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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Justiça do Iêmen sentenciou Anwar al Awlaqi a dez anos de prisão

A Justiça do Iêmen sentenciou nesta segunda-feira o clérigo radical americano-iemenita Anwar al Awlaqi à revelia a dez anos de prisão. Ele foi condenado por coagir Hisham Assem, suposto agente da rede terrorista Al Qaeda, a matar um francês que trabalhava no país. Assem foi condenado à pena de morte.

A sentença do tribunal condena Awlaqi por "pertencer a um grupo armado", "ação em grupo terrorista" e "incitação ao assassinato de estrangeiros".

O nome de Awlaqi está envolvido em vários atentados e tentativas de atentados contra os Estados Unidos, como o nigeriano que tentou se explodir em um avião que sobrevoava Detroit, na noite de Natal de 2009, e com o major que matou ao menos 13 na base militar Fort Hood (Texas).

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Hisham Assem assiste a seu julgamento pelo assassinato do francês Jacques Spagnolo | Yahya Arhab /Efe

Esta é a primeira ação legal do Iêmen contra Awlaki. Washington tem pressionado Sanaa a perseguir e capturar o clérigo, que advoga em seus sermões pela guerra santa contra os EUA.

Os EUA incluíram Awlaqi, que estaria refugiado em uma zona tribal do Iêmen, em sua lista de alvos a serem eliminados.

Outro membro de sua família, também julgado à revelia, Othman Awlaqi, foi condenado pelas mesmas acusações a oito anos de prisão.

Já Assem foi declarado culpado pelo assassinato de Jacques Spagnolo, funcionário terceirizado da empresa francesa Spie para o grupo energético austríaco OMV, morto na sede da companhia perto de Sanaa, no dia 6 de outubro de 2010. Assem também feriu a tiros um escocês, responsável pela segurança da empresa na sede da OMV.

Segundo o tribunal, o assassinato de Spagnolo foi perpetrado "sob a orientação de Anwar e Othman Awlaqi".

O suposto agente da Al Qaeda disse no tribunal que apelará da sentença.

INFLUÊNCIA

Awlaki nasceu no Estado americano do Novo México e cresceu alternando estadias nos EUA e no Iêmen. Ele é suspeito de ligação com a Al Qaeda e extremistas que participaram de pelo menos três atentados contra os EUA.

Ele possui centenas de vídeos na internet nos quais dá sermões em árabe e inglês. Considerado ultrarradical pelos EUA, o imã faz pregações na internet convocando militantes e simpatizantes a participar de uma guerra santa contra o país. Em algumas das gravações Al Awlaki prega sobre os benefícios de se morrer em nome da religião.

Segundo o jornal americano "New York Times" ele se encontrou na Califórnia e em Washington com pelo menos um dos sequestradores que atuaram no 11 de Setembro.

Al Awlaki também chegou a classificar como seu aluno o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab --que tentou explodir um avião que voava entre Amsterdã e Detroit no último Natal.

A terceira conexão dele seria com Nidal Malik Hasan, o major americano que matou 13 militares no maior massacre já registrado em uma base militar em território americano, em 5 de novembro de 2009.

Uma jovem britânica que esfaqueou um parlamentar também disse ter assistido discursos de Al Alwaki.

Desde abril de 2010, as forças americanas têm sinal verde do governo para caçar e matar o clérigo. Mas a pressão ficou maior depois de dois pacotes-bombas serem interceptados em aviões com carga do Iêmen com destino a mesquitas em Chicago.

Um dos objetos foi achado em uma aeronave de carga da empresa UPI no aeroporto de East Midlands, cerca de 260 km a norte de Londres. O pacote, contendo um cartucho de tinta de impressora modificado, foi enviado do Iêmen para Chicago, nos EUA, em voo com escala no Reino Unido.

O outro foi descoberto em uma instalação da FedEx Corp em Dubai. O pacote de Dubai foi levado para exames de laboratório para tentar determinar sua natureza, informa um comunicado da autoridade de aviação civil do país, segundo a agência de notícias estatal. A Qatar Airways confirmou que o pacote de Dubai foi transportado em um de seus voos de passageiros partindo da capital iemenita, Sanaa, com escala em Doha.

A tentativa de ataque foi reivindicada pela Al Qaeda na Península Árabe, braço da rede terrorista no Iêmen. Autoridades iemenitas dizem que ele pode ter abençoado os planos, mas não necessariamente participou ativamente deles.

Al Awlaki estaria escondido nas montanhas ao sul do Iêmen, sob proteção de sua família e tribo. Alguns analistas dizem que o país não se esforça para capturá-lo.

Fonte: Jornal Floripa

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Shiraz Maher, ex-mebro do grupo terrorista Hizbut Tahrir, fala sobre a visita do embaixador americano a Mesquita de East London

SHIRAZ MAHER, ex-membro do grupo islâmico radical Hizbut Tahrir: "não consigo entender por que Barack Hussein Obama, enviou o seu embaixador para o Reino Unido visitar a Mesquita de East London, uma das instituições islâmicas mais extremistas da Grã-Bretanha.




Construído com a ajuda financeira da Arábia Saudita, a leste de Londres, a Mesquita é o lar dos muçulmanos em Londres, onde pregadores extremistas são regularmente recebidos com boas-vindas.

Na segunda-feira,a Mesquita recebeu um tipo de visitante muito diferente, o embaixador dos EUA para o Reino Unido, Louis Susman. Instado pelo presidente Barack Obama a se envolver com os muçulmanos britânicos, o Sr. Susman falou de sua "grande admiração" para a mesquita e seu entusiasmo para a reunião.

Por qualquer medida a mesquita do leste de Londres é uma instituição problemática. No ano passado, por exemplo, realizou um evento intitulado "The End of Time: A New Beginning", onde foram distribuídos panfletos mostrando Manhattan desmoronando sob um apocalipse de meteoros, que quebravam a Estatua da Liberdade em pedaços e incendivam a cidade. Um dos palestrantes convidados, Khalid Yasin, descreveu as crenças dos cristãos e judeus como "sujeira". Mais preocupante, o evento também contou com um vídeo ao vivo de perguntas e respostas com Anwar Al Awlaki, o pregador e principal porta-voz da al Qaeda.

Awlaki é um terrorista no nível de Osama bin Laden e Ayman al-Zawahiri. Dois dos terroristas de 11/09, assim como Nidal Hasan, que matou 13 soldados dos EUA em Fort Hood, no ano passado, inspiraram-se em seus sermões. De sua nova base no Iêmen, Awlaki chamava Hasan de "herói" e se gabava de ter dirigido o "atentado da cueca" realizado por Umar Farouk Abdulmutallab, em sua tentativa de explodir um vôo 253 da Northwes Airlines no Natal passado.

Sr. Susman, sua visita ilustra os erros políticos que os ocidentais fazem frequentemente, fazendo dos muçulmanos errados "parceiros de diálogo." O embaixador dos EUA poderia facilmente ter encontrado informações sobre a mesquita e sua simpatia com islamismo extremista, mediante consulta com o governo britânico. Um relatório publicado no ano passado pelo Departamento para Comunidades e Governo Local informou que " a Mesquita do leste de Londres é uma instituição fundamental para a ala do grupo terrorista de Bangladesh JI [Jamaat-e-Islami], no Reino Unido" Jamaat-e-Islami é o principal grupo radical do Sul da Ásia, criado por Syed Abulala Maududi, com o objetivo de criar uma teocracia islâmica na região.

Nada disso deve ser surpresa para o Sr. Susman já que relatórios do Congresso desde o longínquo ano de 1993 têm alertado para as ligações do Jamaat com o terrorismo, especialmente na Caxemira.

Ironicamente, dois anos atrás Jamaat foi praticamente eliminado como força política em Bangladesh, vencendo apenas dois dos 300 lugares disputados. Por outro lado,enquanto o seu "partido mãe" foi decisivamente rejeitado nas urnas, seus aliados na Grã-Bretanha ainda dizem que falam pelos muçulmanos britânicos.

Em contraste com a determinação do povo de Bangladesh para rejeitar a política extremista, o Sr. Susman encorajou seus colegas britânicos. Esta visita vem como um duro golpe para os muçulmanos progressistas e seculares do leste de Londres, que pressionavam contra a mesquita do extremismo. A visita de Susman a Mesquita entusiasma os extremistas em detrimento dos moderados.


Shiraz Maher ex-mebro do Hizbut Tahrir sobre o extremismo muçulmano:

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Iêmen inicia ação legal contra o clérigo jihadista Anwar al-Awlaki

O Iêmen colocou o clérigo radical nascido no México, Anwar al-Awlaki, sob julgamento à revelia, acusando-o, assim como a outros dois homens, de tentar matar estrangeiros e participar da rede de supostos terroristas do grupo Al-Qaeda. Trata-se da primeira ação legal do Iêmen contra Anwar al-Awlaki, diante da enorme pressão que o país enfrenta para derrubar a rede de terror, após dois pacotes com explosivos terem sido interceptados em Dubai e no Reino Unido na semana passada.

O procurador Ali al-Saneaa anunciou que as acusações contra al-Awlaki são parte de um julgamento contra um outro homem, Hisham Assem, que foi acusado de matar um francês durante ataque em 6 de outubro contra complexo de uma empresa de petróleo onde trabalhava como segurança. Assem, de 19 anos, estava presente na Corte de Justiça, mas al-Awlaki e um terceiro suspeito, Osman al-Awlaki, foram acusados à revelia. A audiência foi feita sob forte esquema de segurança no centro de San''a.

Al-Awlaki, nascido no México, vive no Iêmen. As autoridades de investigação norte-americana dizem que mensagens eletrônicas comprovam sua ligação com o psiquiatra do Exército norte-americano acusado no ano passado de assassinatos em Fort Hood, no Texas. Eles dizem também que al-Awlaki ajudou a preparar o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, acusado de atentado a bomba em um avião no Natal, e que tem ligações com as bombas que falharam na Times Square.

Os Estados Unidos colocaram al-Awlaki na lista de terroristas procurados. Acredita-se que ele viva na região montanhosa do Iêmen, com seus familiares e líderes religiosos que acreditam que al-Awlaki não tenha ligações com o terrorismo. As autoridade do Iêmen dizem que não o entregarão aos Estados Unidos porque, como cidadão iemenita, deve ser julgado no país.

O procurador disse que Assem, que trabalhava como segurança na empresa de engenharia francesa SPIE, havia reconhecido ter recebido mensagens via internet de al-Awlaki, incitando-o a matar estrangeiros com os quais trabalhava. Assem, vestindo roupas de prisioneiro, disse que al-Awlaki o convenceu que os estrangeiros eram "ocupantes" e o enviou fitas de áudio com sermões justificando o assassinato de estrangeiros, afirmou o procurador. Assem negou todas as acusações e disse que foi torturado e forçado a dar falso testemunho. O procurador disse que Assem foi colocado em contato indiretamente com Anwar al-Awlaki por meio de e-mails que enviou para Osman al-Awlaki, primo do clérigo. As informações são da Associated Press.

Fonte

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