quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Retrospectiva De Olho na Jihad - Janeiro 2011

Imagem do blog em Janeiro
Caros leitores,
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Relembraremos as principais notícias que publicamos no decorrer do ano. O ano de 2011 começou extremamente violento e durante o restante não foi diferente. Vejamos:

A primeira notícia que publicamos (01/01) em 2011 foi: 2011 começa com morte para Cristaos: Ataque mata 21 em igreja no Egito

Vejam outras notícias de janeiro:
Para ler mais artigos de Janeiro clique na coluna da esquerda no link "janeiro".

Comentário: Como podemos perceber, o mês de janeiro foi extremamente cruel para os Cristãos, sendo estes, vítimas de atentados e perseguições no Egito, Iraque e Nigéria em países da Europa e na Austrália, isso só no início do mês. Outro fato importante que deve ser lembrado foi o covarde assassinato do governador de Punjab (paquistão),Salman Taseer, um dos principais críticos da "lei de blasfêmia".  Taseer foi executado por defender os cristãos.

Em Janeiro, em nome do Islã, 158 pessoas foram mortas, 762 feridas em atentados terroristas em 18 países, conforme relatório que publicamos mensalmente.
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O Natal de Asia Bibi

Católica condenada pelas leis do islamismo, Asia Bibi está presa desde 9 de junho de 2010, no Paquistão. Acusada de blasfêmia contra Maomé – que nada fez por ela, nem por mim, nem por qualquer ser humano vivo nesta terra, ao contrário de Cristo que fez por nós e pelos que ainda virão… -, Asia Bibi está isolada e pode enlouquecer.

O Vatican Insider divulgou a informação e É o Carteiro! traduziu para o português europeu. Segue o texto na íntegra.

“Asia Bibi em risco de doença mental”

Um comunicado divulgado por uma ONG que se encontrou com a mulher cristã condenada por blasfémia fala de “condições psico-físicas em contínua degradação”

Asia Bibi está à beira da loucura. A mulher cristã injustamente condenada à morte por blasfémia, na prisão desde 9 de junho de 2010 está em risco de adoecer mentalmente: as suas condições físicas estão degradando-se de forma continuada e “precisa urgentemente de uma revisão médica completa”. Mas o seu moral, nos raros momentos de lucidez, permanece elevado e Asia disse ter “perdoado aos seus algozes”: é o que relata, à agência de notícias vaticana, Fides, Haroon Barkat Masih, Diretor internacional da “Masihi Foundation” (MF), ONG que protege os direitos dos cristãos no Paquistão e que presta assistência material e legal de Bibi.

Uma delegação internacional da “Masihi Foundation” reuniu com Asia Bibi no passado dia 19 de Dezembro de 2011 naa prisão distrital Sheikpura, onde se encontra há mais de um ano para avaliar as condições em que vive, levar uma palavra de esperança e os votos natalícios, enquanto o recurso judicial, após a condenação em primeira instância, ainda está pendente no Supremo Tribunal de Lahore. 

Num comunicado divulgado pela “Masihi Foundation” após a visita na prisão, e enviado para Agência Fides, diz-se que “por causa de seu isolamento, Asia Bibi, 46 anos, está consideravelmente envelhecida, tem uma cor pálida, parece muito frágil, e mesmo incapaz de ficar sozinha.” Asia foi escoltada por duas mulheres do corpo de vigilância prisional.

“Durante o encontro, o seu olhar vagueava no vazio, não conseguia entender o que estava a acontecer, estava completamente confusa e espantada. Durante toda a conversa (mais de 2 horas e 20 minutos) o seu pensamento andou à deriva”, observa com preocupação a MF. “Reagiu aos estímulos com emoções contraditórias, rindo, chorando, e ficando em silêncio durante longos períodos de tempo.”

“Durante os primeiros 10 minutos – continua o texto enviado à Agência Fides – Asia não foi capaz de reagir e não conseguiu perceber se éramos amigos ou inimigos. Disse que ninguém a estava a levar a sério, estava assustada e parecia muito fria e nervosa. Quase não nos olhou nos olhos, e não fixava os olhos num ponto ou numa pessoa. Oferecemos água e até da água parecia ter medo”. As suas condições de higiene pessoal eram terríveis: Asia não toma banho há mais de dois meses.

A delegação da MF garantiu-lhe que continuará a prestar a melhor assistência legal possível. Asia, em voz muito baixa e suave, repetiu aos membros do MF que “ela só quer voltar para sua família” e continua a rezar e a jejuar. Bibi pede aos cristãos no mundo “para continuarem a rezar por ela.” Quando questionada sobre emprega o tempo, Asia, disse: “Eu perdi a noção do tempo. Não faço ideia em que horas, mês, ou estação estamos. O único dia que lembro é o dia 9 de junho, o dia mais escuro da minha vida, quando fui presa. Foi o começo de um pesadelo para mim e minha família.”

Questionada sobre se tinha perdoado aos acusadores, explicou: “primeiro senti frustração, raiva, e tornei-me agressiva. Depois, graças à fé cristã, após jejuar e rezar, as coisas começaram a mudar dentro de mim: já perdoei àqueles que me acusaram de blasfémia. Este é um capítulo da minha vida eu quero esquecer”, observando que “muitos outros cristãos são injustamente acusados como eu.” Enquanto a delegação se preparava para sair Asia pareceu assustar-se e gritou em lágrimas: “Quando é que me libertam?”.

“É uma pergunta que dirigimos ao governo paquistanês, à comunidade internacional, à Igreja universal”, comentou em entrevista à Agência Fides Haroon Barkat Masih. “Se a Asia permanecer na prisão contrairá uma doença mental que pode comprometer seriamente o seu equilíbrio psicológico. Exigimos que as autoridades imediatamente permitam que uma equipa médica a visite e inicie um tratamento” continua o diretor da MF.

“Recentemente, o Papa Bento XVI visitou alguns presos italianos. Acreditamos que, no seu gesto, simbolicamente abrangeu todos os prisioneiros no mundo e também Asia Bibi, que viverá um Natal triste, na solidão de uma cela. Apelamos a todos os cristãos em todo o mundo para lembrarem Asia Bibi ao Senhor na noite de Natal, e para rezarem uma oração por ela”.


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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Cessar-Fogo em áudio - 13ª Edição


Bracil: "celeiro da democracia"?
O Cessar-Fogo chegou à sua décima terceira edição em áudio. Nela você encontará a abordagem dos seguintes assuntos:

1) Segunda etapa da troca de prisioneiros entre Israel e Hamas e a promoção da imagem de Abbas;

2) O 24° aniversário do Hamas e a sua reafirmação de combate aos "invasores da Palestina";

3) A formação de uma "Tropa de Elite" israelense;

4) O posicionamento brasileiro questionável diante das violações dos direitos humanos no Irã.



As edições de Cessar-Fogo são transmitidas na Rádio Comunidade de São Cristóvão FM 106.3 (Sergipe) e na Vertical WebRadio.

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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O chocante amor árabe por Hitler

 
 No cartaz: "Deus abenço Hitler"

Escrito por Walid Shoebat | 19 Dezembro 2011  | MSM

Pesquisar por “Hitler” em árabe foi uma jornada a um túnel de escuridão deprimente.

A extensão do amor ou ódio do público a personagens históricos talvez possa ser determinado digitando o nome desse personagem na ferramenta de busca do Google. Hoje em dia, digitar o nome de ditadores árabes em caracteres árabes mostra uma insatisfação geral que os iguala a tiranos como Hitler. Mas e se você digitasse o nome do próprio “Hitler” em caracteres árabes no Google? O que vai encontrar? “Hitler” em árabe tem tantos resultados quanto o número de judeus que ele assassinou: mais de 6 milhões. Embora seja impossível ler 6 milhões de blogs e sites para apurar o que o mundo árabe pensa sobre ele, ler atentamente algumas centenas deles pode deixar os ocidentais chocados ao perceberem que a maioria dos comentários, de uma maneira ou de outra, elogiam ou glorificam Hitler.

O primeiro site árabe possui um blog que o apresenta da seguinte forma: “Hitler não era um homem comum para ser esmagado pela roda do tempo e deixado para trás como poeira, para ser esquecido neste vasto universo. Tampouco era o rei apenas da Alemanha. Ele é um dos grandes entre poucos. É o rei da história”. Os ocidentais poderiam pensar que o primeiro comentário em um artigo como esse seria de repúdio. Nada disso. Muhammad Jasem postou: “Se os maiores líderes se juntassem, não se igualariam em magnificência a Hitler”. O restante dos comentários não focou longe disso. O segundo resultado foi um vídeo do Youtube intitulado “Os Judeus São Covardes”, mostrando um imitador de Hitler andando pelas ruas, com transeuntes judeus, supostamente apavorados, desviando-se dele. Isso “prova que judeus são covardes”, interpretavam os comentários.

A citação mais popular de Hitler em sites árabes é uma em que ele supostamente diz: “Eu poderia ter destruído todos os judeus, mas deixei alguns para que o mundo saiba um dia por que eu os matei”. O resultado seguinte é um vídeo do Youtube intitulado “A Declaração de Hitler sobre a Aniquilação dos Judeus”; o primeiro comentário dizia como Hitler “respeitava o Islã” e como ele chegou a convocar uma unidade muçulmana da SS e lhes conceder as pausas para orações.

Lendo com atenção, centenas de sites árabes mostram conteúdos similares. 

Alegrei-me ao ver o que pensei ser o primeiro comentário positivo, à maneira ocidental, entre milhares, que dizia: “Hitler era um psicopata. Ele também teria matado todos os muçulmanos” mas logo me decepcionei com “mas, para ser sincero, eu adoro o Hitler por sua capacidade de liderança”. É claro, isso foi rapidamente repreendido por outros: “Se Hitler odiasse os árabes, por que ele iria convocar soldados muçulmanos para os seus postos? Isso deve ser propaganda sionista”.

Acusações de “propaganda sionista” e teorias da conspiração empesteiam a internet em língua árabe; a história factual é descreditada como “conspiração sionista”. Concluí das minhas próprias experiências antissemitas da minha infância que uma cultura empesteada de teorias da conspiração geralmente é a mesma que as produz.
Um comentário bastante típico afirmava: “Hitler deixou a outra metade [dos judeus] viva para que a profecia de Maomé seja cumprida e abra o caminho para o Islã destruir o restante”. No site Alsaha.com, principal fonte de notícias do Golfo Árabe, uma notícia sobre um filme recém-lançado em Paris retrata pela primeira vez como a Mesquita de Paris salvou guerrilheiros da resistência judaica e muçulmana durante a Segunda Guerra Mundial. Os comentários mais comuns vão de negadores do holocausto, longos posts de como o Grande Mufti Haj Amin Al-Husseini, líder palestino que fez aliança com Hitler, era um grande herói e como Hitler havia supostamente citado o Corão: “a Hora está próxima, e a lua foi feita em pedaços”. A citação do Corão supostamente dita por Hitler era tão comum que Ayed Al-Qarni, um dos mais respeitados teólogos sauditas, observou que Hitler havia gravado essa frase nos canhões e tanques das tropas da SS.

De acadêmicos muçulmanos a referências históricas, Hitler é um herói. 

Objeções ao amor de Hitler existem, mas raramente são isentas de contradições nos mesmos termos. Um comentário criticava tal amor: “Hitler era um nazista que acreditava na raça ariana… É óbvio que Hitler elogiava o Islã porque estava aliado aos otomanos. Mas por que nós árabes temos que insistir nesse amor por Hitler? Só porque ele fez uma limpeza dos judeus? Maomé, e Omar depois dele, limparam Jerusalém deles muito antes de Hitler”. Se os ocidentais equiparassem Maomé a Hitler, a reação seria imensa. Mas não é incomum encontrar sites árabes afirmando que Hitler era um modelo que seguiu os passos de Maomé. “O único personagem na história que foi capaz de ganhar os judeus para mutilá-los foi Maomé”, Hitler foi citado dizendo. E é claro, consideraram um elogio.

Os comentários árabes não deixam de usar Hitler como exemplo para comparar tiranos árabes e para combater o extremismo. O site de notícias do Oriente Médio Walfajr.net publicou um artigo escrito por Al-Baqer Ali Al-Shamasi intitulado “Os Tambores Sionistas Tocam para a Guerra”. Ele escreve: “Hitler, esse nacionalista extremista, e seu amigo Mussolini, vieram e desencadearam uma guerra mundial que vitimou 60 milhões de pessoas”. Até aí tudo bem. Até que algumas linhas depois: “Quando Hitler fez o que fez com eles [os judeus], os sionistas usaram táticas para inventar o Holocausto”. Aceitar o Holocausto como uma realidade e negá-lo na mesma argumentação não é incomum nos sites árabes. Isso é sinal de um mentiroso patológico.

Pesquisar por “Hitler” em árabe foi uma jornada a um túnel de escuridão deprimente. “Hitler, o artista”, dizia um artigo. Hitler até mesmo “descobriu os desenhos de Walt Disney”, afirmava um comentário. Foi “Hitler quem desenhou pela primeira vez a ‘Branca de Neve e os Sete Anões’”. Do primeiro ao último comentário, o artigo foi um deleite.

O último comentário dizia que “Hitler odiava os judeus porque o médico de sua mãe, que era judeu, não cuidou dela e a deixou morrer. Foi um judeu que comprou as primeiras peças de arte de Hitler e lhe pagou pouco por elas, para depois revendê-las muito mais caro. Hitler mais tarde descobriu o roubo da sua arte pelos judeus. Essa foi a história que despertou a família de Hitler para quão trapaceiros são os judeus”.

Tudo isso me faz lembrar dos meus primeiros dias de escola na cidade de Belém, quando estudávamos os escritos do mais respeitado e eminente escritor egípcio, Anis Mansour, que uma vez escreveu: “Pessoas de todo o mundo vieram a se dar conta de que Hitler estava certo, pois os judeus são sanguessugas… interessados em destruir o mundo inteiro, que os enxotou e desprezou por séculos… e os queimou nos crematórios de Hitler… 1 milhão… 6 milhões.  Se apenas ele tivesse terminado o serviço!”

Anis Mansour não passava de um marginal. Eu sei que isso pode irritar centenas de milhões de pessoas no mundo árabe que o respeitam. Talvez digam que eu fui infectado por uma conspiração americana. De fato, eu fui: chama-se “pensamento crítico”.

Tradução: Luis Gustavo Gentil
www.juliosevero.com
 
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Sheik Al-Houwan: "O rosto de uma mulher é como uma vagina"

Durante um debate, o conhecido intelectual egípcio, Sheik Al-Houwan (foto), ao explicar sobre a necessidade do uso do véu, disse: "O que é o véu? O véu é o que cobre o rosto de uma mulher. Portanto, o rosto de uma mulher é como uma vagina".

O ensinamento foi proferido durante um debate sobre, Hoda Shaarawi, a principal feminista árabe conhecida como a primeira a tirar véu. Como ela se sentiria tendo seu rosto comparado a uma vagina?

Blog De Olho na Jihad 19/12/11
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Debate ao vivo sobre a Primavera Árabe

A Primavera Árabe completou um ano. Para marcar a data, o Estadão realiza nesta segunda, dia 19 às 17 horas, um debate online ao vivo com os cientistas políticos Heni Ozi Cukier e Reginaldo Nasser, moderado pelo editor de Internacional, Roberto Lameirinhas. 

Os internautas poderão participar pelo Twitter (usando a hashtag #debatePA), pela página da Editoria Internacional no Facebook e também enviar perguntas, desde já, pelo email estadaointer@gmail.com .

Heni Cukier é professor de relações internacionais da ESPM. No dia 25 de setembro, em São Paulo, participou de debate com jovens, promovido pelo Congresso Judaico Latino-Americano. Reginaldo Nasser é professor de relações internacionais da PUC-SP.

Fonte: CONIB

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domingo, 18 de dezembro de 2011

A conexão brasileira do movimento terrorista Hamas


Por Júlia Carvalho, na VEJA desta semana:

Por mais que as autoridades brasileiras neguem, seguem aparecendo provas de que organizações terroristas de orientação islâmica estendem seus tentáculos no país. Em abril passado, uma reportagem de VEJA revelou as conexões de cinco grupos extremistas no Brasil. Agora, a análise de processos judiciais e de relatórios do Departamento de Justiça, do Exército e do Congresso americanos expõe laços de extremistas que vivem aqui com a Fundação Holy Land (Terra Santa, em inglês), uma entidade que, durante treze anos, financiou e aparelhou o Hamas, o grupo radical palestino que desde 2007 controla a Faixa de Gaza e cujo objetivo declarado é destruir o estado de Israel.

A Holy Land tinha sede em Dallas, no Texas, e era registrada como instituição filantrópica. Descobriu-se que havia enviado pelo menos 12,4 milhões de dólares ao Hamas e que ajudava o grupo a recrutar terroristas nos Estados Unidos e na América do Sul. Em 2001, entrou para a lista de organizações terroristas da ONU e, em 2008, seus diretores foram condenados na Justiça americana por 108 crimes, entre os quais financiamento de ações terroristas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A maior pena, de 65 anos de prisão, foi para Shukri Abu Baker, fundador, presidente e diretor executivo da Holy Land Curiosamente, passou despercebido o fato de que Baker é brasileiro. Mais do que isso: durante muitos anos ele manteve operações no Brasil, e alguns de seus comparsas ainda estão por aqui.

Shukri Abu Baker nasceu em Catanduva, no interior de São Paulo, em 3 de fevereiro de 1959. Sua mãe, Zaira Guerzoni, é filha de italianos, e seu pai, Ahmad Abu Baker, um imigrante palestino. Em 1965, Shukri, seus pais e seus dois irmãos mudaram-se para a Cisjordânia. Ele terminou os estudos no Kuwait, mudou-se para a Inglaterra, onde fez faculdade e, em 1980, se estabeleceu nos Estados Unidos. Em 1988, com Mohammed El-Mezain e Ghassan Elashi, fundou a Holy Land. Enquanto isso, seu irmão Jamaí Abu Baker, também brasileiro, adotava o nome de Jamal Issa e subia as escadas de poder do Hamas - primeiro na filial do Sudão e, depois, na do lêmen. Jamal, atualmente radicado na Síria, foi um dos líderes do Hamas a receber os 1027 presos que Israel libertou em troca do soldado Gilad Shalit, em outubro passado.

Fonte: Blog do Reinaldo de Azevedo
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