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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Islamitas no Mali dão 100 chicotadas em casal por ter filho sem se casar

Bamako - Membros do grupo islamita armado Ansar Dine (Defensores do Islã) deram nesta quarta-feira (20/6) 100 chicotadas em um casal que teve um filho sem se casar, indicaram testemunhas.


"Na praça Sankoré de Timbuctu (centro), um homem e uma mulher receberam 100 chicotadas por terem tido um filho sem se casar", declarou um vereador da cidade, Mohammed Uld Baby, o que foi confirmado por outras testemunhas. Mohammed Uld Baby, que disse que se encontrava no local do ocorrido, indicou que era a primeira vez que se castigava deste modo um casal desde que os islamitas tomaram o controle de Timbuctu, em abril.

"Era como um espetáculo. As pessoas observavam o que ocorria", acrescentou. "Os jovens desceram de um veículo na praça e começaram as chicotadas. Eu nunca havia visto uma coisa assim", afirmou. Os dois jovens foram levados ao hospital de Timbuctu para receber atendimento médico, indicou uma fonte deste estabelecimento.

Após um golpe de Estado militar em Bamako no dia 22 de março, os grupos islamitas radicais Ansar Dine, AQMI e o Movimento pela Unidade e a Jihad na África Ocidental (MUJAO) tomaram o controle das três regiões administrativas do norte do Mali (Timbucto, Gao e Kidal), depois de baterem os rebeldes tuaregues, que também estão presentes na região.

Na semana passada, membros do MUJAO queimaram caixas de cigarros e deram chicotadas em fumantes em outra cidade do norte do Mali. Em maio, em Gao, impediram que um grupo de jovens jogasse futebol e visse televisão, o que provocou violentas manifestações contra os islamitas.



Fonte: CorreioWeb

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

AQMI: "são os guerreiros da Al-Qaeda que são geralmente os maiores benfeitores às revoluções do mundo árabe".

NOUAKCHOTT - Um líder da Al-Qaeda do Magreb Islâmico confirmou que a organização terroristas adquiriu algumas armas das Forças Armadas da Líbia após a queda do ditador Muamar Kadafi, conforme governos envolvidos na guerra civil líbia temiam.

Mokhtar Belmokhtar, um dos chefes o braço da organização terrorista que atual no norte africano, disse, em entrevista a um jornal da Mauritânia, que "é totalmente natural" que a Al-Qaeda "seja beneficiada pelas armas líbias em tais condições". Na entrevista, publicada na quarta e feita por telefone, o terrorista não especificava quais e quantas armas estão nas mãos dos extremistas.

Líderes ocidentais, junto do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), expressaram preocupações de que parte do arsenal líbio poderia ser capturada pela Al-Qaeda do Magred Islâmico, que atua no deserto do Sahel, entre o Chade e a Mauritânia, região ao sul da Líbia. Fronteiras sem controle e governos fracos tornam a região suscetível a tais práticas.

As autoridades de transição da Líbia receberam pedidos para rastrear as armas e manter a segurança de arsenais. A ajuda de países vizinhos para impedir a proliferação dessas armas também foi solicitada. A maior preocupação é com lançadores de mísseis, que podem ser usados para abater aviões civis e que despertam grande interesse de grupos radicais.

"Aproveitar o arsenal líbio é completamente natural nessas condições. Mas a parte mais importante para nós é ver se essas armas voltarem ao povo líbio, porque foi com elas que o governo os reprimia", disse Belmokhtar, que na entrevista aparece com o nome de Khaled Abou Al-Abass.

O terrorista negou as alegações de integrantes da Al-Qaeda lutaram ao lado dos rebeldes para derrubar Kadafi. Ele também rejeitou a hipótese de que a primavera árabe enfraquecerá a organização terrorista, dizendo que "são os guerreiros da Al-Qaeda que são geralmente os maiores benfeitores às revoluções do mundo árabe". Fonte: Estadão
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Al-Qaeda no Magreb reivindica 32 ataques na Argélia


O braço da rede extremista Al-Qaeda no norte da África reivindicou pela internet 32 ataques perpetrados desde o início de julho contra forças de segurança da Argélia. A afirmação foi feita pelo SITE, um grupo de monitoramento de informações sobre extremismo.

Em uma mensagem com data de ontem, a Al-Qaeda no Magreb Islâmico reivindica 32 ações armadas entre 7 de julho e 29 de agosto nas quais mais de 200 pessoas morreram ou ficaram feridas na Argélia. Autoridades argelinas não foram encontradas para comentar a informação.

A mídia estatal da Argélia tem noticiado com mais frequência nos últimos meses a ocorrência de ataques contra suas forças de segurança. No período mencionado pela Al-Qaeda no Magreb Islâmico, o episódio mais sangrento documentado é uma dupla ação suicida contra a academia militar de Cherchell na qual pelo menos 18 pessoas morreram, segundo o governo da Argélia. As informações são da Associated Press. 


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domingo, 14 de agosto de 2011

Atentado suicida em delegacia deixa 30 feridos na Argélia


Mais de 30 pessoas ficaram feridas em um atentado suicida cometido neste domingo contra uma delegacia de polícia na Argélia.

O ataque ocorreu na cidade de Tizi Ouzou, maior cidade da região de Kabylia (oeste), que é dominada pelo grupo militante Al-Qaeda no Maghreb Islâmico.
Segundo autoridades, um homem levou um veículo cheio de explosivos para dentro do prédio da delegacia e acionou os dispositivos.

Cerca de metade dos feridos são policiais. A Al-Qaeda no Maghreb Islâmico realiza ataques esporádicos na região, principalmente contra as forças de segurança. BBC

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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Somália anuncia morte de principal líder da Al Qaeda na África


MOGADÍSCIO (Reuters) - A polícia somali anunciou neste sábado ter matado na capital do país o líder da Al Qaeda mais procurado na África, Fazul Abdullah Mohammed, numa operação na terça-feira.
 
Mohammed era considerado o chefe da Al Qaeda no leste da África, atuava na Somália e escapou à captura por mais de uma década, depois de ser acusado de ter tido papel de destaque nos atentados contra as embaixadas dos Estados Unidos em Nairóbi, no Quênia, e em Dar es Salaam, na Tanzânia, em 1998, nos quais foram mortas 240 pessoas.
 
A polícia disse ter atirado contra Mohammed em um posto de controle em Mogadíscio, depois de uma troca de tiros à meia-noite de terça-feira. Acredita-se que Mohammed estivesse escondido no caótico país na maior parte dos últimos dez anos. Também conhecido como Harun e pelo menos outros 18 nomes falsos, ele era um especialista em computação e talentoso com idiomas.
 
O governo dos EUA afirma que vários membros da Al Qaeda envolvidos nos atentados às embaixadas procuraram refúgio no sul da Somália, a parte mais violenta do país. A Somália está sem um governo central eficaz desde a derrubada do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991.
 
"Temos confirmado que ele foi morto pela nossa polícia em um posto de controle nesta semana", disse à Reuters Halima Aden, da força de segurança nacional.
 
"Ele tinha um passaporte falso da África do Sul e, é claro, outros documentos. Após investigação, nós confirmamos que era ele."
 
Os Estados Unidos ofereciam recompensa de 5 milhões de dólares por informações que levassem à captura dele.
 
A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse a jornalistas: "A morte de Harun Fazul é um golpe significativo para a Al Qaeda, seus aliados extremistas e suas operações no leste da África."
 
"É um fim justo para um terrorista que trouxe tanta morte e dor para tantos inocentes em Nairóbi, Dar es Salaam e outros lugares - tanzanianos, quenianos, somalis e nossos funcionários nas embaixadas", disse ela durante uma visita a Dar es Salaam, na Tanzânia.
 
Autoridades dos EUA dizem que Mohammed, que estaria na casa dos 35 anos, também planejou um ataque contra um hotel de propriedade israelense na costa do Quênia, em novembro de 2002, no qual morreram 15 pessoas.
 
CAMINHO ERRADO
 
Às vezes, segundo fontes somalis, Mohammed se escondia entre comunidades minoritárias, racialmente mistas, que ocupam vilarejos ao longo da costa entre Mogadíscio e a fronteira do Quênia, onde seu tipo físico, de comorense, se assemelhava ao dos povos miscigenados Benadir e Bajun, que têm ancestrais somalis, árabes, persas, portugueses e malaios.
 
Essas informações combinam com o conhecido método de Mohammed de se "se esconder à vista de todos". Passando-se por um pregador islâmico itinerante, ele se estabeleceu em 2002 no vilarejo queniano de Siyu, costeiro e isolado, perto do sul da Somália, sem ser notado durante meses antes do atentado contra o hotel.
 
Logo depois, se embrenhou pelo sul da Somália. Moradores dizem que todas as manhãs ele fazia exercícios em uma praia perto de Gendershe, antes de partir para morar ao sul de Mogadiscío.
 
Nos últimos anos acredita-se que ele estava sob proteção de combatentes do movimento islâmico Al Shabaab no interior.
 
Segundo a polícia somali, na terça-feira Mohammed talvez pretendesse pegar uma estrada que conduz a uma base do Al Shabaab, mas errou o caminho e parou no posto de controle -- o mais ao sul sob controle do governo, antes da entrada no território dominado pelo grupo -- pensando que era do Al Shabaab.
Quando percebeu que estava no lugar errado, abriu fogo contra a polícia, que respondeu.
 
"Nós tínhamos suas fotos e, portanto, comparamos com o seu rosto. Ele levava milhares de dólares, um laptot e uma metralhadora AK-47 modificada", disse o policial.
 
(Reportagem adicional e redação de James Macharia em Nairóbi; Mark Hosenball e William Maclean em Londres) 

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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Al-Shabab ameaça moradores que assitirem as notícias sobre a morte de Bin Laden

Assim que surgiu a notícia de morte de Osama Bin Laden, o grupo terrorista somáli Al-Shabab, ligado a Al-Qaeda, proibiu os moradores a acompanharem as notícias sobre o episódio, e ameaçou punir qualquer pessoa que for pega acompanhando as notícias pela TV ou rádio, ou quem propagar qualquer fato sobre o incidente.

Segundo relatos de moradores de Jawhar, televisões e rádios não foram mais ligadas depois do anúncio do grupo. Os moradores evitam de toda a forma falar sobre o assunto.

Segundo uma moradora, que por segurança manteve sua identidade em anonimato, membros do Al-Shabab lançaram granadas dentro das casas onde moradores reuniram-se secretamente para assistir as notícias sobre a morte de Bin Laden. Ela relata que muitas pessoas foram feridas.

"É óbvio que o al-Shabab está tentando abafar a notícia da morte de Bin Laden, eles estão tentando nos aterrorizar para que não saibamos nada sobre o fato, sabem que estamos felizes pela notícia. Eles são órfãos agora". Disse a mulher somali ao jornal local.


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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Gilles Lapouge - O Estado de S.Paulo

O ditador Zine El Abidine Ben Ali e sua mulher, Leila, fugiram com 1,5 tonelada de ouro na bagagem. A nova Tunísia está dividida entre a esperança de democracia e a ameaça da anarquia ou do islamismo. Um dos mais belos países do Magreb desperta, de repente, de um pesadelo. É um romance fantástico cujos capítulos se desenrolam sob nossos olhos atônitos.

Não somos os únicos a tentar entender as imagens de Túnis. Todo o mundo árabe está de olho na "Revolução do Jasmim", flor nacional tunisiana. Mas, evidentemente, o olhar do homem comum é diferente daqueles que se recostam em palácios. Para o povo, a Tunísia é uma esperança. Para quem está no poder, uma calamidade.

É claro que a situação nos países árabes varia muito. A Tunísia, uma nação culta, burguesa e pacífica, não tem nenhuma semelhança com a Argélia, país violento, nervoso, infectado pelo vírus do islamismo. Ou com o Egito, sufocado pelo regime de Hosni Mubarak. No entanto, eles se parecem em pelo menos um ponto: estão submetidos a poderes ferozes que raramente se renovam. Na Argélia, Abdelaziz Bouteflika reina há 11 anos. No Egito, Mubarak está no poder há três décadas.

Com o fim da União Soviética, a democracia evoluiu em todas as partes, até mesmo no mundo árabe. As populações acabaram se resignando. Para elas, as ditaduras são eternas. Nesse sentido, os tumultos da Tunísia apavoram os déspotas. Os jovens burgueses cultos de Túnis, que enfrentaram heroicamente uma polícia imunda, mostraram que o poder, ainda que cruel, não é um direito divino. E os ditadores, às vezes, fogem como ladrões.

Na Tunísia, a revolta foi desencadeada há um mês pelo suicídio de um jovem com formação universitária que vendia legumes na rua e teve o carrinho confiscado por um policial idiota. O jovem ateou fogo ao corpo. Na Argélia, no domingo, um desempregado de 37 anos também se matou assim. No Egito, outro desempregado ateou fogo ao corpo diante do Parlamento. No Iêmen, estudantes protestaram. Na Jordânia, 3 mil trabalhadores sindicalizados, islâmicos e militantes de esquerda, insurgiram-se contra a corrupção. No Marrocos, o rei proibiu uma manifestação de apoio aos tunisianos.

A Liga Árabe reúne-se em março em Bagdá. Ela manterá uma posição "discreta". A organização reúne os líderes corruptos de países muito pobres e ameaçados pela secessão, como Iêmen e Sudão, esclerosados, como Argélia e Síria, ou dilacerados, como Líbano, Iraque e Palestina.

É inútil dizer que o milagre tunisiano não se repetirá facilmente. Também é preciso avaliar os perigos de eventuais distúrbios. Dois riscos assombram os países que se livraram da ditadura: a anarquia, consequência de anos de partido único, e o islamismo, presente em grupos como a Irmandade Muçulmana, no Egito, e o GIA, na Argélia. Um embaixador árabe em Paris declarou ontem ao jornal Le Monde que "a revolução tunisiana ilustra uma crise do Estado árabe que não é mais possível esconder". / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Refém francês morre em ataque feito pela França

A Al Qaeda no Magreb Islâmico afirmou ontem, que um dos reféns franceses tinha sido morto no Mali durante um ataque feito pelas forças francesas e o outro foi executado pelo AQMI, segundo um comunicado do serviço americano de vigilância dos sites islamistas “SITE”, noticiou a AFP.

As forças especiais francesas levaram a cabo em 8 de Janeiro um assalto em território maliano contra os raptores de Vincent Delory e Antoine de Léocour, ambos de 25 anos, raptados na véspera no Níger e encontrados mortos após o assalto.

“Apesar das advertências” endereçadas à França sobre o prosseguimento dos raids aéreos, “os aviões franceses bombardearam os veículos dos moujahidine, numa altura em que estes levaram um dos reféns para longe do veículo visado, mas não puderam levar o outro que foi morto mais tarde pelos bombardeamentos franceses e não por balas dos moujahidine”, disse.
Segundo o procurador de Paris, a autópsia revelou impactos de bala sobre os corpos dos dois homens.

Na segunda-feira, o Primeiro-Ministro francês François Fillon, indicou que os dois franceses haviam sido “eliminados friamente” pelos raptores, segundo “os primeiros elementos” do inquérito.

O AQMI lembra que o rapto foi levado a cabo para responder à “política repressiva da França contra os muçulmanos, devido à sua ingerência nos assuntos do Sahel e do Magreb”.

A Al Qaeda reivindicou o rapto num comunicado, no qual não revelou as circunstâncias da morte dos dois franceses no ataque aéreo.

Fonte: Jornal de Angola





sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Al-Qaeda assume sequestro de 2 franceses mortos no Níger

O grupo Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) assumiu nesta quinta-feira a autoria do sequestro na última sexta-feira de dois franceses no Níger e explicou que os reféns morreram em uma operação lançada por forças francesas e nigerianas.


Um porta-voz do AQMI responsabilizou seu grupo pelo sequestro em uma gravação sonora, cuja autenticidade não pôde ser constatada, divulgada nesta quinta-feira pelo canal de televisão por satélite catariana Al Jazira.


O suposto porta-voz garantiu que os "mujahedin (guerreiros santos) tiveram êxito em sequestrar dois franceses, graças a Alá".


"Apesar de os mujahedins (...) terem enviados uma mensagem aos responsáveis franceses e nigerianos, no qual advertiram sobre a tentativa de intervenção militar, (o presidente francês, Nicolás) Sarkozy e seu Governo aventureiro não aprenderam das lições de fracasso e repetiram a mesma estupidez", afirmou.


O porta-voz de AQMI explicou que "dois combates heróicos ocorreram entre os mujahedins e as forças francesas e nigerianas" e acrescentou que estas "terminaram com o fracasso terrível de uma tentativa para resgatar aos reféns".


Segundo o grupo, as ofensivas finalizaram com a morte dos dois franceses sequestrados e de dois agentes das forças especiais francesas.

Fonte: Portal Terra

domingo, 9 de janeiro de 2011

Sarkozy: franceses sequestrados na Nigéria morreram

Dois franceses sequestrados na sexta-feira na Nigéria foram mortos, apesar de uma tentativa de resgate das forças da França, informou o presidente Nicolas Sarkozy em um comunicado. Os reféns foram encontrados mortos na fronteira entre a Nigéria e o Mali depois que tropas francesas entraram em conflito com os sequestradores, matando vários deles, como afirmou ontem o ministro de Defesa francês, Alain Juppé.

Sarkozy condenou os assassinatos dos reféns como um "ato covarde e bárbaro". As duas vítimas, que não foram identificadas, haviam sido sequestradas por quatro homens armados enquanto jantavam em um restaurante na noite de sexta-feira em Niamey, capital da Nigéria.

Não ficou imediatamente claro quando o conflito pela libertação dos reféns começou. Nenhum grupo assumiu o sequestro e não se sabe ainda se a Al-Qaeda teve alguma participação. Cinco outros reféns franceses que foram sequestrados em setembro do ano passado na Nigéria pela Al-Qaeda provavelmente estão sendo mantidos no Mali.

Em julho de 2010, tropas francesas se juntaram a tropas da Mauritânia em um combate ao movimento Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQIM) com base no Mali. Logo depois, sequestradores anunciaram que haviam matado um refém francês de 78 anos e disseram que Sarkozy, ao intervir no assunto, havia "aberto as portas do inferno".

Uma grande quantidade de homens forma as tropas francesas espalhadas pelo deserto do Sahel, que cobre partes da Mauritânia, Mali, Nigéria e Argélia, onde grupos militantes ligados à Al-Qaeda atuam. Os quatro países iniciaram uma operação conjunta para combater os militantes. Os Estados Unidos têm fornecido treinamento para as tropas na região. 

Fonte: Estadão 
 
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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Presos supostos membros da Al Qaeda no Magreb

As autoridades marroquinas anunciaram, na terça-feira, a prisão de 27 suspeitos de terrorismo, incluindo um membro da Al-Qaeda no Magreb islâmico (AQMI), envolvidos na preparação de atentados no país, noticiou, ontem, a France Press.


O Ministério marroquino do Interior disse, em comunicado, que os detidos, dirigidos por um marroquino, membro da AQMI, programavam criar em Marrocos uma base avançada para actos terroristas.


“Estas pessoas pretendiam cometer actos terroristas, com cinturões de explosivos e carros-bomba, contra os serviços de segurança marroquinos,” sublinha o comunicado, sem revelar os nomes dos detidos.


Ao desmantelar a célula, a Polícia descobriu uma grande quantidade de armas em três esconderijos na região de Amgala, a 220 quilómetros de El Aaiún”, no Sahara Ocidental.


Os guerrilheiros da AQMI têm bases na Argélia, Mali e Mauritânia.


Fonte: Jornal de Angola

domingo, 2 de janeiro de 2011

Revista Inspire: O eco dos épicos!

Eco dos épicos! Esse é o artigo principal da revista Inspire do mês de Dezembro, segundo o SITE, grupo dos EUA que monitoram atividades extremistas.

A revista eletrônica que é um dos canais de comunicação da AQPA, teve como foco na edição de número 15, o apoio a Al Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI). 

O texto foi lançado em fóruns jihadistas no dia 28 de dezembro de 2010. Um artigo intitulado "matando pessoas fui salvo de ser morto", inicia com a declaração ..."nos sacrificamos por vocês ó heróis da Al Qaeda na terra do Magreb Islâmico". O autor, Mashal al-Shadukhi, argumenta que a AQMI, dissipou a idéia de que as nações ocidentais são livres para matar sem receber qualquer punição.

A Inpire é uma publicação mensal da Al Qeda na Península Arábica, que leva a mensagem da organização para o mundo, sendo publicada em árabe e inglês.


terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Droga do Brasil financia a Al-Qaeda no Magreb Islâmico

Jamil Chade - O Estado de S.Paulo


A droga que sai do Brasil na direção à Europa é um dos pilares do financiamento da rede terrorista Al-Qaeda.


Isso é o que revela uma investigação feita pelo governo da Argélia obtida com exclusividade pelo Estado. Ele mostra que, cada vez mais, o norte da África tem se transformado em um dos motores das finanças do grupo terrorista. Entre as maiores fontes de renda hoje da organização está a cobrança de "pedágio" para os carregamentos de drogas vindos dos portos brasileiros, que têm a Europa como destino final.


A informação vem no mesmo momento em que o grupo WikiLeaks torna pública a constatação da diplomacia americana de que a África e alguns de seus governos se transformaram nos últimos anos no principal centro de apoio e de distribuição da droga sul-americana, tanto para a Europa como para o próprio mercado americano (mais informações nesta página).


Por décadas, a droga que saía da Colômbia era embarcada diretamente para a Europa, em navios ou aviões que chegavam à Espanha e Portugal. Mas desde que esses governos passaram a adotar um controle mais rigoroso sobre as cargas e reforçar as fronteiras marítimas, o narcotráfico foi obrigado a buscar novas rotas.


Segundo a Interpol, essas rotas passam agora pelos portos brasileiros, com a droga colombiana. Santos e os portos do Nordeste seriam os mais utilizados. Em 2009, por exemplo, cerca de 10% de toda a droga que chegou à Europa de navio e 40% da que chegou à França usou o Brasil como rota, segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC).


A caminho da Europa, porém, essa droga passaria pelo norte da África e, lá, encontram grupos dispostos a ajudar fazer a mercadoria chegar até os europeus. Um dos principais grupos que se beneficiam desse "serviço" seria a AQMI, o Al-Qaeda no Magreb Islâmico. O grupo é relativamente pequeno - tem cerca de 300 membros na cúpula da organização na Argélia, Marrocos e Tunísia. Mas vem ganhando espaço político, midiático e tem operações organizadas de forma cirúrgica para atingir seus objetivos. Em 2007, por exemplo, promoveu em Argel o maior atentado contra a ONU.


De acordo com o especialista marroquino em estudos sobre o terrorismo, Mohammed Benhammou, a AQMI de fato faz parte da estrutura mundial e nebulosa da Al-Qaeda, ainda que seja uma relação de lealdade, e não de comando. "Hoje, temos de ser claros e admitir que a Al-Qaeda representa uma ameaça real à segurança da região", disse.


Os vastos Desertos do Sahel e do Saara, além da pobreza extrema e falta de presença do Estado, permitiram que o grupo passasse a controlar certas partes do território norte-africano, mesmo com um número reduzido de pessoas dedicadas exclusivamente ao grupo.


O pagamento de resgates por sequestros e o tráfico de drogas se transformaram em duas fontes de financiamento do grupo nos últimos anos. Estudos publicados nesta semana pelo Centro Africano de Estudos e Pesquisa sobre o Terrorismo indicam que o volume de recursos já seria tão grande, desde 2007, que o grupo já passou a ser um dos principais contribuintes para o comando central da organização Al-Qaeda.


Só no norte da África, essas duas fontes de arrecadação já permitiram que o grupo terrorista acumulasse 100 milhões de euros, dinheiro usado para a compra de armas, planejamento de ataques em todo mundo, manutenção de bases em diversos países, além de "comprar" a aliança de recrutas com salários e o pagamento de "heranças" a famílias de jovens que optaram por cometer atentados suicidas em nome do grupo.


Abdelmalek Sayeh, diretor do Escritório Nacional Argelino para a Luta contra a Droga, afirmou que, em 2008, 240 toneladas de cocaína haviam sido apreendidas no país, antes de ser levada à Europa. Em 2009, 52 toneladas foram identificadas apenas no Deserto do Sahel, no sul despovoado do país.


Segundo ele, o produto viria do Brasil, Peru e Colômbia e ao usar o norte da África como rota para a Europa, deixava milhões de dólares para a Al-Qaeda. "A comunicação entre os traficantes de drogas e os terroristas ocorre na região do Sahel", afirmou.


A direção da AQMI chegou a considerar entrar no próprio tráfico, segundo as investigações do governo argelino. Mas, em 2008, optaram por uma decisão mais pragmática. Permitiriam o uso do território do Sahel pelos traficantes, mas cobrariam uma taxa. Em troca do dinheiro, garantem a proteção ao carregamento e passe livre. Do deserto, os produtos chegam à Europa principalmente a partir de portos no Marrocos e Líbia.


Nos últimos dias, o governo da Argélia tem conduzido uma verdadeira guerra contra os narcotraficantes e suas relações com os terroristas.


Na semana passada, por exemplo, aviões da Força Aérea da Argélia anunciaram que bombardearam um comboio de oito caminhões que transportavam drogas em pleno deserto, na direção da fronteira com o Marrocos. A suspeita era de que o carregamento tinha como destino a Europa. Segundo as informações oficiais do governo de Argel, sete dos oito veículos foram totalmente destruídos.


Mas o próprio governo admite que a região onde operam traficantes e terroristas é de difícil controle. A AQMI surgiu oficialmente apenas em 2006, como um novo formato do Grupo Salafista de Combate (GSPC), que por anos usou o deserto como base de seus ataques contra o governo argelino. Nos anos 90, foi um dos líderes do conflito civil no país, com a meta de instalar um Estado islâmico, antes mesmo do 11 de Setembro de 2001.


O governo acabou derrotando os fundamentalistas. Mas, abandonado pelos governo do Níger, Mali, Mauritânia e Argélia, o Deserto do Sahel se tornou refúgio de terroristas e ponto de encontro de tráfico de droga, grupos criminosos e de imigração ilegal.


O problema é que o financiamento não vem apenas das drogas. Parte dos milhões de euros arrecadados pelos terroristas também vem dos sequestros. O GSPC já tinha iniciado essa tendência em 2003, obtendo 5 milhões de euros do governo alemão em troca de quatro turistas. Por sua proximidade com a Europa, o Saara e o Sahel passaram a ser um dos principais destinos de turismo. A AQMI não perdeu o hábito de seu antecessor e passou a usar os turistas como alvo de sequestros.


No Marrocos, o jornal Magharebia há poucas semanas publicou uma entrevista com um ex-membro do grupo Al-Qaeda, confirmando que a região, os turistas e as drogas haviam se consolidado como a base financeira dos terroristas hoje no mundo. "Esse é o grande terreno fértil para o terrorismo hoje", afirmou o ex-terrorista, identificado apenas como Noureddine ao jornal. "Os recursos da AQMI não foram tocados nem mesmo pela crise econômica mundial", afirmou. "Em troca de proteção, os traficantes são obrigados a pagar tarifas e impostos altos para usar a região", disse.


Nota do Blog: Finalmente chega a grande mídia o que já temos denunciado há tempos!


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Al Qaida operando frota de Boeings 727 para transportar drogas da América do Sul para a África e Europa




WASHINGTON — A rede da Al Qaida no Norte da África tem tido acesso a aeronaves de origem ocidental.

Autoridades dizem que a Organização Al Qaida do Magreb Islâmico está usando aeronaves ocidentais para o tráfico de drogas e talvez de armas. Elas dizem que os serviços de inteligência Americanos comprovaram que a AQMI colaborou no acesso de uma frota de jatos de passageiros Boeing vindos da América do Sul a áreas remotas do Norte da África e do Sahel.

"Isto não é novidade, mas o uso de aeronaves pela AQMIT aumentou de forma constante, até um ponto em que está se tornando uma grande ameaça regional," disse uma autoridade.

Autoridades dizem que os serviços de inteligência americanos identificaram pela primeira vez o uso de jatos Boeing 727 por parte da AQMI para o tráfico de drogas já em 2006. Elas reconheceram que a ameaça foi minimizada pelo governo americano, pricipalmente pelo Departamento de Segurança Nacional.

A AQIM expandiu significativamente o seu uso de jatos para transportar cocaína  e armas para países como o Mali e a Mauritânia. As autoridades disseram que as armas eram usadas na guerra da Al Qaída contra a Argélia e os interesses ocidentais, enquanto que a cocaína seria para financiar operações de insurgência.

"Os aviões têm sido de propriedade de terroristas e traficantes sul-americanos e a AQMI opera os vôos, o translado da carga e o contrabando para a Europa," disse a autoridade. "A AQMI poderia usar os aviões para suas operações depois de eles aterrissarem no Norte da África."

Em 2008, o Departamento de Segurança Nacional elaborou um relatório confidencial sobre a colaboração da AQMI com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, conhecidas como FARC. O relatório, que parece ter sido ignorado, alertou que ambas organizações estavam usando aviões de dois motores a turboélice, no que foi chamado de "o acontecimento mais significativo no uso criminoso de aeronaves desde 11 de setembro."

Revelou-se que a frota à disposição da AQIM consiste de cerca de uma dezena de jatos, incluindo Boeings 727. As aeronaves da Boeing, que poderiam transportar 10 toneladas de carga, provavelmente juntaram-se à frota em 2009.

A frota de aeronaves foi descoberta no Marrocos em outubro de 2010, quando o reino norte-africano anunciou o desmantelamento de uma célula da AQMI. Rabat informou que 34 suspeitos foram acusados de trabalharem com aeronaves da América do Sul usadas para o tráfico de drogas. O governo do Marrocos disse que a AQMI destruiu um dos Boeings 727 depois que o combustível adquirido para um outro vôo revelou-se incompatível.

Autoridades disseram que a AQMI estava alferindo dezenas de milhões de dólares de lucro com o tráfico de drogas a partir da América do Sul. Elas disseram que isto facilitou a as operações da AQMI, o recrutamento e a criação de refúgios para terroristas em países como o Mali, a Mauritânia e a Nigéria.

A rota do tráfico, que, segundo informações, envolve pelo menos 250 pessoas, incluia a Argélia, a Líbia, o Mali, a Mauritânia, o Marrocos, a Nigéria e a Tunísia.

As autoridades disseram que uma ou várias das rotas do tráfico terminavam na Espanha.

"Isto não só tornou a AQMI rica, mas tranformou terroristas em multi-milionários," disse a autoridade.

World Tribune, 16 de novembro de 2010
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Tradução: DEXTRA

França rejeita pressões da al-Qaeda

A ministra dos Negócios Estrangeiros francesa avisou esta sexta-feira que o país não aceitará que a sua política seja “ditada pelo exterior”. Michéle Alliot-Marie garantiu que o país “está a fazer tudo o que está ao seu alcance para que todos os reféns, estejam onde estiverem, sejam libertados sãos e salvos”

Numa gravação em áudio difundida pela cadeia de televisão Al Jazira, a Al-Qaeda exige a retirada francesa do Afeganistão e negociações entre Paris e Osama bin Laden, a fim de serem libertados os cinco reféns franceses que foram levados para o Mali.

Porta-voz do Ministério referiu esta sexta-feira que as autoridades francesas estão a tentar comprovar a autenticidade da gravação. Cinco franceses, um togolês e um cidadão de Madagáscar que trabalhavam no Níger para o grupo francês Areva foram sequestrados na madrugada de 16 de Setembro.

No mês de Outubro, o primeiro-ministro do Níger avançou que os reféns estão vivos e que estão a ser desenvolvidos contactos no terreno para a sua libertação.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Al Qaeda se prepara para conquistar Ceuta e Melilla da Espanha

 

Através de seu site os terroristas da Al Qaeda no Magreb Islâmico publicam habitualmente seus comunicados, dessa vez eles afirmam que Ceuta e Melilla serão recuperadas "pela força, porque pela força foram tomadas".

O comunicado foi intitulado de "Ceuta e Melilla, tesouros perdidos", e anuncia que as duas cidades se encontram"embaixo do império cruzado espanhol, e fora do império de Deus". Portanto, devem ser recuperadas para o Islã "pela força, porque pela força foram tomadas", para serem devolvidas a "Nação do Islã".

Curiosamente, a reivindicação de Ceuta e Melilla é feita normalmente pelo Marrocos, que pede sua reintegração a soberania de Mohamed VI. Algo que é falso, pois tanto Ceuta como Melilla se encontra sob a soberania espanhola (Ceuta foi transferida para a Espanha no século XVII por Portugal durante sua independência da Coroa Espanhola) muito antes do reino alauita ter começado.

No entanto, aqui a reivindicação toma outros tons, pois ela não pede a reintegração a um país concreto, que seria o Marrocos, mas pede concretamente que as cidades sejam islamizadas.
O habitual absurdos dos islâmicos ao redor da Lenda Negra
Como é habitual nos fanáticos Islamitas (na prática todo maometanos é um autêntico fanático), oferencem sua própria versão sobre a Península Ibérica Islamizada, Al Andalus, que havia sido islamizada sem violência alguma, somente como manda o próprio significado do Islã, submissa a religião muçulmana, aberta e tolerante.

Porém, um malévolo plano do Vaticano [sic] e sua intolerância (própria da Lenda Negra antiespanhola), acabou com a presença muçulmana na Espanha, um verdadeiro massacre, o pior da humanidade segundo a Al Qaeda. Pura fantasia das Mil e Uma Noites do realismo literário. É como se o redescubrimento dos reinos cristãos sobre os territórios islamizados, que constitui a origem da Espanha, iniciado desde os primeiros anos de uma forma <> nunca tivesse acontecido. O Islã nunca foi imposto pela bondade da palavra e sim mediante a mais pura violência, assim como exigia o profeta Maomé, o primeiro Califa: Mediante a jihad, a guerra santa contra o infiel.

Força essa que a Al Qaeda está disposta a utilizar regurlamente, de acordo com as centenas de terroristas que aparecem no vídeo junto ao comunicado, todos munidos de material de guerra para seguir matando e sequestrando, tudo em nome de Allah, o Deus mais sanguinário e fanático do planeta.

Presos no Marrocos traficantes de drogas ligados a grupo terrorista

Autoridades marroquinas prenderam 34 membros de uma quadrilha de traficantes ligados à al-Qaida do Magreg Islâmico . Os traficantes, que têm conexões com cartéis sul-americanos, transportavam drogas da América do Sul para a Europa, via África. O grupo terrorista tem financiado suas atividades de terrorismo colaborando com os cartéis, aos quais oferecia seu conhecimento das rotas do deserto, suas armas e seus meios de transporte para lhes garantir uma passagem segura pela região do Sahel marroquino.

World Check, 29 de outubro de 2010
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Tradução: Dextra

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Argélia vai armar civis para combater insurgentes islâmicos

O governo da Argélia anunciou que vai passar a distribuir armas a civis em algumas regiões do país para que eles possam ajudar na luta contra insurgentes islâmicos.

O ministro do Interior, Daho Ould Kablia, disse que a decisão foi tomada pelo Ministério da Defesa, mas será sua pasta que irá distribuir os armamentos.
Segundo Kablia, foram os próprios civis de algumas regiões pediram as armas para "lutar contra o terrorismo".

O grupo extremista Al-Qaeda no Maghreb Islâmico é ativo na Argélia e nos países vizinhos, e foi acusado de realizar ataques e sequestros recentes.
Guerra civil

"Existem regiões nas quais reina o terrorismo, onde os cidadãos estão pedindo armas para lutar contra o terrorismo; vamos fornecer armas para estas pessoas", disse Kablia, segundo o jornal argelino L'Expression.
O Ministério do Interior não revelou em qual região os civis receberiam as armas mas, de acordo com Chloe Arnold, correspondente da BBC na capital, Argel, o Ministério pode estar se referindo a integrantes das tribos tuaregues, na região do Deserto do Saara.

O governo da Argélia adotou uma política semelhante a esta no anos 90, quando a Argélia foi devastada por uma guerra civil (1991-2002), que opôs ativistas islâmicos o governo e deixou mais de 150 mil mortos. Mas a prática foi abandonada em 2004 depois de um acordo de anistia.
Em 2007 e 2008, a Al-Qaeda no Maghreb Islâmico foi acusada de matar muitas pessoas em ataques suicidas e com carros-bombas, principalmente na costa argelina do Mediterrâneo.

Desde então, o número de ataques diminuiu, mas o grupo tem realizado ações mais para o sul do país, em uma região do deserto onde as fronteiras da Argélia, Mali, Níger e Mauritânia se encontram.
O grupo alega que é o responsável por uma série de sequestros de cidadãos estrangeiros na região. Há informações de que a organização atualmente está comprando armas com o dinheiro dos resgates pagos pela libertação dos reféns. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,argelia-vai-armar-civis-para-combater-insurgentes-islamicos,634658,0.htm

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Emboscada de grupo islamita mata 2 soldados argelinos

Dois soldados morreram e três ficaram feridos em uma emboscada executada por um grupo islamita na região de Tizi Uzu, em Kabilia (110 km ao leste de Argel).

Segundo o jornal El-Watan, os militares foram atacados na quinta-feira durante a passagem de um comboio militar pela região florestal de Yakuren, entre Tizi Uzu e a província vizinha de Bejaia.

No dia 3 de outubro, cinco soldados morreram em outro ataque islamita na mesma região, um reduto de grupos ligados à Al-Qaeda no Magreb Islâmico.

Fonte: Portal Terra

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Apesar de ameaças da Al-Qaeda, França manterá proibição a burca

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse hoje que o país manterá sua posição de confirmar uma lei para proibir as vestes muçulmanas, como a burca, apesar da ameaça recente de uma mensagem do líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden.

Na gravação de áudio divulgada esta semana, Bin Laden ameaça matar cidadãos franceses como vingança por causa da lei da França para banir véus muçulmanos que cobrem toda a face e também pelas tropas do país no Afeganistão. Além disso, Bin Laden reclamou da atuação francesa na África.

Sarkozy disse que a França "não deixa ninguém ditar suas políticas, e certamente não terroristas". Segundo ele, o país já fez sua escolha e não quer nenhuma mulher dentro de seu território "presa entre pedaços de pano". O projeto de lei para proibir as vestimentas do tipo já foi aprovado pelo Legislativo.

O líder francês afirmou ainda que a voz da gravação era de fato de Bin Laden. Sarkozy falou durante um encontro da União Europeia (UE) em Bruxelas, na Bélgica. As informações são da Associated Press.

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