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terça-feira, 15 de novembro de 2011

VÍDEO EM PORTUGUÊS: Entrevista com o Filho do Hamas











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A cópia das notícias aqui vinculadas é livre, já que em grande maioria não são de nossa autoria. Os textos de nossa autoria passarão agora a serem classificados como “Editorial”. Portanto, por questão de justiça e honestidade intelectual, pedimos que ao copiar nossos textos cite-nos e também cite a fonte na qual coletamos as informações.  

domingo, 14 de agosto de 2011

Entrevista: "a história de Israel é a de Davi e Golias"


David Silver - anderson santiago 4A existência do povo palestino é uma invenção moderna. Antes de 1967, os árabes nunca falaram de um povo ou de um Estado palestino.

“O mundo quase inteiro tem sofrido uma lavagem cerebral para acreditar que Israel é o vilão. Mas o povo judeu quer apenas viver em paz num pedacinho de terra”. É a opinião do escritor David Silver, judeu nascido na Nova Zelândia e diretor do ministério "Out of Zion”, baseado em Israel, onde ele e família vivem desde 1992.

Silver viaja pelo mundo discorrendo sobre os conflitos envolvendo aquele país a partir de uma perspectiva bíblica, histórica, cultural e política. No último fim de semana, ele esteve em Fortaleza e falou ao jornal O Estado sobre o viés anti-Israel da mídia, a chamada primavera árabe e outras questões relativas ao Oriente Médio.
O Estado: Tem fundamento a alegação de que Israel é uma terra roubada dos árabes pelos judeus?
David Silver: Em primeiro lugar, a Bíblia promete a terra a Israel. No livro de Gênesis, Deus faz uma aliança com Abraão e promete a terra pela eternidade. Além disso, a maioria das pessoas esquece que os judeus viveram na terra de Israel por milhares de anos, até que os romanos a destruíram nos anos 70 depois de Cristo. Mas os profetas bíblicos falaram do dia em que os judeus voltariam para a sua terra, e esse retorno começou no início do século XX. Tenho três pontos para provar que a terra pertence aos judeus.

Em segundo lugar, no ano de 1917, os britânicos apresentaram um mapa e prometeram aos judeus toda a terra do lado ocidental do rio Jordão; o lado oriental seria dos árabes. Era apenas um papel governamental, não tinha autoridade internacional. Mas em 1923 houve uma reunião da Liga das Nações em San Remo, na Itália, na qual 51 países concordaram com a partilha dos britânicos e deram a terra aos judeus.

Em terceiro, diz-se que Israel tomou terra ilegalmente ao final da Guerra dos Seis Dias, em 1967, e que, conforme a Lei Internacional, aquilo foi ilegal. Pela Lei Internacional, todavia, se você ataca um país e toma a terra, isto é ilegal; mas se alguém te ataca e você o empurra de volta, e ganha terra, isto é considerado legal. Então, em todos os pontos, os judeus têm o direito de viver naquela terra.

Houve, em algum momento histórico, um povo ou um Estado palestino reconhecido como tal?

A existência do povo palestino é uma invenção moderna. Antes de 1967, os árabes nunca falaram de um povo ou de um Estado palestino. No dia seguinte à fundação de Israel como país, em 1948, houve uma guerra com a Jordânia e esta tomou a Margem Ocidental, que por 19 anos esteve sob o controle da Jordânia, que não permitia aos judeus morar naquela terra. E os árabes nunca disseram “Ei, nós somos palestinos, nós queremos a terra de volta”. Foi somente quando Israel venceu a guerra de 1967 e recuperou a terra, foi somente aí que apareceram Yasser Arafat e a Organização pela Libertação da Palestina (OLP) falando de um povo e de um Estado palestino, e há quarenta anos a mídia tem repetido isso.

Os árabes são vítimas de um tipo de apartheid em Israel, como propala grande parte dos políticos, intelectuais e mídia do Ocidente?

Os árabes em Israel podem trabalhar, integrar partidos políticos, fazer parte do governo. Dos 7,5 milhão de cidadãos israelenses, 1,8 milhão são árabes, totalmente livres. A mídia dá uma perspectiva errada, e eu acredito que é por anti-semitismo. Já nos países árabes, ainda hoje, há um dizer palestino que prega “Nada de judeus”. É incitação à limpeza étnica. Minha opinião é que o mundo quase inteiro tem sofrido uma lavagem cerebral para acreditar que Israel é o vilão. Mas o povo judeu quer apenas viver em paz num pedacinho de terra

Vamos falar da tal Flotilha da Paz. Israel saiu daquele episódio como um matador de pacifistas. O que aconteceu ali?

O governo de Israel avisou aos “pacifistas” para não mandarem os barcos, e eles continuaram vindo. Então a Marinha disse “Venham conosco para que possamos inspecionar a carga e, se estiver tudo em ordem, mandá-la para Gaza”. Mas eles ignoraram as ofertas e continuaram vindo. Finalmente, os soldados israelenses desceram ao barco, com as armas afastadas, e os tais pacifistas os espancaram com canos de ferro, facas. Um soldado teve dano cerebral, outro teve o estômago cortado e foi jogado ao mar. Não era um barco de pacifistas, eram terroristas. Foi uma armadilha. Queriam manchar a imagem de Israel, pois eles sabem que a maior parte da mídia sempre mostra o quadro errado. A maioria das pessoas cai nessa armadilha porque não se preocupa em ler a verdade, não conhece a História, não procura os fatos.

Em 2000, durante as discussões de Camp David, o primeiro ministro de Israel, Ehud Barak, concordou em dar a Yasser Arafat 90% das terras que os palestinos reivindicavam...

Mas Arafat disse não! E o disse porque ele queria toda a terra, e não somente os 90%. Arafat tinha um mapa em seu uniforme no qual não havia a indicação de Israel. E ainda nos dias de hoje, os livros escolares árabes não trazem a sinalização de Israel. Eles não querem convivência com os judeus. Mas a imprensa mundial não divulga esses fatos. Se formos analisar, durante a Segunda Guerra Mundial, Hitler e os nazistas usaram a mídia para confundir o mundo, enquanto prosseguiam com a matança de judeus. Eu julgo que a mesma coisa está acontecendo nos dias de hoje.

Como o senhor avalia a cobertura feita pela mídia dos conflitos entre israelenses e árabes?

Eles atacam Israel primeiro, e Israel contra-ataca, mas a mídia só divulga a resposta israelense, nunca o ataque que provocou o revide. Quando a mídia culpa Israel, isso é assunto de capa, mas quando vão se retratar, a notícia fica escondida no rodapé da página, apenas uma linha, um parágrafo. É o caso da retratação do juiz Richard Goldstone, que apresentou um relatório, a pedido da ONU, sobre a Guerra de Gaza, afirmando que Israel tinha cometido crimes de guerra, assassinado civis deliberadamente etc. Há poucos meses, Goldstone veio a público dizer que não era bem assim, que ele tinha se enganado. Mas foi tarde demais, porque as pessoas já estão contaminadas pela versão errônea. Mas eu acho que agora Israel está acordando, e temos também bons representantes na mídia.

Ambos os meus filhos servem ao Exército, e eles me falam “Pai, se algum ataque pôr em risco a vida de um civil, somos orientados a abortar a missão, mesmo que tal atitude nos ponha em risco”. Claro que todo exército comete erros, e sempre há os maus soldados. Outro dia, alguém me enviou um e-mail dizendo que se os palestinos abaixarem suas armas, não existiria guerra alguma. Todavia, se Israel fizer o mesmo, não haverá mais Israel. É simples, e é a verdade.

E quanto aos líderes políticos ocidentais, a maioria está alinhada contra Israel?

Sim. Já estive em 32 países e posso garantir que pelo menos 80% desses líderes são contra Israel. Mas se você analisar a história de Israel, desde os tempos de Moisés, verá que Israel sempre foi pequeno, e seus inimigos, sempre grandes. A história de Israel é a história de Davi e Golias, não obstante, de algum modo, Israel sempre venceu. Pensemos acerca da Guerra dos Seis Dias. Israel foi atacado simultaneamente por três países, que, somados, tinham mais tanques e mais aviões que Israel. Todavia, em apenas seis dias, Israel foi capaz de vencê-los.

O que o senhor acha dos recentes protestos no Oriente Médio, a chamada “primavera árabe”?

O mundo ocidental pensa que este episódio é uma oportunidade para que floresça a democracia. Todavia, a Fraternidade Mulçumana está tomando o controle, e, agora, eles estão se preparando para a guerra, e mesmo os árabes moderados estão tornando-se radicais no seu ódio a Israel. Não existe “primavera árabe”, é uma mentira. De fato, se você procurar entender a religião islâmica, verá que a democracia e o Islã são como água e óleo.

O que a juventude israelense pensa da guerra?

A maior parte da juventude não quer a guerra, óbvio, mas entende o sentido da guerra, e eles não querem morar em outro país. O exército de Israel não é ofensivo, mas sim defensivo. Eles não estão lutando no Afeganistão ou Irã, estão lutando para defender suas famílias, suas casas. Se não tivéssemos nossos soldados, nós morreríamos. É simples assim.
 
 Publicada no jornal O Estado.
Foto: Anderson Santiago



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domingo, 29 de maio de 2011

Só um Estado civil poderá salvar os cristãos do Oriente

Entrevista com Samir Khalil, jesuíta e especialista em Islã

Por Robert Cheaib

CIDADE DO VATICANO, domingo, 31 de outubro de 2010 (ZENIT.org) – Os cristãos no Oriente Médio não são vítimas de uma perseguição sistemática, mas sua vida e seus direitos sofrem uma discriminação similar a uma lenta eutanásia, que está apagando pouco a pouco sua presença milenar na região.

A assembleia especial do Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio teve uma responsabilidade crucial em propor um remédio para este fenômeno, que o arcebispo caldeu de Kirkuk, Dom Louis Sako, define de “hemorragia dos cristãos do Oriente Médio”.

Nesta entrevista a ZENIT, o padre Samir Khalil, especialista em Islã e história do Oriente Médio, oferece um quadro histórico-religioso da situação atual na região, analisa os desafios mais urgentes e propõe algumas possíveis soluções concretas.

ZENIT: O aspecto geopolítico da presença cristã no Oriente Médio é o decisivo para sua permanência ali?

Samir Khalil: Não há dúvida de que sendo uma minoria que não supera 10% da população do Oriente Médio – enquanto que a grande maioria é de religião muçulmana – nossa existência depende do consentimento desta maioria, sobretudo porque o Islã se concebe como Estado e religião. E dado que há mais de 30 anos a grande maioria dos Estados do Oriente Médio adotou um ponto de vista islamista na realidade estatal, onde a religião decide todos os detalhes da vida cotidiana, social e política, está claro que nestas condições nossa situação depende da boa vontade dos muçulmanos e do sistema islâmico. Não há que se surpreender, então, se a questão tem ocupado uma grande relevância.

ZENIT: O senhor é de origem egípcia, mas vive no Líbano e é especialista em Islã. Como é sua relação com os muçulmanos?

Samir Khalil: Faço uma distinção entre os muçulmanos tomados singularmente e os sistemas islâmicos, simplesmente porque com os muçulmanos tomados singularmente é possível instaurar um belíssimo diálogo e um intercâmbio cultural e religioso.

Permita-me contar um episódio que confirma isso: há alguns dias me contactou no Skype um muçulmano sunita do norte do Líbano, a quem encontrei casualmente em um voo há um mês. Nosso diálogo se concentrou na Trindade e na oração. Durante a conversa, ele me disse: “doutor, gostaria de lhe apresentar minha esposa”. No Oriente, este gesto quer dizer que você já forma parte da família. Portanto, o muçulmano tomado singularmente – paradoxalmente – é muito mais próximo de nós, cristãos orientais, que um cidadão europeu. Há um sentido religioso que nos assemelha e une.

Mas se temos de falar do islamismo, o discurso muda radicalmente, porque se trata de um projeto político de fundo religioso. Como cristãos orientais, gostaríamos de ser tratados simplesmente como cidadãos com uma Constituição que transcendesse todas as religiões. Mas na maior parte dos casos, em nossos países, a Constituição baseia-se essencialmente – quando não totalmente – na lei islâmica. Este é nosso problema. À parte poucos casos como o Líbano, os Estados inclusive constitucionalmente laicos, como seria o caso da Tunísia, da Síria ou da Turquia, são culturalmente países islâmicos e privilegiam os cidadãos de religião muçulmana.

ZENIT: Qual é o eixo principal do crescimento do islamismo político e do fundamentalismo islâmico?

Samir Khalil: Por um lado há uma onda islamista que nasce no início dos anos 70. A partir de 1973, aconteceu um fenômeno econômico em seguida da guerra entre Israel e os países árabes, que viu o preço do petróleo quadruplicar em poucos meses. Assim, os países petrolíferos depararam com uma montanha de petrodólares. A Arábia Saudita, não sabendo o que fazer com esta imensa fortuna, empregou uma parte ampla dela na construção de mesquitas e escolas islâmicas. A Arábia Saudita financiou os Irmãos Muçulmanos no Egito e seu projeto era claro: islamizar a sociedade egípcia porque não era bastante muçulmana. Depois, fez a mesma operação em todos os países do Oriente Médio. Assim, no início dos anos 80, os Irmãos Muçulmanos converteram-se em tão numerosos que começaram a ser considerados um perigo na Síria. O presidente sírio Hafiz al-Asad os subjugou com força.

A Indonésia, há um par de décadas, era considerada um paraíso da liberdade religiosa em um país muçulmano. Muitos sacerdotes eram ex-convertidos do Islã. Agora este fenômeno é impossível. O mesmo na Nigéria: na última década, o número de províncias que aplicam a lei islâmica aumentou de 4 para 12. A Europa, com quase 5% de muçulmanos, sente-se invadida e ameaçada.

Assim, a chanceler alemã, Angela Merkel, lançou um alarme há poucos dias, anunciando o fracasso do modelo de integração, porque são precisamente eles os que não querem integrar. Por que não se integram? Porque têm um projeto religioso, enquanto que os Estados nos que vivem têm projetos nacionais não religiosos.

ZENIT: Frente a esta situação tão complexa e crítica, que fez o Sínodo dos Bispos e o que pretende fazer?

Samir Khalil: Nós, cristãos do Oriente, vivemos no meio deste fenômeno em curso, onde o Islã ganha terreno dia após dia, até o ponto de que na Liga Árabe o primeiro tema é sempre este: como enfrentar o islamismo. E o Sínodo dedicou particular atenção à relação com o Islã. As sessões sinodais se perguntam sobre por que as pessoas deixam sua própria terra. No mundo árabe, não há perseguição contra os cristãos, mas há discriminação. Os cristãos não são tratados da mesma foram que os muçulmanos. Estes são cidadãos normais destinatários das leis. Os demais, constitucionalmente são cidadãos, mas concretamente as leis – já que estão feitas a partir do sistema muçulmano – deixam aos cristãos uma condição de desvantagem. Além disso, a liberdade de consciência é inexistente, existe só a tolerância, que consiste em suportar que o cristianismo permaneça na terra islâmica, mas com muitas limitações. Por outro lado, não é possível deixar o Islã por outra religião. Essas questões estiveram no centro da atenção dos padres sinodais.

ZENIT: Há um caminho de saída?

Samir Khalil: Só há um, apontar para certos conceitos compartilhados, como o de “cidadania” ou o de “pertença árabe”, ambos reconhecidos por grande parte dos muçulmanos. Os movimentos que promoveram estes valores no início do século XX tiveram tanto êxito porque levavam consigo um sopro de novidade que convidava a sair da visão tribal. Mas ultimamente esta visão tem sido entrincheirada e substituída pelo conceito de Umma (a nação) islâmica. Durante a presidência de Nasser, até a metade dos anos 70, o conceito era a Umma al-Arabiyya [a nação árabe], mas da metade dos anos 70 em diante prevaleceu o conceito da Umma al-Islamiyya [a nação islâmica], que não deixa espaço para os não muçulmanos. A solução é tentar propor, muçulmanos e cristãos, um conceito moderno de Estado, não só no âmbito político, mas também no cultural.

ZENIT: Como fazer para que essa proposta seja factível?

Samir Khalil: Precisamente aqui entra a proposta do Sínodo para o Oriente Médio: não se trata de fazer um projeto cristão, e muito menos um projeto dos cristãos ou para os cristãos, porque assim refletimos como se fôssemos uma minoria que tenta se proteger. Nós não tentamos nos proteger. O que dizemos reflete a palavra também de muitos muçulmanos, que reconhecem como nós que a nação árabe está mal porque sofre de uma falência no exercício da democracia, na distribuição das riquezas, no estabelecimento da justiça social e de um Estado de direito, na reforma do sistema de saúde.

O Islã é muito sensível a essas dimensões. A liberdade de consciência e de expressão é desejada por muitos. Isso não porque as pessoas querem se afastar do Islã, mas porque querem viver o Islã de modo mais pessoal. No mundo islâmico, há um sentido de modernidade e de liberdade que não se atreve a se manifestar. Um cristão pode escrever criticando seu patriarca ou bispo, enquanto que é difícil que um muçulmano o faça. Não porque alguém em particular o proíba, mas porque a própria cultura impede. Os imames são os ulemás [os doutos] e seu saber não se discute. Reafirmo que com essas propostas não se trata de fazer os muçulmanos menos muçulmanos ou os cristãos menos cristãos, mas dizer que a fé é uma questão pessoal, ainda que tenha sua dimensão social, e que cada um deve viver a própria fé como lhe vem inspirada por Deus.

Blog De Olho na Jihad - agradecemos ao Filósofo Ivanaldo Santos pelo envio da notícia.

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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Entrevista - Ottfried Höffe: ‘Bin Laden mereceu’

BERLIM. Para o filósofo alemão Ottfried Höffe, da Universidade de Tübingen, apesar das irregularidades, a ação americana foi válida do ponto de vista do Direito Internacional porque o chefe terrorista era um perigo para a Humanidade. Ele comparou Osama bin Laden a Adolf Hitler, lembrando que ninguém teria criticado Claus Schenk von Stauffenberg se ele tivesse conseguido matar o ditador alemão em 1944.

Graça Magalhães-Ruether
Correspondente

O GLOBO: O que o filósofo Immanuel Kant diria sobre o assassinato de Bin Laden?

OTTFRIED HÖFFE: Kant estaria de acordo com o governo americano. Embora muitos pensem o contrário, ele era a favor da pena de morte. O chefe de uma organização terrorista que causou a morte de tantas pessoas mereceu ser morto. O único erro, na minha opinião, foi ele ter sido executado sem ser submetido a um julgamento. Por outro lado, trata-se de uma guerra contra o terrorismo e em uma guerra as coisas são um pouco diferentes do que em tempos de paz. Além disso, Bin Laden é comparável a Adolf Hitler. Se alguém tivesse conseguido assassinar Hitler, como Claus Schenk von Stauffenberg tentou em 1944, ninguém teria nada contra essa ação do ponto de vista ético.

● Os crimes de Bin Laden são comparáveis aos que foram cometidos pelo ditador nazista?

HÖFFE: Eu diria que há diferenças. Hitler mandou matar sistematicamente uma etnia, seis milhões de judeus. Ele declarou guerra contra quase toda a Europa. Mas Bin Laden é parecido com Hitler, um criminoso que não dava nenhum valor à vida humana. O atentado contra Hitler de 1944 foi precedido de uma grande discussão entre os integrantes do grupo, se seria correto, do ponto de vista ético. O atentado fracassou e os seus autores foram todos condenados à morte. Mas se o plano tivesse funcionado, ninguém discutiria hoje a “culpa” dos assassinos de Hitler. Temos agora na Alemanha a crítica da Igreja Católica à chanceler Angela Merkel, que se mostrou feliz com o assassinato de Bin Laden. Normalmente, não é correto se dizer feliz com a morte de uma pessoa. Mas Bin Laden era diferente pelo perigo que representava para o Ocidente.

● Na sua opinião, foi correta, do ponto de vista do Direito Internacional, a ação militar em um país estrangeiro, assim como fez Israel com Adolf Eichmann, na Argentina, há cerca de 50 anos?

HÖFFE: De acordo com os princípios de soberania do Direito Internacional, não. Mas devemos refletir sobre a situação específica. Naquela época, o governo argentino tolerou a ação de agentes israelenses, que capturaram Eichmann e o levaram diretamente para Israel, sem um julgamento e um pedido oficial de extradição, porque tratava-se de um assassino de milhões de pessoas.

● Já na descoberta do esconderijo de Bin Laden, os americanos usaram meios ilegais, pois torturaram informantes para obterr a informação...

HÖFFE: Nada justifica a tortura. Um Estado não tem o direito de usar os instrumentos dos criminosos, e a tortura é um instrumento criminoso.

● O senhor acha correta a decisão do presidente Obama de não divulgar a foto de Bin Laden morto?

HÖFFE: Não sei dizer se é correta ou não. Mas eu imagino que os americanos tentem evitar que, com a divulgação da foto, Bin Laden adquira para os seus adeptos a imagem de um mártir. Uma outra hipótese é que os integrantes da unidade especial que mataram o chefe terrorista agiram com tanta sede de vingança pelos atentados de 11 de Setembro que seria motivo de vergonha mostrar o terrorista morto. 


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terça-feira, 12 de abril de 2011

Entrevista com dois Jihadistas da Líbia

Lourival Sant'Anna - O Estado de S.Paulo
 
Militância. Al-Zwei (E) e Al-Madhouni, veteranos da guerra afegã
Os combatentes rebeldes são chamados de "shebab", que em árabe significa jovens. A maioria deles não passa disso: jovens idealistas, muitos universitários de classe média, cujos pais bem relacionados os pouparam até do serviço militar obrigatório e, por isso, nunca pegaram em uma arma antes. Quando os foguetes começam a cair perto deles, sobem no carro e fogem apavorados.

Em contraste, há um pequeno grupo de homens na casa dos 40 anos, de barba espessa, rostos enrugados e olhar de quem já viu outras guerras. Eles avançam sob a barragem de foguetes sentados nos bancos de suas peças de artilharia montadas sobre carrocerias de caminhonetes, disparando os canhões de 14,5 ou 23 milímetros e gritando: "Allah-u-akbar", (Deus é grande). Eles não têm medo da morte, suas armas não são páreo para os foguetes das brigadas de elite de Muamar Kadafi, mas sabem o que estão fazendo. 

São líbios veteranos do Afeganistão, que agora lutam a jihad em seu próprio país, depois de terem passado parte de sua vida no exílio ou na temida prisão de Abu Salim, em Trípoli, que Kadafi reserva aos dissidentes. São os homens do Al-Jamaa al-Islamiya al-Mokatila, ou Movimento Combatente Islâmico, que está na lista da ONU de organizações terroristas internacionais e é considerada, no Ocidente, a filial da Al-Qaeda na Líbia. 

Dois de seus líderes voltaram do exílio recentemente e concordaram em falar ao Estado, em sua primeira entrevista na Líbia, e também a primeira em que deram seus nomes e se deixaram fotografar. "Chega de nomes de guerra", disse Abdul Manem al-Madhouni, de 41 anos, no único momento em que quase esboçou um sorriso. "Está tudo acabado", completou, referindo-se a Kadafi, que foi alvo de quatro tentativas de assassinato do Al-Mokatila, entre 1994 e 1997, uma vez por ano. 

O ditador reprimiu violentamente o movimento, com o objetivo de esmagar qualquer organização opositora. Depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, o ditador passou a usar a repressão em favor de sua reabilitação no Ocidente, assumindo o papel de dique contra a expansão da Al-Qaeda no Norte da África.

Exílio iraniano. Al-Madhouni voltou do Irã, onde viveu nos últimos nove anos e meio - sete anos e meio dos quais em prisão domiciliar, de acordo com ele por ter entrado ilegalmente no país, vindo do Afeganistão, no calor dos atentados de 11 de Setembro.

Abdullah Mansour al-Zwei, de 42 anos, hesita em dar seu nome, porque pretende voltar à Grã-Bretanha, onde se exilou depois do atentado ao World Trade Center, também vindo do Afeganistão e do Paquistão. No entanto, acaba cedendo. "Esse é o meu nome verdadeiro, não como sou conhecido lá." Ambos são do conselho de 12 integrantes que dirige o movimento. Eles foram para o Afeganistão em 1989, quando tinham cerca de 20 anos, para lutar na jihad contra os invasores soviéticos, no fim da guerra que durou dez anos.

Al-Maddhouni e Al-Zwei chegaram ao Afeganistão alguns meses antes da criação da Al-Qaeda. Admitem que conviveram com Osama bin Laden e lutaram lado a lado com ele. "Viajei com Bin Laden de Jeddah, na Arábia Saudita, para o Paquistão", recorda Al-Zwei, que estudou teologia islâmica na cidade saudita de Medina. "Ele era um homem normal, apenas rico, que ajudava as famílias dos combatentes." 

Lista do terror. A Al-Qaeda seria formada meses depois, com esse propósito. "Nós rezávamos do lado dele na mesquita, como qualquer outro", completa Al- Maddhouni, que estudou teologia e assuntos militares tanto no Paquistão como no Afeganistão. 

Eles dizem que se reuniram "muitas vezes" com Bin Laden, "todas antes do 11 de Setembro". Segundo contam, eles não se aliaram à Al-Qaeda porque consideravam que deviam concentrar sua luta na Líbia, e não abraçar a causa contra os Estados Unidos. Após a derrota dos soviéticos, ambos continuaram por mais 12 anos no Afeganistão, onde tinham campo de treinamento, armas e segurança.

O grupo estuda formas de ser retirado da lista da ONU, argumentando que não está ligado à Al-Qaeda nem ao terrorismo islâmico internacional. No esforço para se livrarem desse estereótipo, eles resolveram mudar seu nome para Al-Harakat al-Islamiya al-Libya (Movimento Islâmico Líbio).
Eles afirmam também que não querem introduzir uma teocracia islâmica na Líbia, que não lutam com a bandeira de seu grupo, mas da Líbia independente, adotada pelos "revolucionários". Ambos se colocaram sob o comando do general Khalifa Hafter, comandante das Forças Armadas rebeldes.
O movimento tem entre 500 e 600 integrantes, que deixaram a prisão a partir de 2006, como parte de um programa de reformas conduzido por Seif al-Islam, filho de Kadafi. Outros 30 continuam presos. Eles transmitem aos jovens as táticas da guerra de guerrilha, com as quais os afegãos e os muçulmanos do mundo inteiro, que se uniram naquela jihad, derrotaram a então poderosa União Soviética. 

Em todos os cantos do mundo muçulmano, da Argélia à Indonésia, os "afegãos", como são conhecidos, já desempenharam esse papel nos seus respectivos países. O convívio no Afeganistão os tornou uma irmandade internacional. Voluntários de outros países já se ofereceram para vir lutar na Líbia, mas os líderes rebeldes recusam a presença de estrangeiros nos combates.
Teocracia na Líbia. Al-Maddhouni e Al-Zwei, que obtiveram autorização do conselho para conceder esta entrevista, afirmam que o Movimento Islâmico Líbio aceita o conceito de democracia, "desde que não viole os princípios do Islã". 

À pergunta sobre se o grupo pretende impor a todos os líbios as normas de conduta islâmicas, Al-Maddhouni responde: "Primeiro, precisamos construir um Estado de Direito, com base na liberdade." No entanto, acrescenta: "A Líbia é um país muçulmano." 

Al-Zwei continua: "Somos iguais aos outros grupos, aos liberais, que pensam que a proposta deles é a melhor para o país. Mas não queremos obrigar o povo nem eliminar os outros." 

Eles temem pelo perigo da polarização política entre os líbios. "É melhor a Líbia continuar sob Kadafi do que se transformar em um Iraque ou em uma Somália", afirmam. Os líderes islâmicos líbios não esperam nenhum resultado imediato, além de derrotar Kadafi. "Temos uma missão muito longa. A Líbia recomeçará do zero." 

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"A internet é o único lugar onde a Al Qaeda floresce"

Estudioso do terrorismo, o americano Scott Atran afirma que um grande descrédito pesa sobre a rede de Osama bin Laden, e que sua principal arma hoje em dia é a web 

Diante das revoltas populares que tomam conta de grande parte do mundo islâmico, surge o temor de que o grupo terrorista Al Qaeda se valha do caos instaurado na região para ampliar sua influência no mundo. Os terroristas parecem já se aproveitar para contrabandear armas. Mas a principal forma de infiltração usada pela Al Qaeda é a ideológica. "O maior perigo está em a mensagem do grupo se espalhar entre os jovens revolucionários”, diz o americano Scott Atran, autor do livro Talking to the Enemy: Faith, Brotherhood, and the (Un)Making of Terrorists (Falando com o Inimigo: Fé, Irmandade e o (Des)Fazer dos Terroristas, 2010, Editora HarperCollins), que também é chefe de pesquisas antropológicas do Instituto Jean Nicod do Centro Nacional Pesquisa Científica da França e professor de psicologia da Universidade de Michigan.

Segundo Atran, qualquer pessoa está sujeita a ser um homem-bomba. “O perfil do terrorista é igual ao de uma pessoa comum. Não há nenhum distúrbio psicológico por trás de suas ações”, diz ele. O antropólogo, que já estudou de perto terroristas desde as florestas da Indonésia até o Marrocos, explica que  novos integrantes de redes terroristas quase sempre são aliciados quando formam algum laço de amizade com veteranos da organização ou porque se veem de repente numa vizinhança ou num ambiente infiltrado por eles. "Apenas 15% entraram para a Al Qaeda por influência da própria família", diz.
Reprodução
Scott Atran é autor do livro 'Talking to the Enemy'
Scott Atran é autor do livro 'Talking to the Enemy'

O que leva uma pessoa ao terrorismo? 

Os seres humanos têm uma característica que os distingue dos animais. É o que Thomas Hobbes chamou de “privilégio do absurdo”, o que é particular dos homens. É algo que impulsiona guerras, revoluções e ações violentas coletivas, mais do que qualquer outra coisa - inclusive problemas econômicos. Os terroristas se sacrificam por uma coletividade abstrata, que normalmente não se restringe a familiares e amigos. Sistemas políticos e religiosos usam o termo “família” para mobilizar pessoas em torno de uma ideologia. A religião pode chegar mais longe por ir além do conceito de nação, tendo características transcendentais. Sobre isso, não há controle.

Na semana passada, a revista VEJA revelou documentos que mostram a presença uma rede terrorista no Brasil. A reportagem conversou com alguns deles e detalhou seus perfis. Eles parecem pessoas comuns. O senhor se surpreende com isso? 

O perfil do terrorista é igual ao de uma pessoa comum. Não há nenhum distúrbio psicológico por trás de suas ações. Além disso, quase nenhum terrorista teve educação religiosa. Muitos deles “nascem de novo”, ou seja, sofrem uma conversão, aos 18 ou 20 anos, talvez um pouco mais tarde. É nesse momento que se envolvem com religião. Mas a religiosidade não é um sinal para se prever a tendência de uma pessoa a fazer parte de um grupo terrorista. A maioria dos integrantes da Al Qaeda é da classe média, como estudantes de engenharia e medicina. Não adianta procurar terroristas em encontros de estudo do Corão.

Como, então, é possível identificá-los?
 

O primeiro passo para se chegar a um terrorista é conhecer os seus amigos. Se uma pessoa tem amigos ligados a algum grupo que prega o terror, ela fica muito mais propensa a se tornar um terrorista. Dentro da Al Qaeda, mais de 70% dos membros foram incorporados a partir da simples convivência com uma vizinhança ligada ao grupo, sendo que apenas 15% entraram para o movimento a partir da influência da própria família. Na prática, a Al Qaeda não recruta pessoas, isso é um mito. Ao contrário, é muito mais comum as pessoas procurarem pela Al Qaeda. No atentado do 11 de setembro, por exemplo, foi Khalid Sheikh Mohamed que apresentou seu plano ao grupo, que apenas aceitou a proposta.

Se é tão aleatório, como monitorar regiões contra o terrorismo?
 

Ao descobrir um membro que faz parte da rede, pode-se chegar a outros investigando a vizinhança e os amigos. O que eles comem, o que vestem, com quem saem, que lugares frequentam? As pessoas de uma mesma rede começam a ter hábitos em comum. Ainda assim, não é um trabalho fácil. Mesmo dentro das células terroristas, há muita fluidez. Um integrante pode fazer parte de uma célula num dia e deixar de fazer no outro. Novos membros surgem, alguns ficam mais radicais, outros menos. É comum que uma pessoa não-terrorista conheça um terrorista ou se relacione com alguém que conheça um. Os terroristas também têm parentes e amigos. E todos se misturam.

A Al Qaeda vai se beneficiar dos levantes que hoje acontecem no mundo árabe? 

 A principal forma de infiltração da Al Qaeda é a ideológica. Os terroristas tentarão entrar na cabeça desses jovens revoltosos. Mas isso não quer dizer que vão conquistar muitos adeptos. No Egito, por exemplo, os jovens conseguiram fazer em 18 dias o que a Al Qaeda tenta há 18 anos sem sucesso. E eles o fizeram sem confrontos violentos, sendo que a Al Qaeda diz ser necessário o uso da força contra qualquer inimigo. Um descrédito enorme pesa sobre a Al Qaeda neste momento.

Mas há sinais de que o grupo se beneficia do conflito na Líbia, por exemplo, para contrabandear armas.  

Materialmente ou militarmente, a Al Qaeda é insignificante hoje em dia. Seu principal ativo é a "marca" Al Qaeda - que muitos extremistas desejam usar, pois isso é promessa de visibilidade a seus atos. Por isso também, afirmo que o maior perigo está na infiltração ideológica. Revoluções e guerras são impulsionadas por ideologias ou mudanças morais. A Al Qaeda certamente tentará atrair para si os jovens que hoje vão às ruas no mundo árabe. Nessa tarefa, a internet tem grande importância. A internet é o único lugar onde a Al Qaeda está florescendo e é altamente competitiva.

Um clérigo iemenita-americano, Anwar al-Awlaki, falou na semana passada da empolgação do grupo terrorista diante das possibilidades que se abrem em todos os países que vivem uma crise política, especialmente no Iêmen...
 

O Iêmen é a única entre as nações árabes em crise onde o grupo parece ter algum sucesso até agora, por razões bastante particulares. O país, que já viveu uma guerra civil que o dividiu entre norte e sul, possui um histórico terrorista. A família paterna do saudita Osama bin Laden é iemenita, e algumas regiões do Iêmen ainda enfrentam a chamada Al Qaeda na Península Arábica (AQPA), nascida da fusão dos braços iemenita e saudita da Al Qaeda. Nesse contexto de caos, as autoridades estão perdendo força e muita gente está armada no país.

A Al Qaeda também tem ambições políticas?
 

Claro que eles adorariam que um estado islâmico fosse estabelecido em qualquer dos países que hoje estão em ebulição. Porém, sua ideia de estado islâmico é muito restrita, e não existe um só país que respeite a Sharia de acordo com sua interpretação, a não ser o Afeganistão dos talibãs. O próprio mundo islâmico não gosta da Al Qaeda.

 Fonte: Revista Veja

 

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segunda-feira, 28 de março de 2011

Os planos ocultos da Irmandade / Entrevista com Esam EI-Erian

Desde que foi fundada no Egito, em 1928, a Irmandade Muçulmana persegue a mesma finalidade: construir um estado subordinado à sharia, a lei islâmica. O objetivo foi confirmado em 2007, quando a organização divulgou um programa partidário que defendia a criação de um conselho de sábios, não eleito, com a missão de analisar a compatibilidade das decisões governamentais com as normas religiosas. Desde a queda do ditador egípcio Hostú Mubarak, no mês passado, no entanto, a Irmandade esconde seus planos fundamentalistas e se vende a incautos com um discurso democrático. A aparente moderação tem data para tenuinar. O repórter de VEJA Duda Teixeira entrevistou Esam EI-Erian, porta-voz da Irmandade Muçulmana, e ele deixou claro que seu grupo tem como objetivo assumir o poder no país no prazo de cinco anos e que tem uma agenda pronta para quando isso ocorrer. A entrevistá foi feita no escritório de EI-Erian na capital egípcia, próximo a um hospital popular sustentado pela Irmandade Muçulmana.

A Irmandade pretende construir um estado islâmico no Egito, a exemplo do que ocorreu no Irã após a revolução de 1979? Criará leis para proibir o consumo de álcool ou saias curtas, por exemplo? 

O Egito não é o Irã. Não é a Arábia Saudita. Não é a Turquia.

Então, qual é o objetivo político da Irmandade Muçulmana? 

Isso depende da atmosfera e do contexto em que nos encontrarmos. Atualmente, nossa meta é conseguir a unidade nacional e instituir uma nova ordem no Egito. Isso significa uma nova Constiuição, leis melhores e a retomada da economia, o que será muito importante nos próximos cinco anos.

Por que cinco anos?

Alguns políticos dizem que a transição vai durar seis meses. Outros falam em um ano. Nós --achamos que-essas estimativas estão equivocadas. A transição vai demorar cinco anos.

Por que a Irmandade declara que não almeja mais do que um terço das cadeiras no próximo Parlamento, cuja eleição deve ocorrer neste ano? 

Nós não queremos a maioria no Congresso.

Por que não? 

Porque, como eu disse, este é Um momento de união, não de competição.

Será sempre assim? A Irmandade nunca vai querer mais do que um terço do Congresso?

Esta é a nossa estratégia há 25 anos. Estamos em um momento de transição, preparando o país para nossa próxima estrarégia, a qual será iniciada após cinco anos. Só então haverá competição. Agora não há tempo para isso. O momento atual é de união.

Qual é o projeto de país da Irmandade Muçulmana para daqui a cinco anos, quando acabar o período que o senhor considera de união entre as forças políticas? 

Por favor, pare de fazer essas perguntas. Volte daqui a cinco anos e faça essa mesma indagação. Daí, sim, eu responderei (EL-Erian dá uma risada).

Como será o Egito daqui a cinco anos? 


Por favor....

Que opinião o senhor tem a respeito das brigas recentes entre muçulmanos e cristãos coptas? 

Isso é a contrarrevolução.

O Egito conseguirá manter-se estável durante essa transição, mesmo com esses conflitos religiosos? 

Se conseguirmos evitar as intervenções de americanos e de israelenses, será muito bom. São eles os grandes perdedores dessa revolução, e não Hosni Mubarak.

O senhor está dizendo que americanos e israelenses incentivam as disputas religiosas? 


Claro. Mubarak era um parceiro estratégico para eles.

Se é assim, por que americanos e israelenses não agem para permitir que Mubarak volte poder?

Se ele fizer isso, será morto.

Morto? 

Depois de um julgamento, claro.

Eu e meu fotógrafo viajamos até Soul, onde uma igreja e casas de cristãos foram incendiadas. Os moradores muçulmanos nos impediram de entrar na vila, acusaram-nos de ser espiões estrangeiros e nos ameaçaram...Parece-me improvável que estivessem a serviço de americanos e israelenses.
Se quiser, posso dar o telefone de uma pessoa na vila de Soul para acompanhá-los em segurança....

Quem está ateando fogo às igrejas? 

O pessoal do Partido Nacional Democrático (de Mubarak), os agentes da segurança de estado e os criminosos. Estou triste porque bispos e o papa Shenouda III (da Igreja Ortodoxa Copta) apareceram em público para reclamar dos ataques apresentando-se como cristãos. Isso não é bom.

Eles não podem declarar abertamente sua fé?

Os cristãos devem se defender como civis, não em nome de um setor da sociedade. Somos todos egípcios.

O clérigo· muçulmano Yusuf.al-Qaradawi,apresentador de um programa na rede-AI Jazira, do Catar, e membro da Irmandade Muçulmana, diz que o marido tem o direiIt de bater na mulher, defende os atentados suicidas e acredita que os países islâmicos devem ter armas nucleares para aterrorizar inimigos. Qual será o papel de Qaradawi no novo Egito? 

Ele visitou nosso país, ficou por três dias e voltou ao Catar. Aqui, é apenas uma voz entre muitas outras. Qaradawi apresentou um islamismo moderado, tolerante e pacífico para muitas pessoas. Por isso, muita gente confia nele. É um sábio.

Fonte: Site do MRE


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quarta-feira, 2 de março de 2011

Yolanda Couceiro: Se existe um Islão moderado, o que duvido, é um covarde e colaborador com a violência. Mais do mesmo.

Yolanda com um cartaz da campanha
Yolanda Couceiro Morín é uma mulher que dispensa comentário, diretora editorial do diário Minuto Digital, pode-se dizer no popular que ela "tem mais cunhão que a maioria dos homens por aí", além de bater de frente com o ETA, a jornalista é a principal voz espanhola contra a expansão islâmica, ela é uma das poucas pessoas na Espanha, que fala sem medo sobre o Islã e seu crescimento na Europa. No comando do España y Libertad, ela tem realizado campanhas sem precedentes no país.

Dessa vez, o “Espanã y Libertad, inicia uma nova campanha nacional contra a expansão islâmica. Serão distribuídos milhões de adesivos da campanha.Yolanda concedeu uma entrevista sobre a mobilização:
O problema do Islã é tão importante a ponto de se conduzir uma campanha sobre o tema?

Sim, é um grande problema. A Europa e a Espanha, está sofrendo uma verdadeira invasão muçulmana com a cumplicidade da classe política. Temos mais de 50 milhões de muçulmanos na Europa, sem contarmos os imigrantes ilegais. São 50 milhões de pessoas que estão importando uma ideologia perigosa e violenta. Já ocupam nossas ruas, e nosso políticos lhes dão mais direitos que do que a nós. Sim, é um grave problema que envolve um ataque, a nossa cultura e costumes. É um ataque promovido por ditaduras, como a Saudita, que decretam o assassinato e a tortura de todos aqueles que não pensam como eles.

Você não é um pouco radical?

Se à minha opinião parece radical convidamos você a fazer esta pergunta a todas as mulheres que são estupradas por grupos muçulmanos na Europa. Para aquelas que são desfiguradas com ácido. A Asia Bibi, ou os homossexuais, que são mortos em nome da "religião da paz" ...

Mas ,o Islã é uma religião ...

Não, é uma ideologia política totalitária, antidemocrática e violenta. É incompatível com a democracia.

Mas na Espanha temos muçulmanos que não são violentos ...
Se você está se referindo a organizações como o Conselho Islâmico e outros, lhe direi que são a Jihad, são iguais ao partido Sortu e ao ETA.

Você nega à existência de um Islão moderado?
Eu não, eles mesmos. Onde eles estão? Tem se manifestado? Se existe um Islão moderado, o que duvido, é um covarde e colaborador com a violência. Mais do mesmo.

"Então, o Islã deveria ser proibido?

Deve se tornar ilegal, assim como se ilegaliza partidos políticos que são a favor da violência. O Islã é uma ideologia violenta, que atenta contra os direitos humanos.

Em seu website, eu vi os links para organizações como o EDL, que alguns acusam de "pró-sionista '

Nós defendemos o direito à legítima defesa de Israel frente o terrorismo islâmico do Hamas. Também, seu direito de existir. Se isso soa como "pró-sionista '... Eu acho que esta é uma mensagem interpretada pela esquerda, e um setor da chamada extrema-direita, que preferem se envolver nessas coisas em vez de lidar com seus problemas de unidade e descontrução ideológica.

O EDL é uma organização que luta contra a invasão islâmica. Eles são tão numerosos, que em suas manifestações aparecem bandeiras de Israel de vez em quando. Espero que o mesmo aconteça na Espanha! Mas é muito difícil. Os judeus na Espanha estão cegos pela esquerda. Para eles, a separatista Pilar Rahola é um heroína, e Esteban Ibarra, que foi preso anos atrás por seu relacionamento com FRAP, mantém importantes laços com a comunidade judaica. São apenas dois exemplos, mas há muito mais. Assim, podemos supor que o nosso vínculo a elite judia na Espanha é nenhuma. Mas, cada um escolhendo seus amigos é livre para o erro. Alguém de Israel deveria exigir explicações dos judeus espanhóis por tudo isto, deveriam refletir sobre as razões de tanto apoio dos líderes judeus espanhóis à esquerda de ZP.

Complexos para serem apoiados por organizações de direita como a sua?

Eu não sei se eles são complexos, mas os judeus na Espanha vão muito mal em relação à opinião pública. Eles devem acreditar que por tratar a esquerda com luvas de seda serão tratados melhor por eles. Depois reclamam quando esta mesma esquerda promove o boicote de produtos provenientes de Israel, ou queimam as suas bandeiras nas ruas. E para que conste, eu falo dos líderes desta comunidade, e não dos cidadãos comuns, entre os quais eu tenho muitos amigos, alguns deles militantes do España Y Libertad.

Outra tema: a imigração

Outro tema? Pois bem, outro problema

Porque a imigração é um problema?

Olhe você mesmo. Na Espanha, apesar do que eles nos dizem, temos mais de 10 milhões de imigrantes. Destes, só contam na Segurança Social 1.700.000. O que faz o resto? Onde eles estão? O que eles fazem? Como eles vivem? Que tipo de renda que eles têm?
Isto pode soar como xenofobia e racismo...
A casta política quer que comunguemos com isso. Temos milhões de pessoas não-espanholas ou naturalizadas que disfrutam e empobrecem nosso sistema de saúde com nossa ajuda. Enquanto, um milhão de meio de lares espanhóis não recebem renda alguma. Denunciar, isso é xenofobia? Se você crer que defender nossa identidade e os nosso compatriotas é xenofóbico, coloque-me nessa lista. Um posto de trabalho não pode ser dado a um estrangeiro enquanto existe um espanhol desempregado. É muito simples.Doa a quem doer, os espanhóis primeiro.
Já, e se os espanhóis não quiserem trabalhar?
Olha, esse são poucos. A desculpa de que os imigrantes pegam os trabalhos que os espanhois não querem, não cola a esta hora, é obra do teatro montado pela casta parasita. O que os espanhóis não querem é que alguns empresários deliquentes abusem de nós, passando por cima dos direitos que conquistamos com muitos anos de luta e esforço. A chegada massiva de imigrantes fez com que o mercado pagasse muitas vezes salários de 400, 500 ou 600 euros ao mês. A culpa disso é do empresário que utiliza os imigrantes, e da classe política, que passa a vida fazendo-se de "irmanzinha de caridade" para desviar os olhares e deixar os espanhóis vendidos a crise. Os espanhós fazem bem em opor-se a esses abusos. O espanhol que trabalhar, mas com um salário justo.
E se há espanhois que não querem trabalhar, pois preferem viver de ajudas sociais do governo, então deve-se retirar qualquer ajuda a essas pessoas. E leva-los ao trabalho.
Você acha que existe uma relação entre imigração e criminalidade?
Bem, é claro que os imigrantes que chegam a Espanha não são criminosos, mas devem reconhecer que a grande maioria dos criminosos presos na Espanha são imigrantes. Desde janeiro de 2000, até hoje, o número de presos espanhóis cresceu em 10.700 pessoas (29%), enquanto os estrangeiros aumentaram em 18.100 (228%). Isso significa que em dez anos, de cada dez pessoas presas, seis eram imigrantes, ou seja 60%. Além disso, os presos estrangeiros representam hoje 40% do total de encarceirados na espanha. Com estes dados em mãos, lhe digo claramente que existe uma relação entre a imigração e a criminalidade.
Membros do España y Libertad protestando em frente a embaixada paquistanesa pela vida de Asia Bibi

Fonte: España Y Libertad
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Segundo um psicólogo dinamarquês, a integração dos muçulmanos na sociedade ocidental é impossível

Nicolai Sennels, de 33 anos, é um psicólogo dinamarquês. Trabalhou durante vários anos para as autoridades de Copenhague. Em fevereiro de 2009 publicou um livro intitulado “Entre os criminosos muçulmanos. A experiência de um psicólogo em Copenhague”. Em seu livro, Nicolai Sennels adota um enfoque psicológico sobre a relação entre cultura muçulmana, a cólera, a administração das emoções e a própria religião muçulmana. Sua investigação centrou-se em centenas de horas de observação no transcurso dos tratamentos terapêuticos de 150 jovens muçulmanos internados na prisão para jovens de Copenhague.


EuropaNews (EN): “Nicolai Sennels, como surgiu a idéia de escrever um livro sobre os criminosos muçulmanos na Dinamarca?”


Nicolai Sennels (NS): Tive a idéia em fevereiro de 2008, no transcurso de uma conferência sobre a integração em Copenhague. Em minha intervenção, sublinhei que as pessoas de cultura muçulmana são confrontadas a uma dificuldade, e inclusive a uma impossibilidade de se integrar de maneira harmônica e de se realizar em Copenhague. Esta declaração foi acolhida com fortes resistências pelos homens políticos dinamarqueses, e pelo meu superior hierárquico da prisão para jovens. Surpreendeu-me muito, já que eu pensava que dizer que certas culturas se integram melhor do que outras nas sociedades ocidentais era uma evidência. A Europa inteira tem dificuldades para integrar os muçulmanos, e este empreendimento parece pertencer ao terreno do impossível.


Segundo a Polícia dinamarquesa e o Departamento Dinamarquês de Estatística, mais de 70% de todos os crimes cometidos na capital dinamarquesa são obra de muçulmanos. O Banco Nacional publicou recentemente um informe segundo o qual os custos que o muçulmano estrangeiro origina ao país, elevam-se a mais de 300.000 euros a título de ajudas sociais federais. Ao que há que acrescentar-se outras ajudas sociais de outros tipos, por desemprego, por gastos com intérpretes, por aulas especiais nas escolas (64% das crianças escolarizadas cujos pais são muçulmanos, não sabem ler nem escrever corretamente em dinamarquês depois de 10 anos de escolarização em uma escola dinamarquesa), por assistência social, pelos policiais suplementares, etc.


Minha intervenção desembocou em uma advertência legal, uma espécie de sanção profissional, com a ameaça de que, se reitero minhas palavras, serei demitido. Segundo as autoridades de Copenhague, parece que é permitido declarar que os problemas que os muçulmanos enfrentam são causados pela pobreza, pelos meios de comunicação, pela polícia, pelos próprios dinamarqueses, pelos políticos, etc. Porém, duas coisas não são admitidas: 1. falar da importância da cultura e 2., evocar a responsabilidade pessoal dos estrangeiros quanto às suas dificuldades para se integrar em nossas sociedades.


EN: “Examinemos seu livro de perto. O senhor fala de quatro mitos sobre a integração. O primeiro trata da diferença entre a cultura dos imigrantes”.


NS: Descobri que os jovens de cultura muçulmana têm outras necessidades em matéria de trabalho social, do que os dinamarqueses ou outras pessoas de cultura não-muçulmana. Entre os muçulmanos sempre há uma desproporção extrema no comportamento anti-social e anti-democrático. O Departamento Dinamarquês de Estatística publicou um informe segundo o qual os oito primeiros lugares na lista de criminalidade por país de origem dos criminosos correspondem a países muçulmanos. A Dinamarca está no nono posto. (Na Dinamarca delinqüem mais os marroquinos, os argelinos, os turcos, etc., do que os próprios dinamarqueses. De maneira que, se não houvessem muçulmanos na Dinamarca, teria que se re-converter os 90% dos agente de polícia em outra coisa, em jardineiros, por exemplo).


EN: “Isto significa que devemos tratar os muçulmanos de maneira diferente dos não-muçulmanos?


NS: Segundo minha experiência própria, os muçulmanos não compreendem nossa maneira ocidental de administrar os conflitos pelo diálogo. Eles são educados em uma cultura que comporta figuras de autoridade e conseqüências externas ao indivíduo muito bem definidas. A tradição ocidental, que utiliza o compromisso e a introspecção como principais ferramentas para tratar os conflitos, tanto interiores como exteriores, é considerada como uma debilidade na cultura muçulmana. Em grande medida, eles simplesmente não compreendem esta maneira mais suave e mais humanista de tratar os assuntos sociais. No contexto do trabalho social e da política, isto significa que o indivíduo necessita de mais limitações e conseqüências mais severas para estar em situação de adaptar seu comportamento.


EN: “Isto nos leva diretamente ao segundo mito, já que se diz amiúde que a criminalidade dos imigrantes é causada por problemas sociais e não por sua origem cultural. Em seu livro, o Sr. se mostra em desacordo com essa tese e assinala a religião como fonte de criminalidade entre os muçulmanos”.


NS: Eu reformularia suas palavras falando da cultura muçulmana e não da religião, já que há muitos muçulmanos que ignoram o que está escrito no Corão e que não freqüentam as mesquitas. Porém, estão fortemente influenciados no nível cultural. Constatamos que a cólera - em particular - é muito bem aceita na cultura muçulmana.


Na cultura ocidental e em outras culturas não-muçulmanas, como na Ásia, a agressividade ou uma súbita explosão de cólera são vistas como comportamentos que lamentamos posteriormente e que nos causará vergonha. Na cultura muçulmana ocorre totalmente o contrário. Se alguém escarnece de sua honra, espera-se que você demonstre sua agressividade e que se vingue, tanto verbalmente quanto fisicamente. Dessa maneira, a agressividade dá um status inferior em nossa cultura, porém um status mais elevado na cultura muçulmana. Mas há outra razão mais profunda para explicar o comportamento anti-social tão amplamente difundido nas comunidades muçulmanas e a grande resistência à integração, e esta é a identificação muito forte que os muçulmanos têm de pertencer à cultura muçulmana.


Meu encontro com a cultura muçulmana foi um encontro com uma cultura excessivamente forte e muito orgulhosa. É certamente uma qualidade que pode garantir a sobrevivência de uma cultura antiga através do tempo. Todas as investigações das quais dispomos sobre a integração dos muçulmanos nas sociedades ocidentais, indicam que continuamos nos encaminhando na direção equivocada. Infelizmente, uma cultura forte e orgulhosa torna seus membros praticamente incapazes de se adaptar a outros valores.


Quando se trata de identidade para os muçulmanos, a nacionalidade não conta para nada em comparação com a cultura e a religião. Daí, em conseqüência, uma poderosa e crescente oposição à cultura e aos valores ocidentais nos ghetos muçulmanos de Copenhague e de outras cidades européias.


EN: “Como o Sr. sublinhou, muitos muçulmanos têm um laço muito forte com sua identidade religiosa. O terceiro mito que o Sr. refuta em seu livro concerne à percentagem de extremistas e de fundamentalistas muçulmanos. Presumivelmente esta percentagem seria relativamente baixa. Qual é sua experiência?


NS: As pessoas esperam que a maioria dos muçulmanos seja moderna e aceite os valores ocidentais. Minha experiência é diferente e isto foi demonstrado pelas estatísticas que acabo de citar. Em fevereiro de 2008 nos vimos confrontados na Dinamarca com gravíssimos distúrbios protagonizados por jovens muçulmanos. Estes distúrbios eram em parte uma reação à pressão da polícia dinamarquesa devida ao forte aumento da criminalidade, e também resposta à re-impressão das caricaturas de Maomé em todos os jornais dinamarqueses. Esta reedição era um ato de solidariedade com o caricaturista Kurt Westergaard, cuja vida ainda está seriamente ameaçada.


Nestes distúrbios viu-se muçulmanos não-praticantes em sua vida cotidiana tomar a defesa de sua cultura e de sua religião de uma maneira muito agressiva. Copenhague ficou coberta de fumaça durante uma semana por causa de uma centena de incêndios, e a polícia e os bombeiros que cuidavam de controlar e apaziguar a situação foram atacados.


Muitos dos protagonistas dos distúrbios foram parar na prisão onde eu trabalhava e tive oportunidade de falar com eles. Quase a totalidade deles eram muçulmanos e todos eles afirmaram que seus atos (provocar incêndios, atacar a polícia, etc.) estavam justificados porque a sociedade dinamarquesa, ao aumentar a pressão sobre a integração e reimprimindo as caricaturas de Maomé, dava prova de racismo contra o islam e a cultura muçulmana. Os escassos dinamarqueses que participaram dos distúrbios o haviam feito por motivos completamente distintos. Suas ações eram principalmente motivadas pela busca de aventura ou de emoções fortes.


EN: O quarto mito é que a pobreza dos imigrantes leva a uma má situação social. Em seu livro o Sr. afirma que é o contrário que é verdade”.


NS: Minha experiência é que a muito débil prioridade concedida à escolaridade de seus próprios filhos, a negligência em sua educação e a falta de motivação para planejar uma carreira profissional, são fatores importantes que conduzem à pobreza. Esses fatores são comuns em muitos muçulmanos, tanto em nossas sociedades quanto nos países muçulmanos. Além disso, uma quarta parte dos jovens muçulmanos na Dinamarca têm antecedentes penais. Uma capacidade para a leitura deficiente, uma forte aversão à autoridade e uma ficha criminal carregada, tornam difícil a obtenção de um emprego bem remunerado. É o comportamento a-social que o torna pobre, e não o contrário.


Lamentavelmente, muitos políticos vêem a pobreza como a principal causa dos problemas de integração. Penso que é um ponto de vista horrível e unidimensional acerca das pessoas pobres e dos indivíduos em geral. A idéia de que o comportamento das pessoas é determinado pela quantidade de dinheiro que têm no banco é um ponto de vista extremamente limitado. Como psicólogo diplomado pela Universidade de Copenhague, eu diria que fatores muito mais importantes na vida do que o dinheiro influenciam o comportamento e a maneira de pensar dos indivíduos.


EN: “Quais as conclusões de sua investigação? A integração de pessoas de cultura muçulmana nas sociedades ocidentais é possível?”


NS: Eu diria que os otimistas, as pessoas que dizem que a integração é possível, carregam uma grande responsabilidade ante o futuro. É muito provável que estejam entretendo uma esperança, um sonho sem fundamento na realidade. Existem exceções, porém em sua maior parte a integração dos muçulmanos não é possível. Pessoas qualificadas e cheias de compaixão trabalham em toda a Europa sobre estes problemas para tratar de encontrar soluções, milhares de milhões de euros já foram gastos nestes projetos, porém os problemas continuam se agravando.


A explicação psicológica é, na realidade, muito simples: as culturas muçulmana e ocidental são fundamentalmente muito diferentes. Isto significa que os muçulmanos devem fazer grandes mudanças em sua identidade e em seus valores para chegar ao ponto de aceitar os valores das sociedades ocidentais. Mudar as estruturas básicas de sua própria personalidade é um processo psicológico e emocional extremamente exigente. Aparentemente, muito poucos muçulmanos sentem-se motivados a este empreendimento.


EN: “O que vamos fazer com os muçulmanos que já estão conosco?”


NS: Em primeiro lugar, devemos parar imediatamente toda a imigração de pessoas provenientes de países muçulmanos para a Europa, até que tenhamos comprovado que a integração dos muçulmanos é possível. Em segundo lugar, devemos ajudar os muçulmanos que não querem ou não estão em situação de se integrar em nossas sociedades ocidentais, a construir um novo sentido para suas vidas em uma sociedade que eles compreendam e sejam compreendidos. Isto significa ajudá-los a começar uma nova vida em um país muçulmano. Temos atualmente os meios econômicos para fazê-lo. Como já disse anteriormente, cada imigrante proveniente de países muçulmanos custa-nos uns 300.000 euros em média. Com este dinheiro poderíamos ajudar esta gente a viver uma vida feliz em um país muçulmano sem ter que se integrar em uma sociedade que não compreendem e que, portanto, não podem aceitar. Não somente os muçulmanos se beneficiariam destas medias, mas também as sociedades européias.


Nota de Minuto Digital: Recuperamos esta interessante entrevista publicada por EuropaNews em dezembro de 2009. A entrevista, apesar de contar com mais de um ano de antiguidade, é absolutamente atual e recomendamos sua leitura.


Fonte primária: EuropaNews Tradução: Graça Salgueiro
Fonte: Heitor de Paola

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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O terrorismo Islâmico é fruto do Islam

Entrevista de nosso amigo Ali Sina, grande erudito e ativista anti-islâmico, autor do já clássico Understanding Muhammad -- A Psychobiography of Allah's Prophet [Para entender Maomé -- Uma psicobiografia do Profeta de Alá]. Esta entrevista apareceu originalmente no site ThowShallNotBearFalseWitness.org
 

Ali Sina: alisina.org, 12 de dezembro de 2010
Original: Islamic Terrorism is the Fruit of Islam
Tradução e links*: Dextra



Um dos críticos mais francos do Islam em todo o mundo na atualidade é um canadense, Ali Sina, que é, ele mesmo, um ex-muçulmano. Ele coordena o site Faith Freedom International . Ali Sina defende posições altamente polêmicas a respeito do Islam e do presidente americano Barak Obama e também lançou recentemente um livro, Understanding Muhammad, que veio mesmo para abalar. Solicitei uma entrevista a este homem provocador e interessante, a fim de que ele pudesse compartilhar sua própria visão acerca do que é essencialmente o Islam e qual o seu papel no mundo de hoje. A conversa foi a seguinte…

Gary Dale Cearley: O Sr. poderia nos falar um pouco sobre si e sua formação?

Ali Sina: Eu nasci em uma família muçulmana. Hoje, ninguém entre meus parentes próximos é muçulmano e sei que muitos de meus parentes distantes que ainda vivem no Irã, como a maioria dos iranianos, ou deixaram o Islam ou estão no processo de fazê-lo. Muitos iranianos simplesmente deixaram de acreditar no Islam.

Desde criança, as injustiças sempre me deixaram com o coração apertado. Eu me tornei vegano*, porque a crueldade me dói. Cenas de crueldade me afetam profundamente. Elas ainda me afetam tanto quanto me afetavam quando eu era criança. Muitos jovens reagem à injustiça tornando-se revolucionários. Eles optam por métodos violentos para combaterem a injustiça e assim trazem mais injustiça e violência a este mundo. Eu rezei para me tornar um instrumento da paz. Para trazer amor onde houver ódio; compreensão onde houver confusão; paz onde houver discórdia. Isto é claro, era só wishful thinking, estando eu mesmo confuso, preso em uma bolha de mentiras.

Eu refleti sobre a injustiça e acreditei que ela era causada pela ganância. Mais tarde, eu consegui compreender que muito do mal é cometido por causa de crenças e doutrinas perversas. Para citar Blaise Pascal, "Os homens nunca praticam o mal tão completa e alegremente quanto quando eles o fazem por convicções religiosas.”

Quando li o Corão, todo o significado das palavras de Pascal tornou-se óbvio. Foi então que eu concluí que o tempo das orações tinha se acabado e a hora de agir tinha começado. É claro que este despertar não aconteceu da noite para o dia. Isto me custou dois anos de estudos, luta interior e busca espiritual. Eu fui levado da negação ao choque e então à culpa, confusão, depressão, raiva e finalmente à iluminação, perdão e paz interior. Foi uma jornada árdua, mas que valeu a pena empreender.

Eu comecei a escrever sobre minhas descobertas na internete e mais ex-muçulmanos esclarecidos se juntaram. Nossa pequena goteira tornou-se uma torrente e agora nós somos um movimento, trazendo uma revolução silenciosa, não com a violência, mas através da compreensão, explicando o inexplicado e disseminando conhecimento.

Nós ajudamos milhares de muçulmanos a descobrirem a falácia do Islam e a se juntarem ao resto da humanindade em harmonia. Minhas orações da infância tornaram-se verdade. Eu havia me tornado um instrumento da paz e não estou sozinho. Agora, somos uma legião, que se ergueu para demolir as trevas da ignorância com a luz do conhecimento.

Gary Dale Cearley: O Sr. escreveu um livro, "Para entender Maomé: Uma psicobiografia do profeta de Alá". Fale-nos sobre ele.

Ali Sina: O livro, como seu título diz, sonda os motivos por trás das ações de Maomé. Maomé foi um enigma. Ele fez muitas coisas que levam a crer que ele era sincero. Ele dava a impressão de que acreditava ser um profeta, enquanto que, ao mesmo tempo, ele era impiedoso, ardiloso e perverso. Então, como explicar este oxímoro? Ele foi um mentiroso? Se sim, como ele podia estar tão convencido?

Em meu livro, "Para entender Maomé", eu faço um pequeno relato de sua biografia. A história da vida de Maomé é abordada em muitos livros e pode-se aprender sobre ela a partir de fontes originais, chamadas de Sira. O escopo de meu livro é a psicologia de Maomé.

"Para entender Maomé" não enfoca o "o que", mas o "por que". Ao invés de narrar o que Maomé fez ou disse, ele explica os impulsos mentais que o levaram a agir como ele agiu.

Eu mostrei que Maomé sofria de uma séria de perturbações, distúrbios mentais e de personalidade que, coletivamente, explicam o fenômeno conhecido como Islam. Quando se entende a constituição psicológica de Maomé e o meio no qual ele atuou, é possível ver que o Islam foi quase inevitável.

O livro faz exatamente o que afirma. Ele faz o leitor entender Maomé e o Islam. Ele recebeu resenhas encorajadoras. Sam Vaknin*, o autor de Malignant Self-love [Amor-próprio maligno], escreveu que "'Para entender Maomé' oferece um esquema explicativo. Um momento revelador segue-se ao outro, à medida em que as coisas se encaixam e surge uma cadeia causal que leva de seu fundador medieval até os atuais seguidores e emuladores." Depois que se lê o livro, é possível entender não só Maomé, mas também os muçulmanos.

Este livro foi lido por muitos muçulmanos, que a princípio me escreveram para tentar provar que eu estva enganado. Eu os convidei a lerem o livro e agora muitos são meus fiéis aliados. Eu acredito que quando a visão que este livro oferece se disseminar, o Islam vai virar coisa do passado e junto com ele o terrorismo islâmico cessará de existir.

Gary Dale Cearley: Como o Sr. se tornou um apóstata aos olhos dos muçulmanos, eu estou interessado em saber que tipo de ameaças o Sr. enfrentou da comunidade muçulmana e de onde as ameaças partiram.

Ali Sina: Quando se deixa o Islam, as ameaças vêm de todas as direções. A apostasia ofende todos os muçulmanos, que vão atacar a pessoa cada um a seu modo. Alguns muçulmanos vão querer matá-la, mas nem todo muçulmano é um assassino. Os que não lançarem uma ameaça de morte vão esnobá-la, ter pena dela e pisar nela. Eu fui informado de que há duas fatwas para me matar, lançada por dois mulás na Índia. Também foi fixado um preço por minha cabeça: um milhão de rúpias. Isto dá só $20,000 mil dólares. Eu fiquei um pouco desapontado. Eu achava que eu valia mais, mas, ora, isto é mais do que as 30 moedas de prata pelas quais Cristo foi vendido.

Gary Dale Cearley: Por que mudanças sua vida familiar passou desde que o Sr. renunciou ao Islam?

Ali Sina: Na verdade, não muitas. Minha família não era fanática. Nós estávamos entre aqueles fiéis iludidos, que pensam que o Islam significa paz e que os terroristas entenderam tudo errado. Para mim, foi uma grande surpresa ler o Corão e ver que nós é que tínhamos entendido tudo errado e que os terroristas estavam apenas fazendo o que se espera que um bom muçulmano faça.

A maioria dos muçulmanos pertence a esta categoria. Eles estão iludidos e pensam que o Islam é pacífico. eles condenam os assim chamados extremistas. Entretanto, a verdade é que são os extemistas quem melhor entende o Islam e não os moderados. Os moderados acreditam em uma forma benigna de Islam que foi inventada por eles e não tem nada a ver com o Islam de Maomé.

Gary Dale Cearley: O Sr. é franco com os muçulmanos a respeito de ter voltado as costas ao Islam como religião?

Ali Sina: Não tenho mais contato com eles.

Gary Dale Cearley: Se o Sr. ficasse cara a cara com Osama bin Laden e Ayman Al Zawahiri*, o que o Sr. gostaria de dizer a eles?

Ali Sina: A única mensagem que eu gostaria de transmitir a estes animais seria uma bala na cabeça. Minha mensagem a todos os muçulmanos é que o Islam é uma mentira e que eles não deveriam matar outras pessoas ou sacrificar suas próprias vidas por uma mentira. Nem todos os muçulmanos são terroristas, mas eles todos nutrem desconfiança, quando não ódio, dos não-muçulmanos, na proporção em que praticam o Islam.

Esfandiar Rahim Mashai*, ex-vice-presidente
do Irã, com o Papa Bento XVI

O Islam é uma fé construída encima do ódio. Sem um inimigo, o Islam perde sua razão de ser. Um bom exemplo é o que aconteceu recentemente no Irã. Ahmadinijad, o homem que roubou as eleições, nomeou [Esfandiar Rahim] Mashai, um parente por parte de sua esposa, como vice-presidente. A nomeação de Mashai irritou os linha-duras e Khamenei humilhou seu próprio presidente escolhido a dedo e seu protegido e lhe deu ordens para descartar Mashai. Por que? Porque no ano passado, Mashai disse: “Os iranianos são amigos de todos no mundo -- até dos israelenses*." Ele ocupava o cargo de vice-presidente, responsável pelo turismo e patrimônio cultural, na época.”

Ao fazer este comentário, muito embora ele realmente não tenha falado sério, já que ele é parte do regime islâmico e compartilha do mesmo ódio a Israel, Mashai minou a legitimidade da república islâmica, que está fundada no ódio e precisa perpetuar inimigos para sua própria sustentação. E não só isto: ele também minou a legitimidade do Islam, que está fundada no ódio aos não-muçulmanos e particularmente aos judeus. O Islam precisa de inimigos para sobreviver. O ódio deve ser mantido vivo. Sigmund Freud escreveu em "O mal-estar da civilização" que "é sempre possível possível unir um certo número de pessoas pelo amor, desde que outras pessoas fiquem de fora para para receberem as manifestações de sua agressividade.”

Os muçulmanos são unidos, desde que haja muçulmanos para odiar. Mas quando estão entre eles mesmos, eles começam a lutar para saber quem é o verdadeiro fiel e projetam seu ódio contra os que interpretam o Islam de forma diferente. Enquanto se acreditar que o Islam é uma religião de Deus, o ódio vai continuar a matar e as guerras não vão ter fim. Então, não há realmente outra opção além de se expor a falácia do Islam e desmamar dele os muçulmanos.

Não há como esta mensagem ser escutada pelos terroristas calejados. Esta mensagem é para os muçulmanos comuns que não conhecem a verdade sobre o Islam, os quais ficam chocados ao saber dela. Esta massa de muçulmanos moderados é a coluna vertebral da jihad islâmica. Os jihadistas vêm exatemente destes muçulmanos moderados e são apoiados por eles tanto moral quanto financeiramente. Se pudermos fazer estes muçulmanos verem a verdade, o terrorismo islâmico acabará.

O terrorismo islâmico é fruto do Islam. A árvore é que tem que ser erradicada. Enquanto esta árvore estiver no lugar, ela continuará a produzir frutos amargos.

Gary Dale Cearley: Que aceitação o Sr. teve por parte da comunidade não-muçulmana?

Ali Sina: Não há problemas na comunidade não-muçulmana. Os não-muçulmanos não têm o conceito de "nós vs. eles" que é tão intrínseco à psique islâmica. Eu moro no Canadá. Somos uma nação de imigrantes. Somos todos iguais e é considerado falta de educação ficar perguntando qual a religião do outro.  Ninguém liga para aquilo em que você acredita. Sou só mais um canadense.

Há muçulmanos que se sentem alienados nos países ocidentais. Isto ocorre porque eles optam por não se integrar. Eles querem usar seu vestuário islâmico atrasado, cobrir as mulheres com lençóis pretos, comer diferente, agir diferente, pensar diferente e denegrir a cultura do país onde vivem. É natural você não ser aceito se você for detestável. Nós temos grandes comunidades de hindus e sikhs no Canadá, eles estão plenamente integrados e são a coluna vertebral da economia canadense, enquanto que os muçulmanos, que vêm das mesmas paragens, não se integram. A culpa é deles por não se integrarem. Os países ocidentais estão abertos a tudo e a todos. As pessoas aqui não têm preconceitos. Elas estão tomando antipatia pelos muçulmanos e quem pode culpá-las?

Gary Dale Cearley: Que conselho o Sr. tem para Barak Obama e outros líderes de nações ocidentais ao lidarem com o Islam radical?

Ali Sina: Meu conselho a Barak Obama é : fazer as malas e buscar refúgio no Quênia, antes que os amercanos percebam que ele é uma farsa e um impostor.

Este homem está em missão para destruir os Estados Unidos. As pesquisas mostram que os americanos estão acordando e percebendo o grande erro que cometeram. Obama está no cargo não por causa de seus méritos, mas por causa do remorso branco. Ele odiou os Estados Unidos a vida toda. Diga-me com quem são teus amigos e eu te direi quem és. Quem são os amigos de Obama? Jeremiah Wright*, Bill Ayers*, Louis Farrakhan*, Rashid Khalidi*, Tony Rezko*, e um monte de outros gângsteres!

Quem eram seus mentores quando ele estava crescendo? O pedófilo Frank Marshal Davis* e o supremacista negro Malcolm X*! Eu não dou conselhos para os inimigos dos Estados.

Entretanto, se os Estados Unidos tivessem um presidente legítimo, meu conselho seria banir o Islam e tornar ilegal a prática da Xaria.

Durante a Guerra Fria, os Estados Unidos baniram o comunismo porque ele era uma ameaça à Constituição dos Estados Unidos. O presidente Truman deu início ao Programa de Lealdade ao Servidor  (FELP [em inglês]) em 1947, voltado para o combate aos riscos de segurança em trabalhar para o Governo Federal. Toda pessoa que começasse a trabalhar no serviço público ou no governo tinha que ser investigada.

O Congress criou a Comissão do Congresso para Atividades Anti-Americanas (HUAC [na sigla em inglês]), que investigou o envolvimento dos comunistas na indústria cinematográfica, educação, sindicatos e no governo. Um casal, Julius e Ethel Rosenberg foi condenado por espionagem e venda de segredos nucleares para os soviéticos durante a Segunda Guerra Mundial e justamente executado. Sim, excessos foram cometidos. Mas é um erro condenar a determinação dos Estados Unidos em combater seus inimigos internos por causa destes excessos.

Abdul Qadeer Khan tornou
possível a "bomba islâmica...


Talvez por causa destes excessos, os americanos ficaram consumidos por remorsos ao ponto de que perderam a vontade de defender seu país em face a uma ameaça real. Você se lembra de como o Paquistão conseguiu sua bomba atômica? Foi porque Abdul Qadeer Khan, um muçulmano, teve permissão para participar da equipe do Laboratório de Pesquisas em Dinâmicas Físicas (FDO), nos Países Baixos; ele roubou a tecnologia de lá e voltou para o Paquistão para construir a "bomba islâmica". A lealdade dos muçulmanos é apenas para com o Islam. Não é possível confiar neles em cargos de importância crítica.

Em julho último, a organização extremista islâmica  Hizb-ut-Tahrir, (Partido da Libertação) realizou sua primeira conferência nos Estados Unidos, intitulada “Queda do capitalismo e ascenção do Islam.” A conferência, de que participaram 700 pessoas, foi realizada no Hotel Hilton, em Chicago. Surpreendentemente, o Hilton rejeitou um evento do qual Geert Wilders, o deputado holandês que está lutando contra a expansão islâmica na Europa, participaria. O objetivo do Hizb-ut-Tahrir é derribar os governos do mundo e estabelecer o califado, supostamente através de meios não-violentos. Este grupo foi banido da maioria dos países islâmicos, mas tem permissão para operar nos EUA e advogar abertamente a abolição da Constituição dos Estados Unidos.

Estas pessoas estão bem aqui nos Estados Unidos e recebem total imunidade para conspirarem pela destruição do país. Se houvesse um presidente patriota no cargo, eu teria dito a ele para banir todos os grupos islâmicos que trabalham contra os Estados Unidos e sua Constituição. Mas não temos um presidente patriota. O que temos aí é um racista que odiou os Estados Unidos a vida inteira e está fazendo tudo o que pode para enfraquecer sua base judaico-cristã e abrir as comportas para os muçulmanos. Sua reverência e genuflexão ao rei Saudita, o chefe da escola wahhabita do Islam, nos diz tudo o que precisamos saber a respeito de onde está a lealdade de Obama.

Qualquer um com bom-senso sabe que o Islam está em guerra com os Estados Unidos. O que Obama faz? Ele aponta dois muçulmanos praticantes para posições no Departamento de Segurança Interna.

Arif Alikhan, secretário-adjunto para desenvolvimento
 de políticas no Departamento de Segurança Interna

Arif Alikhan* é um muçulmano sunita praticante. Como secretário-adjunto da Divisão de Políticas do Departamento de Segurança Interna, o Sr. Alikhan foi fundamental para o arquivamento do plano do Departamento de Polícia de Los Angeles de monitorar sua comunidade muçulmana. Ele é filiado ao MPAC, o "Conselho Muçulmano para Assuntos Públicos". É como colocar a raposa no controle do galinheiro. Os americanos devem se preparar para mais atentados terroristas. A responsabilidade recai sobre Obama e, é claro, sobre todos os que votaram neste traidor.

Agora, eu não culpo Obama. Ele está fazendo o que sonhou fazer desde sua juventude e que é destruir os Estados Unidos. Meu espanto é que os americanos tenham entregue seu país a este inimigo bufão. Obama não é um intelectual. Ele é estúpido. Obama mentiu e enganou os tolos. É aí que o narcisismo excele. Eles são mentirosos charmosos e convincentes. Todos cometemos erros. Mas por que eles não o põe no olho da rua, agora que a verdade apareceu e está claro que este impostor está trabalhando contra os Estados Unidos? Obama não é um presidente legítimo. Não deixe a mídia enviesada esquerdista tapear você. Os fatos estão aí  para aqueles que se importam em estudá-los. Obama deveria ser levado à justiça, julgado e, de preferência, mandado para a cadeira elétrica por alta traição.

De qualquer modo, voltando a sua pergunta: os Estados Unidos têm que enfrentar o Islam, reconhecê-lo como uma ideologia hostil e educar o público sobre a ameaça que ele representa.

Gary Dale Cearley: Muita gente, desde o homem da rua até os sociólogos e políticos, têm expressado preocupações a respeito do crescimento da imigração muçulmana para o Ocidente. Eles devem mesmo se preocupar e, se sim, que preocupações deveriam ter? 

Ali Sina: Sim, eles deveriam se preocupar. Os muçulmanos não são como outros imigrantes. Eles não querem se integrar no melting pot do seu país, mas sim conquistá-lo através da demografia e de uma atmosfera de guerra. Vamos prestar atenção ao que disse Omar Ahmad*, co-fundador do Conselho para Relações Islamo-Americanas [CAIR*]:

Ohmar Ahmad

“O Islam não está nos Estados Unidos para ser igual a qualquer outro credo, mas para se tornar dominante. O Corão, as escrituras islâmicas, devem ser a mais alta autoridade nos Estados Unidos e o Islam a única religião aceita na Terra…




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