sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Embaixador líbio em Brasília diz que Al-Qaeda quer usar a Líbia para "atacar a Europa"

O embaixador da Líbia no Brasil, Salem Ezubedi, disse hoje que não renunciará ao cargo e que a Al-Qaeda está por trás do levantamento contra Muammar Kadhafi de forma a usar a Líbia para "atacar a Europa".

Ezubedi reforçou o discurso do líder líbio, Muammar Kadhafi, ao afirmar que a revolta no país é liderada pela rede terrorista Al-Qaeda. Para o diplomata, os movimentos no Leste do país, onde o governo já terá perdido o controle, começaram "pequenos e espontâneos, para expor algumas exigências sociais, semelhante ao que acontece em vários países do mundo". 

O embaixador argumentou que o objetivo dos terroristas é controlar os poços de petróleo, aeroportos e portos da Líbia e lamentou a morte de "vítimas inocentes". 

Segundo Ezubedi, os terroristas usam a população como escudo humano. "Temos provas e informações de que a Al-Qaida deseja fundar um centro de mobilidade na região leste da Líbia para atacar a Europa", afirmou o embaixador à Agência Brasil.Ebuzedi disse também que não irá demitir-se, ao contrário do que fizeram pelo menos oito diplomatas líbios que chefiavam missões nos Estados Unidos, na Índia e na China. "O abandono do cumprimento da minha responsabilidade seria uma traição ao meu país, que não seria aceite pela minha cultura nem pelo meu caráter, e (mancharia) a honra da minha família", afirmou Ezubedi, numa declaração traduzida por um funcionário da embaixada em Brasília. 

Foi a primeira declaração do diplomata desde o início da revolta popular na Líbia. Os jornalistas não foram autorizados a fazer perguntas. 

Diante da ameaça à unidade do país e às nações vizinhas e da tentativa de "transformar a Líbia numa nação terrorista", sublinhou o diplomata, o governo líbio resolveu enfrentar a situação.  

"Sentimos muito pela perda de vítimas inocentes e contamos com eles como mártires perante Alá. Sentimos muito pela necessidade de usar a violência para enfrentar esses problemas desde o início", disse. "Todos os países têm o direito de lidar contra quem representa ameaça para a sua segurança e unidade", acrescentou. 

Embaixador da Líbia no Brasil desde 2007, Ezubedi elogiou as relações diplomáticas entre a Líbia e o Brasil e afirmou que os brasileiros na Líbia estão em boa situação. "Desejo tranquilizar os cidadãos brasileiros sobre a saúde dos funcionários das empresas brasileiras. O seu retorno acontecerá o mais rápido possível", disse. 

A operação de retirada de brasileiros que trabalham para empresas privadas na Líbia está em andamento. Hoje, a estatal Petrobras informou que retirou os seus funcionários brasileiros que estavam na capital Tripoli. 

Um avião fretado pela construtora Odebrecht, com 446 pessoas a bordo, incluindo 114 brasileiros, chegou nesta quinta-feira à ilha de Malta, segundo comunicado da empresa. 

Integram o grupo 107 funcionários e familiares brasileiros, 7 funcionários da Petrobras e outros 332 trabalhadores da companhia, com familiares, de 23 nacionalidades. Permanecem na Líbia 2.749 funcionários da Odebrecht. 

De acordo com o comunicado, estão previstos, ainda para hoje, mais dois voos para Malta, com capacidade de 450 pessoas cada. A empresa já contratou também um navio com capacidade para transportar dois mil pessoas que saiu de Palermo, na Itália. A previsão é que a embarcação chegue ainda hoje a Tripoli para resgatar o restante dos funcionários que ainda estão lá.  

Ao mesmo tempo, já está no porto de Benghazi, um navio, contratado pela construtora Queiroz Galvão, para retirar 148 brasileiros que estão naquela cidade, foco do epicentro da revolta popular contra o governo de Muammar Kadhafi. O navio também irá transportar os 56 cidadãos portugueses ainda presentes em Benghazi. 

Fonte


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Morre "ministro da guerra" da Al Qaeda no Iraque

Neaman Salman, considerado o "ministro da guerra" da Al Qaeda no Iraque, foi morto pelo Exército, informaram nesta sexta-feira fontes oficiais.

Salman morreu em data não detalhada durante uma operação armada em Heet, localidade no centro do país, na província de Al-Anbar, como informou o escritório do chefe das Forças Armadas iraquianas.

O comandante militar da coalizão terrorista Estado Islâmico do Iraque, uma aliança liderada pela Al Qaeda, era original de Al-Anbar.

Seu nome completo era Neaman Salman Mansur al Zaidi e também era conhecido com o nome de guerra de Abu Ibrahim.

Durante os interrogatórios de vários dirigentes terroristas que foram detidos em dezembro, quando foi desmantelada a direção do Estado Islâmico do Iraque em Al-Anbar, foi descoberto que Salman estava a cargo do comando militar da organização terrorista.

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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Academia islâmica quer que Bento XVI se desculpe por Cruzadas

CIDADE DO VATICANO, 23 FEV (ANSA) - A maior instituição sunita do mundo condicionou hoje a retomada das relações entre o Vaticano e o Islã a um possível pedido de desculpas do papa Bento XVI pelas Cruzadas ou a uma condenação da ocupação israelense na Palestina.

A declaração foi dada por Muhammad Rifaa Al Tahtawi , ex-porta-voz da Academia de Investigação Islâmica de Al-Azhar, com sede no Cairo, durante o evento "Agenda da convivência: cristãos e muçulmanos por um futuro juntos", promovido em Roma pela Comunidade de Santo Egídio.

Ele disse que está confiante sobre a retomada do diálogo, que foi congelado pela academia sunita no último 20 de janeiro, após Joseph Ratzinger denunciar que os cristãos são perseguidos no Oriente Médio. Para a instituição islâmica, o Pontífice teria atribuído aos muçulmanos a responsabilidade pela opressão da comunidade cristã na região.

Al Tahtawi, que alegou ter deixado o cargo para se unir à revolta do povo egípcio, afirmou que "não é aceitável" que o líder máximo da Igreja Católica diga que 'não insultou [os muçulmanos e que] apenas falou' o que diria"para qualquer outro grupo religioso sobre a falta de liberdade religiosa.

Para o ex-porta-voz, "isso não é uma desculpa", e seria necessário que o Papa "apresentasse agora as desculpas pelas Cruzadas", ou que "condenasse o que Israel está fazendo na Palestina".

Ele ainda observou que "a decisão de congelar o diálogo com o Vaticano, mesmo que nem todos no governo estivessem de acordo, foi muito popular".

"Isso não significa que não se queria um diálogo, mas que se quer um diálogo fecundo, e não de fachada, e baseado no mútuo respeito", completou.

"Nós queremos que o Papa faça um gesto que dê a entender aos muçulmanos que ele lhes tem como seres humanos, assim como tem a todos os outros. Um sinal de respeito seria falar do Islã como uma região de paz, como uma das principais regiões no mundo que toma uma posição sobre as práticas israelenses, assim como sobre Jerusalém", defendeu o ex-porta-voz, acrescentando que "o mundo islâmico, em geral, sente por não ser respeitado e tratado igual".

Fonte: Bol Notícias

Nota do blog: Não há pelo que se desculpar! Ao longo da história o verdadeiro sentido das cruzadas foi deturbado. Os catedráticos que ensinam história, vergonhosamente, esqueceram da busca pela verdade e renderam-se aos mitos anticatólicos, hoje doutrinam os alunos sofismando as mentiras criadas ao longo dos séculos.

Portanto, apresentamos alguns artigos interessantes:

As cruzadas a Jihad e certos professores

Alguns mitos sobre as Cruzadas

A cavalaria - Um texto magnífico

Defendendo as Cruzadas - Agredidos e Agressores

As Cruzadas - A influência marxista alterou a verdadeira história

As Cruzadas foram um ato de defesa e não de ataque

Sobre a Quarta Cruzada

Também exigimos desculpa pelos 270 milhões de cadáveres frutos do Islã e pelas mais de 20 mil mulheres assassinadas pelo Islão


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Sayyid Qutb: o ideólogo da "jihad"

O professor que sucedeu ao fundador da Irmandade Muçulmana, Hasan al-Banna, inspirou vários terroristas, mas as suas obras doutrinais também contribuíram para dividir a organização mais poderosa do Egipto depois do Exército. E a sua Ikhwan já não é o movimento radical que ele liderou.

Em Novembro de 1948, quando o rei Farouk ordenou a sua prisão, forçando-o a uma apressada partida para os Estados Unidos, Sayyid Qutb, o ideólogo da Irmandade Muçulmana, interrogava-se: “Devo ir para a América, como qualquer outro estudante com uma bolsa de estudos, que só come e dorme, ou devo ser especial? Devo manter-me fiel aos meus princípios islâmicos, enfrentando muitas tentações pecaminosas, ou devo ser indulgente com essas tentações à minha volta?”

Nesta viagem de Alexandria para Nova Iorque, descrita por Lawrence Wright em As Torres do Desassossego, o fervoroso nacionalista e anticomunista Qutb nem sequer se considerava muito religioso. Havia muito de “ocidental” na sua maneira de ser e agir – “o vestuário, o gosto pela música clássica e filmes de Hollywood. Lera as obras traduzidas de Darwin e Einstein, Byron e Shelley, e imergira profundamente na Literatura francesa, sobretudo Victor Hugo.”

Em todo o caso, Qutb já se mostrava preocupado com “o avanço da civilização ocidental”, que ele via como uma entidade cultural única. “As distinções entre capitalismo e marxismo, cristianismo e judaísmo, fascismo e democracia eram insignificantes, comparadas com a grande divisão presente na mente de Qutb: o islão no Oriente, de um lado; o Ocidente cristão, do outro”, sublinhou Wright.

De início, a América atraía Qutb, um país que ele considerava “assente em valores” e não nas “noções europeias de superioridade e de classes e raças privilegiadas”, uma nação de imigrantes “permeável a relações com o resto do mundo”, incluindo os árabes. Isso mudou quando o Presidente Henry Truman decidiu apoiar a “causa sionista” e um “lar nacional” para os judeus na Palestina. Quando Qutb seguia para Nova Iorque, o seu Egipto e outros países árabes estavam na fase final de uma guerra que perderam e estabeleceu o Estado de Israel, em 1948. “Odeio e desprezo todos esses ocidentais”, escreveu Qutb. “Todos eles, sem excepção, os ingleses, os holandeses e, também, os americanos, em quem tantos confiavam.”

Qutb era um solteirão casto e conservador. Tinha três irmãs mas a única mulher que realmente o influenciou foi a sua mãe, Fatima, analfabeta e devota que se sacrificou pela formação académica do filho. O pai morrera em 1933 quando Qutb tinha 27 anos. Para sustentar a família, deu aulas em várias escolas provinciais, até se mudar para Helwan, um bairro próspero do Cairo para onde todos foram viver.

Deixar o aconchego do lar acentuou o sentimento de isolamento e solidão de Qutb (expresso em várias cartas a amigos) quando ele se mudou para Nova Iorque e depois Washington (onde estudou Inglês no Wilson Teachers College) e Greeley/Colorado. A sua chegada coincidiu com a publicação do relatório “Sexual Behavior in the Human Male”, de Alfred Kinsey, um documento repleto de estatísticas que chocaram a própria sociedade norte-americana. Kinsey revelava, por exemplo, que 69 por cento dos homens confessaram ter pago sexo com prostitutas e 37 por cento admitiram ter mantido relações homossexuais.

Para Qutb, esta imagem de um “país lascivo”, combinada com a de um “país racista”, que discriminava os negros e os “homens de cor” como ele, reforçou o seu cada vez maior fundamentalismo religioso. Em Fevereiro de 1949, quando Qutb foi internado no Hospital da Universidade de George Washington para extrair as amígdalas, os noticiários davam conta da morte de Hasan al-Banna, o carismático fundador da Sociedade dos Irmãos Muçulmanos (al-Ikhwan al-Muslimun), mais conhecida como Irmandade (al-ikhwān). Foi um “choque profundo” para Qutb, ainda nunca que nunca tivesse sido membro da confraria nem conhecesse, pessoalmente, al-Banna, mas ambos frequentaram a mesma escola de formação de professores, em épocas diferentes, e admiravam-se mutuamente.

“A voz de Banna foi silenciada quando ‘Justiça Social no Islão’, da autoria de Qutb, estava a ser publicado – o livro que lhe daria a reputação de importante pensador islâmico”, realçou Wright. A morte de al-Banna representou um ponto de viragem. A 20 de Agosto de 1950, Qutb regressou ao Egipto para assumir a liderança da Irmandade e reforçar a estrutura de células clandestinas, “difíceis de detectar e impossíveis de erradicar”, envolvida numa série de ataques e homicídios. Em Julho de 1952, os Oficiais Livres, de Gamal Abdel Nasser, derrubaram a monarquia e Qutb escreveu uma carta aos novos dirigentes pedindo a instauração de uma “ditadura justa”. Nasser convidou Qutb para conselheiro do Conselho do Comando Revolucionário, mas ele recusou. Também declinou ser ministro da Educação ou director-geral da Rádio do Cairo. Nasser queria um regime militar, socialista, secular, industrializado e pan-árabe; Qutb queria “mudar a sociedade da base ao topo, impondo valores islâmicos em todos os aspectos da vida, através da aplicação rigorosa da ‘Shariah’ – menos que isto não era islão”.

A única coisa de comum entre ambos, sublinhou Wright, “era a grandeza das visões respectivas”. Qutb foi preso por ordem de Nasser, pela primeira vez, em 1954, mas foi libertado, três meses depois, e foi editar a revista da Irmandade, “al-Ikhwan al-Muslimun”. Os seus artigos críticos enfureceram Nasser e, em 1954, a revista foi encerrada. A “guerra ideológica” entre os dois atingiu o pico na noite de 26 de Outubro de 1954 quando Nasser foi ferido a tiro, por um activista da Irmandade, no momento em que discursava perante uma multidão concentrada numa praça pública em Alexandria.

Ao sobreviver, Nasser tornou-se herói e Qutb um mártir. Foi preso e torturado na prisão, mas foi também aqui, sofrendo de tuberculose, pneumonia e bronquite, que escreveu cinco das suas oito obras doutrinais. A mais importante foi “Ma’alim fia l-Tariq”, divulgada e traduzida no exterior, depois de sair, folha a folha, clandestinamente, da sua cela numa enfermaria. Aquele livro foi a única prova apresentada em tribunal para o condenar à morte, em 19 de Abril de 1966.

Ao ouvir o veredicto, Qutb exclamou: “Graças a Deus. Fiz a 'jihad' durante 15 anos e mereci este martírio.” As ruas do Cairo encheram-se de manifestantes, em protestos contra a iminente execução. Nasser enviou o seu vice-presidente, Anwar el-Sadat, ao hospital prisional onde Qutb estava internado, para o convencer a recorrer da sentença. Prometeram-lhe que seria perdoado, e até promovido a ministro da Educação. Uma irmã de Qutb pediu-lhe que cedesse. Ele recusou, e justificou: “As minhas palavras serão mais fortes se eles me matarem.”

Em 29 de Agosto de 1996, Qutb foi enforcado após a primeira oração matinal. O seu corpo não foi entregue à família, porque as autoridades temiam que o túmulo se tornasse centro de peregrinação. A "jihad" de Qutb não terminaria, porém, nessa alvorada.

(Dados extraídos do “Novo Dicionário do Islão”, de Margarida Santos Lopes, Ed. Oficina do Livro)
Fonte 

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Rotterdam, a capital da Eurábia

Nota editorial De Olho na Jihad:

O artigo abaixo é de autoria de José Luis Poyal, ele demonstra, baseado em uma análise a cidade holandesa de Rotterdam, que os níveis de islamização na Europa atingiu uma escala alarmante. O autor, que já havia viajado à cidade, demonstra uma antítese entre duas épocas distintas. Na primeira, quando esteve no local pela primeira vez, Rotterdam era “um grande exemplo da Europa racionalista e guardiã de suas raízes cristãs e reformista”. Mas, segundo Poyal, a primeira imagem magnífica da cidade é totalmente diferente da atual, Rotterdam hoje está quase que completamente islamizada, tendo inclusive muçulmanos como boa parte do governo.

A cidade é governada pelo prefeito muçulmano Ahmed Aboutaleb, que tem se empenhado em realizar reformas para tornar a cidade cada vez mais islâmica. Ao contrário do que se pode imaginar, Aboutaleb não foi eleito pelos cidadãos, que por sinal estão revoltados com o mesmo, mas foi nomeado pela Coroa.

O artigo demonstra o problema que à tolerância européia tem trago ao continente, que agora parece está despertando aos poucos para a ameaça que enfrentam, o crescimento do apoio a Geert Wilders é um exemplo disso. Tememos que quando a Europa despertar de vez, seja tarde demais.

O autor adota uma postura moderada, não condenando o islamismo, mas atribuindo a causa dos problemas à apostasia do velho continente. Quem se opõe totalmente ao islã, achará que Poyal foge da raiz do problema que seria unicamente o Islã. Mas, mesmo assim a leitura é recomendada e bastante informativa.

De Tahrir a Rotterdam, a capital da Eurábia

A islamização da Europa e as revoltas populares nos países do Oriente Médio

José Luis Poyal – Assistia a imponente manifestação de um milhão de egípcios na famosa praça Tahrir, inflamados depois das orações de sexta-feira. As imagens me trouxeram recordações de experiências íntimas que, perdoe-me, agora me atrevo a contar.

Nos anos 60, graças a um amigo, tive a oportunidade de fazer uma viagem à Rotterdam em um endiabrado barco que se chamava “Miguel Fleta”, que desde o cais do porto de San Juan de Nieva me levou a esplêndida cidade, o primeiro porto da Europa, em uma travessia onde o balanço do balde no Canal do Norte, pôs em prova minhas condições de marinheiro e a de toda tripulação.
 
Dois dias e meio de estadia em Rotterdam, foram suficientes para espantar-me com esta cidade que parecia ter sido desenhada por um computador gigante, mas apesar da obsessão urbanística, deixava flutuar o espírito reformador do grande Erasmo.

Muitos anos se passaram, e meu novo encontro com Rotterdam me trouxe preocupações. Um engenheiro holandês de RBB, que conhece Asturias, informou sobre as mudanças que sua cidade tem passado nos últimos anos. Segundo ele, há bairros inteiros que faz com que o visitante se sinta no Oriente Médio, também disse que em Rotterdam está a maior mesquita da Europa, que os tribunais aplicam a lei islâmica “sharia”, e que o prefeito da cidade é muçulmano.

O multiculturalismo se apropriou do vazio deixado pela descristianização, e o islamismo trouxe de volta à religião, outrora centro da vida social, ajudado pela esquerda e por uma elite anti-cristã que tem perdido completamente o rumo.

Em um passeio pela “casbah” de Rotterdam, no bairro de Feyenoord é evidente a grande mudança cultural, pode-se ver muitos “coffee-casbah”, lojas de comida marroquina, cartazes de propaganda do Hamas, o xadores e as normas indicam a separação de sexos nos cinemas, teatros, piscinas, além da segregação dos homossexuais. Aliás, sobre os homossexuais, os mandatos das mesquitas não podem ser mais expressivos. O Imã Khalil al Moumi, publicou um livro onde ensina que os homossexuais devem ter a cabeça arrancada “e pendurada no topo do edifício mais alto da cidade”. Meu guia informou que está se chegando aos mais altos níveis de loucura, e cita como exemplo as declarações de Bouchra Ismaili, um vereador muçulmano de Rotterdam: “Escutem bem, loucos, estamos aqui para ficar. Vocês são estrangeiros, com Alá a meu lado nada temo, convertam-se ao Islã e encontrareis a paz”.

É como se a cidade tivesse entrado em um processo de “autoislamização”, devido a perda da indenidade da Europa, por sua falta de espírito, aumentou os imigrantes de fé islâmica. A esquerda radical tem alguma responsabilidade no deslocamento de valores. Como ela disse que o Islã é a vanguarda da luta dos pobres e marginalizados. Efetivamente o Islã é uma religião de profundo conteúdo social onde a solidariedade é uma obrigação religiosa e moral. Mas, esse não é o islamismo de Osama Bin Laden e dos salafistas. Esse islamismo é agressivo, o jihadismo, um desafio para o Ocidente.

As revoltas no Egito, Tunísia, Iêmen, Jordânia, Líbia, Argélia e Marrocos, seguem tendo um fundo confuso, que mistura protesto civil contra os abusos de seus respectivos líderes, radicalismo religioso e crítica a Europa e Estados Unidos por terem amparado seus governantes durante anos. Democracia e direitos humanos não combinam com a teocracia muçulmana e a guerra santa contra os infiéis.
 
Em 1964, Rotterdam, além de tulipas, cheirava a cerveja. Hoje, foi convertida em capital da Eurábia, e na cidade mais islamizada da Europa. Na Holanda há dois milhões de muçulmanos e o saboroso cuscuz e a hortelã permeia seus bairros.

A xenofobia é tão condenável quanto os propósitos de quem deseja mudar a estrutura do país que lhe acolheu.




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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Um "islamofóbico" confessa-se

por ALBERTO GONÇALVES
 
Em plena praça Tahrir, 200 cidadãos festejaram a queda de Mubarak violando ou, para usar o eufemismo em voga, agredindo sexualmente a jornalista americana Lara Logan (do 60 Minutes). Fonte da CBS, a estação de Logan, afirma que esses pacifistas sedentos de liberdade (e de senhoras, aparentemente) gritavam a palavra Jew! (Judia!) durante o acto, pormenor omitido na vasta maioria das notícias sobre o episódio.
Compreende-se a omissão. O optimismo face à evolução da situação egípcia é tal que qualquer nota dissonante arrisca-se a ser mal interpretada. Eu, por exemplo, estive quase a sugerir aos que comparam o levantamento no Cairo com o 25 de Abril ou com o fim do comunismo no Leste europeu que inventariassem o número de repórteres violadas, perdão, sexualmente agredidas por multidões na Lisboa de 1974 ou na Budapeste de 1989. Porém, depois desisti. A mais vaga reticência à pureza intrínseca dos muçulmanos em êxtase suscita logo insinuações de "islamofobia" e "racismo".

Por acaso, não vejo de que modo a opinião negativa sobre uma determinada crença religiosa pode indiciar racismo. Quanto à crença propriamente dita, parece-me confuso acusar-se os cépticos de aversão ao islão enquanto se garante que a revolta no Egipto é completamente secular. Entre parêntesis, convém notar que a presença de um tarado teocrático à frente da novíssima reforma constitucional garante uma secularização sem mácula.

Fora de parêntesis, confesso: chamo-me Alberto e sou um bocadinho "islamofóbico". Nem sei bem porquê. Talvez porque, no meu tempo de vida, nenhuma outra religião inspirou tantas chacinas (já repararam que há pouquíssimos atentados reivindicados por católicos, baptistas, judeus, budistas ou hindus?).

Talvez porque nenhuma outra religião relevante pune os apóstatas com a pena de morte. Talvez porque não perceba que os países subjugados à palavra do Profeta consagrem na lei ou no costume o desprezo (e coisas piores) de mulheres, homossexuais, pretos, brancos e fiéis de outras religiões.

Talvez porque não se possa dizer que a sharia trata as minorias abaixo de cão dado que, não satisfeitos com o enxovalho dos semelhantes, os muçulmanos também acreditam que os cães são uma emanação do demónio e sujeitam os bichos a crueldades inomináveis. Talvez porque alguns líderes espirituais do islão foram convictos aliados de Hitler na época do primeiro Holocausto e alguns dos seus sucessores ganham a vida a exigir o segundo.

Talvez porque a presumível maioria de muçulmanos ditos "moderados" é discreta ou omissa na condenação dos muçulmanos imoderados. Talvez porque, nas raras oportunidades democráticas de que dispõem, os muçulmanos ditos "moderados" teimem em votar nos partidos menos moderados (na Argélia ou em Gaza, por exemplo).

Talvez porque inúmeros muçulmanos se ofendam com as liberdades que o Ocidente demorou séculos a conquistar, incluindo o subvalorizado mas fundamental direito ao deboche.

Talvez porque uma considerável quantidade de imigrantes muçulmanos no Ocidente rejeite qualquer esboço de integração e, pelo contrário, procure impor as respectivas (e admiráveis) tradições. Talvez porque, no Ocidente, o fervor islâmico colhe a simpatia dos espíritos totalitários à direita (já vi skinheads a desfilar lenços palestinianos e a manifestar-se em prol do Irão) e, hoje, sobretudo à esquerda.

E é isto. São minudências assim que determinam a minha fobia, no fundo uma cisma pouco fundamentada. Um preconceito, quase. Sucede que muitos dos que, do lado de cá de Bizâncio, acham intolerável tal intolerância, são pródigos na exibição impune de fobias ao cristianismo ou ao judaísmo (o popular "anti-sionismo").

E essa disparidade masoquista, receosa e ecuménica de pesos e medidas constitui, no fundo, o reconhecimento do confronto que nos opõe ao islão, mesmo o islão secular e cavalheiro da praça Tahrir, e o maior sintoma de que eles estão a ganhar por desistência. Adivinhem quem está a perder.

Fonte: DN
Li esse magnífico texto no blog parceiro Perigo Islâmico


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Porque o levante árabe não me traz nenhuma euforia

Por Jefferson Nóbrega

Assustei-me e procurei rapidamente um médico, cheguei desesperado no otorrino em busca de respostas e diagnósticos. Relatei rapidamente meu problema ao especialista em rinologia: __Doutor, diferente do restante do mundo, não consigo sentir o perfume emanado da “revolução do jasmim”. A resposta do médico foi rápida: __ Se o senhor fosse mais velho, diria que passou muito tempo respirando os ares exalados pelos
porões da ditadura.

Sem identificação do problema, saí do consultório ainda pior, pensando que o problema deve ser psicológico, talvez minha mente “retrógrada” e de “extrema-direita”, tenha bloqueado o agradável “odor da liberdade”. O mistério fisiológico ou psicológico continuou.

Vasculhei meu cérebro em busca de respostas, busquei nos mais antigos cantos de minha memória, algo que justificasse a descrença que sinto, diante da busca árabe por democracia. Lembrei que não sou fã de ditaduras, e odeio facínoras como Kadafi, que para minha humilde opinião, nunca passou de um terrorista islâmico. Portanto, cheguei à conclusão que o meu ceticismo não brota de simpatias ideológicas com esses governos. Graças a Deus!
E, enquanto eu estava sentado no êxedra, o perfume emanado da Tunísia espalhou-se pela região, e de repente vi os jornais esquerdistas que, a um mês atrás chamavam Mubarak de presidente, anunciando a queda do ditador. O aroma exalado pelo jasmim Tunísio realmente deve ser magnífico.

Acredito que o problema que assola-me, é que não sei olhar para uma situação de modo geral, aprendi a prestar atenção nos detalhes, principalmente nos menores que passam despercebidos da maioria, mas muitas vezes carregam grande significados.

E alguns detalhes foram esquecidos pelo êxtase da imprensa.

Não tenho fé suficiente para crer na revolução do Twitter e do Facebook, muito menos em multidões de motivação espontânea, sem líderes, sem inspiração, sem mentores. Os mesmo jovens que foram movidos (segundo a mídia) pelo patriotismo, pela sede de democracia, aproveitaram o caos instalado no Egito, para massacrar os Coptas. Eis os guerreiros da liberdade, amantes da democracia e dos direitos humanos, que marcharam sem qualquer motivação islâmica.

Com o banho de sangue que agora mancha as ruas da Líbia, outro detalhe chamou- me à atenção. Em uma reportagem publicada pelo jornal O Estado de São Paulo, um correspondente da Reuters relatava o cenário ao entrar na Líbia pelo Egito:

...Enquanto o correspondente passava de carro por um trecho de estrada no deserto, com ocasionais rebanhos de cabras e casinhas de tijolos, grupos de rebeldes com fuzis de assalto e espingardas nas mãos acenavam alegremente para os carros que passavam.

"Foto! Foto!", eles diziam, fazendo o sinal de V de vitória com os dedos e posando com suas armas. Um dos líbios, zombando do culto à personalidade cultivado por Kadafi, apontou para uma pichação que dizia "nenhum Deus senão Alá"...

Eis a combinação explosiva: rebeldes, fuzis Kalashnikov, e a inscrição “nenhum Deus senão Alá”.

Será loucura minha? Perdoem a minha “mente preconceituosa” que insisti em se atentar nos detalhes, em observar que quase 100% dos que querem, ou tentaram, explodir a civilização ocidental, são: barbudos, de traços árabes, usam roupas típicas muçulmanas e recitam versículos do Corão.

Sou um cego que não quer ver? Ou vejo o que não querem ver? Apenas sei que não posso pular de otimismo com relação ao Egito, conhecendo as diretrizes da irmandade muçulmana para a islamização do mundo.

O colunista Heitor de Paola, expõe brilhantemente como a noção de democracia dos islâmicos é completamente diferente da ocidental. Se derem uma lida, talvez vocês também convertam-se ao ceticismo que me domina. Da mesma forma, o jornalista Bruno Pontes demonstra muito bem a real intenção dos esquerdistas ao regozijarem com o que ocorre nas nações árabes.

Espero sinceramente que eu esteja errado, e que o que assistimos hoje, seja a abertura histórica desses países árabes a real democracia, pois à ascensão do extremismo islâmico ao poder nessa região, deixaria ainda mais delicada situação nessa região constantemente cercada pelos ventos da guerra.

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