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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Garota propaganda dos combatentes curdos pode ter sido decapitada pelos terroristas do Estado Islâmico


A combatente curda que tornou-se garota-propaganda da Resistência Curda de Kobane, foi supostamente decapitada pelo Isis. A mulher, conhecida pelo pseudônimo Rehana, tornou-se um símbolo de esperança para a cidade na fronteira com a Síria depois que um jornalista twitou uma foto dela fazendo um "V", alegando que ela, pessoalmente, matou 100 terroristas do Isis. A mensagem foi retuitada mais de 5.000 vezes, e fez dela uma celebridade entre os Curdos. Porém segundo o Daily mail um combatente dos ISIS compartilhou no twitter onde parece segurar a cabeça decapitada de Rehana, no entanto, as forças curdas ainda não pronunciaram-se sobre a imagens, ao que parece a combatente está desaparecida. 

O exército curdo criou unidades formada apenas por mulheres, todas voluntárias, elas tem consciência que o triunfo do Estado Islâmico significa o fim da liberdade que possuem. A presença de mulheres não é uma novidade, elas tem lutado há anos contra as tropas turcas pela independência do Curdistão. "Não há diferenças entro nós e os homens, podemos fazer qualquer trabalho incluindo a luta armada", afirmou Kobani, a comandante da unidade mista curda.


O Observatório Sírio de Direitos Humanos informou que no início do mês nove combatentes curdos foram decapitados entre eles estavam três mulheres capturadas em combate próximo da fronteira turca.

Blog De Olho na Jihad

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A Virada Islamista da Turquia, 10 Anos Depois

por Daniel Pipes
The Wall Street Journal
13 de Novembro de 2012
Original em inglês: Turkey's Islamist Turn, 10 Years Later
Tradução: Joseph Skilnik - http://pt.danielpipes.org/12226/virada-islamista-turquia

Será que a Turquia está—devido ao seu tamanho, localização, economia e sofisticada ideologia islamista—posicionada para se tornar o maior problema do Ocidente no Oriente Médio?

Já se passou uma década tumultuada desde que o Partido da Justiça e do Desenvolvimento foi eleito pela primeira vez em 3 de novembro de 2002. Quase que despercebidamente, o país deixou a era pró Ocidente iniciada por Mustafa Kemal Atatürk (1881-1938) e entrou na era anti Ocidente de Recep Tayyip Erdoğan (nascido em 1954)


A eleição de 2002 foi seguida de 10 anos de idas e vindas entre frágeis governos de centro esquerda e centro direita. Os anos de 1990 também testemunharam a primeira vez em que um primeiro ministro islamista tomou posse, Necmettin Erbakan, permanecendo no poder por um ano antes de ser deposto via um golpe militar "light" em 1997. Visto o passado, aquele período marcou o intervalo entre a morte de Turgut Özal em abril de 1993, o imponente ex- primeiro ministro e presidente e a ascensão de Erdoğan ao cargo de primeiro ministro em 2003.

Foi uma época de oportunidades políticas perdidas, má gestão econômica e corrupção endêmica. A era foi marcada pelo escândalo Susurluk de 1996—no qual a investigação de um acidente de tráfego municipal levou a revelações sobre as conexões do governo com a máfia e de assassinatos patrocinados pelo estado—além da resposta ineficiente ao terremoto de 1999, expondo a até agora desconhecida abrangência da incompetência e insensibilidade.

Tal falta de competência fez com que o eleitorado se voltasse para o Partido da Justiça e do Desenvolvimento, recentemente constituído, mais conhecido como AKP, não devido as suas diretrizes islamistas e sim pelas promessas de filiação à União Européia, mais democracia e liberdade. Auxiliado por um sistema político excêntrico que determina que os partidos obtenham 10% dos votos para que possam fazer parte do parlamento, o AKP obteve 34% dos votos passando a controlar 66% das cadeiras em 2002. 
O eleitorado aparentemente animado pelos resultados—principalmente pelas reformas inspiradas na Europa e crescimento econômico espelhado na China—retribuiu com 47% dos votos ao AKP em 2007 e 50% em 2011. A popularidade permitiu que Erdoğan se entrincheirasse, seu partido e sua ideologia ("Minaretes são nossas baionetas, domos nossos capacetes, mesquitas nossas barracas e fiéis nosso exército").

Acima de tudo, Erdoğan colocou de lado as forças armadas (a mais alta autoridade turca desde os dias de Atatürk) e o restante do "estado profundo"—os serviços de inteligência, o judiciário, os responsáveis pelo cumprimento da lei e seus aliados criminosos. O governo AKP também reverteu o legado de Atatürk de olhar para o Ocidente em busca de inspiração e liderança.

O colapso quase que total das forças anti-islamistas—Atatürkistas, socialistas, adoção de um estilo de vida ocidental, forças armadas e outras—é o mais importante desdobramento da década passada. Os líderes da oposição não foram muito além de dizer "não" às iniciativas do AKP, apresentando poucos programas de valia, adotando frequentemente posições ainda piores das adotadas pelo AKP (como por exemplo promover políticas pró Damasco e pró Teerã). Na mesma linha, intelectuais, jornalistas, artistas e ativistas reivindicavam e reclamavam mas não propuseram nenhuma visão alternativa, não islamista.

Assim o AKP entra na segunda década no poder com Erdoğan cacarejando em uma reunião do partido a respeito de "um histórico começo" e sobre governar o país como nenhum político turco governou desde Atatürk.

Seu desafio principal é se conter e não exagerar. No entanto, há indícios de que é justamente isto que ele está fazendo—alienando os não sunitas, as minorias não de língua turca, tomando emprestado em demasia, impondo a lei da Shariah com rapidez excessiva, alterando a constituição e debilitando as forças armadas encarcerando a liderança passada. Na esfera internacional, flerta com uma guerra com a Síria, malvista, dispondo de relações cada vez mais tensas com o Irã, Iraque e Chipre. Uma aliança próspera de outrora com Israel evaporou-se.

Se apenas há um ano a Turquia apareceu na Newsweek e em outras revistas como a "nova superpotência" do Oriente Médio, a excessiva ambição de Erdoğan—frequentemente atribuída ao sonho de recuperar o poder e prestígio do Império Otomano (1200-1923)—agora pode estar expondo os limites da influência Turca. Distanciando-se da OTAN, cercado de forma crescente por estados antagonistas, afligido pela crise interna, Ancara encontra-se cada vez mais isolada e afastada do status de grande potência.

A Vespa turca a caminho da fronteira Síria perto de Akçakale.
Caso Erdoğan perca o apoio eleitoral, prepare-se para que ele adote meios não democráticos a fim de manter-se no poder. Ele delineou esse caminho antes mesmo de se tornar primeiro ministro, com a famosa declaração "Democracia é como um bonde. Quando se chega no ponto, se desce". Sua mentalidade proto-ditatorial já pode ser vista em tais passos como o desafio ao judiciário independente, fomento a teorias conspiratórias ridículas com o objetivo de encarcerar os oponentes, detenção de inúmeros jornalistas e a emissão de multas absurdas contra empresas de mídia menos amigáveis. Estes meios autocráticos vêm crescendo com o passar do tempo.

Após uma década de governo razoavelmente democrático, crises iminentes—a econômica, a Síria e com a minoria curda da Turquia—podem sinalizar que chegou a hora de Erdoğan saltar do bonde democrático. À medida que o AKP vai arreganhando os dentes, preste atenção e veja a República da Turquia rejeitar ainda mais o Ocidente e começar a lembrar os regimes repressivos, estagnados e hostis que caracterizam o Oriente Médio muçulmano. E fique atento para ver se os líderes ocidentais percebem as mudanças e se agem na mesma proporção ou se continuam se apegando a uma visão do país de Atatürk que não existe mais.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Irmandade Muçulmana apoia intervenção militar da Turquia na Síria

ISTAMBUL - O líder exilado da Irmandade Muçulmana da Síria, Mohammad Riad Shakfa, disse nesta quinta-feira, 17, que seus compatriotas deveriam aceitar a "intervenção" da Turquia no país para solucionar meses de massacre sangrento. Shafka fez o pedido em Istambul, no mesmo dia em que primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, insistiu para que a comunidade internacional tome um papel mais forte contra o regime sírio.

"Nós poderemos pedir mais à Turquia, como um país vizinho", disse Shakfa, sem entrar em detalhes. O diário pró-governamental Sabah reportou nesta quinta-feira que o Conselho Nacional da Síria, que reúne grupos opositores na Turquia, ao lado da Irmandade Muçulmana Síria, poderá pedir ao governo turco que imponha uma zona de exclusão aérea sobre a Síria para proteger civis sírios na região de fronteira com a Turquia.

"O povo sírio deveria aceitar uma intervenção vinda da Turquia, em vez do Ocidente, se seu objetivo é proteger as pessoas", afirmou Shafka numa coletiva de imprensa.

Já Erdogan disse, em outro evento, que o mundo precisa "ouvir os gritos" da Síria urgentemente e "fazer algo para acabar com o derramamento de sangue". Erdogan fez as declarações em uma conferência internacional sobre energia em Istambul. Ele acrescentou serem necessárias medidas segurança para o fornecimento de energia e para a paz mundial.

Apesar de não especificar que ações seriam estas, ele pediu que a comunidade internacional se sensibilize com a condição do povo sírio da mesma forma com que fez com a Líbia. Ele disse que "a falta de reação aos massacres na Síria estão causando feridas irreparáveis na consciência da humanidade".

A Turquia cancelou na terça-feira a exploração de cinco poços de petróleo na Síria, um trabalho que seria conjunto com a estatal petrolífera síria, e ameaça cortar o fornecimento de energia elétrica ao país vizinho. Além disso, militares sírios que desertaram atravessaram a fronteira e se refugiaram na Turquia.

Fonte: Estadão


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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Igreja onde foi realizado o Concílio de Nicéia é transformada em mesquita

A igreja onde se realizou o histórico Concílio de Niceia, que tem sido um museu há quase 100 anos, foi recentemente convertida num local para a adoração de Alá, o deus árabe.
 
A Aghia Sofia em Niceia (não confundir com a Hagia Sofia em Constantinopla) foi ocupada pelos maometanos no século 14.

Em 1920 o governo secular turco transformou o edifício num museu. Agora, o ministério pelos assuntos religiosos turco transformou o edifício em uma mesquita.
Tradução: Perigo Islâmico
 
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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

As meninas noivas da Turquia


Foto: Um casamento muçulmano entre um homem de 40 anos e uma menina de 11

 ·         Um estudo realizado na Turquia revelou que 28% dos matrimônios são com menores
·         Até mesmo o primeiro ministro turco casou seu filho em 2003 com uma jovem de 17 anos, após conseguir uma ordem judicial
·         Esta é uma prática bastante comum na Turquia e na Georgia, mas também ocorre em países como França e Reino Unido.

“Eu tinha 10 anos, quando fui já noiva para Gaziantep (cidade do sudeste da Turquia). Certa vez fui comprar pão, alguns meninos correram atrás de mim gritando “menina noiva”. Minha sogra me batia. Não me dava pão. Um dia, enquanto fazia pão, ela me esfaqueou, foi embora, e me deixou ali trancada”.

Testemunhos como esse dão voz as frias estatísticas de um recente estudo sobre os matrimônios de menores na Turquia, que corresponde aproximadamente a 28% de todos os casamentos. A pesquisa foi realizada pela associação de mulheres “Flying Broom”, em 54 províncias do país de acordo com os dados de 2008.

Um fenômeno que não só rouba a infância de milhares de meninas, mas que também as levam a uma vida muitas vezes marcada por espancamentos, estupros e trabalhos forçados.

Segundo Sevna Somuncuoglu, coordenadora da pesquisa, o estudo mostra que esse costume não só não desapareceu como “ é bastante comum nas grandes cidades”, conforme publicado no diário Cumhuriyet. Tanto que até o primeiro ministro turco, Recp Tayyp Erdogan, casou seu filho em 2003 com Reyynan Uzuner, quando esta tinha 17 anos, após obter uma ordem judicial.

O estudo sobre as “meninas noivas”, que foi apresentado na semana passada no Parlamento, revela que uma em cada cinco meninas das comunidades  que vivem a noroeste de Istambul (aproximadamente 1,5 milhões de pessoas) se casam quando completam 15 anos.

Vidas Roubadas

O psiquiatra Selcuk Candansayar, da Faculdade de Medicina da Universidade Gazi, explicou que estes matrimônios são acompanhados de violência, violações, incesto e problemas mentais, e que as taxas de mortalidade antes do primeiro ano de vida, para os bebes dessas relações são altíssimas.

“Eles roubam a vida das “meninas noivas”. Elas não podem realizar nenhum de seus sonhos, sequer podem sonhar. São tiradas da escola e tornam-se mão de obra escrava da família e do marido. Todo isso trás problemas psicológicos muito sérios”, declarou Candasayar.

Somuncuoglu afirmou ainda que, muitas vezes as “meninas noivas’ são vítimas de outras tragédias, como o incesto.

Matrimônio com menores, por regiões

A porcentagem média de matrimônios com menores é de 28,2% na Turquia, o número dispara e chega a 50% em algumas regiões do sudeste do país, como Diyarbakir. No ano de 2010 em  Sanliurfa, cidade ao sudeste de Istambul, dos 21.091 partos, 712 eram mães adolescentes.

Por Países

Segundo vários estudos, cerca de 10 milhões de meninas contraem matrimônio a cada ano, o que supõe que há cada três segundo se casa uma menor. A taxa de matrimônios forçados e prematuros é também bastante alta no centro da Europa e no leste europeu.

Turquia e Georgia lideram a lista européia, no entanto, países como França e Reino Unido tem taxa de até 10% de menores que se casam antes de cumprir 18 anos, segundo o The Guardian.

A professora de Sociologia Yildiz Ecevit, que apresentou o estudo no Parlamento, declarou que a cifra de 28,2% foi extraída da unidade de estudos demográficos na Univesidade Hacttepe, que estuda as práticas matrimoniais no país.

Causa dos casamentos prematuros

Ecevit enfatizou que as principais causas são as tradições e os fatores socioeconômicos, e as principais causas para os matrimônios forçados são o peso da honra e da virgindade.

"Elas devem ser protegidas para preservar a honra da família. Mas, quando casam, a família do marido faz delas mão de obra escrava". “Entretanto, não sou a favor de medidas legais para reduzir a idade de casamento que atualmente é 18 anos (na Turquia). Isto traria muitos outros problemas. O número de matrimônios prematuros, que na maioria são celebrados apenas  na forma de “Imam Nikahi” (matrimônio religioso), continuará aumentando”, declarou Ecevit.

“Quando eu tinha 13 anos me casaram com um homem de 30. Nunca tinha visto ele. Casaram-me somente porque era um filho de uma amigo de meu pai. Quando o vi, pensei que poderia se meu pai. Não podia ficar perto dele. A noite eu ficava muito assutada", declarou uma das entrevistada durante o estudo.

Blog De Olho na Jihad com informações do 20minutos.es


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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Turcos dizem ter atacado site do 'Charlie Hebdo'


O grupo islâmico turco Akincilar admitiu ontem ter sido o responsável pelo ataque na web contra o jornal satírico francês Charlie Hebdo - que publicou a imagem de um suplemento especial com caricaturas do Profeta Maomé -, mas assegurou que não teve envolvimento no atentado com coquetéis molotov que incendiou o escritório da publicação.

Em sua página na internet, o grupo diz que sua missão é "lutar contra as publicações que atacam a fé islâmica e os valores morais, contêm pornografia e materiais satânicos". O grupo acrescentou que a versão digital do Charlie Hebdo tornou-se alvo de sua luta por publicar conteúdos que ofendem os valores islâmicos.

Com relação ao ataque incendiário, o Akincilar disse que não apoia nenhum tipo de ação efetuada com tal violência.

O semanário, cujos escritórios foram destruídos pelo ataque de terça-feira à noite, mudou-se temporariamente para o prédio do jornal de esquerda Libération e defendeu ontem "a liberdade para fazer sátiras". O jornal também publicou um suplemento especial com quatro páginas - encartado no Libération - com a reprodução da polêmica charge de Maomé. Entre os outros desenhos está um do Profeta tentando segurar sua túnica, em uma pose que lembra a famosa imagem de Marilyn Monroe, enquanto uma rufada de vento sai de um dos exemplares da revista levantando a roupa dele.

A publicação de caricaturas do Profeta em um diário dinamarquês, em 2005, provocou distúrbios no mundo islâmico, nos quais morreram ao menos 50 pessoas.

Grupos muçulmanos franceses criticaram a obra de Charlie Hebdo, mas também condenaram o ataque. O líder da principal mesquita de Paris, Dalil Boubakeur, disse ontem em entrevista coletiva que é extremamente apegado à liberdade de imprensa, apesar de ela não ser sempre carinhosa com os muçulmanos ou o Islã. O ex-assessor presidencial sobre diversidade religiosa Abderrahmane Dahmane disse não ter ficado impressionado com a capa da revista e brincou: "Temos senso de humor no mundo islâmico. O que dizemos às vezes sobre o Islã ou o Profeta, entre nós ou na presença de imãs, é pior do que escreveu Charlie Hebdo".

A França tem a maior comunidade islâmica da Europa, com cerca de 5 milhões, de uma população de 65 milhões. O país tem uma profunda tradição de laicismo e este ano proibiu nos locais públicos o uso do véu integral, como a burca e o niqab. / EFE e REUTERS

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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Poder do Islã aumenta no Oriente Médio

Dificilmente será um exemplo de democracia.

Desde que a “Primavera Árabe” (onda revolucionária de manifestações e de protestos que vem ocorrendo no Oriente Médio e no norte da África) começou há seis meses na Tunísia, uma onda de protestos, de agitação, de guerras civis e de matança sem sentido se espalhou pelo Oriente Médio. As coisas continuam acontecendo e, especialmente na Síria, a população está pagando um alto preço, perdendo vidas toda semana, à medida que o Presidente Bashar Al-Assad anuncia que vai interromper as manifestações com mão de ferro.

Na semana passada, na Líbia, o mais antigo ditador do Oriente Médio, Muamar Kadafi, foi deposto de seu governo – e morto – em um ato brutal de vingança perpetrado pelas forças rebeldes. Quarenta e dois anos de tirania acabaram quando o líder do Conselho Nacional Transitório (CNT), Mustafá Abdel Jalil, declarou a vitória. Um governo de transição está para ser estabelecido em 30 dias, e será eleita em 240 dias uma assembleia que terá a missão de promulgar uma Constituição. O processo democrático parece estar se desenvolvendo.

Na Tunísia, onde a chamada “Primavera Árabe” foi iniciada por um desesperado vendedor de vegetais, o processo democrático foi mais longe, e as primeiras eleições foram realizadas nesta semana. O Partido Islâmico Enhada tornou-se de longe o maior partido e assegurou 40% das cadeiras no novo parlamento, o qual agora começa a promulgar a Constituição.

No Egito pós-Murabak, as multidões muçulmanas andam livremente nas áreas dos cristãos da igreja copta. Com o exército como mero espectador, ou quem sabe como cooperador ativo, as multidões mataram centenas e mutilaram muitos outros. Mulheres cristãs estão sendo sequestradas e forçadas a se casarem com homens muçulmanos; monges estão sendo torturados, igrejas e monastérios estão sendo devastados e incendiados, e os coptas estão sendo perseguidos nas ruas e nas escolas. Desde março deste ano, 100.000 coptas fugiram do país. Perseguição a cristãos e a subsequente emigração estão acontecendo também em outras áreas como o Iraque, Líbano e na região sob administração da Autoridade Palestina. Muitos estão desesperados para fugirem, mas são incapazes disso por razões econômicas, dentre outras.

Comentário:
Os resultados da “Primavera Árabe” estão ficando agora mais visíveis, e eles não são encorajadores. Contrariamente às repetidas e otimistas avaliações de Obama de um democrático Oriente Médio, o poder dos islâmicos está aumentando. Islamismo, como nós conhecemos, é incompatível com valores democráticos, é antiocidental e anti-Israel. O que segue é uma visão geral de como está a situação nos seus países principais.

As previsões de uma democracia verdadeira na Líbia não são promissoras. Considere a pessoa de Abdel Hakim Belhaj. Belhaj é um islâmico bem conhecido que tem ligações com a Al-Qaeda. Desde 1988, ele lutou contra os soviéticos e depois contra os americanos no Afeganistão, e foi até mesmo preso pela CIA em 2004. A CIA entregou-o a Kadafi. Em um recente conflito, ele estava lutando lado a lado com os americanos contra o ditador da Líbia. O fato problemático é que não foi Belhaj que mudou de lado.

Em toda a campanha contra Kadafi, Belhaj recusou a submeter sua grande milícia à liderança política do CNT (Conselho Nacional Transitório). Considerando a fragmentada sociedade da Líbia, com tribos e clãs vivendo em constante alerta, e agora armados até os dentes, com armas sofisticadas vindas do arsenal de Kadafi, dificilmente se pode culpá-lo. Há um grande risco que a rivalidade interna, e até mesmo uma futura guerra civil, possam estourar o conflito pelo poder e pelo petróleo do país. Nesse ponto, os islâmicos permanecem fortes militarmente.

Em seguida da morte de Kadafi, o líder da CNT, Abdel Jalil, realizou um discurso de vitória no qual ele disse que a sharia (lei religiosa dos muçulmanos) será a “fonte principal” de leis no país, e nenhuma lei que seja contrária à sharia será permitida. Isso significa, na prática, um Estado islâmico. E nesse Estado, é lógico afirmar que a poligamia será permitida, amputações por crimes pequenos serão comuns, os direitos das mulheres serão severamente violados,  a liberdade de expressão será restringida e a conversão será punida com morte. Dificilmente será um exemplo de democracia.

Muito da mesma coisa pode ser dita da Tunísia. Esse país tem sido considerado o mais secular dos Estados árabes – mas a Enhada é um partido islâmico. Seu líder, Rachid Ghannouchi, já disse que a nova Constituição será baseada na sharia. Se a “secular” Tunísia tornar-se islâmica, é razoável acreditar que mais nações religiosas farão a mesma coisa.

No Iraque, os EUA estão planejando deixar o território e os iranianos estão preparando a sua entrada. O Irã já está interferindo na política do Iraque e apoiando milícias naquele país, utilizando-se da maioria da população shia-muçulmana que habita lá. O Irã é, em vários aspectos, um modelo completo de um Estado islâmico e também está buscando criar tentáculos em países como Bahrein e Iêmen. Caso o regime muçulmano obtenha armas nucleares, a sua esfera de influência aumentará drasticamente.

Na Turquia, o partido islâmico do primeiro-ministro Erdogan está ocupado em abolir a democracia e em impôr a sua lei. Opositores políticos, juntamente com a imprensa e militares, estão sendo presos, e a nomeação de juízes é dependente da aprovação da cúpula do partido. A Turquia já violou o acordo que tinha com Israel e está adotando orientação que lhe afasta cada vez mais da Europa. A Turquia, sob o comando de Erdogan, serve como modelo para o partido Enhada na Tunísia.

No Líbano, um partido islâmico, Hezbollah, controla o governo, da mesma forma que o Hamas governa na Faixa de Gaza. Na Síria, é difícil dizer o que acontecerá caso o regime de Assad cair, mas também lá os islâmicos têm um ponto de apoio seguro. Somando tudo, não resta dúvida de que a “Primavera Árabe” tenha levado um aumento dramático da influência da política do Islã no Oriente Médio.

Alguém poderia legitimamente perguntar: se o povo, através das eleições, escolher partidos islâmicos, deveriam ser eles proibidos de fazer isso? Não é pela a vontade do povo que nós lutemos? Mas o problema é quando isso leva à tirania da maioria, onde as minorias, tais como os cristãos e os judeus, são perseguidos e direitos humanos fundamentais são violados. Isso é inaceitável. É uma decepção chamar isso de democracia. Eleições livres são apenas uma parte de uma democracia que efetivamente funcione.

Israel é a única democracia no Oriente Médio. Isso é uma conquista que não é suficientemente entendida nem admirada pelas outras nações. Ao invés de ser excessivamente criticado, isolado e enfraquecido, o Estado judeu deveria ser exaltado como um perfeito modelo de democracia no Oriente Médio. Israel poderia servir como um recurso de conhecimento, experiência, know-how e exportar democracia para seus países vizinhos. Os líderes árabes poderiam vir a Israel para estudar as instituições nacionais, o parlamento, o sistema de eleição, os sistemas financeiro e jurídico, e tudo mais. Mas por que isso soa tão utópico?

Fonte: Word of Life Israel 

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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Irmandade Muçulmana condena aspirações turcas de liderar política do Oriente Médio

CAIRO - A Irmandade Muçulmana, grupo islâmico mais importante do Egito, alertou nesta quarta-feira o primeiro-ministro turco Tayyip Erdogan sobre as tentativas de Ancara de se tornar a liderança dominante do Oriente Médio.

- Nós damos boas-vindas à Turquia e a Erdogan. Reconhecemos que ele é um líder importante, mas não achamos que ele ou seu país devem liderar sozinhos toda a região (Oriente Médio) - disse Essam el-Erian, membro do partido da Irmandade Muçulmana, o Liberdade e Justiça.

Depois de fazer um enorme apelo pela democracia no mundo árabe, Erdogan foi recebido em uma recepção reservada por lideranças da Irmandade, cujos membros mais antigos rejeitam a imagem do premier turco, adorado por vários jovens egípcios. Os comentários da Irmandade, no entanto, foram uma surpresa no meio da recepção arrebatadora que o turco vem recebendo desde que começou uma turnê por três países do Oriente Médio.

- Democracia e liberdade são direitos básicos, como pão e água, meus irmãos - disse Erdogan durante um encontro no Cairo, nesta terça-feira.

O partido de Erdogan, com raízes islâmicas e muito sucesso nas urnas, se tornou um modelo a ser perseguido pela Irmandade Muçulmana e outras legendas egípcias que se preparam para a primeira eleição livre desde que o regime de 30 anos de Hosni Mubarak foi derrubado em fevereiro. Grupos políticos temem, no entanto, que líderes estrangeiros tentem se aproveitar dos feitos da revolução no Egito. Autoridades turcas garantem que o objetivo não é ditar regras, mas apenas oferecer ajuda aos egípcios.

- Estados árabes não precisam de projetos externos. A transição tem que ser feita pelos novos sistemas internos que foram construídos nos países árabes após a revolução. E serão sistemas democráticos - afirmou Erian, que chegou a ser preso durante o regime de Mubarak.

Erian, no entanto, não retira o mérito de Erdogan na Turquia. Além de vitórias nas urnas e eleições livres, o premier conseguiu fortalecer a economia turca e frequentemente apoia as causas árabes.

- Erdogan investiu com êxito na causa central do mundo árabe e muçulmano que é a causa palestina - disse o líder da Irmandade.

Erdogan ganhou muitos elogios dos árabes por manter uma política linha dura com Israel, principalmente nos últimos tempos, quando expulsou o embaixador de Israel da Turquia em retaliação à resistência de Tel Aviv de se desculpar pela morte de nove ativistas turcos, no ano passado. Nesta terça-feira, o premier fez um pedido à ONU para que não bloqueasse o reconhecimento do Estado palestino.

- A mensagem de libertado ecoada da Praça Tahrir se tornou uma luz de esperança para todos os povos oprimidos em Trípoli, Damasco e Sanaa - disse Erdogan em meio a aplausos. Fonte

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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Cortes orçamentários poderão dificultar capacitação da Defesa israelense

"[...] período de instabilidade e de incertezas..."
O chefe das Forças de Defesa de Israel (FDI), Benny Gantz, afirmou ontem (31) que o orçamento da defesa israelense pode ser cortado devido às demandas públicas para que haja incrementação dos serviços sociais, mas advertiu que um baixo investimento no setor poderia comprometer a habilidade de Israel ao encarar ameaças.

Durante um encontro do Comitê de Assuntos Exteriores e Defesa do Knesset (Parlamento israelense), Gantz disse que as FDI não se oporão às tentativas do governo de cortar os gastos de defesa, mas comentou sobre a possibilidade de um comprometimento com relação a certos desafios militares.

"Apresentaremos todas as nossas necessidades frente aos desafios apresentados. Mas aceitaremos qualquer corte orçamentário demandado pelo governo", disse Gantz. "Precisamos lembrar que estamos entrando num período de instabilidade e de incertezas, e que as ameaças na região estão mais acentuadas. Poderíamos nos ver forçados a abandonar novos sistemas de armas, mas não a nossa capacidade e preparação de combate", acrescentou.

Gantz também fez comentários sobre os últimos choques entre Jerusalém e Ancara (capital da Turquia), e disse que as FDI não contrariarão a decisão de Israel se desculpar com a Turquia pelo ataque do exército israelense a um barco humanitário que se dirigia à Gaza, como parte da flotilha do ano passado, que terminou com a morte de nove ativistas turcos.

Ele também falou sobre o plano palestino de buscar um Estado na ONU em setembro. Disse que os serviços de inteligência militar estão reunindo informações em preparação para os eventos do próximo mês. Acrescentou que as FDI esperam milhares de manifestantes pacíficos enchendo as fronteiras de Israel e assentamentos para protestar.

Fonte: Iton Gadol
Tradução: Jônatha Bittencourt - De Olho na Jihad / Cessar-Fogo


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terça-feira, 19 de julho de 2011

Cavalo de Tróia


Uma revolução tão subtil como telúrica, está a acontecer na Turquia, sob os olhares complacentes e, por vezes, embevecidos, do Ocidente.

Revolução cuja importância se pode comparar à que aconteceu no Irão, em 1979 e que afastou esse país da órbita da modernidade e da ocidentalização, lançando-o o seio do “lado negro da força”.

O partido islamista, AKP, chefiado por Recip Erdogan, acaba de ser eleito para um terceiro mandato, tendo obtido mais 5 milhões de votos do que no mandato anterior.

A agenda islamista é ambiciosa e passa por aprovar uma nova Constituição que irá enterrar definitivamente a herança modernizadora de Kemal Ataturk.
Ataturk, relembre-se, chegou à conclusão de que a decadência otomana se devia ao lastro com que os valores e instituições islâmicas carregavam a sociedade. Feito o diagnóstico, de uma assentada, mudou o alfabeto, do árabe para o latino, e desencadeou uma implacável repressão que afastou a religião islâmica para um canto, colocando-a sob controlo.

A Constituição que legou, firmava esse controlo e atribuia às Forças Armadas um papel essencial na defesa da laicidade e das instituições.

O relativo sucesso da Turquia (em comparação com os restantes países muçulmanos), deve-se, segundo muitos autores, a esta visão de Ataturk.
Mas a ascenção de Erdogan e do seu partido, está paulatina e deliberadamente, a destruir Ataturk e o seu modelo de sociedade.

É verdade que o AKP não logrou os deputados necessários para alterar a Constituição a seu bel-prazer, mas é também verdade que, dada a influência quase mafiosa que tem na sociedade turca, não terá qualquer dificuldade em fazer os negócios limianos que para isso concorram.

Nestes últimos anos o partido islamista infiltrou-se nas instituições, nas empresas, nas escolas, em todo o tecido social, e tem um poder real que vai muito para além do institucional. “Limianizar” alguns deputados é fácil, pelo que a Turquia terá, brevemente, uma nova Constituição.

Nos próximos tempos iremos também ler e ouvir encómios delirantes ao processo de “democratização” turco, por parte de alguns responsáveis europeus que continuam a ver apenas aquilo que querem ver, condicionados por antigos reflexos.

E o que querem ver, é uma Turquia “democrática”, na qual o Exército está sob controlo do poder civil, como mandam as cartilhas.
Que esse poder civil seja islamista, que persiga às claras jornalistas, militares e magistrados, calando toda a oposição aos seus projectos, parece importar menos do que devia.

Entretanto Erdogan, entre feios espichos de anti-semitismo à “Galiano”, vai dizendo o que realmente pensa, ou seja, que a “democracia é como um autocarro...quando chegas ao teu destino, sais”. As acções, essas, falam por si: foi esta elite islamista que apoiou uma flotilha de extremistas contra Israel; foi esta Turquia islamista que se colocou do lado do Hamas, do Irão e da Síria, contra o Ocidente; é esta Turquia que ocupa metade de Chipre e reprime violentamente os curdos.

Face a isto, o que realmente espanta é que ainda haja “especialistas” que recomendam a entrada da Turquia na UE, esquecendo que os turcos são agora os donos do local onde os troianos meteram clamorosamente os pés, ao receber no seu perímetro um belo presente envenenado que ficou para a História com o nome de “Cavalo de Tróia”. 

Fonte: O Triunfo dos Porcos

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sábado, 25 de junho de 2011

A Mídia que Quebra Bloqueios

"Israel estará flutuando, se afogará num mar de publicidade
negativa ou isso será uma expedição de pesca em águas
tranquilas?"
"Estamos numa batalha e, mais da metade dela, se desenrola no campo dos meios comunicação", disse Ayman al-Zawahiri, o novo líder da Al-Qaeda, em novembro de 2005. Mas o que acontece quando os meios de comunicação tentam definir o campo de batalha físico, tornando-se participantes ativos na história?

Todos devemos estar extremamente preocupados pelo anúncio de que entre os navegantes da iminente flotilha a Gaza há jornalistas dos meios de comunicação, incluindo os do New York Times, e cinegrafistas de CNN e CBS.

Este é um claro exemplo da relação simbiótica entre os meios de comunicação e os agitadores anti-Israel, como os que estão por trás da flotilha. No final das contas, não foi a ação violenta dos passageiros a bordo do Mavi Marmara que causou tantos danos a Israel - foi a tormenta nas relações diplomáticas e públicas por um incidente que ocupou a imprensa internacional durante vários dias depois do evento.

O "martírio" dos nove passageiros turcos constituiu o sucesso de relações públicas para a Fundação Turca pelos Direitos Humanos e Liberdade e Ajuda Humanitária (IHH) e suas multidões. É evidente, então, que a única razão pela qual os meios de comunicação decidiriam subir a bordo da próxima flotilha seria pela possibilidade de captar uma repetição dos fatos. Mesmo assim, os organizadores da flotilha contam com a ajuda da mídia para publicar uma história cujo relato já foi escrito - ou seja, que alguns valentes "ativistas pela paz" estão tentando quebrar um brutal e ilegal bloqueio naval imposto aos pobres palestinos, que vivem em sua prisão ao ar livre.

Imagine uma abordagem da Marinha israelense aos barcos da flotilha, um a um, obrigando-os a desembarcar pacificamente para inspeção no porto israelense. Criar um incidente grave, nesse caso, seria a derrota final dos organizadores, assim como para os meios de comunicação a bordo e que esperam estar na cena reportando o que seria o maior fato das notícias do dia.

Expectativas...

Chegando à conclusão de que tantos os participantes da flotilha quanto os acompanhantes da mídia precisam uns dos outros, podemos, honestamente, contar com que New York Times, CNN e CBS, assim como outros jornalistas "inseridos", informem sobre a situação com objetividade, mesmo que a história não chegue a ser tão dramática como eles esperam?

Ou será que a simples presença dos meios de comunicação serve como um convite à confrontação e à violência em potencial, com os chamados "ativistas" atuando para as câmeras? E o que dizer dos próprios jornalistas? Enquanto que, nos últimos anos, alguns repórteres têm sido mortos ou feridos inadvertidamente pelo exército israelense, não podemos esperar que os soldados entrem numa potencial zona de guerra - como ocorreu com o Mavi Marmara - tentando evitar os integrantes dos meios de comunicação que, a propósito, se posicionaram na linha de fogo. Isso não coloca em risco a vida dos jornalistas, somente, mas também as dos soldados de Israel.

O governo israelense restringiu o acesso dos jornalistas à Faixa de Gaza durante a Operação Chumbo Fundido, aparentemente, por sua própria segurança e para evitar que as tropas das Forças de Defesa de Israel se ocupassem com outro fator fora de seu controle no campo de batalha. Houve uma discussão de que essa decisão foi contra os interesses de Israel. Os meios de comunicação, acampados numa colina com vista para Gaza, foram contrariados e vingativos, enquanto que as imagens estavam sendo controladas pela Al Jazeera e por outras fontes menos objetivas.

Desta vez, Israel faria bem em recordar os jornalistas que estão a bordo da flotilha de que serão participantes ativos numa tentativa ilegal de romper o que é um bloqueio naval legal segundo o direito internacional.

Só podemos esperar que a mídia não se veja influenciada por ideólogos e por "idiotas úteis" que formam os diferentes grupos a bordo, cujo espírito dominante é o ódio a Israel, no lugar do amor dos direitos humanos universais. Teremos que confiar no profissionalismo dos jornalistas para captar a realidade do que ocorrer, livres do prejuízo muito característico nas reportagens sobre Israel.

Baseando-se em experiências anteriores, no entanto, não podemos ter grandes expectativas. Essa flotilha já ergueu âncora. Israel estará flutuando, se afogará num mar de publicidade negativa ou isso será uma expedição de pesca em águas tranquilas?

A flotilha está navegando. É hora de fechar escotilhas, mais uma vez.

Fonte: ReporteHonesto
Tradução e adaptação: Jônatha Bittencourt - De Olho na Jihad / Cessar-Fogo


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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Explosão de bomba fere 11 pessoas após eleições na Turquia

Ancara, 13 jun (EFE).- A explosão de uma bomba deixou 11 pessoas feridas na província turca de Sirnak, que faz fronteira com o Iraque, durante uma festa realizada após as eleições gerais realizadas no domingo na Turquia, informa nesta segunda-feira a agência de notícias oficial "Anadolu".
 
A bomba explodiu neste domingo à noite durante uma festa na praça principal da cidade de Sirnak, capital da província homônima, tomada por seguidores da legenda pró-curda Partido da Paz e Democracia (BDP), que festejavam a vitória eleitoral nesta região.
 
As vítimas, algumas delas gravemente feridas, foram levadas de helicóptero a um hospital próximo.
 
Fontes policiais informaram que se tratava de uma bomba de fabricação caseira, na qual foram utilizados dispositivos pirotécnicos, peças de metal e pedras.
 
Por enquanto, não há informações sobre os possíveis responsáveis do atentado.
 
Vários membros do BDP acusaram a Polícia de recorrido à violência e ao uso de bombas de gás após a detonação do explosivo.
 
O candidato curdo independente Hasip Kaplan, apoiado pelo BDP, acusou a legenda governista Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP, islâmico moderado) do primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan, de atos de agressão contra os seguidores do partido pró-curdo.
 
Nesta província do sudeste da Turquia, os candidatos curdos independentes, apoiados pelo BDP, obtiveram no pleito de domingo 73,1% dos votos, contra 20,8% do AKP.
 
Em todo o país, o AKP obteve nas urnas 50,05% dos votos e 326 das 550 cadeiras do Parlamento, que lhe dão uma cômoda maioria absoluta para governar por outros quatro anos, mas que o obrigarão a buscar alianças com outros partidos para redigir uma nova Constituição. EFE
 
 

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terça-feira, 19 de abril de 2011

Turquia: Cristãos desprezados

Quatro anos após o assassinato brutal de três cristãos em uma editora na cidade de Malatya, na Turquia, a vida dos cristãos tornou-se ainda mais complicada. Segundo um novo relatório da Associação Turca de cristãos protestantes, a minoria cristã na Turquia sofre discriminação, calúnia, ataques pessoais e contra igrejas em uma base diária.

Mudanças legais tornam possível para os não-muçulmanos ter um lugar específico para cultos na Turquia. Na prática, porém, os funcionários do governo fazem o possível para impossibilitar que as autorizações sejam concedidas. 

Atividades missionárias ainda são consideradas uma ameaça nacional, mesmo que as leis turcas  garantam aos cidadãos a liberdade de ensinar e propagar a sua fé.

Outra dificuldade está sendo encontrada por pais cristãos que não conseguem retirar seus filhos das aulas de ensino islâmico, mesmo sendo legalmente possível.

Após a indignação internacional pelos assassinatos ocorridos há quatro anos, os cristãos turcos esperavam que funcionários do governo tomassem um posicionamento forte contra a intolerância religiosa.

Necati Aydin, Ugur Yuksel e Tilmann Geske foram torturados e assassinados em abril de 2007. O julgamento de seus assassinos se arrasta com uma visível ajuda do governo turco.

Ameaças de violência contra cristãos continuam. Na semana passada, a mídia turca informou que a polícia deteve dois adolescentes, sob suspeita de conspirar para assassinar um líder cristão de uma igreja em Istambul, de acordo com a Compass Direct News. 

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terça-feira, 12 de abril de 2011

Turquia: Cerca de 250.000 crianças foram abusadas sexualmente na última década

Segundo publicado pela agência ANSAmed, pelo menos 250.000 crianças foram vítimas de abuso sexual na última década na Turquia. O relatório mostra que 7.000 foram molestadas somente em 2010. A pesquisa também revela que o número de crianças vítimas de crimes sexuais nos últimos 20 anos podem chegar a 400.000, na maioria dos casos os estupros foram cometidos por parentes, e destes somente 600 chegaram aos tribunais.

Os maus tratos contra crianças que moram nas rua também são alarmantes. O número de crianças de rua abusadas sexualmente podem chegar a 50.000. Ano passado cerca de 4.000 crianças foram condenadas e enviadas para instituições de correção, onde 250 jovens revelaram ter sido vítimas de abuso nos últimos cinco anos.

A pesquisa é fruto do trabalho do pesquisador Tuncer Gunay, que baseou os números nos dados obtidos nos relatórios da Polícia, assim como informações dos Jornais, dados do Serviço Social e do Conselho Tutelar.

De olho na Jihad com informações da ANSAmed

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Turquia prende 40 supostos membros da Al-Qaeda e Hezbollah curdo

ISTAMBUL - A polícia turca prendeu 40 supostos membros da Al-Qaeda e do grupo militante curdo Hezbollah em operações realizadas em Istambul nesta terça-feira, 12, disse a mídia estatal. 

O canal estatal TRT disse que entre os detidos estava Halis Bayancuk, que segundo a emissora, era o chefe do braço da Al-Qaeda na Turquia. A agência estatal de notícias Anatolian disse que operações estavam sendo realizadas em diversas províncias turcas. 

A polícia turca costuma prender supostos militantes islâmicos e associá-los à Al-Qaeda, apesar de detalhes sobre os casos raramente serem divulgados. 

Militantes da Al-Qaeda foram responsáveis pelos ataques a bomba em 2003 que mataram cerca de 60 pessoas e deixaram centenas de feridos em Istambul. 

O Hezbollah curdo surgiu no final dos anos 1980, durante os confrontos entre guerrilheiros curdos separatistas e tropas turcas. Multidões de pessoas foram mortas, principalmente simpatizantes dos curdos separatistas. 

O grupo curdo não tem ligações com o grupo xiita libanês Hezbollah. Ele foi desmantelado e seus líderes detidos em 2000, depois que a polícia desenterrou os corpos de mais de 60 pessoas que eles haviam torturado até a morte em operações realizadas em todo o país. 

Mas depois de uma série de atrasos nos julgamentos, 18 membros do Hezbollah foram libertados em janeiro deste ano após a introdução de novas regulamentações limitando o período que os acusados podem ficar presos sem serem condenados. Não estava claro se algum daqueles libertados estavam entre os detidos de terça-feira. 

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