Segundo
o Cardeal Franc Rode, Prefeito da «Congregação para os Institutos de
Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica», a Bósnia está em
processo de «islamização crescente» e «os católicos diminuíram muito em
consequência disso».
O
cardeal ofereceu como exemplo a Diocese de Banja Luka, que antes da
guerra (de 1991 a 1995) congregava 150 mil católicos e hoje possui cerca
de 35 mil. A maior parte dos fiéis teria deixado o país após ameaças e
ataques de extremistas.
O
mesmo fenómeno teria acontecido em Sarajevo, cidade de 600 mil
habitantes e apenas 17 mil católicos: «Praticamente uma cidade
muçulmana, com mais de cem mesquitas construídas nos últimos anos,
inclusive em aldeias aonde não havia sequer uma», explica o cardeal.
«Isso
demonstra a intenção de islamizar a região de Sarajevo, e a vontade do
governo de fazer da República Sérvia um país ortodoxo, onde o governo
constrói igrejas ortodoxas», revela.
Para
o Cardeal Franc Rode, os católicos são as vítimas principais desta
guerra: «Perderam muitas igrejas, destruídas, queimadas; muitos
conventos foram demolidos, vários sacerdotes, religiosos e religiosas
foram mortos. A tragédia sofrida pela população católica é grande».
O
prelado anunciou ainda que o projecto de construção de uma universidade
católica em Banja Luka é justamente viabilizar o diálogo
inter-religioso.
Segundo alega a organização Católica «Church in Need», a fuga cristã se dá principalemente devido à discriminação, islamização e confiscação de suas propriedades. Durante a guerra fugiram do país cerca
de quatrocentos e quarenta mil cristãos. Depois do fim da guerra, as
forças islâmicas impediram o regresso de milhares de refugiados que
queriam retornar aos seus lares. Consta que o poder muçulmano que daí em
diante vingou não devolveu aos seus legítimos proprietários as igrejas,
os conventos, os colégios e outros imóveis, contrariando uma sentença
ditada pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, que tornara
obrigatória essa devolução.
Na Bósnia, que recebe dinheiro saudita, proliferam as mesquitas e
desaparecem as igrejas. E as autoridades locais não parecem
facilitar a concessão de autorizações para abrir novas igrejas. Exemplo
disto é o fato de o próprio cardeal de Sarajevo se queixar de que está
há treze anos à espera de permissão para construir uma igreja.
Fontes: Minuto Digital e Além mar