quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Terroristas islâmicos na América do Sul


Os esforços da Venezuela em estabelecer uma parceria estratégica com o Irã não são nenhuma novidade. Mas alguns jornalistas constataram que isso tem incrementado as atividades da milícia libanesa Hezb’allah (Partido de Alá) no país.
O assunto foi tratado inicialmente por dois correspondentes do Los Angeles Times. Tendo como pano de fundo os esforços do presidente venezuelano Hugo Chavez em estabelecer relações ainda mais próximas com o Irã, eles seguiram pistas que indicavam que o Hezb’allah, fomentado pelo Irã, pretende fazer desse país sul-americano uma de suas bases de operações internacionais.
Nos últimos tempos a Venezuela e o Irã concretizaram diversos projetos de cooperação econômica, incluindo a construção de fábricas de tratores, de cimento e de automóveis na Venezuela. Também firmaram acordos de cooperação no valor de 1,4 bilhões de Euros, através dos quais deverão ser incentivadas mais transações na Venezuela e em outros países da América Latina. Em março de 2007 foram iniciados vôos semanais diretos entre Teerã e Caracas.
Diversas autoridades da administração Bush alertaram repetidamente que entre esses países estão sendo criadas diversas redes de apoio ao terrorismo internacional. Em junho de 2008 as autoridades americanas congelaram os bens de dois cidadãos venezuelanos nos Estados Unidos sob suspeita de arrecadarem dinheiro para o Hezb’allah. Também existem indícios de que um diplomata venezuelano de origem libanesa estaria usando sua posição para ajudar o Hezb’allah financeiramente e em “questões operacionais”. Além disso, uma agência de viagens venezuelana parece estar envolvida. O agente de viagens Fawzi Kanan, que opera a partir de Caracas, teria organizado viagens para terroristas do Hezb’allah e discutido “eventuais seqüestros e ataques terroristas”. Agora, as autoridades da imigração venezuelana teriam modificado seus controles considerados “frouxos” (nenhum controle para passageiros vindos do Irã). Mesmo assim, agências de inteligência ocidentais têm observado intensas atividades dos terroristas. Segundo informações em poder dos serviços secretos ocidentais, a Guarda Revolucionária iraniana e a milícia Hezb’allah teriam criado uma unidade especial na Venezuela. Essa teria o alvo de seqüestrar empresários judeus/israelenses e de levá-los para o Líbano.
Mesmo que Chavez, motivado por sua política antiamericana, fortaleça profundamente suas relações com o Irã, é preciso lembrar que os terroristas atualmente ativos já podem fazer uso de redes que existem há anos. As comunidades libanesas no exílio na América Latina desempenham um papel importante, fornecendo suporte financeiro ao Hezb’allah. Além disso, parece que essa milícia islâmica radical está envolvida principalmente no contrabando e no tráfico de drogas. Especialistas acreditam que o comércio de diamantes também esteja infiltrado por ela.
Em 1992 a embaixada israelense na Argentina foi atacada (29 mortos e 242 feridos) por terroristas.

Não há dúvidas de que as forças terroristas procedentes do Irã têm poder de fogo na América Latina: em 1992 a embaixada israelense na Argentina foi atacada (29 mortos e 242 feridos) e em 1994 ocorreu o atentado terrorista ao centro comunitário judaico AMIA em Buenos Aires (com 85 mortos e centenas de feridos). Nos últimos anos os esforços oficiais do presidente venezuelano Hugo Chavez incentivaram de forma direcionada e significativa a expansão dessas ramificações terroristas que já existem há anos. (AN)
Vê-se claramente que o mal se ajunta e une seus seguidores para alcançar alvos comuns. Isso acontece com governos como os da Venezuela, da Bolívia e de outros países da América do Sul que são contrários a Israel. (Conno Malgo - http://www.beth-shalom.com.br)


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