quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Exercício "de hora zero" do Hizballah para derrubar o governo de Beirute e lançar guerra contra Israel

Na última quinta-feira, 28 de outubro, o Hizballah realizou um exercício militar em todas as partes do Líbano, a fim de testar a prontidão de sua milícia para o que o seus líderes chamaram de "hora zero", ou seja, afirmar seu controle sobre o Líbano e "encurralar" o primeiro-ministro Saad Hariri. As fontes militares de DEBKAfile informam que o exercício consumiu o dia todo e culminou no discurso bravateiro do líder do Hizballah, Hassan Nasrallah naquela noite, que foi interpretado por todas as facções libanesas como uma declaração de guerra contra seu governo e o prenúncio de um aumento da temperatura na fronteira com Israel .

O grupo terrorista xiita não fez mistério sobre as razões para sua postura guerreira - pelo contrário:

1. O Hizballah achou necessário responder ao recente "exercício eletrônico" das Forças de Defesa de Israel, em sintonia com uma decisão de alto escalão do Irã, da Síria e do próprio Hizballah de nunca deixar um movimento militar americano ou israelense sem resposta.

2. Foi um ensaio para a ação militar planejada para as horas que antecederem o anúncio do indiciamento de líderes do Hizballah, por parte do Tribunal Especial do Líbano, pelo envolvimento no assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafiq Hariri, há cinco anos.

O exercício de "hora zero" demonstrou, de acordo com fontes do Hizballah, "a rápida implementação em campo" da necessária prontidão para o combate. Elas afirmam que "em menos de duas horas" foram capazes de "manter uma segurança e domínio militar de grandes áreas do Líbano."

Nossas fontes observam que está é a primeira vez que o Hizballah falou abertamente sobre seu plano de tomar o controle do Líbano pela força das armas - sem nem esperar pelo TEL anunciar os indiciamentos. A revelação foi feita cinco dias depois do importante exercício militar, a fim de deixar as coisas claras e aproveitou um momento em que seus principais oponentes estavam ocupados com outras coisas.

O presidente Barack Obama está ocupado demais com a queda dos Democratas nas pesquisas, antes das eleições de meio-mandato para o congresso, em 2 de novembro.

O rei saudita Abdullah estava concentrado em uma ambiciosa iniciativa de realizar uma conferência nacional de todas as facções iraquianas para romper o longo impasse na formação do novo governo em Bagdá. O rei saudita estava buscando um progresso exclusivamente árabe que jogasse o Irã para escanteio.

E em Jerusalém...bem, os círculos políticos de Jerusalém estão completamente absorvidos pelas bagatelas dos escândalos domésticos, como o ministro da Defesa Ehud Barak ter dado emprego ilegalmente a um trabalhador estrangeiro em sua casa ou as brigas sem fim sobre as bolsas para os estudantes yeshiva com famílias.

O Hizballah também acha que pode mandar com segurança seus capangas para as ruas de Beirute e dar vasão a sua ira contra Israel sem ser acossado pela mídia ocidental, porque ela está totalmente absorvida no complô do pacote bomba da al Qaeda e suas ramificações internacionais. 

Artigo original AQUI.
Tradução: DEXTRA

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