quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Taleban mata oito policiais no norte do Afeganistão

AE - Agência Estado
Rebeldes do Taleban atacaram hoje um posto policial no norte do Afeganistão, matando oito agentes, em um atentado que demonstra a força da insurgência dessa milícia. O ataque ocorreu em Kunduz, capital da província de mesmo nome, que enfrenta cada vez mais a violência trazida pelos fundamentalistas do Taleban, grupo que ganha força no até então pacífico norte do país.

O governador de Kunduz, Mohammad Omar, confirmou as oito mortes e disse que há um ferido. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e os Estados Unidos devem chegar nas próximas semanas ao número de 150 mil soldados no território afegão para combater a insurgência.

A aliança tenta reforçar a capacidade da polícia e do Exército locais para garantir a segurança nacional, quando as tropas estrangeiras deixarem o país. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quer que a retirada comece em julho de 2011, mas comandantes militares disseram que ela deve ser gradual e condicionada ao desempenho das forças de segurança afegãs. As informações são da Dow Jones.

Mauritânia, atentado falhado contra quartel poderia "ter mão" da AQMI

O exército conseguiu impedir esta tentativa de atentado e neutralisar o kamikaze, um presumível activista islâmico, que conduzia a alta velocidade um carro armadilhado, que pretendia fazer explodir contra o quartel de Nema, a 1200 kms da capital Nouakchot.

Esta acção, de momento ainda não reivindicada, poderia ser uma medida de retaliação da AQMI, em resposta à operação militar conjunta franco-mauritana contra bases da AQMI situadas no Mali, no passado dia 22 de julho, que causou a morte de 6 salafistas e teria precipitado a morte, 3 dias depois, do refém francês Michel Germaneau, 78 anos, raptado por esta organização a norte do Niger no passado mês de abril.

As autoridades de Nouakchot afirmaram nessa ocasião, que o objectivo desta ofensiva militar era precisamente impedir um ataque contra um quartel mauritano, que a AQMI estava a planear.

Mais recentemente, o braço magrebino da Al Quaida, libertou 2 cooperantes espanhóis, sequestrados desde finais de novembro, a troco de um importante resgate e na sequência de complexas manobras diplomáticas, que permitiram a extradição do Mali para a Mauritânia, de Omar Ould Sid Ahmed Ould Hamma, cidadão maliano próximo da Al Quaida, mais conhecido pelo pseudónimo de "Omar Sahraoui", o presumível autor deste sequestro, condenado pela justiça mauritana a 12 anos de prisão.

A Al Quaida no Magreb Islâmico é na realidade uma nebulosa, com diferentes braços e líderes, muito activa na Argélia, no Mali e na Mauritânia, onde tem despoletado ataques e raptos, ao longo da vasta zona desértica, situada nos confins da Argélia, Mauritânia, Mali e Niger.

A concentração de forças da AQMI na Mauritânia, onde já desencadeu acções contra o exército e a pouca margem de manobra dos autoridades mauritanas para pôr cobro a acções terroristas, levam o professor universitário e consultor mauritano em comércio internacional, radicado em Portugal, a não descartar a implicação deste braço magrebino da Al Quaida na tentativa de atentado contra o quartel de Nema.

Fonte: RFI

Líbano - Confrontos entre sunitas e xiitas nova ameaça à paz

Líder do Hezbollah quer a ajuda do Irão para equipar o exército libanês. Teerão já respondeu, mostrando-se disponível

O exército libanês teve de agir para pôr cobro aos confrontos, na noite de terça-feira para ontem, em Beirute, entre o grupo xiita Hezbollah e o grupúsculo sunita Al-Ahbache de que resultaram três mortos e uma dezena de feridos. Os confrontos, na origem dos quais terão estado questões menores, são reveladores do estado de tensão que se vive entre as várias comunidades que habitam a capital do País do Cedro.

Duas das vítimas mortais eram membros do Hezbollah, movimento que conta com o apoio do Irão e da Síria e que integra o Governo de coligação do sunita Saad Hariri. A terceira vítima pertencia ao Al-Ahbache, um pequeno grupo pró-sírio que se identifica como sendo uma organização caritativa empenhada em promover a cultura islâmica. A sua importância e peso na sociedade libanesa e em especial na de Beirute entrou em declínio após a retirada das tropas sírias do Líbano em 2005.

Após a intervenção do exército, os dois grupos publicaram um comunicado conjunto no qual afirmavam que o "incidente lamentável era um caso isolado e não tinha carácter político ou confessional".

Testemunhas oculares contaram que tudo começou quando Mohammed Fawaz, representante do Hezbollah no bairro de Bourj Abi Haidar, e elementos do grupo de Al-Ahbache disputavam um local de estacionamento perto de uma mesquita frequentada por elementos deste grupo sunita. Lança-rockets e armas automáticas foram, de imediato, utilizados pelos membros dos dois grupos. Curiosamente, dois grupos politicamente alinhados e aliados.

Estes foram considerados os piores confrontos desde os ocorridos, em Maio de 2008, entre o Hezbollah de Hassan Nasrallah e os seus aliados contra os partidários do Partido Socialista Progressitas (PSP) de Walid Jumblatt e os de Saad Hariri que, numa semana, fizeram uma centena de mortos.

Entretanto, um novo foco de tensão foi criado por Nasrallah ao apelar ao Governo de Saad Hariri que peça ajuda a Teerão para equipar o exército libanês. O líder do Hezbollah foi ao ponto de sugerir que este tema pode ser discutido durante a visita do Presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, a Beirute, no fim do mês do Ramadão. Teerão respondeu de imediato estar disponível para qualquer ajuda desde que Beirute o peça.


O exército libanês, com 60 mil homens, necessita de aumentar os seus efectivos, modernizar o seu equipamento e adquirir aviões. O Irão seria a última escolha de Saad Hariri que, tal como o pai, prefere o Ocidente e a Arábia Saudita ao xiita Irão. Se o fizer, significa que o Ocidente o abandonou.

Fonte: DN Globo

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Louvamos Alá porque as chuvas de balas, as infiltrações dos mártires e suas explosões quebraram com sua hegemonia e trouxe a humilhação sobre eles" - Abdel Wadoud Comandante da AQIM

Em 29 de Julho de 2010 foi lançada uma fita com o pronunciamento de Abu Musab Abdel Wadoud comandantes da Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQIM), a gravação foi intitulada de "Não nos renderemos... vencermos ou morreremos".

Na fita, Abdel Wadoud afirma que "o chamado para que se entreguem e recuem é uma confissão do inimigo por não conseguirem nos deter pela solução militar, os apóstatas perceberam que é impossível derrotar os mujahedens militarmente... a espada destruirá a arrogância dos criminosos e assassinos que derramaram sangue mulçumano. E Louvamos Alá porque as chuvas de balas, as infiltrações dos mártires e suas explosões quebraram com sua hegemonia e trouxe a humilhação sobre eles".

Wadoud então prometeu: "Não nos renderemos. Nós venceremos ou morreremos. Primeiro vocês terão que lutar contra a nossa geração jihadista e nossos homens, que estão espalhados nas montanhas, nos vales e desertos...".

Os EUA observou que ,em 2006, Abdel wadoud havia consultado al-Zawahri sobre os planos e missões futuras da AQIM na Argélia e nos países do Magrebe.

Fonte: Flashpoint

Milícia somali avança rumo a palácio do governo, mas é repelida

Rebeldes islâmicos da Somália avançaram na noite de terça-feira rumo ao palácio presidencial do país, mas foram repelidos por um forte bombardeio das forças pró-governo, disse um oficial do Exército nesta quarta-feira.

Mais de 80 pessoas morreram na mais recente escalada da violência em Mogadíscio, que começou na segunda-feira, quando a milícia Al Shabaab prometeu intensificar sua "guerra santa" contra o frágil governo local.

Os militantes, ligados à Al Qaeda, assumiram a autoria de um ataque a tiros e com granadas num hotel na terça-feira, que resultou em pelo menos 33 mortos, incluindo parlamentares.

Um militar disse que um grande número de rebeldes atacou soldados perto do palácio presidencial, conhecido como Villa Somalia, mas foram sobrepujados pelos soldados da Amisom (força de paz da União Africana).

"Eles chegaram perto esta noite, mas por trás de nós há tanques da Amisom, e finalmente os expulsamos", disse à Reuters o oficial militar Issa Ali, que participou dos combates durante a noite.
Na manhã desta quarta-feira moradores da região diziam que ainda ouviam rajadas de metralhadoras e explosões de morteiros.

"Pelo menos 83 pessoas morreram nos últimos três dias, incluindo o ataque ao hotel, e 163 outras ficaram feridas", disse Ali Muse, coordenador do serviço de ambulâncias, à Reuters.

A Al Shabaab e outro grupo militante, o Hizbul Islam, dominam grande parte da capital, enquanto o presidente Sheikh Sharif controla poucos quarteirões da cidade. A principal tarefa da Amisom é proteger o presidente, o porto e o aeroporto.

PM se prepara para combater terrorismo na Copa de 2014

A Polícia Militar de São Paulo, que pretende capacitar 70 homens por ano para atuar na Copa do Mundo de 2014, se prepara para combater possíveis atos terroristas durante o evento. Na manhã desta terça-feira, a entidade simulou um atentado no Pacaembu para treinar.

Uma bomba instalada dentro de um dos banheiros químicos do estádio foi detectada com a ajuda de um cão farejador. Neste momento, policiais desceram de rapel até as tribunas do Pacaembu e retiraram rapidamente três figurantes que fizeram as vezes de autoridades.

Em seguida, já com a área isolada, um robô controlado pelos oficiais transportou o artefato explosivo até uma barraca. Trajado com uma proteção especial, um dos policiais encheu a pequena tenda com espuma e a bomba foi detonada em segurança.

O treinamento realizado no Estádio do Pacaembu integra o Curso de Especialização de Segurança em Praças Desportivas ministrado pelo 2 Batalhão de Policiamento de Choque desde o dia 9 de agosto com 32 oficiais, 18 de São Paulo e 14 de outros estados brasileiros.

"Temos que considerar os valores e problemas das pessoas que visitam o nosso país durante a Copa do Mundo. São peculiaridades que não podemos desconsiderar. Estamos nos preparando para fazer frente às ações desses grupos mais radicais", disse o major Leandro Pavani Agostini, um dos instrutores do Curso de Especialização.

A Polícia Militar envia representantes aos Mundiais desde 2002, ano do pentacampeonato conquistado pela seleção brasileira. Na Coreia do Sul e no Japão, o capitão Luiz Renato Fiori, do Comando de Operações Especiais, observou a preocupação dos asiáticos após o 11 de setembro de 2001.


"Apesar de o Brasil ser um país tranquilo, não é impossível de acontecer. A melhor maneira é prevenir o terrorismo e não deixar que os suspeitos nem entrem no país. É necessário informação conjunta e cooperação entre os países. Em 2002, verificamos o cuidado da Coreia e do Japão e tentamos trazer algo para o Brasil", explicou.

Na primeira fase da Copa do Mundo da África do Sul, o confronto entre Inglaterra e Estados Unidos, pelo Grupo C, causou preocupação por possíveis atos terroristas. No entanto, a partida transcorreu normalmente no Estádio Royal Bafokeng e terminou empatada por 1 a 1.

Fonte

Explode conflitos em Mogadíscio hoje pela manhã

Mogadíscio - Os combates violentos foram registados hoje (quarta-feira) de manhã em Mogadíscio, no terceiro dia consecutivo, entre insurgentes islamitas shebab e as forças governamentais apoiadas pelas tropas da União Africana (Amisom), causando pelo menos seis novos civis mortos.

Pelo menos 35 civis, na maior parte atingidos por tiros de morteiro, morreram nestas confrontações desde segunda-feira à tarde, início de uma forte ofensiva dos shebab que se afirmam da Al-Qaïda, contra o governo somalí de transição (TFG) e da Amisom.

Além disso, 30 pessoas, das quais seis deputados, foram mortas terça-feira num atentado-suicida dos shebab contra um hotel de Mogadíscio, situado em plena zona governamental e que acolhe muitos deputados e oficiais.

Quarta-feira, as confrontações começaram à madrugada em várias linhas de frente da capital, enquanto que trocas de tiros de artilharia entre os beligerantes duraram toda a noite, constatou o correspondente da AFP.

Hoje (quarta-feira), os beligerantes afirmavam ter derrotado o campo adverso, mas estas afirmações não foram verificadas de fonte independente.

"Os combates retomaram com intensidade esta manhã e as forças do governo avançaram para além das posições inimigas, eles (insurgentes shebab) perderam muitos combatentes", afirmou à AFP o coronel Mohamed Adan, um oficial superior das tropas governamentais.

 
"Os nossos moujahidines passaram ao ataque esta manhã por volta das 5H30 e penetraram em várias posições defensivas do governo e dos invasores cristãos que os apoiam", afirmou por seu lado um porta-voz militar dos shebab, Sheikh Abdiaziz Abu-Muscab.

 
Os shebab estão no centro-sul da Somália. O TFG controla apenas alguns bairros de Mogadíscio, com o apoio de 6.000 soldados ugandeses e burundeses da Amisom, espalhados em zonas estratégicas como o aeroporto, o porto, a presidência e várias encruzilhadas importantes.

Fonte: Angola Press

Share

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More