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sábado, 20 de outubro de 2012

Setembro passou e ninguém lembrou do "Setembro Negro"?

Esperamos o mês passar, outubro avançar, para ver se a mídia lembraria desse episódio, mas nada houve. Interessante que se fosse um massacre perpetrado por judeus, pode ter certeza que seria um mês de muito brarulho.



Milhares de palestinos massacrados. Quem se lembra?

No dia 25 de setembro de 1970, tropas jordanianas a mando do Rei Hussein encerraram 10 dias de operação contra os guerrilheiros da Organização para Libertação da Palestina, que haviam feito da Jordânia sua base de operações.

Enquanto as ações dos palestinos tinham como alvo Israel, os guerrilheiros foram tolerados e apoiados por Hussein. No momento em que desafiaram a soberania do monarca, foram atacados impiedosamente com artilharia pesada, dentro dos campos de refugiados onde atuavam.

Ao final dos combates, Yasser Arafat, o líder da OLP, afirmou que entre 10 mil e 25 mil palestinos haviam sido mortos, em sua grande maioria civis, incluindo mulheres e crianças. Estimativas mais conservadoras afirmam que este número variou entre 4 mil e 5 mil vítimas.

 Campos de refugiados palestinos atacados por tanques jordanianos.

De qualquer forma, este foi o pior massacre da história do povo palestino e acabou conhecido como "Setembro Negro". Foi perpetrado por seus próprios irmãos árabes. Talvez por isto seja um assunto praticamente ignorado pela narrativa palestina atual.

Arafat logo reconciliou-se com o mandante do massacre e provavelmente não haverá qualquer comemoração sobre esta data na mídia árabe ou na grande mídia (www.israelnaweb.com - www.beth-shalom.com.br).

 Arafat beija o rei Hussein, mandante do massacre de milhares de palestinos.


terça-feira, 14 de junho de 2011

Algumas Perguntas e Respostas sobre Refugiados

Quantos árabes se tornaram refugiados após a Guerra de 1948?
Há uma controvérsia sobre o número de árabes que tenham abandonado seus lares e povos durante a Guerra de 1948. Os números ficam entre 300 e 600 mil.

Quantos judeus fugiram ou foram expulsos dos países árabes após a Guerra de 1948?
Desde 1948 até 1970, entre 800 mil a 1 milhão de judeus fugiram ou foram expulsos dos países árabes, onde viveram durante centenas de anos, ou milênios no caso do Iraque.

Qual a atitude das Nações Unidas em relação aos refugiados árabes?
Criaram uma organização especial, a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (UNRWA, sigla em inglês), que até agora existe e continua a cargo dos filhos, netos e bisnetos dos refugiados originais.

Qual a atitude das Nações Unidas em relação aos refugiados judeus?
Nenhuma.

Quantos refugiados árabes temos nos dias de hoje?
O caso dos palestinos é sui generis já que em nenhum outro caso os filhos e netos dos refugiados originais herdam de seus antecessores a categoria de refugiados. No caso dos palestinos, os refugiados, descendentes dos originais, segundo dizem, são mais de 7 milhões.

Quantos refugiados judeus temos nos dias de hoje?
Nenhum. Israel recebeu e incorporou milhões de judeus provenientes de outros países, tais como a Etiópia e a ex-União Soviética. Nenhum deles, nem seus filhos e netos, são considerados, ou a si mesmos se consideram, refugiados.

Quantos árabes permaneceram nos territórios controlados por Israel depois da Guerra de 1948?
160 mil árabes optaram por não fugir. Hoje, de seus descendentes, aproximadamente 1,6 milhão são cidadãos israelenses.

Quantos judeus permaneceram nos territórios controlados pela Jordânia e o Egito depois da Guerra de 1948?
Nenhum.

Se for assinado um tratado de paz, quantos árabes viverão em Israel?
Israel tem, hoje, mais de 1,5 milhão de cidadãos árabes. Se for assinado um tratado de paz, eles, seus filhos e netos, continuarão vivendo em Israel, desfrutando de todos os direitos que lhes são outorgados sob a condição de cidadãos.

Se for assinado um tratado de paz, quantos judeus viverão na Palestina?
Mahmoud Abbas declarou repetidamente que nem um só ficará no território palestino.

Um artigo de David Mandel. Tradução: Jônatha Bittencourt - De Olho na Jihad/Cessar-Fogo

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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Na "moderada"Jordânia mulher chuta israelenses de seu restaurante

"Quanto aos incrédulos, nem as suas riquezas, nem os seus filhos, de nada lhes servirão ante Deus, e serão combustível do inferno". (Alcorão 3:10)

Uma mulher jordaniana ganhou fama  após recusar a receber um grupo de turistas israelenses em seu restaurante em protesto contra os crimes do Estado judaico contra o povo palestino.
Várias associações profissionais e organizações de direitos humanos elogiaram as medidas tomadas pela jordaniana Salwa al-Barghouti, quando ela decidiu chutar turistas israelenses para fora de seu restaurante na cidade costeira de Al-Aqaba, a 370 quilômetros da capital Amã.
 
"Barghouti representa todo o povo da Jordânia em sua rejeição ao estado sionista", disse Maysara Malas, chefe do Alto Comitê Executivo.
 
"Muitos jordanianos tomam medidas similares, mas ninguém sabe sobre eles, porque a mídia não o que eles fazem".
A notícia da ação de Barghouti se espalhou por todo a Jordania e, pouco depois, a mídia disputava por um entrevista dela.
 
"Eu ouvi que os clientes que entram na restaurantes falavam hebraico", disse ela à imprensa. "Me senti extremamente irritada e lembrei de todos os crimes que Israel está cometendo contra os palestinos, por isso pedi para sairem."
 
Barghouti disse que não aprova a atenção especial que foi dado a sua acção pela mídia.

Os turistas israelenses que foram expulsos, acrescentou Barghouti, apresentaram uma denúncia contra ela e ela foi chamada pela segurança do estado.
 
 "Eles me pediram para assinar um documento se comprometendo a não maltratar os turistas ou expulsá-los do meu restaurante de novo, mas eu recusei."

Barghouti insistiu em sua postura e sublinhou que ela vai agir da mesma forma, se uma situação semelhante se acontecer.  "Minha posição nunca vai mudar e eu nunca permitirei israelenses em meu restaurante", concluiu.

Fonte: Al Arabiya 

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Ataque de foguetes mata 1 e fere 4 na Jordânia

Vários foguetes foram disparados na manhã de hoje na direção da cidade turística israelense de Eilat, mas um dos artefatos atingiu a vizinha Jordânia, matando um taxista e ferindo quatro pessoas, informaram funcionários dos dois países. Aparentemente, os foguetes foram disparados da península do Sinai, no Egito, disse um porta-voz policiais israelense, embora o país africano negue a afirmação.

Este é o segundo ataque deste tipo realizado neste ano. Em abril, autoridades israelenses disseram que também foram alvo de disparos originados no Egito. Israel tem feito repetidas advertências sobre atividade militante islâmica no Sinai, onde suicidas mataram dezenas de pessoas - dentre elas turistas e israelenses - em ataques realizados entre 2004 e 2006. O contrabando de armas é comum na península, onde as relações entre autoridades egípcias e beduínos são tensas.

Uma série de explosões foi ouvida na manhã de hoje na estreita costa do Mar Vermelho onde estão localizadas lado a lado as cidades de Eilat (israelense) e Aqba (jordaniana). Ambas são populares destinos turísticos. O porta-voz da polícia israelense, Micky Rosenfeld, afirmou que as explosões foram causadas por foguetes supostamente disparados do Sinai. Ele afirmou que ninguém ficou ferido em Eilat.

O prefeito de Eilat, Meir Itzhak Halevi, disse à Rádio Israel que não há sinais de foguetes no interior da cidade. Segundo meios de comunicação israelenses, três caíram no Mar Vermelho e dois em espaços abertos.

Um foguete caiu na principal rua de Aqaba, em frente ao hotel Intercontinental, matando um motorista de táxi, afirmou o ministro de Informação jordaniano Ali Ayed Said. Outros quatro jordanianos ficaram feridos. O táxi ficou destruído após a explosão, disse Mohammad Shudeifat, que testemunhou o ocorrido quando ia para o trabalho.


Fonte

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