terça-feira, 15 de novembro de 2011
VÍDEO EM PORTUGUÊS: Entrevista com o Filho do Hamas
domingo, 14 de agosto de 2011
Entrevista: "a história de Israel é a de Davi e Golias"
Silver viaja pelo mundo discorrendo sobre os conflitos envolvendo aquele país a partir de uma perspectiva bíblica, histórica, cultural e política. No último fim de semana, ele esteve em Fortaleza e falou ao jornal O Estado sobre o viés anti-Israel da mídia, a chamada primavera árabe e outras questões relativas ao Oriente Médio.
Em segundo lugar, no ano de 1917, os britânicos apresentaram um mapa e prometeram aos judeus toda a terra do lado ocidental do rio Jordão; o lado oriental seria dos árabes. Era apenas um papel governamental, não tinha autoridade internacional. Mas em 1923 houve uma reunião da Liga das Nações em San Remo, na Itália, na qual 51 países concordaram com a partilha dos britânicos e deram a terra aos judeus.
Em terceiro, diz-se que Israel tomou terra ilegalmente ao final da Guerra dos Seis Dias, em 1967, e que, conforme a Lei Internacional, aquilo foi ilegal. Pela Lei Internacional, todavia, se você ataca um país e toma a terra, isto é ilegal; mas se alguém te ataca e você o empurra de volta, e ganha terra, isto é considerado legal. Então, em todos os pontos, os judeus têm o direito de viver naquela terra.
Houve, em algum momento histórico, um povo ou um Estado palestino reconhecido como tal?
A existência do povo palestino é uma invenção moderna. Antes de 1967, os árabes nunca falaram de um povo ou de um Estado palestino. No dia seguinte à fundação de Israel como país, em 1948, houve uma guerra com a Jordânia e esta tomou a Margem Ocidental, que por 19 anos esteve sob o controle da Jordânia, que não permitia aos judeus morar naquela terra. E os árabes nunca disseram “Ei, nós somos palestinos, nós queremos a terra de volta”. Foi somente quando Israel venceu a guerra de 1967 e recuperou a terra, foi somente aí que apareceram Yasser Arafat e a Organização pela Libertação da Palestina (OLP) falando de um povo e de um Estado palestino, e há quarenta anos a mídia tem repetido isso.
Os árabes são vítimas de um tipo de apartheid em Israel, como propala grande parte dos políticos, intelectuais e mídia do Ocidente?
Os árabes em Israel podem trabalhar, integrar partidos políticos, fazer parte do governo. Dos 7,5 milhão de cidadãos israelenses, 1,8 milhão são árabes, totalmente livres. A mídia dá uma perspectiva errada, e eu acredito que é por anti-semitismo. Já nos países árabes, ainda hoje, há um dizer palestino que prega “Nada de judeus”. É incitação à limpeza étnica. Minha opinião é que o mundo quase inteiro tem sofrido uma lavagem cerebral para acreditar que Israel é o vilão. Mas o povo judeu quer apenas viver em paz num pedacinho de terra
Vamos falar da tal Flotilha da Paz. Israel saiu daquele episódio como um matador de pacifistas. O que aconteceu ali?
O governo de Israel avisou aos “pacifistas” para não mandarem os barcos, e eles continuaram vindo. Então a Marinha disse “Venham conosco para que possamos inspecionar a carga e, se estiver tudo em ordem, mandá-la para Gaza”. Mas eles ignoraram as ofertas e continuaram vindo. Finalmente, os soldados israelenses desceram ao barco, com as armas afastadas, e os tais pacifistas os espancaram com canos de ferro, facas. Um soldado teve dano cerebral, outro teve o estômago cortado e foi jogado ao mar. Não era um barco de pacifistas, eram terroristas. Foi uma armadilha. Queriam manchar a imagem de Israel, pois eles sabem que a maior parte da mídia sempre mostra o quadro errado. A maioria das pessoas cai nessa armadilha porque não se preocupa em ler a verdade, não conhece a História, não procura os fatos.
Em 2000, durante as discussões de Camp David, o primeiro ministro de Israel, Ehud Barak, concordou em dar a Yasser Arafat 90% das terras que os palestinos reivindicavam...
Mas Arafat disse não! E o disse porque ele queria toda a terra, e não somente os 90%. Arafat tinha um mapa em seu uniforme no qual não havia a indicação de Israel. E ainda nos dias de hoje, os livros escolares árabes não trazem a sinalização de Israel. Eles não querem convivência com os judeus. Mas a imprensa mundial não divulga esses fatos. Se formos analisar, durante a Segunda Guerra Mundial, Hitler e os nazistas usaram a mídia para confundir o mundo, enquanto prosseguiam com a matança de judeus. Eu julgo que a mesma coisa está acontecendo nos dias de hoje.
Como o senhor avalia a cobertura feita pela mídia dos conflitos entre israelenses e árabes?
Eles atacam Israel primeiro, e Israel contra-ataca, mas a mídia só divulga a resposta israelense, nunca o ataque que provocou o revide. Quando a mídia culpa Israel, isso é assunto de capa, mas quando vão se retratar, a notícia fica escondida no rodapé da página, apenas uma linha, um parágrafo. É o caso da retratação do juiz Richard Goldstone, que apresentou um relatório, a pedido da ONU, sobre a Guerra de Gaza, afirmando que Israel tinha cometido crimes de guerra, assassinado civis deliberadamente etc. Há poucos meses, Goldstone veio a público dizer que não era bem assim, que ele tinha se enganado. Mas foi tarde demais, porque as pessoas já estão contaminadas pela versão errônea. Mas eu acho que agora Israel está acordando, e temos também bons representantes na mídia.
Ambos os meus filhos servem ao Exército, e eles me falam “Pai, se algum ataque pôr em risco a vida de um civil, somos orientados a abortar a missão, mesmo que tal atitude nos ponha em risco”. Claro que todo exército comete erros, e sempre há os maus soldados. Outro dia, alguém me enviou um e-mail dizendo que se os palestinos abaixarem suas armas, não existiria guerra alguma. Todavia, se Israel fizer o mesmo, não haverá mais Israel. É simples, e é a verdade.
E quanto aos líderes políticos ocidentais, a maioria está alinhada contra Israel?
Sim. Já estive em 32 países e posso garantir que pelo menos 80% desses líderes são contra Israel. Mas se você analisar a história de Israel, desde os tempos de Moisés, verá que Israel sempre foi pequeno, e seus inimigos, sempre grandes. A história de Israel é a história de Davi e Golias, não obstante, de algum modo, Israel sempre venceu. Pensemos acerca da Guerra dos Seis Dias. Israel foi atacado simultaneamente por três países, que, somados, tinham mais tanques e mais aviões que Israel. Todavia, em apenas seis dias, Israel foi capaz de vencê-los.
O que o senhor acha dos recentes protestos no Oriente Médio, a chamada “primavera árabe”?
O mundo ocidental pensa que este episódio é uma oportunidade para que floresça a democracia. Todavia, a Fraternidade Mulçumana está tomando o controle, e, agora, eles estão se preparando para a guerra, e mesmo os árabes moderados estão tornando-se radicais no seu ódio a Israel. Não existe “primavera árabe”, é uma mentira. De fato, se você procurar entender a religião islâmica, verá que a democracia e o Islã são como água e óleo.
O que a juventude israelense pensa da guerra?
A maior parte da juventude não quer a guerra, óbvio, mas entende o sentido da guerra, e eles não querem morar em outro país. O exército de Israel não é ofensivo, mas sim defensivo. Eles não estão lutando no Afeganistão ou Irã, estão lutando para defender suas famílias, suas casas. Se não tivéssemos nossos soldados, nós morreríamos. É simples assim.
Foto: Anderson Santiago
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domingo, 29 de maio de 2011
Só um Estado civil poderá salvar os cristãos do Oriente
Entrevista com Samir Khalil, jesuíta e especialista em Islã
Por Robert CheaibCIDADE DO VATICANO, domingo, 31 de outubro de 2010 (ZENIT.org) – Os cristãos no Oriente Médio não são vítimas de uma perseguição sistemática, mas sua vida e seus direitos sofrem uma discriminação similar a uma lenta eutanásia, que está apagando pouco a pouco sua presença milenar na região.
A assembleia especial do Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio teve uma responsabilidade crucial em propor um remédio para este fenômeno, que o arcebispo caldeu de Kirkuk, Dom Louis Sako, define de “hemorragia dos cristãos do Oriente Médio”.
Nesta entrevista a ZENIT, o padre Samir Khalil, especialista em Islã e história do Oriente Médio, oferece um quadro histórico-religioso da situação atual na região, analisa os desafios mais urgentes e propõe algumas possíveis soluções concretas.
ZENIT: O aspecto geopolítico da presença cristã no Oriente Médio é o decisivo para sua permanência ali?
Samir Khalil: Não há dúvida de que sendo uma minoria que não supera 10% da população do Oriente Médio – enquanto que a grande maioria é de religião muçulmana – nossa existência depende do consentimento desta maioria, sobretudo porque o Islã se concebe como Estado e religião. E dado que há mais de 30 anos a grande maioria dos Estados do Oriente Médio adotou um ponto de vista islamista na realidade estatal, onde a religião decide todos os detalhes da vida cotidiana, social e política, está claro que nestas condições nossa situação depende da boa vontade dos muçulmanos e do sistema islâmico. Não há que se surpreender, então, se a questão tem ocupado uma grande relevância.
ZENIT: O senhor é de origem egípcia, mas vive no Líbano e é especialista em Islã. Como é sua relação com os muçulmanos?
Samir Khalil: Faço uma distinção entre os muçulmanos tomados singularmente e os sistemas islâmicos, simplesmente porque com os muçulmanos tomados singularmente é possível instaurar um belíssimo diálogo e um intercâmbio cultural e religioso.
Permita-me contar um episódio que confirma isso: há alguns dias me contactou no Skype um muçulmano sunita do norte do Líbano, a quem encontrei casualmente em um voo há um mês. Nosso diálogo se concentrou na Trindade e na oração. Durante a conversa, ele me disse: “doutor, gostaria de lhe apresentar minha esposa”. No Oriente, este gesto quer dizer que você já forma parte da família. Portanto, o muçulmano tomado singularmente – paradoxalmente – é muito mais próximo de nós, cristãos orientais, que um cidadão europeu. Há um sentido religioso que nos assemelha e une.
Mas se temos de falar do islamismo, o discurso muda radicalmente, porque se trata de um projeto político de fundo religioso. Como cristãos orientais, gostaríamos de ser tratados simplesmente como cidadãos com uma Constituição que transcendesse todas as religiões. Mas na maior parte dos casos, em nossos países, a Constituição baseia-se essencialmente – quando não totalmente – na lei islâmica. Este é nosso problema. À parte poucos casos como o Líbano, os Estados inclusive constitucionalmente laicos, como seria o caso da Tunísia, da Síria ou da Turquia, são culturalmente países islâmicos e privilegiam os cidadãos de religião muçulmana.
ZENIT: Qual é o eixo principal do crescimento do islamismo político e do fundamentalismo islâmico?
Samir Khalil: Por um lado há uma onda islamista que nasce no início dos anos 70. A partir de 1973, aconteceu um fenômeno econômico em seguida da guerra entre Israel e os países árabes, que viu o preço do petróleo quadruplicar em poucos meses. Assim, os países petrolíferos depararam com uma montanha de petrodólares. A Arábia Saudita, não sabendo o que fazer com esta imensa fortuna, empregou uma parte ampla dela na construção de mesquitas e escolas islâmicas. A Arábia Saudita financiou os Irmãos Muçulmanos no Egito e seu projeto era claro: islamizar a sociedade egípcia porque não era bastante muçulmana. Depois, fez a mesma operação em todos os países do Oriente Médio. Assim, no início dos anos 80, os Irmãos Muçulmanos converteram-se em tão numerosos que começaram a ser considerados um perigo na Síria. O presidente sírio Hafiz al-Asad os subjugou com força.
A Indonésia, há um par de décadas, era considerada um paraíso da liberdade religiosa em um país muçulmano. Muitos sacerdotes eram ex-convertidos do Islã. Agora este fenômeno é impossível. O mesmo na Nigéria: na última década, o número de províncias que aplicam a lei islâmica aumentou de 4 para 12. A Europa, com quase 5% de muçulmanos, sente-se invadida e ameaçada.
Assim, a chanceler alemã, Angela Merkel, lançou um alarme há poucos dias, anunciando o fracasso do modelo de integração, porque são precisamente eles os que não querem integrar. Por que não se integram? Porque têm um projeto religioso, enquanto que os Estados nos que vivem têm projetos nacionais não religiosos.
ZENIT: Frente a esta situação tão complexa e crítica, que fez o Sínodo dos Bispos e o que pretende fazer?
Samir Khalil: Nós, cristãos do Oriente, vivemos no meio deste fenômeno em curso, onde o Islã ganha terreno dia após dia, até o ponto de que na Liga Árabe o primeiro tema é sempre este: como enfrentar o islamismo. E o Sínodo dedicou particular atenção à relação com o Islã. As sessões sinodais se perguntam sobre por que as pessoas deixam sua própria terra. No mundo árabe, não há perseguição contra os cristãos, mas há discriminação. Os cristãos não são tratados da mesma foram que os muçulmanos. Estes são cidadãos normais destinatários das leis. Os demais, constitucionalmente são cidadãos, mas concretamente as leis – já que estão feitas a partir do sistema muçulmano – deixam aos cristãos uma condição de desvantagem. Além disso, a liberdade de consciência é inexistente, existe só a tolerância, que consiste em suportar que o cristianismo permaneça na terra islâmica, mas com muitas limitações. Por outro lado, não é possível deixar o Islã por outra religião. Essas questões estiveram no centro da atenção dos padres sinodais.
ZENIT: Há um caminho de saída?
Samir Khalil: Só há um, apontar para certos conceitos compartilhados, como o de “cidadania” ou o de “pertença árabe”, ambos reconhecidos por grande parte dos muçulmanos. Os movimentos que promoveram estes valores no início do século XX tiveram tanto êxito porque levavam consigo um sopro de novidade que convidava a sair da visão tribal. Mas ultimamente esta visão tem sido entrincheirada e substituída pelo conceito de Umma (a nação) islâmica. Durante a presidência de Nasser, até a metade dos anos 70, o conceito era a Umma al-Arabiyya [a nação árabe], mas da metade dos anos 70 em diante prevaleceu o conceito da Umma al-Islamiyya [a nação islâmica], que não deixa espaço para os não muçulmanos. A solução é tentar propor, muçulmanos e cristãos, um conceito moderno de Estado, não só no âmbito político, mas também no cultural.
ZENIT: Como fazer para que essa proposta seja factível?
Samir Khalil: Precisamente aqui entra a proposta do Sínodo para o Oriente Médio: não se trata de fazer um projeto cristão, e muito menos um projeto dos cristãos ou para os cristãos, porque assim refletimos como se fôssemos uma minoria que tenta se proteger. Nós não tentamos nos proteger. O que dizemos reflete a palavra também de muitos muçulmanos, que reconhecem como nós que a nação árabe está mal porque sofre de uma falência no exercício da democracia, na distribuição das riquezas, no estabelecimento da justiça social e de um Estado de direito, na reforma do sistema de saúde.
O Islã é muito sensível a essas dimensões. A liberdade de consciência e de expressão é desejada por muitos. Isso não porque as pessoas querem se afastar do Islã, mas porque querem viver o Islã de modo mais pessoal. No mundo islâmico, há um sentido de modernidade e de liberdade que não se atreve a se manifestar. Um cristão pode escrever criticando seu patriarca ou bispo, enquanto que é difícil que um muçulmano o faça. Não porque alguém em particular o proíba, mas porque a própria cultura impede. Os imames são os ulemás [os doutos] e seu saber não se discute. Reafirmo que com essas propostas não se trata de fazer os muçulmanos menos muçulmanos ou os cristãos menos cristãos, mas dizer que a fé é uma questão pessoal, ainda que tenha sua dimensão social, e que cada um deve viver a própria fé como lhe vem inspirada por Deus.
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sexta-feira, 6 de maio de 2011
Entrevista - Ottfried Höffe: ‘Bin Laden mereceu’
Graça Magalhães-Ruether
Correspondente
O GLOBO: O que o filósofo Immanuel Kant diria sobre o assassinato de Bin Laden?
OTTFRIED HÖFFE: Kant estaria de acordo com o governo americano. Embora muitos pensem o contrário, ele era a favor da pena de morte. O chefe de uma organização terrorista que causou a morte de tantas pessoas mereceu ser morto. O único erro, na minha opinião, foi ele ter sido executado sem ser submetido a um julgamento. Por outro lado, trata-se de uma guerra contra o terrorismo e em uma guerra as coisas são um pouco diferentes do que em tempos de paz. Além disso, Bin Laden é comparável a Adolf Hitler. Se alguém tivesse conseguido assassinar Hitler, como Claus Schenk von Stauffenberg tentou em 1944, ninguém teria nada contra essa ação do ponto de vista ético.
● Os crimes de Bin Laden são comparáveis aos que foram cometidos pelo ditador nazista?
HÖFFE: Eu diria que há diferenças. Hitler mandou matar sistematicamente uma etnia, seis milhões de judeus. Ele declarou guerra contra quase toda a Europa. Mas Bin Laden é parecido com Hitler, um criminoso que não dava nenhum valor à vida humana. O atentado contra Hitler de 1944 foi precedido de uma grande discussão entre os integrantes do grupo, se seria correto, do ponto de vista ético. O atentado fracassou e os seus autores foram todos condenados à morte. Mas se o plano tivesse funcionado, ninguém discutiria hoje a “culpa” dos assassinos de Hitler. Temos agora na Alemanha a crítica da Igreja Católica à chanceler Angela Merkel, que se mostrou feliz com o assassinato de Bin Laden. Normalmente, não é correto se dizer feliz com a morte de uma pessoa. Mas Bin Laden era diferente pelo perigo que representava para o Ocidente.
● Na sua opinião, foi correta, do ponto de vista do Direito Internacional, a ação militar em um país estrangeiro, assim como fez Israel com Adolf Eichmann, na Argentina, há cerca de 50 anos?
HÖFFE: De acordo com os princípios de soberania do Direito Internacional, não. Mas devemos refletir sobre a situação específica. Naquela época, o governo argentino tolerou a ação de agentes israelenses, que capturaram Eichmann e o levaram diretamente para Israel, sem um julgamento e um pedido oficial de extradição, porque tratava-se de um assassino de milhões de pessoas.
● Já na descoberta do esconderijo de Bin Laden, os americanos usaram meios ilegais, pois torturaram informantes para obterr a informação...
HÖFFE: Nada justifica a tortura. Um Estado não tem o direito de usar os instrumentos dos criminosos, e a tortura é um instrumento criminoso.
● O senhor acha correta a decisão do presidente Obama de não divulgar a foto de Bin Laden morto?
HÖFFE: Não sei dizer se é correta ou não. Mas eu imagino que os americanos tentem evitar que, com a divulgação da foto, Bin Laden adquira para os seus adeptos a imagem de um mártir. Uma outra hipótese é que os integrantes da unidade especial que mataram o chefe terrorista agiram com tanta sede de vingança pelos atentados de 11 de Setembro que seria motivo de vergonha mostrar o terrorista morto.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Entrevista com dois Jihadistas da Líbia
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| Militância. Al-Zwei (E) e Al-Madhouni, veteranos da guerra afegã |
"A internet é o único lugar onde a Al Qaeda floresce"
Estudioso do terrorismo, o americano Scott Atran afirma que um grande descrédito pesa sobre a rede de Osama bin Laden, e que sua principal arma hoje em dia é a web
Segundo Atran, qualquer pessoa está sujeita a ser um homem-bomba. “O perfil do terrorista é igual ao de uma pessoa comum. Não há nenhum distúrbio psicológico por trás de suas ações”, diz ele. O antropólogo, que já estudou de perto terroristas desde as florestas da Indonésia até o Marrocos, explica que novos integrantes de redes terroristas quase sempre são aliciados quando formam algum laço de amizade com veteranos da organização ou porque se veem de repente numa vizinhança ou num ambiente infiltrado por eles. "Apenas 15% entraram para a Al Qaeda por influência da própria família", diz.
Como, então, é possível identificá-los?
Se é tão aleatório, como monitorar regiões contra o terrorismo?
A principal forma de infiltração da Al Qaeda é a ideológica. Os terroristas tentarão entrar na cabeça desses jovens revoltosos. Mas isso não quer dizer que vão conquistar muitos adeptos. No Egito, por exemplo, os jovens conseguiram fazer em 18 dias o que a Al Qaeda tenta há 18 anos sem sucesso. E eles o fizeram sem confrontos violentos, sendo que a Al Qaeda diz ser necessário o uso da força contra qualquer inimigo. Um descrédito enorme pesa sobre a Al Qaeda neste momento.
Mas há sinais de que o grupo se beneficia do conflito na Líbia, por exemplo, para contrabandear armas.
Materialmente ou militarmente, a Al Qaeda é insignificante hoje em dia. Seu principal ativo é a "marca" Al Qaeda - que muitos extremistas desejam usar, pois isso é promessa de visibilidade a seus atos. Por isso também, afirmo que o maior perigo está na infiltração ideológica. Revoluções e guerras são impulsionadas por ideologias ou mudanças morais. A Al Qaeda certamente tentará atrair para si os jovens que hoje vão às ruas no mundo árabe. Nessa tarefa, a internet tem grande importância. A internet é o único lugar onde a Al Qaeda está florescendo e é altamente competitiva.
Um clérigo iemenita-americano, Anwar al-Awlaki, falou na semana passada da empolgação do grupo terrorista diante das possibilidades que se abrem em todos os países que vivem uma crise política, especialmente no Iêmen...
O Iêmen é a única entre as nações árabes em crise onde o grupo parece ter algum sucesso até agora, por razões bastante particulares. O país, que já viveu uma guerra civil que o dividiu entre norte e sul, possui um histórico terrorista. A família paterna do saudita Osama bin Laden é iemenita, e algumas regiões do Iêmen ainda enfrentam a chamada Al Qaeda na Península Arábica (AQPA), nascida da fusão dos braços iemenita e saudita da Al Qaeda. Nesse contexto de caos, as autoridades estão perdendo força e muita gente está armada no país.
A Al Qaeda também tem ambições políticas?
Claro que eles adorariam que um estado islâmico fosse estabelecido em qualquer dos países que hoje estão em ebulição. Porém, sua ideia de estado islâmico é muito restrita, e não existe um só país que respeite a Sharia de acordo com sua interpretação, a não ser o Afeganistão dos talibãs. O próprio mundo islâmico não gosta da Al Qaeda.
Fonte: Revista Veja
segunda-feira, 28 de março de 2011
Os planos ocultos da Irmandade / Entrevista com Esam EI-Erian
A Irmandade pretende construir um estado islâmico no Egito, a exemplo do que ocorreu no Irã após a revolução de 1979? Criará leis para proibir o consumo de álcool ou saias curtas, por exemplo?
O Egito não é o Irã. Não é a Arábia Saudita. Não é a Turquia.
Então, qual é o objetivo político da Irmandade Muçulmana?
Isso depende da atmosfera e do contexto em que nos encontrarmos. Atualmente, nossa meta é conseguir a unidade nacional e instituir uma nova ordem no Egito. Isso significa uma nova Constiuição, leis melhores e a retomada da economia, o que será muito importante nos próximos cinco anos.
Por que cinco anos?
Alguns políticos dizem que a transição vai durar seis meses. Outros falam em um ano. Nós --achamos que-essas estimativas estão equivocadas. A transição vai demorar cinco anos.
Por que a Irmandade declara que não almeja mais do que um terço das cadeiras no próximo Parlamento, cuja eleição deve ocorrer neste ano?
Nós não queremos a maioria no Congresso.
Por que não?
Porque, como eu disse, este é Um momento de união, não de competição.
Será sempre assim? A Irmandade nunca vai querer mais do que um terço do Congresso?
Esta é a nossa estratégia há 25 anos. Estamos em um momento de transição, preparando o país para nossa próxima estrarégia, a qual será iniciada após cinco anos. Só então haverá competição. Agora não há tempo para isso. O momento atual é de união.
Qual é o projeto de país da Irmandade Muçulmana para daqui a cinco anos, quando acabar o período que o senhor considera de união entre as forças políticas?
Por favor, pare de fazer essas perguntas. Volte daqui a cinco anos e faça essa mesma indagação. Daí, sim, eu responderei (EL-Erian dá uma risada).
Como será o Egito daqui a cinco anos?
Por favor....
Que opinião o senhor tem a respeito das brigas recentes entre muçulmanos e cristãos coptas?
Isso é a contrarrevolução.
O Egito conseguirá manter-se estável durante essa transição, mesmo com esses conflitos religiosos?
Se conseguirmos evitar as intervenções de americanos e de israelenses, será muito bom. São eles os grandes perdedores dessa revolução, e não Hosni Mubarak.
O senhor está dizendo que americanos e israelenses incentivam as disputas religiosas?
Claro. Mubarak era um parceiro estratégico para eles.
Se é assim, por que americanos e israelenses não agem para permitir que Mubarak volte poder?
Se ele fizer isso, será morto.
Morto?
Depois de um julgamento, claro.
Eu e meu fotógrafo viajamos até Soul, onde uma igreja e casas de cristãos foram incendiadas. Os moradores muçulmanos nos impediram de entrar na vila, acusaram-nos de ser espiões estrangeiros e nos ameaçaram...Parece-me improvável que estivessem a serviço de americanos e israelenses.
Se quiser, posso dar o telefone de uma pessoa na vila de Soul para acompanhá-los em segurança....
Quem está ateando fogo às igrejas?
O pessoal do Partido Nacional Democrático (de Mubarak), os agentes da segurança de estado e os criminosos. Estou triste porque bispos e o papa Shenouda III (da Igreja Ortodoxa Copta) apareceram em público para reclamar dos ataques apresentando-se como cristãos. Isso não é bom.
Eles não podem declarar abertamente sua fé?
Os cristãos devem se defender como civis, não em nome de um setor da sociedade. Somos todos egípcios.
O clérigo· muçulmano Yusuf.al-Qaradawi,apresentador de um programa na rede-AI Jazira, do Catar, e membro da Irmandade Muçulmana, diz que o marido tem o direiIt de bater na mulher, defende os atentados suicidas e acredita que os países islâmicos devem ter armas nucleares para aterrorizar inimigos. Qual será o papel de Qaradawi no novo Egito?
Ele visitou nosso país, ficou por três dias e voltou ao Catar. Aqui, é apenas uma voz entre muitas outras. Qaradawi apresentou um islamismo moderado, tolerante e pacífico para muitas pessoas. Por isso, muita gente confia nele. É um sábio.
Fonte: Site do MRE
quarta-feira, 2 de março de 2011
Yolanda Couceiro: Se existe um Islão moderado, o que duvido, é um covarde e colaborador com a violência. Mais do mesmo.
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| Yolanda com um cartaz da campanha |
Yolanda Couceiro Morín é uma mulher que dispensa comentário, diretora editorial do diário Minuto Digital, pode-se dizer no popular que ela "tem mais cunhão que a maioria dos homens por aí", além de bater de frente com o ETA, a jornalista é a principal voz espanhola contra a expansão islâmica, ela é uma das poucas pessoas na Espanha, que fala sem medo sobre o Islã e seu crescimento na Europa. No comando do España y Libertad, ela tem realizado campanhas sem precedentes no país.
Dessa vez, o “Espanã y Libertad, inicia uma nova campanha nacional contra a expansão islâmica. Serão distribuídos milhões de adesivos da campanha.Yolanda concedeu uma entrevista sobre a mobilização:
O problema do Islã é tão importante a ponto de se conduzir uma campanha sobre o tema?
Sim, é um grande problema. A Europa e a Espanha, está sofrendo uma verdadeira invasão muçulmana com a cumplicidade da classe política. Temos mais de 50 milhões de muçulmanos na Europa, sem contarmos os imigrantes ilegais. São 50 milhões de pessoas que estão importando uma ideologia perigosa e violenta. Já ocupam nossas ruas, e nosso políticos lhes dão mais direitos que do que a nós. Sim, é um grave problema que envolve um ataque, a nossa cultura e costumes. É um ataque promovido por ditaduras, como a Saudita, que decretam o assassinato e a tortura de todos aqueles que não pensam como eles.
Você não é um pouco radical?
Se à minha opinião parece radical convidamos você a fazer esta pergunta a todas as mulheres que são estupradas por grupos muçulmanos na Europa. Para aquelas que são desfiguradas com ácido. A Asia Bibi, ou os homossexuais, que são mortos em nome da "religião da paz" ...
Mas ,o Islã é uma religião ...
Não, é uma ideologia política totalitária, antidemocrática e violenta. É incompatível com a democracia.
Mas na Espanha temos muçulmanos que não são violentos ...
Se você está se referindo a organizações como o Conselho Islâmico e outros, lhe direi que são a Jihad, são iguais ao partido Sortu e ao ETA.
Você nega à existência de um Islão moderado?
Eu não, eles mesmos. Onde eles estão? Tem se manifestado? Se existe um Islão moderado, o que duvido, é um covarde e colaborador com a violência. Mais do mesmo.
"Então, o Islã deveria ser proibido?
Deve se tornar ilegal, assim como se ilegaliza partidos políticos que são a favor da violência. O Islã é uma ideologia violenta, que atenta contra os direitos humanos.
Em seu website, eu vi os links para organizações como o EDL, que alguns acusam de "pró-sionista '
Nós defendemos o direito à legítima defesa de Israel frente o terrorismo islâmico do Hamas. Também, seu direito de existir. Se isso soa como "pró-sionista '... Eu acho que esta é uma mensagem interpretada pela esquerda, e um setor da chamada extrema-direita, que preferem se envolver nessas coisas em vez de lidar com seus problemas de unidade e descontrução ideológica.
O EDL é uma organização que luta contra a invasão islâmica. Eles são tão numerosos, que em suas manifestações aparecem bandeiras de Israel de vez em quando. Espero que o mesmo aconteça na Espanha! Mas é muito difícil. Os judeus na Espanha estão cegos pela esquerda. Para eles, a separatista Pilar Rahola é um heroína, e Esteban Ibarra, que foi preso anos atrás por seu relacionamento com FRAP, mantém importantes laços com a comunidade judaica. São apenas dois exemplos, mas há muito mais. Assim, podemos supor que o nosso vínculo a elite judia na Espanha é nenhuma. Mas, cada um escolhendo seus amigos é livre para o erro. Alguém de Israel deveria exigir explicações dos judeus espanhóis por tudo isto, deveriam refletir sobre as razões de tanto apoio dos líderes judeus espanhóis à esquerda de ZP.
Complexos para serem apoiados por organizações de direita como a sua?
Eu não sei se eles são complexos, mas os judeus na Espanha vão muito mal em relação à opinião pública. Eles devem acreditar que por tratar a esquerda com luvas de seda serão tratados melhor por eles. Depois reclamam quando esta mesma esquerda promove o boicote de produtos provenientes de Israel, ou queimam as suas bandeiras nas ruas. E para que conste, eu falo dos líderes desta comunidade, e não dos cidadãos comuns, entre os quais eu tenho muitos amigos, alguns deles militantes do España Y Libertad.
Outra tema: a imigração
Outro tema? Pois bem, outro problema
Porque a imigração é um problema?
Olhe você mesmo. Na Espanha, apesar do que eles nos dizem, temos mais de 10 milhões de imigrantes. Destes, só contam na Segurança Social 1.700.000. O que faz o resto? Onde eles estão? O que eles fazem? Como eles vivem? Que tipo de renda que eles têm?
Isto pode soar como xenofobia e racismo...
A casta política quer que comunguemos com isso. Temos milhões de pessoas não-espanholas ou naturalizadas que disfrutam e empobrecem nosso sistema de saúde com nossa ajuda. Enquanto, um milhão de meio de lares espanhóis não recebem renda alguma. Denunciar, isso é xenofobia? Se você crer que defender nossa identidade e os nosso compatriotas é xenofóbico, coloque-me nessa lista. Um posto de trabalho não pode ser dado a um estrangeiro enquanto existe um espanhol desempregado. É muito simples.Doa a quem doer, os espanhóis primeiro.
Já, e se os espanhóis não quiserem trabalhar?
Olha, esse são poucos. A desculpa de que os imigrantes pegam os trabalhos que os espanhois não querem, não cola a esta hora, é obra do teatro montado pela casta parasita. O que os espanhóis não querem é que alguns empresários deliquentes abusem de nós, passando por cima dos direitos que conquistamos com muitos anos de luta e esforço. A chegada massiva de imigrantes fez com que o mercado pagasse muitas vezes salários de 400, 500 ou 600 euros ao mês. A culpa disso é do empresário que utiliza os imigrantes, e da classe política, que passa a vida fazendo-se de "irmanzinha de caridade" para desviar os olhares e deixar os espanhóis vendidos a crise. Os espanhós fazem bem em opor-se a esses abusos. O espanhol que trabalhar, mas com um salário justo.
E se há espanhois que não querem trabalhar, pois preferem viver de ajudas sociais do governo, então deve-se retirar qualquer ajuda a essas pessoas. E leva-los ao trabalho.
Você acha que existe uma relação entre imigração e criminalidade?
Bem, é claro que os imigrantes que chegam a Espanha não são criminosos, mas devem reconhecer que a grande maioria dos criminosos presos na Espanha são imigrantes. Desde janeiro de 2000, até hoje, o número de presos espanhóis cresceu em 10.700 pessoas (29%), enquanto os estrangeiros aumentaram em 18.100 (228%). Isso significa que em dez anos, de cada dez pessoas presas, seis eram imigrantes, ou seja 60%. Além disso, os presos estrangeiros representam hoje 40% do total de encarceirados na espanha. Com estes dados em mãos, lhe digo claramente que existe uma relação entre a imigração e a criminalidade.
| Membros do España y Libertad protestando em frente a embaixada paquistanesa pela vida de Asia Bibi |
Fonte: España Y Libertad
Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twittersexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Segundo um psicólogo dinamarquês, a integração dos muçulmanos na sociedade ocidental é impossível
EuropaNews (EN): “Nicolai Sennels, como surgiu a idéia de escrever um livro sobre os criminosos muçulmanos na Dinamarca?”
Nicolai Sennels (NS): Tive a idéia em fevereiro de 2008, no transcurso de uma conferência sobre a integração em Copenhague. Em minha intervenção, sublinhei que as pessoas de cultura muçulmana são confrontadas a uma dificuldade, e inclusive a uma impossibilidade de se integrar de maneira harmônica e de se realizar em Copenhague. Esta declaração foi acolhida com fortes resistências pelos homens políticos dinamarqueses, e pelo meu superior hierárquico da prisão para jovens. Surpreendeu-me muito, já que eu pensava que dizer que certas culturas se integram melhor do que outras nas sociedades ocidentais era uma evidência. A Europa inteira tem dificuldades para integrar os muçulmanos, e este empreendimento parece pertencer ao terreno do impossível.
Segundo a Polícia dinamarquesa e o Departamento Dinamarquês de Estatística, mais de 70% de todos os crimes cometidos na capital dinamarquesa são obra de muçulmanos. O Banco Nacional publicou recentemente um informe segundo o qual os custos que o muçulmano estrangeiro origina ao país, elevam-se a mais de 300.000 euros a título de ajudas sociais federais. Ao que há que acrescentar-se outras ajudas sociais de outros tipos, por desemprego, por gastos com intérpretes, por aulas especiais nas escolas (64% das crianças escolarizadas cujos pais são muçulmanos, não sabem ler nem escrever corretamente em dinamarquês depois de 10 anos de escolarização em uma escola dinamarquesa), por assistência social, pelos policiais suplementares, etc.
Minha intervenção desembocou em uma advertência legal, uma espécie de sanção profissional, com a ameaça de que, se reitero minhas palavras, serei demitido. Segundo as autoridades de Copenhague, parece que é permitido declarar que os problemas que os muçulmanos enfrentam são causados pela pobreza, pelos meios de comunicação, pela polícia, pelos próprios dinamarqueses, pelos políticos, etc. Porém, duas coisas não são admitidas: 1. falar da importância da cultura e 2., evocar a responsabilidade pessoal dos estrangeiros quanto às suas dificuldades para se integrar em nossas sociedades.
EN: “Examinemos seu livro de perto. O senhor fala de quatro mitos sobre a integração. O primeiro trata da diferença entre a cultura dos imigrantes”.
NS: Descobri que os jovens de cultura muçulmana têm outras necessidades em matéria de trabalho social, do que os dinamarqueses ou outras pessoas de cultura não-muçulmana. Entre os muçulmanos sempre há uma desproporção extrema no comportamento anti-social e anti-democrático. O Departamento Dinamarquês de Estatística publicou um informe segundo o qual os oito primeiros lugares na lista de criminalidade por país de origem dos criminosos correspondem a países muçulmanos. A Dinamarca está no nono posto. (Na Dinamarca delinqüem mais os marroquinos, os argelinos, os turcos, etc., do que os próprios dinamarqueses. De maneira que, se não houvessem muçulmanos na Dinamarca, teria que se re-converter os 90% dos agente de polícia em outra coisa, em jardineiros, por exemplo).
EN: “Isto significa que devemos tratar os muçulmanos de maneira diferente dos não-muçulmanos?
NS: Segundo minha experiência própria, os muçulmanos não compreendem nossa maneira ocidental de administrar os conflitos pelo diálogo. Eles são educados em uma cultura que comporta figuras de autoridade e conseqüências externas ao indivíduo muito bem definidas. A tradição ocidental, que utiliza o compromisso e a introspecção como principais ferramentas para tratar os conflitos, tanto interiores como exteriores, é considerada como uma debilidade na cultura muçulmana. Em grande medida, eles simplesmente não compreendem esta maneira mais suave e mais humanista de tratar os assuntos sociais. No contexto do trabalho social e da política, isto significa que o indivíduo necessita de mais limitações e conseqüências mais severas para estar em situação de adaptar seu comportamento.
EN: “Isto nos leva diretamente ao segundo mito, já que se diz amiúde que a criminalidade dos imigrantes é causada por problemas sociais e não por sua origem cultural. Em seu livro, o Sr. se mostra em desacordo com essa tese e assinala a religião como fonte de criminalidade entre os muçulmanos”.
NS: Eu reformularia suas palavras falando da cultura muçulmana e não da religião, já que há muitos muçulmanos que ignoram o que está escrito no Corão e que não freqüentam as mesquitas. Porém, estão fortemente influenciados no nível cultural. Constatamos que a cólera - em particular - é muito bem aceita na cultura muçulmana.
Na cultura ocidental e em outras culturas não-muçulmanas, como na Ásia, a agressividade ou uma súbita explosão de cólera são vistas como comportamentos que lamentamos posteriormente e que nos causará vergonha. Na cultura muçulmana ocorre totalmente o contrário. Se alguém escarnece de sua honra, espera-se que você demonstre sua agressividade e que se vingue, tanto verbalmente quanto fisicamente. Dessa maneira, a agressividade dá um status inferior em nossa cultura, porém um status mais elevado na cultura muçulmana. Mas há outra razão mais profunda para explicar o comportamento anti-social tão amplamente difundido nas comunidades muçulmanas e a grande resistência à integração, e esta é a identificação muito forte que os muçulmanos têm de pertencer à cultura muçulmana.
Meu encontro com a cultura muçulmana foi um encontro com uma cultura excessivamente forte e muito orgulhosa. É certamente uma qualidade que pode garantir a sobrevivência de uma cultura antiga através do tempo. Todas as investigações das quais dispomos sobre a integração dos muçulmanos nas sociedades ocidentais, indicam que continuamos nos encaminhando na direção equivocada. Infelizmente, uma cultura forte e orgulhosa torna seus membros praticamente incapazes de se adaptar a outros valores.
Quando se trata de identidade para os muçulmanos, a nacionalidade não conta para nada em comparação com a cultura e a religião. Daí, em conseqüência, uma poderosa e crescente oposição à cultura e aos valores ocidentais nos ghetos muçulmanos de Copenhague e de outras cidades européias.
EN: “Como o Sr. sublinhou, muitos muçulmanos têm um laço muito forte com sua identidade religiosa. O terceiro mito que o Sr. refuta em seu livro concerne à percentagem de extremistas e de fundamentalistas muçulmanos. Presumivelmente esta percentagem seria relativamente baixa. Qual é sua experiência?
NS: As pessoas esperam que a maioria dos muçulmanos seja moderna e aceite os valores ocidentais. Minha experiência é diferente e isto foi demonstrado pelas estatísticas que acabo de citar. Em fevereiro de 2008 nos vimos confrontados na Dinamarca com gravíssimos distúrbios protagonizados por jovens muçulmanos. Estes distúrbios eram em parte uma reação à pressão da polícia dinamarquesa devida ao forte aumento da criminalidade, e também resposta à re-impressão das caricaturas de Maomé em todos os jornais dinamarqueses. Esta reedição era um ato de solidariedade com o caricaturista Kurt Westergaard, cuja vida ainda está seriamente ameaçada.
Nestes distúrbios viu-se muçulmanos não-praticantes em sua vida cotidiana tomar a defesa de sua cultura e de sua religião de uma maneira muito agressiva. Copenhague ficou coberta de fumaça durante uma semana por causa de uma centena de incêndios, e a polícia e os bombeiros que cuidavam de controlar e apaziguar a situação foram atacados.
Muitos dos protagonistas dos distúrbios foram parar na prisão onde eu trabalhava e tive oportunidade de falar com eles. Quase a totalidade deles eram muçulmanos e todos eles afirmaram que seus atos (provocar incêndios, atacar a polícia, etc.) estavam justificados porque a sociedade dinamarquesa, ao aumentar a pressão sobre a integração e reimprimindo as caricaturas de Maomé, dava prova de racismo contra o islam e a cultura muçulmana. Os escassos dinamarqueses que participaram dos distúrbios o haviam feito por motivos completamente distintos. Suas ações eram principalmente motivadas pela busca de aventura ou de emoções fortes.
EN: O quarto mito é que a pobreza dos imigrantes leva a uma má situação social. Em seu livro o Sr. afirma que é o contrário que é verdade”.
NS: Minha experiência é que a muito débil prioridade concedida à escolaridade de seus próprios filhos, a negligência em sua educação e a falta de motivação para planejar uma carreira profissional, são fatores importantes que conduzem à pobreza. Esses fatores são comuns em muitos muçulmanos, tanto em nossas sociedades quanto nos países muçulmanos. Além disso, uma quarta parte dos jovens muçulmanos na Dinamarca têm antecedentes penais. Uma capacidade para a leitura deficiente, uma forte aversão à autoridade e uma ficha criminal carregada, tornam difícil a obtenção de um emprego bem remunerado. É o comportamento a-social que o torna pobre, e não o contrário.
Lamentavelmente, muitos políticos vêem a pobreza como a principal causa dos problemas de integração. Penso que é um ponto de vista horrível e unidimensional acerca das pessoas pobres e dos indivíduos em geral. A idéia de que o comportamento das pessoas é determinado pela quantidade de dinheiro que têm no banco é um ponto de vista extremamente limitado. Como psicólogo diplomado pela Universidade de Copenhague, eu diria que fatores muito mais importantes na vida do que o dinheiro influenciam o comportamento e a maneira de pensar dos indivíduos.
EN: “Quais as conclusões de sua investigação? A integração de pessoas de cultura muçulmana nas sociedades ocidentais é possível?”
NS: Eu diria que os otimistas, as pessoas que dizem que a integração é possível, carregam uma grande responsabilidade ante o futuro. É muito provável que estejam entretendo uma esperança, um sonho sem fundamento na realidade. Existem exceções, porém em sua maior parte a integração dos muçulmanos não é possível. Pessoas qualificadas e cheias de compaixão trabalham em toda a Europa sobre estes problemas para tratar de encontrar soluções, milhares de milhões de euros já foram gastos nestes projetos, porém os problemas continuam se agravando.
A explicação psicológica é, na realidade, muito simples: as culturas muçulmana e ocidental são fundamentalmente muito diferentes. Isto significa que os muçulmanos devem fazer grandes mudanças em sua identidade e em seus valores para chegar ao ponto de aceitar os valores das sociedades ocidentais. Mudar as estruturas básicas de sua própria personalidade é um processo psicológico e emocional extremamente exigente. Aparentemente, muito poucos muçulmanos sentem-se motivados a este empreendimento.
EN: “O que vamos fazer com os muçulmanos que já estão conosco?”
NS: Em primeiro lugar, devemos parar imediatamente toda a imigração de pessoas provenientes de países muçulmanos para a Europa, até que tenhamos comprovado que a integração dos muçulmanos é possível. Em segundo lugar, devemos ajudar os muçulmanos que não querem ou não estão em situação de se integrar em nossas sociedades ocidentais, a construir um novo sentido para suas vidas em uma sociedade que eles compreendam e sejam compreendidos. Isto significa ajudá-los a começar uma nova vida em um país muçulmano. Temos atualmente os meios econômicos para fazê-lo. Como já disse anteriormente, cada imigrante proveniente de países muçulmanos custa-nos uns 300.000 euros em média. Com este dinheiro poderíamos ajudar esta gente a viver uma vida feliz em um país muçulmano sem ter que se integrar em uma sociedade que não compreendem e que, portanto, não podem aceitar. Não somente os muçulmanos se beneficiariam destas medias, mas também as sociedades européias.
Nota de Minuto Digital: Recuperamos esta interessante entrevista publicada por EuropaNews em dezembro de 2009. A entrevista, apesar de contar com mais de um ano de antiguidade, é absolutamente atual e recomendamos sua leitura.
Fonte primária: EuropaNews Tradução: Graça Salgueiro
Fonte: Heitor de Paola
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
O terrorismo Islâmico é fruto do Islam
Original: Islamic Terrorism is the Fruit of Islam
Tradução e links*: Dextra
Um dos críticos mais francos do Islam em todo o mundo na atualidade é um canadense, Ali Sina, que é, ele mesmo, um ex-muçulmano. Ele coordena o site Faith Freedom International . Ali Sina defende posições altamente polêmicas a respeito do Islam e do presidente americano Barak Obama e também lançou recentemente um livro, Understanding Muhammad, que veio mesmo para abalar. Solicitei uma entrevista a este homem provocador e interessante, a fim de que ele pudesse compartilhar sua própria visão acerca do que é essencialmente o Islam e qual o seu papel no mundo de hoje. A conversa foi a seguinte…
“O Islam não está nos Estados Unidos para ser igual a qualquer outro credo, mas para se tornar dominante. O Corão, as escrituras islâmicas, devem ser a mais alta autoridade nos Estados Unidos e o Islam a única religião aceita na Terra…Clique aqui e siga o De olho na Jihad no Twitter













