do Islam, 60% apoiavam os ataques suicidas. 38% concordavam com a visão de mundo da Al Qaeda, embora 49% se opusessem aos ataques a alvos civis americanos. 74% vêem Bin Laden com bons olhos (34% com sentimentos mistos).

No quesito sobre a aplicação estrita da Sharí'a em todos os países muçulmanos 74% dos egípcios concordaram (24% com restrições), 91% querem manter os valores ocidentais longe dos países muçulmanos embora 82% acreditem que a democracia é uma 'boa idéia'. 45% acreditam que o choque com o Ocidente é inevitável.

Breve análise destes resultados

A enquete é muito maior, me restringi à opinião dos egípcios por ser destes 'jovens democratas' que estamos tratando aqui. É claro que nesta, como em todas as enquetes, existem resultados paradoxais que indicam da parte de alguns uma certa ambivalência. Mas duas conclusões podem ser retiradas facilmente:

1. A grande maioria do povo do Egito odeia os americanos, aprova a Al Qaeda e quer ver os americanos longe do OM;
2. Há uma enorme rejeição dos valores ocidentais, apoio muito grande à aplicação estrita da Sharí'a, mas acham a democracia 'uma boa idéia';

Esta incongruência revela que o conceito que eles têm de democracia nada tem a ver com a democracia que conhecemos, pois esta é um valor ocidental por excelência. Já vimos este filme antes: os países comunistas primavam em se autodenominar democracias, até hoje o filme está em cartaz no zoológico humano Cuba, com a concordância da maioria dos 'intelectuais' ocidentais. Estranhamente a maior democracia do mundo foi fundada por homens que a achavam uma má idéia, como já comprovamos Portinari Greggio e eu [[ii]]. Em nenhum dos documentos históricos dos EUA sequer existe esta palavra, somente nos Federalist Papers, como um mal a ser evitado.

Que droga de democracia submissa à Sharí'a é esta que estão reivindicando no OM? Será uma 'boa coisa' para o Ocidente apoiar este movimento, à custa de trair aliados tradicionais abandonando-os à sanha islâmica?

Notas:
[i] Outras diferenças serão abordadas em artigo específico.
[ii] Ver artigos sobe Liberdade e Democracia no meu site.

(Segunda parte:
Democracia e Islam: coexistência possível?)





Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twitter

Observe a esquerda ignorar o Irã

Os iranianos, parece, também estão lutando contra um regime "antipopular e ditatorial". A esquerda não quer saber deles e só se emociona com o Egito. Por quê?

Quando os iranianos saíram às ruas em protesto contra a suspeita reeleição de Mahmoud Ahmadinejad, a esquerda brasileira ficou assistindo pela televisão, na torcida para que a justiça prevalecesse e aquele tumulto pequeno-burguês fosse rapidamente sufocado.

Muita gente pode ter esquecido, mas foi de Lula a melhor síntese do que se passava: "Não conheço ninguém, a não ser a oposição, que tenha discordado da eleição do Irã. Não tem número, não tem prova. Por enquanto, é apenas, sabe, uma coisa entre flamenguistas e vascaínos".

Mas agora nossa esquerda anda super empolgada com democracia no Oriente Médio. Todos os defensores de Fidel Castro festejam o levante no Egito e vislumbram a Era de Aquário, entre eles o PT, que divulgou uma nota solidária:

"O Partido dos Trabalhadores saúda o povo egípcio e presta total solidariedade à luta dos povos árabes e de toda a região contra governos ditatoriais, corruptos e violadores dos direitos humanos. Ao cabo de dezoito dias de luta nas ruas do Cairo e outras cidades do Egito, seu povo, defendendo as bandeiras de pão, emprego, justiça social, progresso, liberdade e democracia, derrubou o regime antipopular e ditatorial de Hosni Mubarak".

A mensagem acrescenta: "A lufada de ar renovador que teve início na Tunísia, respeitadas as características e a cultura de cada país, poderá soprar por outros países, provocando uma nova correlação de forças em favor da democracia e da soberania, que contribua para a construção de uma ampla e justa paz, objetivos com os quais o PT possui compromissos históricos".

No momento em que o PT se pronunciou, os iranianos já haviam saído às ruas, tal como em 2009, contra o regime de Ahmadinejad, mas o Irã não é citado entre os países onde o PT espera ver soprar a lufada de ar democrático. Os iranianos, parece, também estão lutando contra um regime "antipopular e ditatorial". A esquerda não quer saber deles e só se emociona com o Egito. Por quê?

Um editorial do site do PC do B, o partido das ditaduras mais sanguinárias e amigas do povo, explica direitinho:

"A queda de Mubarak tem o sabor inegável de uma derrota histórica dos EUA e de Israel (...) A mudança começou. E ela precisa ir até o fim, com a conquista da democracia e com a derrota da presença do imperialismo norte-americano e a ignominiosa convivência com o principal fator de perturbação da paz no Oriente Médio constituído pelos governos sionistas e agressores de Tel Aviv".

Não é todo dia que a Irmandade Muçulmana pode chegar ao poder no Egito, incrementar o bloco terrorista antiamericano, romper 31 anos de paz com Israel e juntar-se a Ahmadinejad e companhia na guerra à única democracia liberal do Oriente Médio. Dá pra entender o entusiasmo seletivo dos esquerdistas.


Publicado no jornal
O Estado.

Bruno Pontes é jornalista - http://brunopontes.blospot.com

Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twitter

Espada do Islã, filho e sucessor do Ditador

Fernando Navarro – El País

Muamar Kadaf passou anos recebendo os chefes de governo dentro de sua tenda de beduíno. Estava, de alguma forma, simbolizando seu conceito primitivo nas questões de Estado. Mas, além de suas conhecidas excentricidades, a vida política do ditador líbio sempre girou em torno de um sentimento de tribo e de uma confiança absoluta no clã familiar.

Nos primeiros anos de seu regime, Kadafi rodeou-se de primos e cunhados para assegurar o golpe de Estado que levou ao poder em 1969, passado o tempo e aumentado a família, o ditador líbio foi depositando suas responsabilidades e negócios em seus oito filhos com o objetivo de manter atados todos os laços no país norte- africano. Em outubro de 2009, durante uma assembléia com os principais chefes tribais, Kadafi não teve problema em nomear como sucessor seu filho, Saif el Islam, o mesmo que no domingo lançou ameaças através da TV estatal, para aterrorizar a população que se manifesta nas ruas. Saif el Islam, que significa Espada do Islã, rompeu com sua imagem de suposto reformista, cultivada pelo próprio regime, e apelou a seu espírito guerreiro herdado de seu avô, que se orgulhava de ter combatidocontra o exército italiano, quando disse que sua família “lutaria até a queda do último homem”.

Segundo a organização Global Security, este arquiteto culto e inteligente de 38 anos, que possui um estúdio em Trípolo, e é dono de um grupo de meios de comunicações que incluem televisões por satélites e periódicos, conta com o respaldo de seu pai para substitui-lo como “guia da revolução”. Com seu doutorado na Lodon School of Economics, apesar de sua falta de conhecimento militares, tornou-se o filho predileto
do clã, ficando em melhor posição que seu irmão Mutasim, tenente coronel de 36 anos que estava nas apostas a sucessão, e a exercer o cargo de acessor de segurança nacional.

Islam apareceu no cenário internacional no ano de 2000 quando negociou a libertação de reféns sequestrados por terroristas islâmicos nas Filipinas. Desde então tem desempenhado funções importantes na gestão de conflitos, como o caso Lockerbie e o desmantelamento do programa nuclear, que permitiu que a Líbia melhorasse sua imagem diante da comunidade internacional. Esse papel de mediador lhe deus créditos em alguns círculos diplomáticos do Ocidente, também suas críticas a velha guarda e aos comitês revolucionários impôs ortodoxia em sua política. No entanto, asseguram alguns especialistas, sua abertura ao exterior respondeu muito mais aos fins comerciais que a concessão de direitos e liberdades.

Islam, como Mutasim, outros dos filhos que é um homem forte das forças armadas, representa o orgulhoso e autoritário Kadafi. Porém como nas velhas parábolas, sempre há ovelhas desgarradas que, neste caso,  ilustram outros traços distintos da extravagante personalidade do líder líbio. O Kadafi extravagante se encontra em Al Saadi, de 37 anos, que nunca mostrou interesse pela política, porém decidiu usar suas influências para jogar futebol. Seu sonho era se transformar em uma estrela do esporte e jogar na Liga dos Campeões, no entanto, teve que se contentar em vestir as camisas do Perugia, Udinese e Sampdoria. Saadi, não desanimou e decidiu lançar-se ao cinema, fundando uma produtora no Oeste.

O Kadafi playboy se encontra em Aníbal, de 34 anos, propenso a desobediência e  confusão. No verão de 2008 foi detido em Genebra por agredir a dois empregados do hotel em que estava hospedado com sua  esposa. Após passar a noite preso e pagar uma fiança de quase 300.000 euros, voltou a Líbia e abriu uma crise diplomática. Seu pai respondeu detendo dois empresários suíços e suspendeu a venda de petróleo ao país europeu. Em 2004, Aníbal havia sido preso em Paris por avançar váriossemáforos.

O Kadafi anti-imperialista, de raiz pan-árabe , se esconde em sua única filha, Aisha, de 30 anos. Em juho de 2004, tornou-se bastante popular a unir-se a esquipe jurídica que defendeu Sadam Husein. E no conflito diplomático de seu irmão Aníbal na Suíça, foi a Genebra para advertir as autoridades: “Aplicaremos a política do olho por olho e dente por dente”. E assim como o irmão “Espada do Islã”, ela tomou do pai o tom
ameaçador.

Fonte: El País publicado no site do Itamaraty




Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twitter


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Uganda - Muçulmano torturam e matam 12 Cristãos congoleses

Terroristas ugandeses do grupo islamita A.D.F Nalu, torturou e assassinou 12 pessoas da República Democrática do Congo.

As vítimas da organização terrorista muçulmana, viviam na mesma aldeia e foram sequestradas no dia 27 de janeiro, logo em seguida, no dia 5 de fevereiro, seus corpos foram todos encontrados mortos e com sinais de tortura. Outras três pessoas continuam desaparecidas.

A Aliança das Forças Democráticas (ADF), nasceu na década de 90 para lutar contra o governo de Yoweri Museveni. Em 2005 forças congolesas, juntamente com tropas das Nações Unidas, atacararam duramente a milícia islamica, em junho de 2010, o exército do Congo deu início a novas operações contra o ADF, nas proximidades da cidade de Beni, que fica na fronteira com a Uganda.

A Organização terrorista, que é dirigida com mão de ferro pelo clérigo Jamil Mukuku, pratica constantemente extorsões e está envolvida com o tráfico de diamantes. Mukuku, está na lista da Interpol como um terrorista procurado.

Aproximadamente 50.000 congoleses, tem abondonado suas casas devido os combates que vem ocorrendo nos últimos anos entre os seguidores de Mukuku e o Exército do Congo.

Fonte: Minuto Digital

Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twitter

A Fraternidade Muçulmana do Egito:em suas próprias palavras

A Fraternidade é meticulosa em seu planejamento passo a passo, primeiramente de tomar posse da alma do indivíduo e depois da família, do povo, da nação e da união de nações islâmicas, até que o Estado islâmico mundial seja uma realidade.
  • A Fraternidade Muçulmana tem exercido um papel mais importante na organização dos protestos contra o regime político egípcio à medida que apresenta seu programa político independente. Rashad al-Bayumi, o segundo homem em importância na Fraternidade, anunciou em uma entrevista à televisão japonesa que o grupo se uniria a um governo transitório a fim de cancelar o tratado de paz entre Egito e Israel, uma vez que o mesmo "ofende a dignidade dos árabes e destrói os interesses do Egito e de outros Estados árabes". A seguir ele enfatizou que o Egito não precisa de ajuda americana.
  • A Fraternidade Muçulmana participa, sim, de atividades políticas e defende o processo democrático. Todavia, isso não acontece porque ela tenha aceitado os princípios da democracia ocidental, mas porque o processo democrático pode ser explorado para estabelecer um regime islâmico que, então, tornará a democracia desnecessária.
  • O Guia Supremo da Fraternidade Muçulmana, Muhammad Mahdi 'Akef informou ao jornal egípcio Al-Karama, em 2007, que apenas o islamismo era a expressão da verdadeira democracia. "O Islamismo e seus valores precederam o Ocidente fundando a verdadeira democracia, exemplificada pelo Shura [o conselho consultivo dos Califas]".
  • O site oficial da Fraternidade observa que a jihad (guerra santa) é o instrumento mais importante do islamismo para efetuar uma conquista gradual, a começar com as nações islâmicas, prosseguindo para restabelecer o califado nos três continentes em preparação para uma conquista do Ocidente e, finalmente, para a instituição de um Estado islâmico mundial.
  • O planejamento passo-a-passo da Fraternidade Muçulmana determina sua suposta "moderação", a qual irá desaparecer gradativamente à medida que suas realizações aumentem e sua aceitação da situação existente seja substituída por um rígido governo muçulmano ortodoxo, cuja política externa seja baseada na jihad.
A Fraternidade Muçulmana se Unirá a um Governo Transitório
O governo Obama discutiu com líderes egípcios uma proposta de renúncia imediata do presidente Hosni Mubarak e a entrega do poder a um governo transitório encabeçado pelo [então] vice-presidente Omar Suleiman, com o apoio do exército egípcio, de funcionários do governo e de diplomatas árabes, informou o New York Times no dia 3 de fevereiro de 2011. De acordo com a proposta americana, o governo transitório incluiria membros de uma ampla diversidade de grupos oposicionistas, inclusive da Fraternidade Muçulmana.
A Fraternidade Muçulmana, um movimento global que tem o Hamas como seu ramo palestino, tem exercido um papel mais importante na organização dos protestos contra o regime político egípcio à medida que apresenta seu programa político independente, desafiando tanto a administração americana quanto Israel. Rashad al-Bayumi, o segundo homem em importância na Fraternidade Muçulmana, anunciou em uma entrevista à televisão japonesa (e que foi citada pelo jornal al-Hayat) que o grupo se uniria a um governo transitório a fim de cancelar o tratado de paz entre o Egito e Israel, uma vez que ele "ofende a dignidade dos árabes e destrói os interesses do Egito e de outros Estados árabes". A seguir, ele explicou que sua animosidade com relação ao governo americano deriva do apoio que este dá a Israel, enfatizando que o Egito não precisa de ajuda americana.
A Democracia é o Caminho de Entrada do Islamismo ao Poder
A Fraternidade Muçulmana participa, sim, de atividades políticas e defende o processo democrático. Todavia, isso não acontece porque ela tenha aceitado os princípios da democracia ocidental, mas porque o processo democrático pode ser explorado para estabelecer um regime islâmico que, então, tornará a democracia desnecessária, como ficou evidente por meio de sua plataforma nas eleições parlamentares egípcias em 2007. A organização afirmou que estava participando das eleições porque "a Fraternidade Muçulmana prega o caminho de Alá (...) [e, portanto, está participando] para cumprir com os mandamentos de Alá, de maneira pacífica, usando as instituições constitucionais existentes e uma decisão determinada pelas urnas de votação secreta". Ou seja, a democracia é o caminho de entrada do islamismo ao poder.
Na plataforma da Fraternidade Muçulmana também constava que "o governo [no Egito] deverá ser republicano, parlamentarista, constitucional e democrático, de acordo com a Sharia Islâmica [código de leis do islamismo]", e que "a Sharia assegura liberdade para todos". A organização não aceita o princípio da separação entre Igreja [Religião] e Estado, e o governo islâmico a que aspira é, para ela, uma realização da democracia.
Entrevistado dia 17 de setembro de 2007 pelo jornal diário egípcio Al-Karama, o Guia Supremo da Fraternidade Muçulmana, Muhammad Mahdi 'Akef, disse que o slogan da campanha da organização seria: "A Sharia é a Solução", e que os direitos humanos e a democracia seriam incluídos no governo sob a Sharia. Ele devotou sua carta semanal de 12 de maio de 2007 a uma exposição sobre a democracia vista de acordo com os olhos da Fraternidade Muçulmana. Disse que apenas o islamismo, o qual foi dado aos homens por Alá, era a expressão da verdadeira democracia. 'Akef escreveu:
o islamismo precede [...] as doutrinas e ideologias inventadas pelos homens. A mensagem final e absoluta dos céus contém todos os valores que o mundo secular afirma ter inventado [...]. O islamismo e seus valores precederam o Ocidente fundando a verdadeira democracia, exemplificada pelo Shura [o conselho consultivo dos Califas], e o respeito do islamismo pela igualdade das outras religiões. [...] Com respeito à liberdade, o islamismo alcançou um objetivo que os pregadores seculares não alcançaram, pois a liberdade prometida pelo islamismo é genuína em todos os seus aspectos, mesmo quanto à fé e à religião. (...) Quanto à afirmação de que o islamismo não reconhece a autoridade civil, a autoridade do islamismo é democrática [....] ela é uma liberdade genuína, fornece igualdade na prática e é transparente; ela nunca oprime nem rouba ao homem seus direitos [...]. É sobre esse fundamento e com esses valores que a Fraternidade Muçulmana clama por justiça, igualdade e liberdade.
'Akef nunca utilizou expressões ambíguas para se referir à sua visão sobre a democracia ocidental. No dia 30 de abril de 2005, ele disse ao jornal diário egípcio Al-Ahram que a Fraternidade Muçulmana se opunha à democracia americana porque ela era "corrupta e servia aos programas americanos [...]. A Fraternidade Muçulmana tem realizado manifestações contra a intervenção estrangeira e contra qualquer democracia que sirva aos americanos [...]. A democracia [americana] é corrupta porque quer destruir a nação [islâmica], sua fé e tradição". Ele disse à BBC que a democracia ocidental "não era realista" e era "falsa".
Um dos exemplos de 'Akef sobre os "valores corruptos" da América é a tentativa de impedir a circuncisão feminina na África. No dia 12 de julho de 2007, ele escreveu que "[os americanos] gastam bilhões de dólares e ininterruptamente maquinam mudar o modo de vida dos muçulmanos, promovem a guerra contra os líderes muçulmanos, as tradições de sua fé e de suas idéias. Eles até mesmo promovem guerra contra a circuncisão feminina, uma prática comum em 36 países, que tem prevalecido desde os tempos dos faraós".
A Importância da Jihad
De acordo com a Fraternidade Muçulmana, a jihad, isto é, a guerra santa contra os infiéis, é um dos elementos fundamentais difundidos pela Fraternidade Muçulmana. A ideologia da organização, como aparece em seu site oficial, considera "o Profeta Maomé como seu líder e governador, e a jihad como seu caminho". A jihad possui uma estratégia global que vai além da auto-defesa; é o incessante ataque a todos os governos dos infiéis, com a intenção de ampliar as fronteiras do Estado islâmico até que a humanidade viva debaixo da bandeira islâmica.
Ao clicar nos links "The Goals of the Muslim Brotherhood" [Os Objetivos da Fraternidade Muçulmana] e "Muslim Brotherhood Measures" [Medidas da Fraternidade Muçulmana] chega-se a explicações sobre a jihad baseadas nos escritos do fundador da Fraternidade Muçulmana, Hassan al-Banna. É observado ali que a jihad é o instrumento mais importante do islamismo para efetuar uma tomada gradativa de poder, começando pelos países muçulmanos, seguindo para o restabelecimento do Califado sobre três continentes em preparação para a conquista do Ocidente e, finalmente, instituindo um Estado islâmico mundial. O site da organização declara:
Queremos um indivíduo muçulmano, um lar muçulmano, um povo muçulmano, um governo e um Estado muçulmanos que liderem os países islâmicos e que tragam ao sagrado aprisco a diáspora muçulmana e as terras que foram roubadas do islamismo, e que depois ergam o estandarte da jihad e o chamado [da'wah] a Alá. [Então, o] mundo aceitará alegremente os preceitos do islamismo [...]. Os problemas para conquistar o mundo apenas terminarão quando a bandeira do islamismo estiver tremulando e a jihad tenha sido proclamada.
O objetivo é estabelecer um Estado islâmico de países islâmicos unidos, uma nação debaixo de uma liderança cuja missão será reforçar a aderência à lei de Alá [...] e o fortalecimento da presença islâmica na arena mundial [...]. O objetivo [...] é o estabelecimento de um Estado islâmico mundial.
E, se a oração é o pilar da fé, então a jihad é o seu cume [...] e a morte no caminho de Alá é o auge da aspiração.
A Fraternidade Muçulmana não esconde suas aspirações globais e o caminho violento que pretende seguir a fim de alcançá-las. A Fraternidade é meticulosa em seu planejamento passo a passo, primeiramente de tomar posse da alma do indivíduo e depois da família, do povo, da nação e da união de nações islâmicas, até que o Estado islâmico mundial seja uma realidade. O princípio dos estágios dita a suposta "moderação" da Fraternidade Muçulmana. Todavia, essa "moderação" irá desaparecer gradativamente à medida que as realizações da Fraternidade Muçulmana aumentem e sua aceitação da situação existente seja substituída por um rígido governo muçulmano ortodoxo, cuja política exterior seja baseada na jihad.
Para a Fraternidade Muçulmana, a jihad está no centro do conflito contra os Estados Unidos, o Ocidente, Israel e outros regimes políticos de infiéis. O supremo líder da Fraternidade Muçulmana considera que o islamismo está deflagrando "uma batalha de valores e identidade" contra as forças do "imperialismo" e os "anglo-saxões" que estão atacando o mundo árabe-islâmico "com o pretexto de difundir a democracia, de defender os direitos das minorias, e de se opor ao que eles chamam de terrorismo". Ele aconselha os muçulmanos a adotarem "a cultura da resistência contra a invasão", explicando que Alá deu "a jihad e a resistência às nações ocupadas e oprimidas como meios para alcançarem a liberdade". Ele acrescentou que "a cultura da resistência à invasão e à ocupação têm aspectos intelectuais, militares e econômicos. A experiência na Palestina, no Iraque e no Afeganistão provou que a resistência não é imaginária ou fictícia ou impossível, mas que, em vez disso, é possível quando a nação [islâmica] apresenta uma frente unida e usa suas armas e sua fé para encarar um imperialista, quer ele venha com armas, quer nos inunde com suas idéias, seus valores ou sua moralidade obsoleta". O sucessor de 'Akef, Mohammad Badi', mantém a mesma plataforma.



(Jonathan D. Halevi -- Jerusalem Center for Public Affairs -- www.jcpa.org - www.Beth-Shalom.com.br)
O tenente-coronel (da reserva) Jonathan D. Halevi é pesquisador-sênior sobre o Oriente Médio e sobre o islamismo radical do Jerusalem Center for Public Affairs (Centro de Assuntos Públicos de Jerusalém). É co-fundador do Orient Research Group (Grupo de Pesquisas Sobre o Oriente) e ex-consultor da Divisão de Planejamento de Políticas do Ministério de Relações Exteriores de Israel.

Nota:

Uma análise abrangente dos programas da Fraternidade Muçulmana pode ser encontrada em "The Muslim Brotherhood: A Moderate Islamic Alternative to al-Qaeda or a Partner in Global Jihad?" [A Fraternidade Muçulmana: Uma Alternativa Islâmica Moderada para a Al-Qaeda ou uma Parceira na Jihad Mundial?], de Jonathan D. Halevi.

Publicado em português na revista Notícias de Israel 3/2011 - www.Beth-Shalom.com.br
Original aqui.



Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twitter

Share

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More