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terça-feira, 30 de abril de 2013

As consequências da Primavera Árabe

Roma, (Zenit.org) John Flynn, LC |

O conflito continua na Síria e em outros países, que experimentaram uma mudança de regime, como o Egito, o destino dos cristãos continua a ser motivo de grande preocupação.


Semana passada, dois arcebispos, o síro-ortodoxo Yohanna Ibrahim e o greco-ortodoxo Paul Yazigi, foram sequestrados no vilarejo de Kfar Dael, por aqueles que a Reuters, no dia 22 de abril, chamou de "grupo terrorista".

Em setembro do ano passado, o Arcebispo Ibrahim disse à Reuters que "os cristãos foram atacados e seqüestrados de forma monstruosa e as suas famílias pagaram grandes somas para a sua libertação".

Inicialmente as agências afirmaram que os dois arcebispos tinham sido liberados. Mais tarde, porém, Jean-Clement Jeanbart, o arcebispo greco-melquita de Aleppo, negou esta notícia (ver Asia News, 24 de abril).
No dia do seqüestro, 22 de abril, a Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF) publicou um dossier especial intitulado Proteger e promover a liberdade religiosa na Síria.

Tradicionalmente, no campo religioso, a Síria é um país heterogêneo, com cerca de 22 milhões de pessoas. Os muçulmanos sunitas são cerca de 75% da população, mas subsiste uma minoria substancial de Alauítas, cristãos e Drusos.

O conflito em curso "ameaça a diversidade religiosa da Síria, porque os membros das menores comunidades minoritárias fogem do país, também em face de um futuro incerto no pós-Assad”, está escrito no dossiê.

O dossier da comissão exorta tanto os Estados Unidos como os outros países a implementarem políticas de apoio aos direitos das minorias e à liberdade religiosa.

A agência norte-americana admitiu que as condições não eram certamente idílicas nem mesmo antes do levante atual, observando que "a Síria oferecia um mínimo de liberdade religiosa, incluindo a liberdade de culto, especialmente para as minorias religiosas no país, incluindo os cristãos".

"No entanto, o governo controlava a seleção dos imãs sunitas e limitava a sua liberdade religiosa", diz o dossiê.

Além disso, o documento atribui ao regime a responsabilidade por uma política de repressão da maioria sunita, que durou décadas, e a intensificação das hostilidades entre as minorias religiosas.

Ao mesmo tempo, as comunidades religiosas que se mantiveram neutras durante as revoltas violentas, foram vistas pelas forças de oposição, como cúmplices do governo.

"Na medida em que essas fraturas sectárias se aprofundam, torna-se cada vez mais provável que as comunidades religiosas estejam na mira, não por suas alianças políticas, mas apenas por sua filiação religiosa", adverte o USCIRF.

É claro, diz o dossiê USCIRF, que "este sectarismo está em ascensão e as agressões com motivo religiosos têm sido perpetradas pelo regime de Assad e pelos seus delegados, bem como, às vezes, pelas forças de oposição que apontam para sua queda, causando graves violações da liberdade religiosa".

"Essas violações também ameaçam a diversidade religiosa da Síria com a crescente probabilidade de violência com motivo religioso e constantes retaliações numa Síria pós-Assad, onde as minorias religiosas são particularmente vulneráveis", diz o dossiê.

O Egito é outro país onde os cristãos são ameaçados. Há um temor de que a Constituição apenas aprovada não seja capaz de proteger os direitos dos cristãos, como destaca um serviço da BBC do dia 3 de janeiro.
Uma mãe egípcia e seus sete filhos foram condenados a penas de prisão pesadas por terem  alterado ilegalmente os seus documentos oficiais (cfr. Russia Today, 16 de janeiro de 2013). A família queria restaurar seus nomes cristãos, após a morte de seu pai, um muçulmano.

Nadia Ali Mohamed nasceu cristã, mas tinha se convertido ao islamismo, depois de se casar com Mustafa Abdel-Wahab. Com a morte de seu marido em 1991, ela queria voltar para o cristianismo.
Em 2004, depois de ter voltado a ser cristã, a família substituiu os nomes muçulmanos na própria carteira de identidade por nomes cristãos. Toda a família foi condenada a 15 anos de prisão por ter violado as leis de mudança de nome.

Enquanto isso, os grupos islâmicos continuam a atacar edifícios cristãos, sem que a polícia ou as forças de ordem se comprometam demais para prevenir estes atentados. No passado 16 de janeiro a Assyrian International News Agency disse que centenas de muçulmanos destruíram a sede dos serviços sociais, que pertencem à Igreja Copta, entoando slogans islâmicos. O edifício estava localizado na aldeia de Fanous, no distrito de Tamia, na província de Fayoum, 130 km a sudoeste do Cairo.

No início deste mês, um grupo atacou a Catedral Copta de São Marcos, atirando pedras e bombas incendiárias (cfr. New York Times, 8 de abril de 2013).

"A polícia não está fazendo nada para nos proteger ou parar a violência", disse Wael Eskandar, ativista cristão-copto. "Pelo contrário, estão ajudando ativamente os civis", a atacarem os cristãos, disse Eskandar, de acordo com o citado artigo do New York Times.

O ataque continua com vários dias de conflito, culminados em um tiroteio que matou quatro muçulmanos e um cristão.

O Papa dos coptos Tawadros II acusou o presidente Mohammed Mursi, um membro da Irmandade Muçulmana, de não protegido a catedral: o Washington Post, em um artigo do 18 de abril, o chamou de "uma crítica direta sem precedentes".

As tensões continuam, com dez pessoas mortas nas últimas semanas durante os confrontos entre Muçulmanos e Cristãos Cóptas no Egito (cfr. Al-Jazeera, 22 de abril).

Nos países do Oriente Médio as perspectivas para os cristãos continuam a ser muito problemáticas, no entanto, nem os governos ocidentais nem instituições internacionais parecem dar muita atenção para o assunto.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A verdade sobre o Exército [terrorista] Livre Sírio (Atenção imagens chocantes)

Vejam os queridinhos da mídia ocidental. Esse é o tipo de vídeo que nunca veremos ser noticiado. São 20 minutos de terror demonstrando a crueldade dos rebeldes contra o seu próprio povo.


Obs: O fato de considerar os rebeldes sírios como terrorista, não quer dizer que somo à favor de Assad.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Horror na Síria: cristãos sendo executados

Escrito por Michael Carl | 12 Novembro 2012
Notícias Faltantes - 
soldadosperseguição
“Eles estão se sentindo muito fortalecidos depois do que viram no Egito, Líbia e Tunísia. Eles sentem que agora é a chance deles. Eles desprezam os cristãos que vivem na Síria e adorariam convertê-los ou matá-los.”


Relatos prov
enientes da Síria indicam que membros do Exército Sírio Livre começaram a executar cristãos enquanto estão afirmando que estão atirando em soldados sírios.
Um vídeo de um ataque em 1 de novembro em que rebeldes sírios vestidos de preto teriam matado 28 homens foi postado no YouTube. Uma reportagem da Agência France-Presse sobre o ataque identificou as vítimas como soldados sírios.
Mas William Murray, presidente da Coalizão de Liberdade Religiosa, disse que duas das vítimas tinham ligações oficiais com sua organização na Síria. Sua organização distribui assistência.
As vítimas não eram soldados, disse ele, mas civis da mesma vizinhança, “de modo que todos os 28 homens eram provavelmente cristãos”.
Ele argumentou que até mesmo um rápido exame das fotos do ataque indica que as vítimas eram civis.
“Eles não estavam armados e nunca haviam sido combatentes”, disse Murray.
Um ativista de direitos humanos que trabalha na Síria cujo nome foi mantido em sigilo por razões de segurança disse que dois dos homens eram cristãos.
“Dois dos homens tenho certeza de que eram cristãos e foram primeiramente raptados de sua vizinhança, então levados para o campo e mortos a tiros”, disse o ativista.
Brigitte Gabriel, fundadora e presidente da organização Act for America, disse que todos sabem muito bem que os rebeldes sírios estão executando cristãos.
“Os sírios estão sem dúvida executando cristãos. Eles são notórios por aplicarem tortura tática em seus inimigos”, disse Brigitte.
“Os homens que estão se levantando contra Assad e estão sendo esmagados são todos da Irmandade Muçulmana, os quais Hafez Assad, pai de Assad, esmagou 30 anos atrás em Hama”, disse Brigitte.
Brigitte acrescentou que os rebeldes se sentem muito fortalecidos, o que só estimula seu ódio aos cristãos.
“Eles estão se sentindo muito fortalecidos depois do que viram no Egito, Líbia e Tunísia. Eles sentem que agora é a chance deles. Eles desprezam os cristãos que vivem na Síria e adorariam convertê-los ou matá-los”, disse Brigitte.
Murray disse que as próprias execuções provam que são os rebeldes que estão desencadeando as matanças.
“Quando toma prisioneiros, o Exército Sírio os fotograva e mostra as fotos”, disse Murray.
“As matanças ocorreram enquanto Ayman al-Zawahiri, líder da Al-Qaeda, disse numa mensagem de rádio para animar os combatentes al-Shabaab, filial na Somália, que os ataques contra as instalações dos EUA no Cairo e Benghazi eram “derrotas para os EUA”.
“Eles foram derrotados no Iraque e estão saindo do Afeganistão, e o embaixador deles em Benghazi foi morto e as bandeiras de suas embaixadas foram baixadas no Cairo e em Sana, e no lugar delas foram levantadas as bandeiras de tawhid (monoteísmo) e jihad”, o líder da Al-Qaeda disse, conforme reportagem de Thomas Joscelyn, jornalista e especialista em terrorismo.
Murray disse que se alguma evidência a mais da natureza equivocada da política fosse necessária, dá para achá-la na edição mais recente dos relatórios do Instituto de Pesquisa de Mídia do Oriente Médio (cuja sigla em inglês é MEMRI).
O MEMRI relata que os rebeldes sírios afirmam que a derrubada de Assad é só o primeiro passo. Os rebeldes querem impor a lei islâmica na Síria.
Murray disse que as intenções dos rebeldes são óbvias porque eles hasteiam a bandeira negra dos jihadistas.
“Os combatentes usam lenços negros com a inscrição da declaração islâmica de fé. Eles hasteiam a bandeira da jihad e da Al-Qaeda”, disse Murray.
“Se fosse uma genuína rebelião pela democracia, não haveria a intensa exibição de símbolos religiosos”, disse Murray.
Murray acrescentou que mais uma vez as evidências mostram que o governo dos EUA está sem vontade de encarar a realidade.
“Isso prova de novo que estamos combatendo uma entidade que realmente não compreendemos”, disse Murray.
Murray acrescentou que as execuções junto com a reportagem do MEMRI e a mensagem de al-Zawahiri apontam para o curso perigoso que os Estados Unidos estão adotando na Síria ao designar o embaixador Christopher Stevens para operar o suprimento e distribuição de armas da Líbia para a Síria por intermédio da Turquia.
Recentemente, o WND relatou que o propósito de Stevens na Líbia era enviar armas para os rebeldes da Síria.
O envolvimento de Stevens na Líbia vinha desde um ano atrás, quando analistas de inteligências relataram que ele havia sido inicialmente nomeado como o representante oficial dos EUA para o exército rebelde.
Ele foi elevado a embaixador depois da derrubada do ditador líbio Muamar Kadafi.
Na Líbia, a grande missão de Stevens era suprir armamento, até mesmo pesado, para os rebeldes da Síria.
WND relatou na mesma reportagem que a missão de Stevens o colocou em contato direto com a al-Qaida e outros grupos jihadists.
Clare Lopez, membro do Centro de Política de Segurança, disse que Stevens e altas autoridades do governo dos EUA sabiam que o movimento oposicionista da Líbia era formado por elementos de vários grupos jihadistas radicais, inclusive a al-Qaida, Ansar al-Shariah e o Grupo de Combate Islâmico Líbio (GCIL).
O guerrilheiro Abdelhakim Belhadj organizou o GCIL em 1990 depois de voltar para casa do Afeganistão, onde ele havia lutado junto com os combatentes afegãos contra os soviéticos.
Lopez diz que Belhadj organizou o GCIL por um motivo — derrubar Kadafi.
O grupo de Belhadj foi assimilado pela Al-Qaeda em 2007, mas Lopez acrescentou que em algum ponto do caminho, Belhadj foi interceptado pela CIA e enviado de volta à Líbia onde Kadafi o jogou na prisão.

Tradução e divulgação: www.juliosevero.com

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Hamas comemora vitória de Mursi no Egito; celebrações em Gaza


Gaza - Os palestinos em Gaza comemoraram neste domingo o anúncio da vitória de Mohamed Mursi, candidato da Irmandade Muçulmana, nas eleições presidenciais do Egito, enquanto o movimento islamita Hamas afirmou que era um "momento histórico".
Já a Autoridade Palestina, responsável pela Cisjordânia, também parabenizou Mursi, que se tornará o primeiro presidente do Egito da era pós-Hosni Mubarak.
O integrante de alto escalão do Hamas Mahmud Zahar afirmou à AFP que a vitória era "um momento histórico e uma nova era na história do Egito", enquanto moradores de Gaza aplaudiram e dispararam uma saraivada de tiros de comemoração nas ruas dos territórios palestinos.
O movimento islâmico do Hamas, que governa a Faixa de Gaza, tem laços de longa data com a Irmandade Muçulmana, organização que viu seu candidato receber 51,73% dos votos e derrotar o ex-primeiro-ministro Ahmed Shafiq.
A Autoridade Palestina também parabenizou o presidente eleito do Egito.
"Parabenizamos o doutor Mohamed Mursi, o candidato da Irmandade Muçulmana, por sua vitória na eleição presidencial egípcia e por sua eleição como presidente do Egito", afirmou o negociador palestino Saeb Erakat à AFP.

Islamita é o primeiro presidente eleito do Egito após queda de Mubarak

Milhares de egípcios lotavam neste domingo (24) a praça Tahrir, no centro do Cairo, para comemorar a vitória nas eleições presidenciais de Mohamed Mursi. O candidato da Irmandade Muçulmana foi declarado hoje o primeiro presidente do Egito desde que uma revolta popular derrubou Hosni Mubarak e prometeu colocar em prática o slogan da Irmandade Muçulmana - "o islã é a solução". A junta militar que governa o país desde a queda do regime de Mubarak afirmou que irá entregar o cargo da presidência ao vencedor das eleições até o dia 30 de junho.

"Deus é o maior" e "abaixo o regime militar" eram alguns dos slogans entoados pelos manifestantes, enquanto fogos de artifício eram lançados, depois que a comissão eleitoral declarou formalmente o candidato da Irmandade Muçulmana como vencedor.
Mursi prometeu trazer "estabilidade, segurança, justiça e prosperidade" ao Egito, depois de um ano de tumultos. Ele disse que chegou a hora de colocar em prática o slogan "o islã é a solução", da Irmandade Muçulmana,- e afirmou que seu plano político possui "referências do islã moderado".

O presidente da Comissão Eleitoral Suprema do Egito, Farouk Sultan, anunciou em entrevista coletiva que Mursi obteve 13.230.131 votos válidos (51,73%), contra os 12.347.380 (48,27%) recebidos por seu concorrente, o general reformado Ahmed Shafiq, no segundo turno do pleito, realizado nos dias 16 e 17 deste mês.

A vitória de Mursi o torna o primeiro presidente do Egito após a queda de Hosni Mubarak, ocorrida em fevereiro de 2011, e leva a Irmandade Muçulmana à Presidência pela primeira vez em seus 84 anos de história, a maioria deles na ilegalidade.

Tanto Mursi como Shafiq haviam proclamado vitória ao longo desta semana, alegando dados coletados por suas respectivas equipes de campanha.

Sultan revelou que 26.420.763 eleitores foram às urnas no segundo turno, 51,85% dos quase 51 milhões de egípcios convocados a votar. O presidente da Comissão Eleitoral destacou ainda que foram revisados pedidos de impugnações nos resultados em cerca de cem mesas eleitorais das mais de 13 mil nas quais os egípcios puderam depositar suas cédulas.

A decisão da Comissão Eleitoral não pode ser impugnada nem sofrer apelação por parte dos candidatos, ao ser a última instância responsável pelo pleito.

Período de indefinição gerou tensão

Nos últimos dias, havia um clima no país de indefinição, sem nenhum sinal sobre o que seria decidido nas urnas.

O Parlamento egípcio, que foi escolhido em eleições livres em novembro , foi dissolvido. A Irmandade Muçulmana, que possuía a maioria, protestou contra a decisão.
No último dia 14 de junho, o Tribunal Constitucional egípcio anulou a composição da câmara baixa do Parlamento e declarou inconstitucional a Lei de Isolamento Político, que teria impedido o ex-primeiro-ministro Ahmed Shafiq de concorrer à Presidência no pleito.
Além disso, a junta militar restaurou a lei marcial dos tempos da ditadura de Mubarak, que permite prisões arbitrárias, e ampliaram os poderes das Forças Armadas.
Para piorar o clima de tensão política no país, a comissão eleitoral atrasou a divulgação dos resultados. Inicialmente, o vencedor seria declarado na quinta-feira, mas a comissão - que é formada por cinco juízes - disse precisar de mais tempo para investigar todos os recursos feitos pelos candidatos.

O atraso alimentou boatos de que o Conselho Supremo das Forças Armadas e a Irmandade Muçulmana estariam negociando nos bastidores o futuro do país.

Para alguns analistas, os militares, que apoiavam Ahmed Shafiq, teriam percebido que a vitória de Mursi era irreversível, e estariam buscando um acordo para conquistar imunidade contra possíveis processos.

Os islamitas da Irmandade Muçulmana - que foram o maior partido de oposição durante toda a era Hosni Mubarak - querem retomar os poderes presidenciais. Mas os egípcios não sabem até que ponto os militares estão dispostos a deixar o poder.

Junta militar parabeniza vencedor

O chefe da junta militar do Egito, marechal Hussein Tantawi, parabenizou neste domingo o candidato da Irmandade Muçulmana Mohamed Mursi pela vitória nas eleições presidenciais, afirmou a rede de televisão estatal.

"O marechal Hussein Tantawi parabeniza o Doutor Mohamed Mursi por conquistar a presidência da república", afirmou a rede de televisão, depois de uma disputa que dividiu a nação mais populosa do mundo árabe.
Em Gaza, os palestinos comemoraram o anúncio da vitória de Mohamed Mursi nas eleições presidenciais do Egito, enquanto o movimento islamita Hamas afirmou que era um "momento histórico".

O integrante de alto escalão do Hamas Mahmud Zahar afirmou que a vitória era "um momento histórico e uma nova era na história do Egito", enquanto moradores de Gaza disparavam uma saraivada de tiros de comemoração nas ruas dos territórios palestinos. (Com agências internacionais)

terça-feira, 19 de junho de 2012

Fique fora do Atoleiro Sírio


À medida que o governo sírio aumenta de forma desesperada e cruel os esforços em se manter no poder, apelos para uma intervenção militar, mais ou menos no modelo líbio, têm se tornado cada vez mais insistentes. Com certeza, esse curso é moralmente atraente. Mas, será que os países ocidentais deveriam seguir esse ponto de vista? Acredito que não.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Debate ao vivo sobre a Primavera Árabe

A Primavera Árabe completou um ano. Para marcar a data, o Estadão realiza nesta segunda, dia 19 às 17 horas, um debate online ao vivo com os cientistas políticos Heni Ozi Cukier e Reginaldo Nasser, moderado pelo editor de Internacional, Roberto Lameirinhas. 

Os internautas poderão participar pelo Twitter (usando a hashtag #debatePA), pela página da Editoria Internacional no Facebook e também enviar perguntas, desde já, pelo email estadaointer@gmail.com .

Heni Cukier é professor de relações internacionais da ESPM. No dia 25 de setembro, em São Paulo, participou de debate com jovens, promovido pelo Congresso Judaico Latino-Americano. Reginaldo Nasser é professor de relações internacionais da PUC-SP.

Fonte: CONIB

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sábado, 3 de dezembro de 2011

Egito: Com o avanço dos salafistas os mais ricos já cogitam deixar o país

Com o avanço dos salafistas nas eleições, membros da elite ocidentalizada do Egito já cogitam abandonar o país. A preocupação é notável pelos bairros mais ricos do Cairos e Alexandria.


"Espero que eles não imponham as mulheres o véu e a proibição de dirigir como na Arábia Saudita", disse Naglaa Fahmi em Zamalek.

Em um hotel de luxo, Nardine, um copta que assim como os outros milhões do país está preocupado com um parlamento dominado por islâmicos, também já pensa em deixar o país."Meu pai está pensando seriamente em me mandar juntamente com meus irmãos para fora do país, pois ele acha que não teremos futuro com os salafistas no poder".

O avanço do partido Al-Nur, de linha salafista é a causa de toda preocupação.

"Meu marido recentemente recebeu uma oferta de emprego em Dubai. No começo eu estava hesitante, mas agora, com tudo que está acontecendo, estou incentivando-o a aceitar o trabalho, e irei junto com minha filha", disse Angie, esposa de um rico empresário. "O Golfo tornou-se mais liberal que o Egito", completou.

Para Ahmed Gabri,que é muçulmano, os islamitas no poder significaria o fim de suas liberdades individuais. "Vou deixar o país! Eu não vou ficar vivendo em um clima puritano. Porque não deixam as pessoas viverem do jeito que querem?"

O próximo parlamento egípcio será encarregado da nova constituição, portanto, ter uma maioria de salafistas é algo assustador para os liberais e cristãos do país.

Blog De Olho na Jihad com informações da AFP
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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Hamas e Fatah: o Governo de Unidade que não é - e nem será.

Fatah e Hamas sabem que a unidade significa a
perda de respaldo financeiro de seus patrocinadores.
Cada vez que Fatah e Hamas anunciam que estão perto de terminar sua disputa, os palestinos descobrem, rapidamente, que os dois partidos rivais não estão dizendo a verdade. Em muitos sentidos, o status quo não está tão mal para Fatah e Hamas. Os dois partidos têm, de fato, um interesse comum em mantê-lo enquanto podem.


Para o Fatah, que está no controle de grandes faixas de terra da Cisjordânia, a situação não poderia ser melhor.

Graças à contínua ajuda financeira dos estadunidenses e da UE, a economia da Cisjordânia é relativamente boa, e dezenas de milhares de funcionários civis da Autoridade Palestina estão recebendo seus salários em dia. Aqueles que pensam que o Fatah faria de tudo para voltar à Faixa de Gaza estão enganando a si mesmos.

Desde que foi expulso da Faixa de Gaza, no verão de 2007, o Fatah já não se faz mais responsável pelo que acontece nessa região. A liderança do Fatah já não está mais se sentindo culpada pelos ataques com foguetes e mísseis lançados de lá, e ninguém acusa Mahmoud Abbas e Salam Fayyad de não melhorar as condições de vida dos 1,5 milhões de palestinos que vivem ali.

Antes de 2007, a Autoridade Palestina, dominada pelo Fatah, era responsável por tudo o que acontecia de errado na Faixa de Gaza, incluindo os ataques terroristas contra Israel. O Fatah já não é responsabilizado pela pobreza ou pelo contrabando de armas, através dos túneis subterrâneos, do Egito para a Faixa de Gaza. Agora ele está assentado na Cisjordânia e se beneficia dos milhões de dólares que são depositados em seus cofres todos os meses.


Ironicamente, a presença da segurança de Israel na Cisjordânia é uma das principais razões pelas quais Abbas e Fayyad seguem no poder. Os líderes do Fatah sabem que o dia em que Israel se retirar dali, o Hamas voltará a ser tão forte a ponto de tomar o controle da região em questão de dias ou semanas.


Para o Hamas, por sua vez, o status quo é bom porque o movimento islamita segue controlando a Faixa de Gaza sem ter que enfrentar desafios reais. Cinco anos de sanções econômicas, bloqueios e operações militares não conseguiram minar o controle ferrenho do Hamas na Faixa de Gaza.

A "Primavera Árabe", que parece ter sido sequestrada pela Irmandade Muçulmana e seus aliados no mundo árabe, assim como o recente acordo de troca de prisioneiros com Israel, só reforçaram a posição do Hamas entre seus eleitores na Faixa de Gaza. Tanto o Fatah como o Hamas têm seus próprios governos e forças de segurança nas zonas sob seu controle na Cisjordânia e na Faixa de Gaza respectivamente. Eles, inclusive, têm suas próprias prisões, onde mantêm e torturam mutuamente os prisioneiros.


Enquanto Abbas e Fayyad estão recebendo dinheiros dos estadunidenses e europeus, o Hamas tem recebido ajuda financeira do Irã e de alguns países do Golfo. Tanto o Fatah como o Hamas sabem que a unidade significa perder respaldo financeiro de seus patrocinadores do ocidente, de Teerã e do mundo árabe. É por isso que não eles têm pressa em chegar a algum acordo para formar um governo de unidade. Quem precisa de um governo quando os palestinos já têm dois governos?

Abbas e o líder do Hamas, Khaled Meshaal, mentiram aos palestinos duas vezes nos últimos seis meses. A primeira vez foi em março, quando os dois homens anunciaram, no Cairo, que haviam chegado a um "histórico" acordo de reconciliação para pôr fim às suas diferenças e formar um governo de unidade. A segunda vez foi semana passada, quando se reuniram novamente na capital egípcia e declararam que tinham entrado em acordo de abrir uma nova página em suas relações, além de trabalharem como sócios.


Muitos palestinos se mantêm céticos sobre as intenções de Fatah e Hamas. Sabem que os dois partidos prefeririam manter o status quo do que arriscar perder a ajuda financeira por causa de um governo de unidade. Quanto ao que se refere ao Hamas e ao Fatah, dois Estados palestinos são melhores que um.


Por Khaled Abu Toameh
Tradução: Jônatha Bittencourt, editor de CessarFogo.com e De Olho na Jihad

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domingo, 27 de novembro de 2011

Após a Primavera Árabe, Inverno

Quando a Primavera Árabe estourou no Oriente Médio e no norte da África, ela foi, sem hesitação, acolhida pelos líderes ocidentais. Todo mundo esperava pelo melhor, mas a esperança não é o suficiente. O tiroteio contra os protestantes na praça Tahrir pelo exército egípcio é o sinal mais recente de que a Primavera Árabe está dando lugar ao Inverno Árabe. As eleições têm, de fato, ocorrido na Tunísia, mas na Algéria têm servido apenas como um trampolim para os organizados partidos islâmicos obterem o poder. No Egito, as pesquisas já sugerem um triunfo similar para os islamitas. Os objetivos políticos da Irmandade Muçulmana são semelhantes aos dos khomeinistas revolucionários no Irã.

As eleições da Líbia estão distantes, mas os islamitas têm uma vantagem inicial. O resultado final pode acabar servindo de impulso para que a democracia produza justamente o contrário: o preceito da militância islâmica. Será muito mais difícil justificar a intervenção na Libia, já que deve ser apresentado que a OTAN meramente facilitou uma conquista islâmica. Em longo prazo, a democracia representativa fornece as únicas respostas às falhas do mundo árabe. Em curto prazo, esse processo tende a ser complexo, árduo e sangrento.

Por Douglas Murray / Spectator-UK
Tradução: Jônatha Bittencourt - Editor de CessarFogo.com e De Olho na Jihad

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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Primavera árabe: "Democratas" estupradores

Cobrir as manifestações no Egito tornou-se algo perigoso para as jornalistas. Ontem mais duas repórteres foram atacadas e estupradas.

A Associação Repórteres Sem Fronteiras alertou as empresas de comunicação social para não enviarem mulheres para o Egito, depois de dois casos de alegadas agressões sexuais praticadas contra jornalistas mulheres.

Um comunicado da mesma organização refere que uma jornalista francesa terá sido a última vítima, atacada ontem por homens numa rua do Cairo enquanto trabalhava.

Além da jornalista francesa, também a norte-americana de ascendência egípcia e ex-jornalista da agência Reuters, Mona Eltahawy, de 44 anos, contou ter sido atacada por polícias que além de agressões com bastões também a molestaram sexualmente.

Em fevereiro, uma jornalista da norte-americana CBS tinha também sido atacada sexualmente.


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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Egito: Na aclamada "primavera árabe" 35 já morreram no terceiro dia de protestos

Os confrontos entre manifestantes e policiais no Egito já mataram 33 pessoas nos últimos três dias no país, segundo funcionários de necrotérios consultados pela France Presse nesta segunda-feira. O Ministério da Saúde havia confirmado 22 mortes.


Centenas de pessoas se feriram durante os protestos no Cairo, em Alexandria e na cidade de Suez. A polícia reprime com violência manifestantes que exigem o fim do regime militar, porém centenas de manifestantes seguem nesta segunda-feira na Praça Tahrir - centro simbólico das manifestações que derrubaram o regime do ditador Hosni Mubarak em fevereiro.
 
 
Blog De Olho na Jihad com informações do Daily mail
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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

No egito mulheres são tratadas como rebanho


A foto acima tem corrido o mundo. Ela foi tirada durante um recente protesto no Egito. Observem a corda em torno das mulheres, agrupadas como animais. Notem o homem à direita conduzindo o "rebanho".

Questionados, os muçulmanos disseram que essa é uma "medida de precaução", para impedir que as mulheres se misturassem com os homens durantes os protestos. Textos islâmicos comparam as mulheres com camelos. Um lembrete para aqueles que pensam que a história deve sempre trazer progresso, 50 anos atrás, a maioria esmagadora das mulheres egípcias se vestiam com roupas modernas, sem cobrirem os cabelos, e nunca se subjeitariam a serem amarradas como camelo.

Fonte: Raymond Ibrahim

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Irmandade Muçulmana apoia intervenção militar da Turquia na Síria

ISTAMBUL - O líder exilado da Irmandade Muçulmana da Síria, Mohammad Riad Shakfa, disse nesta quinta-feira, 17, que seus compatriotas deveriam aceitar a "intervenção" da Turquia no país para solucionar meses de massacre sangrento. Shafka fez o pedido em Istambul, no mesmo dia em que primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, insistiu para que a comunidade internacional tome um papel mais forte contra o regime sírio.

"Nós poderemos pedir mais à Turquia, como um país vizinho", disse Shakfa, sem entrar em detalhes. O diário pró-governamental Sabah reportou nesta quinta-feira que o Conselho Nacional da Síria, que reúne grupos opositores na Turquia, ao lado da Irmandade Muçulmana Síria, poderá pedir ao governo turco que imponha uma zona de exclusão aérea sobre a Síria para proteger civis sírios na região de fronteira com a Turquia.

"O povo sírio deveria aceitar uma intervenção vinda da Turquia, em vez do Ocidente, se seu objetivo é proteger as pessoas", afirmou Shafka numa coletiva de imprensa.

Já Erdogan disse, em outro evento, que o mundo precisa "ouvir os gritos" da Síria urgentemente e "fazer algo para acabar com o derramamento de sangue". Erdogan fez as declarações em uma conferência internacional sobre energia em Istambul. Ele acrescentou serem necessárias medidas segurança para o fornecimento de energia e para a paz mundial.

Apesar de não especificar que ações seriam estas, ele pediu que a comunidade internacional se sensibilize com a condição do povo sírio da mesma forma com que fez com a Líbia. Ele disse que "a falta de reação aos massacres na Síria estão causando feridas irreparáveis na consciência da humanidade".

A Turquia cancelou na terça-feira a exploração de cinco poços de petróleo na Síria, um trabalho que seria conjunto com a estatal petrolífera síria, e ameaça cortar o fornecimento de energia elétrica ao país vizinho. Além disso, militares sírios que desertaram atravessaram a fronteira e se refugiaram na Turquia.

Fonte: Estadão


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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

AQMI: "são os guerreiros da Al-Qaeda que são geralmente os maiores benfeitores às revoluções do mundo árabe".

NOUAKCHOTT - Um líder da Al-Qaeda do Magreb Islâmico confirmou que a organização terroristas adquiriu algumas armas das Forças Armadas da Líbia após a queda do ditador Muamar Kadafi, conforme governos envolvidos na guerra civil líbia temiam.

Mokhtar Belmokhtar, um dos chefes o braço da organização terrorista que atual no norte africano, disse, em entrevista a um jornal da Mauritânia, que "é totalmente natural" que a Al-Qaeda "seja beneficiada pelas armas líbias em tais condições". Na entrevista, publicada na quarta e feita por telefone, o terrorista não especificava quais e quantas armas estão nas mãos dos extremistas.

Líderes ocidentais, junto do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), expressaram preocupações de que parte do arsenal líbio poderia ser capturada pela Al-Qaeda do Magred Islâmico, que atua no deserto do Sahel, entre o Chade e a Mauritânia, região ao sul da Líbia. Fronteiras sem controle e governos fracos tornam a região suscetível a tais práticas.

As autoridades de transição da Líbia receberam pedidos para rastrear as armas e manter a segurança de arsenais. A ajuda de países vizinhos para impedir a proliferação dessas armas também foi solicitada. A maior preocupação é com lançadores de mísseis, que podem ser usados para abater aviões civis e que despertam grande interesse de grupos radicais.

"Aproveitar o arsenal líbio é completamente natural nessas condições. Mas a parte mais importante para nós é ver se essas armas voltarem ao povo líbio, porque foi com elas que o governo os reprimia", disse Belmokhtar, que na entrevista aparece com o nome de Khaled Abou Al-Abass.

O terrorista negou as alegações de integrantes da Al-Qaeda lutaram ao lado dos rebeldes para derrubar Kadafi. Ele também rejeitou a hipótese de que a primavera árabe enfraquecerá a organização terrorista, dizendo que "são os guerreiros da Al-Qaeda que são geralmente os maiores benfeitores às revoluções do mundo árabe". Fonte: Estadão
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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Poder do Islã aumenta no Oriente Médio

Dificilmente será um exemplo de democracia.

Desde que a “Primavera Árabe” (onda revolucionária de manifestações e de protestos que vem ocorrendo no Oriente Médio e no norte da África) começou há seis meses na Tunísia, uma onda de protestos, de agitação, de guerras civis e de matança sem sentido se espalhou pelo Oriente Médio. As coisas continuam acontecendo e, especialmente na Síria, a população está pagando um alto preço, perdendo vidas toda semana, à medida que o Presidente Bashar Al-Assad anuncia que vai interromper as manifestações com mão de ferro.

Na semana passada, na Líbia, o mais antigo ditador do Oriente Médio, Muamar Kadafi, foi deposto de seu governo – e morto – em um ato brutal de vingança perpetrado pelas forças rebeldes. Quarenta e dois anos de tirania acabaram quando o líder do Conselho Nacional Transitório (CNT), Mustafá Abdel Jalil, declarou a vitória. Um governo de transição está para ser estabelecido em 30 dias, e será eleita em 240 dias uma assembleia que terá a missão de promulgar uma Constituição. O processo democrático parece estar se desenvolvendo.

Na Tunísia, onde a chamada “Primavera Árabe” foi iniciada por um desesperado vendedor de vegetais, o processo democrático foi mais longe, e as primeiras eleições foram realizadas nesta semana. O Partido Islâmico Enhada tornou-se de longe o maior partido e assegurou 40% das cadeiras no novo parlamento, o qual agora começa a promulgar a Constituição.

No Egito pós-Murabak, as multidões muçulmanas andam livremente nas áreas dos cristãos da igreja copta. Com o exército como mero espectador, ou quem sabe como cooperador ativo, as multidões mataram centenas e mutilaram muitos outros. Mulheres cristãs estão sendo sequestradas e forçadas a se casarem com homens muçulmanos; monges estão sendo torturados, igrejas e monastérios estão sendo devastados e incendiados, e os coptas estão sendo perseguidos nas ruas e nas escolas. Desde março deste ano, 100.000 coptas fugiram do país. Perseguição a cristãos e a subsequente emigração estão acontecendo também em outras áreas como o Iraque, Líbano e na região sob administração da Autoridade Palestina. Muitos estão desesperados para fugirem, mas são incapazes disso por razões econômicas, dentre outras.

Comentário:
Os resultados da “Primavera Árabe” estão ficando agora mais visíveis, e eles não são encorajadores. Contrariamente às repetidas e otimistas avaliações de Obama de um democrático Oriente Médio, o poder dos islâmicos está aumentando. Islamismo, como nós conhecemos, é incompatível com valores democráticos, é antiocidental e anti-Israel. O que segue é uma visão geral de como está a situação nos seus países principais.

As previsões de uma democracia verdadeira na Líbia não são promissoras. Considere a pessoa de Abdel Hakim Belhaj. Belhaj é um islâmico bem conhecido que tem ligações com a Al-Qaeda. Desde 1988, ele lutou contra os soviéticos e depois contra os americanos no Afeganistão, e foi até mesmo preso pela CIA em 2004. A CIA entregou-o a Kadafi. Em um recente conflito, ele estava lutando lado a lado com os americanos contra o ditador da Líbia. O fato problemático é que não foi Belhaj que mudou de lado.

Em toda a campanha contra Kadafi, Belhaj recusou a submeter sua grande milícia à liderança política do CNT (Conselho Nacional Transitório). Considerando a fragmentada sociedade da Líbia, com tribos e clãs vivendo em constante alerta, e agora armados até os dentes, com armas sofisticadas vindas do arsenal de Kadafi, dificilmente se pode culpá-lo. Há um grande risco que a rivalidade interna, e até mesmo uma futura guerra civil, possam estourar o conflito pelo poder e pelo petróleo do país. Nesse ponto, os islâmicos permanecem fortes militarmente.

Em seguida da morte de Kadafi, o líder da CNT, Abdel Jalil, realizou um discurso de vitória no qual ele disse que a sharia (lei religiosa dos muçulmanos) será a “fonte principal” de leis no país, e nenhuma lei que seja contrária à sharia será permitida. Isso significa, na prática, um Estado islâmico. E nesse Estado, é lógico afirmar que a poligamia será permitida, amputações por crimes pequenos serão comuns, os direitos das mulheres serão severamente violados,  a liberdade de expressão será restringida e a conversão será punida com morte. Dificilmente será um exemplo de democracia.

Muito da mesma coisa pode ser dita da Tunísia. Esse país tem sido considerado o mais secular dos Estados árabes – mas a Enhada é um partido islâmico. Seu líder, Rachid Ghannouchi, já disse que a nova Constituição será baseada na sharia. Se a “secular” Tunísia tornar-se islâmica, é razoável acreditar que mais nações religiosas farão a mesma coisa.

No Iraque, os EUA estão planejando deixar o território e os iranianos estão preparando a sua entrada. O Irã já está interferindo na política do Iraque e apoiando milícias naquele país, utilizando-se da maioria da população shia-muçulmana que habita lá. O Irã é, em vários aspectos, um modelo completo de um Estado islâmico e também está buscando criar tentáculos em países como Bahrein e Iêmen. Caso o regime muçulmano obtenha armas nucleares, a sua esfera de influência aumentará drasticamente.

Na Turquia, o partido islâmico do primeiro-ministro Erdogan está ocupado em abolir a democracia e em impôr a sua lei. Opositores políticos, juntamente com a imprensa e militares, estão sendo presos, e a nomeação de juízes é dependente da aprovação da cúpula do partido. A Turquia já violou o acordo que tinha com Israel e está adotando orientação que lhe afasta cada vez mais da Europa. A Turquia, sob o comando de Erdogan, serve como modelo para o partido Enhada na Tunísia.

No Líbano, um partido islâmico, Hezbollah, controla o governo, da mesma forma que o Hamas governa na Faixa de Gaza. Na Síria, é difícil dizer o que acontecerá caso o regime de Assad cair, mas também lá os islâmicos têm um ponto de apoio seguro. Somando tudo, não resta dúvida de que a “Primavera Árabe” tenha levado um aumento dramático da influência da política do Islã no Oriente Médio.

Alguém poderia legitimamente perguntar: se o povo, através das eleições, escolher partidos islâmicos, deveriam ser eles proibidos de fazer isso? Não é pela a vontade do povo que nós lutemos? Mas o problema é quando isso leva à tirania da maioria, onde as minorias, tais como os cristãos e os judeus, são perseguidos e direitos humanos fundamentais são violados. Isso é inaceitável. É uma decepção chamar isso de democracia. Eleições livres são apenas uma parte de uma democracia que efetivamente funcione.

Israel é a única democracia no Oriente Médio. Isso é uma conquista que não é suficientemente entendida nem admirada pelas outras nações. Ao invés de ser excessivamente criticado, isolado e enfraquecido, o Estado judeu deveria ser exaltado como um perfeito modelo de democracia no Oriente Médio. Israel poderia servir como um recurso de conhecimento, experiência, know-how e exportar democracia para seus países vizinhos. Os líderes árabes poderiam vir a Israel para estudar as instituições nacionais, o parlamento, o sistema de eleição, os sistemas financeiro e jurídico, e tudo mais. Mas por que isso soa tão utópico?

Fonte: Word of Life Israel 

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