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quarta-feira, 18 de julho de 2012

AMIA critica lentidão na investigação de atentado

Nesta quarta-feira, às 9:53 horas uma sirene ecoou pelo bairro de Balvanera, ao lado do centro da capital argentina, para recordar os 85 mortos do atentado terrorista realizado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), ocorrido há 18 anos, no dia 18 de julho de 1994.

Na rua Pasteur, onde a explosão arrasou o edifício da entidade judaica, milhares de pessoas reuniram-se para homenagear as vítimas do atentado. O presidente da AMIA, Guillermo Borger - único orador do evento - acusou a Justiça de lentidão na investigação do caso

"Não existe uma única pessoa processada! A Justiça ainda não levou Carlos Telleldín (que teria vendido o veículo usado como carro-bomba) a julgamento oral e público. Não há pistas novas que permitam esclarecer de forma definitiva a conexão local".

Segundo Borger, "a passagem do tempo é um obstáculo crescente para o descobrimento da verdade". Ele também destacou que "não existe uma pista nova sequer nas investigações...é imprescindível para a AMIA, para os parentes das vítimas e para a própria 'saúde' da República que se investigue o encobrimento das pistas. Sem a ajuda da Interpol, os culpados continuarão livres e gozando de nossas caras".

Segundo ele, é preciso descobrir quais integrantes do governo argentino da época (do presidente Carlos Menem) encobriram pistas. O presidente da AMIA disparou fortes críticas "ao governo teocrático do Irã", suspeito de ter ordenado o atentado, em coordenação com o Hezbollah: "o Irã coloca em perigo o mundo com seu programa nuclear".

Para especialistas que investigam o caso há uma década e meia, além dos parentes das vítimas e representantes da comunidade judaica, existe mais de uma hipótese sobre o atentado. A primeira pergunta é "quem é o responsável?".

Os olhares de suspeita que buscam um culpado no exterior se concentram nos países muçulmanos. Mas, ao contrário do que costuma acontecer, nenhum grupo fundamentalista jamais assumiu explicitamente a autoria do ataque.

A Justiça em Buenos Aires acusa o Hezbollah, que teria agido na Argentina com o apoio da Embaixada do Irã. Mas outros não descartam que teriam sido terroristas vinculados aos governos da Síria ou Líbia. Outras teorias indicavam que os culpados seriam argentinos, integrantes das fileiras dos militares carapintadas (que tentaram levantes militares nos anos 80 e em 1990), conhecidos por seu antissemitismo. Também especula-se que poderiam ser integrantes da má afamada polícia da província de Buenos Aires.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Argentina flerta com o Irã e preocupa os EUA

 Manifestante aguarda a chegada de integrantes da embaixada iraniana em Londres

A Argentina está discretamente se aproximando do Irã, o que preocupa os EUA e seus aliados, envolvidos num esforço para isolar o governo iraniano por causa do seu programa nuclear, disseram à Reuters diplomatas na ONU.
Manifestante aguarda a chegada de integrantes da embaixada iraniana em Londres - Efe

As relações da Argentina com o Irã estavam praticamente congeladas desde 2007, quando o país conseguiu que a Interpol (a polícia internacional) emitisse mandados de prisão de cinco iranianos e um libanês acusados de participação num atentado que matou 85 pessoas, em 1994, num centro judaico de Buenos Aires.

O Irã negou envolvimento no incidente, mas em julho se ofereceu para conversar com o governo argentino e "lançar luz" sobre o caso.

Dois anos antes do atentado a bomba na entidade judaica Amia, um grupo chamado Organização da Jihad Islâmica, supostamente ligado ao Irã e ao grupo xiita libanês Hezbollah, assumiu a autoria de um ataque que deixou 29 mortos na embaixada de Israel em Buenos Aires.

Durante mais de uma década, a Argentina pareceu ter pouco empenho na investigação. Isso mudou em 2003, quando Néstor Kirchner tomou posse como presidente e prometeu reabrir os processos, qualificando a negligência dos anos anteriores como uma "desgraça nacional".

Anos depois, o ex-presidente iraniano Ali Rafsanjani estaria na lista de pessoas indiciadas por promotores argentinos e procuradas pela Interpol.

Mas agora há sinais de uma reaproximação. As exportações argentinas para o Irã, que haviam despencado durante o afastamento, cresceram 70 por cento no ano passado, chegando a 1,5 bilhão de dólares. O Irã é o maior comprador do trigo argentino, cultivo essencial para a economia do país sul-americano, que luta para aumentar seu superávit comercial.

"Enquanto o resto de nós trabalha para pressionar o Irã a acabar com seu programa de armas nucleares e parar de apoiar o terrorismo, o governo da Argentina tem considerado avançar na direção contrária", disse um diplomata europeu, pedindo anonimato.

Em público, a posição argentina parece ter mudado pouco. Em maio, o procurador Alberto Nisman, chefe de uma unidade especial dedicada exclusivamente à investigação do atentado de 1994, conseguiu a renovação dos mandados de prisão da Interpol.

No mês passado, a Argentina votou com a maioria dos países participantes do comitê de direitos humanos da Assembleia Geral da ONU numa resolução que condenava a situação dos direitos humanos no Irã.

Por outro lado, a presidente Cristina Kirchner disse em setembro na Assembleia Geral que seu país está disposto a dialogar com o Irã, desde que a República Islâmica cumpra sua promessa de colaborar nas investigações do atentado. "Essa é uma oferta de diálogo que a Argentina não pode e não deve rejeitar", disse a presidente em seu discurso.

Diplomatas ocidentais disseram que o embaixador argentino na ONU, Jorge Arguello, causou perplexidade entre seus colegas ao permanecer sentado durante o discurso do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, na Assembleia Geral.

Ahmadinejad é conhecido por fazer ataques a Israel, Europa e Estados Unidos nos seus discursos. Em anos anteriores, o representante argentino boicotou o discurso, a exemplo de diplomatas de outros países ocidentais.

O Irã tem todas as razões para querer se reaproximar da Argentina. Enfrentando sanções e um crescente isolamento devido ao seu programa nuclear, o país tem poucos aliados e precisa de amigos. A Argentina é um dos 35 países que compõem a direção da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU), onde o programa nuclear iraniano é exaustivamente discutido.

Diplomatas dizem que a motivação argentina é menos clara. Alguns diplomatas dizem que, além de ampliar o comércio, os argentinos querem adotar uma política externa mais afinada com a do Brasil, que enfatiza as relações com nações não-alinhadas.

"Em geral, vemos um terceiro mundismo na política externa da Argentina - afirmando a independência em relação às grandes potências, e buscando novas relações com países como o Irã", disse uma autoridade israelense à Reuters, em Jerusalém.

Vários diplomatas europeus observaram que Cristina é aliada de líderes esquerdistas sul-americanos como o venezuelano Hugo Chávez e o boliviano Evo Morales, que mantêm estreitas relações com o Irã.

A chancelaria argentina não respondeu aos pedidos da Reuters para comentar o assunto.

Fonte: Estadão
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Diário argentino ataca, em artigo, colaborador do De Olho na Jihad por suas críticas à expansão islâmica


Escrito por Jefferson Nóbrega | Blog Candango Conservador

O bondoso legente de meu blog, e hoje amigo e colaborador, Jacques Nunes, em seu impulso leitoral, em ânsia de saciar seu vício quase que incontrolável por notícias, acabou deparando-se com um artigo argentino sobre minha pessoa que, passeia entre a fronteira do elogio desquerido e da ofensa descabida.

O texto ao qual meu amigo blogueiro refere-se, é um editorial do periódico argentino “Informe Reservado” intitulado “Pasatiempos para Cruzados/Nostálgicos de la Edad Media”[1], que inclusive fez jus ao nome do diário, já que se não fosse o aviso que recebi, o artigo teria permanecido “reservado”, na penumbra das láureas esquerdistas sem qualquer jus agendi.

Escrito não apenas para me atacar, mas também para investir contra o que eles chamam de “ultra-direita religiosa”, o artigo lança mão de alguns sofismas e erros históricos para condenar minha visão acerca do Islã, da Idade Média e da Fé católica, contestações, segundo o site, baseadas nos “verdadeiros historiadores”, ou seja, os “imparciais” que propagam mentiras há séculos sobre o período medieval, como por exemplo, a farsa de que a Igreja apoiou a escravidão, que ensinava que a terra era plana, que as cruzadas foram atos expansionistas e outras fábulas clássicas.

O motivo da revolta esquerdista, conforme especificado no próprio texto, foi a notícia que publiquei na seção Wiki-Brasil do Jornal do Brasil, a respeito da denúncia do ex-Embaixador da OEA, Roger Noriega, sobre à ameaça do terrorismo islâmico na América Latina.

O autor do texto, que corajosamente não assina, dispo-se a visitar os blogs onde escrevo e colaboro, para tecer suas críticas. Para o autor sou um fanático, e aqueles que pensam de igual maneira, também o são. De acordo com o periódico, nós somos inaceitáveis em uma sociedade “democrática” e “livre”.

O diário tenta passar que somos conspiracionistas lutando contra o “fantasma da ameaça muçulmana”. Impressiono-me em ver que as acusações partem justamente de argentinos. Ora, foram fantasmas que atacaram à embaixada israelense em Buenos Aires? O atentado terrorista contra a sede da AMIA também em Buenos Aires foi fruto da imaginação da ultra-direita? Perguntem as famílias de seus compatriotas mortos pelo ódio islâmico.

Não por mera obra do acaso, recebi o ofensivo artigo, no momento em que lia a esperançosa crônica do "Bruxo do Cosme Velho" , Machado de Assis, chamada “O futuro dos Argentinos”. Diz um trecho da obra: Com efeito, uma nação abafada pelo despotismo, sangrada pelas revoluções, na qual o poder não decorria mais que da força vencedora e da vontade pessoal, apresentava este espetáculo interessante: um general patriota, que alguns anos antes, após uma revolução e uma batalha decisiva, fora elevado ao poder e fundara a liberdade constitucional, ia entregar tranqüilamente as rédeas do Estado, não a outro general triunfante, depois de nova revolução, mas a um simples legista, ausente da pátria, eleito livremente por seus concidadãos. Era evidente que esse povo, apesar da escola em que aprendera, tinha a aptidão da liberdade; era claro também, que os seus homens públicos, em meio das competências que os separavam, e porventura ainda os separam, sabiam unir-se para um fim comum e superior.[1]

Quanta antítese diante do atual governo argentino que chegou a prometer que esqueceria os ataques terroristas em seu solo em troca do fortalecimento comercial com o regime dos aiatolás. Quanta diferença ante os que povoam o Informe Reservado, que ao desdenharem da ameaça islâmica na América Latina, ignoram os atentados em solo hermano que não feriram/mataram apenas os judeus, mas cidadãos argentinos e a soberania argentina, para defenderem à agenda comunista no país.

Curioso também é que o artigo do IR é finalizado justamente em tom conspiratório. Classificando-me como parte de um “plano maior” para desestabilizar os governos progressistas da América Latina. Que Deus ouça esses esquerdistas!

Referências:

[1]Passatempo para Cruzados/Nostálgicos da Idade Média
[2] Obra Completa, Machado de Assis, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, V.III, 1994.Publicado originalmente em Gazeta de Notícias, Rio de Janeiro, 09/07/1888.
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sábado, 15 de outubro de 2011

Argentina foi avisada por autoridades sauditas sobre possível ataque iraniano

Embaixador saudita nos EUA, Adel al-Jubeir
MAR DEL PLATA - Autoridades sauditas teriam avisado a Argentina quatro meses atrás sobre um suposto complô apoiado pelo Irã para matar o embaixador da Arábia Saudita em Washington, Adel al-Jubeir, e possivelmente atacar as embaixadas saudita e israelense em Buenos Aires, disse uma fonte diplomática argentina na quinta-feira.
A Argentina tem a maior comunidade judaica da América Latina. Em 1992 um atentado contra a embaixada de Israel em Buenos Aires matou 29 pessoas. Um outro ataque, dois anos depois, deixou 85 mortos numa entidade beneficente da comunidade judaica da capital argentina, a Amia. Buenos Aires acusa o Irã de ter ajudado no planejamento. 
 
"Os sauditas nos avisaram quatro meses atrás, a pedido dos Estados Unidos", disse à Reuters uma fonte argentina, sob a condição de manter o anonimato. Não foram dados mais detalhes. 

Na terça-feira, as autoridades dos EUA disseram ter desmantelado um suposto complô, apoiado pelo Irã, para assassinar o embaixador da Arábia Saudita em Washington. O Irã qualificou o anúncio como uma história fabricada destinada a criar tensão com seus vizinhos.



 Fonte: Estadão
 
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Hezbollah estabeleceu uma base em Cuba para operações em toda América


Imad Mughniyah
Segundo uma reportagem do jornal italiano Corriere della Sera, o grupo terrorista Hezbollah, fundou uma célula em Cuba com o objetivo de realizar atentados contra alvos israelenses pelas américas para vingar Imad Mughniyah, morto em 2008.

O terrorista libanês, líder do grupo xiita, morreu quando seu carro explodiu em Damasco. O Hezbollah acusou Israel e prometeu que iria vingá-lo.

Para cumprir tal objetivo, os terroristas libaneses já teriam criado uma base de operações em Cuba. Os 23 agentes que compõem "a base cubana" teriam sido escolhidos a dedo por Talal Hamia, outro membro do alto escalão do "Partido de Deus", responsáveis pelas operações secretas.

A operação intitulada The Caribbean Case,possui um orçamento de 1,5 milhões de dólares. Segundo o relatório, a base cubana deve ser utilizada inicialmente apenas para fins logístico.

O Hezbollah tem mantido ativas operações nas Américas, especialmente no Paraguai, Brasil e Venezuela.

Antes dos atentados de 11 de setembro, Imad Mughniyah, era o terrorista mais procurado do mundo, ele é o responsável por introduzir os atentados suicídas no Oriente Médio.  Imad foi responsável pelos antentados contra a Embaixada Americana em Beirute e contra o Corpo de Fuzileiro Navais Americano. Foi também acusado por dezenas de sequestros e assassinatos de estrangeiros, assim como de ter participação no planejamento dos ataques terroristas que ocorreram na Argentina contra a Embaixada Israelense e a AMIA.
A ameaça do terrorismo islâmico na América Latina tem tem sido ignorada, talvez quando os governos acordarem seja tarde demais. Lembre-se de nuestros hermanos argentinos.

Blog De Olho na Jihad com informações do Corriere della Sera e do Israel National News

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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Congressistas americanos pedem informações sobre a tríplice aliança entre Irã, Venezuela e Argentina

Fonte: El Nuevo Herald Reportagem de Antonio Maria Delgado
Título Original: Congresistas piden información sobre triángulo Irán, Venezuela y Argentina
Tradução e adaptação: Blog De Olho na Jihad

Alarmados com as informações de estranhas relações entre Venezuela, Argentina e Irã, deputados da Flórida solicitaram ao Departamento de Estado, informações sobre um pedido secreto do presidente Hugo Chavez a Buenos Aires, para que o governo argentino revogasse a suspensão da cooperação nuclear com Teerã.


Em uma carta dirigida à secretaria de Estado, Hillary Clinton, os representantes Ileana Ros-Lehtinen, Connie Mack e David Rivera, pediram toda informação disponível sobre a política Argentina a respeito do Irã e seu programa nuclear, assim como todo projeto econômico com a Venezuela que pudesse envolver a nação islâmica.


"Estamos escrevendo para expressar nossas preocupações sobre as informações que nossos escritórios têm recebido, de possíveis esforços do Irã para estreitar uma relação de cooperação nuclear com a Argentina, tendo a Venezuela como seu interlocutor", diz a carta assinada pelos três deputados.


"Embora seja de nosso conhecimento que a Argentina mantém publicamente objeções ao programa nuclear iraniano [...] há relatos de que em 2007, o presidente Mahmoud Ahmadinejad, teria pedido a Hugo Chavez para interceder junto ao [então] presidente da Argentina, Nestor Kichner, com objetivo que este mudasse sua política, permitindo assim, o acesso iraniano a tecnologia argentina", acrescentou.


Os representantes, Ros-Lehtinen, que preside o influente Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, e Mack, que lidera a subcomissão para a América Latina no mesmo corpo legislativo, são ferrenhos críticos do regime chavista.

Segundo fontes, o Departamento de Estado recebeu relatórios com informações sobre a existência de planos econômicos que vinculam o Irã a Venezuela e a Argentina.

Os documentos ao qual El Nuevo Herald obteve acesso, mostram curiosas transferências monetárias relacionadas a projetos agrícolas que chegam a somar $300 milhões, realizadas por associações venezuelanas com os governos do Irã e Argentina.

No entanto, as fontes indicam que esses projetos não chegaram a serem construídos na Venezuela, levando a suspeitas de que estejam sendo usados apenas como mecanismos de pagamento.


Segundo os relatórios, o Irã estaria interessado em obter informações detalhadas sobre o programa de modernização das usinas nucleares argentinas e compartilhar grande parte da tecnologia, já que esta é semelhante à tecnologia que o governo iraniano deseja adquirir.


Ambas nações mantiveram durante décadas um acordo de cooperação nuclear que foi suspenso no início dos anos noventa, pelo então presidente, Carlos Menem, devido à pressão do presidente George Bush e do Estado Israelense.


Essa posição da Argentina frente ao Irã recrudesceu ainda mais depois dos atentados terroristas contra a Associação Asociación Mutual Israelita Argentina (AMIA) e outros alvos israelenses. A justiça argentina atribui a responsabilidade dos atentados ao grupo extremista Hezbollah com cooperação de agentes iranianos.


Segundo o Departamento de Estado, o líder iraniano Ahmadinejad, aproveitou uma viagem que fez a Caracas em 2007 para pedir a Chavez que fizesse uso de sua boa relação com Kirchner para convencê-la a retomar o programa de cooperação nuclear com Teerã.

Não se sabe se a proposta de Chavez foi feita e se foi aceita pelo governo argentino.

Cristina Fernández Kirchner, a atual presidente da Argentina e viúva de Nestor Kirchner, tem reiterado as críticas ao governo de Teerã, recentemente em 2009, em discurso na ONU, ela exigiu que o país islâmico extraditasse um dos suspeitos de envolvimento no atentado contra a AMIA.


Na carta dos parlamentares americanos a Hillary Clinton, eles salientaram que Hugo Chavez tem facilitado a entrada do Irã na América Latina.

"Com Hugo Chavez como gestor, o regime iraniano tem ampliado significativamente seu alcance em toda a América Latina e no Caribe", declarou a carta que ainda conclui: "Usando sua presença no continente, o Irã - apontado como financiador do terrorismo - tem trabalhado vigorosamente para fortalecer o apoio regional para suas ambições nucleares, e outras políticas destrutivas".


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segunda-feira, 18 de julho de 2011

EUA investigam suposta ligação entre Irã e Argentina


Deputados republicanos dos Estados Unidos acusam a Argentina de tentar fornecer tecnologia nuclear para o Irã por meio de uma triangulação via Venezuela. O Departamento de Estado investigará a denúncia, mas defendeu o governo argentino e acrescentou que ainda não há evidências de a operação ter ocorrido. Na carta, três deputados dizem "ter preocupação com informações recebidas sobre esforços do Irã para estabelecer relações de cooperação nuclear com a Argentina, usando a Venezuela como intermediário".

"Apesar de sabermos que a Argentina se opõe ao programa nuclear iraniano, há relatos de que, em 2007, o presidente Mahmoud Ahmadinejad telefonou para Hugo Chávez para interceder junto ao então presidente Néstor Kirchner para permitir o acesso iraniano à tecnologia argentina", disseram. A negociação teria envolvido US$ 300 milhões. Segundo os deputados, a Argentina seria fundamental para o Irã por suas usinas usarem tecnologia nuclear similar à iraniana.

Dois dos deputados que fizeram a denúncia são influentes em Washington. Ilana Ros-Letinen dirige a Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados e Connie Mack é o responsável pela subcomissão de América Latina.

O Departamento de Estado vê com cautela as denúncias e defendeu a Argentina. "Sabemos que o Irã tem interesses na América Latina e monitoramos a relação de perto. Mas não temos evidência para sustentar a acusação de que a Venezuela sirva de interlocutor entre o Irã e a Argentina em questões nucleares, nem para dizer que a Argentina permite o acesso do Irã a tecnologia nuclear", disse um porta-voz.

A denúncia foi feita perto do aniversário de 17 anos do atentado contra a Associação Mutual Israelita-Argentina (Amia), em Buenos Aires, pelo qual o Irã é acusado. 

Fonte: Paraná online


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Familiares pedem que Irã entregue fugitivos de ataque à AMIA


Familiares das vítimas do atendado contra a AMIA (Associação Mutual Israelita Argentina) exigiram nesta segunda-feira que o Irã entregue oito indiciados pela Justiça e rejeitaram a colaboração oferecida pelo governo iraniano, em um ato após 17 anos do ataque que deixou 85 mortos.


"Não precisamos de solidariedade e pêsames, entreguem os oito fugitivos da Justiça por sua suposta responsabilidade no atentado contra a AMIA se realmente quiserem que essa causa seja resolvida", afirmou Sergio Burstein, membro de Familiares das Vítimas do Atentado à AMIA.

O dirigente assegurou que "se o caso não teve maiores avanços foi devido à resistência de um governo como o do Irã que ampara, premia e celebra o terror como política de Estado".

A chancelaria iraniana manifestou no sábado sua predisposição em colaborar para o esclarecimento do atentado terrorista, em uma atitude que o chanceler argentino Héctor Timerman qualificou de "inédita e muito positiva".
Timerman confirmou nesta segunda-feira durante o ato, em declarações a jornalistas, que tinha recebido e que estava avaliando o documento do governo iraniano.

A Justiça argentina suspeita que o Irã esteve envolvido na organização do atentado de 18 de julho de 1994 que deixou 85 mortos e 300 feridos, e solicitou sem êxito a captura e extradição de vários funcionários iranianos, entre eles o atual ministro da Defesa, Ahmad Vahidi.

Outros ex-funcionários iranianos acusados são o ex-presidente Ali Rafsanjani (1989-1997) e o ex-chanceler Ali Akbar Velayati.

Esteve presente no ato a presidente Cristina Kirchner e membros de seu gabinete. 
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sábado, 9 de julho de 2011

Petição por punição aos responsáveis pelo atentado contra a AMIA - ASSINEM!


AMIA - AJUDE A FAZER JUSTIÇA NA ARGENTINA Assine a seguinte petição que será entregue à Presidente da Argentina: http://www.signforjustice.org/


Era mais uma fria manhã de inverno em Buenos Aires. As manchetes dos principais jornais argentinos alardeavam a vitória brasileira na Copa do Mundo. Desde as primeiras horas do dia, os funcionários da Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA) chegavam a seus escritórios no bairro portenho de Once para iniciar sua rotina diária. Tudo parecia normal.

Pouco antes das 10 da manhã, dois estrondos separados por poucos segundos interromperam o burburinho habitual do bairro. O primeiro: a explosão. O segundo: o desmoronamento. 

Um carro-bomba havia entrado um metro pelo saguão da AMIA. A deflagração fez desabar a primeira laje da edificação, afundando a segunda. Imediatamente, os dois primeiros andares se elevaram e depois caíram, provocando o desabamento das plantas superiores. As segundas lajes de cada andar sentiram a ausência das primeiras, inclinaram-se e algumas também caíram. Em pouco tempo, os sete andares se transformaram em escombros.

A nuvem de pó, os gritos dos bombeiros, o som dos helicópteros que começavam a sobrevoar o local e o lamento interminável de familiares e amigos das vítimas se transformaram em uma massa uniforme que pulsava no ritmo do inferno.

“Explodiram a AMIA, como foi na embaixada israelense. Estão retirando crianças ensanguentadas, mulheres, há pessoas mutiladas. A tragédia volta a se repetir em Buenos Aires”.
Assim um cronista narrava o que via, três minutos depois do desabamento do edifício e dois anos depois de outro atentado terrorista, contra a embaixada israelense em Buenos Aires, que havia deixado 29 mortos e 242 feridos.

O atentado contra a AMIA ocorreu em uma segunda-feira, às 9:53 da manhã, em 18 de julho de 1994. Uma van da marca Renault Traffic, carregada com 300 quilos de explosivos, explodiu a emblemática sede social da comunidade judaica argentina. A vida de 85 pessoas foi sepultada sob os escombros na rua Pasteur, 633. Mais de 300 ficaram feridas.

Os atentados que ocorreram na Argentina foram atribuídos ao Hezbollah com financiamento do Irã, entre os acusados está, Ahmad Vahidi, para quem a Interpol emitiu uma ordem internacional de prisão. A ordem não foi cumprida e ele ainda foi nomeado Ministro da Justiça no Irã.

O caso AMIA parece ter sido esquecido pela justiça argentina. Tanto que, no início do ano o Diário Argentino Perfil denúnciou que o governo argentino prometeu esquecer os atentados em troca do fortalecimento comercial entre a Argentina e o Irã. A notícia repercutiu o mundo e obrigou Cristina Kirchner a votar atrás e negar tudo a mídia.

Os terroristas responsáveis não só estão livres como transitam livremente pela América Latina com apoio dos governos esquerdistas. A deputada boliviana Jéssica Echeverría, denunciou durante uma entrevista para o El Diario, que o iraniano Ahmadi Vahidi, ministro do Irã procurado pela Interpol pelos atentados, não só esteve na Bolívia como foi recebido pelo presidente Evo Morales.

Por isso, convido novamente todos à assinarem à petição, e assim ajudar para que esse terrível ato terrorista não continue impune. Assinem:

 

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domingo, 19 de junho de 2011

Por que é preciso defender Israel

“Destruição ao Estado judeu...”
Atualmente, em muitas partes do mundo, em círculos de intelectuais, da classe média e da grande mídia, existe um ambiente hostil ao povo judeu e também ao Estado de Israel. No dias atuais vemos renascer o espírito antissemita e, por conseguinte, o discurso do “fora judeu” e da “destruição ao Estado de Israel”.

O surpreendente desse renascimento é que ele não é de origem cristã. Desde o final do século XIX e principalmente na segunda metade do século XX e início do XXI, o cristianismo – e especialmente a Igreja Católica – tem tido uma política de não agressão ao povo judeu. O cristianismo tem desenvolvido políticas e ações de convivência e diálogo com o povo e o Estado judeu. Em grande medida os históricos conflitos entre cristãos e judeus foram superados ou profundamente amenizados.

Além disso, o século XX viu a derrota de duas grandes ideologias, o nazismo e o socialismo, que, entre seus princípios, pregavam o ódio e a extinção dos judeus.

Se os conflitos entre cristãos e judeus foram profundamente amenizados, e o nazismo e o socialismo foram, no século XX, derrotados, então quem ou o que está promovendo a nova onda de espírito antissemita? A nova onda de ódio aos judeus? A onda que deseja a destruição do Estado judeu?

Não é intenção deste pequeno artigo dar respostas definitivas a essas perguntas inquietantes. No entanto, é possível realizar cinco reflexões.

Primeira, as novas gerações, nascidas a partir da década de 1970, não passaram pelos tormentos e sofrimentos da Segunda Guerra Mundial e, por conseguinte, pela perseguição realizada pelo Estado totalitário nazista e socialista. São gerações que veem o povo judeu apenas como um povo distante e exótico e em grande medida desconhecem a sua história de perseguição e sofrimento.

Segunda, existe um pacto entre a elite da esquerda internacional e grupos fundamentalista muçulmanos, especialmente o Irã. Apesar de haver muitas divergências entre essas duas posturas culturais, há pontos comuns entre ambas. Tanto a elite da esquerda internacional como grupos fundamentalista muçulmanos possuem em comum uma forte crítica ao capitalismo, visto como causador dos problemas sociais do mundo moderno, e um ódio ao cristianismo, visto como causa da decadência do Ocidente. O pacto entre a elite da esquerda internacional com grupos fundamentalista muçulmanos visa, simultaneamente, destruir o capitalismo e o cristianismo. Dentro desse pacto há um acordo que implicitamente coloca que, de um lado, os grupos muçulmanos radicais poderão atacar os judeus, inclusive perpetrando atos de terrorismo, e, do outro lado, a elite da esquerda internacional fará vista grosa a esses ataques e até mesmo podem defender os grupos muçulmanos radicais alegando, entre outras coisas, que fizeram esses ataques em nome dos direitos humanos e da democracia.

"Fazem vista grosa diante do terrorismo islâmico..."
Além disso, atualmente está se desenvolvendo no mundo, especialmente na América Latina, o neo-socialismo ou Socialismo do Século XXI ou ainda Socialismo Bolivariano. O neo-socialismo tem, entre seus postulados, o princípio estratégico de que o mundo islâmico é fundamental para o triunfo da Revolução e, por conseguinte, a implantação de um regime político anticapitalista. Nessa perspectiva, o Islã é visto como uma fonte indispensável de militantes e de pressões políticas. O problema é que os grupos radicais muçulmanos não desejam aderir a Revolução Neo-Socialista de graça, sem receberem uma recompensa. Eles querem, entre outras coisas, o direito de destruir o Estado judeu. Por causa dessa reivindicação os países envolvidos com a Revolução Neo-Socialista fazem vista grosa diante do terrorismo islâmico e até mesmo chegam a apoiar abertamente regimes teocráticos e totalitários, como é o caso do Irã. Na América Latina, a Venezuela, de Hugo Chávez, e outros países bolivarianos, como Bolívia e Argentina, fazem constantes declarações em apoio a grupos extremistas islâmicos. O Brasil, um dos países de maior projeção política no Terceiro Mundo, durante o governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fez preocupantes declarações de apoio ao Irã e a Síria, dois países que historicamente são profundamente hostis ao Estado judeu. Tudo isso cria um ambiente de legitimação ao extremismo islâmico e, ao mesmo tempo, de apreensão para o povo judeu.

Terceira, atualmente em muitas universidades e centros de formação superior no Ocidente é ministrado, em sua essência, um ensino pouco crítico e muito carregado por um discurso esquerdista no estilo “o mal é o capitalismo” e a “religião é o ópio do povo”. Esse tipo de ensino tem causado sérios problemas de formação humana, um dos quais é o não reconhecimento da importância do povo e do Estado judeu na história do Ocidente. Vê-se o povo judeu como um povo agressor, imperialista e até mesmo cruel. Não há uma reflexão sobre o direito de existência desse povo e, por conseguinte, do seu Estado. Não se reflete sobre a visão autoritária existente entre setores dos muçulmanos, o fundamentalismo de alguns países, como o Irã e a Síria. Não se reflete sobre o desejo, aberto e declarado, de grupos radicais destruírem o Estado de Israel e, por conseguinte, matarem todos os cidadãos judeus que nele residem. Entre esses grupos é possível citar: a Irmandade Muçulmana, a Jihad Islâmica, o Taliban, a Al-Qaeda, o Hezbollah, o Hamas, o Jemaah Islamiyah, a Frente de Salvação Islâmica e o Gamaat Islamiya.

Ademais, nas universidades e centros de formação superior no Ocidente atualmente há um profundo espírito agressivo e até mesmo preconceituoso contra qualquer expressão religiosa. A religião é vista como causa da alienação e da opressão social. Criticar a religião é visto como um ato de vanguarda, de modernidade e de esclarecimento. Uma das consequências dessa postura é que o povo judeu, por ter uma fé religiosa viva e ativa, é visto como um povo supersticioso e causador da alienação social. Por isso, a nova onda de perseguição aos judeus é entendida, em muitos ambientes universitários, como uma forma de combater a religião.

"Os judeus são nossos inimigos."
Quarta, a grande mídia ocidental tem contribuído para o agravamento da nova onda de perseguição aos judeus. De um lado, devido à formação recebida pela ideologia esquerdista, muitos setores da mídia ocidental têm grande simpatia pelos grupos radicais mulçumanos. Esses grupos são vistos como questionadores da opressão social e do imperialismo ocidental, especialmente do imperialismo norte-americano. Praticamente não são apresentados o caráter de intransigência sócio-religiosa e o desejo de implantar a sharia (a lei fundamentalista islâmica), em diversas partes do mundo. Em certa medida, reina na mídia um grande silêncio sobre o imperialismo, as práticas culturais autoritárias e a falta de liberdade, reinantes no mundo muçulmano. Do outro lado, o Estado judeu é visto como um Estado imperialista, conquistador e até mesmo herdeiro do nazismo. A soma de todos esses fatores faz com que haja, na grande mídia, muito pouca reflexão tanto sobre a situação dos judeus no mundo como também o aberto desejo dos grupos radicais muçulmanos de literalmente destruírem esse povo.

Quinta, o secularismo que penetra, com muita força, dentro do cristianismo. Desde o século XVIII que os grupos religiosos ligados ao cristianismo vêm passando por um grande processo de secularização. É bom deixar claro que o cristianismo é a grande força religiosa e até mesmo política do Ocidente. À medida que o cristianismo se seculariza vai aderindo a posições políticas e culturais mais distantes de seu fundamento doutrinário. Um bom exemplo disso é a disputa entre judeus e muçulmanos. Historicamente, os cristãos sempre estiveram contra o Islã. Por causa disso fizeram importantes críticas às posturas autoritárias oriundas do Islã. Esse fato, de alguma forma, sempre beneficiou o povo judeu. No entanto, nas últimas décadas temos visto mudanças nessa postura. Líderes cristãos, inspirados por um cristianismo secularizado, afirmam que os grupos radicais muçulmanos são apenas movimentos sociais que lutam pelos direitos humanos e, por conseguinte, passaram a ver o povo judeu como um povo opressor, um típico representante do imperialismo Cruzado ocidental. Um bom exemplo disso é a Teologia da Libertação (TL). Os líderes dessa expressão teológica, que se desenvolveu principalmente na América Latina, costumam fazer declarações defendendo abertamente grupos fundamentalistas islâmicos, usando, para tanto, o argumento de que a luta islâmica é democrática e visa à defesa da cidadania. Enquanto isso, o sofrimento e as demais questões que envolvem o povo judeu são ignorados.

Como é possível perceber, pelas breves reflexões que foram apresentadas, há muitos fatos que contribuem para o aumento do ódio aos judeus e, ao mesmo tempo, a defesa dos grupos radicais islâmicos.

Existe quase um senso comum que afirma e até mesmo grita, mesmo que inconscientemente, que a destruição do Estado de Israel e, por conseguinte, a morte ou então a expulsão da sua população, estimada em aproximadamente 7.500.000, será uma grande conquista da humanidade, uma vitória da democracia, da cidadania e dos direitos humanos. Com a destruição do Estado de Israel, os povos oprimidos, simbolizados pelos grupos radicais muçulmanos, terão uma possibilidade real de se libertarem de séculos de exploração ocidental.

Não há dúvida que os países centrais do Ocidente (Inglaterra, EUA, França, etc) dominaram, oprimiram e até mesmo destruíram vários povos ao redor do mundo, incluindo no Oriente Médio. É preciso combater a exploração e o colonialismo. Entretanto, engana-se quem pensa, mesmo que de forma inconsciente, que a destruição do Estado de Israel – incluindo a morte ou a expulsão de sua população – será o remédio para os males causados pela exploração, pelo colonialismo e o imperialismo.

Quando os grupos muçulmanos destruírem Israel e provavelmente massacrarem quase 100% de sua população, não estarão criando um mundo melhor, sem capitalismo, sem cristianismo, sem sionismo e outras questões. Pelo contrário, esse fato marcará o início do mais radical retrocesso vivido pela história. Séculos de avanço humanístico, rumo à democracia e aos direitos humanos, serão sumariamente enterrados. Tudo isso para que a sharia seja implantada a nível global. A esperança de muitos grupos (neo-socialismo, cristianismo secular, etc) é que a destruição do Estado de Israel, pelos grupos radicais islâmicos, acabe com a sede de sangue, morte e terror que esses grupos possuem. É preciso observar que estamos falando de uma destruição física e não meramente simbólica do Estado judeu. A destruição de todas as casas e demais edifícios existentes em Israel. O raciocínio dos grupos que defendem os radicais islâmicos é mais ou menos assim: “quando Israel for destruído, então teremos paz no mundo”.


Enganam-se aqueles que pensam desta forma. Triste ilusão. O projeto dos grupos radicais mulçumanos é a conquista do Ocidente e a implantação da sharia em nível global. Esses grupos pouco se importam com a democracia, direitos humanos e coisas semelhantes. O que eles querem é impor ao mundo a Lei Islâmica. O problema é que, no momento, o grande empecilho da realização desse projeto é a existência, em pleno Oriente Médio, do Estado e do povo judeu. Por causa disso o raciocínio dos grupos radicais islâmicos é o seguinte: “primeiro destruímos o Estado de Israel e depois faremos a grande marcha rumo ao Ocidente. Para isso, precisamos momentaneamente do apoio de grupos ocidentais (neo-socialismo, cristianismo secular, etc) insatisfeitos com o próprio Ocidente”.

Os grupos radicais islâmicos querem a ajuda de setores da sociedade ocidental para destruir Israel e depois “jogarem fora” esses mesmos grupos e, por conseguinte, fazer a grande marcha rumo à conquista do Ocidente.

Nesse triste contexto, Israel emerge como a “grande proteção” da sociedade e dos valores ocidentais. Por incrível que pareça o que impede uma invasão militar, e até mesmo atos de terrorismo mais agressivos por parte de grupos radicais islâmicos, é a existência do Estado de Israel. Enquanto esses grupos estiveram ocupados lutando para massacrar o povo judeu, eles não terão condições de promover a grande marcha rumo ao Ocidente.

É por isso que ao invés de ficarmos criticando o Estado de Israel – e é preciso criticar os exageros cometidos por qualquer modelo de Estado – temos que nos empenharmos para protegê-lo. A convivência pacifica entre judeus e muçulmanos e, por conseguinte, a paz no Oriente Médio e no Ocidente, só serão possíveis com um Estado judeu forte e com amplo apoio do Ocidente a esse Estado. Precisamos superar o discurso ideológico que vê Israel como um povo opressor e um Estado conquistador. É preciso reconhecer que Israel é a grande barreira que protege o Ocidente contra atos de terrorismo e destruição oriundos dos radicais islâmicos. Por isso, a defesa de Israel representa, simultaneamente, a defesa dos valores e dos povos do Ocidente. Quando Israel for destruído não haverá nada, absolutamente nada, entre o ódio islâmico e os países do Ocidente. Enquanto o Islã não se moderniza e aceita a democracia e a liberdade de expressão, Israel é a grande barreira protetora, o grande escudo. Temos que cuidar desse escudo. Temos que proteger os cidadãos israelenses ao redor do mundo e garantir que as pretensões dos grupos radicais de destruírem Israel jamais serão realizadas.


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domingo, 27 de março de 2011

Governo Argentino prometeu esquecer o antentado terrorista contra a AMIA para impulsionar comércio com o Irã

Sede da AMIA destruída
De Olho na Jihad com informações do Diário argentino Perfil

O governo da presidente Cristina Kirchner estaria disposto a suspender de fato, as investigações dos ataques terroristas realizados na Argentina em 1992 e 1994, contra a embaixada de Israel e a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), em troca de parcerias comerciais com o Irã. As revelações estão contidas em documentos até agora secretos, recentemente entregados pelo Ministro das Relações Exteriores da República Islâmica, Alí Akbar Salehi, ao presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad.

Para a diplomacia iraniana as investigações da Argentina foram encerradas. O Ministro dos Negócios Estrangeiros assegura em seu relatório ao presidente Ahmadinejad que "a Argentina não está mais interessada em resolver aqueles dois atentados, pois prefere melhorar suas relações econômicas com o Irã".

O relatório secreto que chegou ao PERFIL, após ter sido analisado nas chancelarias de vários países, foi escrito logo após a reunião que o chanceler argentino,Héctor Timerman ,teve com seu colega sírio, Walid al-Mohalem, e com o presidente Bashar al-Assad, de 23 a 24 de janeiro na cidade síria de Alepo.

Sugestivamente, Tirmeman se afastou da delegação argentina levada por Cristina Kirchner ao Kuwait, Qatar e Turquia para conversações com o ditador Sírio, em uma cidade convenientemente localizada a 400 quilômetros da capital Damasco.

A agência de notícias síria, afirmou na época que Tirmeman e Al-Assad abordaram o processo de paz no Oriente Médio "paralisadas por causa da política de Israel, e o fracasso do governo americano em pressionar Israel para que cumpra o direito internacional".

Conversações Ocultas

A verdadeira natureza desse encontro não teria sido informada por Tirmeman a comunidade judía da Argentina. Al-assad visitou oficialmente Buenos Aires em julho de 2010 e foi recebido calorosamente pela presidente, que em nenhum momento reconheceu que a Síria é um regime ditatorial de partido único, cujo o líder ocupa o cargo a quase dez anos como sucessor de seu pai, Hafez al-Assad, e agora enfrenta vários protestos que são reprimidos de forma sangrenta. Durante a visita de Tirmeman, também foi assinado um acordo de intercâmbio entre a agência Télam e a agência oficial sírio SANA.

O Irã tem mantido há muitos anos uma influência dominante política e militar e bastante ofenciva sobre a Síria. É evidente que o encontro em Alepo teria servido para que Tirmeman desse luz verde para a reconciliação da Argentina com o Irã por meio de mediações da Síria.

A Síria inclusive, advertiu ao argentinos que o chanceler iraniano Saleh, estaria no país ao mesmo tempo, mas a chancelaria argentina não fez nenhuma objeção. Segundo informações obtidas pelo PERFIL, funcionários iranianos e argentinos pouco conhecidos têm discutido discretamente.

Renúncia

Segundo as conclusões da inteligência iraniana, o governo argentino teria renunciado a levar à justiça o atual Ministro da Justiça, Ahmad Vahidi, e outras autoridades iranianas suspeitos de cumplicidade nos episódios terroristas de 92 e 94.

A chancelaria iraniana considera que estas questões foram deixadas de lado, e ambos países podem agora iniciar uma nova etapa que permita superar as décadas de frieza total.

O relatório secreto Iraniano, que vazou por meio de opositores de Teerã, mostra o interesse do regime fundamentalista sobre o Ministro da Defesa, Vahidi, um personagem chave no esquema de poder, já que era comandante da chamada Força da Guarda Revolucionária quando a embaixada israelense em Bueno Aires foi destruída por um carro-bomba em março de 1992. Ele continuou ostentando a posição militar chave em julho de 1994 quando ocorreu o ataque a AMIA.

As investigações da Argentina concluiram que Vahidi foi um dos principais organizadores dos ataques, dos quais o goveno iraniano tem tentado há anos desviculá-lo, porém sem sucesso.

Um pouco da história:
Era mais uma fria manhã de inverno em Buenos Aires. As manchetes dos principais jornais argentinos alardeavam a vitória brasileira na Copa do Mundo. Desde as primeiras horas do dia, os funcionários da Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA) chegavam a seus escritórios no bairro portenho de Once para iniciar sua rotina diária. Tudo parecia normal.

Pouco antes das 10 da manhã, dois estrondos separados por poucos segundos interromperam o burburinho habitual do bairro. O primeiro: a explosão. O segundo: o desmoronamento. 

Um carro-bomba havia entrado um metro pelo saguão da AMIA. A deflagração fez desabar a primeira laje da edificação, afundando a segunda. Imediatamente, os dois primeiros andares se elevaram e depois caíram, provocando o desabamento das plantas superiores. As segundas lajes de cada andar sentiram a ausência das primeiras, inclinaram-se e algumas também caíram. Em pouco tempo, os sete andares se transformaram em escombros.

A nuvem de pó, os gritos dos bombeiros, o som dos helicópteros que começavam a sobrevoar o local e o lamento interminável de familiares e amigos das vítimas se transformaram em uma massa uniforme que pulsava no ritmo do inferno.

“Explodiram a AMIA, como foi na embaixada israelense. Estão retirando crianças ensanguentadas, mulheres, há pessoas mutiladas. A tragédia volta a se repetir em Buenos Aires”.
Assim um cronista narrava o que via, três minutos depois do desabamento do edifício e dois anos depois de outro atentado terrorista, contra a embaixada israelense em Buenos Aires, que havia deixado 29 mortos e 242 feridos.

O atentado contra a AMIA ocorreu em uma segunda-feira, às 9:53 da manhã, em 18 de julho de 1994. Uma van da marca Renault Traffic, carregada com 300 quilos de explosivos, explodiu a emblemática sede social da comunidade judaica argentina. A vida de 85 pessoas foi sepultada sob os escombros na rua Pasteur, 633. Mais de 300 ficaram feridas.(http://www.discoverybrasil.com/web/amia/)

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    sábado, 17 de julho de 2010

    Na Argentina, Irã é criticado em aniversário de atentado contra judeus

    BUENOS AIRES - A comunidade judaica argentina celebrou hoje o 16º aniversário do atentado da Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), pedindo que os iranianos suspeitos pelo ataque respondam por sua culpa na Justiça.

    Autoridades da numerosa comunidade judaica no país criticaram em um ato, com a presença do juiz espanhol Baltasar Garzón como convidado especial, que o Irã negue sistematicamente sua colaboração para entregar à Justiça o ex-presidente iraniano Ali Rafsanjani e o atual ministro da Defesa, Ahmad Vahidi, entre outros acusados pelo maior atentado ocorrido em solo argentino. Teerã nega qualquer vínculo com o atentado.

    O ataque de 1994 com um veículo carregado de explosivos contra a Amia ocorreu em 18 de julho, deixando 85 pessoas mortas e 300 feridas. O atentado aconteceu dois anos após a embaixada de Israel, em Buenos Aires, ter sido alvo de um ataque que deixou 29 vítimas e também não foi esclarecido.

    O presidente da associação, Guillermo Borger, assegurou que a comunidade judaica "jamais baixará os braços" no "sagrado mandato de buscar justiça". Borger criticou o fato de um dos acusados no caso, Vahidi, ter se tornado ministro do governo iraniano. O advogado Garzón também criticou a impunidade no caso. Segundo o juiz espanhol, há "interesses ocultos" para que não sejam punidos os responsáveis.

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