segunda-feira, 7 de março de 2011

Brasil recebe dissidente iraniana e irrita Teerã

Pela primeira vez, o governo brasileiro abre as portas de sua diplomacia para a maior opositora do regime de Mahmoud Ahmadinejad, em um gesto político explícito para marcar o fim da política de vistas grossas para a repressão no Irã e para alertar que está finalmente disposto a escutar o que tem a dizer os dissidentes. O governo iraniano não escondeu a irritação e interpretou a atitude como um recado claro do Brasil de que, em direitos humanos, a lua de mel entre Brasília e Teerã acabou.

A forma encontrada pela diplomacia brasileira para tomar esse passo foi a realização de um almoço, em Genebra, pela missão do Brasil perante à ONU em homenagem à dissidente Shirin Ebadi, prêmio Nobel da Paz, perseguida pelo regime e refugiada na Europa.

Seu recado ao Brasil foi claro. "Se a comunidade internacional não agir, o Irã em breve se transformará numa nova Líbia", afirmou, durante o almoço que também contou a presença de embaixadores de países como Estados Unidos e outros que defendem uma posição mais dura contra o Irã.

Ebadi, durante o almoço, pediu que Brasil e Estados Unidos adotem sanções políticas contra membros do regime de Ahmandinejad, como a negação de vistos para políticos e congelamento de ativos dessas pessoas envolvidas na repressão.

A vencedora do premio Nobel e considerada como uma das maiores opositoras de Ahmadinejad ainda defendeu a ideia dos EUA e da Europa de estabelecer na ONU um relator internacional que investigue as violações de direitos humanos no Irã. "Precisamos dessa investigação para abrir uma nova etapa do diálogo com o Irã. Isso seria um sinal importante para o povo iraniano que sofre com a repressão", disse.

A proposta vai à votação no dia 21 e o Brasil já indicou que poderá rever sua resistência à isso, algo impensável durante o governo Lula. A embaixadora Maria Nazareth Farani Azevedo, que promovia o almoço, declarou aos convidados que o Brasil "apoiava" a posição de Ebadi.

Durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a opção do Itamaraty foi a de manter um diálogo apenas com o governo de Ahmandinejad e Lula chegou a criticar a oposição, classificando-os de simples "perdedores" e que não aceitavam o resultado das eleições. Ebadi alertou que Lula estava ofendendo o povo iraniano ao não atender aos apelos da oposição.

Fonte: Estadão

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O Papa reza pelo ministro católico assassinado no Paquistão e pela Líbia

VATICANO, 06 Mar. 11 / 05:39 pm (ACI)

Ao concluir a oração do ângelus dominical, o Papa Bento XVI elevou suas orações pelos diversos conflitos atuais em alguns países da África como a Líbia e fez votos para que o assassinato do ministro católico, Shabbaz Bhatti, no Paquistão dê lugar à defesa da liberdade religiosa.

O funcionário paquistanês foi assassinado brutalmente por membros do Al Qaeda na quarta-feira passada, dia 2 de março, por sua oposição à Lei de Blasfêmia, que dispararam contra seu automóvel durante dois minutos com armas automáticas quando o ministro se dirigia de sua casa ao seu escritório.

Os panfletos deixados pelos assassinos do ministro na cena do crime continham frases como "foi morto porque era cristão, infiel e blasfemo", seu assassinato é parte de "uma guerra de religião para eliminar a aqueles que desejam modificar a lei sobre a blasfêmia"; e "por graça de Alá, todos os que são membros da Comissão de revisão da lei, irão ao inferno".

A Lei de Blasfêmia é uma norma cuja base está na lei Xaria (islâmica) que condena qualquer ofensa contra Maomé ou o Corão. Qualquer muçulmano pode denunciar alguém por transgredi-la sem necessidade de testemunhas ou provas. As punições chegam à pena de morte e com freqüência esta lei é usada para perseguir os não-muçulmanos como os cristãos.

Após a Missa de exéquias do ministro católico na sexta-feira 4 de março, o Arcebispo de Islamabad (Paquistão), Dom Anthony Rufin, disse que Bhatti "deu sua vida pela fé. Estou seguro de que a Igreja, seguindo seus tempos, o proclamará como mártir".

Depois de rezar o Ângelus dominical, o Papa pediu este meio-dia "ao Senhor Jesus que o comovedor sacrifício da vida do ministro paquistanês Shahbaz Bhatti gere nas consciências a coragem e o esforço por tutelar a liberdade religiosa de todos os homens e, de tal modo, promova sua igual dignidade".

Bento XVI também elevou suas orações pela Líbia, "onde recentes enfrentamentos provocaram numerosos mortos e uma crescente crise humanitária".

Os protestos contra o regime do presidente Muamar Ghadaffi (que leva 42 anos no poder) tiveram início no último 14 de fevereiro. Há poucos dias Ghadaffi ordenou bombardear com seus aviões a população da capital Trípoli, deixando um saldo de 2 000 mortos e é cada vez maior o número de pessoas que procuram sair do país para escapar da violência.

Atualmente a informação sobre os enfrentamentos é contraditória: enquanto as forças leais a Ghadaffi afirmam que têm o controle de distintas cidades, os opositores assinalam o contrário nesses mesmos lugares. A violência aumenta a cada dia.

O Papa assinalou que "a todas as vítimas e àqueles que se encontram em situações angustiosas asseguro minhas orações e minha proximidade, enquanto invoco a assistência e o socorro para as populações afetadas".

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Aceleramento da Islamização Européia: Imigração incontrolável atinge Itália por crise no norte da África

Barco com imigrantes
Mais de 1 mil imigrantes chegaram durante a noite de domingo, em um total de 11 desembarques, à ilha italiana de Lampedusa, que no último mês recebeu um fluxo incessante de ilegais procedentes do norte da África, região que vive um período de grande crise.

A Guarda Litorânea realizou diversas saídas durante toda a noite para socorrer e acompanhar as diferentes embarcações. Segundo informou a imprensa italiana, entre os imigrantes há quatro mulheres e está sendo verificada a presença de menores de idade.

A chegada dessas embarcações se soma ao resgate de outra, durante a madrugada de sábado, na qual viajavam cerca de 30 pessoas, duas das quais estão desaparecidas após cair no mar.

A ilha de Lampedusa recebeu uma grande onda migratória no último mês por causa da proximidade com a costa africana. O pico de chegadas a Lampedusa aconteceu entre 12 e 13 de fevereiro, quando desembarcaram mais de 5 mil imigrantes em situação ilegal, o que levou a Itália a pedir a ajuda da União Europeia (UE) para enfrentar a situação.

Advertência de Kadafi

No domingo, o coronel Muamar Kadafi lançou uma advertência à Europa ao afirmar que "milhares invadirão a Europa a partir da Líbia" sem "ninguém para detê-las".

Kadafi advertiu: "Se nos ameaçarem, se nos desestabilizarem, iremos à confusão, a Bin Laden, a grupos armados. Vocês terão imigração, milhares de pessoas que invadirão a Europa a partir da Líbia. E não haverá ninguém para detê-las."

"Bin Laden virá se instalar na África do Norte. Vocês terão Bin Laden às suas portas", ameaçou, reafirmando sua tese de uma conspiração da Al-Qaeda contra seu regime e negando qualquer caráter de revolta democrática da insurreição contra ele.

"Haverá uma jihad islâmica diante de vocês, no Mediterrâneo. Eles atacarão a 6ª frota americana, haverá atos de pirataria aqui, às suas portas, a 50 km de suas fronteiras. Os homens de Bin Laden vão cobrar resgates em terra, em mar. Será realmente uma crise mundial e uma catástrofe para todo o mundo. Eu não deixarei isso ser feito."

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Uma derrota na Holanda: Governo holandês não alcança maioria no Senado em eleições

A apuração dos votos das eleições regionais realizadas na segunda-feira na Holanda confirmou nesta quinta-feira o revés da coalizão de direita, que não obteve a maioria no Senado e enfrenta problemas de governabilidade.

Os membros do Senado são eleitos na Holanda de forma indireta e com relação aos resultados obtidos nas eleições regionais.

Após a apuração de 98,9% dos votos, os liberais de direita (VVD) e os democratas-cristãos (CDA) ficaram a uma cadeira de obter a maioria no Senado (que tem 75 membros), inclusive com o apoio do partido antimuçulmano de Geert Wilders.

Os liberais, do primeiro-ministro do país, Mark Rutte, obtiveram 16 cadeiras, enquanto os democratas-cristãos perderam dez, ficando com 11 assentos. Já os antimuçulmanos estrearam no Senado com 10 membros.

Juntos, os três partidos terão 37 assentos no total, ficando a um de conquistar a maioria do Senado.
A Holanda é governada por uma coalizão de minoria entre liberais e democratas-cristãos, apoiada desde fora do Governo por Wilders, que lhes outorga a maioria parlamentar necessária para aprovar leis.

Ao ficar em minoria no Senado, a coalizão governante terá dificuldade para assegurar a governabilidade, já que as medidas que aprovar no Parlamento poderão ser facilmente bloqueadas na Câmara Alta, que, entre outras, tem a função de ratificar leis.

Em termos gerais, o pleito manteve a tendência marcada nas eleições legislativas de junho, que refletiram um avanço dos antimuçulmanos, deram a vitória aos liberais e representaram a queda dos democratas-cristãos, que encabeçaram o Governo anterior.

O índice de participação nas provinciais foi, de acordo com a mesma pesquisa, de 54%, muito abaixo dos 74% do pleito legislativo de junho.

Fonte: Terra

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Marine Le Pen favorita nas eleições presidenciais francesas

Uma notícia surpreendente e ao mesmo tempo estrondosa: uma sondagem do jornal Le Parisien divulgou no sábado que o partido francês de ultradireita Frente Nacional, liderado por Marine Le Pen, é a favorita na primeira volta das eleições presidenciais de 2012, alcançando 23% das intenções de voto enquanto que o presidente Sarkozy conta com 21% dos votos. Marine Le Pen afirmou-se convicta de as eleições regionais que acontecerão este mês, um ano antes das presidenciais, servirão para o mundo perceber que "as coisas mudaram" e que Sarkozy perderá. Em 2002 o seu pai, Jean-Marie Le Pen, ficou em segundo lugar na primeira volta das eleições presidenciais, atrás do ex-presidente Jacques Chirac e à frente do socialista Lionel Jospin.

Espero bem que isto seja um sinal de que a França está finalmente a abrir os olhos. Objectivo: destruir a esquerda e desislamizar! Dá-lhe, Marine Le Pen!
Fonte: Público PT via Blog do FireHead 

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domingo, 6 de março de 2011

Richard Dawkins perecebe o mal causado pelo declínio do cristianismo e não gosta do que vê

Por Jefferson Nóbrega

Sempre fiz a seguinte pergunta quando se tratava de Dawkins: Com o fim da Europa Cristã, o Islamismo triunfaria, será que Dawkins teria coragem para dizer que "Alah é um delírio"? 

Eis que agora ele respondeu a questão, em uma reportagem publicada pelo The Sunday Times, em 2010, Richard Dawkins diz:

Tanto quanto sei não há Cristãos a explodir prédios. Não conheço Cristãos que façam ataques suicidas bombistas, nem conheço uma grande denominação Cristã que acredita que a apostasia deva ser punida com a morte.Eu tenho sentimentos divididos em relação ao fim do Cristianismo uma vez que o Cristianismo pode ser uma fortaleza contra algo pior.

 Destaco a frase de Dawkins: "...Eu tenho sentimentos divididos em relação ao fim do Cristianismo uma vez que o Cristianismo pode ser uma fortaleza contra algo pior..."

Eis a resposta da pergunta que fiz. Richard Dawkins demonstra preocupação expansão islamica. Parece que ele não terá muita coragem de tecer críticas diretas a Alah.

Foucault e o islã, mistura explosiva

Antonio Gonçalves Filho - O Estado de S.Paulo

Pouco antes de morrer, o filósofo francês Michel Foucault (1926- 1984) escreveu um artigo em que defendeu ser perigoso confundir humanismo com Iluminismo. Segundo o pensador, a temática humanista seria "muito inconsistente para servir de eixo à reflexão". A frase provocou arrepios na feminista iraniana Janet Afary e no professor de sociologia americano Kevin B. Anderson, autores do livro Foucault e a Revolução Iraniana, que será lançado no dia 10 pela Editora É (o livro já se encontra em pré-venda na Livraria Cultura). Eles acreditam que "o resultado trágico da revolução iraniana deflagrada por Khomeini formou parte do pano de fundo desse derradeiro ensaio". E foram atrás de todos os artigos escritos por Foucault sobre o conflito que levou o aiatolá Ruhollah Khomeini (1902-1989) ao poder, estabelecendo uma teocracia islâmica no Irã, em 1979.

Parece paradoxal que um pensador dedicado à causa libertária tenha apoiado, num primeiro momento, os fundamentalistas religiosos que derrubaram a monarquia autocrática pró-ocidental do xá Reza Pahlevi (1919-1980), discordando de seus pares, que viam na revolução islâmica a representação do confronto entre o mundo religioso arcaico e a modernidade laica. Em sua defesa, o historiador Paul Veyne, amigo e colaborador do filósofo, afirma que "esse pretenso esquerdista" - nem freudiano, nem marxista, segundo ele - "foi tocado pelo heroísmo das multidões iranianas diante da polícia e do Exército do xá". Foi por isso, crê Veyne, que Foucault "ultrapassou a neutralidade e tomou o partido dos revoltados, sem esperar para ver se o islamismo não daria razões para a indignação dignas de suscitar revoltas pontuais". Tal conclusão de Veyne se encontra em Foucault: Seu Pensamento, Sua Pessoa, lançado agora pela Civilização Brasileira.

Alimentando a polêmica e as homenagens aos 85 anos do nascimento do filósofo (e 50 da publicação do fundamental História da Loucura), chega às livrarias, no dia 25, outro estudo sobre ele, pela editora Zahar, Como Ler Foucault. O título revela que o objetivo da autora, Johanna Oksala, pesquisadora da Universidade de Helsinque, na Finlândia, é didático e bem diferente do de Veyne, que faz um esforço intelectual para traduzir o discurso de Foucault e ver em que ponto o nietzschiano filósofo aproxima-se de Heidegger - simpatizante e colaborador de outro regime obtuso, o nazista, nunca é demais lembrar. Por trás da obra filosófica de ambos, segundo o historiador francês, "esconde-se um não dito truístico e esmagador: o passado antigo e recente da humanidade não passa de um vasto cemitério de grandes verdades mortas".

A estrutura dos três livros é semelhante: os estudiosos partem para um face a face com as ideias do filósofo. Em cinco capítulos de Foucault e a Revolução Iraniana, seus autores discutem os paradoxos da filosofia foucaultiana, a sedução exercida pelo xiismo sobre o filósofo, suas controvérsias com membros da comunidade iraniana, a vista grossa que fez para os direitos das mulheres submetidas compulsoriamente ao véu e sua relativa ignorância sobre a cultura islâmica. Segundo os autores do livro, ele apontava as semelhanças entre o Corão e o Levítico sem lembrar que o capítulo 20 do livro bíblico determina a pena de morte para adúlteros e homossexuais, o que condenaria o próprio Foucault. Em 1978, quando visitou o Irã como correspondente do jornal Corriere della Sera, ele parecia acreditar que o islamismo iraniano aceitaria melhor a homossexualidade que o Ocidente moderno, segundo os autores do livro. Eles tiveram um testemunho dessa ingenuidade por meio de um depoimento do sociólogo Ehsan Naraghi, colega de Foucault no Collège de France, que ficou espantado com a ignorância do filósofo sobre o mundo muçulmano. Em tempo: Naraghi foi preso durante a revolução islâmica e escreveu um livro sobre o assunto.

Por outro lado, Foucault foi um pensador crítico das instituições sociais - em particular a psiquiatria -, que propôs um novo tratamento para os portadores de doenças mentais, abominando o confinamento e mostrando as semelhanças entre asilos, prisões, quartéis e escolas. Paul Veyne, em seu livro, afirma que ele não foi nem estruturalista, nem relativista e tampouco historicista. Foi, antes, um pensador "cético". Veyne repete inúmeras vezes o adjetivo, sem, no entanto, admitir que Foucault tenha sido um niilista. Quando História da Loucura foi publicado, há meio século, diz, alguns historiadores "não viram inicialmente o alcance do livro", embora o filósofo não fosse "tão marginalizado quanto queria crer". Philippe Ariès adorava seus livros, garante.

Foucault, segundo Veyne, autor do primeiro volume da coleção História da Vida Privada, seria igualmente tolerante com a obra alheia. Ele jamais condenou "a mais absurda das doutrinas", acentua, lembrando como o filósofo falava com prazer e simpatia de Santo Agostinho, embora "duvidasse de toda verdade demasiado geral e de todas as grandes verdades intemporais". Poderia alguém assim cético - mas não niilista - apontar algum caminho para a humanidade? Sim, responde o historiador, "porque seu ceticismo não duvida de tudo por princípio".

Um dado novo no livro de Veyne é a lembrança do nome de Wittgenstein para fazer par com Foucault - ambos acreditariam apenas em singularidades. Ele não explora essas semelhanças, mas mostra como Foucault considerava a "linguagem" dos animais irracionais, ao falar da inteligência de um gato que visitava os apartamentos do número 285 da rua de Vaugirard, em Paris, onde morava o filósofo. "Ele entende tudo", dizia o pensador ao historiador a propósito do felino. Para um empirista como Foucault, até um animal errático era capaz de compreender o que homem se recusa a engolir, ou seja, "que o sujeito não é soberano, mas filho do seu tempo". Foucault, define Veyne, não acredita nem Marx nem em Freud, nem na Revolução nem em Mao e "ria em privado dos bons sentimentos progressistas".

Para o historiador, Foucault viu na revolução iraniana a luta da libertação de um povo, a despeito de ter ouvido dele uma frase bombástica sobre Khomeini: "Ele me falou de seu programa de governo: se tomasse o poder, seria de uma idiotice de fazer chorar". Disse isso "erguendo piedosamente os olhos para o céu". O que esse gesto significou? Foucault desdenhava do aiatolá ou seria mais uma vítima de seu carisma? Os autores de Foucault e a Revolução Iraniana sugerem que a experiência do filósofo no Irã representou uma "guinada em seus escritos da década de 1980", fascinado que ficou pela apropriação dos mitos xiitas de martírio e rituais de penitência dos revolucionários. Foucault faria, sim, críticas tardias ao regime islâmico, mas, então, muitas cabeças já haviam rolado. Após maio de 1979, fez silêncio sobre o Irã. Sua busca de alternativas para a laicidade moderna acabara. 

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