Mostrando postagens com marcador Processo de Paz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Processo de Paz. Mostrar todas as postagens

sábado, 14 de janeiro de 2012

A Irmandade Muçulmana e o Tratado de Paz Egito-Israel


O presidente americano Barack Obama é extremamente "ingênuo" sobre a expansão da Irmandade Muçulmana no Oriente Médio. Esta é a conclusão do Conselho de Segurança Nacional de Israel.

Em seu relatório o Conselho mostra preocupação com a vitória da Irmandade nas eleições do Egito e especialmente com as declarações de seus líderes. O segundo em comando Dr. Rashad Bayumi disse no domingo passado que a Irmandade nunca reconhecerá Israel e irá trabalhar para rever o tratado de paz. Ele disse ainda que nenhum membro da Irmandade terá qualquer contato ou relações com Israel. A Irmandade junto com o partido radical islamico al-Noor deverão controlar 60% do parlamento egípcio.

A ascenção das forças islâmicas jihadistas no Egito colocam os Estados Unidos e as potências ocidentais numa posição muito desconfortável. Os Estados Unidos são os garantidores do tratado de paz entre Israel e o Egito que tem como base o conceito de terra-por-paz. Em 1982 Israel deu o Sinai ao Egito e em troca recebeu um papel assinado que os egípcios não mais fariam a guerra. Agora que os jihadistas estarão no poder, o tratado será provavelmente revogado.

A pergunta é se isso de fato acontecer, será que os Estados Unidos irão exigir que o Egito devolva o Sinai para Israel? Isto parece absurdo mas se a administração Obama ou qualquer outra administração Americana não fizer esta exigência e a Europa não apoia-la, então todo o conceito de terra por paz será exposto como uma farsa, uma ficção.

Primeiro, este conceito propõe falsamente que o processo de paz é uma via de duas mãos. Um toma lá dá cá. Israel dá a terra, os árabes dão a paz. Mas a inevitável morte do acordo de paz com o Egito mostrará que ele é uma estrada de mão única. O que Israel entrega não tem retorno enquanto que as obrigações de paz dos árabes podem ser revogadas a qualquer tempo.

E aí temos as supostas inquebrantáveis garantias de segurança dadas pelos Estados Unidos e Europeus que acompanham a assinatura destes tratados. Todas as promessas feitas a Israel, que eles ficarão do lado do estado judeu quando ela se arrisca pela paz – serão expostas pelo que são: mentiras inúteis. Ninguém irá se levantar pelos direitos de Israel ou lembrar aos egípcios que devem honrar sua palavra.

E agora que a Irmandade Muçulmana foi democraticamente eleita no Egito e outros países do Oriente Médio, a mídia e representantes de governos ocidentais, ficam insistindo que estes movimentos anti-democráticos, anti-semitas e anti-Israel, de repente, depois de eleitos, se tornaram moderados e pragmáticos. Obama é um que está fazendo de tudo para mostrar favores à Irmandade Muçulmana.

O jornal National Review Online reportou no dia 31 de dezembro último que Obama teria recrutado o líder espiritual da Irmandade, Sheikh Yussuf Qaradawi para intermediar negociações secretas dos americanos com os Talibãs.

Este é o mesmo Qaradawi que voltou do exílio para destituir Hosni Mubarak e liderou os manifestantes na praça Tahrir chamando-os para invadir Jerusalem. Em 2009 ele conclamou os muçulmanos a completarem o objetivo de Hitler e erradicar o povo judeu.

Tanto a Irmandade Muçulmana quanto os salafistas se contentam em dizer em termos muito gerais o que a mídia ocidental e seus políticos querem ouvir: que eles irão manter o acordo de paz com Israel. Mas em árabe, eles consistentemente prometem ao seu povo a destruição de Israel e a abolição do tratado de paz.

Mas mesmo para o ocidente estes grupos começaram a dizer que irão rever o acordo, emendá-lo e impor novas condições. Hoje mesmo, o representante da Irmandade Muçulmana no Egito deixou claro que as declarações da Casa Branca sobre o acordo de paz não eram verdadeiras. Ele disse que o acordo com Israel não é "Santo" e "deve e será revisto". Assim, se novas e impossíveis condições não forem aceitas por Israel, a abolição do tratado estará justificada e a culpa será do estado judeu. Isto acontecerá na primeira oportunidade. Marquem estas palavras.

É possível mas pouco provável que os Estados Unidos cortem a ajuda ao Egito se anular o tratado de paz com Israel. Mas é meio impossível acreditar que os Estados Unidos, como garantidores do tratado, irão exigir que o Egito retorne o Sinai a Israel.

É importante manter esta infeliz situação em mente quando analisamos o que ocorre com as propostas de terra por paz entre Israel e a Autoridade Palestina. Esta semana, depois de meses de intensa pressão dos Estados Unidos e União Européia, negociadores palestinos e israelenses se encontraram na Jordania. Os palestinos submeteram sua proposta de fronteiras e segurança e os israelenses devem responder na semana que vem.

Há várias razões pelas quais estas novas negociações irão falhar. A razão mais importante é que mesmo se houver um acordo, ele não sobreviverá. Vamos assumir que Abbas deixe de lado o problema dos refugiados que ele prometeu trazer para dentro de Israel e aceite dar a paz em troca da Judeia, Samária e Jerusalem. Abbas não representa ninguém hoje. Seu mandato terminou há 3 anos e o Hamas ganhou as últimas eleições palestinas em 2006. O mesmo Hamas, que como a Irmandade Muçulmana, nunca escondeu que sua razão de ser é de destruir Israel. 

Nesta semana, Ismail Hanyeh, líder do Hamas, em sua visita ao Cairo disse que “a resistência islâmica do Hamas é por definição um movimento jihadista com origem na Irmandade Muçulmana, Palestina na superfície, Islâmica no seu fundo e seu objetivo é a liberação do Jordão ao Mediterrâneo”.

Com seus colegas tomando o poder do Cairo a Casabranca, é difícil de imaginar um cenário no qual a Fatah irá ganhar as eleições palestinas. E é por causa disso que Abbas tem tentado fazer um acordo de união com o Hamas. No melhor dos casos de uma paz com Abbas, Israel será obrigada a sair da Judéia, Samária e Jerusalém, expelindo meio milhão de israelenses de suas casas. O Hamas então tomará o poder e abolirá este tratado.

Se isto está tão claro, então qual é o objetivo do Quarteto, trabalhando tão duro neste momento tão instável para conseguir um acordo que eles sabem não será respeitado pelos palestinos? No caso de algumas das partes, como as Nações Unidas, o objetivo óbvio é o de enfraquecer Israel. 

Vejam só: apesar de Israel ter deixado 8 mil famílias judias sem-teto ao sair da Faixa de Gaza em 2005 e aturado mísseis, bombas e sequestros de soldados nestes últimos 6 anos e meio, num relatório em setembro, a ONU rotulou Israel como ocupador de Gaza. E de acordo com esta ficção, a organização, junto com os Estados Unidos e Europa, continuam a responsabilizar Israel pelo bem-estar da Faixa.

Imaginem: o Hamas nega que Gaza esteja sob a ocupação israelense mas a ONU não!

O Hamas, a Irmandade Muçulmana e a Fatah sabem que podem falar a verdade sobre seu comprometimento com a destruição de Israel sem qualquer repercussão. Eles sabem que o ocidente não irá ouvi-los. Não haverá qualquer preço a ser pago por sua duplicidade. Ao contrário eles sabem que serão premiados por ela.

Há 19 anos, desde a inauguração deste conceito de terra por paz, que os palestinos mostram sua má-fé. As entregas de terra por Israel foram consistentemente pagas com um aumento de terrorismo. Desde 1996, as forças de segurança palestinas têm sido treinadas pela América e Europa apesar de terem voltado suas armas para matar israelenses, de suas contínuas ameaças de destruição de Israel e seu envolvimento com o terrorismo. E com isso tudo, a América e a Europa continuam a treinar os palestinos e a exigir que Israel ceda mais território.

Em nenhum momento ouvimos que a América ou a Europa consideraram acabar com seu apoio aos palestinos ou tentar outra coisa que não esta ficção de terra por paz.

Para entender como isto é tudo uma idiotice basta ver o que aconteceu no Cairo esta semana. Ou o que não aconteceu. Não ouvimos uma só voz em todo o Egito ou no ocidente exigindo o respeito ao tratado de paz com Israel.

Chegou a hora de admitirmos a verdade. Terra por Paz é uma roleta russa e Israel é a única que está jogando. 


Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twitter e aqui para curtir no Facebook 
A cópia das notícias aqui vinculadas é livre, já que em grande maioria não são de nossa autoria. Os textos de nossa autoria passarão agora a serem classificados como “Editorial”. Portanto, por questão de justiça e honestidade intelectual, pedimos que ao copiar nossos textos cite-nos e também cite a fonte na qual coletamos as informações.  

sábado, 7 de janeiro de 2012

Oficial do Fatah: "Israel não tem direito religioso ou histórico a Jerusalém"

O filósofo e membro do Conselho Consultivo do Fatah, Ahmed Ghoneim, chamou para a adoção de um programa pela "palestinização" de Jerusalém, um claro ponto-de-vista palestino para lidar com o que descreveu ser uma suposta "israelização" que o Estado judeu está realizando em Jerusalém. Isso ocorreu durante uma conferência realizada pelo Ministério da Informação em Qalqilya, ao norte da Cisjordânia, na semana passada.

Ahmed Ghoneim falou sobre o contexto histórico de Jerusalém, afirmando que o movimento sionista procurou repetidas vezes uma lenda que reunisse os judeus do mundo inteiro e tornasse os participantes de uma religião numa nação.
Ele acrescentou que a insistência do povo judeu em declarar Jerusalém como sua eterna capital representa uma guerra religiosa, embora, segundo Ghoneim, os judeus não tenham direitos religioso, legal, politico e histórico a Jerusalém.
Fonte: Al-Hayat / Via: Palestinian Media Watch
Tradução e Adaptação: Jônatha Bittencourt - Cessar-fogo.com

-
Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twitter e aqui para curtir no Facebook 
A cópia das notícias aqui vinculadas é livre, já que em grande maioria não são de nossa autoria. Os textos de nossa autoria passarão agora a serem classificados como “Editorial”. Portanto, por questão de justiça e honestidade intelectual, pedimos que ao copiar nossos textos cite-nos e também cite a fonte na qual coletamos as informações.  

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Mosab Hassan Youssef: "Eu Amo Israel"

Vídeo do discurso de Mosab Hassan Yousef no Congresso Alemão-Israelense, no dia 23/10/2011.



Mosab Hassan Yousef é filho de um dos fundadores do Hamas e escreveu um livro contando detalhes sobre a organização terrorista (classificação feita por ele mesmo, como podemos ver no vídeo) e o processo de transformação de sua vida que, após ter condicionado a sua vida aos propósitos do Movimento de Resistência Islâmica, passou a contribuir para o serviço de inteligência israelense.

No vídeo, Yousef fala sobre:
- a sua visão em relação ao Estado judeu;
- os impasses entre israelenses e palestinos, os conflitos que permeiam o Oriente Médio;
- o Movimento de Resistência Islâmica, o Hamas;
- o posicionamento da mídia ocidental diante dos islamitas e da causa palestina (Estado palestino);
- a cooperação que teve com o serviço de inteligência de Israel - suas motivações;
- Israel e o futuro do Ocidente.

Filmagem e produção por Zaslawski Advertising Production - www.zaslaw.de
Tradução e legendas por Jônatha Bittencourt - www.CessarFogo.com

Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twitter e aqui para curtir no Facebook 
A cópia das notícias aqui vinculadas é livre, já que em grande maioria não são de nossa autoria. Os textos de nossa autoria passarão agora a serem classificados como “Editorial”. Portanto, por questão de justiça e honestidade intelectual, pedimos que ao copiar nossos textos cite-nos e também cite a fonte na qual coletamos as informações.  

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Embaixador de Israel no Brasil apresenta palestra sobre o conflito árabe-israelense em Porto Alegre

"Todas as guerras são más e causam sofrimento,
mas todas elas têm regras éticas e morais".
Na última quinta-feira (27), a comunidade judaica de Porto Alegre esteve reunida junto à Federação Israelita do Rio Grande do Sul (FIRS), dirigida pelo presidente Jarbas Milititsky, para recepcionar um convidado especial. Como palestrante, o embaixador de Israel no Brasil, Rafael Eldad, apresentou a situação em que se encontra o Estado judeu frente à movimentação diplomática dos países circunvizinhos.

Este é o quarto país em que Rafael Eldad serve como embaixador, tendo passado por Peru, Paraguai e Argentina. Contando com a experiência adquirida no decorrer dos anos, e ciente das peculiaridades do Brasil, iniciou seu discurso ressaltando que "a palavra é muito importante, mas é mais ainda quando acompanhada de ação". Segundo o embaixador, para que as ações sejam as melhores possíveis, estarão abertos para a colaboração de todas as pessoas que buscam um legítimo futuro de paz.

Em sua palestra, Eldad apresentou os três pontos que julga serem fundamentais para o conhecimento da realidade das comunidades de Israel, e que contribuem para a resolução dos seguintes questionamentos: "Por que o conflito árabe-israelense é tão duro e persistente? O que torna tão difícil a convivência pacífica entre esses povos?". Abaixo, uma síntese da apresentação  realizada pelo embaixador de Israel.

1) Componente existencial: este é um conflito onde uma das partes está com a sua existência ameaçada. Em outros, como entre as tropas norte-americanas e os iraquianos, ou até mesmo com os afegãos, aconteça o que acontecer, ninguém colocará em dúvida a existência do Iraque ou do Afeganistão. Mas isso ocorre com Israel.

Quando uma pessoa recebe ameaça de agressão, ela apenas trata de se defender - o nível de perigo determinará o nível de resposta do ameaçado. Mas numa ameaça mortal, a reação, consequentemente, é diferente, respeitando as devidas proporções.

Enquanto que Ahmadinejad tenta apagar Israel do mapa, ao lado de Hezbollah  - por meio de práticas terroristas - e Hamas - que demonstra em sua Carta de Fundação o objetivo fundamental de sua organização: a efetiva destruição do Estado judeu -, há uma forte pressão da comunidade internacional, acusando o Estado judeu de ser "abusivo" quanto ao uso de força.

2) Percepção do conflito: o mundo olha para o conflito árabe-israelense e vê Israel como a parte tecnológica, desenvolvida, e mais forte, além de opressora, e entende que os árabes fazem parte, consequentemente, do grupo dos mais fracos, as reais vítimas do contexto.

Na realidade, há muito obscurecimento frente às circunstâncias presentes no mundo árabe. Levando em conta que Israel não é inimigo do povo árabe, mas dos seus inimigos declarados, esquece-se do número de países árabes existentes - uma maioria automática na ONU para quaisquer medidas contra Israel -, do desenvolvimento dos grupos terroristas e de que o "maior" adversário, na atualidade, não é árabe, apenas muçulmano (Irã).

3) Diferenças - cultura, valores éticos e morais: "Todas as guerras são más e causam sofrimento, mas todas elas têm regras éticas e morais".

a) Terrorismo - suicidas: não era algo vigente antes do conflito árabe-israelense e denota um ódio tão grande de alguém que busca matar o maior número de pessoas possíveis com a própria morte. Em suas comunidades, os suicidas são vistos pela sociedade como heróis, mártires (sob a aprovação de Allah). A pergunta que não quer calar é: "Que Deus é esse?"

b) Terrorismo - apreciação popular: há poucos anos foi realizada uma pesquisa nos países árabes sobre quem era a pessoa mais admirada. A resposta mais popular foi: Hassan Nasrallah. Por quê? Por ter conseguido "vencer Israel" através do terrorismo e da violência.

c) Educação que fomenta o ódio: fica difícil trabalhar por um processo de paz eficaz quando não há uma transformação de mentalidade. Enquanto que os diplomatas procuram fechar acordos, a população venera seus mártires, crianças são arregimentadas em facções extremistas e as escolas disponibilizam aos terroristas a possibilidade de instrução.



Gilad Shalit
Rafael Eldad apontou o caso como uma questão muito difícil de ser encarada. Também destacou que toda decisão tomada pelo governo será negativa - sempre terá alguém que fará oposição, além de que o viés negativo sempre estará presente.

A negociação por Gilad Shalit, soldado israelense sequestrado pelo Hamas em 2006, tratou-se de um grande dilema, mas a maioria da opinião pública israelense esteve e está de acordo com o acordo. A decisão retrata uma comunidade tão solidária que está disposta a fazer sacrifícios por cada integrante de seu povo.



Processo de Paz
Como o próprio nome diz, é um processo. Tende a ser longo, demorado, passando pelas gerações, afirmou o embaixador. Embora exista a tentativa de que um acordo de paz seja assinado, todos sabemos que isso não significará um ponto final para os conflitos, mas espera-se que seja o pontapé inicial para as transformações culturais, de valores e de mentalidade.

Um exemplo clássico disso é o tratado de paz assinado com os egípcios (1979). Na realidade, parece que nada aconteceu entre Israel e o Egito, pois a situação continua muito turbulenta.

Há uma esperança de que esse processo irá começar e, daqui a muitos anos, exista uma situação realmente pacífica - o que não é garantido.


Estado Palestino na ONU
Rafael Eldad declarou que Israel não está contra um Estado palestino em si, mas contra a formação de um que seja prematuro e unilateral. O Estado judeu objetiva a concretização de tal como resultado de acordos e de um processo de paz.

Jônatha Bittencourt: Como tem sido a movimentação diplomática Israel-Brasil após a posição brasileira favorável quanto à iniciativa unilateral da Autoridade Palestina na ONU?

Rafael Eldad: Foi difícil fazer com que o Brasil reavaliasse o seu posicionamento. Eles estavam muito determinados e decididos quanto a isso. E não é porque o Brasil é uma nação democrática que todas as decisões passarão pela opinião pública. O que de fato não ocorreu. Estou há pouco tempo aqui no país, mas estamos buscando um maior estreitamento entre a embaixada israelense no Brasil e a sua população, para que haja um real esclarecimento dos fatos e do nosso posicionamento.


Refugiados
Devido à sua experiência diplomática, o embaixador Rafael Eldad declarou que há um dilema referente à situação dos refugiados, pois os árabes têm tratado isso como se fosse algo "herdável". O que tem sido mais recorrente é o caso de pessoas que saíram de Israel há muitos anos e tiveram seus filhos e netos em campos de refugiados localizados em outros países, como Líbano, Jordânia etc , e quando são indagados a respeito de sua nacionalidade respondem: "Somos refugiados".

Como, por exemplo, os avós nasceram em Haifa, os filhos e netos no Líbano, mas a resposta destes é que são refugiados de Haifa, e não são libaneses.



Agenda
Rafael Eldad, o atual embaixador de Israel no Brasil, também comentou sobre algumas situações pertinentes à comunidade judaica, como as suas preocupações e necessidades. Diante de um público amistoso e bem receptivo, também procurou responder as perguntas realizadas no local.

Com uma agenda repleta de atividades, vale destacar que também esteve presente na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, na manhã de quarta-feira (26), onde, em sua primeira visita ao Estado, presenciou a homenagem dos deputados devido às importantes contribuições da comunidade judaica para a região. 

Por Jônatha Bittencourt, editor de CessarFogo.com e De Olho na Jihad

Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twitter e aqui para curtir no Facebook 
A cópia das notícias aqui vinculadas é livre, já que em grande maioria não são de nossa autoria. Os textos de nossa autoria passarão agora a serem classificados como “Editorial”. Portanto, por questão de justiça e honestidade intelectual, pedimos que ao copiar nossos textos cite-nos e também cite a fonte na qual coletamos as informações.  

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Cessar-Fogo em Áudio 7ª Ed.

As edições de Cessar-Fogo são transmitidas na Rádio Comunidade de São Cristóvão FM 106.3 (Sergipe) e na Vertical WebRadio. Logo abaixo, você pode escutar a nº 7, veiculada no dia 25 de outubro, e fazer o download - o áudio não pode ser comercializado e editado para fins lucrativos.


Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twitter e aqui para curtir no Facebook 
A cópia das notícias aqui vinculadas é livre, já que em grande maioria não são de nossa autoria. Os textos de nossa autoria passarão agora a serem classificados como “Editorial”. Portanto, por questão de justiça e honestidade intelectual, pedimos que ao copiar nossos textos cite-nos e também cite a fonte na qual coletamos as informações.  

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A duplicidade do Fatah

Escrito por Khaled Abu Toameh | 12 Outubro 2011 | MSM

As mensagens conflitantes provenientes do Fatah lançam sérias dúvidas sobre as verdadeiras intenções da facção. Além disso, essas mensagens criam a impressão de que não há muita diferença entre o Fatah, apoiado pelo Ocidente, e o Hamas.

A duplicidade do Fatah não é um fenômeno novo. Qualquer pessoa que entende árabe e inglês pode notar facilmente as mensagens conflitantes dos líderes e representantes da facção.

A estratégia do Fatah tem sido sempre dizer uma coisa ao mundo exterior e algo completamente diferente aos palestinos.

Talvez a declaração mais perturbadora, no entanto, veio de Abbas Zaki, que é membro-sênior do Comitê Central do Fatah e ex-embaixador da OLP no Líbano. No mesmo dia em que Mahmoud Abbas discursou na ONU (em 23 de setembro), Zaki declarou na Al-Jazeera:

“o objetivo maior não pode ser realizado de uma só vez. Se Israel se retirar de Jerusalém, evacuar os 650.000 colonos e desmontar o muro, o que será do país? Vai acabar. Se dissermos que queremos eliminar Israel, isso não é aceitável. Não diga essas coisas para o mundo. Mantenha-as para si mesmo”.

Assim, enquanto Abbas, o presidente da Autoridade Palestina, estava dizendo ao mundo que os palestinos apóiam a solução de dois Estados, um de seus representantes dizia aos palestinos e ao mundo árabe que o Fatah não desistiu do seu sonho de destruir o Estado judeu.

O exemplo mais recente foi fornecido por Tawfik Tirawi, membro do Comitê Central do Fatah e ex-comandante da Força Geral de Inteligência da Autoridade Nacional Palestina.

Tirawi disse a estudantes universitários que o Fatah nunca “largou o rifle” -- uma indicação de que a facção poderia retomar a opção da “luta armada” contra Israel.

Sua declaração contradiz garantias de outros líderes do Fatah de que eles abandonaram completamente o caminho da violência e buscam uma solução pacífica com Israel.

Tirawi também disse aos estudantes universitários que os palestinos consideram os EUA seu inimigo número um por causa do constante apoio de Washington a Israel.

Novamente, essas observações contradizem declarações do líder do Fatah, Mahmoud Abbas, e de seus assessores, de que os palestinos não querem um confronto com os EUA e procuram continuar cooperando com o governo americano para conseguir a paz no Oriente Médio.

Outros líderes da Fatah, incluindo Nabil Sha'ath, Abbas Zaki e Mohammed Dahlan, também têm afirmado que seu movimento nunca reconheceu o direito de existência de Israel. Eles argumentam que foi a OLP, e não o Fatah, que aceitou a solução de dois Estados, quando assinou os Acordos de Oslo em 1993.

Esses funcionários estão ignorando o fato de que o Fatah é a maior facção da OLP. Declarações de alguns altos líderes do Fatah sugerem que a facção palestina continua a falar em mais de uma voz.

Os líderes do Fatah ainda não se distanciaram das declarações de Tirawi, Sha'ath e Zaki.
Deixar de fazê-lo não só prejudica a credibilidade da facção, mas também põe em dúvida sua confiabilidade como verdadeira parceira para a paz.

Khaled Abu Toameh, um muçulmano árabe, é jornalista veterano, vencedor de prêmios, que vem dando cobertura jornalística aos problemas palestinos por aproximadamente três décadas. Estudou na Universidade Hebraica e começou sua carreira como repórter trabalhando para um jornal afiliado à Organização Para a Libertação da Palestina (OLP), em Jerusalém. Toameh trabalha atualmente para a mídia internacional, servindo como “olhos e ouvidos” de jornalistas estrangeiros na Margem Ocidental e na Faixa de Gaza.

Os artigos de Abu Toameh têm aparecido em inúmeros jornais em todo o mundo, inclusive no Wall Street Journal, no US News & World Report e no Sunday Times de Londres. Desde 2002, tem escrito sobre os problemas palestinos para o jornal Jerusalem Post. Toameh também é produtor e consultor da NBC News desde 1989.

Publicado na revista Notícias de Israel - http://www.beth-shalom.com.br/
 

Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twitter e aqui para curtir no Facebook 
A cópia das notícias aqui vinculadas é livre, já que em grande maioria não são de nossa autoria. Os textos de nossa autoria passarão agora a serem classificados como “Editorial”. Portanto, por questão de justiça e honestidade intelectual, pedimos que ao copiar nossos textos cite-nos e também cite a fonte na qual coletamos as informações.  

ISRAEL É O VERDADEIRO ALVO DA “PRIMAVERA” ÁRABE

HEITOR DE PAOLA

22/09/2011

Não é por acaso nem pura coincidência que a erroneamente chamada “primavera árabe” coincide com o pedido de reconhecimento de uma nação palestina pela ONU ainda nesta semana[1]. É impressionante e deprimente como se comportam alguns Judeus, tanto em Israel como na Diáspora – e alguns goym Sionistas – ao entoar loas a uma falsa primavera que, como já afirmei antes, pode se transformar em inverno – ou num verdadeiro inferno para Israel e o povo Judeu. Parecem tomados por uma crença delirante de que o que vier depois só poderá ser melhor. Também defendo a liberdade, não necessariamente a democracia, este conceito amplo e nebuloso como o leito de Procusto, e o fim de ditaduras. Mas não se trata disto agora e sim de defender a própria existência de Israel e a integridade física de seus habitantes.

Qualquer pessoa que consiga raciocinar um pouco sabe muito bem que esta história de “manifestações espontâneas” é pura balela. Então, algumas perguntas se impõem: quem são exatamente os manifestantes? Como se organizam e se financiam? Como planejam táticas e estratégias militares, inclusive problemas logísticos complexos? Como estabelecem meios de comunicação eficientes, alguns até mesmo altamente sofisticados (que ninguém me venha com a resposta: são as “redes sociais”!)?

No Egito o povo está cada vez mais descrente da liderança militar, o Supreme Council of the Armed Forces (SCAF). Por esta razão o maior e mais poderoso grupo islâmico, a Fraternidade Islâmica (FI) sobe continuamente o tom de suas queixas e aspirações, particularmente no que toca às eleições, a Constituição e as relações com Israel e ao aproveitar esta oportunidade seu poder e popularidade crescem exponencialmente e possivelmente conseguirão unir os diversos grupos islâmicos contra os militares – e obviamente, contra Israel. Desde o incidente de Eilat os sentimentos anti-sionistas cresceram em todos os segmentos da sociedade egípcia, o que motivou a invasão da Embaixada israelense. Como a SCAF ajudou a retirar o pessoal, a população acusa os militares de correrem para salvar israelenses e manter o acordo de paz com Israel, numa reação muito mas forte do que quando morreram egípcios no incidente de Eilat[2].

A situação na Síria é mais confusa do que parece à primeira vista. Alguns cenários possíveis são: um prolongado estado de crise com a queda de Assad uma crise dentro do regime e da população Alawita que controla o exército, e uma oposição com apoio estrangeiro que seja suficientemente forte para derrubar o regime. Tal apoio viria de duas fontes: Turquia e Irã, num novo round entre sunitas e xi’itas pelo domínio da região. Do Irã já se sabe o que esperar, principalmente com xi’itas pró-Irã na fronteira de Israel. Com a Turquia as tensões diplomáticas vêm crescendo, deixando Israel diplomaticamente isolado. Não se sabe até que ponto a Turquia pretende expandir sua influência no Mediterrâneo oriental, mas a recente visita de Erdogan indica talvez um sonho turco que restaurar uma nova versão do Império Otomano. Há também indícios de que Erdogan pode mandar outra “flotilha humanitária” escoltada pela Armada turca.

A Líbia está ameaçada por um islamismo radical extremista com a possível queda de Kadhafi, inclusive por grupos ligados à Al Qaeda, o Al-Qaeda in the Islamic Maghreb (AQIM)[3], o que representa uma preocupação para a Argélia, berço deste grupo.

Quanto aos grupos terrorista Hamas, Hesbollah e outros, precisamos dar uma olhada no passado e na organização da qual se originaram. Desde sua fundação a OLP teve três objetivos principais:

1- Fustigar Israel através do terror

2- Cultivar uma quinta coluna dentro do país que lutasse por uma paz humilhante, de joelhos e que pudesse ser usada no caso de invasão, a mesma tática usada pelos nazistas nos diversos países que vieram a invadir.

3- Convencer Israel e o mundo de que as verdadeiras intenções dos países árabes de maioria muçulmana, os persas e os turcos não eram terroristas, mas somente queriam destruir Israel em nome dos “direitos do povo palestino”.

A Liga Árabe jamais acreditou um estado palestino independente: a Jordânia já tinha anexado a Margem Ocidental, a Cisjordânia, Gaza estava em mãos egípcias. Ao criar a OLP seu propósito era poder cruzar a fronteira de Israel para conduzir ataques dentro de seu território, sem que fosse possível a ONU ou qualquer país responsabilizar as nações componentes da Liga por aqueles ataques. A “nacionalidade palestina” é apenas cortina de fumaça para encobrir a intenção de “jogar os Judeus ao mar”!

O Artigo 24 da Carta da OLP diz: Esta Organização não exerce nenhum poder territorial sobre a Margem Ocidental do Reino Hachemita da Jordânia, nem sobre a Faixa de Gaza ou sobre a Himmah. Suas atividades serão no nível das organizações populares e no campo financeiro.

Somente depois de 1967 a OLP passou a falar sobre os “direitos do povo palestino” e paulatinamente foi sendo instilada nos corações e mentes ocidentais o direito à autodeterminação e finalmente chegamos à atual declaração unilateral de independência. E isto virá a ocorrer, se não imediatamente, em médio prazo. Dia 22 Obama declarou à ONU que os EUA “antevêem um futuro no qual os palestinos viverão num estado soberano todo seu, sem limites do que possam atingir por si mesmos” (CNN).

Realmente, há um ano a Autoridade Palestina vem anunciando esta iniciativa e Obama não tomou nenhuma providência diplomática para convencer outros países a votar contra. Inúmeros países poderiam votar “NÃO”, mas como não houve pressão americana, se sentem livres para votar “SIM”, ou se abster, aguardando um eventual veto americano no CS, largando a batata quente nas mãos de Obama enquanto posam de amigos progressistas e humanitários do mundo árabe e do Islam. Mas somente pressões eleitoreiras o forçarão a vetar no Conselho de Segurança[4]. 







[1] Quando este artigo foi escrito ainda não tinha sido apresentada oficialmente a proposição. Porém Mahmoud Abbas declarou a Obama (21/09) que não esperava que a ONU tomasse uma decisão imediatamente pois “haverá grandes confrontos no dia da discussão” (marcada para 23), e acrescentou que “continuará exercendo pressão sobre Obama, Israel e a ONU”.



 


Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twitter e aqui para curtir no Facebook 
A cópia das notícias aqui vinculadas é livre, já que em grande maioria não são de nossa autoria. Os textos de nossa autoria passarão agora a serem classificados como “Editorial”. Portanto, por questão de justiça e honestidade intelectual, pedimos que ao copiar nossos textos cite-nos e também cite a fonte na qual coletamos as informações.  

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Muçulmanos apedrejam carro de mulher judia e ferem bebê de 20 meses

Do no parceiro luso,o blog Perigo Islâmico

Nos territórios da Judeia e Samaria (actualmente ocupados por muçulmanos) árabes atiraram pedras contra um carro conduzido por uma mulher judia e feriram gravemente a filha de 20 meses que seguia no banco de trás.
A menina recebeu tratamento médico por parte de membros do corpo médico da "Samaria Regional Authority" (SRA) e mais tarde foi evacuada para um hospital.
Gershon Mesika, o director da SRA afirmou:
Os "pacíficos homens palestinos" oferecem-nos mais uma evidência - para aqueles que ainda precisem delas - do tipo de pessoas que nós [os Judeus] enfrentamos.. Nós enfrentamos terroristas sem escrúpulos que tentam matar bebés.Eles tem um galho de uma oliveira na sua boca e armas de matança nas suas mãos. É a estes terroristas bárbaros que eles [a ONU] querem dar um estado.
A Nação de Israel é forte e o governo tem que aprender com eles e ficar fortificado pelo seu espírito - não ao recuo e à rendição, sim à construção e ao espezinhamento do terrorismo.
Em baixo está uma reportagem do ataque que estes bárbaros fizeram à uma mulher e à sua filha.
 
É com estes assassinos que Israel tem que fazer acordos de paz? É com estes bárbaros que os Judeus tem que coexistir?
Se és um esquerdista indoutrinado a pensar nos palestinos como "pobrezinhos " e nos Judeus como "malvados", olha bem para a foto que está bem no início do post e pergunta-te quem são os pobrezinhos e quem são os malvados.
É importante não esquecer que este tipo de comportamento tem a aprovação das escrituras islâmicas. Uma das tradições islâmicas do "profeta" Maomé diz:
"Foi narrado por 'Umar b. al-Khattib que ele ouviu o mensageiro de Allah (que a paz esteja com ele) dizer:
  • Vou expulsar os Judeus e os Cristãos da Península Árabe e não vou deixar mais ninguém a não ser muçulmanos."
Estes muçulmanos que atacaram a mulher e o seu bebé apenas seguem os ensinamentos de Maomé de expulsar os judeus de áreas que os muçulmanos acreditam serem suas. Não há aqui nenhuma má representação ou citação "fora do contexto". Tais ensinamentos estão nas fontes islâmicas que os muçulmanos consideram autoritárias.
Fui feito vitorioso através do terror.
Quem disse estas coisas foi o fundador da religião islâmica (Muhammad) como citado no livro de tradições islâmicas com o nome de Bukhari (Volume 4, Livro 52, Número 220). A colecção "Sahih Bukhari" é considerada pelos muçulmanos como a mais fiável junção de tradições do "profeta".

O Islão aprova a matança de pessoas inocentes pelo simples facto de não se submeterem ao jugo islâmico. Esta família judaica é exemplo disso.
Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twitter e aqui para curtir no Facebook 
A cópia das notícias aqui vinculadas é livre, já que em grande maioria não são de nossa autoria. Os textos de nossa autoria passarão agora a serem classificados como “Editorial”. Portanto, por questão de justiça e honestidade intelectual, pedimos que ao copiar nossos textos cite-nos e também cite a fonte na qual coletamos as informações.  

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Ideologia Palestina em Xeque



A entrevista promovida pelo UNIC Rio, apresentada no vídeo acima, foi realizada no dia 29 de novembro de 2010. Quase um ano se passou e podemos contemplar uma diferença absurda entre o discurso do Sr. embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahin Alzeben, e a postura tomada pelo movimento palestino em 2011.


Entrevistador: Qual é, hoje, o caminho para a paz?
Comentário: Sim, de fato, mesmo sem ter conhecimento do futuro, o entrevistador utilizou a palavra ideal: hoje. Pois dentro de um ano a postura palestina seria totalmente diferente. Também há questionamentos quanto à palavra paz. Afinal de contas, o que é paz na concepção do Sr. embaixador?

Ibrahin Alzeben, embaixador da Palestina no Brasil: A negociação. Não há outro caminho, a não ser a negociação e chegar a um consenso sob a base do Direito Internacional.
Comentário: Negociação. Por acaso, o reconhecimento unilateral de um Estado, a ser solicitado pela Autoridade Palestina na ONU, remete a negociações antecipadas com a outra parte envolvida no conflito? Isso é agir segundo o Direito Internacional?

E o status atual do Estado judeu, por acaso, foi estabelecido na ilegalidade? Pelo contrário, possui amplo suprimento do Direito Internacional.

Aliás, até hoje, as negociações passadas foram baseadas nessa categoria de Direito. A solicitação de um reconhecimento unilateral de um Estado palestino contradiz acordos já estabelecidos entre árabes e israelenses - onde o status, tanto de território árabe quanto israelense, só poderia ser alterado após conclusão de negociações.

Ibrahin Alzeben, embaixador da Palestina no Brasil: Israel tentou por todos os meios resolver o problema palestino da sua maneira: genocídio, limpeza étnica, perseguição, assassinato de líderes, massacres, ocupação militar, assentamentos... Isso não deu certo.
Comentário: Genocídio, limpeza étnica - e a população palestina cresce exponencialmente, vive uma explosão demográfica tanto em Gaza, quanto na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. 

Abusos por parte do exército israelense devem ser investigados e punidos, sem dúvida alguma. A morte de palestinos com participação em ataques terroristas e outros movimentos que colocam civis israelenses em risco de vida é um dos principais fatores da morte de árabes. A utilização de lugares densamente povoados pelos terroristas do Hamas, isso sim, corresponde a genocídio e limpeza étnica.

Perseguição - e a perseguição religiosa, ideológica e social com uso, ou não, de armas? Isso é constante do lado palestino. Só pra citar alguns: Fatah, Hamas, OLP, Autoridade Palestina...

Assassinato de líderes, massacres - pouquíssimos líderes de organizações extremistas são mortos se comparados aos números de massacres em consequência de movimentos terroristas chefiados por tais líderes.

Ocupação militar, assentamentos - são pontos que exigem longos debates e comentários, até mesmo abordagem do Direito Internacional. Mas só para apresentar um exemplo de inflexibilidade por parte dos palestinos, nos anos 2000 e 2001, o governo de Ehud Barak propôs 97% da Cisjordânia e Gaza, e 3% de terras em Israel. Resultado: negaram porque queriam 100% da Cisjordânia e de Gaza. Barak ofereceu 4 opções de cidadania aos refugiados e um número limitado deles iria para Israel. Resultado: negaram porque todos os refugiados deveriam se tornar cidadãos de Israel. A preocupação palestina era resolver o problema? Não, mas passá-lo adiante. Sem falar na resposta sangrenta das negociações por parte da Autoridade Palestina, hoje uma organização supostamente "apaziguadora". Será?

Consegue perceber por que fugir da mesa de negociação não é a escolha mais apropriada? Benjamin Netanyahu estava disposto a negociar mas, baseados num suposto "Direito Internacional", decidiram agir por si mesmos.

Outro entrevistador pergunta sobre a solidariedade palestina em relação às vítimas do Holocausto. Ibrahin Alzeben, embaixador da Palestina no Brasil: Não existe nenhuma pessoa honesta no mundo que não possa ser solidária com os judeus que foram massacrados na Europa. Aquele Holocausto horrível não deve se repetir, como não deve se repetir na Palestina - nas mãos dos israelenses. Lamentavelmente, isso deve parar. E o mundo inteiro, que é solidário, inclusive eu, com aquela dor dos judeus na Europa, também devem dizer "Já chega" ao Holocausto que está acontecendo com os palestinos.

Comentário: Muito interessante a solidariedade prestada pelo Sr. Ibrahin Alzeben, ainda mais quando serve de ferramenta de propaganda para a sua própria causa. Quais são as fontes históricas desse diplomata? Palestinos vivendo um HOLOCAUSTO? Qual foi a escola por onde passou? Estaria explicado se afirmasse que sua educação foi do mesmo modelo de ensino das escolas árabes-palestinas atuais, onde o Estado judeu é negado e substituído, em mapas, pela Palestina, um Estado que nunca existiu.

Por Jônatha Bittencourt, editor de www.cessarfogo.com e De Olho na Jihad

Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twitter e aqui para curtir no Facebook 
A cópia das notícias aqui vinculadas é livre, já que em grande maioria não são de nossa autoria. Os textos de nossa autoria passarão agora a serem classificados como “Editorial”. Portanto, por questão de justiça e honestidade intelectual, pedimos que ao copiar nossos textos cite-nos e também cite a fonte na qual coletamos as informações.  

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Discurso de Dilma na ONU, no que respeita a Israel, é, para dizer pouco, irresponsável!

A presidente Dilma Rousseff faz o discurso de abertura da Assembléia Geral das Nações Unidas na quarta-feira, como os líderes brasileiros têm feito desde 1947, quando Oswaldo Aranha respondeu pela fala inaugural. Deve abordar a crise internacional, dar conselhos, exaltar a solidez econômica do Brasil, fazer advertências como expressão daquela parte do mundo que está fora do centro da crise, criticar as assimetrias etc e tal, tudo o que é de rigor nesses caos. Mas vai também dar o endosso do Brasil a uma irresponsabilidade, a uma temeridade: o pedido de reconhecimento do estado palestino, que será levado à Assembléia por Mahmoud Abbas, o presidente da Autoridade Nacional Palestina.

A Palestina não pode existir como estado soberano? Pode, sim! Mais do que isso: deve. Mas sob quais condições? Ao endossar o pedido de reconhecimento como estado independente com representação plena da ONU, as lideranças palestinas apostam que o principal interlocutor deixou de ser aquele com quem tem litígio: Israel. É uma insanidade que se apele à solidariedade internacional em busca do reconhecimento num péssimo momento da relação entre os dois lados.
 
Que “estado” os palestinos querem ver reconhecido pela ONU? Aquele que devolve Israel às fronteira de 1967? Não vai acontecer! Que divide Jerusalém? Não vai acontecer)! Que permita a volta dos chamadas “refugiados”, com seus milhões de descendentes? Não vai acontecer! Que acate os terroristas do Hamas como uma força que luta com métodos aceitáveis? Não vai acontecer! Que elimine todas as colônias judaicas da Cisjordânia? Isso também não vai acontecer! Já não aconteceria se a região vivesse o mesmo status de há seis, sete meses. Agora então…
A iniciativa do governo palestino — e o acordo entre os arquiinimigos Hamas e Fattah assume a sua verdadeira face — é uma aposta na guerra, não na paz. Israel, de fato, raramente enfrentou uma situação tão hostil na região, mas é bom lembrar que viveu dias muito piores, E sobreviveu. Só ocupa hoje os territórios dos quais querem expulsá-lo porque venceu duas guerras que tinham o objetivo de aniquilá-lo — reagiu, não atacou. E é assim porque assim se deram os fatos, não porque eu quero.
 
Isso quer dizer que não deva jamais negociar? Não! Isso quer dizer que não dá — porque é assim com qualquer país; porque deveria ser diferente com Israel? — para fazer de conta que as guerras de 1967, a dos Seis Dias, e a de 1973, do Yon Kippur não aconteceram. Aconteceram! Tiveram conseqüências. Israel deixou Gaza, e Gaza foi tomada por terroristas que passaram a atacar sistematicamente o país. Israel deixou o Sul do Líbano, e o Sul do Líbano foi tomado por terroristas que passaram a atacar sistematicamente o país. E é assim porque assim se deram os fatos, não porque eu quero.
 
O anti-israelismo — com freqüência, não sempre, é anti-semitismo mesmo! — faz juízos curiosos. Cansei de ler textos, da imprensa brasileira e estrangeira, chamando a atenção para o fato de que raramente Israel esteve tão isolado, razão por que deveria negociar. Heeeinnn? Chamam a atenção para a mudança de status do Egito, hoje assombrado pelo fundamentalismo — aguardem e verão qaue “maravilha” se vai fazer por lá… Chamam a atenção para o transe vivido pela Síria; de fato, se Bashar Al Assad cair, a chance de os extremistas ganharem espaço no governo, a exemplo do que já acontece no Egito e está para acontecer na Líbia, é gigantesca! O Irã, como sempre, está por ali, prometendo “varrer o inimigo do mapa”. A “democrática” Turquia — sempre que alguém vibra com a “democracia turca”, eu reluto para não ficar muito comovido — decidiu exercer a diplomacia que consiste em apagar incêndio com gasolina…
Deixem-me ver se entendi direito: pedem ao país que quase foi destruído duas vezes por seus inimigos, que voltaram a ficar assanhadíssimos, que ceda à pressão (e à chantagem) da Autoridade Nacional Palestina, MOMENTANEAMENTE RECONCILIADA, e aceite o “estado palestino” fora do âmbito de uma negociação bilateral? E o fazem no momento em que as novas forças que governam o Egito colaboram de descaradamente com o terror e o extremismo?
É evidente, a esta altura, que os terroristas que saíram de Gaza e passaram pelo Sinai para atacar o sul de Israel contaram com a colaboração dos egípcios. A embaixada israelense no Cairo ficou horas sob ataque, sem que as forças de segurança movessem uma palha para conter os extremistas. Depois do ataque, o “odiado” (pela imprensa política e islamicamente correta) Binyamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, afirmou: “Vamos continuar atados ao acordo de paz com o Egito”. Essam Sharaf, primeiro-ministro egípcio, disse algo um pouquinho diferente: “O acordo de Camp David (de 1979) não é sagrado e está sempre aberto a discussão com aquilo que poderia beneficiar a região e a defesa de uma paz justa. Nós poderíamos fazer uma mudança se fosse necessário”. Paz justa??? A paz lhes foi até benevolente, não é? Israel devolveu o Sinai ao agressor…
 
A “Primavera egípcia”, diga-se, faz-se com a perseguição a judeus e a cristãos, cujas casas e igrejas estão sendo sistematicamente incendiadas pelos “heróis” da nova ordem… Que dias estes! Na Líbia, a trinca Obama-Cameron-Sarkozy entrega o poder aos jihadistas… O mundo anda de tal sorte de cabeça pra baixo que os cristãos e drusos, minorias na Síria, apóiam o asqueroso Bahar Al Assad porque sabem que, se ele cair, elas serão impiedosamente perseguidas. É uma “Primavera” que se faz com o sangue dos “que não pensam como nós [eles]“. Huuummm… É mais ou menos assim desde, deixem-me ver, o século VII…
 
Sabe-se lá por qual desvão da lógica se cobra, então, que Israel se dê conta do seu “isolamento”, do assanhamento dos inimigos, e ceda à pressão! Mas esperem: não deveria ser justamente o contrário? Não é num momento como esse que o país mais deve se preocupar com a sua segurança e exigir garantias adicionais? É o que diz o bom senso. Pedem ao país que caminhe contra a lógica mais elementar. Não vai acontecer. Israel não existe porque tenha se ajoelhado.
 
O Brasil não está inovando — só está indo mais longe na impostura quando o assunto é Israel. Nos nove anos de governo petista, tem votado sistematicamente contra o país. Ainda que os EUA tenham poder de veto e possam impedir a entrada da Autoridade Nacional Palestina como membro efetivo da ONU, o eventual endosso de dois terços dos países ao pleito tem potencial para incendiar a região. Isso colocaria Israel na posição de quem só está obrigado a ceder, como se, na negociação com terroristas, intransigente fosse o outro lado…
 
“Pô, Dilma é capa da Newsweek, e esse Reinaldo Azevedo está falando mal da política externa brasileira e do discurso da mulher na ONU!?”. Grande coisa! Eu sou assim mesmo! Queriam que eu falasse mal de quem é capa da Carta Capital ou da Caros Amigos?
 
A posição brasileira na ONU, de resto, é um vilipêndio à memória de Oswaldo Aranha! A tal guinada na política externa era só uma piscadela à razão. Passou depressa! O Brasil, por força de sua economia — não de seu governo! — exerce papel crescente no mundo. Mas, por enquanto, seus dirigentes o fazem parecer mais arrogante do que propriamente grande. Dilma talvez não se dê conta porque, em política externa, não é menos apedeuta do que Lula: o discurso que ela fará na quarta-feira, no que diz respeito ao Oriente Médio, alimenta-se com o sangue de inocentes e faz tabula rasa da história.

Fonte: Jornal ALEF,
Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twitter e aqui para curtir no Facebook 
A cópia das notícias aqui vinculadas é livre, já que em grande maioria não são de nossa autoria. Os textos de nossa autoria passarão agora a serem classificados como “Editorial”. Portanto, por questão de justiça e honestidade intelectual, pedimos que ao copiar nossos textos cite-nos e também cite a fonte na qual coletamos as informações.  

Share

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More