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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

"Se não matássemos os apóstatas, não existiria Islã"

Nonie Darwish
Reproduzimos um sincero e corajoso texto de Nonie Darwish,  Presidente de FormerMuslimsUnited.org [Ex-Muçulmanos Unidos] e autora do "O Diabo que não conhecemos".

"O ocidente nega-se a se preocupar; e quando seus cidadãos ficam preocupados, estes são reprimidos. São atacados,  processados, ameaçados com deportações e as vezes assassinados".

O líder sunita mais influente do Oriente Médio acaba de admitir o que muitos de nós, que crescemos como muçulmanos no Oriente Médio, sempre imaginamos: que hoje não existiria Islã sem a matança de apóstatas. Yusuf al-Qaradawi, presidente da Irmandade Muçulmana e um dos líderes mais respeitados pelo mundo sunita, recentemente declarou à TV egípcia: "Se eles (muçulmanos apóstatas) tivessem livrado-se dos castigo pela apostasia, hoje não existiria Islã". O que mais chama atenção na declaração, é que esta não foi uma desculpa, foi uma orgulhosa justificativa lógica para preservar a pena de morte para o "crime" de apostasia. Al Qaradawi explicou que não há nenhum conflito moral, nem sequer dúvidas, sobre essa política no Islã. Pelo contrário, afirmou a legitimidade das leis islâmicas baseadas na justiça através do terror, da intimidação, tortura e assassinato, para todos aqueles que abandonarem o Islã.

Muitos críticos do Islã estão em pleno acordo com o Sheik Qaradawi, e afirmam que  Islã não poderia ter sobrevivido depois da morte de Maomé, se não fosse pelo assassinato, tortura, decapitação e a queima de milhares de pessoas - servindo assim de exemplo para outros que pensassem em deixar o Islã. Desde seu surgimento até a atualidade, o Islamismo nunca considerou inapropriada, e muito menos imoral essa política. Uma pesquisa recente, demonstrou que 84% dos egípcios estão de acordo com a pena de morte para os apóstatas, e não vemos nenhum movimento muçulmano moderado contrário a essa lei. 1,2 milhões de muçulmanos sentindo-se cômodos com tal mandamento, lança luz sobre a natureza do Islã.

A diferença com os americanos, que entendem os princípios básicos de sua constituição,  é que a maioria dos muçulmanos não têm nem idéia das leis básicas de sua religião. A maior parte dos muçulmanos elegem a ignorância no lugar do conhecimento quando o assunto é sua religião, e com frequência, negam-se a qualquer crítica a sua crença por medo de serem acusados de apostasia. Enquanto no Ocidente considera-se uma virtude entender a própria religião, fazer perguntas e tomar decisões conscientes, no mundo muçulmano fazer o mesmo é o último pecado, punido com a morte. O que o no Ocidente é orgulho, é um crime terrível sob a lei islâmica.

A principal preocupação dos cidadãos muçulmanos, em qualquer estado islâmico, é permanecer a salvo, vivo e longe de ser acusado de transgredir algum ensinamento islâmico. Em tal atmosfera de medo e desconfiança,  não importa se o apóstata é do governo, um dos amigos, vizinhos ou familiares, haverá proteção ao assassino por ter matado alguém que apostatou da fé.

Não é a toa que os países islâmicos possuem a maior taxa de analfabetismo e carecem de educação: a cultura islâmica criminaliza não só a apostasia, mas também o ato de questionar, de duvidar, dessa forma a ignorância é uma virtude e proteção.

As culturas islâmica e judaico-cristã são opostas quando trata-se do sistema de valores morais - a divisão fundamental entre a moralidade islâmica e a ocidental é que nenhuma religão não-islâmica moderna mata seus apóstatas.

Em um programa de televisão no canal "Al-Tahrir", durante uma discussão dos textos islâmicos de Al-Azhar - a mais importante universidade do mundo islâmico, localizada no Cairo - os estudante afirmaram que "qualquer muçulmano, sem permissão do governo, pode matar, assar e comer o apóstata". Foi confirmado que essa "lição" figura nos livros oficiais do governo egípcio para os estudantes do ensino secundário. O convidado do programa, impressionado, não conseguia crer que os estudantes egípcios do Islã são ensinados que o canibalismo de apóstatas é halal (permitido).

Políticas como essa deveriam ser de grande preocupação para o Ociente. No entanto, o mundo ocidental parece está em estado constante de negação. Negam-se a se preocuparem e quando seus cidadãos preocupam-se os reprimem. São processados (Geert Wilders, Lars Hedegard, Elisabeth Sabaditsch-Wolff, Mark Steyn, Ezra Levant); atacados (Kurt Westergaard na Dinamarca, Lars Vilks na Suécia, Charlie Hedbo revista semanal na França); ameaçados de deportação (atualmente, Imran Firasat , da Espanha para o Paquistão, e Reza Jabbari da Suécia para o Irã, onde ambos, provavelmente serão presos e condenados a morte), tem suas mortes decretas em fatwas (Salman Rushdie, Geert Wilders, Ayaan Hirsi Ali, Wafa Sultan, M. Zuhdi Jasser) e são mortos (Theo van Gogh).

Em vez de enfrentar com seriedade a ameaça do Islã, o Ocidente segue insensível as vítimas. No há indignição dos governos ocidentais, dos meios de comunicação ou das ONG's, acerca do que vemos e escutamos no Oriente Médio: as fotos de centenas de cristãos queimados vivos na Nigéria, ou os vídeos de apóstatas decapitados e queimados vivos que podem ser econtrados facilmente na internet.


Os ocidentais tem investido tempo, esforço e dinheiro para entender o Islã, quando o que precisam é escutar o que os líderes muçulmanos estão dizendo. A prioridade da política externa dos EUA não deveria ser de apaziguamento da cultura islâmica deseperada por aprovação, e sim a proteção de seus cidadãos, de sua cultura e de sua constituição, das teologias moralmente tirânicas.

Blog De Olho na Jihad tradução do diário espanhol Minuto Digital


segunda-feira, 16 de julho de 2012

O Novo Governante do Egito: Mohamed Tantawi

por Daniel Pipes e Cynthia Farahat
The Washington Times
11 de Julho de 2012

Qual o significado de Mohamed Morsi ser o presidente do Egito? Falando em nome do consenso, Bret Stephens recentemente se posicionou no Wall Street Journal contra o consolo de que a vitória da Irmandade Muçulmana "seja meramente simbólica, já que o exército detém as armas". Ele concluiu que o "Egito está perdido".

Devemos sustentar o contrário: a eleição não foi apenas simbólica, foi também ilusória e o futuro do Egito continua em jogo.

Morsi não é o político mais poderoso do Egito nem o comandante-chefe das forças armadas. Comprovadamente, ele nem sequer dirige a Irmandade Muçulmana. Seu cargo é nebuloso. As forças armadas poderiam colocá-lo para escanteio. Pela primeira vez desde 1954, o presidente do Egito é uma figura secundária, com o papel funcional há muito designado aos primeiros ministros.

A foto de Morsi com Tantawi revela os termos do relacionamento: Não só está Tantawi sentado à direita, onde sentavam os presidentes egípcios que o precederam (Nasser, Sadat, Mubarak) quando recebiam de forma ritualista as visitas, como também o encontro se deu no Ministério da Defesa, não no palácio presidencial, o que normalmente supõem as normas protocolares.

Mohamed Tantawi é o verdadeiro governante do Egito. Presidente do Conselho Supremo das Forças Armadas (SCAF), Marechal de Campo e Ministro da Defesa, serve não apenas como comandante em chefe mas também como chefe efetivo das três ramificações governamentais do Egito. Tantawi é um autocrata com poderes quase absolutos. Como representante chefe da junta militar que vem governando o Egito desde fevereiro de 2011, sua missão é prolongar o governo indefinidamente, assegurando assim aos oficiais os emolumentos e privilégios.

O SCAF (Conselho Supremo das Forças Armadas) se vale da Irmandade Muçulmana e de outras milícias como frentes civis, papel que desempenha com prazer, permitindo que os islamistas acumulem uma porcentagem descomunal do voto parlamentar, para então ganharem a presidência. Durante o suspeito atraso de uma semana antes do anúncio do resultado dos votos para presidente, o SCAF se reuniu com o verdadeiro líder da Irmandade Muçulmana, Khairat El-Shater e chegaram a um acordo, segundo o qual Morsi se tornou presidente, mas o SCAF continua governando.

Para entender o poder do SCAF, atente para três medidas tomadas concomitantemente às eleições presidenciais:

Imposição da lei marcial: Em 13 de junho, o Ministro da Justiça autorizou os Serviços Gerais de Inteligência e a polícia militar a prenderem civis ao seu bel prazer e encarcerá-los por seis meses, caso expressassem qualquer forma de oposição escrita ou artística contra o SCAF, a polícia ou as milícias islamistas, ao passo que realizar manifestações de protesto nas ruas contra as instituições acima mencionadas poderá levar à prisão perpétua.

Dissolução do parlamento: Com a alegação que as eleições parlamentares de novembro de 2011 – janeiro de 2012 desrespeitaram a constituição (que proíbe candidatos de partidos a concorrerem a cadeiras "individuais"), a Suprema Corte Administrativa considerou-as inválidas em fevereiro de 2012. Em 14 de junho, a Suprema Corte Constitucional, controlada pelo SCAF confirmou a decisão e dissolveu o parlamento. Visto o passado, parece que o SCAF, que inspecionou as eleições, permitiu intencionalmente que os islamistas desrespeitassem a lei para que assim tivesse uma justificativa, de acordo com sua vontade, para dissolver o parlamento fraudulento do Egito.Estabelecimento da premissa para corte marcial: Em 17 de junho o SCAF emitiu uma declaração constitucional que formalizava sua intenção de prolongar o regime militar em vigor há 60 anos. O artigo 53/2 determina que, em face de distúrbios internos, "o presidente poderá emitir uma decisão de instruir as forças armadas – com a aprovação do SCAF – de manter a segurança e defender a propriedade pública". A base para a completa tomada do poder pelos militares não poderia ser mais clara, o plano de Morsi de reconvocar o parlamento dissolvido poderia justificá-la.

 Foto: Morsi prestou o juramento de cargo perante a Suprema Corte Constitucional e não perante o parlamento. Marcada mais uma vitória simbólica para o SCAF.

Embora os estrangeiros estejam quase que na totalidade cegos quanto ao jogo de poder do SCAF, a grande maioria dos egípcios reconhece esta realidade. O grupo liberal Movimento da Juventude 6 de Abril, classificou suas recentes atitudes "um golpe de estado light". O jornalista Zainab Abu El-Magd muito contrariado salientou que "golpes de estado nos dias de hoje são dados por meio de "eleições limpas"". Ziad Abdel Tawab do Institute for Human Rights Studies do Cairo chamou a dissolução do parlamento um "flagrante golpe militar". Um jornal egípcio classificou Morsi de "presidente sem poderes", enquanto um islamista comparou-o à Rainha Elizabeth II da Grã-Bretanha.

O SCAF se esforça em perpetuar o status quo, através do qual o corpo de oficiais desfruta da boa vida enquanto o resto do país satisfaz suas necessidades. Tornar Morsi presidente aparente do Egito o imbui habilmente com responsabilidade à medida que os problemas econômicos se deterioram. Mas os truques do SCAF correm grande perigo e podem dar errado, porque uma população farta de tirania e atraso se vê com mais do mesmo. A próxima explosão poderá fazer com que a revolta no começo de 2011 pareça brincadeira de criança.

Para ajudar a evitar a próxima explosão, os governos ocidentais deveriam adotar uma política com o propósito de pressionar o SCAF a permitir aumentar gradualmente a genuína participação política.

O Sr. Pipes é o presidente do Middle East Forum e membro Taube da Hoover Institution. A Sra. Farahat, membro do Forum, também trabalha no Center for Security Policy and Coptic Solidarity. © 2012 por by Daniel Pipes e Cynthia Farahat
Atualizações de 11 de julho de 2012: (1) Segue uma descrição poética dos novos apuros do presidente, por Jeffrey Fleishman e Reem Abdellatif do Los Angeles Times: "Morsi foi eleito presidente sem uma constituição, com parca definição de poderes, chegando ao palácio como se fosse uma figura arremessada por acaso em um jogo de estratégia".

(2) Morsi já parece ter capitulado frente ao SCAF na questão do parlamento, anunciando indiretamente que "se a decisão de ontem da corte constitucional impede o parlamento de cumprir com suas responsabilidades, respeitaremos a decisão porque estamos em um estado de direito. Haverá consultas com forças (políticas) e instituições e com o Conselho Supremo a fim de que as autoridades abram um caminho adequado para sairmos disso", foi a declaração do seu gabinete.

domingo, 15 de julho de 2012

CLERO ISLAMISTA COMEÇA A CLAMAR PELA DESTRUIÇÃO DAS PIRÂMIDES DO EGITO

Vários proeminentes clérigos muçulmanos começaram já a apelar pela destruição das pirâmides do Egito, por considerarem como "simbolos do Paganismo"; já existia membros do partido salafistas que propunham que o monumentos, patrimônio cultural da humanidade, fossem cobertos com cera. Mais recentemente, o «xeque dos xeques sunitas», Presidente da Unidade Nacional Abd al-Latif al-Mahmoud apelou ao novo presidente egípcio, Muhammad Morsi, para que, «destrua as pirâmides e faça o que Sahabi Amr bin al-As não fezAmr ibn al-As ou Amr Bin Al-Aas foi um general árabe muçulmano, um dos sahaba (companheiros de Maomé) e um político influente, que ficou famoso no mundo árabe por ter conquistado o Egipto. (Wikipedia)
 
É valído lembrar que segundo antigos autores árabes, a biblioteca de Alexandria foi destruída sob as ordens do califa Omar - alguns estudiosos ocidentais contestam este fato, mas não há dúvidas é que, correspondendo ou não à verdade em si mesmo, o fato ser reivindicado atesta a mentalidade de quem o reivindica. E, de fato, o Islã despreza, desde sempre, tudo o que não é muçulmano, nomeadamente as culturas pagãs que precedem a revelação do profeta. Foi esta atitude que levou à  tão falada destruição das estátuas dos Budas de Bamyan e, mais recentemente, da herança da antiga cidade de Timbuktu, no Mali. Esta desvalorização muçulmana de tudo o que não é muçulmano acompanha no pensamento islâmico o seu desapego, quando não o repúdio, pela Nação, por todas as Nações, flagrantemente exemplificado na declaração do anterior líder da Irmandade Muçulmana, Muhammad Akef: «ao diabo com o Egito» - porque o Islão é visceralmente internacionalista, mais ainda do que o Cristianismo, e todo o muçulmano fiel é muçulmano antes de ser seja de que nacionalidade for. Aí está aquela que é talvez a grande ponte entre o credo de Maomé e a Esquerda, que por todo o Ocidente tanto o apoia.
 
Fonte: http://frontpagemag.com/2012/raymond-ibrahim/muslim-brotherhood-destroy-the-pyramids/
 

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Hamas comemora vitória de Mursi no Egito; celebrações em Gaza


Gaza - Os palestinos em Gaza comemoraram neste domingo o anúncio da vitória de Mohamed Mursi, candidato da Irmandade Muçulmana, nas eleições presidenciais do Egito, enquanto o movimento islamita Hamas afirmou que era um "momento histórico".
Já a Autoridade Palestina, responsável pela Cisjordânia, também parabenizou Mursi, que se tornará o primeiro presidente do Egito da era pós-Hosni Mubarak.
O integrante de alto escalão do Hamas Mahmud Zahar afirmou à AFP que a vitória era "um momento histórico e uma nova era na história do Egito", enquanto moradores de Gaza aplaudiram e dispararam uma saraivada de tiros de comemoração nas ruas dos territórios palestinos.
O movimento islâmico do Hamas, que governa a Faixa de Gaza, tem laços de longa data com a Irmandade Muçulmana, organização que viu seu candidato receber 51,73% dos votos e derrotar o ex-primeiro-ministro Ahmed Shafiq.
A Autoridade Palestina também parabenizou o presidente eleito do Egito.
"Parabenizamos o doutor Mohamed Mursi, o candidato da Irmandade Muçulmana, por sua vitória na eleição presidencial egípcia e por sua eleição como presidente do Egito", afirmou o negociador palestino Saeb Erakat à AFP.

Islamita é o primeiro presidente eleito do Egito após queda de Mubarak

Milhares de egípcios lotavam neste domingo (24) a praça Tahrir, no centro do Cairo, para comemorar a vitória nas eleições presidenciais de Mohamed Mursi. O candidato da Irmandade Muçulmana foi declarado hoje o primeiro presidente do Egito desde que uma revolta popular derrubou Hosni Mubarak e prometeu colocar em prática o slogan da Irmandade Muçulmana - "o islã é a solução". A junta militar que governa o país desde a queda do regime de Mubarak afirmou que irá entregar o cargo da presidência ao vencedor das eleições até o dia 30 de junho.

"Deus é o maior" e "abaixo o regime militar" eram alguns dos slogans entoados pelos manifestantes, enquanto fogos de artifício eram lançados, depois que a comissão eleitoral declarou formalmente o candidato da Irmandade Muçulmana como vencedor.
Mursi prometeu trazer "estabilidade, segurança, justiça e prosperidade" ao Egito, depois de um ano de tumultos. Ele disse que chegou a hora de colocar em prática o slogan "o islã é a solução", da Irmandade Muçulmana,- e afirmou que seu plano político possui "referências do islã moderado".

O presidente da Comissão Eleitoral Suprema do Egito, Farouk Sultan, anunciou em entrevista coletiva que Mursi obteve 13.230.131 votos válidos (51,73%), contra os 12.347.380 (48,27%) recebidos por seu concorrente, o general reformado Ahmed Shafiq, no segundo turno do pleito, realizado nos dias 16 e 17 deste mês.

A vitória de Mursi o torna o primeiro presidente do Egito após a queda de Hosni Mubarak, ocorrida em fevereiro de 2011, e leva a Irmandade Muçulmana à Presidência pela primeira vez em seus 84 anos de história, a maioria deles na ilegalidade.

Tanto Mursi como Shafiq haviam proclamado vitória ao longo desta semana, alegando dados coletados por suas respectivas equipes de campanha.

Sultan revelou que 26.420.763 eleitores foram às urnas no segundo turno, 51,85% dos quase 51 milhões de egípcios convocados a votar. O presidente da Comissão Eleitoral destacou ainda que foram revisados pedidos de impugnações nos resultados em cerca de cem mesas eleitorais das mais de 13 mil nas quais os egípcios puderam depositar suas cédulas.

A decisão da Comissão Eleitoral não pode ser impugnada nem sofrer apelação por parte dos candidatos, ao ser a última instância responsável pelo pleito.

Período de indefinição gerou tensão

Nos últimos dias, havia um clima no país de indefinição, sem nenhum sinal sobre o que seria decidido nas urnas.

O Parlamento egípcio, que foi escolhido em eleições livres em novembro , foi dissolvido. A Irmandade Muçulmana, que possuía a maioria, protestou contra a decisão.
No último dia 14 de junho, o Tribunal Constitucional egípcio anulou a composição da câmara baixa do Parlamento e declarou inconstitucional a Lei de Isolamento Político, que teria impedido o ex-primeiro-ministro Ahmed Shafiq de concorrer à Presidência no pleito.
Além disso, a junta militar restaurou a lei marcial dos tempos da ditadura de Mubarak, que permite prisões arbitrárias, e ampliaram os poderes das Forças Armadas.
Para piorar o clima de tensão política no país, a comissão eleitoral atrasou a divulgação dos resultados. Inicialmente, o vencedor seria declarado na quinta-feira, mas a comissão - que é formada por cinco juízes - disse precisar de mais tempo para investigar todos os recursos feitos pelos candidatos.

O atraso alimentou boatos de que o Conselho Supremo das Forças Armadas e a Irmandade Muçulmana estariam negociando nos bastidores o futuro do país.

Para alguns analistas, os militares, que apoiavam Ahmed Shafiq, teriam percebido que a vitória de Mursi era irreversível, e estariam buscando um acordo para conquistar imunidade contra possíveis processos.

Os islamitas da Irmandade Muçulmana - que foram o maior partido de oposição durante toda a era Hosni Mubarak - querem retomar os poderes presidenciais. Mas os egípcios não sabem até que ponto os militares estão dispostos a deixar o poder.

Junta militar parabeniza vencedor

O chefe da junta militar do Egito, marechal Hussein Tantawi, parabenizou neste domingo o candidato da Irmandade Muçulmana Mohamed Mursi pela vitória nas eleições presidenciais, afirmou a rede de televisão estatal.

"O marechal Hussein Tantawi parabeniza o Doutor Mohamed Mursi por conquistar a presidência da república", afirmou a rede de televisão, depois de uma disputa que dividiu a nação mais populosa do mundo árabe.
Em Gaza, os palestinos comemoraram o anúncio da vitória de Mohamed Mursi nas eleições presidenciais do Egito, enquanto o movimento islamita Hamas afirmou que era um "momento histórico".

O integrante de alto escalão do Hamas Mahmud Zahar afirmou que a vitória era "um momento histórico e uma nova era na história do Egito", enquanto moradores de Gaza disparavam uma saraivada de tiros de comemoração nas ruas dos territórios palestinos. (Com agências internacionais)

sexta-feira, 20 de abril de 2012

A verdadeira face da Fraternidade Islâmica

Novamente vemos como os conceitos ocidentais, quando articulados no contexto islâmico, conduzem a resultados antitéticos para o Ocidente. “Democracia” e “eleições”, por exemplo – que no Ocidente sugerem “liberdade”, “direitos humanos”, “liberdade”, etc – estão sendo usados para promover a Sharia, a antítese da lei ocidental, ao poder.
 
Neste vídeo recente, o Dr. Safwat Hegazi, um pregador popular membro da Fraternidade Islâmica, explicita como ele anseia por ver as nações árabes tornarem-se “como os Estados Unidos” – para que se unifiquem nos “Estados Árabes Unidos”. Embora isso possa parecer um objetivo admirável (ou ao menos neutro), tenha em mente ao que ele está aludindo: a ressurreição do califado – que, por natureza, existe para se expandir, inclusive por meio de jihad

Além disso, Hegazi deixa claro que seu interesse em ver os “Estados Árabes Unidos” tem menos relação com a solidariedade entre árabes (nacionalismo) e mais com submissão ao Islã (religião). Conforme ele tagarelava a respeito de como seria maravilhoso ver as nações árabes unidas em um bloco, o entrevistador, secular e céptico, relutantemente concordou, “desde que a capital seja o Cairo”, ou seja, desde que a integridade do Egito permaneça. 

A isso, Hegazi respondeu: “Não, eu digo que a capital deve ser Jerusalém, se Allah permitir.”
Assim, do mesmo modo que a sacrossanta palavra “democracia” está sendo utilizada para estabelecer o governo fascista no mundo islâmico, também a noção de “Estados Árabes Unidos” está cheia de problemas – entre eles, a eliminação de Israel para estabelecer um califado expansionista sobre suas ruínas.
Fraternidade Islâmica: apenas “bêbados, drogados e adúlteros rejeitam a Sharia
Em outra ocasião, a Fraternidade Islâmica do Egito fez algumas afirmações que irritaram a nação secular e a população cristã. 

Em uma conferência na qual estavam presentes cerca de 5 mil líderes da Fraternidade Islâmica, o Dr. Essam El-Erian, vice-presidente do partido “Liberdade e Justiça”, a vertente política da Fraternidade, declarou que “ninguém no Egito – nem copta, nem liberal, nem esquerdista, ninguém – ousa dizer que é contra o Islã e contra a aplicação da Sharia: todos afirmam querer a [aplicação da] Sharia islâmica. E quando chegar a hora de um referendum, quem disser “‘nós não queremos a Sharia’ vai expor suas intenções ocultas.”

Em seguida, ele ameaçou o Concílio Supremo das Forças Armadas do Egito com “massacres” caso estes interferissem na polícia e no papel do Islã na constituição, e se dirigiu aos cristãos coptas do seguinte modo: “Vocês nunca vão encontrar uma fortaleza mais forte para seus direitos e sua fé do que o Islã e a Sharia”, acrescentando que “Nosso Senhor nos comandou a sermos justos, e nos aprendemos isso no Islã. Nós não queremos ferir ninguém...”

Complementando a questão, seu colega de Fraternidade, Sheikh Sayyid Abdul Karim asseverou: “Aqueles que não desejam ver o Islã (a Sharia) aplicado são bêbados, drogados, adúlteros e donos de prostíbulos”.
Enquanto esse discurso é lugar comum no estilo dos salafistas egípcios, aqui está mais um indicador de que a Fraternidade, que há tempos domina a arte da dissimulação, está começando a se sentir confortável o suficiente para deixar fragmentos de verdade virem à luz. 

O popular candidato presidencial do Egito: “a Sharia deve ser aplicada”
Em uma conferência recente, Dr. Abd Al-Mun´im Abu al- Futuh – um dos mais populares candidatos à presidência do Egito, membro do partido da Fraternidade Islâmica “Liberdade e Justiça” – declarou que “o Islã deve ser sustentado e a Sharia deve ser aplicada; nós não devemos permitir que os métodos do regime anterior – prisão de nossos filhos simplesmente porque eles estão comprometidos com a religião (Islã) e porque eles vão às mesquitas rezar – retornem jamais”.

Para o leitor ocidental médio, isso tem cheiro de liberdade religiosa – até que este perceba por que o regime anterior, como todos os regimes árabes seculares, se mantinha alerta aos muçulmanos “comprometidos com a religião”, os quais “vão às mesquitas rezar”: quanto mais fervorosos eles são nos ensinamentos islâmicos, mais eles aprovam a violência, e mesmo o terror (sob a bandeira de jihad), e também são mais propensos a ter como alvo qualquer um que permaneça em seu caminho, o que significa o “inimigo próximo” (o estado, se este for secular), o “inimigo distante” (o ocidental infiel), e qualquer um entre esses dois extremos (a minoria dhimmi, como os cristãos coptas do Egito).


Raymond Ibrahim
integra o Middle East Forum, presidido por Daniel Pipes, e é “Shillman Felow” no David Horowitz Freedom Center.
Publicado no site da FrontPage Magazine.
Tradução: Tiago Venson Fonte: http://www.midiasemmascara.org/artigos/globalismo/12985-a-verdadeira-face-da-fraternidade-islamica.html

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Podcast Cessar-Fogo - 16ª Edição


O Podcast Cessar-Fogo tem sido transmitido pela Rádio Comunidade de São Cristóvão FM 106.3 (Sergipe) e pela Vertical WebRadio, como parte do programa "O Jeito do Mestre". 

Nesta edição: a vinda do messias islâmico e o domínio global do Islã.



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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Ahmadinejad acredita que o messias islâmico está prestes a chegar


"Ahmadinejad conquistará Jerusalém
antes da vinda do messias islâmico."
Uma nova evidência surgiu quanto à visão iraniana de que a instabilidade atual no Oriente Médio representa um sinal de que o Mahdi - o messias islâmico - está prestes a aparecer. A CBN News obteve um vídeo nunca antes visto produzido pelo regime iraniano que diz que todos os sinais estão se encaixando - e que o Irã estará prestes a colaborar para o início do fim dos tempos.

Enquanto os movimentos revolucionários que se apoderam do Oriente Médio criam um clima de incerteza em toda região, o vídeo mostra que o regime iraniano acredita que o caos é uma prova divina de que a sua vitória final está próxima.


A Vinda está Próxima


O vídeo de propaganda foi supostamente aprovado pelos mais altos escalões do Governo iraniano. Chama-se "A Vinda está Próxima" e descreve os eventos atuais no Oriente Médio como um preâmbulo da chegada do mítico duodécimo Imã Mahdi - a figura messiânica que as escrituras islâmicas dizem que conduzirá os exércitos do Islã para a vitória sobre os não-muçulmanos nos últimos dias.

"Este vídeo foi produzido por um grupo chamado 'Os Condutores da Vinda', em conexão com o Basij - a força paramilitar iraniana - e em colaboração com o escritório do presidente iraniano", disse Reza Kahlili, um ex-membro da Guarda Revolucionária do Irã que compartilhou o vídeo com a CBN News.

Kahlili, autor do livro "Tempo de Trair", trabalhou como um agente duplo para a CIA dentro do regime iraniano.

"Há poucas semanas, o escritório de Ahmadinejad apresentou este vídeo com muita emoção para os clérigos", disse Kahlili à CBN News. "O público-alvo são os muçulmanos no Oriente Médio e no mundo".

O vídeo afirma que o Irã está destinado a se levantar como uma grande potência nos últimos dias para ajudar a derrotar os Estados Unidos e Israel, e anunciar o regresso do Mahdi. E deixa claro que os iranianos acreditam que esse momento está se aproximando rapidamente.

"O Hadith descreveu claramente os eventos e as diversas transformações dos países no Oriente Médio e também a respeito do Irã na época da vinda", disse um narrador no vídeo, e continuou dizendo que a invasão estadunidense ao Iraque já havia sido anunciada pelas escrituras islâmicas - e que o Mahdi, num futuro próximo, governará o mundo a partir do Iraque.

Outros Sinais "Proféticos"

A agitação atual nos outros países do Oriente Médio, como Iêmen e Egito - incluindo o levantamento da Irmandade Muçulmana -, e o atual estado precário de saúde do rei da Arábia Saudita - rival iraniano -, também têm sido analizados como sinais proféticos de que o Mahdi está chegando.

"A presença de Abdullah, sua enfermidade e sua condição duvidosa não são uma grande notícia para aqueles que estão ansiosos pela vinda?", pergunta o narrador.

O líder supremo do Irã, Khameini, e Hassan Nasrallah, líder do grupo terrorista Hezbollah, são considerados peças fundamentais do fim dos tempos, cujas ascensões foram preditas nas escrituras islâmicas.
O mesmo ocorre com o presidente Mahmoud Ahmadinejad, que segundo o vídeo conquistará Jerusalém antes da vinda do Mahdi.

"Acredito que seja um desenvolvimento muito sério", disse à CBN News o especialista em assuntos do Oriente Médio Joel Rosenberg, autor do livro "O duodécimo Imã". "Abre uma janela para o pensamento da liderança iraniana: eles acreditam que uma guerra com Israel pode acontecer antes do que muitos imaginam".

Kahlili diz que o vídeo "A Vinda está Próxima" em breve será distribuído pelo regime iraniano para todo o Oriente Médio. Explicou que o seu objetivo é promover mais levantes nos países árabes.

Fonte: CBN News
Tradução: Jônatha Bittencourt - CessarFogo.com


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sábado, 14 de janeiro de 2012

A Irmandade Muçulmana e o Tratado de Paz Egito-Israel


O presidente americano Barack Obama é extremamente "ingênuo" sobre a expansão da Irmandade Muçulmana no Oriente Médio. Esta é a conclusão do Conselho de Segurança Nacional de Israel.

Em seu relatório o Conselho mostra preocupação com a vitória da Irmandade nas eleições do Egito e especialmente com as declarações de seus líderes. O segundo em comando Dr. Rashad Bayumi disse no domingo passado que a Irmandade nunca reconhecerá Israel e irá trabalhar para rever o tratado de paz. Ele disse ainda que nenhum membro da Irmandade terá qualquer contato ou relações com Israel. A Irmandade junto com o partido radical islamico al-Noor deverão controlar 60% do parlamento egípcio.

A ascenção das forças islâmicas jihadistas no Egito colocam os Estados Unidos e as potências ocidentais numa posição muito desconfortável. Os Estados Unidos são os garantidores do tratado de paz entre Israel e o Egito que tem como base o conceito de terra-por-paz. Em 1982 Israel deu o Sinai ao Egito e em troca recebeu um papel assinado que os egípcios não mais fariam a guerra. Agora que os jihadistas estarão no poder, o tratado será provavelmente revogado.

A pergunta é se isso de fato acontecer, será que os Estados Unidos irão exigir que o Egito devolva o Sinai para Israel? Isto parece absurdo mas se a administração Obama ou qualquer outra administração Americana não fizer esta exigência e a Europa não apoia-la, então todo o conceito de terra por paz será exposto como uma farsa, uma ficção.

Primeiro, este conceito propõe falsamente que o processo de paz é uma via de duas mãos. Um toma lá dá cá. Israel dá a terra, os árabes dão a paz. Mas a inevitável morte do acordo de paz com o Egito mostrará que ele é uma estrada de mão única. O que Israel entrega não tem retorno enquanto que as obrigações de paz dos árabes podem ser revogadas a qualquer tempo.

E aí temos as supostas inquebrantáveis garantias de segurança dadas pelos Estados Unidos e Europeus que acompanham a assinatura destes tratados. Todas as promessas feitas a Israel, que eles ficarão do lado do estado judeu quando ela se arrisca pela paz – serão expostas pelo que são: mentiras inúteis. Ninguém irá se levantar pelos direitos de Israel ou lembrar aos egípcios que devem honrar sua palavra.

E agora que a Irmandade Muçulmana foi democraticamente eleita no Egito e outros países do Oriente Médio, a mídia e representantes de governos ocidentais, ficam insistindo que estes movimentos anti-democráticos, anti-semitas e anti-Israel, de repente, depois de eleitos, se tornaram moderados e pragmáticos. Obama é um que está fazendo de tudo para mostrar favores à Irmandade Muçulmana.

O jornal National Review Online reportou no dia 31 de dezembro último que Obama teria recrutado o líder espiritual da Irmandade, Sheikh Yussuf Qaradawi para intermediar negociações secretas dos americanos com os Talibãs.

Este é o mesmo Qaradawi que voltou do exílio para destituir Hosni Mubarak e liderou os manifestantes na praça Tahrir chamando-os para invadir Jerusalem. Em 2009 ele conclamou os muçulmanos a completarem o objetivo de Hitler e erradicar o povo judeu.

Tanto a Irmandade Muçulmana quanto os salafistas se contentam em dizer em termos muito gerais o que a mídia ocidental e seus políticos querem ouvir: que eles irão manter o acordo de paz com Israel. Mas em árabe, eles consistentemente prometem ao seu povo a destruição de Israel e a abolição do tratado de paz.

Mas mesmo para o ocidente estes grupos começaram a dizer que irão rever o acordo, emendá-lo e impor novas condições. Hoje mesmo, o representante da Irmandade Muçulmana no Egito deixou claro que as declarações da Casa Branca sobre o acordo de paz não eram verdadeiras. Ele disse que o acordo com Israel não é "Santo" e "deve e será revisto". Assim, se novas e impossíveis condições não forem aceitas por Israel, a abolição do tratado estará justificada e a culpa será do estado judeu. Isto acontecerá na primeira oportunidade. Marquem estas palavras.

É possível mas pouco provável que os Estados Unidos cortem a ajuda ao Egito se anular o tratado de paz com Israel. Mas é meio impossível acreditar que os Estados Unidos, como garantidores do tratado, irão exigir que o Egito retorne o Sinai a Israel.

É importante manter esta infeliz situação em mente quando analisamos o que ocorre com as propostas de terra por paz entre Israel e a Autoridade Palestina. Esta semana, depois de meses de intensa pressão dos Estados Unidos e União Européia, negociadores palestinos e israelenses se encontraram na Jordania. Os palestinos submeteram sua proposta de fronteiras e segurança e os israelenses devem responder na semana que vem.

Há várias razões pelas quais estas novas negociações irão falhar. A razão mais importante é que mesmo se houver um acordo, ele não sobreviverá. Vamos assumir que Abbas deixe de lado o problema dos refugiados que ele prometeu trazer para dentro de Israel e aceite dar a paz em troca da Judeia, Samária e Jerusalem. Abbas não representa ninguém hoje. Seu mandato terminou há 3 anos e o Hamas ganhou as últimas eleições palestinas em 2006. O mesmo Hamas, que como a Irmandade Muçulmana, nunca escondeu que sua razão de ser é de destruir Israel. 

Nesta semana, Ismail Hanyeh, líder do Hamas, em sua visita ao Cairo disse que “a resistência islâmica do Hamas é por definição um movimento jihadista com origem na Irmandade Muçulmana, Palestina na superfície, Islâmica no seu fundo e seu objetivo é a liberação do Jordão ao Mediterrâneo”.

Com seus colegas tomando o poder do Cairo a Casabranca, é difícil de imaginar um cenário no qual a Fatah irá ganhar as eleições palestinas. E é por causa disso que Abbas tem tentado fazer um acordo de união com o Hamas. No melhor dos casos de uma paz com Abbas, Israel será obrigada a sair da Judéia, Samária e Jerusalém, expelindo meio milhão de israelenses de suas casas. O Hamas então tomará o poder e abolirá este tratado.

Se isto está tão claro, então qual é o objetivo do Quarteto, trabalhando tão duro neste momento tão instável para conseguir um acordo que eles sabem não será respeitado pelos palestinos? No caso de algumas das partes, como as Nações Unidas, o objetivo óbvio é o de enfraquecer Israel. 

Vejam só: apesar de Israel ter deixado 8 mil famílias judias sem-teto ao sair da Faixa de Gaza em 2005 e aturado mísseis, bombas e sequestros de soldados nestes últimos 6 anos e meio, num relatório em setembro, a ONU rotulou Israel como ocupador de Gaza. E de acordo com esta ficção, a organização, junto com os Estados Unidos e Europa, continuam a responsabilizar Israel pelo bem-estar da Faixa.

Imaginem: o Hamas nega que Gaza esteja sob a ocupação israelense mas a ONU não!

O Hamas, a Irmandade Muçulmana e a Fatah sabem que podem falar a verdade sobre seu comprometimento com a destruição de Israel sem qualquer repercussão. Eles sabem que o ocidente não irá ouvi-los. Não haverá qualquer preço a ser pago por sua duplicidade. Ao contrário eles sabem que serão premiados por ela.

Há 19 anos, desde a inauguração deste conceito de terra por paz, que os palestinos mostram sua má-fé. As entregas de terra por Israel foram consistentemente pagas com um aumento de terrorismo. Desde 1996, as forças de segurança palestinas têm sido treinadas pela América e Europa apesar de terem voltado suas armas para matar israelenses, de suas contínuas ameaças de destruição de Israel e seu envolvimento com o terrorismo. E com isso tudo, a América e a Europa continuam a treinar os palestinos e a exigir que Israel ceda mais território.

Em nenhum momento ouvimos que a América ou a Europa consideraram acabar com seu apoio aos palestinos ou tentar outra coisa que não esta ficção de terra por paz.

Para entender como isto é tudo uma idiotice basta ver o que aconteceu no Cairo esta semana. Ou o que não aconteceu. Não ouvimos uma só voz em todo o Egito ou no ocidente exigindo o respeito ao tratado de paz com Israel.

Chegou a hora de admitirmos a verdade. Terra por Paz é uma roleta russa e Israel é a única que está jogando. 


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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Beijo Alarmante

"O Hamas é a cara palestina da Irmandade Muçulmana"
"Essa foto já ameaça Israel e provocará medo e confusão", regozijou-se ontem o primeiro ministro do Hamas, Ismail Haniyeh, que destinou, ainda ontem no Cairo, um cálido beijo no líder espiritual da Irmandade Muçulmana no Egito, o Dr. Muhammad Badi. Trata-se do primeiro encontro entre ambos e a primeira vez desde a Operação Chumbo Fundido (2007) que Haniyeh sai para realizar visitas fora de Gaza.

A primeira parada foi no vizinho Egito. Os chefes da Irmandade Muçulmana prepararam para Haniyeh uma série de recepções festivas na nova sede de seu partido Liberdade e Justiça - facção que obteve, recentemente, a maioria dos votos eleitoreiros no Egito nas duas rodadas eleitorais do parlamento.

"O Hamas desperta admiração e ação", declarou o líder espiritual da Irmandade Muçulmana. "É uma satisfação me reunir com um chefe de governo popular e também é uma satisfação descobrir que o primeiro-ministro não é condenado nem corrupto".

Haniyeh explicou que "o movimento Hamas é a cara palestina da Irmandade Muçulmana". o chefe de governo do Hamas aproveitou sua aparição na mídia para atacar o ex-presidente Mubarak e os antigos chefes do governo egípcio.

Fonte: CIDIPAL
Tradução: Jônatha Bittencourt, editor de CessarFogo.com e De Olho na Jihad

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Irmandade Muçulmana vence 2º turno no Egito

O grupo venceu 24 das 44 disputas do segundo turno.
A Irmandade Muçulmana conquistou a maioria das vagas parlamentares em disputa no segundo turno da eleição distrital egípcia, disseram as autoridades na quarta-feira (7), em um resultado que consolida o favoritismo do grupo islâmico nas várias etapas do processo eleitoral.

A apuração indica que o eleitorado liberal acabou votando no moderado Partido Liberdade e Justiça (PLJ), braço político da Irmandade, para evitar a vitória do partido ultraconservador Al-Nur, ligado ao movimento islâmico salafista.

A perspectiva de que políticos islâmicos assumam o poder no mais populoso país árabe causa preocupação nos Estados Unidos, que são um importante aliado ocidental do Egito, e em Israel, que espera preservar seu histórico tratado de paz com o país vizinho.

O grupo venceu 24 de 44 disputas distritais que haviam ido para segundo turno, e seus aliados conquistaram outras 4 dessas vagas. A apuração em oito distritos foi suspensa devido a contestações judiciais, mas o PLJ deve vencer em seis deles.

Os cristãos egípcios têm sido muito confrontados durante essa fase de transição de governo. Apesar dos protestos que estão acontecendo nos últimos tempos, os direitos deles não tem sido respeitado pelas autoridades do país.

Fonte: Reuters
Via: Missão Portas Abertas

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Surpreendente avanço de salafistas preocupa os laicos no Egito

"Não queremos substituir Mubarak por
um regime teocrático autoritário..."
A comissão eleitoral do Egito publica nesta quinta-feira os resultados oficiais da primeira etapa das legislativas, marcadas, segundo as primeiras estimativas, pela vitória da Irmandade Muçulmana, assim como pelo avanço dos fundamentalistas sunitas do partido Al Nur.

A imprensa nesta quinta-feira apresentava o partido salafista como a verdadeira "surpresa" desta votação, que deve dar ao país um Parlamento encarregado, em particular, de formar a comissão que redigirá a futura Constituição.

Estes fundamentalistas muçulmanos estavam presentes na capa do jornal independente Al Churuq, que intitulou "Al Nur, a surpresa do momento".

Já o Al-Ahram, jornal do governo, afirmava que "os salafistas surpreendem ao superar em várias circunscrições o partido 'Liberdade e Justiça' da Irmandade Muçulmana".

A Irmandade Muçulmana, que, pela primeira vez, participa sob o slogan de um partido político legal, já reivindicou mais de 40% dos votos nestas eleições, marcadas por uma mobilização inédita no país.

É seguido, segundo eles, pelo partido salafista Al Nur e pelos liberais do Bloco Egípcio, lado a lado. Segundo estimativas adiantadas pela imprensa, o Al Nur, fundado em Alexandria depois do levante popular de janeiro e fevereiro que derrubou Hosni Mubarak, obteria 20% dos votos nesta primeira etapa das legislativas.

Antes dos resultados oficiais esperados para a noite, a Irmandade Muçulmana exigiu que a principal força do Parlamento seja responsável por formar o próximo governo no Egito, onde o exército tem as rédeas desde a queda de Mubarak.

A ideia de um Parlamento dominado por uma aliança entre a Irmandade Muçulmana e os salafistas provoca inquietações nos meios laicos e na comunidade copta.

"O temor é que se as correntes islamitas dominarem o Parlamento, isto pode culminar em um sistema não democrático e autoritário sob cobertura religiosa", afirmou Hassan Nafaa, professor de ciência política na Universidade do Cairo, citado por Al Churuq.

"Não queremos substituir Mubarak por um regime teocrático autoritário", acrescentou.

De qualquer forma, a coalizão entre o PLJ e o Al Nur não é algo já conquistado. O Al Nur, que formava parte da Aliança democrática dirigida pela Irmandade Muçulmana, saiu desta para criar sua Aliança Islâmica.

Os salafistas, que reivindicaram uma interpretação mais rigorosa do islã, convocam a aplicação da sharia (lei islâmica) nos terrenos político, social e econômico.

Estes resultados só envolvem o primeiro terço do Egito, que votou na segunda e terça-feira. As eleições continuam em todo o país até o dia 11 de janeiro pelos deputados e depois até o dia 11 de março para a Shura (senado).

No entanto, se esta tendência se confirmar nas próximas etapas da eleição, a Irmandade Muçulmana se converterá na maior força política egípcia, depois de ter sido reprimida durante décadas no regime do presidente deposto Hosni Mubarak.

Fonte: ANP/AFP

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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Hamas e Fatah: o Governo de Unidade que não é - e nem será.

Fatah e Hamas sabem que a unidade significa a
perda de respaldo financeiro de seus patrocinadores.
Cada vez que Fatah e Hamas anunciam que estão perto de terminar sua disputa, os palestinos descobrem, rapidamente, que os dois partidos rivais não estão dizendo a verdade. Em muitos sentidos, o status quo não está tão mal para Fatah e Hamas. Os dois partidos têm, de fato, um interesse comum em mantê-lo enquanto podem.


Para o Fatah, que está no controle de grandes faixas de terra da Cisjordânia, a situação não poderia ser melhor.

Graças à contínua ajuda financeira dos estadunidenses e da UE, a economia da Cisjordânia é relativamente boa, e dezenas de milhares de funcionários civis da Autoridade Palestina estão recebendo seus salários em dia. Aqueles que pensam que o Fatah faria de tudo para voltar à Faixa de Gaza estão enganando a si mesmos.

Desde que foi expulso da Faixa de Gaza, no verão de 2007, o Fatah já não se faz mais responsável pelo que acontece nessa região. A liderança do Fatah já não está mais se sentindo culpada pelos ataques com foguetes e mísseis lançados de lá, e ninguém acusa Mahmoud Abbas e Salam Fayyad de não melhorar as condições de vida dos 1,5 milhões de palestinos que vivem ali.

Antes de 2007, a Autoridade Palestina, dominada pelo Fatah, era responsável por tudo o que acontecia de errado na Faixa de Gaza, incluindo os ataques terroristas contra Israel. O Fatah já não é responsabilizado pela pobreza ou pelo contrabando de armas, através dos túneis subterrâneos, do Egito para a Faixa de Gaza. Agora ele está assentado na Cisjordânia e se beneficia dos milhões de dólares que são depositados em seus cofres todos os meses.


Ironicamente, a presença da segurança de Israel na Cisjordânia é uma das principais razões pelas quais Abbas e Fayyad seguem no poder. Os líderes do Fatah sabem que o dia em que Israel se retirar dali, o Hamas voltará a ser tão forte a ponto de tomar o controle da região em questão de dias ou semanas.


Para o Hamas, por sua vez, o status quo é bom porque o movimento islamita segue controlando a Faixa de Gaza sem ter que enfrentar desafios reais. Cinco anos de sanções econômicas, bloqueios e operações militares não conseguiram minar o controle ferrenho do Hamas na Faixa de Gaza.

A "Primavera Árabe", que parece ter sido sequestrada pela Irmandade Muçulmana e seus aliados no mundo árabe, assim como o recente acordo de troca de prisioneiros com Israel, só reforçaram a posição do Hamas entre seus eleitores na Faixa de Gaza. Tanto o Fatah como o Hamas têm seus próprios governos e forças de segurança nas zonas sob seu controle na Cisjordânia e na Faixa de Gaza respectivamente. Eles, inclusive, têm suas próprias prisões, onde mantêm e torturam mutuamente os prisioneiros.


Enquanto Abbas e Fayyad estão recebendo dinheiros dos estadunidenses e europeus, o Hamas tem recebido ajuda financeira do Irã e de alguns países do Golfo. Tanto o Fatah como o Hamas sabem que a unidade significa perder respaldo financeiro de seus patrocinadores do ocidente, de Teerã e do mundo árabe. É por isso que não eles têm pressa em chegar a algum acordo para formar um governo de unidade. Quem precisa de um governo quando os palestinos já têm dois governos?

Abbas e o líder do Hamas, Khaled Meshaal, mentiram aos palestinos duas vezes nos últimos seis meses. A primeira vez foi em março, quando os dois homens anunciaram, no Cairo, que haviam chegado a um "histórico" acordo de reconciliação para pôr fim às suas diferenças e formar um governo de unidade. A segunda vez foi semana passada, quando se reuniram novamente na capital egípcia e declararam que tinham entrado em acordo de abrir uma nova página em suas relações, além de trabalharem como sócios.


Muitos palestinos se mantêm céticos sobre as intenções de Fatah e Hamas. Sabem que os dois partidos prefeririam manter o status quo do que arriscar perder a ajuda financeira por causa de um governo de unidade. Quanto ao que se refere ao Hamas e ao Fatah, dois Estados palestinos são melhores que um.


Por Khaled Abu Toameh
Tradução: Jônatha Bittencourt, editor de CessarFogo.com e De Olho na Jihad

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domingo, 27 de novembro de 2011

Após a Primavera Árabe, Inverno

Quando a Primavera Árabe estourou no Oriente Médio e no norte da África, ela foi, sem hesitação, acolhida pelos líderes ocidentais. Todo mundo esperava pelo melhor, mas a esperança não é o suficiente. O tiroteio contra os protestantes na praça Tahrir pelo exército egípcio é o sinal mais recente de que a Primavera Árabe está dando lugar ao Inverno Árabe. As eleições têm, de fato, ocorrido na Tunísia, mas na Algéria têm servido apenas como um trampolim para os organizados partidos islâmicos obterem o poder. No Egito, as pesquisas já sugerem um triunfo similar para os islamitas. Os objetivos políticos da Irmandade Muçulmana são semelhantes aos dos khomeinistas revolucionários no Irã.

As eleições da Líbia estão distantes, mas os islamitas têm uma vantagem inicial. O resultado final pode acabar servindo de impulso para que a democracia produza justamente o contrário: o preceito da militância islâmica. Será muito mais difícil justificar a intervenção na Libia, já que deve ser apresentado que a OTAN meramente facilitou uma conquista islâmica. Em longo prazo, a democracia representativa fornece as únicas respostas às falhas do mundo árabe. Em curto prazo, esse processo tende a ser complexo, árduo e sangrento.

Por Douglas Murray / Spectator-UK
Tradução: Jônatha Bittencourt - Editor de CessarFogo.com e De Olho na Jihad

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