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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Cessar-Fogo em áudio - 13ª Edição


Bracil: "celeiro da democracia"?
O Cessar-Fogo chegou à sua décima terceira edição em áudio. Nela você encontará a abordagem dos seguintes assuntos:

1) Segunda etapa da troca de prisioneiros entre Israel e Hamas e a promoção da imagem de Abbas;

2) O 24° aniversário do Hamas e a sua reafirmação de combate aos "invasores da Palestina";

3) A formação de uma "Tropa de Elite" israelense;

4) O posicionamento brasileiro questionável diante das violações dos direitos humanos no Irã.



As edições de Cessar-Fogo são transmitidas na Rádio Comunidade de São Cristóvão FM 106.3 (Sergipe) e na Vertical WebRadio.

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A cópia das notícias aqui vinculadas é livre, já que em grande maioria não são de nossa autoria. Os textos de nossa autoria passarão agora a serem classificados como “Editorial”. Portanto, por questão de justiça e honestidade intelectual, pedimos que ao copiar nossos textos cite-nos e também cite a fonte na qual coletamos as informações.  

domingo, 18 de dezembro de 2011

Hamas renova sua promessa de destruir o Estado de Israel

O grupo não fará concessões e não aceitará que o
Estado judeu tenha "sequer uma polegada" de terra.
O movimento fundamentalista islâmico Hamas reiterou seu compromisso com a destruição de Israel, durante a celebração do vigésimo quarto aniversário de sua fundação. Aplaudidos por centenas de milhares de seguidores que tremulavam bandeiras verdes e palestinas na praça Al Kativa, no oeste da capital Gaza, os dirigentes islamitas reafirmaram que nunca reconhecerão o Estado de Israel.

"Dizemos isso claramente, sem necessidade de interpretação: a resistência armada e a luta armada são a nossa única opção para libertar a terra e libertar toda Palestina, desde o mar até o rio (Jordão) e expulsar os invasores", declarou o chefe do governo e dirigente do grupo terrorista Hamas em Gaza, Ismail Haniyeh, cujo discurso foi repetidamente interrompido por aplausos e slogans anti-israelenses.



Antes de se dirigir ao público, Haniyeh, que chegou ao palco acompanhado por vários de seus ministros e portando duas bandeiras nas mãos, a palestina e a do seu movimento, dirigiu-se a uma gigante foto de Al-Aqsa que decorava o cenário e fez o gesto de abrir a porta da mesquita, ato que foi aplaudido pela multidão.

"O Hamas nasceu com o começo da Primeira Intifada, viveu com a Segunda Intifada e liderará, junto do povo palestino e das facções islâmicas e nacionais, todas as futuras Intifadas até a libertação da Palestina, toda Palestina", disse Haniyeh. O dirigente islamita acrescentou que o seu grupo não fará concessões e que não aceitará que o Estado judeu tenha "sequer uma polegada" de terra, que nunca reconhecerá Israel.

Também se comprometeu em seguir trabalhando com o movimento Fatah, liderado pelo presidente Mahmoud Abbas, na unidade de todas as facções e com o fim da divisão geográfica e política.

Segundo o Hamas, foi a maior concentração de apoio registrada desde a fundação do movimento em dezembro de 1978.

Dezenas de operários trabalharam na praça para levantar uma plataforma de 1.350 metros em forma de proa de barco e de quatro ilhas, que representavam Túnez, Egito, Líbia e Iêmen, países protagonistas das revoltas árabes. O cenário estava decorado com uma fotografia gigante de Al-Aqsa, em Jerusalém, além de um mapa em cor verde - do que o grupo terrorista islâmico define como Palestina - de Israel e dos territórios palestinos, no qual se destacava a seguinte legenda: "Jerusalém, estamos chegando".

"Vim aqui porque amo o Hamas. É o único movimento palestino que acredita na resistência armada contra a ocupação israelense e é o único movimento que pede a libertação da terra da Palestina", declarou Abu Mohamed, que participou do evento acompanhado de seus três filhos.

Mushi Al-Masri, deputado islamita preso por Israel e liberado na troca de prisioneiros em 18 de outubro, dirigiu-se à multidão para garantir que "o Hamas alcançou com êxito a combinação do governo com a resistência armada. A vitória da libertação da Palestina está, hoje, mais próxima e o Hamas está mais perto de ganhar nas próximas eleições".

O braço armado do Hamas, as Brigadas de Ezedín Al-Kasam, aproveitou a ocasião do 24º aniversário para se orgulhar de suas "conquistas" nesse período: assumiram o assassinato de 1.365 israelenses e o lançamento de 11.039 foguetes ou projéteis de morteiro contra o Estado judeu.

O grupo islâmico palestino - genocida e antissemita, segundo sua Carta de Fundação - assegura que desde a sua criação efetuou 1.117 ataques, nos quais feriu a 6.411 israelenses, dos quais 87 foram em atentados suicidas em Israel.

Fonte: EFE / Aurora
Tradução: Jônatha Bittencourt, editor de CessarFogo.com e De Olho na Jihad


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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Hora da Al Qaeda se tornar membro da ONU?

Nestes dias, o Fatah e o Hamas estão se reunindo no Egito a fim de chegarem a um acordo sobre o que, supostamente, eles já entraram em acordo em maio e estabelecerem um governo de unidade. Ninguém sabe se isso terá sucesso desta vez, mas as chances de um verdadeiro acordo de unidade são pequenas. Eles podem chegar a um compromisso e, até mesmo (provavelmente depois de meses de discussões), conseguir estabelecer alguma forma de governo conjunto, mas as diferenças e a animosidade entre os dois partidos são muito substanciais para darem lugar a uma unidade real.

Este movimento de unidade vem na esteira da proposta da Autoridade Palestina (AP) por um reconhecimento estatal nas Nações Unidas e na aceitação como Estado-membro por parte da UNESCO. O impulso para a soberania estatal ainda está em curso, e a AP está só esperando a próxima oportunidade de voltar a trazê-lo para a ONU. Abbas aparentemente acredita que um acordo de unidade com o Hamas irá remover um obstáculo frequentemente usado para negar a soberania da AP; eles não controlam todo o território que reivindicam como seu Estado – o Hamas governa em Gaza.

No entanto, o Hamas é designado como uma organização terrorista tanto pela União Europeia como pelos EUA. A razão para isso é simples: o Hamas é uma organização terrorista (há aqueles que parecem duvidar disso)! O alvo do Hamas: mutilar e matar civis de uma forma permanente com a intenção de alcançar objetivos políticos. Essa é a definição de terrorismo.

Se um possível futuro governo de unidade entre Hamas e Fatah conseguir ganhar o status de soberania da AP na ONU, ou se isto for mesmo considerado seriamente, o que impede a Al Qaeda de se candidatar também?

Fonte: Word of Life Israel

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Hamas e Fatah: o Governo de Unidade que não é - e nem será.

Fatah e Hamas sabem que a unidade significa a
perda de respaldo financeiro de seus patrocinadores.
Cada vez que Fatah e Hamas anunciam que estão perto de terminar sua disputa, os palestinos descobrem, rapidamente, que os dois partidos rivais não estão dizendo a verdade. Em muitos sentidos, o status quo não está tão mal para Fatah e Hamas. Os dois partidos têm, de fato, um interesse comum em mantê-lo enquanto podem.


Para o Fatah, que está no controle de grandes faixas de terra da Cisjordânia, a situação não poderia ser melhor.

Graças à contínua ajuda financeira dos estadunidenses e da UE, a economia da Cisjordânia é relativamente boa, e dezenas de milhares de funcionários civis da Autoridade Palestina estão recebendo seus salários em dia. Aqueles que pensam que o Fatah faria de tudo para voltar à Faixa de Gaza estão enganando a si mesmos.

Desde que foi expulso da Faixa de Gaza, no verão de 2007, o Fatah já não se faz mais responsável pelo que acontece nessa região. A liderança do Fatah já não está mais se sentindo culpada pelos ataques com foguetes e mísseis lançados de lá, e ninguém acusa Mahmoud Abbas e Salam Fayyad de não melhorar as condições de vida dos 1,5 milhões de palestinos que vivem ali.

Antes de 2007, a Autoridade Palestina, dominada pelo Fatah, era responsável por tudo o que acontecia de errado na Faixa de Gaza, incluindo os ataques terroristas contra Israel. O Fatah já não é responsabilizado pela pobreza ou pelo contrabando de armas, através dos túneis subterrâneos, do Egito para a Faixa de Gaza. Agora ele está assentado na Cisjordânia e se beneficia dos milhões de dólares que são depositados em seus cofres todos os meses.


Ironicamente, a presença da segurança de Israel na Cisjordânia é uma das principais razões pelas quais Abbas e Fayyad seguem no poder. Os líderes do Fatah sabem que o dia em que Israel se retirar dali, o Hamas voltará a ser tão forte a ponto de tomar o controle da região em questão de dias ou semanas.


Para o Hamas, por sua vez, o status quo é bom porque o movimento islamita segue controlando a Faixa de Gaza sem ter que enfrentar desafios reais. Cinco anos de sanções econômicas, bloqueios e operações militares não conseguiram minar o controle ferrenho do Hamas na Faixa de Gaza.

A "Primavera Árabe", que parece ter sido sequestrada pela Irmandade Muçulmana e seus aliados no mundo árabe, assim como o recente acordo de troca de prisioneiros com Israel, só reforçaram a posição do Hamas entre seus eleitores na Faixa de Gaza. Tanto o Fatah como o Hamas têm seus próprios governos e forças de segurança nas zonas sob seu controle na Cisjordânia e na Faixa de Gaza respectivamente. Eles, inclusive, têm suas próprias prisões, onde mantêm e torturam mutuamente os prisioneiros.


Enquanto Abbas e Fayyad estão recebendo dinheiros dos estadunidenses e europeus, o Hamas tem recebido ajuda financeira do Irã e de alguns países do Golfo. Tanto o Fatah como o Hamas sabem que a unidade significa perder respaldo financeiro de seus patrocinadores do ocidente, de Teerã e do mundo árabe. É por isso que não eles têm pressa em chegar a algum acordo para formar um governo de unidade. Quem precisa de um governo quando os palestinos já têm dois governos?

Abbas e o líder do Hamas, Khaled Meshaal, mentiram aos palestinos duas vezes nos últimos seis meses. A primeira vez foi em março, quando os dois homens anunciaram, no Cairo, que haviam chegado a um "histórico" acordo de reconciliação para pôr fim às suas diferenças e formar um governo de unidade. A segunda vez foi semana passada, quando se reuniram novamente na capital egípcia e declararam que tinham entrado em acordo de abrir uma nova página em suas relações, além de trabalharem como sócios.


Muitos palestinos se mantêm céticos sobre as intenções de Fatah e Hamas. Sabem que os dois partidos prefeririam manter o status quo do que arriscar perder a ajuda financeira por causa de um governo de unidade. Quanto ao que se refere ao Hamas e ao Fatah, dois Estados palestinos são melhores que um.


Por Khaled Abu Toameh
Tradução: Jônatha Bittencourt, editor de CessarFogo.com e De Olho na Jihad

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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Cessar-Fogo em Áudio 7ª Ed.

As edições de Cessar-Fogo são transmitidas na Rádio Comunidade de São Cristóvão FM 106.3 (Sergipe) e na Vertical WebRadio. Logo abaixo, você pode escutar a nº 7, veiculada no dia 25 de outubro, e fazer o download - o áudio não pode ser comercializado e editado para fins lucrativos.


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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Mahmoud Abbas, líder da Palestina?

 Enquanto líder palestino, Abu Mazen (Mahmoud Abbas), joga um game no cenário internacional, seu povo na Faixa de Gaza sofre.

Ativar as legendas se houver necessidade (CC)

Produção: FreeMiddleEast.com
Tradução / Legendas: CessarFogo.com

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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Membro do Fatah afirma que "o maior objetivo não pode ser alcançado logo de uma vez"

Abaixo, você pode conferir as declarações de Abbas Zaki, ex-representante da OLP no Líbano e atual membro do Comitê Central do Fatah. A entrevista foi apresentada na rede de televisão Al Jazeera, do Qatar, no dia 23 de setembro.



"O assentamento deve se basear nas fronteiras de 4 de junho de 1967. Quando nós dizemos que o assentamento deve se basear sob essas fronteiras, o presidente (Mahmoud Abbas) entende, nós entendemos, e todos sabem que o maior objetivo não pode ser alcançado logo de uma vez. Se Israel se retirar de Jerusalém, terá de evacuar 650 mil colonos e demolir o muro - o que Israel acabará se tornando? Vai chegar ao seu fim."

"Quem está nervoso, chateado e com raiva agora? Netanyahu, Lieberman e Obama... todos esses desprezíveis. Por que ainda chegar a esse ponto? Nós devemos é ficar felizes de ver Israel frustrado."

"Se nós dizemos que queremos varrer Israel do mapa... Convenhamos, isso é muito difícil. Não é uma política (aceitável) afirmar isso. Não diga essas coisas para o mundo. Guarde para si mesmo. Eu quero resoluções que todos apoiem. Digo para o mundo, para o Quarteto e para a América: vocês prometeram e acabaram se tornando mentirosos."

Tradução: Jônatha Bittencourt, editor de www.cessarfogo.com e De Olho na Jihad

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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Resultados preocupantes de uma pesquisa entre palestinos

"Há um judeu atrás de mim,
venham e matem-no..."

A pesquisa foi realizada por The Israel Project e tem uma margem de erro de 3,1%. Para a mesma, foram entrevistados 1010 palestinos (354 de Gaza e 656 de Judeia e Samaria, popularmente conhecida como Cisjordânia).

Os palestinos querem que seus líderes sejam mais focados na criação de empregos e melhorem as condições de saúde e educação, e quase ninguém vê a declaração unilateral de independência como uma prioridade.

Quando foi pedido que nomeassem as principais prioridades para o presidente palestino Mahmoud Abbas, mais de 80% citou a criação de novos postos de trabalho, enquanto que só 4% identificou os atuais esforços palestinos em declarar um Estado palestino através da ONU.

No entanto, os dados mais preocupantes são os seguintes:
- 62% dos palestinos dizem que é "correto" sequestrar e manter como reféns soldados israelenses;
- 72% dizem que é "correto" negar os laços de identificação dos judeus com Israel;
- 61% aprova a nomeação de ruas em homenagem a terroristas suicidas;
- 53% dizem que é "correto" ensinar nas escolas canções que falem de matar judeus.

Em relação à carta de fundação do Hamas, mais de 70% dos palestinos estão de acordo com o seguinte parágrafo: "o dia do juízo não chegará até que os muçulmanos lutem contra os judeus e estes se escondam por trás das pedras e árvores. As pedras e as árvores dirão: 'Oh, muçulmanos! Oh, Abdullah! Há um judeu atrás de mim, venham e matem-no.' Só a árvore Gharkad não fará isso porque é uma das árvores dos judeus".

Sobre a criação de "dois Estados para dois povos", dois terços dos palestinos dizem que "o verdadeiro objetivo deve começar com uma solução de dois Estados, mas depois transformar-se num único Estado palestino". E 84% dizem que "com o tempo, os palestinos devem trabalhar para recuperar todo o 'Estado palestino'".

A pesquisa completa em inglês pode ser conferida aqui.

Fonte: El rejunte.il / The Israel Project / Noti-Israel
Via: Foro Judio / Tradução: Jônatha Bittencourt, editor de www.cessarfogo.com e De Olho na Jihad


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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Netanyahu saúda os muçulmanos no começo do Ramadã



O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, postou uma mensagem de vídeo no Youtube hoje, no qual deseja aos muçulmanos israelenses e de todo o mundo um feliz mês de Ramadã.

Na mensagem, Netanyahu expressa o desejo de que a onda de protestos da "Primavera Árabe" traga democracia aos muçulmanos do mundo inteiro, e que os muçulmanos israelenses, que ele disse que estão familiarizados com a democracia, sejam como um farol para seus irmãos na região, que também querem viver como cidadãos livres num país democrático. Um mundo árabe democrático, disse o primeiro-ministro, terá, certamente, paz com Israel.

Além disso, Netanyahu usou a oportunidade de Ramadã para pedir ao líder da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que volte imediatamente às negociações sem pré-condições.

Vídeo em inglês:


Fonte: Iton Gadol
Tradução: Jônatha Bittencourt - De Olho na Jihad / Cessar-Fogo


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terça-feira, 8 de março de 2011

Autoridade Palestina: Nunca ouvimos o que a América diz, só levamos seu dinheiro

O Palestinian Media Watch publicou uma entrevista importante da Autoridade Nacional Palestina. Na reportagem em questão, Hefez Barghouti editor do jornal oficial da ANP e o presidente Mahmoud Abbas, comentam sobre as revoluções que atingiram o mundo árabe.

As entrevistas são ótimas para mais uma vez desmascarar a suposta vontade de obter a paz que move o governo palestino. Declara primeiramente Hafez Barghouti:

"Entendemos muito bem que os protestos e revoluções nos países árabes têm raízes econômicas e sociais, e que estão relacionados à corrupção e à injustiça social. Entretanto, este é um resultado de estados policiais que levou à opressão por causa de seus laços com os americanos. Todos árabes corruptos tem um sócio estrangeiro, ou israelense... Portanto, as rebeliões contra a opressão e a corrupção devem ser direcionadas para os padrinhos dos ladrões dos recursos naturais e os opressores dos povos, não só contra os seus agentes.”.

Comentando sobre as declarações, Barry Rubin diretor do Global Research in International Affairs (GLORIA), diz: Há, notavelmente, um pouco de humor nesta declaração: "Todos árabes corruptos tem um sócio estrangeiro, ou israelense." Afinal, os líderes corruptos da ANP têm parceiros estrangeiros em abundância. A ANP naturalmente não agradece aos parceiros que ajudam com bilhões de dólares, apesar da incapacidade persistente da Autoridade Palestina de cumprir com seus compromissos. Os palestinos, que você vê, são eternas vítimas e assim têm direito ao apoio ilimitado.O que Barghouti diz em outras palavras, é que as revoltas árabes devem ser dirigidas contra os Estados Unidos e Israel.

O ponto mais importante da entrevista é que o líder da ANP, Mahmoud Abbas, disse na edição de 24 de janeiro do jornal:

"Os EUA estão nos auxiliando no valor de US $ 460 milhões por ano. Isso não quer dizer que eles nos ditem o que eles querem, porque nós fazemos o que é melhor para a nossa causa. Lembro-me que eles disseram, 'Não vá para a Cúpula Árabe em Damasco, mas, nós fomos...”

É claro que a ANP tem todo o direito de trabalhar de acordo com seus interesses, assim como Israel não faz tudo que o governo americano quer. Mas, sabemos assim como aliado de Israel os EUA é um dos grandes financiadores da Autoridade Palestina, mesmo essa não contribuindo para a paz.

O fato, é que como já demonstramos aqui por diversas vezes. O governo palestino é mestre em enganar o ocidente. Constantemente ao falar ao mundo ocidental, ele trata de interpretar o oprimido, o abandonado pelo ocidente e o negociador. Mas, quando fala através da TV da ANP seu ódio ao ocidente e seu anti-semitismo explode, e é em árabe que ele demonstra sua real intenção bem distante da paz.

 Para descobrirem que são os comandantes do povo palestino indico os artigos abaixo:

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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Abbas estaria negociando secretamente com o Hamas para enfrentarem Israel

O editorial Debka publicou um relatório, no qual, teria obtido através de suas fontes a denúncia de uma negociação secreta da ANP com o Hamas.

O objetivo da negociação seria a realização da "reforma da segurança palestina e dos serviços de inteligência". Com isso, pela primeira vez depois de terem sidos expulsos, as forças militares do Fatah ganhariam posisção em Gaza.

Com o acordo, o Hamas e o Fatah manteriam tropas na Cisjordania, enquanto em Gaza, cada uma das facções ficaria responsável por uma faixa de defesa. A divisa seria feita entre as forças especiais do Fatah e a Brigada de Al-Qassam, braço armado do Hamas treinado pela guarda revolucionária iraniana e pelo Hezbollah.

Se observamos as recentes movimentações na região, podemos perceber que os grupos muçulmanos estão se preparando para uma guerra contra Israel. As recentes movimentações do Hezbollah e a busca desesperada dos palestinos em reestruturar suas forças deixam suspeitas. E pelo que percebemos, tudo tem ligação com a recente visita de Ahmadinejad ao Líbano.

Enquanto isso o mundo fecha os olhos para tais fatos, e acusam apenas Israel de obstruir as negociações de Paz. Assim, Israel conversa com o Fatha que por sua vez negociam secretamente com terroristas. Isso só pode acabar mal.

De olho na Jihad 03/11/2010

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Liga Árabe diz que negociação atual entre Israel e palestinos é a última

Cairo, 30 set (EFE).- O secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa, pediu nesta quinta aos Estados Unidos que propicie um "avanço tangível" nas negociações de paz entre palestinos e israelenses, e advertiu que se a atual rodada fracassar, "será a última".


"Em todos meus diálogos com a parte americana falei sobre a necessidade de se alcançar um avanço positivo e tangível para os palestinos", afirmou Moussa, em entrevista publicada nesta quinta-feira pelo jornal governamental egípcio "Al-Ahram".


A Casa Branca atua como mediadora na atual rodada de negociações entre israelenses e palestinos, em conversas que tiveram início no último dia 2 de setembro em Washington, após dois anos de estagnação.


Está previsto que a comissão de acompanhamento da paz da Liga Árabe se reúna no próximo dia 4, no Cairo, com presença do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) Mahmoud Abbas, para tomar uma decisão sobre o futuro das conversas com Israel.


Moussa afirmou que a atual rodada de negociações de paz "será a última" caso não tenha resultados.


"As negociações como estas já causam danos aos interesses dos árabes, sobretudo quando continuam os assentamentos (israelenses), pois seu objetivo se tornou gastar o tempo e continuar rindo dos árabes", afirmou.


Abbas ameaçou se retirar das conversas caso Israel não estendesse a moratória na construção de assentamentos nos territórios palestinos ocupados, mas Jerusalém não aceitou.


O líder palestino disse que, a partir dessa decisão, o processo seria analisado na reunião da Liga Árabe do dia 4 de outubro.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Altos funcionários da ANP prestam homenagens ao último terrorista envolvido no atentado das Olimpíadas de Munique

Altos funcionários da Autoridade Palestina (AP) compareceram nesta quarta-feira ao funeral militar de Amin al-Hindi, último palestino envolvido no atentado contra a delegação israelense nas Olimpíadas de Munique-1972 que ainda estava vivo, e que faleceu na terça-feira aos 72 anos.

Tanto o presidente da AP, Mahmud Abbas, quanto o primeiro-ministro, Salam Fayyad, compareceram ao funeral de Hindi, que era membro fundador do Fatah, partido da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e coordenou o serviço de inteligência palestina durante o mandato de Yasser Arafat.

O corpo de Hindi foi levado em seguida para a Faixa de Gaza, terra natal do terrorista, onde foi enterrado nesta quarta-feira. Vários líderes do comitê central do Fatah e de seu conselho revolucionário acompanharam a viagem do caixão até Gaza.

Hindi morreu na noite de terça-feira em Amã, onde se tratava de um câncer, relatou à AFP Atallah Kheiry, embaixador palestino na capital jordaniana.

"Hindi havia sido transferido para o King Hussein Medical Centre em Amã seis meses atrás, depois de um tratamento contra o câncer, e os médicos retiraram um pedaço grande de seu fígado", disse Kheiry à AFP. "Depois, ele entrou em coma e morreu na terça à noite".

Amin al-Hindi era o último terrorista envolvido no planejamento e execução do ataque de Munique, no qual foram mortos 11 atletas israelenses.

Não é primeira vez que Abbas, honra a terroristas, ele também já havia prestado honrosas homenagens a Abu Daoud, também envolvido no mesmo ataque.

A Resistência armada faz parte da plataforma do Fatah




Outro líder do Fatah manifestou o seu apoio para a utilização da resistência armada contra Israel. Em uma entrevista a televisão oficial da ANP, o membro do Comitê Centra do Fatah Jibril Rajoub disse:
"Na sexta conferência [do Fatah], reafirmamos a luta em todas as suas formas, incluindo a resistência armada... A luta armada é um meio e não um fim, ela deve causar dor à ocupação [Israel], e deve está conectada a uma plataforma política". [TV PA (Fatah), 6 de agosto de 2010]



Qroei disse que a resistência armada ainda é aceitável, desde que traga benefícios aos interesses palestinos: "Se ele me dá benefícios sem maiores custos, à resposta é sim". [Al- Hayat Al-Jadida, 05/ de agosto de 2010].

Abaixo está a transcrição da entrevista com Rajoub, seguida de outras declarações de líderes do Fatah, apoiando a violência contra Israel como uma opção legítima e até mesmo admirável para os palestinos.

 
PA TV Entrevistador: "Você falou sobre a luta armada do Fatha. Todo mundo sabe que hoje há uma abordagem do Fatah que diz não para a luta armada...".

Jibril Rajoub: "Na sexta conferência [do Fatah], reafirmamos a luta em todas as suas formas, incluindo a resistência armada... A luta armada é um meio e não um fim, ela deve causar dor à ocupação [Israel], e deve está conectada a uma plataforma política".

1- Ahmad Qorei (Abu Alaa), ex-primeiro ministro da Autoridade Nacional Palestina, e chefe da OLP:

O Departamento de Jerusalém diz que a resistência armada tem função de rentabilidade:

Qorei: "Todas as opções estão em aberto, As negociações, a atividade política, e a resistência armada, continuamos com todas".
Pergunta: Hoje, na sua opinião, qual é a melhor opção?
Qroei: "Todas as opções acima".
Pergunta: Incluindo a resistência armada?
Qroei: Eu vejo e analiso. E se a resistência armada me dá benefícios, sem me causar custos, a resposta é sim".
[Sharq Al Awsat-Al (Londres), reimpresso em Al-Hayat Al-Jadida, 05 de agosto de 2010].

2- Nabil Shaath, membro do Parlamento Palestino, membro no ministério das Relações exteriores e membro do Comitê Central do Fatah, diz que as negociações são "táticas" e "temporárias".

"Dr. Nabil Shaath, declarou que a decisão de retomar as negociações foi uma decisão tática, ou seja, uma decisão temporária de defesa... e é dependente da possibilidade de alcançar resultados tangíveis para os palestinos. E concluiu: "Mesmo a resistência usa táticas defensivas para não perder oportunidades." [Dustur-AL (Jordânia), 10 de junho de 2010]

3- Nabil Shaath, membro do Parlamento Palestino, da Comissão de Relações Exteriores e membro do Comitê Central do Fatah, defende o direito à luta armada para defender o interesse do povo.

Dr. Nabil Shaath, membro do Comitê Central do Fatah... sublinhou que "o povo palestino tem o direito de se defender, e tem o direito de agir em meio a uma luta armada. Sempre agimos dessa forma. Há 23 anos o Fatah adotou a luta armada e o Hamas a 15 anos. Estamos orgulhosos de todos os nosso Shahids (mártires), e é nosso direito de regressar ao conflito armado quando acharmos que é melhor para nosso povo". [Al-Hayat Al-Jadida, 07 de Junho de 2010].

4- Nabil Shaath, membro do Parlamento Palestino, da Comissão de Relações Exteriores e membro do Comitê Central do Fatah, explica a "incapacidade" de engajar a luta armada agora:

Dr. Nabil Shaath, membro do Comitê Central do Fatah... Enfatizou que a atual estratégia do Fatah é de incentivar a luta popular não-violenta contra Israel "por causa da incapacidade de empregar a luta armada, que se tornou indesejável agora, embora seja o direito do povo palestino, que todos os tratados e resoluções internacionais têm garantido...Shaath disse: "Eu tenho dito isso aos líderes do Hamas, e já disse a Ismail Haniyeh, durante o meu encontro com ele em Gaza, que os árabes, devem participar da luta armada..." Shaat enfatizou que a luta não-violenta não é menos honrosa do que a armada, e que não significa submissão às exigências de Israel.' [Al-Hayat Al-Jadida, 20 de maio de 2010]

5- Nabil Shaath, membro do Parlamento Palestino, da Comissão de Relações Exteriores e membro do Comitê Central do Fatah, afirma que a luta armada não é rejeitada:

Nabil Shaath... "O nosso atual distanciamento da luta armada, não significa rejeição absoluta... Ele observou que é necessário ao povo palestino diversificar as suas atividades de luta, juntamente com a importância da luta armada, que lançou as bases para a existência do Estado e contribuiu para apresentá-lo ao mundo, no entanto, a luta armada no momento não é possível, ou não é eficaz, devido às dificuldades que o povo palestino sustenta." [Al-Hayat Al-Jadida, 21 de maio de 2010]

6- Editoriais do Diário Oficial da Autoridade Palestina: "A luta armada é impossível agora"

 
...Não tenho dúvida que para se livrar da ocupação, fora das opções da luta nacional, a luta popular é que é necessária, uma vez que a opção da luta armada é impossível agora."

7 - Abbas Zaki, Líder do Fatah, Membro do Comitê Central do Fatah, justifica a violência:

"Abbas Zaki, membro do Comitê Central do Fatah, não acredita que um acordo entre Israel e Palestina seja realizado sob a sombra da direita [governo israelense], mas deixa a porta aberta para um retorno da Resolução 181 da Onu [Plano de Partilha de 1947] e todas as formas de luta, incluindo a luta armada, se as negociações falharem... a porta está aberta para um retorno a ONU, de modo que as resoluções 242 e 388 deixarão de ter qualquer valor... Além disso, haverá um retorno à resolução da ONU 3236, que concede ao povo palestino o direito de todas as formas de luta, incluindo a luta armada...". Ele chamou de "um encontro que reunirá os líderes do Hamas e do Fatah e acrescentou:" Nós somos a favor de quem defende a pátria e traz as armas para defendê-la." [Al-Ghad (Jordânia), 22 de maio de 2010]


Fonte: Palestinian Media Watch

Rajoub ecoa as recentes declarações do ex-Fatah, o Primeiro Ministro Ahmed Qorei (Abu Alaa) e outros líderes do Fatah, como relatado na semana passada no Palestinian Media Watch.

sábado, 24 de julho de 2010

Abbas só apoia negociações porque é a única saída


O presidente da ANP Mahmoud Abbas, em uma reunião com escritores e jornalistas na casa do embaixador palestino na Jordânia declarou:

Nós somos incapazes de enfrentar militarmente Israel, e este ponto foi discutido na Cimeira da Liga Árabe em março Sirt (Líbia). Disse aos Estados árabes : "Se você querem a guerra, e se todos vocês vão lutar contra Israel, nós somos a favor. Mas, os palestinos não lutarão sozinhos, porque eles não têm a capacidade de fazê-lo. " Abbas continua: " além da incapacidade de enfrentar militarmente Israel.A Cisjordânia foi completamente destruída e não vamos concordar que seja tudo destruído novamente".



segunda-feira, 12 de julho de 2010

Mahmoud Abbas honra mentor do Massacre dos Jogos Olímpicos de Munique


Caros leitores,

Quem se recorda do terrível massacre dos jogos olímpicos de Munique?

O Massacre de Munique também conhecido como Tragédia de Munique teve lugar durante os Jogos Olímpicos de Verão de 1972, em Munique, quando, a 5 de Setembro, 11 membros da equipe olímpica de Israel foram tomados de reféns pelo grupo terrorista palestino denominado Setembro Negro.

O mentor do massacre foi o terrorista Mohammed Oudeh, também conhecido como Abu Daoud, que morreu no último dia 03 de falência renal em Damasco.

O Presidente da Autoridade Nacional Palestina tem usado a  morte do mentor do massacre dos 11 atletas Israelenses para honrar e prestar reverência ao terrorismo, apresentando-o como um herói Palestino e um grande modelo.

Em um telegrama de pêsames citado no diário oficial palestino, Abbas se referiu a Abu Daoud , como "um irmão maravilhoso, companheiro, resistente e obstinado, um lutador incansável", e descreveu-o como "um dos líderes proeminentes do movimento Fatah". O presitende da ANP também chamou a família do terrorista para expressar suas condolências.

Outro funcionário do Fatah, Abbas Zaki, membro do Comitê Central do Fatah, descreveu o planejador do sequestro dos Jogos Olímpicos de Munique, com as seguintes palavras: "Ele começou sua vida como uma pessoa regular e concluiu de forma gigantesca", e se referiu à "suas ações nobres e sua gloriosa história".

Um trecho da reportagem noticiando a morte de Abu Daoud:

PA notícias transmissão de TV, cobrindo o funeral de Muhammad Daoud Oudeh no campo de refugiados de Al-Yarmouk perto de Damasco: 

Repórter: "Os palestinos foram surpreendidos esta manhã com o anúncio da morte de um dos mais importantes líderes da revolução palestina, Muhammad Daoud Oudeh (Abu Daoud), que projetou a operação de Munique. "  [breve comentário: percebam que eles referem-se ao horror de Munique apenas como "operação Munique"]

Disse também Samir Al-Refa'i, membro do Conselho Revolucionário do Fatah: "Abu Daoud, um dos Shahids (Mártires) do movimento Fatah, um líder, um Shahid, que se sacrificou ..." 

Abu Hamdan Amad, secretário do Fatah: "... Aprendemos com ele os princípios da revolução e da luta." 

Participante não identificado no funeral: "Nós dizemos-lhe:" Vamos seguir o caminho, o irmão de Abu Daoud, dispostos a Deus, vamos completar o trajeto, juntamente com o Fatah orgulhoso, se Alá quiser ". Outro participante funeral: "Estamos a participar no funeral de um grande homem e um grande líder da luta nacional palestina."  [PATV (Fatah), 04 de julho de 2010]

Portanto, a notícia mostra claramente que eles sentem orgulho do Massacre de Munique, e que a ANP e os Palestinos não querem a paz, mas sim o fim do estado Judeu.

Referências: Jornal "News Blaze"
                   Palestina Media Watch



Obs: O artigo acima não é um tradução do publicado, mas apenas um resumo dos fatos feito pelo "De olho na Jihad", portanto quem souber ler em Inglês recomendo vivamente a leitura do segundo texto citado nas referências, pois nele encontrarão outras notícias mostrando que Abbas e o Fatah sempre apoiaram o terrorismo, notícias essas que irei traduzir posteriormente e trazer ao blog para que todos possam ter acesso.


Confiar na Autoridade Palestina?



Abbas e Fayyad falaram em inglês para os americanos e israelenses, Erekat falou em árabe para os palestinos. Ambas as declarações não podem ser verdadeiras; uma tem que ser mentira.

Sob o comando de Iasser Arafat, a Organização para a Libertação da Palestina notoriamente dizia uma coisa à audiência árabe/muçulmana e o contrário à israelense/americana, discursando de forma malévola para a primeira e em tons dúlcidos para a segunda. O que dizer sobre o amável sucessor de Arafat, Mahmoud Abbas? Ele rompeu com esse padrão de falsidade ou lhe deu continuidade?

Essa questão tem em si uma importância renovada visto que segundo levam a crer as informações, Abbas estaria disposto a oferecer a Israel vários compromissos territoriais, e mais, ele deu alguns passos sem precedentes dando uma entrevista a jornalistas israelenses, reunindo-se com líderes judeus americanos no S. Daniel Abraham Center for Middle East Peace.

Com uma especificidade inédita, o diário em idioma árabe Al-Hayat revela, que Abbas informou à administração Obama sobre sua disposição em chegar a um acordo no que diz respeito à Cisjordânia e até mesmo Jerusalém (embora a AP negasse imediatamente esses termos).
Na entrevista, Abbas se diz genuinamente decidido a alcançar um acordo de paz e a aceitar a ideia de tropas internacionais. Um assistente de Abbas descreveu esse esforço como a "tentativa dele estender a mão à população israelense... nós desejamos ter um parceiro israelense para o estágio final, um parceiro que optou pela paz, não assentamento, paz, não ocupação". O próprio Abbas advertiu os israelenses, "Não me deixem perder as esperanças".

E por último, uma transcrição da reunião no Abraham Center revela Abbas dizendo a sua audiência exatamente o que ela queria ouvir: que ele condena a violência, reconhece as ligações históricas judaicas à terra controlada por Israel, que aceita as preocupações israelenses sobre a segurança e que promete retirar o incitamento da mídia e dos materiais escolares. Sobre a delicada questão do Holocausto - um tópico sobre o qual o próprio Abbas escreveu uma "dissertação" pela qual recebeu Ph.D. na URSS, onde ele acusa os sionistas de aumentarem o número de judeus mortos por motivos políticos - Abbas admitiu que os judeus sofreram e rejeitou a negação do Holocausto.

Como interpretar tudo isso? Abbas alega que falou para os líderes judeus americanos "na mesma linguagem" que usa para falar aos palestinos comuns.

Altamente improvável.

Na realidade, a mídia da AP deturpou as declarações dirigidas aos palestinos "comuns" que, para não ser grosseiro, negava as doces palavras dirigidas aos israelenses e americanos. Assim que saiu o noticiário de Abbas estendendo a mão ao outro lado, também saíram notícias no Palestinian Media Watch sobre as mensagens que veiculavam exatamente o contrário aos palestinos.

Por exemplo, a TV da Autoridade Palestina, que é controlada diretamente pelo escritório de Mahmoud Abbas, apresenta o programa de televisão semanal, As Estrelas, no qual representantes das universidades palestinas competem entre si para responderem perguntas. Em um programa recente, duas questões sobre geografia (aqui simplificadas) implicitamente negavam a existência do Estado de Israel.
  • Qual o comprimento do litoral da "Palestina"? A resposta, 235 quilômetros, soma a costa de Gaza (45 km) a da costa mediterrânea de Israel (cerca de 190 km).
  • Qual a área da Palestina? A resposta de 27000 quilômetros quadrados incluem a Cisjordânia e a Faixa de Gaza (6000 km quadrados) juntamente com Israel (21000 km quadrados).
Num exemplo semelhante de fraude, Salam Fayyad, que se denomina primeiro ministro da Autoridade Palestina, anunciou em inglês em Aspen, Colorado, no ano passado que os judeus são bem vindos para morarem em um futuro Estado da Palestina onde eles "irão desfrutar de [todos] os direitos e certamente não desfrutarão menos direitos do que os árabes israelenses desfrutam agora no Estado de Israel."

De fato, palavras amáveis. Contudo, alguns dias antes, Saeb Erekat, líder do departamento de negociações da Autoridade Palestina, disse exatamente o contrário em árabe (conforme está disponível pelo MEMRI): "ninguém deverá aceitar a permanência de colonos judeus em um [estado] Palestino... Alguns dizem que nós estamos [dispostos a] conceder cidadania aos colonos. Nós rejeitamos [essa ideia] peremptoriamente".

Abbas e Fayyad falaram em inglês para os americanos e israelenses, Erekat falou em árabe para os palestinos. Ambas as declarações não podem ser verdadeiras; uma tem que ser mentira. Eu gostaria de saber, qual delas?

Os palestinos jogam esse jogo duplo, transparente e simplista porque dá certo. Os israelenses, os americanos e outros levam em conta os sons agradáveis que ouvem diretamente e desconsideram os relatos de palavras fortes que apenas ouvem falar. A Autoridade Palestina irá continuar alegremente a emitir as mentiras até o mundo prestar atenção e rejeitá-las, posto que recompensar mal comportamento invariavelmente acarreta em mais mal comportamento.

Quando iremos parar de nos iludir de que Abbas e a AP não querem nada menos do que o total aniquilamento do estado judeu? Que desastre terá que acontecer antes de abrirmos os olhos para a realidade?

Publicado no site da National Review.
Original em inglês: Trust the Palestinian Authority?

Tradução:
Joseph Skilnik

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