domingo, 25 de novembro de 2012

O incrível poder da Ummah

Do blog Acarajé Conservador


Sempre que eclode conflitos no Oriente Médio a comunidade internacional se surpreende com a comoção gerada em toda as nações islâmicas pelo mundo. Esse efeito emocional quase automático é consequência do incrível poder da Ummah, isto é, da comunhão prática dos muçulmanos mediante uma fraternidade que transcende os limites territoriais. Tão grande novidade trazida por Muhammad numa península arábica violentamente dividida em tribos, possibilitou a coesão dos fiéis da nova crença fazendo com que pouco tempo após a sua morte uma grande parte do mundo conhecido estivesse sob o poder dos minaretes.


Muhammad sabia que para a sobrevivência da sua fé era necessária a profunda mudança de mentalidade por parte dos árabes convertidos. A primeira Ummah que se consolidou em Medina foi marcadamente simbolizada pelo espírito de paz e comunhão. Entretanto, após a morte de Maomé e com o fim do califado dos rashidun, isto é, quando este fora guiado pelos quatros companheiros de Muhammad,  Abu Bakr, Umar ibn al-Khattab, Uthman ibn Affan e, por fim, o grande Ali ibn Abi Talib, iniciou-se um período de expansão ainda mais amplo com os omíadas. Durante essa etapa as conversões ao islamismo eram desencorajadas entre os dhimmis - os judeus e cristãos que viviam no território islâmico - e os muçulmanos viviam em cidades quase inteiramente cristãs, como Jerusalém. As conversões, quando ocorriam, ainda tinham um forte caráter étnico. Havia, de certa forma, uma confusão entre islamismo e arabismo. Os neo-convertidos eram, portanto, associados a alguma tribo árabe acarretando que fossem, quase naturalmente, ainda vistos como cidadãos de segunda classe. A discussão terminou com o fim do regime omíada e a ascensão dos abássidas que levavam com ele todas os clamores dos muçulmanos xiitas contra o regime dos descendentes de Abu Sufyan.

No mundo recente a Ummah foi fundamental para a proteção do mundo islâmico quando da chegada das nações europeias. Os ingleses enfrentaram duras dificuldades na sua tentativa de tomar a Índia e o Irã. Os seus esforços se chocavam com a força da comunidade muçulmana que se unia contra os invasores. Os britânicos buscaram, então, minar a comunhão através da fé, com o financiamento de dois movimentos reformistas, como o bahaísmo e ahmadiyya. Mirza Ghulam Ahmad e Mirza Husayn Ali tentaram instaurar crenças que desconstruiriam a capacidade da Ummah de se unir contra os kuffar, os incrédulos, mas foram incrivelmente ineficientes. Na península arábica os ingleses também custearam outro movimento reformista. A doutrina de Muhammad ibn Abd al Wahhab foi rapidamente taxada pelos mais eruditos jurisprudentes islâmicos como herética. A sua novidade estava no seu afã de purificar o islamismo de versões corrompidas: o muçulmano poderia sim emitir um takfir, um julgamento sobre a fé do outro. Esse tipo de comportamento atacava o cerne da Ummah, da comunhão entre os fiéis. Se era permitido dizer quem era bom ou mau muçulmano, a comunidade islâmica corria o risco de entrar em profunda crise. Ademais, para Muhammad al Wahhab os turcos, senhores do Oriente Médio e de Meca e Medina, eram exemplos máximos da degeneração do islamismo. Assim, era fundamental que os bons muçulmanos se levantassem contra os otomanos. Quão feliz foi para a Inglaterra essa novidade. Da junção de Wahhab com a família Saud, que na época era salteadora de caravanas, surgiu a moderna Arábia Saudita. 

A Ummah, entretanto, ainda hoje mostra o seu poder e eficiência. Para o muçulmano de fé a agressão da comunidade islâmica é proporcional aos sacrilégios eucarísticos para o católico. Esse senso de pertença protegeu o islamismo ainda na época de Maomé e foi o fator de unificação das tribos árabes. Através desse processo a crença de Muhammad se expandiu e conquistou a Ásia, a África e chegou até a Espanha e no ápice do Império Turco-Otomano em terras austríacas. A Ummah foi historicamente fundamental e até hoje é o que possibilita aos muçulmanos se unirem quase automaticamente quando uma parte dessa grande comunidade é agredida.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Com a guerra em Gaza, máscaras caem no Brasil

Os conflitos em Gaza  despertouo ódio anti-semita da esquerda e dos muçulmanos. É nesse momento que as máscaras dos moderados caem. E é claro, estamos sempre de olho!

Reproduzo abaixo duas imagens captadas no principal fórum muçulmano online do país:

obs: Os destaques são nossos e as palavras falam por si só, acreditamos que nem precisamos emitir qualquer comentário.


Transcrição do texto da imagem:


... A luta contra Israel é legítima, porém, a intenção deve ser no caminho de Allah, este é o Jihad legítimo e a bandeira do Jihad é a bandeira do La Illaha il Allah e não a bandeira da Palestina ou outra qualquer! O grupo do Jihad, formado pelos mujahideen, seguem planos sérios e eficazes para a libertação da Península Arábica e para a Libertação de Jerusalém, capital da Palestina, sempre com a intenção voltada à aplicação da Sahriah (legislação de Deus). Sheikh Ussama, shaheed insha Allah, escreveu: O primeiro passo para libertação de toda Palestina é o enfraquecimento da economia cruzado-sionista. Para dar início a isso bastaria algum líder árabe se dignar a vender o petróleo com valor atrelado ao ouro e não ao dólar, como é hoje em dia, medida que favorece os EUA. O Hamas não compartilha os passos do Jihad, o que eles pretendem? O reconhecimento do já, praticamente, reconhecido Estado da Palestina? Para isso não há necessidade de novos conflitos contra Israel!...




Transcrição do texto da imagem:

...A luta contra Israel é justa e legítima, porém nossa Ummah deve unir suas intenções exclusivamente no caminho de Allah! Diz Allah, no Sagrado Alcorão: Combatei aqueles que não crêem em Deus e no Dia do Juízo Final, nem abstêm do que Deus e Seu Mensageiro proibiram e nem professam a verdadeira religião daqueles que receberam o Livro, até que, submissos, paguem o Jizya. (At Tauba, 29). Que Allah proteja nossos irmãos palestinos; que oriente à intenção correta todos aqueles que têm ânsia pela justa Shariah e que não tarde o castigo aos inimigos do povo de Deus! 

Nota nossa:

"aqueles que receberam o livro" = judeus e cristãos
jiza = um taxa paga pelos não-muçulmanos aos muçulmanos quando são conquistados.

A prisão de Tommy Robinson demonstra a derrota britânica frente ao Islã

Tommy Robinson

Tenho acompanhado através dos sites internacionais e do blog De Olho na Jihad, a detenção arbitrária do militante anti-islã e líder da EDL, Stephen Lennon, conhecido publicamente como Tommy Robinson.

Em 2010 publiquei o texto "EDL -islamofobia ou reação frente a islamização?", e desde aquela época passei a observar o crescimento e as ações da Liga de Defesa Inglesa.

A EDL é um grupo formado por jovens britânicos que visa principalmente combater o Islã militante e a islamização do Reino Unido. O grupo, ocupa constantemente as ruas de todo o país em protestos contra o Islã.

Nem sempre esses protestos acabam de maneira pacífica, resultando em confrontos com a polícia ou com grupos opositores, o que tem rendido ao grupo a classificação de hoolingans políticos.

Protesto da EDL
A Liga é acusada pela mídia esquerdista de serem neonazistas, neofacistas e etc. Mas, sabemos que a esquerda constuma usar esse tipo de rotulação com aqueles que tem cérebros e não rendem-se ao marxismo cultural. Portanto, na maioria das vezes esse rótulo é falso.

Voltando a prisão de Robinson, uma das principais vozes anti-islã da Europa, está mais que claro que sua detenção é política.

Assim que foi detido pela polícia, as autoridades de segurança afirmaram que ele não estava sendo preso, mas levado para sua própria segurança, pois havia indícios de que sofreria um atentado. Uma informação dessas deve ser levada a sério já que o jovem líder, em outra ocasião foi vítima de uma emboscada onde foi espancado. No entanto, segundo as autoridades britânicas, para a própria segurança, ele foi encaminhado para a prisão de Wandsworth, e segundo informou o Partido da Liberdade, em uma ala próxima aosmuçulmanos que adorariam arrancar sua cabeça.

Protestos eclodiram não apenas no Reino Unido, mas em toda a Europa. Até na Rússia houve mobilização. As ligas de Defesa da Noruega, Alemanha, Canadá, Bélgica e vários outros grupos filiados ao EDL por todo o velho continente se mobilizaram. Após a pressão, o governo britânico mudou a informação oficial, e declarou que Robinson está preso por ter tentado entrar ilegalmente nos EUA. E nessa semana a versão foi mudada novamente, Tommy Robinson agora é acusado de usar passaporte falso.

É interessante que um país que deixa livreo "braço direito" de Osama Bin Laden, trancafie, Robinson, sem qualquer contato com o mundo externo por ter "tentado entrar ilegalmente nos EUA".

Essa é mais uma amostra de como o politicamente correto rendeu a Grã-Betanha ao Islã. Lembro-me do jovem inglês que foi preso por, em protesto, exibir uma cruz em frente a uma mesquita. No entanto, a cruz era a que está estampada na própria bandeira do Reino Unido. É simplesmente inacreditável, mas é algo que tem se intensificado.

E diante desse absurdo, Robinson é a principal voz de contestação. Além disso, o jovem possui um poder de mobilização sem igual na Grã-Betanha. Portanto,não é de se admirar que para o governo esquerdista britânico, Robinson seja mais perigoso que Abu Qatada, ex-braço direito de Osama Bin Laden.


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Por que a esquerda é contra Israel?

Quando se trata de conflitos armados envolvendo Israel e seus inimigos, a esquerda toma claramente o partido dos inimigos de Israel, que já declararam em várias ocasiões não aceitarem a existência do Estado de Israel como nação e que quererem sua completa destruição.

Do blog Esquerdopatia

Por que a maioria da imprensa, dominada hegemonicamente pela esquerda e a própria esquerda, referem-se a Israel tendenciosamente, passando a ideia de que Israel é invariavelmente o causador dos conflitos, o agressor, o violador da paz, o assassino de civis, mulheres e inocentes, enquanto que os inimigos de Israel são retratados como vítimas indefesas, fracas, injustiçadas, pobres e oprimidas? Por que eles defendem e justificam que haja uma guerra assimétrica, onde os inimigos de Israel podem tudo e Israel não pode nada? Por que são abertamente pró-árabes e anti Israel?
 
A reposta é simples: a esquerda tem um discurso bonito que afirma defender os direitos das mulheres, defender a democracia e seus valores, defender a liberdade de expressão, defender os direitos dos homossexuais, defender o direito de religião, etc. Porém, o que praticam é bem diferente do discurso. A esquerda é mentirosa, cínica e hipócrita.

A esquerda apoia e exalta os regimes, lideranças e ideais mais violentos, atrasados, terroristas, assassinos, criminosos, e anti-ocidentais que existem no mundo, verdadeiras aberrações demoníacas, tais como Hamas, FARC, Sendero Luminoso, Hezbollah, Yasser Arafat, Fidel Castro, Talibãs, Iraque, Líbia, Irã, Cuba, Coréia do Norte, China, Hugo Chaves, Che Guevara, Stalin, Lênin e uma infinidade de outros. A esquerda exalta e defende os crimes e barbáries cometidos por este seleto time formado pela escória da humanidade. A esquerda adota os valores morais desta mesma escória. A esquerda é a escória.

Ela odeia Israel justamente por representar valores morais do ocidente, valores que a esquerda despreza e rejeita sob sua máscara de falsidade diabólica. Odeia Israel porque ele é uma democracia capitalista, com mercado livre, que respeita os direitos das mulheres e dos homossexuais, tem uma imprensa livre, com um
sistema judiciário independente, com eleições, com instituições democráticas consolidadas, alternância de poder, liberdade religiosa e seus habitantes tem os mesmos direitos e os avanços sociais e tecnológicos presentes nas nações ocidentais mais avançadas e ricas do planeta.

Por outro lado, seus vizinhos e inimigos são ditaduras, teocracias ou monarquias corruptas, onde as eleições são manipuladas, quando existem, lugares onde há a execução e prisão de homossexuais, onde a imprensa é uma mera porta-voz do ditador que está no comando, onde não há liberdade religiosa, apenas o fundamentalismo islâmico, onde há opressão às mulheres e seu povo é tratado como gado e condenado a viver na idade das trevas, no atraso e na pobreza, apesar de terem reservas de petróleo bilionárias sob seus pés.

Apesar não admitir abertamente, a esquerda mundial tem por objetivo a destruição dos pilares da sociedade ocidental, para implantar em seu lugar a sua utopia socialista, que já matou e ainda mata centenas de milhares de pessoas em países sob seu jugo. Esta é a verdade que a esquerda tenta esconder com seu “duplipensar” e “novilínguaorwellianos.

É por isso que você vai ouvir à exaustão o termo “islamofobia”, que é uma das dezenas de bandeiras malditas empunhadas e defendidas pela esquerda no mundo todo. “Islamofobia” é a maneira pela qual eles tentar te convencer que o Islamismo árabe é uma religião de amor e não de guerra. “Islamofóbico” vai ser o nome dado àqueles que opuserem à imposição de valores islâmicos, conflitantes com os valores democráticos ocidentais.


A Virada Islamista da Turquia, 10 Anos Depois

por Daniel Pipes
The Wall Street Journal
13 de Novembro de 2012
Original em inglês: Turkey's Islamist Turn, 10 Years Later
Tradução: Joseph Skilnik - http://pt.danielpipes.org/12226/virada-islamista-turquia

Será que a Turquia está—devido ao seu tamanho, localização, economia e sofisticada ideologia islamista—posicionada para se tornar o maior problema do Ocidente no Oriente Médio?

Já se passou uma década tumultuada desde que o Partido da Justiça e do Desenvolvimento foi eleito pela primeira vez em 3 de novembro de 2002. Quase que despercebidamente, o país deixou a era pró Ocidente iniciada por Mustafa Kemal Atatürk (1881-1938) e entrou na era anti Ocidente de Recep Tayyip Erdoğan (nascido em 1954)


A eleição de 2002 foi seguida de 10 anos de idas e vindas entre frágeis governos de centro esquerda e centro direita. Os anos de 1990 também testemunharam a primeira vez em que um primeiro ministro islamista tomou posse, Necmettin Erbakan, permanecendo no poder por um ano antes de ser deposto via um golpe militar "light" em 1997. Visto o passado, aquele período marcou o intervalo entre a morte de Turgut Özal em abril de 1993, o imponente ex- primeiro ministro e presidente e a ascensão de Erdoğan ao cargo de primeiro ministro em 2003.

Foi uma época de oportunidades políticas perdidas, má gestão econômica e corrupção endêmica. A era foi marcada pelo escândalo Susurluk de 1996—no qual a investigação de um acidente de tráfego municipal levou a revelações sobre as conexões do governo com a máfia e de assassinatos patrocinados pelo estado—além da resposta ineficiente ao terremoto de 1999, expondo a até agora desconhecida abrangência da incompetência e insensibilidade.

Tal falta de competência fez com que o eleitorado se voltasse para o Partido da Justiça e do Desenvolvimento, recentemente constituído, mais conhecido como AKP, não devido as suas diretrizes islamistas e sim pelas promessas de filiação à União Européia, mais democracia e liberdade. Auxiliado por um sistema político excêntrico que determina que os partidos obtenham 10% dos votos para que possam fazer parte do parlamento, o AKP obteve 34% dos votos passando a controlar 66% das cadeiras em 2002. 
O eleitorado aparentemente animado pelos resultados—principalmente pelas reformas inspiradas na Europa e crescimento econômico espelhado na China—retribuiu com 47% dos votos ao AKP em 2007 e 50% em 2011. A popularidade permitiu que Erdoğan se entrincheirasse, seu partido e sua ideologia ("Minaretes são nossas baionetas, domos nossos capacetes, mesquitas nossas barracas e fiéis nosso exército").

Acima de tudo, Erdoğan colocou de lado as forças armadas (a mais alta autoridade turca desde os dias de Atatürk) e o restante do "estado profundo"—os serviços de inteligência, o judiciário, os responsáveis pelo cumprimento da lei e seus aliados criminosos. O governo AKP também reverteu o legado de Atatürk de olhar para o Ocidente em busca de inspiração e liderança.

O colapso quase que total das forças anti-islamistas—Atatürkistas, socialistas, adoção de um estilo de vida ocidental, forças armadas e outras—é o mais importante desdobramento da década passada. Os líderes da oposição não foram muito além de dizer "não" às iniciativas do AKP, apresentando poucos programas de valia, adotando frequentemente posições ainda piores das adotadas pelo AKP (como por exemplo promover políticas pró Damasco e pró Teerã). Na mesma linha, intelectuais, jornalistas, artistas e ativistas reivindicavam e reclamavam mas não propuseram nenhuma visão alternativa, não islamista.

Assim o AKP entra na segunda década no poder com Erdoğan cacarejando em uma reunião do partido a respeito de "um histórico começo" e sobre governar o país como nenhum político turco governou desde Atatürk.

Seu desafio principal é se conter e não exagerar. No entanto, há indícios de que é justamente isto que ele está fazendo—alienando os não sunitas, as minorias não de língua turca, tomando emprestado em demasia, impondo a lei da Shariah com rapidez excessiva, alterando a constituição e debilitando as forças armadas encarcerando a liderança passada. Na esfera internacional, flerta com uma guerra com a Síria, malvista, dispondo de relações cada vez mais tensas com o Irã, Iraque e Chipre. Uma aliança próspera de outrora com Israel evaporou-se.

Se apenas há um ano a Turquia apareceu na Newsweek e em outras revistas como a "nova superpotência" do Oriente Médio, a excessiva ambição de Erdoğan—frequentemente atribuída ao sonho de recuperar o poder e prestígio do Império Otomano (1200-1923)—agora pode estar expondo os limites da influência Turca. Distanciando-se da OTAN, cercado de forma crescente por estados antagonistas, afligido pela crise interna, Ancara encontra-se cada vez mais isolada e afastada do status de grande potência.

A Vespa turca a caminho da fronteira Síria perto de Akçakale.
Caso Erdoğan perca o apoio eleitoral, prepare-se para que ele adote meios não democráticos a fim de manter-se no poder. Ele delineou esse caminho antes mesmo de se tornar primeiro ministro, com a famosa declaração "Democracia é como um bonde. Quando se chega no ponto, se desce". Sua mentalidade proto-ditatorial já pode ser vista em tais passos como o desafio ao judiciário independente, fomento a teorias conspiratórias ridículas com o objetivo de encarcerar os oponentes, detenção de inúmeros jornalistas e a emissão de multas absurdas contra empresas de mídia menos amigáveis. Estes meios autocráticos vêm crescendo com o passar do tempo.

Após uma década de governo razoavelmente democrático, crises iminentes—a econômica, a Síria e com a minoria curda da Turquia—podem sinalizar que chegou a hora de Erdoğan saltar do bonde democrático. À medida que o AKP vai arreganhando os dentes, preste atenção e veja a República da Turquia rejeitar ainda mais o Ocidente e começar a lembrar os regimes repressivos, estagnados e hostis que caracterizam o Oriente Médio muçulmano. E fique atento para ver se os líderes ocidentais percebem as mudanças e se agem na mesma proporção ou se continuam se apegando a uma visão do país de Atatürk que não existe mais.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

BRASIL: "...Saudamos o povo da Palestina, povo de sentinela e Jihad."

Reproduzimos na íntegra o pronunciamento anti-israel do Conselho Superior dos Teólogos e Assuntos Islâmicos do Brasil, sobre o conflito em Gaza:

São Paulo, 15 de novembro de 2012
 
O Conselho Superior dos Teólogos e Assuntos Islâmicos do Brasil acompanha com muita tristeza e ansiedade a série brutal de crimes cometidos pelo exército de ocupação sionista contra nossos irmãos da Palestina na Faixa da gloriosa e orgulhosa Gaza.O Conselho condena veementemente o assassinato do povo palestino. Este ataque sionista constitui em uma mancha vergonhosa na testa da humanidade, que prega a liberdade dos povos e a convivência em paz e segurança.

Eis que os sionistas que usurparam a terra abençoada da Palestina, seguem com seus assassinatos aos palestinos dia após dia, uma vez com bloqueios, outras vezes com armas mortíferas, com o silêncio e a ausência da comunidade internacional.
 
Pedimos ao mundo islâmico tomar as medidas necessárias para impedir o derramamento de sangue palestino, e ajudar o povo da Palestina a repelir esse ataque brutal.
O Conselho exorta os filhos de muçulmanas no Brasil para orarem por seus irmãos na Palestina, assim como apela aos irmãos, teólogo, cheiques e pregadores no Brasil para alocarem o sermão da próxima sexta-feira para esclarecer os muçulmanos para a questão da Palestina e o seu papel no apoio aos seus habitantes.A usurpação de terra, o assassinato e o deslocamento constituem em políticas racistas. O dia virá em que isso cessará e os direitos serão restituídos ao seu verdadeiro povo,

Saudamos o povo da Palestina, povo de sentinela e Jihad. Suplicamos a Allah que continuem com a sua perseverança e que lhes conceda a vitória, e que Allah tenha misericórdia dos mártires e restitua a saúde aos feridos e atingidos.
 
Cheikh Khaled Taky El Din
Presidente do Conselho


Um rápido comentário nosso: Em meio a esse "moderado" texto há algumas coisas ocultas. Nada se fala da agressão constante do Hamas, nem sua forma de "defesa". Percebe-se claramente que há uma concordância com o grupo terrorista palestino e seus métodos.

Execução pública de "traidores" é festejada em Gaza

Seis homens acusados de colaborar com Israel foram executados em público ontem no centro da Cidade de Gaza, atraindo uma multidão ensandecida que cercou os corpos gritando morte a Israel e a seus aliados.
Foi um raro momento de celebração em Gaza após uma semana sob ataques israelenses e seguiu o espírito vingativo despertado entre os palestinos pelo conflito.

Num dos cruzamentos mais movimentados do território palestino, os corpos perfurados por tiros de fuzil foram atirados no asfalto, atrapalhando o trânsito e deixando um rastro de sangue.

 Palestinos pisam sobre corpos de supostos colaboradores de Israel mortos na Cidade de Gaza

Em cada um deles havia uma cartolina com o nome do morto e o aviso de que eram colaboradores de Israel. Assinado: Brigadas Qasam, o braço militar do Hamas.

"Estava tomando um chá na esquina quando ouvi uma saraivada de tiros", contou Zakaria Dalou, 30, satisfeito. "É um castigo justo para quem trai a pátria". Dalou tinha razão pessoal para festejar a vingança. Ele perdeu dez membros de sua família no domingo, incluindo cinco mulheres e quatro crianças.

A Folha chegou ao local pouco depois das execuções e testemunhou o empurra-empurra que cercou os corpos ensanguentados.

Um dos homens ainda se mexia depois dos tiros e foi liquidado a socos e chutes por dezenas de pessoas. Muitos filmavam a cena com celulares, enquanto crianças abriam caminho entre suas pernas para olhar os cadáveres mutilados.

Execuções tornaram-se comuns em Gaza desde que o Hamas assumiu o controle do território, em 2007, e implantou um regime islâmico. Entre os mortos há condenados por crimes graves como assassinatos e estupros, mas nada é considerado grave como colaborar com Israel.

Fonte: Folha de S. Paulo

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