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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Julgamento de Asia Bibi foi adiado para o dia 16 de outubro

Asia Bibi apelou contra a sentença de morte que recebeu pelo "crime" de blasfêmia, à Alta Corte de Lahore, no entanto, pela sétima vez, o julgamento que aconteceria essa semana foi adiado, dessa vez para o dia 16 de outubro.

Asia Bibi, uma mãe de família paquistanesa, foi condenada à pena de morte por supostamente blasfemar contra o profeta Maomé. Se quiser saber mais sobre essa história pode clicar aqui.

Na semana passada, 55 aldeões cristãos no distrito de Faisalabad foram acusados ​​de blasfêmia.

As informações são de Nazir S Bhatti do Pakistan Christian Post.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Fatwa autoriza e recomenda o assassinato de jornalistas no Paquistão


Líderes da mais mortal organização terrorista do Paquistão emitiram uma recente fatwa – um édito islâmico – ordenando seus seguidores a matarem jornalistas e suspeitos de serem espiões do Ocidente, chamando-os de inimigos do Islã.


O documento de 30 páginas foi emitido pelo Terik-E-Taliban (TTP) e inclui como inimigos a Fox News, a Associated Press, BBC, a paquistanesa GEO News, Al Jazeera e vários outros meios de comunicação cujo os símbolos estampam a capa do documento. A fatwa também estipula que a pena deve ser dirigida a qualquer jornalista ou organização de notícias consideradas anti-islâmico.

O documento foi publicado em urdu e lançado em vários sites jihadistas. O Theblze, site de notícias, obteve-o, mas preferiu não publicá-lo em sua totalidade devido a preocupação com jornalistas e profissionais que trabalham no Paquistão.

 “A guerra islâmica não é apenas contra pessoas armadas, mas contra as pessoas que estão trabalhando para os inimigos do Islã e que estão promovendo seus pontos de vista e suas notícias anti-islâmicas”, diz um dos trechos.

“Essas pessoas estão trabalhando contra o Islã e apoiando poderes anti-islâmicos, vocês podem mata-los; se for uma mulher ou até mesmo uma criança, mate-os”, afirma o documento.

De Olho na Jihad com informações do Abna.ir

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Fim de semana sangrento para os cristãos

Esse fim de semana foi sangrento para os cristãos que convivem com a "religião da paz". No Quênia os terroristas de Alá do Al-Shabab invadiram um shopping para matar cristãos e no Paquistão um duplo atentado contra uma Igreja já deixou mais de 80 mortos.

Seguiram o exemplo do assassino chamado Maomé! Vejam as notícias:

Lembrando que como já mostramos tem muçulmano brasileiro que é fã do Al-Shabab, clique aqui

Quênia

Segundo a Cruz Vermelha local, 68 pessoas morreram, entre elas várias crianças. Há cerca de 175 feridos que foram levado aos hospitais da cidade. Testemunhas relatam que homens entraram com os rostos cobertos e usando coletes à prova de bala empunhavam rifles AK-47, além de granadas.

Relatos de sobreviventes dizem que eles jogaram uma granada e todos começaram a correr. Muitos se jogaram ao chão. No início, gritavam para os muçulmanos saírem dali, pois não eram os alvos. Depois de alguns minutos, começaram a atirar. O shopping Westgate é conhecido por ser frequentado por quenianos de classe alta e estrangeiros. O prédio estava cheio durante o atentado.

Foi confirmada a morte de três britânicos, dois franceses, dois indianos, um sul-africano, uma chinesa, um médico peruano que trabalha no Unicef, um ganês e um sobrinho do presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta.

Usando sua conta no Twitter, a Al Shabab explicou que seus militantes escoltaram os muçulmanos para fora do prédio antes de começar o massacre. O Departamento de Estado dos EUA anunciou que “vários americanos” foram feridos, mas nenhum morreu.

A BBC informa que algumas pessoas ficaram até 40 minutos escondidas em lojas e nos banheiros até conseguirem escapar. Agências de notícias afirmam que ainda há reféns em poder do grupo. O chefe de polícia Benson Kibue explica que um grupo de 15 soldados de turbante negro foram responsáveis pelas mortes. Após 30 horas, as forças do exército tomaram conta da maior parte do prédio. O ministro do Interior, Joseph Ole Lenku, relatou que alguns dos atiradores “muito provavelmente” morreram durante a ação. Dentr os 30 reféns, apenas 10 ainda estão nas mãos dos terroristas.

Paquistão O número de mortos no duplo atentado suicida perpetrado em frente a uma igreja, no final da missa, no domingo, na cidade de Peshawar, no noroeste do Paquistão, aumentou para 81. Talibãs reivindicaram autoria, para vingar os ataques de "drones".

O médico Arshad Javed, do hospital Lady Reading, o principal hospital público da cidade, disse à agência AFP, esta segunda-feira de madrugada, que o número de mortos subiu para 81, entre os quais se incluem 37 mulheres.

Do ataque contra a igreja de Todos os Santos de Peshawar, a principal cidade da província paquistanesa de Khyber Pakhtunkhwadu, no noroeste do país, resultaram também 131 feridos, de acordo com os dados facultados pelo mesmo responsável.

"Há inúmeros feridos que ainda se encontram em estado crítico", afirmou Afsad Khan, da polícia local, em declarações à agência Efe, indicando que "a situação na cidade é normal, não estando prevista qualquer medida especial de segurança" na sequência do ataque.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Asia Bibi: "Eu não sei quanto tempo me resta para viver".




Em 2009 Asia Bibi foi trancafiada em uma sela no Paquistão acusada do crime de "blasfêmia". Desde então temos acompanhado seu caso com o apoio do Pakistan Christian Post. Quase cinco anos passaram-se e nada mudou, a cristã continua definhando na prisão, sua família vive escondida, e sua cabeça ainda está a prêmio, portanto, mesmo que seja liberta ainda corre o risco de ser morta. Dede o ano passado HazteiO tem divulgado o livro bibliográfico da cristã. O dinheiro das vendas tem sido revertido para para os custos judiciais do processo de Ásia e para ajudar no sustento de sua família. Rencentemente o New York Post divulgou um trecho da obra onde a própria Ásia relata como todo esse terror começou. Infelizmente esse tipo de prisão é comum no Paquistão e, Asia Bibi tornou-se um símbolo da luta contra a perseguição religiosa no país. Segue o trecho:

Eu não sei quanto tempo me resta para viver. Toda vez que a porta da minha cela se abre, meu coração bate mais rápido. Minha vida está nas mãos de Deus e eu não sei o que vai acontecer comigo. É uma existência brutal, cruel. Mas eu sou inocente. Eu sou culpada apenas de ser considerada culpada. Estou começando a me perguntar se ser cristão no Paquistão, hoje em dia não é apenas ser diferente, mas se trata de um verdadeiro crime.

Mesmo mantida nessa minúscula cela sem janelas, quero que minha voz e minha raiva possam ser ouvida. Eu quero que o mundo inteiro saiba que eu posso ser enforcada por causa do meu vizinho. O que eu fiz de errado? Eu bebi água de um poço pertencente aos muçulmanos, usando o copo “deles”, no calor ardente do sol do meio-dia.

Eu, Asia Bibi, foi condenada à morte porque estava com sede. Eu estou prisioneira porque decidi ser gentil com uma vizinha. Eu servi um copo de água e ofereci e ala. Usei o mesmo copo que as mulheres muçulmanas, pois a água servida por uma mulher cristã era considerada impura pelas outras mulheres da vila, aquelas ignorantes catadoras de frutas.

Aquele dia, 14 de junho de 2009, está impresso em minha memória. Eu ainda posso ver cada detalhe. Acordei cedo de manhã e fui participar da colheita e trabalhei muito… até que tive sede… Uma outra mulher estava junto comigo no poço. Após eu beber no copo de metal que fica no poço, ofereci a ela. Foi quando Musarat começou a gritar “haram” [pecado]… Ouçam, todas vocês, esta cristã sujou a água do poço, bebendo em nosso copo e mergulhando-o de volta várias vezes. Agora a água está suja e não podemos mais beber! Por causa dela!

Era tão injusto, que pela primeira vez decidi me defender e levantar minha voz. “Eu acho que Jesus vê as coisas diferentemente de Maomé.” Musarat fica furiosa. “Como você se atreve a falar do Profeta, seu animal imundo!” Três outras mulheres começam a gritar ainda mais alto.

“Isso mesmo, você é apenas uma cristã imunda! Você contaminou a nossa água e agora se atreve a falar o nome do Profeta! Cadela estúpida, seu Jesus não tinha sequer um bom pai, ele era um filho da prostituta, você não sabe disso.

“ Musarat parecia que vinha me agredir e gritou: “Você deveria se converter ao islamismo para se redimir de sua religião imunda”.

Eu ainda sinto uma profunda dor dentro do meu peito. Nós, cristãos, sempre ficamos em silêncio. Fomos ensinados desde bebês a nunca dizer nada e mantermos a calma, por que somos uma minoria. Mas eu sou teimosa demais e queria reagir, queria defender a minha fé. Respirei fundo e enchi meus pulmões com coragem. “Eu não vou me converter. Eu acredito na minha religião e em Jesus Cristo, que morreu na cruz pelos pecados da humanidade. O que o seu profeta Maomé fez para salvar a humanidade? E por que eu deveria me converter e não você?”

Musarat cuspiu na minha cara com todo o desprezo que ela podia demonstrar. Elas me empurraram. Mesmo enquanto eu corria para casa, ainda podia ouvi-las me ofendendo”.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Espanha: Concerto beneficente pela liberdade de Asia Bibi


O HazterOir.org realizará um concerto beneficente com o objetivo de arrecadar dinheiro para custear o processo de Asia Bibi.

A cristã que aguarda a execução na forca pelo crime de "blasfêmia", está trancafiada em uma cela de isolamento devido o perigo de ser assassinada pelas muçulmanas da prisão; com a saúde  cada vez mais frágil.

Espanha e França já se dispuseram a acolher a cristã e sua família caso seja liberta. Por isso o HazterOir tem realizado ações com o objetivo de arrecadar dinheiro para a contraração de um bom advogado.

O De Olho na Jihad tem sido um dos principais veículos em língua portuguesa de informações acerca de Asia Bibi, obtendo-as diretamente do Pakistan Christian Post e da Liga Cristã Paquistanesa que acompanham o caso de perto. Por isso, tendo em vista que temos muitos leitores na Espanha e no vizinho Portugal, divulgamos a ação para quem puder ajudar.

O concerto será realizado no Teatro Fígaro de Madri, com a orquestra La Camerata e os ingressos estão disponíveis no site:
http://es.amiando.com/concierto-por-asia-bibi.html?page=911183

Divulgamos também o convite em espanhol: 
 
REDACCIÓN HO.-Asia Bibi
necesita urgentemente un abogado. HazteOir.org organizará el próximo 19 de marzo, martes, el concierto benéfico Libertad para Asia Bibi, para conseguir fondos que permitan contratar el defensor que precisa esta cristiana, madre de familia y esposa, convertida en un símbolo mundial de la persecución por motivos de conciencia.

Ya puedes comprar tu entrada,
pinchando aquí, por solo 20 euros, o por 15, si compras dos o más. Ayudarás a conseguir su libertad.
El concierto tendrá lugar en el Teatro Fígaro de Madrid, a las 19:30 horas, con un programa de música clásica interpretado por una orquesta internacional integrada por grandes profesores, bajo la dirección del maestro Alex Goldmark.

Sin defensa, no saldrá viva de la cárcel

Todo lo que consigamos recaudar se destinarán íntegramente a la contratación de un abogado para Asia Bibi, cuya situación es extremadamente grave. Durante los tres años que ha pasado en prisión, ha enfermado y ha sentido la terrible angustia de una persona perseguida por su fe. Sin un abogado, no saldrá con vida de la cárcel. Su familia no puede costear su defensa. Y ningún abogado paquistaní se atreve a representarla en los tribunales, por miedo a las represalias de los integristas musulmanes. Su única esperanza es que un buen abogado extranjero la represente.
Asia Bibi no está sola
 
Blog De Olho na Jihad  com informações do hazteoir.org

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Cardeal pede um gesto de clemência por Asia Bibi


O caso de Asia Bibi já é conhecido. A mãe de cinco filhos está no corredor da morte pelo crime de blasfêmia, por beber água do mesmo poço em que bebiam suas companheiras de trabalho muçulmanas que, acusaram-na de contaminar a água devido ser crsitã.

Através de uma carta enviada ao presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, o Cardeal Roger Etchegaray, pediu clemência à cristã: "Rogo que pense nela como uma irmã, como uma filha de Abraão, nosso pai comum na fé", diz um trecho da carta.

A carta, publicada no diarío Avvenire diz ainda a Asif Zardari que "esse gesto (libertar Asia Bibi) teria uma enorme importância e seria um grande impulso na reconciliação entre cristãos e muçulmanos".

Asia Bibi está presa desde 2010, e mesmo diante dos pedidos internacionais, a sentença de morte na forca ainda é mantida.

Jefferson Nóbrega blog Candango Conservador em especial para o Desperto Notícias com informações do Hazteoir e Avvenire.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

As dez mulheres que abalaram o Paquistão


Jacques Nunes

O recente atentado contra a vida de, Malala Yousafzai, à ativista de 14 anos de idade que luta pelo direito a educação, levantou em todo o Paquistão e no mundo, questões sobre a segurança dos ativistas no país islâmico.

Mas, infelizmente, Malala não é a única vítima do ódio dos fundamentalistas. O jornalista paquistanês, exilado em Washington, Malik Siraj Akbar, listou em artigo, as mulheres que, assim como a pequena Yousafzai, sofreram terrivelmente por defender aquilo em que acreditam em uma terra de intolerância. São mulheres que foram vítimas dos bárbaros costumes locais, ou que contra qualquer expectativa lutaram por uma vida melhor para si e para todas as paquistanesas. Histórias que envolve estupros, assassinatos, agressões, e que demonstram uma cultura de discriminação e impunidade. Eis as "dez mulheres que abalaram o Paquistão":

Malala
Malala Yousafzai: No dia 9 de outubro, homens do Taliban interceptaram uma van escolar cheia de meninas e dispararam contra Malala Yousafzai. Os tiros acertaram na cabeça e no pescoço. Malala despertou o ódio terrorista com suas mensagens publicadas em seu blog na BBC, no qual relatava a dificuldade para que mas meninas, do Vale de Swat, onde residia, pudessem ter acesso a educação. O grupo terrorista, Taliban, considera a educação de mulheres, como anti-islâmica, e destruíram quase todas as escolas femininas da região. Segundo a revista Time, entre os anos de 2007 e 2009, foram destruídas 473 escolas. Malala passou a ser a voz que clamava e denunciava esse absurdo, ela encontrou-se pessoalmente com altos funcionários do governo paquistanês e até com diplomatas americanos, onde pediu ajuda de todos, para que as meninas possam ter uma educação digna. A menina segue internada em um hospital na Inglaterra e o Taliban prometeu matá-la caso sobreviva.

Ramsha Masi: É uma adolescente paquistanesa que sofre de Síndrome de Down, e que foi detida pelas autoridades de Islamabad sob a acusação de "crime de blasfêmia" em agosto de 2012, por supostamente ter queimado páginas do Alcorão. Com a comprovação do crime, a pena para a blasfêmia é a morte. O caso de Ramsha mostrou mais uma vez como vivem vulneráveis as minorias religiosas paquistanesas, onde qualquer um pode ser subjugado por clérigos muçulmanos sob a Lei da Blasfêmia. Descobriu-se posteriormente que um clérigo plantou provas para acusá-la. Mesmo livre, a segurança da menina é uma preocupação, pois pode ser morta a qualquer momento.

Sharmeen recebendo a premiação
Sharmeen Obaid Chinoy: Cinesta, levou orgulho a seu país em 2012, tornando-se o primeiro paquistanês a ganhar um Oscar. A coragem de, Saving Face, seu premiado filme, surpreendeu o mundo ao expor o fenômeno desprezível dos ataques com ácido contra as mulheres. O filme chamou à atenção internacional, para a prática, até então, para muitos desconhecida, de lançar ácido nos rostos das mulheres que fizerem algo que desagrade seus maridos, pais, parantes homens e militantes do Taliban, ou caso façam algo contrário as leis islâmicas.

Rankil Kumari: O caso desta menina hindu de 17 anos chamou à atenção pública para outra prática, comum e inquietante: à conversão forçada de meninas não-muçulmanas, e seus posteriores casamentos forçados com muçulmanos. Em 24 de fevereiro de 2012, um influente político muçulmano, sequestrou Rankil de sua residência na província de Sindh. Quando ela apareceu depois de alguns dias, as autoridades informaram que ela "de bom grado" havia abraçado o Islã e se casado com um homem muçulmano, o que foi desmentido pela família e pela própria garota. A comunidade hindu, afirma conviver diariamente com a insegurança no Paquistão, onde a cada mês, cerca de 25 meninas são sequestradas, forçadas à abraçarem o Islã e depois são casadas com homens muçulmanos. De acordo com uma estimativa, 300 meninas hindus são convertidas a força no Paquistão a cada ano.

A cristã Asia Bibi
Asia Bibi: É uma cristã que tornou-se vítima da Lei de Blasfêmia. Em novembro de 2010, um tribunal de Punjab condenou-a à morte por cometer "blasfêmia" contra o Islã. Seus advogados recorreram da sentença, no entanto, o processo ainda corre na corte superior. O caso de Asia Bibi, também demonstra a improbabilidade da abolição, ou reforma, da Lei de Blasfêmia. Salmaan Taseer, governador de Punjab, foi morto por seu próprio guarda-costas depois de ter defendido publicamente a cristã, propondo a revisão dessa lei draconiana. Shahbaz Bhatti, também foi assassinado por lutar contra a Lei de Blasfêmia e por defender, Asia Bibi. Essas mortes calaram o debate sobre a essa infame lei, e a cristã, segue sem destino certo, tendo ainda a ameaça de que será assassinada caso seja absolvida.

Chand Bibi: Em abril de 2009, um vídeo publicado no Youtube, mostrou o Taliban açoitando publicamente uma garota de 17 anos de idade, era Chand Bibi. O vídeo chocou o mundo ao expor o bárbaro "sistema de justiça" da Sharia, a lei islâmica, aplicado pelo grupo terrorista. Conforme o próprio Taliban, a jovem, foi acusada de adultério e como pena por seu crime, foi condenada ao açoitamento público. A reação ao vídeo foi tão intensa que serviu de pretexto para o exército paquistanês realizar uma operação contra os Talibãs no Vale do Swat.

As meninas de Baba Kot: Em agosto de 2008, a Asian Human Rights Commission (AHRC) informou que cinco meninas haviam sido baleadas e enterradas vivas, sob ordens de um poderoso líder tribal de Baba Kot, cidade da província do Baluchistão. As cinco meninas, cujo o número é muitas vezes contestado, foram enterradas vivas por terem optado casar por amor, ao invés de aceitar os casamentos arranjados por suas famílias. Quando a tragédia foi noticiada na mídia, desencadeou um grande clamor público em repúdio ao crime. No entanto, um senador paquistanês, defendeu a terrível ação publicamente no senado alegando que "faz parte do nosso costume tribal". Os autores dos assassinatos nunca foram punidos. Todos os anos, centenas de meninas são mortas em nome da honra, principalmente por familiares do sexo masculino.

Benazir Bhutto
Benazir Bhutto: Ela inspirou uma geração inteira de mulheres muçulmanas em 1988, quando com 35 anos, tornou-se a primeira mulher muçulmana a chefiar um governo. Benazir foi eleita por duas vezes para o cargo de primeiro-ministro do Paquistão, tornando-se um símbolo de coragem feminina. Em 27 de dezembro de 2007, Bhutto foi assassinada durante um comício na cidade de Rawalpindi. Apesar de uma investigação comandada pelas Nações Unidas, nunca descobriram os responsáveis pelo assassinato.


Dra. Shazia Khalid: Uma prestigiada médica, que tinha 32 anos quando foi estuprada em 2 de janeiro de 2005 no rico Sui, por um capitão do exército paquistanês. O exército, sob orientação do general, Pervez Musharraf, fez de tudo para acobertar o caso, mas o incidente acabou sendo divulgado pela mídia e causando revolta na tribo Bugti, já que o crime ocorreu em seu território. O general Musharraf, declarou publicamente por diversas vezes que seu capitão era "100% inocente". O episódio serviu de pretexto para o incio do conflito entre a tribo Baloch e o exército, uma guerra que perdura até hoje. O exército nunca levou o capitão responsável pelo estupro a julgamento, e diante das ameaças de morte, Dra. Khalid fugiu para a Inglaterra.

Mukhttaran Mai
Mukhttaran Mai: Foi vítima de outro tipo de abuso imposto as mulheres paquistanesas, o estupro em grupo por ordem de um conselho islâmico. Em junho de 2002, um conselho tribal na província de Punjab, ordenou o estupro. A jovem foi obrigada a desfilar nua na frente de centenas de pessoas e estuprada pelos homens da tribo. Mas, ao contrário da maioria das vítimas desse crime, Mai escolheu falar e iniciou uma batalha jurídica para que seus estupradores fossem punidos. Sua coragem foi tanta que perturbou o ex-ditador militar do Paquistão, Pervez Musharraf, que chegou a colocar o nome de Mai no Pakistan's Exit Control List (ECL), a lista negra como nomes de pessoas proibidas a deixar o país. Masharraf temia que se ela contasse sua história no exterior a imagem do país ficasse manchada. Mai também foi proibida de falar com seu advogado. A "Glamour Magazine" classificou Mai como "a mulher mais corajosa do mundo" e elegeu-a à "Mulher do ano de 2005". Desde então, Mukhttaran Mai, tornou-se modelo para as mulheres paquistanesas. Ela criou uma organização para ajudar as mulheres das áreas rurais.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Paquistão: Criança cristã com síndrome de Down detida por blasfémia

Uma criança paquistanesa está detida depois de ter sido acusada de desrespeitar o Corão. O caso da menor, filha de pais cristãos, está a suscitar a ira entre a população maioritariamente muçulmana, que exige que a criança seja punida. A lei paquistanesa prevê a pena de morte para alguns destes casos.
Rimsha, que terá entre 11 e 12 anos e trissomia 21 ou síndrome de Down, foi detida na última quinta-feira em Mehrabad, um bairro em Islamabad habitado por perto de 800 paquistaneses cristãos, depois de uma multidão em fúria ter exigido que fosse punida. O que terá estado na origem da detenção da criança não foi ainda confirmado oficialmente. Um responsável da polícia local disse à agência noticiosa AFP, sob condição de anonimato, que a criança terá sido vista em público com páginas queimadas entre as quais se encontravam versos do Corão e outros textos islâmicos.

Rimsha foi ouvida na sexta-feira em tribunal mas não terá conseguido explicar o que aconteceu e entendido as questões que lhe foram colocadas. Ficou em prisão preventiva durante 14 dias, ao fim dos quais deverá comparecer de novo em tribunal.

O ministro paquistanês para a harmonia nacional, Paul Bhatti, citado pela BBC, sublinhou que a criança sofre de perturbações mentais e tudo indica que não terá “desrespeitado propositadamente o Corão”. Com base nos relatórios a que tive acesso, foi encontrada com um saco de lixo que também teria páginas do Corão”, acrescentou o responsável à estação de televisão britância. “O caso enfureceu a população local e uma multidão começou a exigir que fosse punida. A polícia esteve inicialmente relutante em deter a menina mas cedeu perante a enorme pressão da multidão, que chegou a ameaçar que iria incendiar habitações de cristãos”, contou ainda o ministro.

O Presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, já ordenou que fosse aberto um inquérito à detenção da menor e entregou o caso ao ministro do Interior.

A acusação de blasfémia feita a Rimsha pela maioria muçulmana levou a que muitos cristãos abandonassem temporariamente o bairro de Mehrabad, receando represálias, adianta a AFP. “Estes cristão estão refugiados em casa de familiares noutros bairros da cidade mas já começaram a regressar progressivamente a Mehrabad”, disse à AFP Tahir Naveed Chaudhry, de uma organização que representa as minorias no Paquistão.
Tahir Naveed Chaudhry confirmou à agência noticiosa que Rimsha tem trissomia 21, associada a algumas dificuldades de habilidade cognitiva e desenvolvimento físico. As limitações mentais da criança são, no entanto, contestadas pela comunidade muçulmana, que asseguram que esta é "completamente normal" e que apenas tem um comportamento estranho. Fala sozinha e anda de uma forma peculiar, adiantou uma menina que afirma conhecer Rimsha citada pelo Guardian.

A polícia é acusada de impedir que advogados ou outros representantes da sociedade civil visitem Rimsha. “O Fórum de Acção das Mulheres está escandalizado com a total falta de humanismo” neste caso, afirmou Tahira Abdullah, membro da organização de defesa dos direitos das mulheres, exigindo a libertação imediata da menina e que esta seja tratada com base na legislação para menores.

O caso surge numa altura em que se debate a intolerância entre muçulmanos no Paquistão ou as leis contra a blasfémia do islão, que pode ser punida com a pena de morte. Activistas dos direitos humanos no país têm exigido uma reforma da legislação, nomeadamente a lei que prevê a prisão perpétua para quem seja acusado de desrespeitar o Corão.

Em muitos casos, aqueles que são acusados de blasfémia são mortos em ataques de multidões. Um desses casos foi registado no mês passado, quando um homem acusado de blasfémia, mentalmente instável, foi capturado de uma esquadra da polícia para ser queimado vivo na zona de Bahawalpur, na província de Punjab.
A BBC lembra que no ano passado, Shahbaz Bhatti, ministro dos Assuntos Internos, foi morto depois de ter defendido a revisão da lei sobre a blasfémia. Dois meses antes, o governador de Punjab, Salman Taseer, foi também assassinado após ter assumido a mesma posição.

Do nosso parceiro luso Perigo Islâmico

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Rapaz de 12 anos morre depois de ter sido torturado numa Madrassa (Escola Islâmica)

Paquistão - Estudante que foi torturado pelo qari (professor de Alcorão) numa madrassa em Lahore morreu no Domingo passado. O ministro-chefe de Punjab Shahbaz Sharif foi avisado do incidente e requisitou um relatório por parte das autoridades policiais locais.

Segundo alegações feitas pelo pai da criança, Mohammad Shafiq, o seu filho de 12 anos, Mohammad Jamil, estudava o Alcorão na madrassa há pelo menos 4 meses. O qari e um professor desconhecido fugiram antes da polícia fazer buscas na madrassa; a mesma foi selada enquanto as operações de busca estão em curso.
Segundo se sabe, há alguns dias atrás Jamil queixou-se à sua mãe de severas dores abdominais causadas pela alegada tortura do qari. Depois disso, ele foi levado a 4 hospitais privados e governamentais para tratamento, mas eventualmente sucumbiu aos ferimentos, morrendo no último Domingo à noite.

A polícia de Shadbagh registou um caso contra o qari Jameel e o professor desconhecido. Falando para o The Express Tribune, os policiais afirmaram que o corpo da vítima foi levado para autópsia.

O pai da vitima afirmou que o seu filho morreu não só da tortura que sofreu na madrassa, mas também da negligência dos médicos. Ele exige a prisão imediata dos acusados.

Fonte /Tradução do nosso parceiro luso Perigo Islâmico

domingo, 1 de abril de 2012

Paquistão: Menina cristã de 12 anos foi sequestra obrigada a casar e torturada, espancada e estuprada por 8 meses por não se converter ao Islã

Conforme noticiado pelo DailyMail, uma menina cristão foi submetida por oito meses a torturas, espancamentos e estupros no Afeganistão.

A criança foi atraída por um amigo a uma viagem de compras em Lahore, onde foi sequestrada e levada pelo tio do amigo para a região de Tandianwalla.

Militantes do Lashkar-e-Tayyaba
Dois dias depois do sequestro, ela foi forçada a assinar papeis que atestavam o casamento com seu raptor. No entanto, recusou-se a se converter ao Islã. Depois da recusa seu pesadelo ficou ainda pior. Ela passou a ser torturada, espancada e estuprada diariamente.

O pai denúnciou o sequestro, mas a polícia não tomou qualquer ação. No mês passado, a garota - a indentidade foi mantida em sigilo por questões de segurança - ligou para a polícia de Tandianwalla afirmando que havia sido sequestra, mas que tinha fugido e estava escondida.

Após ser encontrada, a polícia negou-se a encaminhar a menina para o exame de corpo de delito, e ainda disse para a família para que devolvesse a garota ao seu marido ou seria aberto um processo legal contra eles.

A Comissão Asiática de Direitos Humanos (AHRC), afirmou que os sequestradores não foram presos devido a sua filiação aos militantes islâmicos do Lashkar-e-Tayyaba. A família teve que abandonar seu lar e a cidade devido as ameaças do grupo muçulmano.

Blog De Olho na Jihad com informações do DailyMail

quarta-feira, 7 de março de 2012

Asia Bibi: “Preciso de suas orações”

Por Jefferson Nóbrega

A paquistanesa, Asia Bibi, continua trancafiada aguardando sua execução. Seu terrível crime? Ser cristã e defender sua fé, em um país onde os não-muçulmanos são cidadãos de segunda classe.

Mas, agora não é apenas sua vida que está ameaçada. A sentença de morte foi estendida, pelos radicais islâmicos, a sua família, seu advogado e todos os que estão ajudando essa mãe de cinco filhos.

Essa mulher católica, foi condenada com provas falsas pelo terrível “crime de blasfêmia” contra Maomé. E mesmo bastante doente, segue encarcerada em uma cela suja desde junho de 2010. Asia Bibi necessita de atenção médica urgente, todos temem por sua saúde que piora a cada dia. Mesmo assim, ela mantém um admirável estado de ânimo, dizendo até que perdoou de antemão seus carrascos.

Ela pede apenas por orações. Em sua última declaração Asia Bibi disse:

“Preciso de suas orações. Com a graça de Deus estou segura que sairei sã e salva da prisão e dessas falsas acusações. Por isso rezo para ele. Rezo todos os dias pelo meu país, e rezo a Deus para que proteja o Paquistão. Rezo sobre tudo, por aqueles que dão uma má imagem ao Paquistão no mundo, rezo também por aqueles que tem me acusado falsamente, para que o Senhor lhes dê sabedoria, e para que não envolvam pessoas inocentes em casos como esse”.
Infelizmente, nada indica que Asia Bibi será libertada, pelo contrário, diante dos últimos acontecimentos no Paquistão, que reacenderam a chama de ódio contra o ocidente, o clamor pela sua execução tem aumentado, o que leva a certeza de que, apenas sua libertação não é o suficiente para garantir sua segurança e a de sua família, pois mesmo livre, a sentença de morte poderá ser cumprida pelos extremistas islâmicos que nunca esconderam sua intenções de assassiná-la.

Enquanto isso, o escritório de Direitos Humanos da ONU está mais preocupado em ameaçar os países para que aceitem sua agenda abortista e gayzista.

Se ao invés de uma mãe cristã, fosse um gay condenado a morte por ser homossexual, ou uma mulher no corredor da morte por ter cometido um aborto, será que haveria esse terrível silêncio?

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Paquistão: Advogado de Asia Bibi tem recebido ameaças de morte

Enquanto os políticos de Punjab advertem os blasfemos sobre as consequências de seus atos, o advogado de Asia Bibi tem recebido constantes ameaças de morte.
O advogado que defende Asia Bibi, a cristâ de 45 anos condenada a morte por "blasfêmia", tem sido ameaçado. E no Paquistão, as ameaças de morte lançadas pelos seguidores do profeta contra os inimigos do Islã, normalmente são cumpridas. A prova é que no ano passado foram assassinados o governador do estado de Punjab, Salman Taseer, e o ministro cristão Shahbaz Batti, os dois estavam concentrando todos seus esforços para salva Asia Bibi.

A cristã continua trancafiada aguardando o desenrolar de seu caso. Saindo apenas, memos debilitada, para os trabalhos forçados sob intenso sol.

Blog De Olho na Jihad com informações do  Minuto Digital (Espanha)


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domingo, 25 de dezembro de 2011

Natal: Asia Bibi diz perdoa seus algozes

Membros da Pakistan's Mashi Foundation (PMF), entidade que luta pelo direito das minorias do Paquistão, visitaram a cristã Asia Bibi durante o natal. 

Desde o assassinato do governador de Punjab, Salman Taseer, essa é a primeira vez que uma delegação reuni-se a cristã.

Os membros da delegação constataram que o confinamento de Asia, fez com que ela ficasse com a aparência mais velha e bastante frágil. Mas, mesmo assim ela estava com um astral muito bom devido a visita.

Quando perguntada sobre o tratamento que recebe na prisão, ela olhou em volta e ficou em silêncio.

Durante a entrevista ao ser perguntada se perdoava todos os que lhe acusaram e seus torturadores ela respondeu: "Inicialmente, quando presa, eu estava muito irritada, queria vigança, pois haviam me seperado de minha família. Mas, então jejuei e rezei, é estranho, já perdoei, esse é um capítulo de minha vida que quero esquecer".

Ao ser perguntada se teria uma mensagem aos cristãos paquistaneses e aos de todo mundo que tem lhe apoiado ela disse: " Peço para que continuem rezando por mim, para que eu volte para minha família. Agradeço por suas orações".

Asia Bibi continua no corredor da morte pelo "crime" de "blasfêmia" contra Maomé.

Blog De Olho na Jihad com informações do diário Enerpub
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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Paquistão: proibido escrever o nome Cristo nos torpedos

Em mais uma ação contra os cristãos do país, o Paquistão proibiu que seja escrito o nome “Jesus Cristo” em mensagens de texto , enviados através dos telefones celulares. Foi o que estabeleceu a Autoridade das Telecomunicações do Paquistão com um procedimento que obriga as empresas de telefonia móvel a bloquear as mensagens de texto com algumas palavras consideradas vulgares, obscenas ou prejudiciais ao sentido de pudor. Entres as mais de 1.600 palavras proibidas, estão também “Jesus Cristo” e “Satanás”.

As empresas telefônicas têm sete dias de tempo para tornar operativa a disposição, mas as Igrejas cristãs e as organizações para os direitos humanos no Paquistão já anunciaram que recorrerão da decisão. O Secretário da Comissão para as comunicações sociais da Conferência Episcopal, Padre John Shakir Nadeen anuncia que a “Igreja Católica do Paquistão fará pressão sobre o governo para que elimine o nome de Jesus Cristo da lista proibida. Compreendemos o desejo de tutelar as mentes dos jovens, assinalando uma lista de palavras obscenas. Mas por que incluir o nome de Cristo? O que tem de obsceno? Banir o nome de Cristo é uma violação do nosso direito de evangelizar e fere os sentimentos dos cristãos”.

Conforme informa o Pakistan Christian Post, Nazir s Bhatti, presidente do Pakistan Christian Congress e irmão de Shahbaz Bhatti, ministro cristão assassinado pelo Taliban, condenou veemente a proibição e prometeu lutar contra. 
"Aparecem milhares de mensagens de textos em que os Cristãos são chamados de "infiéis", “Bangi”, “Choora” (Bangi e Choora são expressões de ódio usadas pelos muçulmanos ao se referirem aos cristãos do país), com o objetivo de espalhar o ódio contra os cristãos no Paquistão, no entanto, nenhuma dessas expressões estão na lista de palavras proibidas, disse Bhatti. Ele exigiu a exclusão do nome Jesus Cristo da lista de palavras obscenas e a inclusão dos termos perjorativos usados contra os cristãos na listagem.


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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Campanha internacional pela Canonização de Shahbaz Bhatti

Do blog In Praelio

A Federação Pró-Europa Cristiana  lançou uma campanha internacional em apoio ao pedido da Conferência Episcopal Paquistanesa ao Vaticano, para que o Ministro paquistanes, Shahbaz Bhatti, seja declaro mártir da fé.

“Quero viver para Cristo, quero morrer por ele”. “Este desejo é tão forte que me consideraria um privilegiado se Jesus aceitasse o sacrifício de minha vida”. Tais palavras, foram declarações de Shahbaz Bhatti, que já mostrava em vida sua total entrega a fé e a defesa das minorias religiosas do Paquistão. E suas palavras acabaram sendo proféticas, e Shahbaz foi assassinado por extremistas islâmicos.

Para apoiar a petição, clique aqui, o texto também está disponível em português.

Reproduzo abaixo uma carta deixada por Shahbaz que é um verdadeiro testamento espiritual:
O Meu nome é Shahbaz Bhatti.

Nasci em uma família católica. Meu pai, professor aposentado, e minha mãe, dona de casa, me educaram segundo os valores cristãos e os ensinamentos da Bíblia, que influenciaram a minha infância. 

Desde menino, tinha o costume de ir à Igreja e encontrar profunda inspiração nos ensinamentos, no sacrifício, e na crucificação de Jesus. Foi o amor de Jesus que me levou a oferecer os meus serviços à Igreja. As espantosas condições nas quais se encontravam os cristãos do Paquistão me perturbavam. Recordo uma sexta-feira de Páscoa, quando tinha somentre treze anos: escutei um sermão sobre o sacrifício de Jesus para a nossa redenção e para a salvação do mundo. Pensei em corresponder aquele seu amor doando amor aos nossos irmãos e irmãs, pondo-me a serviço dos cristãos, especialmente dos pobres, dos necessitados e dos perseguidos que vivem neste país islâmico.

Foi-me exigido pôr fim à minha batalha, mas eu sempre refutei, até mesmo com o risco de perder a minha vida. A minha resposta sempre foi a mesma. Não quero popularidade, não quero posições de poder. Quero somente um lugar aos pés de Jesus. Quero que a minha vida, o meu caráter, as minhas ações falem por mim e digam que estou seguindo Jesus Cristo. Tal desejo é tão forte em mim que me considerarei um privilegiado se – neste meu esforço de batalha em ajudar os necessitados, os pobres, os cristãos perseguidos do Paquistão – Jesus quisesse aceitar o sacrifício da minha vida.

Quero viver por Cristo e por Ele quero morrer. Não experimento nenhum medo neste país. Muitas vezes os extremistas desejaram me matar, prender-me; me ameaçaram, aterrorizaram a minha família. Eu digo que, enquanto eu tiver vida, até o meu ultimo respiro, continuarei a servir Jesus e esta pobre, sofrida humanidade, os cristãos, os necessitados, os pobres.

Creio que os cristãos do mundo, que estenderam as mãos aos muçulmanos atingidos pela tragédia do terremoto de 2005, tenham construído pontes de solidariedade, de amor, de compreensão, de cooperação e de tolerância entre as duas religiões. Se tais esforços continuarem, estou convencido que conseguiremos a vencer os corações e as mentes dos extremistas. Isto produzirá uma mudança positiva: as pessoas não se odiarão, não matarão em nome da religião, mas se amarão umas às outras, trarão harmonia, cultivarão a paz e a compreensão nesta região.

Creio que os necessitados, os pobres, os órfãos, qualquer que seja a sua religião, serão considerados antes de tudo como seres humanos. Penso que aquelas pessoas sejam parte do meu corpo em Cristo, que sejam a parte perseguida e necessitado do corpo de Cristo. Se nós levarmos a termo esta missão, então nós ganharemos um lugar aos pés de Jesus e eu poderei olhá-Lo sem sentir vergonha”.

(aos cuidados de M.Antonietta Calabrò, por gentil concessão da Fundação Oasis e de Marcianum press).
Fonte da carta: Cantuale Antonianum
Tradução: Pe. Samuel Pereira Viana

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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Asia Bibi foi condenada por um tribunal sob pressão e sem direito a um advogado


Por defendê-la foram assassinados o governador de Punjab, Salman Tasser, e o ministro federal das minorias religiosas, Shabhaz Bhatti.

Filhas de Asia Bibi exibem foto da mãe
Asia Bibi, é mártir de uma perseguição vergonhosa. A cristã condenada a morte no Paquistão por blasfêmia, e que está a mais de um ano na prisão de Sheikhupura (Punjab) esperando a execução, foi “julgada por um tribunal sob evidente pressão de extremistas islâmicos”, sem direito a um advogado durante as investigações e os interrogatórios.

O Centro de Estudos de influência muçulmana, Jinnah Institute, afirma em uma nota enviada a agência Fides, que o processo poderia se invalidado devido essas irregularidades. O Jinnah Institute, sediado em Karachi, investiga e realiza estudos no campo do Direito, Direitos Humanos e Estado de Direito e promove a luta por uma Constituição Democrática e Laica para o Paquistão.

Segundo este Think tank composto por intelectuais muçulmanos e presidido pelo deputado Rehman Sherry, o caso judicial de Asia Bibi está marcado, desde o início, por irregularidades e manipulações.

A “Comissão Nacional Sobre o Status da Mulher”, reuniu-se com Asia Bibi e constatou que “apenas oito dias depois do incidente em que Asia havia pronunciado frases blasfemas, Qari Mmuhammad Salim, um líder muçulmano, usando três mulheres como testemunhas, foi capaz de registrar uma queixa que levou a prisão de Asia”. Durante esses oito dias é que foram orquestradas as denúncias contra Asia.

Todas essas suspeitas foram relatadas por Shabhaz Bhatti e Salman Tasser em um relatório entregue ao presidente paquistanês.

O relatório destaca que “o juiz condenou-a devido a pressão dos extremistas islâmicos, ignorando os verdadeiros fatos”. Estas pressões são perigosas para o sistema, destacou o Jinnah Institute.

A entidade recorda o destino do juiz do Superior Tribunal de Lahore, Arif Iqbal  Bhatti, assassinado em 1997 após absolver dois meninos cristãos, Salamat Masih e Rehmat, condenados a morte por “blasfêmia” em 1995 por um tribunal de primeira instância.

O relatório também destaca que durante a investigação e os interrogatórios, foi negado a cristã, o direito constitucional de ser acompanhada por um advogado. Segundo o Instituto, algo bastante grave e o suficiente para invalidar uma sentença jurídica.

O advogado que agora acompanha seu caso, oferecido pela Fundação Masihi, prepara um pedido de recurso diante do Superior Tribunal, mas também existe a possibilidade de um indulto presidencial.

Até o Papa Bento XVI lançou um apelo em novembro de 2010 para impedir a morte desta mãe de família. Por defendê-la, o governador de Punjab, Salman Taseer, e o Ministro das Minorias, Shabhaz Bhatti, foram assassinados.

O caso de Asia Bibi não é algo isolado. A lei de “blasfêmia” tem sido usada pelos islâmicos para perseguir os cristãos no país. A lei tem sido empregada não só em disputas religiosas, mas também em conflitos pessoais e familiares e em conflitos por terras. Baseando-se na lei de blasfêmia e na submissão do sistema judicial aos líderes religiosos, os muçulmanos conseguem facilmente acusar e prender qualquer não-muçulmano sob o rótulo de “blasfemos”.

A Comissão “Justiça e Paz” da Conferência Episcopal Paquistanesa têm tentado conseguir junto a ONU o envio de um observador internacional para acompanhar a perseguição as minorias do país, perseguições essas que ocorrem muitas vezes com complacência do governo.

Participe da petição internacional pela vida de Asia e escreva ao presidente do Paquistão clicando aqui.

Blog De Olho na Jihad com informações HazterOir

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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Kalash - A última tribo pagã do Paquistão


·         Os Kalash, a única tribo pagã do Paquistão, vivem afincados a seus costumes animistas.
·         Pensam que a conversão ao Islã ameaçam a sua comunidade
·         Queixam-se que sua comunidade recebe constantemente “mensagens” dos islamitas
·         Entre os membros da tribo abundam os olhos azuis e suas mulheres não se ocultam debaixo do véu e da burca.

Eles são apenas alguns milhares de pessoas que vivem entre os fiéis islâmicos, mas os Kalash, a única tribo pagã do Paquistão, estão decididos a conservar sua religião e seus costumes animistas. “ A conversão ao Islã é uma grande ameaça”, afirma o presidente da Rede de Desenvolvimento para o Povo Kalash (KPDN, sigla em inglês), Luke Rehmat.

Este povo se concentra entre os vales do norte do Paquistão no distrito de Chitral, uma região relativamente tranquila em comparação com outras zonas “talibanizadas” do noroeste do país.  Segundo Rehmat, em 2009 os kalash eram 3.540, e esperam chegar aos 4.000 nos próximos anos.

Ele se queixa de que sua comunidade recebe constantemente “mensagens” dos islamitas para que abracem a fé de Maomé, e explica que durante os últimos anos, aumentou significativamente a presença das forças de segurança na região. “Este ano, entre 10 a 15 pessoas se converteram ao Islã”, comentou o presidente da KPDN, que mesmo assim mostra confiança no crescimento da população kalash nos próximos anos.

É um desafio para uma comunidade que vive nas montanhas do país sul-asiático, que afirmam serem descendentes de Alexandre O Grande e seu exército (que no século IV a.c conquistou o Vale do Indo) e que sacrificam animais em oblação ao seus deuses. “Alguns falam isso (que descendem do general macedônio e seus exércitos), porém, há outras teorias que dizem que vimos da Holanda, Escócia ou de (da região histórica) Tsiam”, explica Rehmat.

Nos vales de Bumburet, abundam os olhos azuis de uma tribo que dá liberdade a suas mulheres, cujo os rostos não se ocultam debaixo de um véu ou de uma burca. A kalash é uma cultura que confia na oralidade e não na escrita para a transmissão de seu conhecimento, o que causou equívocos e uma densa neblina mitológica ao seu redor.

Os leitores em espanhol e catalão têm a sorte de poder disfrutar do primeiro relato desta remota região, publicado no livro Sólo para Gigantes do escritor Gabi Martínez. A obra conta a história do zoólogo nascido em Valência  e criado na França, Jordi Magraner, que viveu durante anos na cordilheira afegã-paquistanesa de Hindu Kush, onde procurou o Ieti pelos vales motanhosos paquistaneses. Martinez, em seu relato, vai mais além do fascínio pelo lendário hominídeo e descreve com sensibilidade a paixão do valenciano pelo povo kalash. 

No Paquistão, o zoólogo não só sonhava em dar de frente com o Ieti, em dar nomes aos animais da região, como também em criar uma nação que agrupasse todos os povos do Hindu Kush. Os Nuristanis (muçulmanos) e os Kalash eram as comunidades com as quais Magraner matinha mais contato, até que em 2002, seu corpo foi encontrado com o pescoço cortado, um assassinato que até hoje não foi totalmente esclarecido. Embora existam fortes suspeitas que estejam envolvidos no assassinato homens do Tabliã, do Serviços Secreto Paquistanês e da região.

O que é certo é que o cientista valenciano deve ter conhecido bem os princípios da religião dos kalash, já que ele mesmo se converteu em um deles. “Em nossa religião (diz Rehmat), quando alguém morre ele volta para Deus, para a fonte”. Magraner encontrou a sua fonte, graças a sua paixão a última tribo que ainda resisti a islamização.


Blog De Olho na Jihad com informações do 20minutos.es

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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Liga Cristã Paquistanesa promete iniciar um movimento por todo país, caso Asia Bibi não seja libertada

Conforme noticiado pelo Pakistan Christian Post, o presidente da All Pakistan Christian League (APCL), James Allah Dita, informou que iniciará um movimento por todo país caso Asia Bibi não seja libertada até o próximo 25 de dezembro.

Moazzam Salamat, coordenador da APCL, afirmou que os cristãos paquistaneses condenam o silêncio constante do Goveno do Paquistão e do governo de Punjab, sobre o sofrimento da cristã na prisão de Sheikhupura.

Asia Bibi apelou a Alta Corte de Lahore, contra a pena capital que recebeu por "blasfêmia". No mês de setembro, ecou notícias de que ela estava sendo torturada por uma oficial da prisão.

Salamat, disse que se o governo não libertar Asia Bibi até o natal, a APCL iniciará uma campanha por todo o país pela sua libertação.

Blog De Olho na Jihad 09/11/2011

Para acompanhar notícias exclusivas sobre Asia Bibi, clique na imagem dela na coluna da esquerda.

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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Asia Bibi vem sendo submetida a torturas constantes na prisão

Escrito por Jefferson Nóbrega | 13/10/2011 | Blog Candango Conservador
Filhas de Asia Bibi exibem foto da mãe

Faz um ano, que a cristã paquistanesa Asia Bibi, cometeu um "terrível crime". No final do ano passado, algumas mulheres começaram a pressioná-la para ela se convertesse ao Islã. A tentativa acabou tornando-se uma discussão, onde a cristã questionou:

"Jesus morreu na cruz pelos pecados da humanidade, e Maomé o que fez por vocês?" 

A pergunta foi suficiente para que Asia Bibi fosse espancada e levada a julgamento pelo crime de "blasfêmia",a jovem recebeu como pena pelo seu imperdoável crime, a morte na forca. 

Pessoas ao redor do mundo tentaram mobilizar-se para salvar a vida da cristã, surgiu algumas manifestações e petições, mas nada comparado as campanhas por Sakineh e pelo pastor Yousef Nadarkhani. Curiosamente a vida da católica não interessa ao mundo, com exceção do Vaticano que tem mantido constantes contatos com a conferência espiscopal paquistanesa, na tentativa de salvar Asia Bibi.

As campanhas feitas só trouxeram como resultado a tranferênscia de Asia Bibi para a prisão de Sheikhupura, onde foi isolada do mundo, inclusive de sua família que hoje vive na clandestinidade, devido as ameaças de morte. Mas, a (pouca) pressão internacional fez com que a execução fosse adiada por um período nunca divulgado. O que foi o suficiente para provocar a fúria dos muçulmanos do país, que foram as ruas exigirem a execução da "blasfema".

Asia Bibi continua presa, aguardando a execução, na esperança de um dia poder voltar a ver seu marido e seus filhos. Sua saúde está cada vez mais debilitada, esse ano, durante a quaresma ela jejuou e orou, mesmo estando doente e com catapora, mostrando como é grandiosa sua fé.

Não bastasse todo esse sofrimento, recebi notícias de que a jovem cristã paquistanesa vem sendo submetida a torturas na prisão, conforme informou o Pakistan Christian Post. Há poucas informações sobre o fato, mas funcionários denunciaram anonimamente, que a mulher responsável pela segurança da cadeia tem submetido Asia Bibi a constantes torturas, inclusive da última vez ela teria ficado desacordada. O diretor da prisão afirmou que a policial acusada já foi afastada de suas funções, no entanto, pararece que tais atos desumanos vinham ocorrendo há um bom tempo.

Por quanto tempo esse terrível silêncio irá imperar?

Pela forma que a situação tem se conduzido, não irá demorar para que recebamos a notícia de que Asia Bibi está morta por "causas naturais". E tudo isso com a complacência do mundo ocidental.

Nunca vou parar de criticar o alarde que faz-se contra as violações no Irã (que devem sim,ser denunciadas) e a lei do silêncio existente com relação a Asia Bibi.

Podem trancá-la, torturá-la, mas suas palavras continuarão sendo pertubadoras paras os fanáticos que querem vê-la enforcada:

"Jesus morreu na cruz pelos pecados da humanidade, e Maomé o que fez por vocês?" (Asia Bibi)

"Prefiro morrer como Cristã, do que sair da prisão sendo muçulmana" (Asia Bibi)

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