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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Podcast Cessar-Fogo - 16ª Edição


O Podcast Cessar-Fogo tem sido transmitido pela Rádio Comunidade de São Cristóvão FM 106.3 (Sergipe) e pela Vertical WebRadio, como parte do programa "O Jeito do Mestre". 

Nesta edição: a vinda do messias islâmico e o domínio global do Islã.



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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Ahmadinejad acredita que o messias islâmico está prestes a chegar


"Ahmadinejad conquistará Jerusalém
antes da vinda do messias islâmico."
Uma nova evidência surgiu quanto à visão iraniana de que a instabilidade atual no Oriente Médio representa um sinal de que o Mahdi - o messias islâmico - está prestes a aparecer. A CBN News obteve um vídeo nunca antes visto produzido pelo regime iraniano que diz que todos os sinais estão se encaixando - e que o Irã estará prestes a colaborar para o início do fim dos tempos.

Enquanto os movimentos revolucionários que se apoderam do Oriente Médio criam um clima de incerteza em toda região, o vídeo mostra que o regime iraniano acredita que o caos é uma prova divina de que a sua vitória final está próxima.


A Vinda está Próxima


O vídeo de propaganda foi supostamente aprovado pelos mais altos escalões do Governo iraniano. Chama-se "A Vinda está Próxima" e descreve os eventos atuais no Oriente Médio como um preâmbulo da chegada do mítico duodécimo Imã Mahdi - a figura messiânica que as escrituras islâmicas dizem que conduzirá os exércitos do Islã para a vitória sobre os não-muçulmanos nos últimos dias.

"Este vídeo foi produzido por um grupo chamado 'Os Condutores da Vinda', em conexão com o Basij - a força paramilitar iraniana - e em colaboração com o escritório do presidente iraniano", disse Reza Kahlili, um ex-membro da Guarda Revolucionária do Irã que compartilhou o vídeo com a CBN News.

Kahlili, autor do livro "Tempo de Trair", trabalhou como um agente duplo para a CIA dentro do regime iraniano.

"Há poucas semanas, o escritório de Ahmadinejad apresentou este vídeo com muita emoção para os clérigos", disse Kahlili à CBN News. "O público-alvo são os muçulmanos no Oriente Médio e no mundo".

O vídeo afirma que o Irã está destinado a se levantar como uma grande potência nos últimos dias para ajudar a derrotar os Estados Unidos e Israel, e anunciar o regresso do Mahdi. E deixa claro que os iranianos acreditam que esse momento está se aproximando rapidamente.

"O Hadith descreveu claramente os eventos e as diversas transformações dos países no Oriente Médio e também a respeito do Irã na época da vinda", disse um narrador no vídeo, e continuou dizendo que a invasão estadunidense ao Iraque já havia sido anunciada pelas escrituras islâmicas - e que o Mahdi, num futuro próximo, governará o mundo a partir do Iraque.

Outros Sinais "Proféticos"

A agitação atual nos outros países do Oriente Médio, como Iêmen e Egito - incluindo o levantamento da Irmandade Muçulmana -, e o atual estado precário de saúde do rei da Arábia Saudita - rival iraniano -, também têm sido analizados como sinais proféticos de que o Mahdi está chegando.

"A presença de Abdullah, sua enfermidade e sua condição duvidosa não são uma grande notícia para aqueles que estão ansiosos pela vinda?", pergunta o narrador.

O líder supremo do Irã, Khameini, e Hassan Nasrallah, líder do grupo terrorista Hezbollah, são considerados peças fundamentais do fim dos tempos, cujas ascensões foram preditas nas escrituras islâmicas.
O mesmo ocorre com o presidente Mahmoud Ahmadinejad, que segundo o vídeo conquistará Jerusalém antes da vinda do Mahdi.

"Acredito que seja um desenvolvimento muito sério", disse à CBN News o especialista em assuntos do Oriente Médio Joel Rosenberg, autor do livro "O duodécimo Imã". "Abre uma janela para o pensamento da liderança iraniana: eles acreditam que uma guerra com Israel pode acontecer antes do que muitos imaginam".

Kahlili diz que o vídeo "A Vinda está Próxima" em breve será distribuído pelo regime iraniano para todo o Oriente Médio. Explicou que o seu objetivo é promover mais levantes nos países árabes.

Fonte: CBN News
Tradução: Jônatha Bittencourt - CessarFogo.com


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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A fortuna de Nasrallah: 250 milhões de dólares

Secretário-geral e milionário. Entre um atentado terrorista e outro, o secretário-geral do Hezbollah, Hassan Nasrallah, dedica longas horas à atividade econômica empresarial ao longo do mundo acessível a ele, aos seus cofres pessoais, uma fortuna que não é menor que 250 milhões de dólares. Assim informou um jornal do Kuwait.

Num relatório que revela a dimensão da atividade econômica por parte de Nasrallah, diz-se que os milhões do secretário-geral se encontram investidos em empresas "cash" e numa série de sociedades ativas. Dentre os investimentos merecem ser citadas: fábricas de automóveis, empresas para venda de tabaco e exportação/importação de produtos alimentícios e medicamentos, sendo a identidade do acionista, geralmente, desconhecida. O periódico do Kuwait sustenta que os dirigentes do Hezbollah e, em especial, o vice de Nasrallah, Sheikh Naim Kassem, investem em empresas na Europa, na América Latina e em países árabes, "tentando acumular, para eles e em favor da organização, dois milhões de dólares".

Das informações prestadas surge que o governante do Irã, Ali Khamenei, "estremeceu" ao descobrir a magnitude da atividade econômica do Hezbollah. É por isso que o líder iraniano ordenou, há um ano e meio, reduzir o orçamento anual à organização, de 800 milhões de dólares para a metade.

Um especialista israelense, que acompanha o relato das ações de negócios do Hezbollah, disse que "Nasrallah e sua gente já não requer há algum tempo o dinheiro proveniente do Irã. A partir de seu astuto comportamento econômico, hoje pode autofinanciar sua atividade no Líbano e tudo o que planeja fazer fora do Líbano também".

Fonte: CIDIPAL
Tradução: Jônatha Bittencourt, editor de CessarFogo.com e De Olho na Jihad

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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Cessar-Fogo em Áudio 7ª Ed.

As edições de Cessar-Fogo são transmitidas na Rádio Comunidade de São Cristóvão FM 106.3 (Sergipe) e na Vertical WebRadio. Logo abaixo, você pode escutar a nº 7, veiculada no dia 25 de outubro, e fazer o download - o áudio não pode ser comercializado e editado para fins lucrativos.


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sábado, 26 de março de 2011

Ex-embaixador da OEA denuncia a ameça do terrorismo islâmico na America Latina

Roger Noriega
Jornal Venezuelano El Universal
Tradução De Olho na Jihad

A viagem do presidente Barack Obama para a América do Sul, traz promissoras parcerias com o Brasil e outras regiões. No entanto, sua visita também deve centrar a atenção da região e sua administração, para o fato de que o Irã e a Venezuela estão conspirando para espalhar a marca de Teerã, e realizar ações terroristas através de suas entidades no Hemisfério Ocidental.

Em 22 de agosto de 2010, por sugestão do Irã, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, se reuniu com líderes do Hamas, Hezbollah e Jihad Islâmica Palestina (PIJ), em uma cúpula secreta que foi realizada em uma base de inteligência militar na localidade do Forte Tiuna , ao sul de Caracas.
Entre os presentes estavam o Secretário-geral da Jihad Islâmica, Ramadan Abdullah Mohammad Shallah, que está na lista dos terroristas mais procurados pelo FBI, estava também o "líder supremo" do Hamas, Khaled Meshal, e o "chefe de operações" do Hezbollah, cuja identidade é um segredo muito bem guardado.

A ideia desta reunião de cúpula veio de um encontro entre o embaixador do Irã para a Síria, Ahmad Mousavi, e seu homólogo venezuelano, Imad Saab Saab, da embaixada da Venezuela em Damasco em 10 de maio de 2010.
Segundo o informe recebido pelo ministro das Relações Exteriores da Venezuela, os dois diplomatas estavam considerando a possibilidade de uma reunião entre seus presidentes, e o líder do Hezbollah, Hasan Nasrallah, quando o embaixador iraniano sugeriu uma reunião dos três com Chavez em Caracas. O fato de que esses criminosos desprezíveis saíram de seus refúgio habituais, demonstra a sua confiança em Chávez, e os três estão determinados a cultivar uma rede terrorista às portas dos Estados Unidos.
 
De acordo com informações internas do regime venezuelano, os acordos para o conclave de agosto foram realizados pelo segundo diplomata de Chávez na Síria,Ghazi Nassereddine Atef Salame. Nassereddine é libanês naturalizado venezuelano que lidera a crescente rede do Hezbollah na América do Sul, que inclui operações terroristas e tráfico de drogas. Um documento obtido recentemente de um diplomata venezuelano revelou que Nassereddine faz negócios com quatro empresas operadas por Walid Makled, um traficante de cocaína procurado pelos EUA e preso na Colômbia.

Makled admitiu suas ligações com o tráfico de drogas em uma série de entrevistas realizadas na prisão.
Ele afirma ter documentos e gravações de vídeo que demonstra a cumplicidade do chefe militar de Chávez, Henry Rangel Silva, e outros bandidos chavistas, em atividades de tráfico de cocaína. As autoridades colombianas afirmam que devem repatriar Makled a Venezuela para enfrentar acusações de homicídio, enquanto os diplomatas americanos concluíram que é inútil fazer pressão para extradição de Makled  aos EUA, para enfrentar acusações de tráfico de drogas em Nova York. No entanto, a revelação de Makled que poderia lançar luz sobre a rede Hezbollah na América Latina comandada por Nassereddine, deve ser um incentivo para que os diplomatas dos EUA continuem pressionando pela extraditação do crimino aos EUA.

O perigo de uma rede terrorista na América Latina é real.
 Em maio do ano passado, Muhammad Saif-ur-Rehman Khan, um paquistanês que pediu um visto para os EUA na embaixada americana em Santiago, no Chile, foi preso depois que os guardas encontraram em suas mãos vestígios de matéria para fabricação de bombas. Autoridades dos EUA descobriram o vínculo de Khan com o grupo islâmico Jamaat Al-Tabligh. Não está claro quanta informação foi compartilhada com os investigadores chilenos. Na ausência de provas para processar Khan, as autoridades chilenas o liberaram em janeiro, e ele fugiu do país para a Turquia. Uma fonte chilena do alto escalão informou-me que antes de sua prisão, Khan viveu e se relacionou com pessoas do Egito, Arábia Saudita e Líbano, muitos dos quais portando passaportes venezuelanos. Um dos funcionários acusados ​​de emissão dos documentos aos suspeitos estrangeiros, é o homem de confiança de Chávez, Tarek Zaidan El Aissami. O ministro do Interior da Venezuela também é de origem síria, seu pai é conhecido por ter elogiado publicamente Saddam Hussein e Osama bin Laden, e seu irmão Firaz é sócio do traficante Makled.
 
A ameaça representada pelos terroristas está sempre presente. Um oficial de segurança dos EUA disse-me,em meados de janeiro, que dois conhecidos agentes da Al Qaeda estavam em Caracas planejando um ataque "químico" contra a embaixada dos EUA. Em 31 de janeiro, a embaixada foi fechada e seu relatório correspondente a esse momento, atribuí a medida a "ameaças críveis".

Uma fonte do governo venezuelano informou-me que dois instrutores terroristas iranianos se encontram na Ilha de Margarita
, na Venezuela, e também em toda região. Além disso, os radicais muçulmanos da Venezuela e Colômbia são levados para um centro cultural em Caracas com o nome do aiatolá Khomeini e Simón Bolívar para receber formação espiritual, e alguns são enviados para Qom, no Irã, para recebere estudos islâmicos. Fontes bem informadas confirmam que os mais fervorosos recrutas em Qom , recebem armas e formação em explosivos e voltam para casa como "agentes dormentes."

A autoridades dos EUA, poderia agir de imeditato para minimizar a capacidade de Chávez de apoiar o terrorismo e Teerã.
Os Estados Unidos poderia invocar resoluções específicas sobre lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. A questão é se Washington terá resposta rápida e eficaz o suficiente para impedir um ataque mortal.

Roger Noriega foi embaixador junto à Organização dos Estados Americanos de 2001 a 2003 e Secretário de Estado Adjunto de 2003 a 2005.
É professor do American Enterprise Institute e diretor executivo da Visão Americas LLC, que representa dos EUA e clientes estrangeiros.

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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Hizballah, Síria e Irã espalham pânico no Líbano sem dar um só tiro

O discurso que Hassah Nasrallah, líder do [grupo terrorista islâmico] libanês Hizballah, pronunciou na noite de quinta-feira, 29 de outubro, foi recebido em todos os setores da sociedade libanesa como uma verdadeira declaração de guerra contra seu próprio país, um conflito que eles temem que será ainda mais violento e cruel do que a guerra civil de 1975. A opinião geral, segundo as fontes de DEBKAfile no Oriente Médio, é de que o equilíbrio de poder compartilhado que as diversas comunidades alcançaram após o conflito será varrido e substituído por um regime marionete pró-sírio-iraniano.

O Hizballah xiita já está em movimento. Seu último passo foi dado na última quarta-feira, 27 de outubro, quando uma multidão de mulheres xiitas impediram dois investigadores do TEL [Tribunal Especial para o Libano] que investigam o assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafiq Hariri, em 2005, de obterem provas documentais para o caso em uma clínica ginecológica da zona sul de Beirute. Elas se apoderaram dos documentos e os destruiram. Os funcionários da ONU precisaram de atendimento médio.

No dia seguinte, Nasrallah apelou retumbantemente a que "toda autoridade e todo cidadão boicote o trabalho dos investigadores da ONU (…) A coomperação seria um ataque contra a Resistência (o nome que Nasrallah dá a seu Hizballah)," disse ele. O chefe do Hizballah também asseverou que "nossa honra e dignidade (...) requerem de nós uma postura diferente."

Longe de representar um incidente menor, as xiitas foram mobilizadas às pressas para impedir os investigadores ligados ao Departamento de Investigações do TELF de terem acesso aos arquivos super secretos de segurança e inteligência que o Hizballah escondeu em lugares inesperados, como a clínica.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou o ataque nos termos mais fortes, como inaceitável. Entretanto, as ameaças do Hizballah ao governo de Beirute e ao país como um todo estão se tornando cada vez mais violentas com a chegada do momento de o TEL indiciar os seus líderes por cumplicidade no assassinato de Hariri.

Na clínica, os investigadores da ONU aparentemente chegaram incomodamente perto de documentos incriminatórios.

Na quinta-feira de manhã cedo, cada vez mais alarmados com os métodos empregados pelo Hizballah e seus patronos, a Síria e o Irã, para sabotar o trabalho do tribunal da ONU, o Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião de emergência.

Mais tarde, a embaixadora americana na ONU, Susan Rice, atacou a Síria por demonstrar uma "flagrante desconsideração" pela soberania do Líbano. Ela citou seu fornecimento de armas cada vez mais sofisticadas ao Hizballah e outras milícias, em violação a uma resolução da ONU, e o expedimento de 33 mandatos de prisão contra estrangeiros e altos membros do governo libanês.

"O Hizballah continua sendo a milícia libanesa mais importante e mais pesadamente armada," disse a embaixadora Rice, na crítica americana mais extrema a Damasco ouvida em anos." "Ele não teria conseguido agir desta forma se não fosse pela ajuda da Síria e a disponibilidade de armamentos sírios e iranianos."

As fontes de inteligência de DEBKAfile em Beirute ressaltam que nem mesmo as mais fortes palavras podem salvar o Líbano de sua queda estonteante nas garras do Hizballah, da Síria e do Irã, descarrilando assim uma peça-chave da política da administração Obama para o Oriente Médio.

Os parceiros-em-fiasco de Washington seriam o presidente francês Nicolas Sarkozy, que tomou parte na formação desta política, e o governo israelense chefiado por Binyamin Netanyahu e Ehud Barak. Todos eles enfiaram suas cabeças na areia durante dois anos, sem levantar um dedo enquanto o Hizballah era maciçamente armado pelo Irã e a Síria e todos eles desenvolviam seu assalto a Beirute.

O teor do discurso de Nasrallah na noite de terça-feira demonstra que as palavras fortes da diplomata americana não valem nada e não impediriam o Hizballah de impor suas leis brutais ao governo e os cidadãos libaneses.

Texto original aqui
Tradução: Dextra

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Hezbollah pede boicote a tribunal da ONU

O líder do Hezbollah, xeque Hassan Nasrallah, pediu hoje que todos os libaneses boicotem o tribunal da Organização das Nações Unidas (ONU) que investiga o assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, ocorrido em 2005. Segundo Nasrallah, todas as informações reunidas pelo grupo são enviadas a Israel.

A declaração foi feita um dia depois de um grupo de mulheres ter atacado dois investigadores do órgão e um intérprete libanês quando eles reuniam provas numa clínica ginecológica particular, em Beirute. As mulheres entraram em confronto corporal com os investigadores e roubaram alguns de seus pertences.

O ataque demonstra as emoções suscitadas pelo tribunal que, segundo o Hezbollah, é tendencioso. Nasrallah não citou o episódio da clínica ou se o Hezbollah havia pedido que o grupo se reunisse no local, mas confirmou que as viúvas e mulheres de comandantes e oficiais do Hezbollah estavam entre as pacientes da clínica.

O tribunal ainda não indiciou nenhum suspeito pelo assassinato de Hariri, as especulações de que membros do Hezbollah poderiam ser convocados elevou os temores de confrontos entre a fortemente armada guerrilha xiita e os aliados do ex-premiê, majoritariamente sunitas. O presidente do tribunal e o Departamento de Estado declararam ontem que a investigação não será afetada pelo ataque, que aconteceu no subúrbio de Ouzai, sul de Beirute, local de forte atuação do Hezbollah.

Fonte

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Líder do Hezbollah adverte Israel sobre novos confrontos

O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, advertiu Israel nesta terça-feira que, caso voltem a ocorrer confrontos entre soldados do Líbano e de Israel na fronteira, o grupo libanês vai participar dos combates.

Em um discurso transmitido ao país, Nasrallah disse que o Hezbollah não permaneceria em silêncio e "cortaria as mãos israelenses".

"A mão israelense que atacou o Exército libanês será cortada pela Resistência (Hezbollah)", disse Nasrallah.

Ele também prestou homenagem aos soldados libaneses mortos nos confrontos desta terça-feira na fronteira com Israel.

O tiroteio entre militares do Líbano e de Israel deixou pelo menos cinco mortos - três soldados e um jornalista libaneses e um oficial israelense.

Estes foram piores choques entre os dois países desde a campanha militar israelense contra o Hezbollah, no sul libanês, em 2006.

Hariri

O líder do Hezbollah acusou Israel de estar por trás do assassinato do ex-premiê do Líbano, Rafik Hariri, em 2005.

Ele revelou que voltará a fazer um novo discurso no dia 9 de agosto quando revelará provas da culpa de Israel no caso.

"Na próxima coletiva, eu vou apresentar evidências de que Israel matou Hariri. Eu revelarei segredos importantes sobre o trabalho do Hezbollah", declarou Nasrallah.

O líder do grupo xiita também salientou que as evidências seriam apresentadas ao governo libanês para provar o envolvimento de Israel no assassinato de Hariri.

Nasrallah falou sobre os rumores de que o Tribunal Especial da ONU (Organizações Nações Unidas) que investiga a morte de Hariri indiciaria membros do Hezbollah pela suposta participação no crime.

Ele acusou o tribunal de servir aos interesses dos Estados Unidos e Israel e de ser manipulado por estes países e salientou que o Hezbollah quer a verdade e a justiça, mas rejeita o tribunal por este estar "politizado". BBC Brasil

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