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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Para analistas, sul do Líbano se tornou frente de confronto entre Israel e Irã

Ahmadinejad visita nesta quinta-feira o sul do Líbano

Analistas israelenses dizem que a vista ao Líbano do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, causa preocupação em Israel e configura uma nova situação na qual, de fato, a fronteira com o Líbano se transformou em uma frente de confronto com o Irã.

Ahmadinejad chegou ao Líbano na quarta-feira para uma visita de dois dias e, nesta quinta, faz visita a aldeias perto da fronteira israelense, no sul do Líbano, afetadas pela guerra entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah em 2006.

O especialista em estratégia militar da Universidade de Tel Aviv, Reuven Pedhatzur, disse à BBC Brasil que "embora haja uma discussão interna intensa no Líbano, o Hezbollah, aliado do Irã, está se revelando como o lado mais forte na sociedade".

Para Pedhatzur, por intermédio da força crescente do Hezbollah, o Líbano "está se transformando em um protetorado iraniano".

O analista também afirma que desde a segunda guerra do Líbano, em 2006, o Hezbollah se armou com dezenas de milhares de foguetes, fornecidos pelo Irã, que ameaçam Israel a partir do sul do país.
Segundo Pedhatzur, uma terceira guerra do Libano poderia ser desastrosa para Israel e "cobrar um preço muito duro em termos de vidas de civis", devido ao armamento intenso do Hezbollah.

O estrategista também diz que Israel não tem uma resposta militar para os foguetes e, se houver uma terceira guerra, "a única maneira (para combater o lançamento de foguetes contra cidades israelenses) será ocupar novamente o sul do Líbano".

Destruição

Em discurso perante milhares de pessoas no bairro de Dahia em Beirute, reduto do Hezbollah, Ahmedinejad pregou a destruição do Estado de Israel e propôs que os israelenses "voltem para os lugares de onde vieram".

Segundo os analistas, o fortalecimento da influencia iraniana no Líbano pode mudar o mapa político do Oriente Médio.

De acordo com o analista político da rádio estatal de Israel, Hanan Cristal, o aumento da influência iraniana leva ao enfraquecimento da posição da Síria no país.

"Antes pensávamos que um acordo de paz com a Síria incluiria automaticamente o Líbano", disse Cristal. "Mas agora parece que a situação está mudando e a Síria está perdendo espaço no Líbano."
Para Pedhatzur, Israel deve assinar um acordo de paz com a Síria "o quanto antes".

"O acordo com a Síria se torna ainda mais urgente, antes que o Líbano se transforme em uma base militar iraniana", disse.

Segundo Micky Segal, que foi chefe do departamento de Irã no serviço de inteligência do Exército israelense, o Líbano "já é um protetorado iraniano".

"Já temos a presença fisica do Irã em nossa fronteira norte", disse Segal à radio estatal de Israel, Kol Israel.
O general da reserva Eyal Ben Reuven, que foi um dos comandantes do Exército israelense durante a guerra do Líbano, disse que Israel "não pode iniciar uma guerra a cada dois dias".

"Devemos resolver o problema por caminhos diplomáticos", disse Ben Reuven à radio israelense.
"Temos que fazer todos os esforços para evitar uma terceira guerra no Líbano, o preço seria muito alto", recomendou. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

terça-feira, 6 de julho de 2010

O Medo que causa o Islã: Desenho animado “South Park” ridiculariza Cristo mas se autocensura com Maomé

MADRI, 23 Abr. 10 / 10:30 am (ACI).- Os criadores da série animada South Park decidiram substituir o personagem de Maomé –que aparecia com o traje de urso–, por uma de Papai Noel com o mesmo disfarce, logo que uma página web de jovens muçulmanos ameaçou de morte os responsáveis por este programa.

Entretanto, o mesmo não aconteceu com Cristo ou com Buda, pois em um recente episódio o primeiro apareceu olhando pornografia e o segundo cheirando cocaína.


Conforme informou o jornal espanhol La Razón, "a satírica série animada 'South Park' escondeu com um assobio a palavra Maomé e rotulou seu último episódio com a palavra 'CENSURADO' depois de conhecer uma sombria ameaça de um grupo muçulmano americano". Entretanto, não ficou claro se esta decisão foi resultado da advertência "ou se estavam burlando-se da ameaça".


O grupo de jovens muçulmanos americanos RevolutionMuslim.com, advertiu aos criadores Matt Stone e Trey Parker "que o que estão fazendo é estúpido e que provavelmente terminarão como Theo Van Gogh por emitir este programa", fazendo alusão ao cineasta assassinado no 2004 por um militante islâmico, devido a um filme seu que acusava o Islã de aprovar a violência contra as mulheres.


O diretor do Revolution Muslim, Younus Abdullah Muhammad, disse à agência Reuters que a publicação da foto onde o cineasta aparece morto não é uma ameaça. "Mostrar um caso que aconteceu a outro indivíduo que se comportou de maneira similar? Isso é apenas evidência", acrescentou.


Fonte: A Verdadeira Idade das Trevas

domingo, 20 de junho de 2010

Dirigente do Hamas diz que Palestinos devem abrir fogo contra Israel

O Jornal Haaretz publicou uma matéria informando que Mahmoud Zahar, convocou os Palestinos a Jihad contra Israel.

"Os Palestinos devem iniciar os ataques com foguetes contra Israelda Cisjordânia", teria dito Mahmoud Zahar, segundo a Rádio Israel, ele teria dito em uma entrevisa no domingo, que a mudança foi necessária.

Indagado se o lançamento de foguetes contra Israel deveria ser limitado aos lançamentos originários de Gaza, Zahar disse ao jornal Jerusalem Oriental Al Quds que "tais lançamentos devem acontecer na Cisjordânia, assim como Gaza".

Ele ainda criticou o Fatah por seu combate a resitência do Hamas.

O líder do Hamas também enfatizou que o Hamas nunca iria alterar a sua política, mesmo se ganhasse as próximas eleições, dizendo que a solução reside na "resistência".

"Se tivéssemos interessados em perder os nossos direitos, eu teria ficado em Washington até agora", disse Zahar ao Al Quds.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Uma nova flotilha jihadista?

Os jornais noticiaram "Irã envia navios com ajuda humanitária para Gaza".

Eis uma clara provocação do regime de Teerã ao estado Judeu, isso é claro e nítido. E as consequencias podem ser gigantes!

TEERÃ - O Irã está mandando navios com ajuda para Gaza, disse o rádio estatal nesta segunda-feira, 14 - um movimento que pode ser considerado uma provocação por Israel, que acusa Teerã de estar enviando armas para os chefes do enclave palestino islâmico, o Hamas.

Um navio deixou um porto no domingo e outro partirá até sexta-feira, carregado com comida, material de construção e brinquedos, disse o repórter. "Até o final do bloqueio de Gaza (pelos israelenses), o Irã continuará a enviar ajuda", disse um oficial da organização iraniana, Sociedade para Defesa da Nação Palestina.

O Irã enviou ajuda para o território da costa anteriormente via Egito. Não ficou exatamente claro se o último navio faria o mesmo, ou tentaria atracar em Gaza.

Em janeiro de 2009, um navio de guerra israelense se aproximou de um navio de ajuda iraniano que ia para território mediterrâneo e disse para deixar a área, a 70 km de Gaza. O navio foi para o Egito, que faz fronteira com Gaza, mas não obteve permissão para descarregar.

O Irã apresentou um protesto sobre a questão com o Egito, que tem um acordo de paz com o Estado judeu. Israel tem suspeitado por muito tempo que o Irã fornece armas ao Hamas. Teerã diz que apenas dá apoio moral ao grupo.

Sem escolta

O chefe-adjunto de elite da Guarda Revolucionária do Irã minimizou os relatórios que os guardas proporcionaria uma escolta militar para navios de ajuda indo para Gaza - algo que certamente tem o poder de escalar as tensões na região. "Isso não está na nossa agenda", Hossein Salami, citado pela agência oficial de notícias IRNA.

Um auxiliar do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse na semana passada que o poderoso Exército iraniano estava pronto para escoltar as embarcações se a ordem fosse dada por Khamenei. Um funcionário do Crescente Vermelho iraniano afirmou ontem que dois navios com ajuda organizada pelo grupo humanitário estavam prontos e esperando a aprovação do Ministério de Relações Exteriores para partir para Gaza.

A decisão de enviar mais ajuda foi tomada depois que o ataque militar israelense contra uma flotilha com ajuda que se dirigia a Gaza resultou na morte de nove ativistas no último dia 31. As animosidades entre o Irã e seu inimigo Israel pioraram após a chegada de Mahmoud Ahmadinejad à presidência. Altos comandantes afirmam que Teerã tem mísseis capazes de atingir qualquer alvo no Estado judeu.

Por sua vez, Israel, que tem o único arsenal não declarado do Oriente Médio, não descartou a possibilidade de ações militares contra o Irã a fim de evitar que o país venha a desenvolver capacidade de fabricar armas nucleares. O Irã nega que tenha esse tipo de ambição. As informações são da Dow Jones.

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