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terça-feira, 4 de novembro de 2014

No califado do Boko Haram infiéis tem mãos cortadas

O Boko Haram declarou um califado islâmico na cidade de Mubi, no nordeste da Nigéria, e cortou as mãos de dez pessoas que descumpriram sua interpretação da lei islâmica, informou nesta terça-feira a imprensa local.

Os terroristas içaram sua bandeira e impuseram um califado islâmico em Mubi, a segunda cidade mais povoada do estado de Adamawa, com 250 mil habitantes, sob controle desde a última quarta-feira. Alguns moradores, citados pelo jornal nigeriano The Punch, disseram que os terroristas cortaram as mãos de dez pessoas que foram declaradas culpadas de diversos delitos, incluindo o saque de propriedade.

Outra testemunha afirmou que dois ímãs foram decapitados por milicianos de Boko Haram porque teriam pregado contra o grupo terrorista. Centenas de pessoas já abandonaram a região por medo de represálias dos terroristas, que predicam o Islã e recrutam jihadistas para a causa.

Até o momento, mais de 15 localidades do norte do país estão sob o controle dos terroristas, que assassinaram centenas de pessoas - a maioria de cristãs, no que foi o primeiro passo para alcançar o objetivo de implantar o estado islâmico no país.

Blog De Olho na Jihad

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Boko Haram matou 350 cristãos em uma semana

Líder do Boko Haram

Enquanto o Estado Islâmico do Iraque ganha toda a atenção do mundo, um genocídio continua se perpetrando e mostrando que não é apenas o ISI que é uma ameaça, e sim todos os grupos muçulmanos que se organizam em prol da Sharia.

Semana passada o grupo investiu contra a cidade de Adamawa o que resultou em 350 cristãos assassinados. "Toda noite nossos irmãos vão para a cama com medo e prontos para fugir", disse o representante da comunidade cristã, Samuel Dali .

Recentemente, o líder do grupo terrorista, Abubakar Shekau, declarou que a ofensiva tem por objetivo criar um Estado Islâmico no nordeste da Nigéria, regido pela Sharia, onde os não-muçulmanos serão cidadãos de segunda classe.

Fonte: BreitBart

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Não, Angola não "proibiu o islão." Mas os muçulmanos se fazem de vítima assim mesmo

Por Infiel Atento Lei Islâmica em Ação

Algumas pessoas têm elogiado Angola por ter banido o islão. Esta notícia não é verdadeira, tendo sido desmentida por diversas autoridades do governo de Angola  (Daily Maverick, International Business Times).

O que está acontecendo na prática é que existe uma lei em Angola segundo a qual o governo de Angola apenas reconhece uma organização religiosa que tenha mais do que 100 mil adeptos, ao passo que os angolanos muçulmanos são 90.000 (em um apopulação de 18 milhões). De acordo com um relatório, o Ministério da Justiça de Angola, no mês passado indeferiu os pedidos de 194 organizações, incluindo o pedido da comunidade islâmica (Times of Israel; Guardian)

Este fato está sendo usado pelo mundo islâmico para fazer o que eles mais gostam de fazer: SE FINGIREM DE VÍTIMA, independente se a notícia for verdadeira ou não (veja mais exemplos aqui).

Isso é takkyia em ação!

Angola não está banindo o islamismo, e isso é um fato. Outros fatos são:
  • a lei islâmica impõem condições draconianas para outras religiões, por exemplo, condições especiais de inferioridade para cristãos e judeus (e para as outras religiões é conversão ou morte). 
  • Não-muçulmanos (cristãos ou não) são perseguidos ferozmente no mundo islâmico e igrejas e templos são destruidos às dezenas todos os anos. 
  • Em vários países islâmicos é proibida qualquer expressão de religiosidade que não seja o islão (por exemplo, Arábia Saudita)
Quem é o perseguidor e quem é a vítima?

Hoje, de acordo com muitos, vive-se o período de maior perseguição aos cristãos na história. As estimativas variam, mas são todas muito altas: entre 100 a 200 milhões de cristãos enfrentam perseguição de alguma forma. A perseguição não é apenas nos bastidores de disputas étnicas locais, mas muitas vezes é a ação direta tomada contra as pessoas especificamente por causa de suas crenças religiosas (Defining Ideas).

Se fazer de vítima é muita hipocrisia, mas este é o comportamento dos muçulmanos porque foi isso o que Maomé fez para justificar a sua violência (e Maomé, lembrem-se, é o exemplo de conduta).

Nesta caso de Angola, é importante ficarmos atentos para não cairmos nesta tática dos islâmicos, propagada pela mídia internacional que gosta de mostrar os muçulmanos como vítimas. Os muçulmanos são mestres em reivindicar a condição de vítima sempre que for possível, pois eles acham que isso ajuda a propagação do islão (takkyia). 

Eu quero levar as pessoas a olharem para as evidências que foram "alimentadas" pela imprensa.  Se vocês fizerem uma pesquisa na internet com as imagens da “mesquita sendo destruída” pelos angolanos, uma imagem usada pela imprensa como prova do que esses “angolanos desagradáveis estão fazendo com os pobres muçulmanos”, vocês verão que a mesma imagem tem sido utilizada como "prova" de ataques falsos feitos sobre os muçulmanos ao redor do mundo. Por exemplo, vejam as duas imagens abaixo. Elas são as mesmas, para dois eventos que teriam acontecido em tempo e lugares diferentes. O primeiro, teria ocorrido em 2009, onde os judeus teriam destruído uma mesquita em Gaza (bcupalestinasociety). E o segundo seria a demolição de uma mesquita em Angola (Muslim Mirror). A mesma foto!  




Atualização: eu encontrei outras meções à mesma mesquita sendo destruída  em outras partes do mundo (neste caso, em Burma, e na Nigéria, ambos em 2012). Será uma franquia?



Para finalizar, algo interessante publicado na Al Jazeera (às vezes chamada de Al-Qaeda Network), que diz que existem centenas de milhares de muçulmanos vivendo em Angola (quando na verdade são 90 mil): inflar o número de muçulmanos é uma artimanha usada pelos muçulmanos para se fazerem mais importantes do que são - e também amedrontar os infiéis.

O que pode acontecer com Angola?

Bem, eu agora fico imaginando o que pode acontecer com Angola.

1. Angola pode ser condenada por organizações internacionais.

(a) a Organização da Conferência Islâmica (OIC) claro, vai condenar Angola.

(b) Além disso, a OIC deve levar o caso para a ONU. E como a OIC é hoje o maior bloco votanta na ONU, e tem a simpatia de diversos países "progressistas", tais como Cuba, Venezuela, Coréia do Norte, além de outros simpatizantes (como o Brasil, infelizmente) deve também passar uma resolução condenando Angola

(c) O Conselho de Direitos Humanos da ONU, também controlado pela OIC com apoio dos países "progressitas" irá também condenar Angola.

Observação: o mais triste nisso tudo é que os crimes que Angola vai ser acusada de praticar são os mesmos crimes que os países da OIC praticam ... sem nunca serem condenados.

2. Clérigos islâmicos vão chamar por uma Jihad contra Angola. E se isso acontecer,vai ser muito ruim.

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Na história da humanidade, nos últimos 1400 anos deste a fundação do islão, dois fatos muito importantes precisam ser mencionados:

  1. Todas as culturas nativas de locais conquistados por muçulmanos desapareceram. 
  2. Em apenas dois casos (a Reconquista da Península Ibérica e as guerras nos Balcâns) territórios conquistados em nome do islão foram recoperados. 
O ideal hoje seria vencer esta guerra com conhecimento. Mas, em uma época onde informação é disseminada com tanta rapidez, a manipulação parece ser mais poderosa do que o conhecimento.

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Atualização:

Vejam uma manifestação em Londres, mesmo sabendo-se que as notícias sobre a alegada proibição de Angola são falsas. Jihad da Vitimização. (fonte: Demotix)


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

A Angola proibiu o islamismo?

Uma polêmica tem dominado a pauta angolana e do mundo islâmico nos últimos dias: teria sido o país africano o primeiro do mundo a banir a religião islâmica?

Após diversos veículos de imprensa africanos noticiarem o fato, o governo angolano negou a informação, mas também não explicou muita coisa.

O site Ango Notícias já noticiara, em setembro, que a comunidade islâmica no país reclamava de perseguição religiosa. Contudo, a polêmica só ganhou força em novembro.

Tudo começou no dia 22, quando o jornal marroquino La Nouvelle Tribune, em francês, trouxe uma fala da ministra da Cultura de Angola, Rosa Cruz e Silva. Segundo ela, “o processo de legalização do islamismo não foi aprovado pelo Ministério da Justiça e Direitos Humanos. As mesquitas poderão ser fechadas”.

Pouco antes, em outubro, o governo angolano indeferira os pedidos de 194 organizações religiosas para serem reconhecidas, entre eles o da Comunidade Islâmica de Angola (COIA). No país, a legislação determina que cada organização se registre junto ao Ministério da Justiça. Para isso, precisa provar a existência de 10 mil fiéis.

Logo em seguida, diversos sites internacionais reproduziram a notícia, chegando aos ouvidos de nações islâmicas. O líder religioso do Egito, o mufti Shawqi Allam, disse que o fato “seria uma provocação não somente aos muçulmanos angolanos, mas a todos os 1,5 bilhão de muçulmanos espalhados pelo mundo”, conforme noticiou a AFP.

O jornal angolano O País denunciou que 60 mesquitas já tinham sido fechadas e que só restavam os templos de Benguela e Luanda. A fonte do jornal relatou que todas foram fechadas sem aviso prévio.

Ao site RTP, David Já, presidente da Comunidade Islâmica de Angola, disse que desde 2006 as mesquitas estão sendo destruídas. Em 2011 e 2012, os casos diminuíram, mas voltaram em 2013.

Por fim, a notícia ganhou ainda mais força quando, no domingo (24), o jornal nigeriano Osun Defender trouxe uma fala do presidente angolano, José Eduardo Dos Santos. “Esse é o fim da influência islâmica em nosso país”, teria dito. A maioria da população angolana é católica, mas cerca de 80 mil são muçulmanos.

O governo desmente tudo

À Agência AFP, o diretor do Instituto Nacional para Assuntos Religiosos, Manuel Fernando, negou as informações.

“Não há em Angola guerra alguma contra o islã ou outra religião. E não temos posição oficial sobre o fechamento e destruição de mesquitas”, disse à AFP.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Mais um padre assassinado por islâmicos, em Zanzibar, África

Do blog O Desperto Notícias

Após o assassinato de um sacerdote em Zanzibar, o bispo Agostinho Shao adverte: O governo deve agir - grupos islâmicos estão incitando o ódio - os cristãos estão vivendo com medo.

(AIS) - Após o assassinato de um padre católico em Zanzibar no dia 17 de fevereiro, o Bispo local, Agostinho Ndeliakyama Shao, alertou para a crescente violência, religiosamente motivado na ilha semi-autônoma, que pertence à Tanzânia. Em uma reunião com a Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), o Bispo de Zanzibar enfatizou: "A ideologia divulgada por um pequeno grupo islâmico em Zanzibar afirma que a maioria islâmica não deve tolerar quaisquer outras religiões".

Segundo Dom Shao, as tensões na Ilha (oeste) têm aumentado pouco a pouco nos últimos meses. Padres e bispos têm sido ameaçados. "Nós nos tornamos um alvo para esses fundamentalistas. Já no Natal, um padre foi baleado, e agora outro dos meus sacerdotes foi morto a tiros. Um Xeique que havia apelado para a moderação foi atacado com ácido e está agora no hospital", disse Dom Shao.

A população ficou emocionada no enterro do sacerdote assassinado, Evarist Mushi, no dia 20 de fevereiro. Em todas as dioceses do país as missas foram realizadas na intenção dos falecidos e as orações miraram a paz. Bispo Shao pediu ao governo da Tanzânia medidas preventivas com determinação: "O governo deve garantir a segurança das pessoas e, especialmente, a das minorias. Por muito tempo o ficaram em silêncio. Esperamos que a Comunidade Internacional exorte os governos de Zanzibar e Tanganica para frear a violência".

Padre Andrzej Halemba, diretor de projetos da AIS, falou de uma situação precária em Zanzibar, onde a maioria da população é de religião muçulmana. Em 2012 muitas igrejas cristãs, de várias denominações, foram incendiadas.

O que claramente desencadeou esta onda de violência foi a prisão de membros de uma organização extremista que deseja introduzir um Estado islâmico e a lei sharia em Zanzibar. Padre Halemba afirma ainda que “O desenvolvimento está causando grande preocupação. É óbvio que as forças extremas, que desestabilizam o país, estão em jogo. Mas é precisamente por esta razão que a AIS também busca um diálogo entre cristãos e muçulmanos. Os Bispos da Tanzânia desejam garantir uma cooperação pacífica”.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Nigéria: Ante ofensivas islâmicas , cristãos exigem a renúncia do Presidente do país


ROMA, 26 Ago. 12 / 09:05 pm (ACI/EWTN Noticias).- As Associações Cristãs da Nigéria (CAN) exigiram a renúncia do presidente do país, Goodluck Jonathan, por ter chamado de "irmãos" a seita islâmica de Boko Haram, que mergulhou no terror e insegurança todo o país.


Os membros de CAN, fizeram um pedido de ajuda ao governo após os numerosos ataques contra cristãos, manifestando sua inconformidade com as polêmicas declarações do Presidente Jonathan, que disse que os seguidores da seita Boko Haram "são nossos irmãos, e não se pode usar o exército para remover sua família. "

"De acordo com a agência de notícias Fides, o CAN -". Formado pelas principais confissões cristãs nigerianas e que atua em todos os estados , pede a renúncia do presidente " por não atender prontamente a insurreição liderada pelo Boko Haram. "

A última agressão armada contra cristãos no país ocorreu em 12 de agosto contra a Igreja Católica de Todos os Santos, no nordeste do país, no estado de Gombe, onde morreu um policial que estava de plantão proteger o local de culto. Extremistas tentaram acessar a igreja enquanto os fiéis saiam do culto religioso, e parece que não morreram mais pessoas porque conseguiram fechar as portas e se refugiaram da emboscada a tempo.

Além disso, em 6 de agosto, pelo menos 16 pessoas foram assassinadas durante a leitura da Bíblia, na cidade de Otite, no estado federal de Kogi, no centro do país. Até agora, 16 suspeitos foram presos.

Uma dúzia de homens armados a bordo de uma van invadiram a Igreja : Deeper Life Bible na noite de 6 de agosto. Eles deixaram o prédio escuro e blindaram a saída para atirar contra os cristãos que no momento estavam no meio da leitura dos Evangelhos, uma atividade tradicionalmente desenvolvida nas segundas-feiras.

Às portas da igreja, os assaltantes se organizaram para impedir que os cristãos fugissem. Segundo relatado de Yushau Shuaib Agi , porta-voz da Agência Nacional para a Gestão de Emergências (NEMA por sua sigla em Inglês), há também um grande número de lesões entre pedestres e alunos de uma escola próxima, que duração de 20 minutos, foram surpreendidos pelo tiroteio.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Muçulmanos incendeiam igreja católica no Sudão Sul

WASHINGTON DC, (ACI/EWTN Noticias) - Um grupo de muçulmanos incendiou uma igreja católica em Kartum, capital do Sudão do Sul, ato que foi qualificado por especialistas como mais um lamentável incidente de "hostilidade religiosa".

Centenas de muçulmanos botaram fogo no templo na noite de sábado 21 de abril, aonde vão para rezar muitos habitantes cristãos do Sudão do Sul.

A cobertura destes fatos realizada por diversos meios seculares tentou apresentar o ataque como um assunto relacionado somente à política e a economia por causa do enfrentamento entre Sudão do Sul e Sudão do norte.

A respeito, Nina Shea, Diretora do Hudson Institute’s Center para a Liberdade Religiosa, assinalou ao Grupo ACI que "durante muitos anos, os meios internacionais não puderam ver a dimensão religiosa deste conflito. Ao ler equivocamente a mensagem do incêndio da Igreja em Kartum, a imprensa demonstra que este ponto cego ainda se mantém".

Shea recordou, além disso, que "os ataques para destruir Igrejas se converteram em um padrão em cada vez mais áreas islâmicas. Em anos recentes, as Igrejas - algumas com fiéis cristãos– foram queimadas ou bombardeadas repetidamente no Egito, Iraque e Nigéria".

"Não existe mostra mais dramática da perseguição religiosa. A população cristã do Sudão já faz tempo que é o objetivo da violência de extremistas, incluindo a do governo radical do General Bashir, que advertiu que Sudão do Sul se tornava independente e não ia tolerar a diversidade religiosa no norte".

Finalmente, Nina Shea indicou que "por quase duas décadas, Kartum, cidade em que se aplica a lei islâmica do norte, tentou impor à força a lei sharia (muçulmana) principalmente nos cristãos e nos animistas do Sudão do Sul, algo que impulsionou uma rebelião que custou dois milhões de vidas".

Sudão do Sul, majoritariamente cristão, separou-se de Sudão para converter-se em um país independente em 2011. Nas tensões que ainda se vive na região, o componente religioso segue sendo fundamental, explicou Shea.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Mali: Rebeldes islâmicos unem-se a AQMI

Após ignorar o prazo para devolver o poder aos civis, a junta militar malinesa, que deu um golpe de Estado há duas semanas, mergulhou o país no caos. Nesta terça-feira, três líderes da Al-Qaeda do Magreb Islâmico (AQMI) reuniram-se com Iyad Ag Ghaly , chefe do grupo islâmico Ansar Din, que domina a cidade de Timbuctu, no norte do Mali.

Na capital, Bamako, a população fez fila ontem para estocar alimentos e dinheiro. Os apagões deixam a cidade sem eletricidade e sem água na maior parte do dia. Os 15 países da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Ecowas) anunciaram sanções, que incluem o fechamento de todas as fronteiras do Mali - que não tem saída para o mar.


Isolado e sem saber o que fazer, o missionário brasileiro Edson de Melo teme pela segurança da mulher, Paula, e das filhas, Melissa, de 10 anos, e Sabrina, de 7. Eles apostaram que a junta seria capaz de estabilizar o país e ficaram presos em Bamako.


Por telefone, Edson contou ao Estado que é arriscado fugir de carro, que só haverá lugares em voos internacionais a partir de domingo e que eles não têm os cerca de R$ 8 mil necessários para pagar as passagens. Mesmo que resolva a questão financeira - muitos amigos e missionários já ofereceram ajuda -, comprar os bilhetes aéreos é uma epopeia imprevisível.


"Já me aconselharam a não ir ao centro da cidade, porque há manifestações", conta. "Mesmo que conseguisse, não há eletricidade e nada funciona." A decisão de partir fica ainda mais difícil porque Edson tem uma escolinha de futebol que emprega cinco pessoas e alimenta várias crianças. "Sem a nossa presença, eles não têm ninguém."


Apesar de o comércio funcionar, as escolas fecharam. Para Edson, quase tão angustiante quanto a insegurança é suportar o calor de 45° C sem ar-condicionado. Há dois dias, a TV estatal está fora do ar. Informações, só por emissoras de Burkina Fasso, da Costa do Marfim e da França. E as notícias são péssimas.


Segundo a ONU, desde janeiro, mais de 200 mil pessoas deixaram suas casas. Em Gao, norte do país e epicentro da tormenta, há registros de saques a agências bancárias e começa a faltar comida. Para o Alto-Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur), o país está "à beira de uma grave crise humanitária".


A tragédia malinesa começou no dia 22, quando militares chefiados pelo capitão Amadou Sanogo derrubaram o presidente Amadou Touré. Os rebeldes disseram que a quartelada foi uma resposta à falta de recursos para combater o Movimento Nacional para a Libertação de Azawad (MNLA), tuaregues que lutaram na guerra civil da Líbia e retornaram ao Mali para combater pela independência de Azawad, como é conhecido o norte do país.


O golpe causou uma reação em cadeia. O MNLA levou apenas uma semana para cortar o território malinês ao meio e ocupar as cidades de Gao, Kidal e Timbuctu. No início, os separatistas tiveram ajuda do Ansar Din, outro grupo tuaregue, mas de raízes islâmicas.

Consolidada a vitória no norte, Iyad Ag Ghaly, líder do Ansar Din, foi além e proclamou que a luta era para instaurar a sharia (a lei islâmica) em todo o país, causando atrito com o MNLA.

Cisão. Os dois grupos afastaram-se mais nos últimos dias, especialmente depois que o Ansar Din expulsou as forças do MNLA de Timbuctu e transformou a cidade em sua base. Com isso, o conflito tornou-se ainda mais complexo, com quatro frentes de luta: governo civil, militares golpistas, separatistas tuaregues e tuaregues islâmicos.


Nesta terça-feira, a presença em Timbuctu de três chefes da Al-Qaeda do Magreb Islâmico parece ter confirmado a cisão. Os argelinos Abu Zeid, Mokhtar Belmokhtar e Yahya Abu al-Hammam reuniram-se com vários imãs e com Ghaly, líder do Ansar Din, que estaria buscando apoio dos religiosos para consolidar seu poder. Formada a partir de um grupo salafista argelino, em 2002, a AQMI tem uma facção liderada por Abdelkrim Taleb, primo de Ghaly.

domingo, 27 de novembro de 2011

Após a Primavera Árabe, Inverno

Quando a Primavera Árabe estourou no Oriente Médio e no norte da África, ela foi, sem hesitação, acolhida pelos líderes ocidentais. Todo mundo esperava pelo melhor, mas a esperança não é o suficiente. O tiroteio contra os protestantes na praça Tahrir pelo exército egípcio é o sinal mais recente de que a Primavera Árabe está dando lugar ao Inverno Árabe. As eleições têm, de fato, ocorrido na Tunísia, mas na Algéria têm servido apenas como um trampolim para os organizados partidos islâmicos obterem o poder. No Egito, as pesquisas já sugerem um triunfo similar para os islamitas. Os objetivos políticos da Irmandade Muçulmana são semelhantes aos dos khomeinistas revolucionários no Irã.

As eleições da Líbia estão distantes, mas os islamitas têm uma vantagem inicial. O resultado final pode acabar servindo de impulso para que a democracia produza justamente o contrário: o preceito da militância islâmica. Será muito mais difícil justificar a intervenção na Libia, já que deve ser apresentado que a OTAN meramente facilitou uma conquista islâmica. Em longo prazo, a democracia representativa fornece as únicas respostas às falhas do mundo árabe. Em curto prazo, esse processo tende a ser complexo, árduo e sangrento.

Por Douglas Murray / Spectator-UK
Tradução: Jônatha Bittencourt - Editor de CessarFogo.com e De Olho na Jihad

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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Somália: Crianças são mortas e feridas em um ataque com granadas

Uma onda de ataques com granadas atribuída a rebeldes islâmicos, deixou uma criança morta e nove pessoas feridas na capital somali.

No bairro de Seypiano, na capital Mogadíscio, uma granda de mão foi lançada dentro de uma casa onde pessoas assitiam a uma partida de futebol. O ataque matou uma criança e feriu outras quatro que também estavam na residência.

Nenhum grupo assumiu a autoria do atentado, mas as autoridades acusam o Al-shabab.

Durante a última Copa do Mundo, o Al-Shabab e o Hizbul-Islam ameaçaram punir todos os que fossem flagrados assistindo aos jogos.

Blog De Olho na Jihad com informações do Times of Oman
 
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domingo, 6 de novembro de 2011

Nigéria: Boko Haram continua com os ataques

 Os militantes islâmicos Boko Haram, cujo nome na língua hausa local significa "A Educação Ocidental é Pecaminosa", bombardearam igrejas e estações policiais matando 150 infiéis no nordeste da Nigéria.

Este grupo islâmico quer impôr na Nigéria o que os muçulmanos que levam o islão a sério querem impôr no mundo: a lei islâmica (a mesma que deixou o Médio Oriente na pobreza que ele é hoje).


O número de mortos continua a aumentar após uma série de ataques mortíferos terem sido levados a cabo. Reportagens iniciais apontavam para cerca de 65 mortos durante os ataques de 6-Feira, mas esse número subiu para 150, segundo alguns oficiais.
Os militantes muçulmanos bombardearam igrejas (claro), mesquitas, edifícios governamentais e estações policiais.


Claro que os muçulmanos arranjam sempre forma de justificar a sua violência. Para eles, sempre que um maometano não está a viver sob o jugo da lei islâmica, ele está a viver em "opressão". Como o Alcorão sanciona o uso da violência para terminar com a "opressão", então islamicamente falando, os terroristas do Boko Haram não estão a levar a cabo actividades condenáveis.
Fonte: Perigo Islâmico

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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Ali Mazrui, Antissemita

por Daniel Pipes
National Review Online
24 de Maio de 2010

Original em inglês: Ali Mazrui, Antisemite
Tradução: Joseph Skilnik

Ali al-Amin Mazrui (n. 1933) é o intelectual mais enaltecido de origem africana nos Estados Unidos. Seu curriculum vitae oficial de 1500 palavras é um tanto assombroso, mas a seguir estão alguns destaques:

Ali Mazrui
Na Universidade de Binghamton, que faz parte da Universidade do Estado de Nova Iorque, Mazrui é (1) professor do Albert Schweitzer em filosofia, letras clássicas e história, professor de (2) ciência da política, (3) estudos sobre a África e filosofia e (4) interpretação e cultura e, (5) diretor do Instituto de Estudos de Cultura Global.

Além disso, possui ilustres nomeações na Universidade de Cornell, na Universidade de Jos na Nigéria e na Universidade de Agricultura e Tecnologia Jomo Kenyatta no Quênia. Ele trabalhou como professor convidado em Stanford, Denver, Chicago, Estado de Ohio, Pensilvânia, Bridgewater, Harvard, Colgate, McGill, Sussex, Oxford, Leeds, Londres, Cairo, Bagdá, Teerã, Nairóbi, Cingapura, Malásia, Austrália, "etc."

Escreveu mais de trinta livros, de Towards a Pax Africana em 1967 a The Politics of War and the Culture of Violence em 2008. Todos os importantes jornais do mundo já tiveram seu nome na linha em que aparece a autoria. Ele narrou a famosa série The Africans para a televisão: A Triple Heritage, para a BBC e para a PBS em 1986.
Uma miscelânea de honrarias incluem a sua eleição como um "Ícone do Século XX" pela Universidade de Lincoln e a nominação do "Prêmio Lenda Viva" por duas organizações africanas. Títulos honorários continuam chegando. Ele "está envolvido em uma série de projetos das Nações Unidas em questões que vão desde os direitos humanos à proliferação nuclear".
Em suma, autoridades ao redor do mundo nos informam que não há professores mais inteligentes e mais cultos do que Mazrui.

Mas Brendan Goldman, veterano da Universidade de Nova Iorque, participou de uma palestra sobre "judeus europeus e árabes africanos: A Divergência Semita na História" na Universidade de Columbia pelo estimado Dr. Mazrui em 6 de maio. Em seu relato, "Conferência Revivendo a Ciência da Raça Judaica na Universidade de Columbia," Goldman conta como Mazrui
passou a maior parte do tempo discutindo o desenvolvimento do "talento" e da "impureza cultural" judaica no contexto europeu. De forma ostensiva, Mazrui passou comparando o impacto dos judeus na Europa e o impacto dos árabes na África. Contudo, ele estava mais interessado na razão pela qual os "árabes ficaram atrás dos judeus no que diz respeito ao inconfundível talento". Após admitir que conhecia pouco sobre a história árabe e menos ainda sobre os judeus, Mazrui continuou a gastar o tempo alocado a ele falando a cerca da história dos dois povos.

Mazrui não hesitou em levantar questões retóricas tais como "Que aspectos do marxismo foram tirados do judaísmo?" Ele argumentou sutilmente, já que Karl Marx era da etnia judaica, ele obviamente transformou "o Povo Escolhido [no] proletariado". A palestra de Mazrui também estava temperada com declarações do tipo "os judeus estiveram na sua melhor condição quando eram europeus ... é quase como se você precisasse de uma mistura de judaísmo europeizado [para o talento judeu]".

Ele também alegou que os judeus, como povo, são isolados e racistas. Ele disse: "Os árabes estão muito menos atentos à raça e à etnia do que os judeus". "A aceitação de mistura de raças se desenvolveu mais na cultura árabe do que na cultura judaica".

Mazrui concluiu a palestra com o seguinte comentário ofensivo:

O número de judeus nos Estados Unidos corresponde a 3 porcento... mas [o seu "talento"] os leva a controlar um poder tão grande que até os presidentes ficam assustados. Se Obama será capaz de escapar à noção de que 3 porcento do país é tão poderoso que os dominantes gentios do país não podem criticar Israel, não está claro.

Comentários:

(1) Talento dos judeus, judeus marxistas, etnia dos judeus, judeus proletários, judeus "europeizados", judeus atentos à raça, judeus atentos à etnia, judeus poderosos… isso é o típico antissemitismo fétido.
(2) Mazrui é um terrível antissemita.
(3) As universidades de Binghamton e de Cornell deveriam no mínimo repreender Mazrui, melhor ainda, deveriam expulsá-lo.
(4) A que ponto desceu a vida acadêmica que uma idiotice dessas possa ser considerada não só respeitável como também admirável?

Fonte: Daniel Pipes
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domingo, 9 de outubro de 2011

Confrontos entre egípcios cristãos e militares deixam mais de 10 mortos

Protestos no Cairo ocorrem em retaliação a ataque recente a uma igreja.
Manifestantes queimaram carros e atiraram pedras e garrafas em soldados.



Confrontos violentos entre egípcios cristãos coptos e militares neste domingo (9), no Cairo, deixaram pelo menos 19 mortos e mais de 150 feridos, segundo o Ministério da Saúde do país, citado pela agência Associated Press. Os protestos ocorrem em retaliação a um ataque recente a uma igreja no interior do Egito.

A agência Reuters também fala em 19 mortos, a France Press divulgou 23 e a Efe, 21. Em um tumulto em frente ao prédio da televisão estatal egípcia, na capital, testemunhas disseram que manifestantes conseguiram arrancar armas dos soldados e as apontaram contra eles. Os insurgentes também teriam atirado pedras e garrafas contra os militares.

Egito protestos 4 (Foto: AP) 
Forças de segurança egípcias vão às ruas no Cairo para conter protesto de cristãos coptos após um recente ataque a uma igreja (Foto: AP)
Os confrontos se espalharam pela Praça Tahrir e em torno dela, atraindo milhares de pessoas. Segundo os revoltosos, o protesto começou como uma tentativa pacífica de ocupar o prédio da televisão estatal.

Mas, então, eles teriam sido atacados por bandidos à paisana, que jogaram pedras e fogo sobre eles. Segundo testemunhas, um veículo militar saltou sobre a calçada, atropelou pelo menos dez pessoas e abriu fogo em seguida.
Imagens de televisão mostraram manifestantes coptas atacando um soldado, enquanto um padre tentava protegê-lo. Outro soldado caía em lágrimas enquanto ambulâncias avançavam em direção ao local para retirar os feridos.

Egito protestos2 (Foto: Nasser Nasser/AP)Egípcio da Igreja Ortodoxa Cóptica ateia fogo a veículo militar durante enfrentamento com soldados no Cairo, neste domingo (9) (Foto: Nasser Nasser/AP)
Cristãos têm culpado o conselho militar que dirige o Egito por ser leniente com os responsáveis pela onda de ataques anticristãos desde a derrubada do presidente Hosni Mubarak, em fevereiro.

A minoria cristã copta do Egito representa cerca de 10% da população do país, que tem mais de 80 milhões de pessoas. Como o Egito sofre uma transição caótica de poder e um vácuo de segurança, os cristãos estão particularmente preocupados com o aumento do uso da força por parte de islâmicos ultraconservadores.

Os protestos deste domingo começaram no distrito de Shubra, no norte do Cairo, e em seguida se dirigiram ao prédio da televisão estatal, ao longo do Nilo, onde homens à paisana atacaram cerca de mil manifestantes cristãos, enquanto eles gritavam palavras de denúncia aos governantes militares.

Egito protestos 5 (Foto: Ahmed Ali/AP)Egípcios cristãos se reúnem em protesto neste domingo (9), após ataque a igreja no Cairo (Foto: Ahmed Ali/AP)
Alguns manifestantes muçulmanos teriam entrado no protesto. Armados com paus, eles perseguiram os cristãos no edifício da TV estatal, usando placas de rua para assustá-los. Não ficou claro, porém, quem eram os agressores.
Tiros foram disparados no local, onde policiais com escudos tentaram conter centenas de manifestantes cristãos que cantavam: "Este é o nosso país". As forças de segurança usaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.

Os confrontos, em seguida, migraram para próximo da Praça Tahrir, epicentro da insurreição de 18 dias que derrubou Mubarak. O exército fechou as vias em volta da área.

Os confrontos deixaram ruas repletas de estilhaços de vidro, pedras, cinzas e fuligem de veículos queimados. Centenas de curiosos se reuniram em uma das pontes sobre o Nilo para observar os distúrbios de perto.

Resposta a ataque a igreja
 
Nas últimas semanas, revoltas eclodiram em duas igrejas no sul do Egito, motivadas por muçulmanos irritados com a construção de uma igreja. Um motim ocorreu perto da cidade de Aswan, mesmo depois de oficiais concordarem com a demanda de muçulmanos ultraconservadores, chamado salafistas, de retirar uma cruz e os sinos do prédio.


O governador de Aswan, general Mustafa Kamel al-Sayyed, aumentou ainda mais as tensões, dizendo à imprensa que a igreja estava sendo construída no local de uma pousada, sugerindo que era ilegal.

Os manifestantes dizem que os coptas estão exigindo a destituição do governador, a reconstrução da igreja, a compensação para pessoas cujas casas foram incendiadas e a repressão daqueles por trás dos motins e dos ataques à igreja.

Na semana passada, forças de segurança foram usadas para dispersar um protesto semelhante em frente ao prédio da televisão estatal. Os cristãos se irritaram com o tratamento dos manifestantes e prometeram fazer novos protestos até que suas demandas sejam atendidas.
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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Radicais da Somália exploram famintos em fuga para o Quênia

 
Dez anos após o 11 de Setembro, a guerra ao terror não dá sinais de perder força, pelo menos no Chifre da África. O grupo extremista Al-Shabaab, financiado pela Al-Qaeda, deixou o centro de Mogadíscio nas últimas semanas, mas grande parte da Somália segue na mão de extremistas. Enquanto milícias infiltram extremistas até mesmo em campos de refugiados controlados pela ONU, governos tentam evitar um conflito regional.
 
O Estado visitou o sul da Somália, nova fronteira da batalha entre a Al-Shabaab e o governo central, financiado por EUA e Europa. As zonas de controle são definidas e redefinidas a cada dia, dependendo do avanço da milícia. 
 
O governo somali foi derrubado em 1991, mas milícias da oposição não conseguiram chegar a um acordo sobre a nova administração. Em 2006, desembarcou no conflito a Al-Shabaab, que rapidamente se transformou na maior ameaça ao governo.

O sinal mais preocupante de que o grupo continua operando aparece no maior campo de refugiados do mundo, em Dadaab, no Quênia. No mês passado, três homens vestidos com burcas entraram no principal mercado local e abriram fogo contra um líder religioso. Informações obtidas pela ONU indicaram que o líder era ameaçado pela Al-Shabaab por se negar a colaborar no recrutamento de jovens para a milícia.

O governo queniano alerta que o campo de refugiados, com 440 mil pessoas, transformou-se no novo palco da batalha entre os extremistas e aliados do governo. ONGs acusam o Quênia de usar a desculpa para fechar sua fronteira para refugiados. Mas, em Dadaab, não é segredo para ninguém que os extremistas estão infiltrados.

Elizabeth Macabo, uma das funcionárias da ONU que trabalha no registro de refugiados, diz ouvir um número cada vez maior de "histórias confusas" de homens que chegam ao local. Sinal de que não seriam exatamente refugiados, mas milícias que se passam por famintos para entrar no acampamento.
Em levantamento, a Anistia Internacional confirmou, há poucos meses, a existência de infiltrados. Em outro estudo, Human Rights Watch também diz que o governo queniano recrutou jovens do acampamento para lutar em milícias, dessa vez contra a Al-Shabaab.

Abdi, um garoto de 11 anos, contou ao Estado que sua mãe o impediu de ir a escolas montadas no campo para ensinar o Alcorão, temendo ser induzido a lutar. "Ela tem medo que eu volte para a Somália", contou Abdi, que nasceu no campo de refugiados.

A inteligência queniana repassou para a ONU, há dois meses, informações de que um possível atentado no campo estaria sendo planejado pelos extremistas. As informações chegaram a identificar até mesmo a maneira pela qual o atentado ocorreria - um burro levaria uma bomba para o meio das barracas.

Outra arma explosiva tem sido a ajuda internacional para o combate à fome. Nos últimos dois anos, o comando da Al-Shabaab negou acesso da ONU e de ONGs à população faminta, alegando que a declaração da crise de fome seria uma forma de a comunidade internacional justificar a intervenção no país.
Segundo a Anistia Internacional, os militantes diziam aos fazendeiros que eles deveriam depender só de Alá, e não da ONU e de "outros infiéis". No caso da ajuda americana contra a fome no Chifre da África, a maior entre os doadores, menos de 25% vai para a Somália por causa da presença de extremistas.

Segundo observadores internacionais, a fome enfraqueceu o apoio aos extremistas. "Os comandantes mais jovens da Al-Shabaab arruinaram a relação com várias camadas da sociedade ao exigir, em plena seca, dois camelos ou um dos filhos da família por cada garoto que se recusa a servir na milícia", disse ao Estado o porta-voz das tropas da União Africana, Paddy Ankunda. Segundo ele, houve um racha no grupo. Uma parte, liderada por Mukta Robo, alega que os militantes deveriam permitir acesso da ONU a cidades afetadas. Já Ahmed Godane, líder da milícia no sul, rejeitou.

A nova realidade abalou a relação da região com a Eritreia. O presidente eritreu Isaias Afewerki é acusado de financiar a Al-Shabaab. Em Uganda, o governo colocou como prioridade a derrota dos extremistas na Somália. Kampala quer uma revanche depois que o grupo extremista matou mais de 70 pessoas em dois atentados na capital ugandense em 2010.

No sul da Somália, onde o Estado esteve, as milícias da Al-Shabaab controlam grande parte da área, com bolsões nas mãos do governo, como a cidade de Dhobley. O extremistas também dominam portos, aeroportos, estradas e um sistema de cobrança de impostos de agricultores e donos de lojas que permite a coleta de até US$ 100 milhões por ano.

Para um dos líderes da comunidade somali em Uganda, Abdullahi Hajji Ahmed, o governo central só terá sucesso em sua luta quando montar uma estratégia para enfraquecer a base de recrutamento do grupo, que em árabe significa "A Juventude". A justificativa para a guerra seria expulsar milícias que atuam em nome do Ocidente. "Para isso será necessário mostrar benefícios sociais para essas famílias, mas isso será difícil diante da atual crise", completou.
ENVIADO ESPECIAL A DHOBLEY, SOMÁLIA
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Al-Qaeda no Magreb reivindica 32 ataques na Argélia


O braço da rede extremista Al-Qaeda no norte da África reivindicou pela internet 32 ataques perpetrados desde o início de julho contra forças de segurança da Argélia. A afirmação foi feita pelo SITE, um grupo de monitoramento de informações sobre extremismo.

Em uma mensagem com data de ontem, a Al-Qaeda no Magreb Islâmico reivindica 32 ações armadas entre 7 de julho e 29 de agosto nas quais mais de 200 pessoas morreram ou ficaram feridas na Argélia. Autoridades argelinas não foram encontradas para comentar a informação.

A mídia estatal da Argélia tem noticiado com mais frequência nos últimos meses a ocorrência de ataques contra suas forças de segurança. No período mencionado pela Al-Qaeda no Magreb Islâmico, o episódio mais sangrento documentado é uma dupla ação suicida contra a academia militar de Cherchell na qual pelo menos 18 pessoas morreram, segundo o governo da Argélia. As informações são da Associated Press. 


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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Extremistas islâmicos estão impedindo que chegue comida a cristãos na Somália


Uma organização de advocacia está chamando por uma ação da comunidade internacional em resposta à crise humanitária na Somália.
 

A fome na Somália custou a vida de milhares de pessoas e continua a deixar milhões na necessidade desesperada do básico. Entretanto, apesar da crise, um grupo islâmico está interrompendo a distribuição de alimentos. O International Christian Concern (ICC) relata que o al-Shabaab está trabalhando para remover o cristianismo do país e está impedindo que alimentos e ajudas alcancem as pessoas. O sul da Somália é especialmente duramente atingido por causa da influência opressora do grupo na região.

Jonathan Racho, diretor regional do ICC para a África, diz ao OneNewsNow que pelo menos 18 cristãos morreram de fome nos últimos três meses.

"Nossas fontes cristãs estão nos dizendo que o Al-Shabaab está usando sua influência e seu controle da área para parar as pessoas de quem ele suspeita de pertencer à igreja subterrânea", relata ele. "Essa é a área de fome onde a maioria das pessoas não estão relatando".

Racho chama a situação uma das piores crises humanitárias do mundo, mas ele diz que milhares de somalis conseguiram atravessar a fronteira para países vizinhos. Assim, ele está pedindo à comunidade internacional para estar ciente da situação do sofrimento e agir.

"Queremos que a comunidade internacional tome medidas decisivas para aliviar o sofrimento dos cristãos na Somália", o porta-voz da ICC diz.
 

Ele prossegue para acrescentar que o Al-Shabaab está permitindo que a fome fique fora de controle, perseguindo os cristãos e tirando ajuda alimentar dos crentes e cidadãos.

Fonte: One News Now  
Tradução: Mente Conservadora


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domingo, 14 de agosto de 2011

Atentado suicida em delegacia deixa 30 feridos na Argélia


Mais de 30 pessoas ficaram feridas em um atentado suicida cometido neste domingo contra uma delegacia de polícia na Argélia.

O ataque ocorreu na cidade de Tizi Ouzou, maior cidade da região de Kabylia (oeste), que é dominada pelo grupo militante Al-Qaeda no Maghreb Islâmico.
Segundo autoridades, um homem levou um veículo cheio de explosivos para dentro do prédio da delegacia e acionou os dispositivos.

Cerca de metade dos feridos são policiais. A Al-Qaeda no Maghreb Islâmico realiza ataques esporádicos na região, principalmente contra as forças de segurança. BBC

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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Garota na Uganda perde o uso das pernas por abandonar o Islão


CompassDirect:

Uma garota de 14 anos, no oeste da Uganda, está ainda incapaz de caminhar por 10 meses depois que seu pai a torturou por abandonar o Islão e colocar sua fé em Cristo, de acordo com cristãos da área.

Susan Ithungu, da vila Isango, distrito de Kasese, tem estado hospitalizada no hospital Kagando desde outubro de 2010, depois que vizinhos com a ajuda da polícia a resgataram de seu pai, Beya Baluku. Ele foi preso logo depois mas rapidamente liberado, fontes disseram.

Susan e seu irmão mais novo, Mbusa Baluku, viviam sozinhos com seu pai depois que ele se divorciou de sua mãe. Em março de 2010, um evangelista da Igreja do Evangelho Completo Bwera falou na escola de Susan, e ela decidiu confiar em Cristo por sua salvação.

"Eu escutei a mensagem do grande amor de Cristo morrendo por nós para obtermos paz eterna, e lá e então eu decidi acreditar em Cristo", ela disse de sua cama de hospital. "Depois de um mês, as notícias alcançaram meu pai que eu tinha convertido ao Cristianismo, e esse foi o começo de meus problemas com ele. Nosso pai alertou-nos a não comparecer à igreja ou ouvir a mensagem do evangelho. Ele até nos ameaçou com uma faca afiada, que estava pronto para nos matar em plena luz do dia caso convertêssemos ao cristianismo.

O pastor Joseph Baluku, da Igreja do Evangelho Completo Bwera em Kasese disse que vizinhos a levaram ao hospital do governo, cerca de 45 quilômetros (28 milhas) da cidade de Kasese, depois de ela ter sido libertada.

"Ele a trancou em um quarto da casa semi-permanente durante seis meses sem ver a luz do sol", disse o pastor. "O irmão mais novo foi advertido para não dizer a ninguém que Susan estava trancada em um quarto e não foi dado nenhum alimento".

O jovem Mbusa disse que quando seu pai foi embora, ele assou bananas para sua irmã.

"Eu também cavei um buraco sob a porta, onde eu poderia derramar água nele", disse ele. "Minha irmã podia beber a água usando sua língua. Mas, na maioria dos dias, ela só poderia se alimentar de lama".

Um residente nas proximidades, que pediu anonimato, disse que os vizinhos ficaram preocupados após não vê-la por vários meses.

"Seu irmão então revelou para nós que Susan estava trancada em um dos quartos da casa", o morador da área disse. "Nós então relatamos o caso ao conselho local de Harukunggu e depois para a delegacia de Bwera. A polícia foi até a casa e arrombou a porta".

Susan foi imediatamente levada para o hospital do governo provincial, cerca de 17 quilômetros (11 milhas) perto da cidade de Bwera, onde o pastor Baluku a visitou.

"A jovem miserável ​​Susan estava em ossos, muito fraca e incapaz de falar ou andar", disse o pastor. "Seu cabelo tinha se tornado amarelo, tinha unhas longas e olhos encovados, e ela parecia muito magra, menos de 20 kg [44 libras]".

Membros da Igreja do Evangelho Pleno em Bwera oraram por ela e visitaram-na no hospital, que como muitos hospitais subsidiados pelo governo da região não cobram habitualmente até que o paciente esteja descarregado, e com taxas bem inferiores às dos hospitais privados. Não se sabe quando Susan será lançado, mas o pastor Baluku disse que residentes na área e membros da igreja vão tentar angariar fundos para os custos médicos incorridos.

O pastor disse que a cobrança de hospitais do governo muitas vezes pode ser adiada até que dinheiro suficiente seja levantado.

"Pode ser um desafio, mas vamos tentar fazer o nosso melhor", disse ele.

"Pela graça de Deus, Susan ainda está viva", disse ele depois de uma visita na semana passada. "Embora ela não possa andar, ela pode agora falar. Ela ainda está se alimentando de comidas leves. A grande notícia é que Susan ainda é forte no Senhor Jesus Cristo. Ela precisa de orações e apoio, para que ela possa retomar a sua educação em breve.

Fonte: CompassDirect / Tradução: Mente Conservadora


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domingo, 7 de agosto de 2011

Somália: Militantes islâmicos abandonam capital


O grupo militante islâmico Al Shabaab abandonou as suas posições em Mogadíscio, capital da Somália, neste sábado 6, onde eles estavam travando batalhas contra as forças do governo. As informações são da BBC Brasil.

Testemunhas disseram à BBC terem visto caminhões com insurgentes a bordo deixando a cidade no meio da madrugada.

Forças pró-governo da União Africana têm combatido os militantes islâmicos na capital da Somália para garantir que mantimentos e alimentos cheguem às pessoas atingidas pelas fortes secas que assolam o país.

O presidente da Somália, Sheikh Sharif Sheik Ahmed, comemorou a retirada dos militantes islâmicos.

*Matéria publicada originalmente na Agência Brasil
Via Carta Capital

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Sudão: Menina é sequestrada, estuprada e espancada por muçulmanos, mas não renega a fé cristã



Hiba Abdelfadil Anglo, cristã de 16 anos, conseguiu escapar após ter sido sequestrada por muçulmanos e ficar em cativeiro por quase um ano. Ela foi raptada no dia 17 de junho de 2010 e reencontrou a família no dia 10 de julho desse ano. A garota contou sua história ao Compass.
"Eles fizeram muitas coisas ruins comigo", disse Hiba em lágrimas.

"Várias vezes fui avisada que se não me convertesse ao islã eu morreria. Em várias ocasiões me torturam e ameaçaram me matar. O homem que me levou para sua casa, além de me torturar não permitia que eu fizesse minhas orações cristãs, e ainda ofendia minha família chamando-os de infiéis", disse ela.

A jovem consegui escapar do porão onde vivia trancada e pediu a um motorista que a levasse para a casa que ficava a duas horas de distância.

"Eu tinha tentado escapar três vezes, mas eles me capturaram e me bateram muito", disse Hiba soluçando.

Sua mãe, Ikhlas Omer Anglo,disse que ao procurar a polícia para denúnciar o sequestro, estes afirmaram que ela primeiro deveria abandonar o cristianismo. "Logo após ter minha filha sequestrada um policial me disse: Se você quer ter sua filha de volta, vire muçulmana", disse a mãe em tom de revolta.

A menina, Hiba Abdelfadil, além de espancada e torturada, também foi estruprada muitas vezes e está bastante traumatizada.

"Além de abusar sexualmente de mim, ele tentou me forçar a mudar minha fé, e dizia constantemente para que eu me preparasse para o Ramadã", disse ela. "Eu não consigo esquecer isso, e toda vez que vou rezar lembro de tudo, peço que rezem muito por mim".

"Ó Profeta, em verdade, tornamos lícitas, para ti as esposas que tenhas dotado, assim como as que a tua mão direita possui (cativas), que Deus tenha feito cair em tuas mãos, as filhas de teus tios e tias paternas, as filhas de teus tios e tias maternas, que migraram contigo, bem como toda a mulher fiel que se dedicar ao Profeta, por gosto, e uma vez que o Profeta queira desposá-la; este é um privilégio exclusivo teu, vedado aos demais fiéis. Bem sabemos o que lhes impusemos (aos demais), em relação às suas esposas e às que suas mãos direita possuem, a fim de que não haja inconveniente algum para ti. E Deus é Indulgente, Misericordioso. (Al Corão 33:50)"


Blog De Olho na Jihad com informações do CDN


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