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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Espanha prende membros da Al Qaeda no Magreb Islâmico

Madri. A Polícia da Espanha prendeu dois supostos islamitas que pertenciam a uma ala radical ligada à Al Qaeda do Magreb Islâmico (AQMI), anunciou ontem o Ministério do Interior. As prisões ocorreram após um ano de investigação e envolveram autoridades espanholas, francesas e marroquinas.

O argelino Nou Mediouni (à esquerda) e o marroquino Hassan El Jaaouani foram detidos respectivamente em Zaragoza e Murcia FOTO: REUTERS

Nou Mediouni, um argelino que teria recebido treinamento como combatente no norte do Mali, foi detido na província de Zaragoza (leste). Já Hassan El Jaaouani, um marroquino que também é suspeito de ter mantido ligações no Mali com o grupo Al Qaeda do Magreb Islâmico, foi preso em Murcia (sul).

De acordo com as conclusões da investigação, os dois homens são "supostos integrantes de uma célula radical ligada à organização terrorista AQMI".

Segundo o ministério do Interior, seu perfil é similar ao das duas pessoas que cometeram recentemente o massacre terrorista na cidade americana de Boston, onde dois irmãos de origem chechena, Dzhojar e Tamerlan Tsarnaev, realizaram um atentado na linha de chegada da maratona da cidade que deixou três mortos e 264 feridos. No entanto, uma fonte judicial esclareceu que os dois detidos não têm nenhum vínculo com os incidentes de Boston.

Os dois supostos islamitas, que comparecerão amanhã perante um juiz, teriam se radicalizado nos últimos tempos acessando sites radicais jihadistas.

Ataques
O último golpe contra a Al Qaeda na Espanha ocorreu em 2 de agosto de 2012, quando a polícia espanhola anunciou a prisão de três supostos membros da rede islamita na região de Cádiz, no sul do país.

Nos últimos anos ocorreram muitas prisões de militantes islamitas na Espanha, especialmente na Catalunha e em Valência. No dia 11 de março de 2004, o país sofreu um ataque terrorista que atingiu vários trens em Madri, provocando 191 mortes.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Islamitas no Mali dão 100 chicotadas em casal por ter filho sem se casar

Bamako - Membros do grupo islamita armado Ansar Dine (Defensores do Islã) deram nesta quarta-feira (20/6) 100 chicotadas em um casal que teve um filho sem se casar, indicaram testemunhas.


"Na praça Sankoré de Timbuctu (centro), um homem e uma mulher receberam 100 chicotadas por terem tido um filho sem se casar", declarou um vereador da cidade, Mohammed Uld Baby, o que foi confirmado por outras testemunhas. Mohammed Uld Baby, que disse que se encontrava no local do ocorrido, indicou que era a primeira vez que se castigava deste modo um casal desde que os islamitas tomaram o controle de Timbuctu, em abril.

"Era como um espetáculo. As pessoas observavam o que ocorria", acrescentou. "Os jovens desceram de um veículo na praça e começaram as chicotadas. Eu nunca havia visto uma coisa assim", afirmou. Os dois jovens foram levados ao hospital de Timbuctu para receber atendimento médico, indicou uma fonte deste estabelecimento.

Após um golpe de Estado militar em Bamako no dia 22 de março, os grupos islamitas radicais Ansar Dine, AQMI e o Movimento pela Unidade e a Jihad na África Ocidental (MUJAO) tomaram o controle das três regiões administrativas do norte do Mali (Timbucto, Gao e Kidal), depois de baterem os rebeldes tuaregues, que também estão presentes na região.

Na semana passada, membros do MUJAO queimaram caixas de cigarros e deram chicotadas em fumantes em outra cidade do norte do Mali. Em maio, em Gao, impediram que um grupo de jovens jogasse futebol e visse televisão, o que provocou violentas manifestações contra os islamitas.



Fonte: CorreioWeb

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Mali: Rebeldes islâmicos unem-se a AQMI

Após ignorar o prazo para devolver o poder aos civis, a junta militar malinesa, que deu um golpe de Estado há duas semanas, mergulhou o país no caos. Nesta terça-feira, três líderes da Al-Qaeda do Magreb Islâmico (AQMI) reuniram-se com Iyad Ag Ghaly , chefe do grupo islâmico Ansar Din, que domina a cidade de Timbuctu, no norte do Mali.

Na capital, Bamako, a população fez fila ontem para estocar alimentos e dinheiro. Os apagões deixam a cidade sem eletricidade e sem água na maior parte do dia. Os 15 países da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Ecowas) anunciaram sanções, que incluem o fechamento de todas as fronteiras do Mali - que não tem saída para o mar.


Isolado e sem saber o que fazer, o missionário brasileiro Edson de Melo teme pela segurança da mulher, Paula, e das filhas, Melissa, de 10 anos, e Sabrina, de 7. Eles apostaram que a junta seria capaz de estabilizar o país e ficaram presos em Bamako.


Por telefone, Edson contou ao Estado que é arriscado fugir de carro, que só haverá lugares em voos internacionais a partir de domingo e que eles não têm os cerca de R$ 8 mil necessários para pagar as passagens. Mesmo que resolva a questão financeira - muitos amigos e missionários já ofereceram ajuda -, comprar os bilhetes aéreos é uma epopeia imprevisível.


"Já me aconselharam a não ir ao centro da cidade, porque há manifestações", conta. "Mesmo que conseguisse, não há eletricidade e nada funciona." A decisão de partir fica ainda mais difícil porque Edson tem uma escolinha de futebol que emprega cinco pessoas e alimenta várias crianças. "Sem a nossa presença, eles não têm ninguém."


Apesar de o comércio funcionar, as escolas fecharam. Para Edson, quase tão angustiante quanto a insegurança é suportar o calor de 45° C sem ar-condicionado. Há dois dias, a TV estatal está fora do ar. Informações, só por emissoras de Burkina Fasso, da Costa do Marfim e da França. E as notícias são péssimas.


Segundo a ONU, desde janeiro, mais de 200 mil pessoas deixaram suas casas. Em Gao, norte do país e epicentro da tormenta, há registros de saques a agências bancárias e começa a faltar comida. Para o Alto-Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur), o país está "à beira de uma grave crise humanitária".


A tragédia malinesa começou no dia 22, quando militares chefiados pelo capitão Amadou Sanogo derrubaram o presidente Amadou Touré. Os rebeldes disseram que a quartelada foi uma resposta à falta de recursos para combater o Movimento Nacional para a Libertação de Azawad (MNLA), tuaregues que lutaram na guerra civil da Líbia e retornaram ao Mali para combater pela independência de Azawad, como é conhecido o norte do país.


O golpe causou uma reação em cadeia. O MNLA levou apenas uma semana para cortar o território malinês ao meio e ocupar as cidades de Gao, Kidal e Timbuctu. No início, os separatistas tiveram ajuda do Ansar Din, outro grupo tuaregue, mas de raízes islâmicas.

Consolidada a vitória no norte, Iyad Ag Ghaly, líder do Ansar Din, foi além e proclamou que a luta era para instaurar a sharia (a lei islâmica) em todo o país, causando atrito com o MNLA.

Cisão. Os dois grupos afastaram-se mais nos últimos dias, especialmente depois que o Ansar Din expulsou as forças do MNLA de Timbuctu e transformou a cidade em sua base. Com isso, o conflito tornou-se ainda mais complexo, com quatro frentes de luta: governo civil, militares golpistas, separatistas tuaregues e tuaregues islâmicos.


Nesta terça-feira, a presença em Timbuctu de três chefes da Al-Qaeda do Magreb Islâmico parece ter confirmado a cisão. Os argelinos Abu Zeid, Mokhtar Belmokhtar e Yahya Abu al-Hammam reuniram-se com vários imãs e com Ghaly, líder do Ansar Din, que estaria buscando apoio dos religiosos para consolidar seu poder. Formada a partir de um grupo salafista argelino, em 2002, a AQMI tem uma facção liderada por Abdelkrim Taleb, primo de Ghaly.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

AQMI: "são os guerreiros da Al-Qaeda que são geralmente os maiores benfeitores às revoluções do mundo árabe".

NOUAKCHOTT - Um líder da Al-Qaeda do Magreb Islâmico confirmou que a organização terroristas adquiriu algumas armas das Forças Armadas da Líbia após a queda do ditador Muamar Kadafi, conforme governos envolvidos na guerra civil líbia temiam.

Mokhtar Belmokhtar, um dos chefes o braço da organização terrorista que atual no norte africano, disse, em entrevista a um jornal da Mauritânia, que "é totalmente natural" que a Al-Qaeda "seja beneficiada pelas armas líbias em tais condições". Na entrevista, publicada na quarta e feita por telefone, o terrorista não especificava quais e quantas armas estão nas mãos dos extremistas.

Líderes ocidentais, junto do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), expressaram preocupações de que parte do arsenal líbio poderia ser capturada pela Al-Qaeda do Magred Islâmico, que atua no deserto do Sahel, entre o Chade e a Mauritânia, região ao sul da Líbia. Fronteiras sem controle e governos fracos tornam a região suscetível a tais práticas.

As autoridades de transição da Líbia receberam pedidos para rastrear as armas e manter a segurança de arsenais. A ajuda de países vizinhos para impedir a proliferação dessas armas também foi solicitada. A maior preocupação é com lançadores de mísseis, que podem ser usados para abater aviões civis e que despertam grande interesse de grupos radicais.

"Aproveitar o arsenal líbio é completamente natural nessas condições. Mas a parte mais importante para nós é ver se essas armas voltarem ao povo líbio, porque foi com elas que o governo os reprimia", disse Belmokhtar, que na entrevista aparece com o nome de Khaled Abou Al-Abass.

O terrorista negou as alegações de integrantes da Al-Qaeda lutaram ao lado dos rebeldes para derrubar Kadafi. Ele também rejeitou a hipótese de que a primavera árabe enfraquecerá a organização terrorista, dizendo que "são os guerreiros da Al-Qaeda que são geralmente os maiores benfeitores às revoluções do mundo árabe". Fonte: Estadão
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Al-Qaeda no Magreb reivindica 32 ataques na Argélia


O braço da rede extremista Al-Qaeda no norte da África reivindicou pela internet 32 ataques perpetrados desde o início de julho contra forças de segurança da Argélia. A afirmação foi feita pelo SITE, um grupo de monitoramento de informações sobre extremismo.

Em uma mensagem com data de ontem, a Al-Qaeda no Magreb Islâmico reivindica 32 ações armadas entre 7 de julho e 29 de agosto nas quais mais de 200 pessoas morreram ou ficaram feridas na Argélia. Autoridades argelinas não foram encontradas para comentar a informação.

A mídia estatal da Argélia tem noticiado com mais frequência nos últimos meses a ocorrência de ataques contra suas forças de segurança. No período mencionado pela Al-Qaeda no Magreb Islâmico, o episódio mais sangrento documentado é uma dupla ação suicida contra a academia militar de Cherchell na qual pelo menos 18 pessoas morreram, segundo o governo da Argélia. As informações são da Associated Press. 


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domingo, 14 de agosto de 2011

Atentado suicida em delegacia deixa 30 feridos na Argélia


Mais de 30 pessoas ficaram feridas em um atentado suicida cometido neste domingo contra uma delegacia de polícia na Argélia.

O ataque ocorreu na cidade de Tizi Ouzou, maior cidade da região de Kabylia (oeste), que é dominada pelo grupo militante Al-Qaeda no Maghreb Islâmico.
Segundo autoridades, um homem levou um veículo cheio de explosivos para dentro do prédio da delegacia e acionou os dispositivos.

Cerca de metade dos feridos são policiais. A Al-Qaeda no Maghreb Islâmico realiza ataques esporádicos na região, principalmente contra as forças de segurança. BBC

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quinta-feira, 10 de março de 2011

A al-Qeda no Magreb Islâmico e seus laços com Brasil, Colômbia e México

Abdelmalek Sayeh, chefe do Escritório Nacional Argelino para Combate às Drogas e Dependência, informou que “a AQIM possui laços estreitos com gangues de narcotráfico brasileiras, colombianas e mexicanas.”



ARGEL, Argélia – Os governos no norte da África estão preocupados com a crescente presença de traficantes da América Latina que estão usando a região como base para o contrabando de drogas para a Europa.

A região do Saara e a parte sul do deserto – conhecida como Sahel – se tornaram um ponto de transporte para as drogas, principalmente cocaína e heroína, destacou o governo argelino em abril de 2010.

O relatório divulgou que 52 toneladas de narcóticos vindas da América Latina foram apreendidas na região do Sahel em 2009, uma quantidade 60 vezes maior do que a confiscada apenas alguns anos antes.


“Aviões carregados com cerca de 4 toneladas de cocaína a cada vôo aterrisaram diversas vezes no Mali e na Mauritânia em 2009”, revela o relatório.


Mais de 20 toneladas cruzaram esses dois países em 2009, ainda segundo o relatório.

“Os cartéis de droga da América Latina intensificaram suas atividades na África”, afirmou Mohamed Benhammoue, presidente da Federação Africana de Estudos Estratégicos, “principalmente depois que se conectaram com redes terroristas filiadas à Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQIM)."

Abdelmalek Sayeh, chefe do Escritório Nacional Argelino para Combate às Drogas e Dependência, declarou que “a AQIM possui laços estreitos com gangues de narcotráfico brasileiras, colombianas e mexicanas.”


“Uma grande parte dessas drogas cruzou o corredor de Sahel”, acrescentou. “[O] dinheiro ganho das gangues do narcotráfico é investido na compra de armamentos no Sahel para fortalecer a AQIM.”


Sayeh informou ainda que o governo argelino possui provas indicando que as drogas contrabandeadas para o Sahel seguem três destinos primários: o primeiro é o Golfo Pérsico, o segundo, a Europa, e o terceiro, a América do Norte, principalmente Estados Unidos e Canadá.


O governo argelino concluiu ainda que a cocaína enviada do Brasil e da Colômbia chega na África escondida em navios e aeronaves, antes de seguir em diferentes barcos e aviões para a América do Norte.


Sayeh denunciou que traficantes “pagam uma grande soma em dinheiro para alguns xeques tribais e a AQIM no Sahel para garantir o transporte das cargas de cocaína e cannabis (para a produção de maconha e haxixe).”


Em vários casos, os narcotraficantes cooperaram com terroristas para o transporte das drogas do Sahel para o norte da Argélia, acrescentou ele.


Elias Boukraa, diretor em exercício do Centro Africano para Pesquisa e Estudo do Terrorismo (CAERT) em Argel, declarou durante um seminário sobre segurança na região que as duras condições de vida enfrentadas pelos moradores da região e a pobreza generalizada “abriram o caminho para a expansão do narcotráfico.”


O comércio ilegal de drogas tem desempenhado um papel fundamental em alinhar os grupos armados africanos com narcotraficantes da América Latina e do resto do mundo. Os cartéis colombianos estão tentando estabelecer presença no Mali, Níger, Chad e Mauritânia, afirmou Boukraa.


Boukraa acrescentou que as redes de narcotráfico estão agindo deliberadamente para comprometer a segurança nesses países e encobrir suas atividades criminosas. A intenção de usar o Sahel como uma base do narcotráfico tem levado grupos do crime organizado a gastar seu dinheiro pela região.


“Pelo menos 50 toneladas de heroína são transportadas diariamente através dos países do Sahel, e um montante de € 100 milhões (R$230 milhões) [em dinheiro] é contrabandeado todos os anos”, detalhou Boukraa. “Isso significa que uma organização como a AQIM tem um orçamento gigantesco que pode ser maior até do que o de alguns países do Sahel.”


Mohamed Slimani, acadêmico e pesquisador em questões de segurança, descreveu que “algumas das redes que lidavam com cannabis indiano passaram a contrabandear cocaína através dos países do Sahel, da Argélia rumo à Europa.”


Slimani afirmou que essas redes preferem lidar com quantidades menores de drogas prontas, como cocaína e heroína, em vez de tentar transportar toneladas de cannabis indiano para a Europa. O contrabando de cannabis é mais comum no norte da África.


Slimani ressaltou ainda que relatórios de segurança indicam que o tráfico de cocaína é predominante pelo Sahel, principalmente em Guiné-Bissau, Guiné, Senegal, Mauritânia, Mali e Níger.


“A vigilância severa imposta por países europeus às gangues do tráfico tem forçado uma mudança na rota de aeronaves pequenas carregadas de drogas de seus destinos regulares em Portugal e na Espanha para os países do Sahel africano, principalmente Mauritânia, Mali e Senegal”, explicou Slimani. “Isso, além da cocaína enviada aos portos nigerianos no Oceano Atlântico, proveniente dos países da América Latina, principalmente Colômbia, Peru, Argentina e Brasil."

Fonte: Infosur Hoy 

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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Al-Qaeda assume sequestro de 2 franceses mortos no Níger

O grupo Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) assumiu nesta quinta-feira a autoria do sequestro na última sexta-feira de dois franceses no Níger e explicou que os reféns morreram em uma operação lançada por forças francesas e nigerianas.


Um porta-voz do AQMI responsabilizou seu grupo pelo sequestro em uma gravação sonora, cuja autenticidade não pôde ser constatada, divulgada nesta quinta-feira pelo canal de televisão por satélite catariana Al Jazira.


O suposto porta-voz garantiu que os "mujahedin (guerreiros santos) tiveram êxito em sequestrar dois franceses, graças a Alá".


"Apesar de os mujahedins (...) terem enviados uma mensagem aos responsáveis franceses e nigerianos, no qual advertiram sobre a tentativa de intervenção militar, (o presidente francês, Nicolás) Sarkozy e seu Governo aventureiro não aprenderam das lições de fracasso e repetiram a mesma estupidez", afirmou.


O porta-voz de AQMI explicou que "dois combates heróicos ocorreram entre os mujahedins e as forças francesas e nigerianas" e acrescentou que estas "terminaram com o fracasso terrível de uma tentativa para resgatar aos reféns".


Segundo o grupo, as ofensivas finalizaram com a morte dos dois franceses sequestrados e de dois agentes das forças especiais francesas.

Fonte: Portal Terra

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Presos supostos membros da Al Qaeda no Magreb

As autoridades marroquinas anunciaram, na terça-feira, a prisão de 27 suspeitos de terrorismo, incluindo um membro da Al-Qaeda no Magreb islâmico (AQMI), envolvidos na preparação de atentados no país, noticiou, ontem, a France Press.


O Ministério marroquino do Interior disse, em comunicado, que os detidos, dirigidos por um marroquino, membro da AQMI, programavam criar em Marrocos uma base avançada para actos terroristas.


“Estas pessoas pretendiam cometer actos terroristas, com cinturões de explosivos e carros-bomba, contra os serviços de segurança marroquinos,” sublinha o comunicado, sem revelar os nomes dos detidos.


Ao desmantelar a célula, a Polícia descobriu uma grande quantidade de armas em três esconderijos na região de Amgala, a 220 quilómetros de El Aaiún”, no Sahara Ocidental.


Os guerrilheiros da AQMI têm bases na Argélia, Mali e Mauritânia.


Fonte: Jornal de Angola

domingo, 2 de janeiro de 2011

Revista Inspire: O eco dos épicos!

Eco dos épicos! Esse é o artigo principal da revista Inspire do mês de Dezembro, segundo o SITE, grupo dos EUA que monitoram atividades extremistas.

A revista eletrônica que é um dos canais de comunicação da AQPA, teve como foco na edição de número 15, o apoio a Al Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI). 

O texto foi lançado em fóruns jihadistas no dia 28 de dezembro de 2010. Um artigo intitulado "matando pessoas fui salvo de ser morto", inicia com a declaração ..."nos sacrificamos por vocês ó heróis da Al Qaeda na terra do Magreb Islâmico". O autor, Mashal al-Shadukhi, argumenta que a AQMI, dissipou a idéia de que as nações ocidentais são livres para matar sem receber qualquer punição.

A Inpire é uma publicação mensal da Al Qeda na Península Arábica, que leva a mensagem da organização para o mundo, sendo publicada em árabe e inglês.


terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Droga do Brasil financia a Al-Qaeda no Magreb Islâmico

Jamil Chade - O Estado de S.Paulo


A droga que sai do Brasil na direção à Europa é um dos pilares do financiamento da rede terrorista Al-Qaeda.


Isso é o que revela uma investigação feita pelo governo da Argélia obtida com exclusividade pelo Estado. Ele mostra que, cada vez mais, o norte da África tem se transformado em um dos motores das finanças do grupo terrorista. Entre as maiores fontes de renda hoje da organização está a cobrança de "pedágio" para os carregamentos de drogas vindos dos portos brasileiros, que têm a Europa como destino final.


A informação vem no mesmo momento em que o grupo WikiLeaks torna pública a constatação da diplomacia americana de que a África e alguns de seus governos se transformaram nos últimos anos no principal centro de apoio e de distribuição da droga sul-americana, tanto para a Europa como para o próprio mercado americano (mais informações nesta página).


Por décadas, a droga que saía da Colômbia era embarcada diretamente para a Europa, em navios ou aviões que chegavam à Espanha e Portugal. Mas desde que esses governos passaram a adotar um controle mais rigoroso sobre as cargas e reforçar as fronteiras marítimas, o narcotráfico foi obrigado a buscar novas rotas.


Segundo a Interpol, essas rotas passam agora pelos portos brasileiros, com a droga colombiana. Santos e os portos do Nordeste seriam os mais utilizados. Em 2009, por exemplo, cerca de 10% de toda a droga que chegou à Europa de navio e 40% da que chegou à França usou o Brasil como rota, segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC).


A caminho da Europa, porém, essa droga passaria pelo norte da África e, lá, encontram grupos dispostos a ajudar fazer a mercadoria chegar até os europeus. Um dos principais grupos que se beneficiam desse "serviço" seria a AQMI, o Al-Qaeda no Magreb Islâmico. O grupo é relativamente pequeno - tem cerca de 300 membros na cúpula da organização na Argélia, Marrocos e Tunísia. Mas vem ganhando espaço político, midiático e tem operações organizadas de forma cirúrgica para atingir seus objetivos. Em 2007, por exemplo, promoveu em Argel o maior atentado contra a ONU.


De acordo com o especialista marroquino em estudos sobre o terrorismo, Mohammed Benhammou, a AQMI de fato faz parte da estrutura mundial e nebulosa da Al-Qaeda, ainda que seja uma relação de lealdade, e não de comando. "Hoje, temos de ser claros e admitir que a Al-Qaeda representa uma ameaça real à segurança da região", disse.


Os vastos Desertos do Sahel e do Saara, além da pobreza extrema e falta de presença do Estado, permitiram que o grupo passasse a controlar certas partes do território norte-africano, mesmo com um número reduzido de pessoas dedicadas exclusivamente ao grupo.


O pagamento de resgates por sequestros e o tráfico de drogas se transformaram em duas fontes de financiamento do grupo nos últimos anos. Estudos publicados nesta semana pelo Centro Africano de Estudos e Pesquisa sobre o Terrorismo indicam que o volume de recursos já seria tão grande, desde 2007, que o grupo já passou a ser um dos principais contribuintes para o comando central da organização Al-Qaeda.


Só no norte da África, essas duas fontes de arrecadação já permitiram que o grupo terrorista acumulasse 100 milhões de euros, dinheiro usado para a compra de armas, planejamento de ataques em todo mundo, manutenção de bases em diversos países, além de "comprar" a aliança de recrutas com salários e o pagamento de "heranças" a famílias de jovens que optaram por cometer atentados suicidas em nome do grupo.


Abdelmalek Sayeh, diretor do Escritório Nacional Argelino para a Luta contra a Droga, afirmou que, em 2008, 240 toneladas de cocaína haviam sido apreendidas no país, antes de ser levada à Europa. Em 2009, 52 toneladas foram identificadas apenas no Deserto do Sahel, no sul despovoado do país.


Segundo ele, o produto viria do Brasil, Peru e Colômbia e ao usar o norte da África como rota para a Europa, deixava milhões de dólares para a Al-Qaeda. "A comunicação entre os traficantes de drogas e os terroristas ocorre na região do Sahel", afirmou.


A direção da AQMI chegou a considerar entrar no próprio tráfico, segundo as investigações do governo argelino. Mas, em 2008, optaram por uma decisão mais pragmática. Permitiriam o uso do território do Sahel pelos traficantes, mas cobrariam uma taxa. Em troca do dinheiro, garantem a proteção ao carregamento e passe livre. Do deserto, os produtos chegam à Europa principalmente a partir de portos no Marrocos e Líbia.


Nos últimos dias, o governo da Argélia tem conduzido uma verdadeira guerra contra os narcotraficantes e suas relações com os terroristas.


Na semana passada, por exemplo, aviões da Força Aérea da Argélia anunciaram que bombardearam um comboio de oito caminhões que transportavam drogas em pleno deserto, na direção da fronteira com o Marrocos. A suspeita era de que o carregamento tinha como destino a Europa. Segundo as informações oficiais do governo de Argel, sete dos oito veículos foram totalmente destruídos.


Mas o próprio governo admite que a região onde operam traficantes e terroristas é de difícil controle. A AQMI surgiu oficialmente apenas em 2006, como um novo formato do Grupo Salafista de Combate (GSPC), que por anos usou o deserto como base de seus ataques contra o governo argelino. Nos anos 90, foi um dos líderes do conflito civil no país, com a meta de instalar um Estado islâmico, antes mesmo do 11 de Setembro de 2001.


O governo acabou derrotando os fundamentalistas. Mas, abandonado pelos governo do Níger, Mali, Mauritânia e Argélia, o Deserto do Sahel se tornou refúgio de terroristas e ponto de encontro de tráfico de droga, grupos criminosos e de imigração ilegal.


O problema é que o financiamento não vem apenas das drogas. Parte dos milhões de euros arrecadados pelos terroristas também vem dos sequestros. O GSPC já tinha iniciado essa tendência em 2003, obtendo 5 milhões de euros do governo alemão em troca de quatro turistas. Por sua proximidade com a Europa, o Saara e o Sahel passaram a ser um dos principais destinos de turismo. A AQMI não perdeu o hábito de seu antecessor e passou a usar os turistas como alvo de sequestros.


No Marrocos, o jornal Magharebia há poucas semanas publicou uma entrevista com um ex-membro do grupo Al-Qaeda, confirmando que a região, os turistas e as drogas haviam se consolidado como a base financeira dos terroristas hoje no mundo. "Esse é o grande terreno fértil para o terrorismo hoje", afirmou o ex-terrorista, identificado apenas como Noureddine ao jornal. "Os recursos da AQMI não foram tocados nem mesmo pela crise econômica mundial", afirmou. "Em troca de proteção, os traficantes são obrigados a pagar tarifas e impostos altos para usar a região", disse.


Nota do Blog: Finalmente chega a grande mídia o que já temos denunciado há tempos!


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Al Qaida operando frota de Boeings 727 para transportar drogas da América do Sul para a África e Europa




WASHINGTON — A rede da Al Qaida no Norte da África tem tido acesso a aeronaves de origem ocidental.

Autoridades dizem que a Organização Al Qaida do Magreb Islâmico está usando aeronaves ocidentais para o tráfico de drogas e talvez de armas. Elas dizem que os serviços de inteligência Americanos comprovaram que a AQMI colaborou no acesso de uma frota de jatos de passageiros Boeing vindos da América do Sul a áreas remotas do Norte da África e do Sahel.

"Isto não é novidade, mas o uso de aeronaves pela AQMIT aumentou de forma constante, até um ponto em que está se tornando uma grande ameaça regional," disse uma autoridade.

Autoridades dizem que os serviços de inteligência americanos identificaram pela primeira vez o uso de jatos Boeing 727 por parte da AQMI para o tráfico de drogas já em 2006. Elas reconheceram que a ameaça foi minimizada pelo governo americano, pricipalmente pelo Departamento de Segurança Nacional.

A AQIM expandiu significativamente o seu uso de jatos para transportar cocaína  e armas para países como o Mali e a Mauritânia. As autoridades disseram que as armas eram usadas na guerra da Al Qaída contra a Argélia e os interesses ocidentais, enquanto que a cocaína seria para financiar operações de insurgência.

"Os aviões têm sido de propriedade de terroristas e traficantes sul-americanos e a AQMI opera os vôos, o translado da carga e o contrabando para a Europa," disse a autoridade. "A AQMI poderia usar os aviões para suas operações depois de eles aterrissarem no Norte da África."

Em 2008, o Departamento de Segurança Nacional elaborou um relatório confidencial sobre a colaboração da AQMI com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, conhecidas como FARC. O relatório, que parece ter sido ignorado, alertou que ambas organizações estavam usando aviões de dois motores a turboélice, no que foi chamado de "o acontecimento mais significativo no uso criminoso de aeronaves desde 11 de setembro."

Revelou-se que a frota à disposição da AQIM consiste de cerca de uma dezena de jatos, incluindo Boeings 727. As aeronaves da Boeing, que poderiam transportar 10 toneladas de carga, provavelmente juntaram-se à frota em 2009.

A frota de aeronaves foi descoberta no Marrocos em outubro de 2010, quando o reino norte-africano anunciou o desmantelamento de uma célula da AQMI. Rabat informou que 34 suspeitos foram acusados de trabalharem com aeronaves da América do Sul usadas para o tráfico de drogas. O governo do Marrocos disse que a AQMI destruiu um dos Boeings 727 depois que o combustível adquirido para um outro vôo revelou-se incompatível.

Autoridades disseram que a AQMI estava alferindo dezenas de milhões de dólares de lucro com o tráfico de drogas a partir da América do Sul. Elas disseram que isto facilitou a as operações da AQMI, o recrutamento e a criação de refúgios para terroristas em países como o Mali, a Mauritânia e a Nigéria.

A rota do tráfico, que, segundo informações, envolve pelo menos 250 pessoas, incluia a Argélia, a Líbia, o Mali, a Mauritânia, o Marrocos, a Nigéria e a Tunísia.

As autoridades disseram que uma ou várias das rotas do tráfico terminavam na Espanha.

"Isto não só tornou a AQMI rica, mas tranformou terroristas em multi-milionários," disse a autoridade.

World Tribune, 16 de novembro de 2010
Original article / Artigo original
Tradução: DEXTRA

França rejeita pressões da al-Qaeda

A ministra dos Negócios Estrangeiros francesa avisou esta sexta-feira que o país não aceitará que a sua política seja “ditada pelo exterior”. Michéle Alliot-Marie garantiu que o país “está a fazer tudo o que está ao seu alcance para que todos os reféns, estejam onde estiverem, sejam libertados sãos e salvos”

Numa gravação em áudio difundida pela cadeia de televisão Al Jazira, a Al-Qaeda exige a retirada francesa do Afeganistão e negociações entre Paris e Osama bin Laden, a fim de serem libertados os cinco reféns franceses que foram levados para o Mali.

Porta-voz do Ministério referiu esta sexta-feira que as autoridades francesas estão a tentar comprovar a autenticidade da gravação. Cinco franceses, um togolês e um cidadão de Madagáscar que trabalhavam no Níger para o grupo francês Areva foram sequestrados na madrugada de 16 de Setembro.

No mês de Outubro, o primeiro-ministro do Níger avançou que os reféns estão vivos e que estão a ser desenvolvidos contactos no terreno para a sua libertação.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Al Qaeda se prepara para conquistar Ceuta e Melilla da Espanha

 

Através de seu site os terroristas da Al Qaeda no Magreb Islâmico publicam habitualmente seus comunicados, dessa vez eles afirmam que Ceuta e Melilla serão recuperadas "pela força, porque pela força foram tomadas".

O comunicado foi intitulado de "Ceuta e Melilla, tesouros perdidos", e anuncia que as duas cidades se encontram"embaixo do império cruzado espanhol, e fora do império de Deus". Portanto, devem ser recuperadas para o Islã "pela força, porque pela força foram tomadas", para serem devolvidas a "Nação do Islã".

Curiosamente, a reivindicação de Ceuta e Melilla é feita normalmente pelo Marrocos, que pede sua reintegração a soberania de Mohamed VI. Algo que é falso, pois tanto Ceuta como Melilla se encontra sob a soberania espanhola (Ceuta foi transferida para a Espanha no século XVII por Portugal durante sua independência da Coroa Espanhola) muito antes do reino alauita ter começado.

No entanto, aqui a reivindicação toma outros tons, pois ela não pede a reintegração a um país concreto, que seria o Marrocos, mas pede concretamente que as cidades sejam islamizadas.
O habitual absurdos dos islâmicos ao redor da Lenda Negra
Como é habitual nos fanáticos Islamitas (na prática todo maometanos é um autêntico fanático), oferencem sua própria versão sobre a Península Ibérica Islamizada, Al Andalus, que havia sido islamizada sem violência alguma, somente como manda o próprio significado do Islã, submissa a religião muçulmana, aberta e tolerante.

Porém, um malévolo plano do Vaticano [sic] e sua intolerância (própria da Lenda Negra antiespanhola), acabou com a presença muçulmana na Espanha, um verdadeiro massacre, o pior da humanidade segundo a Al Qaeda. Pura fantasia das Mil e Uma Noites do realismo literário. É como se o redescubrimento dos reinos cristãos sobre os territórios islamizados, que constitui a origem da Espanha, iniciado desde os primeiros anos de uma forma <> nunca tivesse acontecido. O Islã nunca foi imposto pela bondade da palavra e sim mediante a mais pura violência, assim como exigia o profeta Maomé, o primeiro Califa: Mediante a jihad, a guerra santa contra o infiel.

Força essa que a Al Qaeda está disposta a utilizar regurlamente, de acordo com as centenas de terroristas que aparecem no vídeo junto ao comunicado, todos munidos de material de guerra para seguir matando e sequestrando, tudo em nome de Allah, o Deus mais sanguinário e fanático do planeta.

Presos no Marrocos traficantes de drogas ligados a grupo terrorista

Autoridades marroquinas prenderam 34 membros de uma quadrilha de traficantes ligados à al-Qaida do Magreg Islâmico . Os traficantes, que têm conexões com cartéis sul-americanos, transportavam drogas da América do Sul para a Europa, via África. O grupo terrorista tem financiado suas atividades de terrorismo colaborando com os cartéis, aos quais oferecia seu conhecimento das rotas do deserto, suas armas e seus meios de transporte para lhes garantir uma passagem segura pela região do Sahel marroquino.

World Check, 29 de outubro de 2010
Article link / Artigo original
Tradução: Dextra

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Argélia vai armar civis para combater insurgentes islâmicos

O governo da Argélia anunciou que vai passar a distribuir armas a civis em algumas regiões do país para que eles possam ajudar na luta contra insurgentes islâmicos.

O ministro do Interior, Daho Ould Kablia, disse que a decisão foi tomada pelo Ministério da Defesa, mas será sua pasta que irá distribuir os armamentos.
Segundo Kablia, foram os próprios civis de algumas regiões pediram as armas para "lutar contra o terrorismo".

O grupo extremista Al-Qaeda no Maghreb Islâmico é ativo na Argélia e nos países vizinhos, e foi acusado de realizar ataques e sequestros recentes.
Guerra civil

"Existem regiões nas quais reina o terrorismo, onde os cidadãos estão pedindo armas para lutar contra o terrorismo; vamos fornecer armas para estas pessoas", disse Kablia, segundo o jornal argelino L'Expression.
O Ministério do Interior não revelou em qual região os civis receberiam as armas mas, de acordo com Chloe Arnold, correspondente da BBC na capital, Argel, o Ministério pode estar se referindo a integrantes das tribos tuaregues, na região do Deserto do Saara.

O governo da Argélia adotou uma política semelhante a esta no anos 90, quando a Argélia foi devastada por uma guerra civil (1991-2002), que opôs ativistas islâmicos o governo e deixou mais de 150 mil mortos. Mas a prática foi abandonada em 2004 depois de um acordo de anistia.
Em 2007 e 2008, a Al-Qaeda no Maghreb Islâmico foi acusada de matar muitas pessoas em ataques suicidas e com carros-bombas, principalmente na costa argelina do Mediterrâneo.

Desde então, o número de ataques diminuiu, mas o grupo tem realizado ações mais para o sul do país, em uma região do deserto onde as fronteiras da Argélia, Mali, Níger e Mauritânia se encontram.
O grupo alega que é o responsável por uma série de sequestros de cidadãos estrangeiros na região. Há informações de que a organização atualmente está comprando armas com o dinheiro dos resgates pagos pela libertação dos reféns. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,argelia-vai-armar-civis-para-combater-insurgentes-islamicos,634658,0.htm

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dinheiro do narcotráfico financia Chavez e grupos terroristas islâmicos

Cartéis poderosos fizeram fortunas com o trafico de drogas ao longo da fronteira entre os Estados Unidos e o México. Agora, ditadores párias e grupos terroristas islâmicos estão seguindo seu exemplo.


A Al Qaeda, o Hezbollah e Hugo Chavez, o homem-forte da Venezuela, são diferentes em vários sentidos, mas compartilham um inimigo comum
- os Estados Unidos. E de acordo com autoridades Americanas, as drogas ajudam a ligar e financiar estas redes perigosas.


Tráfico de drogas transatlântico


O oeste da África é o centro de seus interesses neste negócio multi-bilionário. A região tornou-se uma rota para a cocaína destinada à Europa.


A Al Qaeda e o Hezbollah frequentemente oferecem segurança para as drogas depois que elas chegam à Africa. Mas os carregamentos ilegais vêm do hemisfério ocidental.


Roger Noriega, ex-membro do Departamento de Estado, disse à CBN News que o presidente da Venezuela, Hugo Chavez, sabe perfeitamente que navios carregados de drogas estão partindo do seu território. Noriega foi o embaixador dos Estados Unidos na Organização dos Estados Americanos durante o governo do ex-presidente George W. Bush.


"Atualmente, praticamente todos os vôos que vão para a África Ocidental carregando cocaina ou outras drogas vêm da Venezuela," diz ele.


"Temos provas esmagadoras e nosso governo tem sido leniente com o governo venezuelano, que está envolvido com o tráfico de drogas," continua Noriega. "Então, sabemos que o regime é cúmplice há anos e Chavez deve ter conhecimento e dar aprovação a esta espécie de tráfico.


"Este é um sujeito que afirma que sabe toda vez que um barco da guarda costeira americana se aproxima de seu país ou [um avião] voa perto de seu territorio," ele acrescentou. "Como ele pode afirmar que não está sabendo de [boengs] 737 sendo carregados no oeste da Venezuela? Ele deve saber desta espécie de tráfico, porque é muito substancial."


Noriega também disse à CBN que Chavez tem ligações antigas com os traficantes de drogas colombianos.


"É fato sabido que antes mesmo de ser presidente ele tinha ligações com as guerrilhas e estes narco-traficantes," diz ele. "E ele basicamente tornou o território venezuelano prontamente disponível para eles escoarem cocaína e outras drogas."


'Porto' Venezuela


Relatórios recentes tanto das Nações Unidas quanto do Departamento de Estado americano revelaram que a Venezuela tornou-se um grande traficante para a Europa e outras partes.


"E não está indo só para o oeste da África," diz Noriega. "Está subindo pelo Caribe, atravessando a América Central e chegando aos Estados Unidos. A cumplicidade de Chavez com o tráfico de drogas é um modo barato de ele praticar guerra assimétrica contra seus oponentes, incluindo os Estados Unidos."


Uma autoridade africana com conhecimento do tráfico de drogas transatlântico disse à CBN News que navios carregados com drogas fazem milhares de viagens todos anos, a partir do noroeste da Venezuela, rumo ao oeste da África. Outros carregamentos chegam através de vôos clandestinos e outros por barcos de pesca.


Quando eles chegam ao oeste da África, as drogas são transportadas para o norte, rumo ao destino final: a Europa - onde a demanda por cocaína esta explodindo.


"O oeste da África é o local óbvio para onde eles podem trazer suas drogas, dividi-las e então trazê-las para a Europa," diz Rudy Atallah, ex-diretor da área de contra-terrorismo do Departamento de Defesa americano e atualmente diretor-executivo do White Mountain Research.


Atallah disse à CBN News que, quando as drogas chegam à África, grupos terroristas islâmicos muitas vezes já estão esperando de prontidão.


"A Al Qaeda basicamente cobra pela passagem das drogas através de seu território," ele explica.


Aprendendo com o Hezbollah


Este território é normalmente chamado de Magreb Islâmico, indo desde o Marrocos até a Líbia, descendo até o Mali. A área também serve de base para a Al Qaeda do Magreb Islâmico,, ou AQMI.


"Há uma sinergia entre os traficantes de drogas e a AQIM," diz Atallah. "Agora, a AQMI não usa as drogas. A AQMI não acredita no uso de drogas. Mas é um meio de ganhar dinheiro."


Devido ao ataque global contra suas fontes de financiamento, a al Qaeda tem se voltado cada vez mais para as drogas para financiar suas operações.


Três membros da al Qaeda originários do norte da África confessaram os crimes de tráfico de drogas e terrorismo em um tribunal federal americano. Eles admitiram ter trabalhado com traficantes colombianos.


"Este acesso a dinheiro dá à al Qaeda a capacidade de atacar alvos fáceis na África," diz Atallah. "E os alvos fáceis podem ser embaixadas americanas, embaixadas israelenses, francesas, britânicas -- quaisquer alvos "abertos" na África. E alvos na Europa, também."


A Al Qaeda está seguindo o exemplo de outro grupo terrorista islâmico próximo, o Hezbollah, que há anos usa dinheiro do tráfico de drogas para financiar operações.


"O Hezbollah se infiltrou por todo o oeste da África, começando pelo Senegal," diz Atallah. "Eles têm um amplo leque de conexões com os traficantes de drogas. E assim, há um fluxo natural quando se tem facilitadores do Hezbollah na África para transportar as drogas que vêm da América Latina para o oeste da África e depois para a Europa."


O tráfico de drogas é só uma entre as muitas fontes de renda do Hezbollah na África.


"O Hezbollah está envolvido com o tráfico de diamantes, está envolvido com ouro, está envolvido com todo tipo de contrabando que você puder imaginar," diz Atallah. "Todo o dinheiro que o Hezbollah ganha vai para o Líbano, para o sul do Líbano, para fazer a guerra contra Israel, para promover sua agenda."


Vista grossa dos Estados Unidos?


Noriega diz que, em última análise, o elo entre drogas e terrorismo tem sua origem no Ocidente e o governo dos Estados Unidos deve ter mais iniciativa em combatê-lo.


"Sobretudo esta administração, e francamente, ali pelo fim da administração Bush, a política em relação à Venezuela foi de ignorá-la," explica Noriega. "E, para ser bem franco, esta inação e desatenção tem servido de estímulo."


A CBN News entrou em contato com a embaixada da Venezuela em Washington para ouvi-la sobre o assunto e foi instruída a consultar um breve relatório no site da embaixada, na internete.


"Os Estados Unidos estão politizando o combate às drogas (...) [e] desqualificando os notáveis esforços e resultados produzidos pela Venezuela nesta questão," afirma o documento.


Ele acrescenta que as apreensões de drogas na Venezuela "aumentaram em 40 por cento" desde que o país deixou de trabalhar com a Agência Americana de Combate às Drogas, em 2005.


A Venezuela deportou dois suspeitos de tráfico de drogas para os Estados Unidos no mês passado, mas o governo americano acredita que é necessário mais cooperação.


Sanções contra a Venezuela por sua cumplicidade com o contrabando de drogas foram cogitadas durante o presidente George W. Bush, mas a administração Obama parece relutante em ir nesta direção.







Artigo original AQUI.




Tradução: DEXTRA.

Emboscada de grupo islamita mata 2 soldados argelinos

Dois soldados morreram e três ficaram feridos em uma emboscada executada por um grupo islamita na região de Tizi Uzu, em Kabilia (110 km ao leste de Argel).

Segundo o jornal El-Watan, os militares foram atacados na quinta-feira durante a passagem de um comboio militar pela região florestal de Yakuren, entre Tizi Uzu e a província vizinha de Bejaia.

No dia 3 de outubro, cinco soldados morreram em outro ataque islamita na mesma região, um reduto de grupos ligados à Al-Qaeda no Magreb Islâmico.

Fonte: Portal Terra

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Al-Qaeda afirma soltar sequestrados caso a França libere o uso na burca

A rede terrorista Al-Qaeda anunciou que só vai libertar os cinco franceses sequestrados na África se a França suspender a lei que proíbe o uso da burca no país.

O governo francês disse que aceita negociar, mas não vai cumprir ordens dos sequestradores.


A partir de 2011, as muçulmanas que moram na França não poderão usar mais usar o véu que cobre todo o rosto.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Espanha prende americano de origem argelina por colaboração com a Al Qaeda

Madri, 29 set (EFE).- A Polícia espanhola deteve em Barcelona um cidadão americano de origem argelina que supostamente financiava atividades terroristas no Sael e enviava dinheiro à Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI), informou o Ministério do Interior da Espanha nesta quarta-feira.

Mohammed Omar Debgi, de 43 anos, tinha seu domicílio em Esplugues de Llobregat (Barcelona, nordeste espanhol) e, segundo as investigações policiais, chegou a enviar aos grupos terroristas mais de 60 mil euros transferências bancárias ou via correios humanos.

O detido enviava os fundos ao cidadão argelino residente em seu país, Toufik Mizi, que está foragido da Justiça espanhola desde 2006 por um delito de participação em organização terrorista.

Mizi fugiu da Espanha após a queda de uma célula radical islamita dedicada a operações de financiamento da AQMI que foi desmantelada em uma operação policial.

Debgi e Mizi mantinham vínculos desde 2003, e se dedicavam a lavar parte do dinheiro enviado à Argélia em operações comerciais falsas.

Os fundos eram utilizados depois para a compra de material utilizado nas atividades terroristas da Al Qaeda no norte da África.

A Polícia apreendeu três computadores, memórias portáteis, notas fiscais e escrituras de constituição de empresas, assim como documentos bancários relacionados com a investigação.

Além disso, foi tomado um automóvel de luxo e uma embarcação de passeio, que o detido mantinha ancorada no porto de Badalona (Barcelona).

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